Determinado a enfrentar os resultados desfavoráveis com reforçados índices de concentração, Jesualdo Ferreira espera encontrar um adversário complicado na deslocação à Figueira da Foz, marcada para este sábado. Na antevisão da partida, o técnico portista reafirma a confiança que deposita nos seus jogadores, bem como nos processos de trabalho que vem desenvolvendo.Aumentar os níveis de concentração
«Os comportamentos agressivos sob o ponto de vista táctico e técnico são fundamentais e, no nosso entendimento, devem fazer parte da nossa forma de jogar. Destaco dois aspectos para este jogo: o F.C. Porto precisa de fazer os golos que cria nos processos ofensivos e precisa de não sofrer os golos que sofre em situações atípicas, como considero que foram as dos últimos encontros. Não vejo que esses golos sofridos advenham de um processo errado, já que os sofremos em lances que não atestam incapacidade do ponto de vista defensivo. Face a estas situações atípicas, devemos procurar aumentar os nossos níveis de concentração».
Nove bolas nos postes
«Em termos ofensivos, fizemos golos e criámos outros, em jogos e momentos que poderiam ter mudado a nossa situação. Desde o início da época, F.C. Porto já enviou nove bolas aos postes, mas essas são situações normais, que fazem parte do jogo. Continuamos a ter confiança nos jogadores, confiança nos nossos processos e não nos desviamos do caminho que definimos. Não se trata de falta de empenhamento dos jogadores, não há nada a apontar aos jogadores sob o aspecto de empenhamento e querer».
Avançar para as vitórias
«Estes últimos encontros foram jogos atípicos: não é normal o F.C. Porto fazer dois golos em casa e não ganhar. Frente ao Leixões, o F.C. Porto podia e devia ter ganho o jogo. Quando acontecem resultados negativos as manifestações de desagrado dos adeptos são naturais e atribuo-lhes a importância que têm. Não mais do que este tipo de situações representa. Sabemos que esse contexto nos garante a tarefa de fazer a equipa avançar para as vitórias».
Rodríguez com grande potencial
«O Cristián Rodríguez é um jogador com muita qualidade, bastante novo, apesar da maturidade que aparenta, e que está há dois anos no futebol português. Temos por ele um carinho enorme e uma esperança muito grande pois sabemos que é um jogador de grande potencial futuro. Ele e outros jogadores têm enfrentado processos de trabalho com constantes interrupções, devido às presenças nas selecções, e recordo que esta foi a única semana normal de trabalho do F.C. Porto, entre um jogo e o outro, nos últimos dois meses. Estamos conscientes de que vamos voltar a ter nas próximas semanas uma sequência de jogos complicados, com novas interrupções e partidas para as selecções. É nesse contexto que temos de trabalhar e com naturalidade as coisas vão acabar por regressar ao normal».
Dificuldades aguçam engenho
«A Naval é uma boa equipa, que disputa os jogos com comportamentos definidos, orientada por um bom treinador. Na Luz, poderia até ter conseguido um resultado positivo e esperamos que na Figueira da Foz essas dificuldades aumentem. No entanto, quanto mais difíceis forem as nossas tarefas, melhor nós as enfrentamos. Quando as dificuldades estão lá, é mais fácil percebermos que só como equipa forte poderemos conquistar bons resultados».
Presidente com posição de confiança
«O presidente Pinto da Costa está sempre presente, quando a equipa ganha, quando perde e quando empata. Não vem ao Olival apenas quando a equipa perde, caso contrário vinha cá muito poucas vezes. É uma posição de confiança característica do presidente».
Dedicar triunfo a Reinaldo Teles
«A equipa técnica e os jogadores têm um carinho muito grande por Reinaldo Teles. A sua ausência representa, se preciso fosse, mais um motivo para ganharmos no sábado e lhe dedicarmos a vitória».
Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode
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