terça-feira, 21 de abril de 2009

Jesualdo Ferreira: «Esta é mais uma etapa para podermos chegar à final da Taça.»

A vontade foi expressa de forma inequívoca: a equipa portista quer estar no encontro decisivo da Taça de Portugal e, para tal, pretende ganhar a eliminatória no terreno do Estrela, esta quarta-feira. Jesualdo Ferreira espera dificuldades na partida e garante um F.C. Porto disposto a jogar nos limites para alcançar a meta ambicionada.

Jogar para ganhar
«Esta é mais uma etapa para podermos chegar à final da Taça. Podem esperar um F.C. Porto que vai à Amadora para ganhar a eliminatória, com os jogadores que são os que podem garantir um melhor rendimento e um maior equilíbrio, face ao que está para trás e o que vem para a frente. Temos de passar a eliminatória porque queremos estar na final da Taça e o desafio que temos é o de conseguir que a equipa tenha um processo seguro para ganhar o jogo. Estamos motivados».

Adversário de respeito
«Estou à espera de um jogo muito difícil e, apesar de termos uma vantagem de dois golos, queremos ganhar e alcançar a final. Sabemos das dificuldades que tivemos para ganhar na Amadora para o campeonato e temos muito respeito pelos profissionais daquela equipa e respeito por esta competição. Estou certo de que, para alcançarmos os nossos objectivos, teremos de jogar nos limites, frente a um adversário sério, esclarecido e com um processo definido. O Estrela obriga-nos a jogar com toda a intensidade e determinação, e não temos direito a falhar».

Fucile convocado
«O Fucile está convocado e isso é um bom sinal. É importante para nós termos todos os jogadores, à excepção do Lucho, em condições de ajudarem a equipa».

Discussões supérfluas, essencial esquecido
«É norma no futebol português não se pensar nas coisas, não antecipar nada e ser apenas reactivo. Penso que chegámos ao momento em que as decisões têm de ser tomadas, mas não acredito que isso vá acontecer. Continuamos a discutir coisas supérfluas, quando o essencial não é tratado. Onde estão as soluções? Não há trabalho de casa, nem uma estratégia para o futuro. Não vejo estratégia por parte de quem decide para resolver os problemas do futebol português, que não são apenas de ordem financeira. Basta ver que, actualmente, há cerca de 15 horas semanais de programas sobre futebol na televisão e cerca de 80 por cento do tempo destes programas é gasto em discussões parciais sobre a arbitragem. A discussão que é feita não incide sobre o essencial, portanto as coisas não avançam».

Não é Portista quem quer, só é Portista quem pode

Sem comentários: