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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Luís Horta um Hipócrita à solta

Conhecido que foi o desfecho da investigação do caso Lance Armstrong, culminando com a entrevista/confissão do ciclista a Oprah Winfrey, logo um coro de carpideiras, virgens, e meninos do coro se precipitaram a desancar no homem!

Um deles, o conhecido benfiquista Luís Horta, Director do Laboratório de Análises e Dopagem (AdoP) do Instituto de Desporto de Portugal, em entrevista ao recente site do novo canal benfiquista A BOLATV, caiu de imediato em cima do ciclista.

E começa logo o seu arrazoado com a afirmação de que não tinha ficado surpreendido. “Para as pessoas que trabalham na luta contra a dopagem, não traz nada de novo. É a confirmação daquilo que nós, já há muitos anos, sabíamos”. Percebia-se que o rendimento desportivo de Armstrong, bem como de algumas das suas atitudes, não eram compatíveis, em principio, com a não utilização de substâncias proibidas”.
Sabendo como se sabe que no ciclismo os tempos de chegada dos ciclistas estão separados apenas por alguns segundos, pode perguntar-se se os terceiro, quartos, quintos, e por aí fora, eram “rebocados” pelo ciclista dopado ou também se dopavam.

Depois lá vem a ementa dos truques que todos nós já ouvimos falar e o senhor Horta também conhece. “20 minutos antes do final das etapas os ciclistas sabiam quem seria e quem não seria controlado”. Estes poderiam tomar imediatamente um estimulante para o final da etapa. Os outros, os que seriam controlados, tomavam precauções imediatas”.

E quais eram essas precauções? “Os ciclistas eram notificados e tinham uma hora para se apresentarem no local do controlo”. “Tudo se poderia realizar”. Como por exemplo? “Executar manipulações, ou seja, algaliar um atleta, retirar-lhe a sua urina e colocar-lhe, através da algália, urina de alguém não dopado”. “Ou então colocar na uretra do atleta um pequeno pó – as proteases - destruidor das proteínas e que, ao mesmo tempo, destroem a eritropoietina (EPO) que está na urina”.

Concordando com as explicações que o senhor referiu, fico agora a aguardar resposta para umas perguntas muito simples que lhe vou colocar.
A primeira sobre a tabela de controlos antidopagem publicada no site do IDESPORTO referente à 1ª volta da Liga Sagres. Pelo regulamento o clube que vai em primeiro lugar na classificação deverá ser mais vezes controlado. No entanto verifica-se que o Benfica até 2 de Janeiro de 2013, apenas o havia sido feito por 1 vez em competição. Faz-me confusão como é que o primeiro classificado foi controlado 1 única vez em 15 jogos e, por exemplo o Rio Ave e o Braga, foram controlados 5 vezes! Agora que o nosso clube voltou ao lugar que lhe pertence, vão ver como “eles” vão aparecer por cá.
A segunda pergunta refere-se aquele ex-atleta do clube do senhor Horta que quando jogava “fazia 37 vezes (para cima e para baixo) os 100 metros colado à linha lateral”, actualmente imitado pelo sobrevivente Maxi Pereira. Os esgares do caxineiro que precisava de ser agarrado pelos colegas para não se atirar ao árbitro, ou as patadas do karateca não seriam suficientes indícios para verificar que andavam muito excitados?
Bem sabemos que a peixeira que (ainda) os treina, tem passado por clubes que se vão abaixo das canetas nas 2.as voltas. Coincidências que pelos vistos não preocupam muito o senhor Horta. Para vender o peixe ao pagode, anda muito preocupado com o ciclismo.

Até à próxima

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Só deu Porto!

