Mostrar mensagens com a etiqueta Liga dos Campeões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Liga dos Campeões. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

A preciosa lição

imagem retirada de zerozero
Aconteceu mais depressa do que eu pensava. O Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição perdeu pela primeira vez e já há quem lhe faça o “funeral” europeu. Postura irritante? Sim com certeza. Adeptos portistas que nunca estão bem com o que têm e é muito por culpa disto que as coisas estão como estão no reino do Dragão.

Mas entremos agora no jogo propriamente dito para nos focarmos naquilo que realmente interessa. O que falhou nesta partida caseira diante do Beşiktaş JK? Simples. Preparação. Sérgio Conceição, treinador inexperiente no que à Champions diz respeito, entendeu que para se derrotar a equipa turca de Ricardo Quaresma e Pepe bastaria fazer o que faz normalmente na Liga NOS.

Dito de outra forma, para Sérgio bastaria ao FC Porto fazer o habitual corre-corre até se cair para o lado que os golos da vitória acabariam por aparecer. Saiu-lhe o tiro pela culatra pois nas andanças europeias não se defrontam “equipazinhas” que se remetem à defesa à espera do milagroso pontinho… O Beşiktaş JK – equipa matreira que conta com jogadores experientes - aproveitou-se da habitual “pujança” que os portistas tanto admiram e aproveitou-se do “vamos todos para cima deles” para em três contra ataques fazer os três golos que ditaram a derrota dos azuis e brancos. Claro que podemos (e devemos) tudo aquilo que o meio campo portista não fez e os disparates que a dupla de centrais Felipe/Marcano fizeram durante o jogo, mas não é por mero acaso que Sérgio Conceição reconheceu o seu erro crasso no final do jogo.

Agora é que vamos todos ver daquilo que o Sérgio é capaz enquanto treinador de uma equipa como Futebol Clube do porto. O reconhecimento público do seu erro é - para mim - meio caminho andado para que a falsa partida do FC Porto na Liga dos Campeões desta época seja ultrapassada no Mónaco, mas os próximos jogos diante de Rio Ave e Portimonense terão, sem sombra de dúvida, muita influência naquilo que pode (ou não) suceder no principado daqui por duas semanas. Não é por mero acaso que venho dizendo que Sérgio Conceição tem – ainda - muito trabalho pela frente.

Vamos a ver o que vai acontecer. Eu acredito que hoje treinador e equipa aprenderam uma valiosa lição, mas não convêm embandeirar muito em arco porque já há quem esteja a condenar o FC Porto à Liga Europa.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Longe de ter sido brilhante, o malaio do FC Porto foi o único que procurou incomodar a defesa turca. Um oásis de força num tremendo deserto de ideias de nome Futebol Clube do Porto. Merecia ter sido mais feliz nas vezes em que conseguiu levar a bola até à baliza de Fabri.

Chave do Jogo: Dizer que houve um lance que tenha resolvido a contenda a favor de um dos lados é, na minha perpesctiva, um tremendo exagero tendo em consideração a forma como os azuis e brancos não entraram em campo. Por isto, chave do jogo inexistente dado que ao Beşiktaş JK bastou-lhe gerir a intempestiva e pouco racional forma de estar em campo deste FC Porto numa partida da Liga dos Campeões.

Arbitragem: Nada a apontar ao Sr. Anthony Taylor e restante equipa. Não realizaram um trabalho exemplar, mas não foi por causa destes que os Dragões perderam.

Positivo: Ricardo Quaresma. Um Profissional que deu tudo em campo pelo seu Beşiktaş JK mas que não absteve de dizer publicamente que este foi o jogo mais complicado da sua Vida pois teve de defender o clube onde trabalha contra o clube que ama.

