sexta-feira, 25 de julho de 2008

Outra vez a Justiça...

O ex-director-executivo da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e assessor jurídico do FC Porto, José Guilherme Aguiar, manifestou-se hoje "surpreendido" com o parecer de Freitas do Amaral, que rotulou de "fantasioso".

José Guilherme Aguiar, embora "desconheça o conteúdo do parecer", considerou que a argumentação de Freitas do Amaral deve ser muito "fantasiosa", pelo facto de "dar como validada uma reunião contra a posição do presidente". "Não conheço a construção do parecer, mas, a partir de agora, a figura do presidente será meramente de corpo presente para gerir, porque qualquer pessoa a seu bel-prazer poderá continuar as reuniões", referiu.

Ainda de acordo com José Guilherme Aguiar, jurista e vereador da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, "o parecer vem dar legitimidade a um grupo de conselheiros que decidiu reunir" contra o presidente. "Não gostaria de ser presidente de nenhum órgão", referiu Guilherme Aguiar, considerando que quem desempenha essas funções passa a ser "um mero coordenador" e "esta situação é válida para federações, associações, câmaras ou qualquer outra estrutura".

José Guilherme Aguiar manifestou-se "surpreendido" com o parecer de Freitas do Amaral e classificou-o de "regresso ao período revolucionário". "Estamos sempre a descobrir novos rumos e os livros que lemos devem estar sempre a ser mudados", adiantou. O jurista considera que o parecer divulgado hoje, que confere legitimidade às ratificações dos castigos aplicados ao Boavista e ao presidente do FC Porto, Pinto da Costa, "vale o que vale", mas de certeza que vai gerar muita polémica".

O jurista Freitas do Amaral avalizou as decisões tomadas na polémica reunião do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de 4 de Julho, que manteve os castigos a Pinto da Costa e ao Boavista, e criticou o presidente daquele órgão, em parecer encomendado pela FPF e tornado hoje público. Em 4 de Julho, cinco membros do CJ confirmaram as penas de descida de divisão ao Boavista, por coacção sobre árbitros, e de suspensão por dois anos de Pinto da Costa, por tentativa de corrupção, embora António Gonçalves Pereira considere a reunião inválida por a ter encerrado horas antes.

Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode

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