No ataque à liderança, o FC Porto não sentiu grandes dificuldades para bater o Gil Vicente. Os Portistas derrotaram a equipa de Barcelos por 5 x 0, no Dragão, no jogo que fechou a 16ª jornada da Liga Portuguesa.
O Gil Vicente tinha sido uma das poucas equipas que conseguiu roubar pontos ao Campeão Nacional na primeira volta. O FC Porto empatou em Barcelos mas os Gilistas sabiam que a dificuldade agora era maior. Os Azuis e Brancos, a jogar em casa e em velocidade cruzeiro rumo ao Título – lado a lado com o Benfica – não iriam facilitar no cerco ao primeiro lugar. E a verdade é que não facilitaram mesmo.
Se as dificuldades eram esperadas, os jogadores de Vítor Pereira trataram de confirmar que não estavam para brincadeiras. É que o FC Porto teve uma entrada muito forte e garantiu uma vantagem confortável muito cedo na partida.
Logo aos quatro minutos, Danilo abriu o activo com a ajuda de Cláudio. O Brasileiro correu pelo lado direito, fez a diagonal para a zona central e disparou de pé esquerdo; a bola ainda bateu no Gilista Cláudio e acabou por trair o guarda-redes.
O Gil Vicente ia mostrando grandes dificuldades em travar os Portistas e a missão complicou-se (ainda mais) com o segundo golo em tons de Azul. O relógio marcava 12 minutos quando Vítor Vinha desviou a bola para o fundo da sua própria baliza, após uma jogada de Otamendi.
Contado assim... não é de estranhar, pois, que jogo tivesse apenas um sentido: a baliza do Gil Vicente. Era fácil, muito fácil para o FC Porto. O jogo circulava, as jogadas apareciam e reinava a tranquilidade no onze Portista.
Ao intervalo... dois para o FC Porto e zero para o conjunto de Barcelos. Ah, Liedson era a estrela nas bancadas. O Levezinho desdobrou-se em fotografias e é, por assim dizer, uma estrela do grupo mesmo antes de se estrear com a camisola Portista.
No recomeço... mais do mesmo. O FC Porto a esticar futebol e o Gil Vicente a defender-se como bem podia.
No entanto, a primeira ocasião de golo da segunda parte foi dos homens de Paulo Alves; aos 52 minutos, Brito disparou uma «bomba» e a bola a saiu perto do poste esquerdo da baliza de Helton, após uma perda incrível (pouco habitual) de Fernando a meio-campo.
Mas os Azuis e Brancos têm outras armas que a equipa Minhota não tem. Assim, o terceiro golo apareceu logo aos 54 minutos. O Belga Defour levantou o estádio, após um 'bailinho' no lado esquerdo da grande-área, num pontapé forte e sem hipóteses para o guarda-redes do Gil Vicente.
O terceiro golo selou o triunfo Portista. A equipa de Barcelos tentava não sofrer mais perante o FC Porto mas a tarefa – que difícil estava – pior ficou com a expulsão de Cláudio. O 'patrão' da defesa Gilista teve uma entrada dura sobre Moutinho e viu o segundo amarelo e respectivo vermelho.
Com o terceiro golo, os 24 mil 202 adeptos que se apresentaram no Dragão, viram o FC Porto a controlar a partida e a ameaçar as redes do Gil Vicente de quando em vez. Três golos de diferença, diga-se, permitiam ao FC Porto recolher para si o estatuto de Líder do Campeonato, ainda que empatados pontualmente com o Benfica.
No entanto, a falta de esclarecimento do Gil Vicente na defesa (no ataque nem existiu) escancarou o caminho ao FC Porto para o quarto golo. Aos 75 minutos, Varela atirou de cabeça para o fundo da baliza, após uma assistência de classe de Castro.
Os restantes minutos serviram apenas para agoniar os jogadores do Gil Vicente e para os Bicampeões Nacionais tentarem o quinto golo. E ele apareceu. Tente adivinhar.... Jackson Martínez, claro. Fugiu aos centrais e na cara do guarda-redes não falhou. Um golo digno de ponta-de-lança. Uma goleada destas fechou, pois, ao ritmo de Cha cha cha.
O FC Porto soma agora 42 pontos - tal como o Benfica - e o Gil Viente segue com 15 nos lugares mais baixos da tabela.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: João Moutinho

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Gaspar e os seus Acólitos

Esta canalhada que (ainda) nos (des)governa trouxe-me à memória uma série televisiva dos primórdios da RTP (ainda não havia os canais benfiquistas SIC e TVI), há tanto tempo, vejam lá, quando não tínhamos que aturar os paineleiros da treta, o gomes da selva, o talhante dos fígados estragados ou o asno pomposo de Sintra.

Provavelmente inspirada nas sitcom americanas, autênticas personagens das comédias de boulevard, desfilavam para gáudio dos espectadores, interpretando papéis caricatos. Gaspar era um ajudante de barbeiro na pele do nosso Camilo de Oliveira que desafiava Artur Agostinho, dono da barbearia. Quando o ajudante com os seus dichotes passava os limites do razoável logo o Mestre ordenava: - Ó senhor Gaspar! Vá já varrer a loja.
Queria na sua infinita sabedoria explicar ao ajudante que não devia “passar além da chinela”. Camilo, meio a gaguejar, meio a resmungar lá cumpria a tarefa. Agora os papéis inverteram-se e quem se passa dos carretos não é o pobre do Gaspar mas outra personagem que ninguém sabe onde foi desenterrado, um tal Carlos Moedas. O Gaspar dos nossos dias, mais merceeiro do que ministro, devia explicar-lhe que as receitas fiscais descem porque não há consumo, porque o FMI não deixa, porque em vez de “animar” o negócio, despede, corta salários e pensões… porque… porque… enfim! Devia mandar Moedas varrer a loja…

As últimas notícias do anfiteatro, dão-lhe uma boa desculpa. Sugerem que os senhores que aprovam as leis, ou andam todos bêbados, ou são amigos da senhora Merkel, ou tiraram os seus cursos na mesma faculdade do senhor Relvas. Quando eu estudava (bons tempos) tinha um professor de Cálculo Comercial que sempre que um aluno largava uma calinada dizia: - Hum! O amigo deve ter andado na “escola da cadela”. Estes que por lá vegetam, não sei donde saíram mas lá que deve ter sido de uma “escola” bem rasca, deve.

Glória Araújo a alcoólica do PS (o partido não tem culpa, anda lá outro do CDS, João Almeida, que sofre do mesmo vício) tem uma particularidade interessante. Pertence a uma tal Comissão de Ética que, em boa verdade, ninguém sabe para que serve, deve ser uma espécie de Conselho Superior de Desporto. O tal rapazito de outro partido (PSD) Carlos Moedas, não sei se também bebe, é mais para o género da brigada do croquete, arreganha-se todo a defender o Relatório do FMI que nos leva (como o senhor Gaspar) couro e cabelo.
Transpondo o caso para o futebol que é do que este blogue gasta, recordo-me doutro borrachola, José Diogo Quintela (aquele zbórdinguista dos anúncios da MEO que parece uma rolha), também detido por consumo exagerado de álcool, isto sem falar nos tonis e vilarinhos, que talvez por isso, conseguiram inúmeras benesses para a construção do galinheiro.
Outra das modas nos pasquins da Capital é desancar nos atletas que andam por esse mundo fora a representar Portugal, mas com uma particularidade: se tiverem jogado no clube da treta são os mais maiores (Di Maria, Coentrão, Ramires, David Luiz, Simão Sabrosa etc.). Se forem do FC Porto são “uns desgraçados”, vêm repatriados com a mala de cartão ás costas, mesmo que todos lhes reconheçam qualidades (Deco, Pepe, Ricardo Carvalho, Raul Meireles, Quaresma, e claro, Hulk). Todos aqueles que o clube da treta viu passarem por um canudo, têm agora que ser achincalhados. Então quanto aos treinadores nem é bom falar. Mourinho, Jesualdo e Villas-Boas que lhes comeram as papas na cabeça são os alvos preferenciais da pasquinada lisboeta, isto já sem falar na vergonhosa pressão que exercem sobre o nosso treinador actual.
Assim vai o Mundo, uns para baixo e outros para o fundo (não confundir com Fund, a casa de penhores, também conhecida como BES) que (ainda) sustenta a “instituição”. Esperem pela volta que o senhor Moedas trata-lhes da saúde! É só o FMI mandar…

