O F.C. Porto já estava a perder quando chegou à sua posição no Arena Auf Schalke. Num instante, nu
ma correria inicial, num assomo que Helton ainda bloqueou, a equipa da casa festejava sem merecer, alcançando uma vantagem que matou de imediato todas as planificações azuis e brancas. Slomka prometera que o seu conjunto entraria com tudo. O «tudo» era uma fortuna que valeria um triunfo imerecido. O Dragão, porém, tem muito a discutir dentro de duas semanas. Ambiente empolgante, frio cortante, futebol de alto nível. O F.C. Porto, hoje equipado integralmente de branco, jogava os primeiros 90 minutos de uma eliminatória que quer sua. Sem constrangimentos, pronto para tudo. Até para o «com tudo» dos alemães, que se resumia a futebol directo, agressividade e fulgor físico. O golo de Kuranyi, porém, refreou de imediato as acelerações diabólicas do Schalke. O avançado ficava ainda mais solitário nas proximidades de Helton, tentando rentabilizar o poder de choque frontal de Asamoah, e usar e abusar da sorte que Helton, com toda a frieza, desfazia em pedaços. Mesmo a perder, era o F.C. Porto que jogava melhor. Quaresma avisou à passagem do quarto de hora, Raul Meireles ficou pertíssimo da perfeição pouco depois e João Paulo, na raça, cabeceou por cima. Aí estava o fogo do Dragão a incendiar Gelsenkirchen. O F.C. Porto, sim, actuava com tudo: classe, técnica individual, sentido colectivo, magia. Apesar das correrias desenfreadas do Schalke e de um ou outro sobressa
lto fortuito, o resultado no descanso já se aproximava da farsa. Na segunda parte, o futebol portista foi crescendo à medida que o termómetro descia. Apesar do apoio dos seus adeptos, o Schalke tendia para as cordas, amedrontado pela circulação competente do F.C. Porto. Raul Meireles, à bomba, Lisandro Lopez, na melhor jogada do desafio, numa maquinação que chamou a jogo Raul, Lucho e Quaresma antes do encontro com o melhor marcador da liga portuguesa, silenciaram o Arena durante largos instantes. Era o pré-aviso de golo do F.C. Porto, que incentivava ainda mais o colectivo. Seguiram-se minutos alucinantes, com o Schalke a defender-se no limite e o Dragão a empurrar, contra ventos e marés, contra o azar, imune a tibiezas. Num canto cobrado por Raul Meireles, Bruno Alves, Lucho e Lisandro não desviaram por milagre. O empate parecia não contar nesta primeira mão. O F.C. Porto sai a perder para o intervalo destes oitavos-de-final. Mas sai de Gelsenkirchen com a certeza de que tem tudo para seguir em frente. Joga mais e melhor futebol. E isso costuma ser suficiente. Até para superar o infortúnio.
FICHA DO JOGO
ma correria inicial, num assomo que Helton ainda bloqueou, a equipa da casa festejava sem merecer, alcançando uma vantagem que matou de imediato todas as planificações azuis e brancas. Slomka prometera que o seu conjunto entraria com tudo. O «tudo» era uma fortuna que valeria um triunfo imerecido. O Dragão, porém, tem muito a discutir dentro de duas semanas. Ambiente empolgante, frio cortante, futebol de alto nível. O F.C. Porto, hoje equipado integralmente de branco, jogava os primeiros 90 minutos de uma eliminatória que quer sua. Sem constrangimentos, pronto para tudo. Até para o «com tudo» dos alemães, que se resumia a futebol directo, agressividade e fulgor físico. O golo de Kuranyi, porém, refreou de imediato as acelerações diabólicas do Schalke. O avançado ficava ainda mais solitário nas proximidades de Helton, tentando rentabilizar o poder de choque frontal de Asamoah, e usar e abusar da sorte que Helton, com toda a frieza, desfazia em pedaços. Mesmo a perder, era o F.C. Porto que jogava melhor. Quaresma avisou à passagem do quarto de hora, Raul Meireles ficou pertíssimo da perfeição pouco depois e João Paulo, na raça, cabeceou por cima. Aí estava o fogo do Dragão a incendiar Gelsenkirchen. O F.C. Porto, sim, actuava com tudo: classe, técnica individual, sentido colectivo, magia. Apesar das correrias desenfreadas do Schalke e de um ou outro sobressa
