domingo, 20 de julho de 2008

Despedir-se com um empate...

O F.C. Porto despediu-se da Alemanha com um empate (1-1), frente ao 12º classificado da última edição da Bundesliga. O Bochum sofreu vários sobressaltos à conta das promessas sul-americanas que procuram convencer os adeptos portistas (destacaram-se os reforços Tomás Costa, Guarín e Rodriguez a espaços), mas chegou a estar em vantagem graças às mãos de um português. Daniel Fernandes, guarda-redes oriundo do PAOK, foi um gigante durante largo período, mas vacilou no livre exemplar de Lino, ao minuto 84.

Ricardo Quaresma voltou a ficar de fora. Mais um ligeiro problema físico como explicação para a ausência do internacional português. Jesualdo Ferreira vai contornando o ponto de interrogação e mexe no seu tabuleiro para conceder idêntico tempo de competição aos jogadores disponíveis. Boa primeira parte, entrada em falso na segunda e incapacidade para manter os níveis na recta final do encontro. Valeu pelo golo do empate, de bola parada, propalado handicap do F.C. Porto na última época.

Ao longo da etapa inicial, com a equipa disposta num 4x3x3 a potenciar a mobilidade, o F.C. Porto criou várias dificuldades ao Bochum. Fernando ficava para trás e tudo o resto rodava. Tomás Costa aparecia à esquerda, Rodriguez ao meio, Guarín à direita, por aí fora. Com uma dupla de centrais portuguesa, entre oito sul-americanos e um romeno, os dragões iam aprimorando mecanismo e deixando sólidas esperanças no ar. Contudo, a inspiração de Daniel Fernandes evitava dissabores para os adeptos do Bochum.

Jesualdo Ferreira voltou a seguir a lógica desta pré-temporada, promovendo uma remodelação no onze para a etapa complementar. As oito caras novas ainda olhavam umas para as outras quando Majrav aproveitou dupla benesse da defesa do F.C. Porto: um alívio deficiente de Stepanov e outro desvio na recarga, Ventura traído. Golo do Bochum ao minuto 47.

O F.C. Porto tentou reagir de pronto, Lisandro López assumiu a responsabilidade, andou vários minutos a cheirar o golo, mas Daniel Fernandes teimava em assumir-se como figura no reencontro com a sua anterior equipa. Filho de pai português e mãe checa, o guarda-redes nascido no Canadá passou pelo Dragão antes de experimentar outras latitudes.

Na etapa complementar, após um par de ameaças, Daniel Fernandes teve maior descanso, porque os jogadores portistas foram baixando o ritmo, trocando alguns mimos com os adversários e deixando de criar situações de perigo de forma continuada. Subsistia, contudo, o talento individual. Ao minuto 84, Lino comprovou as suas credenciais em lances de bola parada e borrou a pintura no quadro do guarda-redes do Bochum.

F.C. PORTO: Hélton; Sapunaru, Bruno Alves, Pedro Emanuel e Benítez; Tomás Costa, Fernando e Guarín; Alan, Farías e Rodriguez. Jogaram ainda: Ventura, Fucile, Stepanov, Ronaldo, Bolatti, Lucho, Mariano, Lisandro López, Lino, Candeias

Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode

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