Até à próxima

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O Boneco de Relvas

Jurista, professor, ex-presidente dum esconso Conselho Superior de Desporto que, em boa verdade, ninguém sabe para que serve, putativo candidato à presidência da FPF, que nem sequer formalizou a candidatura.

O homem lá segue ziguezagueante, cumprimentando aqui, elogiando acolá, criticando além, entre os ex-colegas do CDS e o seu actual partido o PSD. Autarca de Sintra onde não deixa obra, lambe-botas institucional, eterno candidato a candidato, tenta colar-se à eleição para a CML onde ninguém o parece apoiar, com excepção de Miguel Relvas.
Costuma aparecer nos programas desportivos da caixa que mudou o mundo (começou no maquiavélico Donos da Bola), depois no Dia Seguinte (de onde foi corrido) indo, finalmente, desaguar numa coisa fétida chamada Prolongamento onde, de quando em vez surge com uns calhamaços debaixo do braço e uns “acórdãos” mais ou menos secretos, que mais ninguém possui. Recordo-me do dia em que apareceu com o “parecer” encomendado a Fretes do Amaral, condizente, pois claro, (foi para isso que lhe pagaram), com os 5 palhaços do defunto Conselho de Justiça e que, meses mais tarde, viria a ser reduzido a cinzas pelos “tribunais verdadeiros”. O Boavista está ainda à espera de ser ressarcido mas o lambe-botas, esmerado apoiante de tudo que surge contra os “parolos cá de cima”, nem tuge nem muge.

Ultimamente para nosso descanso e, imagine-se, dos próprios adeptos da “instituição” que não o gramam, tinha feito uma espécie de sabatina, aparecendo fugazmente nas antepenúltimas páginas do pasquim que (ainda) o acolhe, onde o único sentido da verborreia ali vomitada é tentar atingir o nosso clube e/ou o Presidente.

Desta vez para o que lhe havia de dar? Aproveitar a moda, pois claro, para desancar no Oliveira, o popular Quim da Olivedesportos a propósito da rescisão do seu contrato com a LIGA do senhor Figueiredo “por não cumprimento de contrato”. Bastaria este simples enunciado para alertar o senhor Seara/Jurista para o que iria escrever a seguir. Mas não. Procurou mais uma vez, colar-se ao pensador da Liga no seu propósito de acabar com o maná que tem sido o apoio da Olivedesportos aos clubes portugueses, a começar, como todos nos recordámos, pelos empréstimos concedidos à “instituição” falida.
Escreve o senhor Seara que “o que interessa é que nos próximos meses teremos jogos internos em sinal aberto”! Helasse! De uma cajadada matou dois coelhos. Deu uma beijoca ao seu presidente (que pelos vistos o ignorou nas eleições para LIGA), mas esqueceu-se de dizer que são jogos da Liga Lucílio Batista, que não interessam a ninguém, e que foram vendidos ao preço da chuva, o que como é óbvio, estraga o negócio, não a Joaquim Oliveira que qualquer dia os manda passear mas, aos clubes que no fundo são quem beneficiam muito ou pouco do que dali ainda poderia vir.

Mais à frente uns cêntimos de graxa a propósito dos 100 golos marcados por Cardozo ao serviço do Circo da Segunda Circular. E comete a audácia de colocar em paralelo o sonolento jogador que deambula nos arredores da meia-lua os 90 minutos, para o comparar a, esses sim, verdadeiros artistas da bola e dos golos: Eusébio e José Águas. Esqueceu-se de mencionar, que só golos de grandes penalidades (o prato do dia que a casa serve), foram 27. Comparar o dorminhoco com aqueles dois, só mesmo como anedota ou chalaça dum lambe-botas qualquer.

Até à próxima.

Fotomontagens com a devida vénia do blogue wehavekaosinthegarden

sábado, 5 de janeiro de 2013

Esqueçam lá o Benfica. Pensem no Nacional!

Depois do Futebol Clube do Porto ter perdido o seu precioso tempo numa partida ante o CD Estoril Praia numa tal de Taça da Liga que não serve para mais nada senão para lesionar Jogadores, eis que chegou a hora de disputar uma partida a sério que deve ser encarada como uma Final.

Muito boa gente está muito mais preocupada com o jogo da Luz olhando para esta partida contra o CD Nacional como se já estivesse ganho. Este tipo de pensamento nunca fez bem a ninguém e quando o Futebol Clube do Porto o adopta acaba sempre por sair derrotado pela sua arrogância colectiva. Primeiro há que pensar no jogo de hoje e só depois (muito depois mesmo) é que se deve olhar com olhos de ver o Clássico da Luz.

O Nacional do Professor Manuel Machado pode não estar a realizar um bom Campeonato, mas tem no seu plantel “armas” valiosas que podem fazer a diferença mais logo no Dragão. Na Baliza o Professor tem à sua disposição Vladan e Gottardi que são dois bons GRs, na defesa conta com Jogadores polivalentes como Revson que traz uma grande dinâmica á defesa Madeirense, no meio campo Claudemir é o especialista na marcação de golos nos Livres e Isael é somente o homem das Assistências e no araque temos o irrequieto Mário Rondon e o “Tanque” Keita.

Este Nacional é sem sombra de dúvida uma equipa de respeito que nos primeiros tempos de vida do Estádio do Dragão se habitou a ganhar em território Azul e Branco. Na altura o Nacional também era “comido de cebolada” pelos Dragões segundo certas massas adeptas Azuis e Brancas…

As chamadas de James e Dellatorre são as novidades da Lista de Convocados do FC Porto para a recepção ao Nacional (13.ª jornada da Liga Zon Sagres, Sábado, 20h30). O Colombiano regressa após ter estado limitado fisicamente, enquanto Dellatorre, do FC Porto B, se estreia numa convocatória para um jogo oficial da equipa principal. Atsu, que vai estar ao serviço da selecção do Gana, e Quiño saem da lista.

Lista de Convocados: Helton e Fabiano (guarda-redes); Danilo, Lucho, Castro, João Moutinho, Jackson Martínez, James, Varela, Mangala, Abdoulaye, Fernando, Alex Sandro, Kelvin, Otamendi, Defour, Dellatorre e Sebá.

Onze provável (4x3x3): Helton, Danilo, Otamendi, Mangala, Alex Sandro, Fernando, João Moutinho, Lucho, James, Varela e Jackson Martinez.

Quem não puder ir ao Dragão acompanhar este jogo em directo pode sempre faze-lo aqui no Mística. Para tal basta visitar o Blog perto da hora do jogo (20h30).

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Revolução na SPORTTV

O braço de ferro entre Vieira e as empresas detidas por Joaquim Oliveira motivado pela não-aceitação das propostas do empresário para a negociação dos 15 jogos em casa a partir da próxima época pode ter conduzido nas últimas semanas o clube da treta a uma derrota histórica. O bluff montado pela inábil administração desmoronou-se como um castelo de cartas. Vejamos um comunicado da ZON enviado à CMVM.
 
“A ZON Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A. anuncia que estabeleceu um acordo de consolidação das posições accionistas na Sport TV Portugal S.A. (“Sport TV”), Sportinveste Multimedia, SGPS S.A. (“Sportinveste”), e PPTV Publicidade de Portugal e Televisão S.A. (“PPTV”) e das respectivas operações, numa única entidade, a qual ficará responsável pela gestão dos direitos desportivos de TV e de Multimédia (internet e móvel), para o mercado Português.”
 “O acordo traduzir-se-á em ganhos de eficiência na gestão dos direitos e apoiará a promoção do desenvolvimento quer da TV tradicional, quer das novas plataformas on-line e móveis de distribuição de conteúdos desportivos para todos os operadores, num contexto de uma maior convergência fixo/móvel. A unificação da gestão destas operações e respectivos direitos de distribuição permitirá também uma maior divulgação internacional dos conteúdos desportivos Portugueses.”
 
“Em consequência das transacções necessárias à consolidação destas posições accionistas a ZON irá reduzir a sua participação para 25% na Sport TV e receberá um encaixe financeiro de cerca de 46 milhões de euros.”
Ainda o senhor Vieira e o inefável lacaio Gomes da Silva que anda pelas Africas a cravar apoios, não tinham acabado de respirar, e outra machadada lhes caiu em cima, o anunciado projecto de fusão ZON/Sonaecom (Optimus).
Joaquim Oliveira resolve uma situação complicada de falta de liquidez, ficando na mesma com os direitos televisivos, e livra-se de ter que aturar o senhor Vieira. A ZON reforça a sua posição no mercado móvel e a OPTIMUS nas comunicações fixas e na televisão paga. O reforço financeiro que esta fusão comporta vai gerar novos mercados para as transmissões desportivas internacionais já que a principal investidora particular da ZON, é a nossa conhecida Isabelinha (dos Santos).
Resulta desta situação, apenas conhecida de alguns, que o senhor Vieira fica em maus lençóis. O que irá “inventar” desta vez? Deixar cair o bluff e juntar-se novamente à Sport TV (agora com três sócios de peso) ou arranjar um pacóvio que lhe pague os 40 milhões para transmitir os 15 jogos em casa? A estratégia, a julgar pela última declaração do cómico Gomes da Silva no DIA SEGUINTE, parece ser a do costume. Procurar mexer os cordelinhos para evitar a todo o custo que esta fusão seja reconhecida pelas entidades responsáveis, ANACOM (Autoridade da Comunicação) à cabeça e deixar ficar tudo como está. “Pode lá ser…” vociferava o incompetente.
Para isso nada melhor do que utilizar os bons ofícios do manipulador de marionetas, Mário Figueiredo, um cadáver adiado que acumula no seu historial derrotas sobre derrotas, a apregoar aos sete ventos a cantilena do “monopólio” da Sport TV. Repare-se que no seu estrebuchar o homem continua a falar “no recurso ás instâncias europeias”! Então, se considerarmos que a MEO, outro operador da PT também entra na dança, este sim. Pode ser mesmo um monopólio (da Portugal Telecom, já se vê), ”à séria”.
 
