terça-feira, 22 de julho de 2008

Em jeito de balanço

Jesualdo Ferreira fez um balanço positivo do estágio realizado pelo FC Porto na Alemanha e os números deram-lhe razão: ao longo de nove dias, os tricampeões nacionais contabilizaram quatro jogos, duas vitórias, dois empates, sete golos marcados e três sofridos. Se esta foi a parte mais visível do estágio, por detrás dela houve um plano de trabalho que tinha objectivos bem definidos e que também foram alcançados: a integração dos novos jogadores decorreu sem problemas e, mais importante, o treinador ganhou novas soluções para os três sectores da equipa. Mas também houve coisas que não correram tão bem. O rendimento de Benítez, por exemplo, criou indefinições no lado esquerdo da defesa e a situação de Quaresma, que praticamente não treinou, provocou algum desconforto.


A substituição de Paulo Assunção parecia ser um assunto delicado, mas o rendimento de Fernando e Guarín deram garantias ao treinador. Ambos concorrem para o lugar e, nesta altura, é difícil dizer quem vai à frente. O colombiano protagonizou um grande estágio e jogou de forma eficaz na posição seis, onde diz sentir-se melhor, e também brilhou quando actuou a médio interior. A evolução de Fernando também foi notória. Tomás Costa, de quem os responsáveis portistas muito esperam, não defraudou as expectativas. Foi experimentado na linha direita, mas tal deveu-se apenas à necessidade de efectuar um determinado número de minutos, porque o seu lugar é mesmo no meio-campo. Os dois juntaram-se a Lucho e Raul Meireles na corrida pelos três lugares daquele sector: o treinador já avisou que o esquema de 4-3-3 se mantém. O sector intermédio foi aquele que mais rendimento teve e o único ponto negativo foi Bolatti. Chegou a Marienfeld como primeira opção para trinco e saiu atrás de Guarín e Fernando.


À esquerda da defesa, Benítez não deu as mesmas garantias de Sapunaru, no lado oposto, e a utilização de Fucile como na época passada, voltou a ganhar relevo. Para além de Helton, que não sofreu golos, Bruno Alves e Pedro Emanuel ganharam pontos, com Stepanov e Rolando na expectativa.


No ataque, apesar de ter havido golos em todos os jogos, também ficou a certeza de que há trabalho a fazer. As deficiências de finalização, com destaque para Lisandro e Farías, foram perceptíveis, embora possam ser consideradas normais. Um ponta-de-lança está a caminho para aguçar a competitividade. Sem Tarik e com um Quaresma intermitente, o sector ofensivo foi o menos explorado, devido à falta de matéria-prima, apesar da certeza em torno de Rodríguez: é mesmo um grande reforço.


O FC Porto vai atacar a renovação do título com uma equipa armada em 4-3-3. Nada de novo, portanto. O estágio em Marienfeld confirmou a opção pelo sistema preferido de Jesualdo Ferreira, sem haver lugar a grandes experiências tácticas. Lino jogou algumas vezes no meio-campo e a extremo-esquerdo, ao passo que Tomás Costa também foi testado no flanco direito, duas situações pontuais, porque a junção dos jogadores que transitaram da época passada com os reforços já previa um desenho em 4-3-3. A opção por dois trincos também foi testada e os resultados práticos disseram a Jesualdo que o melhor é mesmo continuar com um triângulo igual ao da época passada.


Não é POrtista quem quer, só é Portista quem pode

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