sábado, 20 de dezembro de 2008

E voltamos ao mesmo

Um cesto no último segundo, precedido de passos na preparação da ascensão de Sérgio Ramos para o cesto, dispensou o prolongamento e sentenciou uma partida intensa e extremamente equilibrada, ao longo da qual os Dragões dispuseram das mais amplas vantagens, revelando potencial para se manter na partida e até liderá-la.

Com a partida empatada a 82 pontos a sete segundos do final, tal qual Marcus Watts a deixara na linha de lance livre, onde resistiu à pressão e converteu os dois lançamentos, Ramos deu a vitória ao Benfica na última posse de bola, manchada por um movimento irregular e privando o F.C. Porto Ferpinta e o encontro do prolongamento que ambos mereceram.
Watts, com 16 pontos e 7 ressaltos, foi o melhor dos Dragões, que registaram o regresso de Daniel Monteiro à competição, assinalado por uma exibição brilhante, atestada no fulgor e na exuberância que acrescentou ao jogo e na marcação de 16 pontos em pouco mais de 16 minutos de utilização.
Na sua primeira aparição após a rotura muscular na coxa direita, Monteiro converteu dois dos três lançamentos de dois pontos tentados e quatro dos cinco triplos ensaiados, alguns deles verdadeiramente espectaculares. Ora cavando diferenças em relação ao opositor, ora relançando os Dragões na partida, e empolgando sempre a bancada.
No final do encontro, o treinador Júlio Matos reiterou a convicção de que os Dragões se reencontrarão com os bons resultados brevemente e que a escalada na tabela será rápida. «Não conseguimos, como desejávamos, iniciar um novo ciclo com uma vitória, mas começámo-lo com uma mudança de atitude», argumentou o técnico portista, lembrando que «esta foi a primeira vez na época» em que pôde contar com todo o plantel.

Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode

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