Os adeptos crentes nas histórias que lhes vendem seguem fielmente o grande pensador gomes da selva, e pensam que Joaquim Oliveira se está a “desfazer de bens”. Os mais pessimistas lá agitam o fantasma do “sistema”, cada vez menos convincente para justificar as 10 miseráveis épocas (dois títulos, ambos com batota) do clube da treta.
 Alguns (poucos), não fora o constante esconder da dramática situação financeira nos programas televisivos ou nos pasquins da Capital já vão percebendo que entre dívidas, passivos e bluff, clube e Sad percorrem a passos largos o mesmo caminho dos vizinhos da 2ª Circular. Dezenas de jogadores hipotecados aos Fundos, Salários do outro mundo (só a peixeira ganha 4 milhões) e um Passivo Financeiro galopante. Quando a Banca fechar a torneira, as bolhas começarem a estoirar, mais a novidade da “refundação” da Sport TV, talvez se possa finalmente avaliar a enorme banhada que o clube da treta levou para casa este Natal.
 
Até à próxima

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

¡¡Hala Madrid!!: E agora?

O último fim-de-semana desportivo ficou marcado por mais um desaire da equipa Blanca em La Liga. A deslocação á terra natal de Sérgio Ramos correu mal, e desta vez foi contra um Clube que embora seja histórico não costuma andar na alta-roda do Futebol Espanhol e Mundial. Tal torna ainda mais amargo o sabor da derrota.
Graças a isto eis que os Merengues se encontram a 11 pontos do líder FC Barcelona e a 8 do segundo classificado Atlético de Madrid. E agora? 
Tem sido engraçado ver a enorme variedade de respostas a esta pergunta. De um lado temos os anti tudo o que não seja Espanhol a criticar fortemente os Portugueses do Plantel, do outro temos os supostos “Madridistas” que se preocupam mais com o Barça do que com o Real a traçar cenários de pura desgraça e ainda sobra espaço para os que nunca gostaram de José Mourinho e anseiam que este saia da Casa Blanca o mais rapidamente possível.
Eu bem sei que muitas vezes o Adepto se deixa levar pelas emoções e não pela razão. E também sei que muitas vezes quem escreve artigos num Jornal preocupa-se mais com o lucro do que com a informação. Contudo existe um limite para tudo isto sob pena de se começar a roçar a mais pura da estupidez e xenofobia. Utilizar a cabeça para pensar e não só para pentear o cabelo é um exercício que incomoda muito boa gente mas que é altamente recomendável antes de se meterem a retirar conclusões estapafúrdias.
Isto porque é impossível de todo repetir o excelente desempenho que o Real Madrid CF teve na Época anterior. Não há equipa nenhuma no Mundo que tenha a proeza de repetir uma Temporada de sonho e como exemplo mais próximo disto mesmo temos o FC Porto de André Villas-Boas e o FC Porto de Vítor Pereira. Ambos os Treinadores tiveram à sua disposição os mesmos Jogadores e os Troféus alcançados foram muito diferentes em termos quantitativos.
Depois há que recordar o que era a equipa Merengue antes da chegada de José Mourinho e o que é actualmente. Antes da chegada do El Português a Madrid, o Real Madrid CF era eliminado nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões por equipas medianas, era também eliminado na Copa del Rey por equipas semi-amadoras e no Campeonato os desastres acumulavam-se sucessivamente. 
Em duas temporadas José Mourinho deu à equipa Blanca uma Copa del Rey, foi Vice-Campeão de Espanha, Campeão de Espanha na época em que o FC Barcelona se sagrou Campeão do Mundo de Clubes, ganhou uam Supercopa aos Culés e alcançou as meias-finais da Champions tendo apenas tombado aos pés do Bayern nas Grandes Penalidades.
Como podemos verificar, em apenas duas temporadas The Special One fez da equipa Blanca uma Equipa batalhadora e vencedora contrastando com aquilo que esta era antes da sua chegada à Capital Espanhola. E para mais conseguiu que a Imprensa da Catalunha receasse de tal forma este Real que dia sim, dia não era colocada no ar uma notícia falsa sobre a sua saída do comado técnico da equipa Merengue. 
Justifica-se tanto barulho em torno do Técnico Luso? Naturalmente que não!

Onze pontos de distância são difíceis de se recuperar, José Mourinho deixou escapar a sua frustração na derrota de Sevilha e a Equipa Blanca não tem estado a jogar bem, mas no Futebol não há vencedores e derrotados antecipados e muito menos lugares marcados. Por exemplo, na temporada anterior por esta altura o Zaragoza já estava mais do que despromovido e o Benfica era Campeão Nacional de Portugal… No final as contas foram bem diferentes!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Maciste contra Ciclope

Um dia destes sonhei com os heróis da minha infância. Super-Homem, Batman, Capitão América, e o Hulk, claro. Havia outros ainda mais antigos que me lembrei de trazer à crónica de hoje.
Maciste era um ser mitológico muito parecido com Hércules que utilizava a sua descomunal força para realizar feitos heróicos. Ciclope (olho redondo) representava na mitologia grega, um gigante imortal com um só olho no meio da testa que, segundo Calímaco, trabalhava com Hefesto como ferreiro, forjando os raios usados por Zeus.

Protagonizando um moderno “herói”, Fernando Gomes, o ciclope da nossa história, (só vê num sentido) aparece verdadeiramente irreconhecível. Deve querer brincadeira. E olhem com quem se meteu!

Pinto da Costa, que interpreta o papel de Maciste, ao ver o FC Porto entalado em 3 importantes competições (Taça, Campeonato e Champions) entendeu expressar a sua indignação contra as arbitrariedades dos regulamentos fifeiros, uefeiros, caseiros, e outros que tais, “obrigando” as equipas a andar de seca-em-meca em alturas cruciais para as suas aspirações desportivas.
Claro que este raciocínio não se aplica, por exemplo, ao clube da treta que terá como único objectivo desta época vencer a Taça da Liga. E como não tem sequer 1 jogador na selecção, o problema passa-lhe ao lado.

A “benfiquização” das estruturas da FPF e da LIGA saída das últimas eleições tinha que fazer estragos. Fernando Gomes só conquistou o lugar porque saiu do Clube em rotura com o presidente e, tal como Mário Figueiredo, no papel de Hefesto deus dos céus e do trovão, apregoou várias cenouras e fez promessas irreais aos papalvos que o elegeram.
Como o problema da convocatória para a selecção já extravasou o razoável, vamos recordar o último capitulo, o comunicado da FPF na íntegra:

1 - A Federação Portuguesa de Futebol é liderada de dentro para fora, independente de pressões que sejam ou tentem ser feitas por quem quer que seja.

2 - Por haver na Federação Portuguesa de Futebol uma liderança que pensa pela própria cabeça e segue uma estratégia clara, a Selecção Nacional jogou fora do país, tal como fizeram outras grandes selecções mundiais, procurando obter receitas que lhe permitam cumprir a sua missão de defender os superiores interesses de todo o Futebol Português.

3 - A equipa técnica da Selecção Nacional, bem como todos os outros colaboradores da Federação Portuguesa de Futebol, respondem perante a sua Direcção e o seu Presidente, gozando de autonomia nas respectivas áreas de intervenção directa. Na Federação Portuguesa de Futebol, o Seleccionador Nacional convoca os jogadores que quer e coloca-os em campo de acordo com as suas ideias tácticas, durante o tempo que entende adequado.

4 - A Federação Portuguesa de Futebol proporciona as melhores condições de trabalho a todos os colaboradores e técnicos, nomeadamente ao Seleccionador Nacional, Paulo Bento, e apoia-o sem reservas.

5 - A Federação Portuguesa de Futebol agradece o entusiasmo crescente que os adeptos têm vindo a demonstrar à Selecção Nacional e apela à união em torno do objectivo comum a todos os portugueses sem excepção – a qualificação para o Mundial 2014.

6 - A Federação Portuguesa de Futebol não promove nem alimenta polémicas pelo que nem a FPF nem qualquer um dos seus colaboradores voltarão a pronunciar-se sobre este assunto.
Passemos à análise:

1 – “Liderada de dentro para fora”. É verdade. Por exemplo, o serventuário que nomeia os cãezinhos amestrados é o mesmo. Continua a nomear árbitros do Benfica para jogos do Benfica e árbitros do Benfica para jogos do FC Porto.

2 - “A selecção jogou fora do país como outras o fizeram…” “procurando obter receitas blá, blá, blá…”. O senhor de La Palisse não diria melhor.

3 – “Na FPF, o seleccionador blá, blá, blá”. Viu-se bem a cagada que armaram alguns que ainda por lá andam, trasladados da anterior direcção, e o contencioso que tiveram com Carlos Queirós, obrigando a vultosa indemnização.

4 – “Proporciona as melhores condições…”. Se não nos qualificamos para o Mundial, eu vou esperar para ver “as condições” que lhe vão proporcionar.

5 – “O entusiasmo crescente”… Devem estar a referir-se aos assobios que se ouviram no último jogo.

6 – “A FPF não promove nem alimenta polémica…”. Pois não. Nem tem moral para tal. O senhor Gomes, (não se retirando o legítimo direito dos regulamentos), poderia ser mais cordato com o presidente dum grande clube que lhe proporcionou (sem que tivesse influência directa na decisão) sentar-se numa nova cadeira de sonho. Como o senhor (temporariamente) sente as costas quentes, agora, arma-se em mau.
Pinto da Costa tinha 227 motivos para arrasar a gestão destes compéres de revista sem ser pela via da selecção. O descalabro que tem sido a “gestão” de Mário Figueiredo, o homem que quer “acabar” com Joaquim Oliveira alegando o “horrendo crime” da Controlinveste ter um lucro de 30M€ é já objecto de análise nos fóruns televisivos.

Fernando Gomes e o seu “braço autónomo” vão cair por si. Não vale a pena gastar muita cera com estes criados de pacotilha. Pinto da Costa deixou escapar o seu habitual sentido de oportunidade. Não gostaria de ver um dos meus heróis, perder-se em conversas de putos. Tudo o que ultrapasse o desprezo que esta cambada nos deve merecer, será desnecessário.

Até à próxima.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Casas de Penhores Modernas

“Trazem de tudo. Ouro, prata, peças grandes e pequenas, chegam mesmo a trazer linhos e às vezes a própria roupa que trazem no corpo querem vender. É uma situação mesmo muito aflitiva, explicou à Lusa António Antunes, responsável pelos penhores da Joalharia Áurea, na Baixa de Lisboa.
 
O recurso às casas de penhores – disse António Antunes – é feito por pessoas de todas as camadas sociais e acrescentou que as épocas de maior procura são as do regresso às aulas (Setembro/Outubro), a época de pagamento das contribuições autárquicas e depois das festas (Natal e Ano Novo).
 
A procura é muita em Janeiro, sobretudo porque é preciso pagar a conta do Visa [cartão de crédito) que teve um consumo exagerado por causa das festas, considerou António Antunes.” In Público
A MESMA CENA NO FUTEBOL
 
Trazem de tudo. Jogadores provenientes de trocas, inadaptados a defesa esquerdo, frangueiros, ou promessas adiadas como Olá John. Até já apareceram anões como Miguel Vítor e Gaitan, ou da 3ª idade como Carlos Martins e Aimar. É uma situação muito aflitiva, explicou à BOLHA o responsável da Doyen Sports Investments.
 
O recurso aos Fundos, disse o gestor, é feito quer pelo clube quer pela SAD, e próximo das datas em que se vencem os sucessivos empréstimos obrigacionistas; os pagamentos aos clubes de origem dos atletas; ou para pagar entradas iniciais nas transferências do defeso. A procura vai ser muita em Janeiro, sobretudo para resolver o “tal assunto do lado esquerdo”, dos dois trincos caceteiros que “os mandaram passear” e do substituto de Maxi, sempre que seja expulso.
Os penhoristas modernos nem precisam do letreiro. No futuro até pode ser a Troika a ajudar à missa. Afinal o negócio deles é emprestar dinheiro. Se formos analisar os Relatórios dos circos da Segunda Circular, não chegam 2 folhas A4 para listar os atletas penhorados, alguns dos quais, com uma percentagem ridícula na posse da Sad.
 
Comprar um jogador é uma lotaria. O empresário impinge o atleta rotulado de craque. Os pasquins afectos aos 2 circos ajudam a colocar o homem nos píncaros da eficiência, inventando clubes interessados que “até foram ultrapassados pela Sad” na compra do barrete. O Fundo adianta umas massas para adocicar o negócio que os pacóvios lhe apresentarem. Se em cada 10 jogadores colocados, um ou dois forem vendidos, muito bem. Se não forem, que se lixe… “venham mais cinco”, como cantava o outro.
 
O negócio é aceite por ambas as partes. O Fundo tem um gestor que avalia os jogadores que devem ser penhorados, e a percentagem que oferece por eles. Depois como a gestão pertence ao Fundo, e não à Sad como diz o aldrabão do Dia Seguinte, sempre que haja uma hipótese de mais-valia, informa a Sad para vender ou exercer a opção de compra (desde que suba a parada). Se ninguém se interessar pelo atleta, não há problema. É mais um prejuízo a juntar ás “bolhas” do imobiliário (não confundir com A BOLHA). Bate chapas e tinta Robbialac.
 
O Jornal O PÚBLICO trouxe um artigo sobre os Passivos Financeiros (aquilo que devem aos bancos) da SAD dos 3 grandes que já vai em 350 milhões de euros e abordou também o assunto dos atletas penhorados aos Fundos, que todos os pasquins e a querida Televisão parecem agora descobrir. Gomes da Selva que o diga. Caiu-lhe a máscara.
Para dar “credibilidade” à notícia, diz Bruno Prata, que “as contas eram do Professor António Samagaio do ISEG”. Esse valor foi há 1 ano, digo eu. Tenho muita pena mas o cálculo está errado. Não meus amigos, não está errado por exagero, está “por defeito”, mas isso agora, não interessa nada. Mais uns dias aparecem por aí as contas todas.
 
Perante o desastre estrondoso dos Calimeros e como o clube da treta está muito pior, convém-lhes misturar as do Futebol Clube do Porto pelo meio, para baralhar as contas. Mas o senhor professor pode ficar descansado. Se somarmos o Passivo da SAD com o do Clube, a “instituição”, tem um valor maior do que Porto e Sporting juntos.
E perguntam os meus amigos: Porque está o Benfica/SAD com um Passivo tão grande? Resposta: Porque naquele golpe de ilusionismo que o Gato Félix tanto elogiou quando “puxaram” o Estádio para a SAD a fingir que os seus Activos tinham crescido muito, “esqueceram-se” que a Cesta do Pão, além de não estar paga, trazia um enorme buraco dependurado! E com esta história da crise nem a AR nem a CML nem a EPUL lhe podem valer, como no tempo do Santana Lopes e Carmona Rodrigues. Dois grandes marotos que deixaram a Câmara falida. Conta quem sabe, e foi de tal monta, que o António Costa depois de pagar aos fornecedores só lhe sobrou dinheiro para fazer uma rotunda. Para poupar até a mandou construir dentro de outra que já lá estava!
 
Claro que o Tribunal de Contas já produziu um acórdão onde colocou à mostra toda a aldrabice das benesses, mas tratando-se do clube do regime, ficou tudo no rol do esquecimento. Também “os políticos não são corruptos”, não é Dona Cândida Almeida? E o senhor Procurador-geral? Sabe quem consta que vai para o seu lugar? Um tal João Correia, conhece? Foi demitido pelo Governo anterior e, veja lá, também é benfiquista. Coincidências…
 
Até para a semana                                     

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Uma equipa sem super herói mas com Comandante

Já passaram algumas semanas desde a saída de Hulk e o Porto teve o seu 1º teste sem o brasileiro e logo num jogo fora de casa na Champions. O que deu para ver é algo que já aqui havíamos previsto. Não é pela saída de um jogador que o modelo de jogo e a táctica da equipa mudaria, menos ainda tratando-se de um extremo como Hulk que é um jogador que vive mais para furar esquemas tácticos do que propriamente para ser parte integrante de movimentos e comportamentos colectivos.
Tal como se havia referido, ao contrário do Benfica que perdeu dois elementos nucleares a meio campo sem substitutos claros (mais grave a perda de Javi Garcia que a de Witsel) e que por isso alterou já a sua táctica de um 4-1-3-2 ou 4-2-3-1 para um 4-3-3 no jogo de Champions, alterando o modelo de jogo e os seus comportamentos com e sem bola, até pela aposta num ataque mais móvel e sem uma referência como Cardozo.
 