lto fortuito, o resultado no descanso já se aproximava da farsa. Na segunda parte, o futebol portista foi crescendo à medida que o termómetro descia. Apesar do apoio dos seus adeptos, o Schalke tendia para as cordas, amedrontado pela circulação competente do F.C. Porto. Raul Meireles, à bomba, Lisandro Lopez, na melhor jogada do desafio, numa maquinação que chamou a jogo Raul, Lucho e Quaresma antes do encontro com o melhor marcador da liga portuguesa, silenciaram o Arena durante largos instantes. Era o pré-aviso de golo do F.C. Porto, que incentivava ainda mais o colectivo. Seguiram-se minutos alucinantes, com o Schalke a defender-se no limite e o Dragão a empurrar, contra ventos e marés, contra o azar, imune a tibiezas. Num canto cobrado por Raul Meireles, Bruno Alves, Lucho e Lisandro não desviaram por milagre. O empate parecia não contar nesta primeira mão. O F.C. Porto sai a perder para o intervalo destes oitavos-de-final. Mas sai de Gelsenkirchen com a certeza de que tem tudo para seguir em frente. Joga mais e melhor futebol. E isso costuma ser suficiente. Até para superar o infortúnio.UEFA Champions League (Oitavos-de-final – 1ª mão)
Arena Auf Schalke, em Gelsenkirchen
Árbitro: Laurent Duhamel (França)
Assistentes: Stéphane Duhamel e Christoph Capelli
4º árbitro: Olivier Thual
SCHALKE 04: Neuer; Rafinha, Bordon «cap.», Krstajic e Westermann; Jones, Ernst, Rakitic e Kobiashvili; Asamoah e KuranyiSubstituições: Rakitic por Grossmuller (76m), Asamoah por Altintop (80m) e Kuranyi por Vicente Sanchez (89m) Não utilizados: Schober, Varela, Lovenkrands e Howedes
Treinador: Mirko Slomka
F.C. PORTO: Helton; João Paulo, Pedro Emanuel «cap.», Bruno Alves e Fucile; Paulo Assunção, Lucho González e Raul Meireles; Lisandro Lopez, Farías e QuaresmaSubstituições: Farías por Sektioui (56m) e Fucile por Mariano Gonzalez (85m) Não utilizados: Nuno, Stepanov, Cech, Hélder Barbosa e Kazmierczak
Treinador: Jesualdo Ferreira
Ao intervalo: 1-0
Marcadores: Kuranyi (4m)
Disciplina: Cartão amarelo a Jones (45m), Ernst (68m) e Grossmuller (84m)
Desta vez não haverá Positivo/Negativo, mas sim uma mensagem de esperança pois esta equipa Alemã está ao alcance do nosso FC Porto dado que o Futebol que eles praticam não é nada de especial e como diria Mourinho: "Ainda estamos na 1ªparte".
Saudações Portistas!!!
3 comentários:
É verdade, estamos no intervalo desta eliminatória. Se nos exibirmos aqui no Dragão como na 2ª parte do jogo de ontem, penso que poderemos seguir em frente. O Schalke 04 é uma equipa valorosa mas perfeitamente ao nosso alcance.
Cumprimentos.
www.guardiaodainvicta.blogspot.com
Para passarmos vamos ter de jogar muito mais do que fizemos, mesmo na segunda-parte. O Schalke é uma eqipa de contra-ataque e virá ao dragão fazer o que fez ontem em Gelsenkirchen; defender bem e depois tentar marcar um golo.
De qualquer maneira eu acredito.
Espero também que Quaresma jogue um pouco melhor.Os génios que o F.C.Porto teve nas horas das glórias europeias apareciam sempre nestes jogos;Futre, Madjer, Deco...espero que o cigano consiga fazer o mesmo.
Um abraço
concordo com o dragao vila pouca a 100%
No dragão é preciso ter muito cuidado com os contra ataques deles porque se marcam um golo acabou...
E também é preciso que o Quaresma apareça porque ontem houve vezes que parecia que tinha medo de ir pra cima deles.
Abraço e vamos acreditar
http://estrelas-do-fcp.blogspot.com/
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