Negativo: Meio campo do FC Porto. Danilo Pereira, Oliver Torres e restante malta que jogou no meio campo. Futebol não é só atacar. Há que defender e recuperar bolas!
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (13/09/2017)

quarta-feira, 15 de março de 2017

Dores de crescimento

imagem retirada de zerozero
Derrota “natural” de um Futebol Clube do Porto em construção diante de uma equipa da Juventus FC que está consolidada há mais de cinco épocas. Não deixa é de ser engaçado que foi preciso reduzir o FC Porto a dez elementos para que a natural superioridade italiana viesse ao de cima nas duas partidas da eliminatória. Daí os ““ no natural.

Lamento mas eu não vou embarcar no discurso dos coitadinhos. É verdade que a equipa azul e branca está ainda em construção e que o embate com a Juventus era desigual, mas há que dizer que foi preciso expulsar um jogador do dragões em ambas as partidas(!) para que a Juventus ficasse por cima em ambas as partidas. E mesmo a jogar com 10 o FC Porto de NES foi sempre capaz de criar problemas à “toda poderosa” Juve.


É óbvio que a Juventus é mais forte do que o FC Porto. Mas há que dizer que este Porto de NES - tão criticado e mal tratado num passado não muito distante - foi capaz de lutar até ao fim pela passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões. E isto quer dizer muita coisa, especialmente se tivermos em linha de conta que uma outra equipa portuguesa bem mais rotinada e apetrechada levou uma tremenda “tareia” do quarto classificado da liga alemã.

E pouco mais há a dizer sobre a partida de Turim. O Futebol Clube do Porto foi derrotado mas caiu de pé e com o sentimento de dever cumprido. E isto é de extrema importância pois vai ser fundamental dar a devida resposta no próximo domingo diante do Vitória FC no Estádio do Dragão.

MVP (Most Valuable Player): Felipe. Incansável, lutador, aguerrido e arrojado q.b. O central brasileiro foi hoje. Sem sombra de qualquer dúvida - o melhor em campo da parte da equipa portista. Felipe foi o “porta-estandarte” do Porto combativo que lutou até ao fim contra a Juventus. E era o moço tão criticado e rebaixado no início da época pelos “crânios da bola”.

Chave do Jogo: Se olharmos somente para a eliminatória tenho de dizer que a estúpida expulsão de Maxi colocou um ponto final na partida, mas no jogo jogado no Juventus Stadium não se pode dizer que tenha havido um qualquer lance que tenha resolvido a contenda a favor de qualquer um dos lados. Em suma; chave de jogo inexistente.

Arbitragem: Nada a apontar ao trabalho do Sr. Ovidiu Haţegan e restante quipá de arbitragem. Ao contrário do que tinha sucedido no jogo do Dragão, Ovidiu Haţegan procurou sempre ser o mais justo e imparcial possível no julgamento dos lances nesta partida de Turim. Maxi Pereira é bem expulso e a grande penalidade bem assinalada.

Positivo: Nuno Espírito Santo (NES) e adeptos do FC Porto. NES porque “montou” bem a equipa e “mexer” bem quando esta se viu reduzida a dez elementos. Os adeptos do FC Porto pelo apoio incansável à equipa do Futebol Clube do Porto.

Negativo: Maxi Pereira. Não quero individualizar a derrota do FC Porto, mas é de todo impossível não criticar o uruguaio por ter sido tão infantil no lance da grande penalidade. Maxi é um jogador internacional muito experiente que não pode – nem deve – fazer tamanha figurinha.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (14/03/2017)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Confronto de lendas à prova de balas

Pouco ou nada passa ao lado do frente a frente entre Iker Casillas e Gianluigi Buffon. Duas lendas do futebol mundial que esta quarta-feira (19h45) vão procurar erguer aquilo que têm feito como ninguém esta temporada: um muro à prova de balas à frente das respetivas balizas.

Três golos sofridos na Liga dos Campeões, 11 na Liga portuguesa. A defesa do FC Porto tem sido o pilar fulcral da retoma azul e branca depois de um início de época titubeante e o internacional espanhol é amplamente responsável, evidenciando um grande momento de forma.

