sexta-feira, 11 de julho de 2008

O Governo tem de intervir

O deputado do PSD Ribeiro Cristóvão garante não se recordar de uma situação tão complicada no futebol português como a que se vive neste momento após a última reunião do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol.

“Não me lembro. O futebol português já passou por situações muito complicadas ao longo destes 20, 30 anos. Já tivemos de tudo, o futebol tem sido um mau exemplo, mas, em relação ao que está a acontecer agora, não encontro paralelo”, referiu o antigo jornalista desportiva da Rádio Renascença.

Ribeiro Cristóvão “estranha” o silêncio do Governo e recorda que o Estado tem o dever e a responsabilidade de fiscalizar as entidades com utilidade pública desportiva, como é o caso da FPF, até porque a presente situação “desprestigia” internacionalmente o país. “Estranhamos que o Governo ainda não tenha manifestado qualquer posição. Esperamos que o faça no mais curto espaço de tempo, porque o que se está a passar no futebol português desprestigia-nos internacionalmente”, referiu, acrescentando: “O Conselho de Justiça faz parte de um órgão chamado Federação, que tem utilidade pública, e, como detentor dessa utilidade pública, tem de ser fiscalizado e tutelado pelo Governo”.

Interrogado se o Governo deveria precisamente agitar com a possibilidade de retirada da Utilidade Pública à FPF, Ribeiro Cristóvão preferiu uma posição mais prudente. “Não vamos tão longe, mas entendemos que o Governo tem de actuar. O Governo até agora não o fez, tem estado mudo e quedo em relação a todas as situações que se têm passado”, disse.

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