domingo, 22 de março de 2009

50 anos de Calabote


Passam precisamente hoje 50 anos desde que no dia 22 de Março de 1959 se assistiu, perante os olhos de um país benfiquista e salazarento, ao célebre caso Calabote. Nessa altura como hoje, não faltou comunicação social que tentasse branquear uma das grandes tentativas de falseamento da verdade desportiva no campeonato português, sendo prova dessa "grandeza" o facto de hoje, 50 anos volvidos, o assunto permanecer actual e motivo de debate entre aqueles que vêm nos acontecimentos desse dia 22 de Março de 1959 uma das mais evidentes manifestações de ataque a uma região e a uma cidade, representada pelo seu clube de futebol, ataque esse perpretado pelos centralistas e fascistas de sempre, e sempre em abono do mesmo clube, o tal que adquiriu "grandeza" em 48 anos de ditadura. Um país de gente triste, como alguém escreveu. Alegrado aos finais de semana pelas vitórias fajutas do clube do regime.
Mas, se falo dos que, como nós, vemos nesse dia um ataque que se repetiria de todas as vezes que nos tentaríamos levantar e demonstrar que, de igual para igual, somos mais fortes, também deverei deixar uma nota àqueles que quase foram beneficiados pelo Sr. Calabote (só por manifesta incompetêcia não conseguiram fazer mais um golo nos doze minutos suplementares que o árbitro ofereceu). Eles negam e continuam a negar. Como li algures na blogosfera (salvo erro escrito pelo Zé Luís do Portistas de Bancada), eles negam o Calabote como outros negam o Holocausto.
Mas nós não deixaremos a data de morrer. Hoje são cinquenta anos. Daqui a outros cinquenta serão os nosso filhos e netos a lembrar o centenário desse roubo descarado e, porque o tempo não pára, provavelmente a assinalar o aniversário de algum acontecimento do Apito Dourado ou Final, o chamado apito bússola, sempre sempre a apontar o Norte.
Mas unidos ficaremos sempre mais fortes. E é isso que eles não conseguem compreender. E é por isso que não entendem que o que somos está na próprio património genético daquela que a é Mui Nobre, Leal e Sempre Invicta Cidade.

2 comentários:

Anti-slm disse...

Destaco as palavras do Reyes: "A verdade é que não interessa como ganhamos. De penálti, de canto, de falta, o importante é ganhar. Se foi (grande penalidade), se não foi, sinceramente não sei. Mas o importante é que ganhámos e há alegria no balneário". Mas... e o presidente do SLB como fica? Tem de retirar muito do que disse, e deixar de contestar as vitórias do FCP. Porque, pelos vistos, não interessa se há roubo, corrupção, etc., o que importa é ganhar. É miserável esta atitude, e é aqui que se vê a grandeza das pessoas e das instituições. Não me surpreende, vindo de onde e de quem vem. Se alguém ainda tinha algum respeito por essa instituição e acreditava que as tretas da verdade desportiva que por ali se papagueiam eram honestas, espero que abra os olhos.

Espero que estas situações – que de facto insistem em repetir-se, parafraseando o Paulo Bento e concordando em absoluto: "Afinal vale a pena rejeitar uns e pedir outros. Não sou desse filme. Sou feito de outra massa." – não se repitam no campeonato, para pelo menos o SCP ter hipótese de cumprir o seu papel.

Há quem tenha fama e quem tenha proveito.

Pedro Silva disse...

Ora viva caro Ricardo. Que bons Ventos te tragam a aeste espaço mais vezes!!!

Gostei do teu texto, apesar de achar que é uma perda de tempo...

O Tempo se encarregará de "apagar" aqueles que não aceitam que o FC Porto é melhor do que o clube deles... É deixa-los estar, pois são felizes assim.

É como diz o Povo: "Não contraries os Tolinhos, pois são felizes assim".

O mesmo recado dou ao nosso amigo A Outra verdade.

Concentremos as nossas energias nos Títulos que todas as semanas o FC Porto conquista no Hóquei, Atletismo, Andebol, Basquetebol, Futebol e etc.

Saudações Portistas!!!

Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode