"Todas as ofertas feitas junto do RBS vêm automaticamente para mim. O controlo final de uma eventual compra continua nas mãos do conselho de administração. Ele [o conselho] é o único responsável pela venda. O nosso objectivo é que a venda esteja concluída até 31 de Agosto e vamos continuar a trabalhar para finalizar o processo", indica Martin Broughton. Em declarações publicadas pelo jornal “The Guardian”, o presidente do clube afirmou que há outras ofertas de compra do Liverpool que estão a ser tomadas em conta e a ser estudadas. Há três anos, dois homens de negócios norte-americanos, George Gillett e Tom Hicks, compraram o Liverpool com grande pompa, mas o clube entrou numa grave crise financeira e desportiva e em Abril deste ano foi posto à venda. O “The Guardian” afirma que a manutenção de Fernando Torres no Liverpool é essencial e que uma eventual saída do futebolista espanhol poderia afectar consideravelmente o estatuto do clube e o interesse dos potenciais interessados na sua aquisição.
Coitado do Liverpool! Então por meia dúzia de euros, mais precisamente 350 milhões, assim uma espécie do preço que o Montepio vai pagar para comprar o Finibanco ou, um valor igualzinho ao Passivo da SAD do Benfica, os sócios vão deixar o clube ir para os Chineses?
Engraçado que recordo um episódio passado há uns 2 ou 3 anos quando quem mandava no Benfica (nas compras é claro) era o senhor Veiga, também apareceu um Chinês inventado por aquele senhor que anda a vender penicos e bidés com ferrugem à Ministra da Cultura, a dizer que ia investir não sei quantos milhões, um truque que durou algumas horas e fez subir artificialmente as acções para o dobro, antes da CMVM mandar acabar com a brincadeira. E já que comparámos os 350 milhões com o Passivo da SAD, podemos estender o raciocínio até aos 500 milhões (com tendência para subir) do Passivo de todo o Grupo e dizer que, afinal não é muito dinheiro para um clube daquela grandeza: afinal o preço dum reles submarino Trident!
Na conferência internacional “Leaders in Football”, em finais de 2009, o secretário-geral da UEFA David Taylor lançou para cima da mesa, a possibilidade excluir das competições da UEFA todos os clubes devedores. Esta possibilidade visa travar as aquisições milionárias de clubes, na maior parte das vezes feitas através de empréstimos bancários, que em vez de ajudar, complica ainda mais a situação financeira dos clubes. Um bom exemplo desta situação, vem precisamente de Liverpool onde os donos do clube se viram forçados a renegociar a sua divida com a banca, através de um pagamento de 40 milhões de Euros por ano, que não virá certamente dos seus bolsos.Cerca de 30% das dívidas em Inglaterra, vêm dos 4 maiores clubes da Premier League, no entanto os seus dirigentes aumentaram nos últimos 2 anos as suas folhas salariais em mais 12%. As questões que se colocam são, qual será o custo futuro de ter ou fazer parte da maior liga de futebol do mundo? O que aconteceria ao Chelsea sem Abramovich, com um prejuízo anual de 90 milhões de Euros? Como pagaria o Manchester United 100 milhões de Euros por ano à familia Glazer se não fossem proprietários do clube?
E por cá? Será que os clubes falidos vão falir mesmo? Mi liga oi!?
1 comentário:
Dos melhores comentarios que tenho lido nos ultimos tempos.Parabens .
Sucinto,verdadeiro e alarmante !
Só os imbecis dos dirigentes de merda de alguns clubes como o clube da trêta,não ligam a estes problemas.Idem para os bancos e banqueiros de merda que habitam neste País.
O que doi é que quem vai pagar esta merda toda somos nós..........
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