À sua frente, Casillas vai ter Felipe. O defesa brasileiro é outro dos rostos que tem vindo a fazer uma época em crescendo, sendo nesta altura o segundo jogador com mais cortes defensivos na Liga dos Campeões. Números que sustentam o bom momento do FC Porto, mas que Nuno Espírito Santo não quis destacar em prol do comportamento coletivo da equipa.
Do outro lado, a outra lenda. Gianluigi Buffon vai cumprir no estádio do Dragão o jogo 100 na Liga dos Campeões. Um número que está longe dos 162 de Casillas e da própria noção do internacional italiano. «Sinceramente pensava que eram mais [risos]... o meu ego sofreu um golpe duro», disse Buffon na conferência de imprensa, em jeito de brincadeira.

Para tudo menos brincadeira tem estado a Juventus, que venceu o grupo da Liga dos Campeões com 14 pontos (quatro vitórias e dois empates), tendo sofrido apenas dois golos nessa fase. Na Serie A, o domínio continua claro, com a Vecchia Signora a liderar a classificação.
clicar para ampliar
in zerozero

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

«Os golos são como o ketchup»

imagem retirada de zerozero
«Os golos são como o ketchup». A frase é da autoria de Cristiano Ronaldo e foi proferida numa altura em que a selecção nacional portuguesa atravessava uma espécie de “mini seca” de golos. Ora para quem viu o jogo de hoje do Futebol Clube do Porto pode muito bem utilizar a já aqui referida frase para resumir o que aconteceu hoje no Estádio do Dragão.
 
Após o jogo do SC Braga eu tinha aqui dito que me pareceu que tinha havido ali uma espécie de ”clic” que fez com que a equipa despertasse de vez para a realidade. Efectivamente a moral faz milagres e penso que começa a ser evidente que a derrota do SL Benfica na Madeira na passada semana “mexeu” com a pisque da equipa portista. Só assim se percebe esta goelada do Futebol Clube do Porto ao actual campeão inglês. A qualidade esteve sempre lá. Assim como as ideias do treinador estiveram sempre lá. O que realmente faltava era a confiança e aquela ”pontinha” de sorte que os azuis e brancos não têm tido há já muito tempo. E parece que esta veio na melhor altura se bem que ainda falta a confirmação do próximo domingo.
 
É verdade que o Leicester City não entrou em campo com a sua melhor “artilharia” (os “haters“ do costume e os anti porto vão-se refugiar nesta teoria, é um facto), mas estamos a falar do campeão inglês. O Leicester pode hoje em dia estar pelas ruas da amargura na Liga Inglesa, mas Cláudio Ranieri tem à sua disposição uma equipa muito boa que com toda a certeza faz inveja a muitas das equipas ditas “Grandes” do nosso campeonato. Por isto não me venham com esta conversa. E não utilizem a “historieta” de que o Leicester já estava apurado, que tinha outros compromissos bem mais importantes e por aí adiante para desvalorizar/relativizar esta fantástica vitória dos Dragões. Ninguém gosta de perder. E muito menos de ser goleado.
 
Quanto ao jogo jogado apenas posso dizer uma cosia no que ao Futebol Clube do Porto diz respeito: excelente! Não foi nada que já não tenha visto na partida diante dos bracarenses, mas hoje fiquei com a ideia de que o Futebol Clube do Porto começa a consolidar-se como equipa. Basicamente este Porto de Nuno Espírito Santo joga sempre da mesma forma, mas o que realmente foi diferente é que os jogadores se esforçaram e mostraram uma dinâmica que não se vê desde que a temporada se iniciou. Só espero é que esta postura que vi hoje se mantenha e não tenha sido somente uma “faísca” criada pela enorme montra que é a Liga dos Campeões.
 
E já agora uma nota final. O André Silva sempre sabe marcar uma Grande Penalidade. A confiança faz realmente maravilhas. Espero que agora os seus críticos se calem de vez.
 
MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Confesso que não me foi nada fácil atribuir este título a um só jogador. Isto porque neste jogo diante do Leicester toda a equipa azul e branca esteve bem, mas sou da opinião de que o argelino fez hoje aquilo que se exige a um atleta da sua categoria. Brahimi jogou e fez jogar. É este Brahimi que eu exijo para o Futebol Clube do Porto. Um génio ao serviço do colectivo em prol do individual. A manter Yacine! 
 
Chave do Jogo: O golo madrugador de André Silva. Aos seis minutos o Futebol Clube do Porto já se encontrava a vencer uma partida que era crucial para o seu futuro na Liga dos Campeões. Tal aliviou de imediato a pressão e permitiu aos portistas tomar o controlo dos destinos de uma partida decisiva.
 
Arbitragem: Nada a apontar. O Sr. Felix Zwayer e a sua equipa de arbitragem estiveram muito bem numa partida fácil de apitar.
 
Positivo: Yacine Brahimi. Jogou e fez jogar. O MVP desta partida voltou a ser o grande Brahimi de outros tempos. Que este Yacine tenha vindo para ficar.
 
Negativo: Superdeporte. Jornalismo é muito mais do que rancores e ódios antigos. Nuno Espírito Santo merece ser respeitado. Especialmente da parte de quem tem o dever de informar.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (07/12/2016)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O jogo mais importante da temporada até agora...

Nuno Espírito Santo está desde junho no FC Porto. São 22 jogos em quatro competições, mas a partida desta quarta-feira, frente ao Leicester City, é sem dúvida a mais importante até agora. O técnico não o quis assumir na conferência de imprensa mas, com certeza, sabe-o. Está em causa a continuidade na Liga dos Campeões e, numa fase em que o clube tem apresentado prejuízos, esses milhões são mais importantes que nunca.
 
As contas são fáceis de fazer. Vencer em casa o campeão inglês e garantir o 2º lugar do grupo. Um empate e uma derrota até podem qualificar os portistas, mas, nesse caso, já entra nas contas o resultado do jogo entre o FC Copenhaga e o Club Brugge, na Bélgica.
 
Ingleses em poupanças
 
As coisas até parecem estar alinhar-se para o FC Porto. O Leicester City chega a esta partida muito mal na Liga Inglesa e já apurado no 1º lugar no grupo G da champions. Por isso Cláudio Ranieri optou por não trazer a Portugal as suas principais estrelas. Slimani, Vardy e Riyad Mahrez entre outros não vão pisar o relvado do Dragão. 
 
Se aliarmos isso ao facto de o FC Porto estar moralizado pela vitória frente ao Braga, no passado sábado, podemos dizer que os dragões são favoritos. Ainda assim, é preciso ter em conta que a equipa azul e branca esteve quatro jogos sem marcar e no sábado as coisas pareciam ir pelo mesmo caminho se não fosse o menino Rui Pedro já nos descontos.
 
Para terminar temos de fazer referência a Brahimi. O argelino não entrou mal frente ao Braga e, fruto da lesão de Otávio, pode ser opção no 11 para este jogo. O argelino brilhou sempre mais na Liga dos Campeões e tem potencial para o fazer. Faltará saber as suas condições psicológicas.
 
No jogo da primeira volta o FC Porto foi derrotado na Inglaterra por 1x0, com um golo de Slimani. Agora convém corrigir esse resultado e garantir a continuidade na prova milionária. A forma como o clube se vai comportar no mercado de janeiro será certamente influenciada pelo desfecho da noite europeia.
clicar para ampliar

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Vencer é sempre o mais importante

imagem retirada de zerozero

3 pontos, acesso à Liga Europa assegurado, 2.º lugar do grupo conquistado e sérias possibilidades de terminar esta fase na primeira posição. Nada mau para um Futebol Clube do Porto que hoje soube ser pragmático (com tudo o que de mau e bom tal possa significar). Digam o que disserem, prefiro mil vezes vencer desta forma do que andar a festejar derrotas e a dissecar vitórias morais como os “comentadores” tem feito em quase todos os jogos do Sporting Clube de Portugal na actual edição da Liga dos Campeões.

