quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Jesualdo Ferreira: «Temos pela frente um ciclo de jogos difícil»

Empenhado em «mexer com a equipa» mais do que «mexer na equipa», Jesualdo Ferreira assegura que o pensamento azul e branco está definitivamente voltado para o encontro com o Paços de Ferreira e para um resultado positivo na partida. Para o técnico portista, o difícil ciclo de jogos que se avizinha serve como motivação adicional para os Dragões.

O treinador do F.C. Porto perspectivou a partida referente à quarta jornada da Liga, agendada para sexta-feira, às 21h15, no Estádio do Dragão, logo após o derradeiro apronto de preparação para a recepção ao Paços de Ferreira, realizado esta quinta-feira de manhã no palco do jogo.

Apoio e aplausos do público
«Neste encontro espero apoio e aplausos do público, já que considero a questão dos assobios um assunto ultrapassado. Este vai ser um jogo difícil, num momento em que o F.C. Porto não está no primeiro lugar da classificação, mas estamos apenas na terceira jornada do campeonato. Queremos acima de tudo jogar bem, sermos competitivos e ganhar o jogo».

Ciclo difícil
«Temos pela frente um ciclo de jogos difícil, mas são estes os que mais nos motivam. Este ciclo, no entanto, está há muito calendarizado e nós preparamos estes encontros há muito tempo. Frente ao Paços de Ferreira, mais do que mexer na equipa, vou mexer com a equipa, dado que o que se passou em Vila do Conde não corresponde a comportamentos do F.C. Porto, jogos daqueles não existem nas exigências do F.C. Porto».

Margem para acertar
«O F.C. Porto nunca tem margem para falhar e encaramos estes jogos com margem para acertar. Dos quatro pontos perdidos até aqui, deve ser referido que jogamos na Luz à segunda jornada e no terreno do Rio Ave, onde o Benfica também perdeu pontos. Em qualquer dos jogos fomos melhores do que os nossos adversários. Frente ao Rio Ave não fomos bons, apesar de na segunda parte termos sido mais competentes. Como sempre, lidamos com essas situações com sentido crítico e pedagógico».

Avaliações competentes
«No jogo de Vila do Conde, alguém falhou também para que não pudéssemos chegar ao golo. Nas nossas avaliações, sabemos quando somos competentes e quando não o somos. No início da época, referi que esperava que o processo Apito Dourado não influenciasse a competência das pessoas. Espero que a ideia de que o Apito Dourado está a condicionar a avaliação das pessoas não se sobreponha ao resto. Estamos a falar de questões de competência e de avaliação e estas minhas observações não podem passar por choradinhos ou pressões. No fim destas três jornadas, chegou a altura de dizer o que penso sobre isto».

Tempo de atitude e de evolução
«Qualquer jogo que mostre que os nossos adversários estão fortes deixa-nos sempre alerta. Não tenho dúvidas de que o F.C. Porto vai entrar neste jogo organizado e com muita objectividade no sentido de o ganhar. Estamos no tempo de vitórias da atitude e empenho das equipas. Há alterações na forma como o jogo se processa hoje em dia e nós temos que evoluir no sentido de adoptar novas atitudes e comportamentos».

Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode

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