Nuno Espírito Santo (NES) promoveu hoje uma das duas alterações que considero serem fundamentais para a melhoria do actual estado do FC Porto. Bem sei que o sistema de jogo que NES tem procurado implementar exige que os seus defesas laterais sejam muito ofensivos (é por eles que passa quase todo o jogo ofensivo da equipa), mas há que manter um certo equilíbrio na linha defensiva que com dois laterais muito ofensivos não é possível. Para mais Layún já vinha demonstrando que não estava a ser muito feliz na hora de defender… Maxi pode não atacar tão bem como Layún, mas tê-lo colocado no onze inicial foi um importante upgrade para a defesa portista e hoje bem que deu jeito este upgrade.

Ainda sobre a defesa do FC Porto há que dizer que Iker Casillas esteve “enorme” na baliza. Tenho criticado Iker pelo facto de este revelar alguma fraqueza nas bolas pelo ar, mas a verdade seja dita que o guardião espanhol tem vindo a melhorar este aspecto. Ora se juntarmos isto ao facto de Casillas ser - hoje em dia - um dos melhores do mundo entre postes eis que temos um “muro” na baliza portista que é quase intransponível. Vamos a ver se Iker mantêm este excelente desempenho ou se estamos somente perante mais um “fogacho”.

Mas nem tudo correu pelo melhor.

É verdade que a defesa esteve muito bem, já o ataque esteve muito mal. A “máquina” ofensiva azul e branca demora muito a entrar em campo e para isto muito contribui um meio campo que joga muito recuado e com menos um (Héctor Herrera). Não sei o que se passa com André André, mas não percebo porque tem Óliver de fazer tudo e mais alguma coisa no meio campo dado que não pode contar com Danilo Pereira porque este está (incompreensivelmente) recuado a recuperar bolas. Se Oliver tivesse estado hoje como esteve em Setúbal e se calhar não estaria aqui a dissecar uma vitória. Apesar de tudo saúda-se a tentativa de regressar ao futebol de transições rápidas em detrimento do “passeia a bola devagar, devagarinho por todo o campo” mas é ainda notório o longo caminho que o Futebol Clube do Porto tem de percorrer até poder apre4senta5r um contra ataque mortífero. Há ainda que limar muitas arestas para que não tenhamos um ou dois jogadores do FC Porto completamente sós contra quatro ou cinco atletas da equipa adversária.

E já que estamos a falar do “menos bom” desta partida, que ideia é esta de querer sair com a bola dominada desde a baliza quando se tem os médios e avançados do Brugge a pressionar e não existem linhas de passe? Pois é Danilo e Iker. Pois é…

Chave do Jogo: Dizer que este jogo teve um lance que o decidiu a favor de uma das equipas é – a meu ver - “forçar a barra”, mas acho que a grande defesa de Iker no minuto 85 fez com que o FC Porto despertasse de uma inexplicável sonolência que lhe poderia ter custado os três pontos.

Arbitragem: Undiano Mallenco e a sua equipa de arbitragem estiveram mal neste jogo. Undiano Mallenco foi deficiente na condução da partida e hesitante nas decisões. Decidiu mal dois lances capitais nas duas áreas: primeiro, numa mão de Otávio e depois numa obstrução a André Silva.

Positivo: Marcano. Mais uma grande exibição do central espanhol. Comandou muito bem a defesa portista e esteve sempre muito “certinho” na hora de cortar os lances de perigo da equipa belga.

Negativo: Héctor Herrera. Herrera é um bom moço, trabalha e esforça-se em prol da equipa mas não dá mais do que isto. Passes errados e disparates atrás de disparates. Porquê a insistência NES?
 
Artigo publicado no Blog o gato no telhado

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Guardar o cofre na fortaleza

O Estádio do Dragão abre portas para mais uma jornada de Liga dos Campeões. O FC Porto recebe o Club Brugge e procura os três pontos para manter aberta a porta de passagem para os oitavos de final.
 
A vitória em território belga há 15 dias deixou o clube azul e branco mais perto desse objetivo, mas tudo que não seja um triunfo, esta quarta-feira, na «fortaleza», como Nuno Espírito Santo lhe chamou, deixará as contas complicadas para guardar o cofre milionário.
 
Depois do empate contra o Vitória de Setúbal e antes do embate contra o Benfica, os dragões focam na Champions com a mente a pensar não apenas no dinheiro que um triunfo dará mas também na moralização para o jogo contra o rival encarnado.
 
Aos belgas não resta outra possibilidade senão vencer na Invicta, caso contrário dizem praticamente adeus ao apuramento, ficando condenados a lutar, na melhor das hipóteses, pelo terceiro lugar.
(clicar para ampliar)
 
Retirado de zerozero

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Superioridade e garra à prova

Não é de tudo ou nada mas tem uma forte carga decisiva o duelo entre Club Brugge e FC Porto, equipas que medem forças, esta terça-feira, às 19h45. A partida conta para o Grupo G da Liga dos Campeões.
 
Na Bélgica, o FC Porto procura somar a primeira vitória nesta edição da Liga dos Campeões frente a um adversário que soma por derrotas os dois jogos já realizados. Além disso, o Brugge ainda não marcou e só sofreu golos.
 
O cenário não é favorável para a formação orientada por Michel Preud'homme, uma vez que a turma belga tem ainda várias baixas por lesão para este embate. 
 
É neste enquadramento que o FC Porto tenta provar em campo a sua tradição europeia e tenta amealhar dinheiro e milhões. Entre os portistas (plantel e adeptos) reina a ideia de que a margem de erro é reduzida, para que o clube possa sonhar com o apuramento amento para os oitavos de final da Liga milionária. Para tal, será necessário um FC Porto de garra e focado.
(clicar para ampliar)
 
Retirado de zerozero

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Como perder pontos de uma forma ridícula

imagem de zerozero

Primeira e importante ilação a retirar deste empate diante do FC Copenhaga. O Futebol Clube do Porto perdeu dois pontos de uma forma perfeitamente ridícula. E não foi – mais uma vez – por manifesta falta de aviso, pois quando fiz a antevisão desta partida chamei à atenção para a necessidade de haver compensações e que os dinamarqueses não iriam desaproveitar uma oportunidade para marcar golo se porventura os Dragões lhes “fizessem o jeito”. 

Segunda ilação; é impossível a um defesa lateral conseguir “tapar” espaços quando tem pela frente uma série de adversários. Miguel Layún é um excelente jogador mas está longe, muito longe, de ser um “Super-homem” e como tal necessita de que os seus companheiros o ajudem sempre que este sobe pela sua faixa. A tarefa de o ajudar cabia a Jesús Corona e a Héctor Herrera. Ao primeiro ainda podemos desculpar alguma falta de apoio ao Miguel dado que este tinha ordens para atacar e apoiar André silva na fase atacante da equipa, já o segundo foi – mais uma vez – uma tremenda aberração que não joga e não deixa jogar. Não é, portanto, para admirar que o Copenhaga tenha usado e abusado do flanco direito da defesa dos Azuis e Brancos para empatar um jogo que tinha começado a perder. 

Terceira ilação; já se sabia que o FC Copenhaga ia apostar nos lances de bola área (está no seu ADN futebolístico). Era, então, estritamente necessário que a defesa Portista estivesse concentrada em todos estes lances. O que aconteceu no golo da equipa nórdica? Estavam todos a dormir na forma com Iker Casillas a mostrar (outra vez!) que bolas pelo ar não é com ele. Será preciso um desastre ainda maior do que aquele que vimos hoje para que José Sá seja o titular da baliza do FC Porto?

Quarta e última ilação; nada está perdido mas tendo em consideração que na jornada seguinte os Dragões vão a Inglaterra medir forças com o Leicester é caso para se dizer que hoje o Futebol Clube do Porto “meteu uma argolada” daquelas. 

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 51´, altura em que os dinamarqueses chegaram ao golo do empate. A partir daí o jogo ficou praticamente na mão do FC Copenhaga que se limitou a gerir o esforço diante de um Dragão que “perdeu a cabeça”. 

Arbitragem: Matej Jug e a sua equipa de arbitragem levaram a cabo uma arbitragem pouco satisfatória. Não se deu muito pelo árbitro é um facto, mas parece ter ficado uma Grande Penalidade por marcar a favor do Futebol Clube do Porto por falta na área após carga sobre Jesús Corona. 

Positivo: Óliver Torres e Otávio. O espanhol voltou a mostrar todo o seu perfume em campo e Otávio foi o atleta mais inconformado do ataque portista. Ambos mereciam mais do que um simples empate diante do FC Copenhaga. 

Negativo: Héctor Herrera e Iker Casillas. O mexicano foi uma tremenda nulidade em campo e Casillas esteve igual a si mesmo em mais um lance aéreo.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (14/09/2016)

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Começar bem

Hoje o Futebol Clube do Porto faz a sua estreia na Fase de Grupos da Liga dos Campeões 2016/17. Numa época onde é fundamental amealhar o maior n.º possível dos “chorudos” prémios financeiros que a UEFA atribui aos Clubes participantes na prova de maior prestígio do Velho Continente, todos desejamos que o Dragão arranque da melhor forma possível num Grupo que, à partida, é muito acessível.
 
É um facto, nunca o Futebol Clube do Porto necessitou tanto de somar milhões na UEFA Champions League, mas para isto é preciso vencer, vencer, vencer e vencer para se poder ir o mais longe possível na prova. E tudo isto “obriga” a que os azuis e brancos entrem mais logo convictos de que tem de dar o máximo para ficar com os três pontos e iniciar, desta forma, uma campanha que se quer vitoriosa e muito lucrativa.
 
Mas não se pense que tudo está ganho. Repito, o grupo da Champions onde o FC Porto está inserido parece ser acessível, mas já todos vimos que no mundo do futebol nem tudo o que parece é. Dito de outra forma; será de bom-tom que Nuno Espírito Santo (NES) e os seus jogadores percebam que para se vencer mais logo há que respeitar o adversário e – sobretudo – “dar o litro” até ao apito final. 
 
O FC Copenhaga é o actual campeão dinamarquês, chegou à fase de grupos da Liga dos Campeões via play-off. O seu plantel é composto, na sua crassa maioria, por jogadores nórdicos, o que deixa antever que mais logo a equipa da Dinamarca vá apostar num futebol físico e com bola pelo ar. E é aí que reside o grande senão porque é certo e sabido que a defesa portista “treme” sempre que uma bola é cruzada para a sua pequena área. Ou seja; vai ser necessária uma concentração máxima e uma equipa muito esforçada e disposta a dar tudo em campo porque o Copenhaga tendo oportunidade para marcar não a vai desperdiçar, e se tal colocar os nórdicos em vantagem na partida vai ser o “cabo dos trabalhos” para o DC Porto dar a volta ao resultado. 
 
Resumindo e concluindo; o FC Copenhaga é um adversário acessível que o Futebol Clube do Porto deve vencer com relativa facilidade. Mas será sempre importante que os Dragões não se esqueçam de que tem fragilidades que irão ser exploradas pelo seu adversário de mais logo e que tal poderá vir a ser “a morte do artista”. Apesar de tudo acredito plenamente numa vitória Portista no jogo de mais logo.
 
Lista de Convocados: Não foi divulgada
 
Onze provável (4x3x3) Iker Casillas, Miguel Layún, Iván Marcano, Felipe, Alex Telles, Danilo Pereira, André André, Óliver Torres, Otávio, Jesús Corona e André Silva