No Porto nada se alterou a não ser as características e a perda da qualidade de um jogador que não tem igual no mercado a que o Porto tenha acesso. Saiu um extremo e entrou outro, neste caso Varela. Contudo os comportamentos da equipa são os mesmos. Viu-se uma equipa com automatismos bem definidos, assumindo o jogo, sabendo em que zonas pressionar e dando fluidez ao jogo através dos corredores laterais, com constantes subidas de Miguel Lopes e Alex Sandro.
 
Falta ainda que James encontre o seu espaço para suceder ao Incrível como estrela da companhia e possa disfrutar da liberdade que tanto gosta para percorrer todo o ataque, mas o mais importante foi reparar que se perdeu um grande jogador que resolvia os problemas colectivos com acções individuais, mas que a equipa respondeu da única forma possível… Colectivamente. Já o havia referido, a perda de Hulk não seria tão grave para a identidade colectiva como a perda de referências a meio campo como Fernando e Moutinho, mas para isso seria necessário que a equipa respondesse presente e não acontecesse o mesmo que na época passada em que teve que ser Hulk a sair em resgate da equipa variadíssimas vezes.
 
A equipa deixou de esperar por esse super herói para ser salva nas situações de maior aperto. Ganhou a consciência de que é com os 11 jogadores que tem que encontrar as soluções para os problemas que os adversários apresentam não podendo agora esperar que um só jogador resolva todos os problemas. Tal não significa que a equipa tenha ficado órfã. Para isso ficou “El Comandante”. Não deixa de ser um sinal claro da sua importância dentro e fora do campo a opção do Porto de que, ao contrário de outros clubes que apresentam 5 capitães de equipa, que no Porto apenas 2 sejam apresentados como os capitães: Helton e Lucho.
O jogo do Porto foi mais colectivo e a equipa em vez de buscar as explosões de um jogador vindo das alas, procurou muito Lucho que foi e será o farol desta equipa. A equipa confia nele e ele faz a equipa ter mais confiança em si mesma sabendo que ele está lá para ler o jogo e para dar sempre a linha de passe e oferecer a qualidade da sua visão de jogo quer em acções ofensivas quer defensivas.
 
O que faltou ao Porto em Zagreb foi acima de tudo mais agressividade no último terço do campo. Um problema que Hulk ajudava a esconder, mas numa zona do campo em que nem deveria ser ele a resolver o problema, a zona central.
 
Falamos da questão do ponta de lança
 
O Porto na época passada não acautelou devidamente a saída de Falcao nem em quantidade nem em qualidade. Tentou a meio da época resolver o problema da quantidade acrescentando Mark Janko à equação, mas tal não resolveu a questão da qualidade. Kleber demonstrou não estar ainda à altura do FC Porto e de precisar de crescer (talvez fora da equipa, com menos pressão e mais minutos), e por isso se canalizaram grande parte dos recursos financeiros desta época na aquisição de um ponta de lança: Jackson Martinez.
 
Jackson demonstra ser um jogador com bom toque de bola, que sabe recuar e comunicar com a equipa. Tabela bem, segura bem a bola e sabe posicionar-se. Falta-lhe contudo maior agressividade a aparecer no espaço e a atacar a bola. Pode-se dizer que o Porto na época passada jogava com 10 por não ter ponta de lança e tinha que ser Hulk a fazer duas funções em campo. Com a contratação de Jackson resolveu-se a questão da inferioridade numérica e passou-se a jogar com 11, mas não passamos até ao momento a contar com um ponta de lança que marque diferenças. O lance do falhanço de Jackson em Zagreb é sintomático. Um lance em que um ponta de lança com killer instinct nunca falha. Mas seria injusto analisar a sua prestação só por esse lance. De uma forma mais alargada vê-se que lhe falta sempre ou um bocadinho de mais velocidade, um bocadinho mais de explosão para ser aquela mais valia no momento de surgir em zonas de finalização.
Falcao valia por 2. Quando Porto jogava com Falcao era como se jogasse com 12 jogadores, se acrescentarmos a ele Hulk no ataque, o Porto jogava com 13 jogadores todos os jogos. Daí a supremacia absoluta na época de AVB quer em termos domésticos quer na Europa. Não é necessário encontrar um substituto de Hulk porque ele não existe lá fora. A equipa vai encontra-lo de forma natural diluído no seu jogo colectivo, mas sem Hulk torna-se ainda mais urgente que o Porto tenha um ponta de lança que não seja apenas um ponta de lança mas o ponta de lança. A figura que a equipa possa confiar que vai resolver jogos com os seus golos e dar pontos desde que bem servido. Não basta a equipa ter ganho um jogador, é preciso que tenha ganho um matador.
 
E é a essa questão que Jackson terá que responder nos próximos compromissos e que será muito importante para aquilatar da valia desta equipa que pode viver sem Hulk mas que terá dificuldades se não tiver encontrado ainda um ponta de lança que seja uma mais-valia indiscutível. O valor que pagou por Jackson a isso exige. Não apenas passar a jogar com 11 jogadores ao contrário da época passada, mas jogar com um pouco mais que isso. É claro que ao ver falhanços daqueles torna-se impossível não olhar para o lado e ver como Saviola mesmo já na casa dos 30 foi despachado pelo Benfica para ir marcar golos e ser mais-valia no Malaga ou como Lima, figura crucial do Braga, e que poderia ser uma boa solução para o Porto, vai para o Benfica para ser suplente.
 
Deixo um destaque final para Atsu
 
Parece-me que se trata de um jogador que inevitavelmente terá que acabar por ser titular desta equipa. Não é Hulk mas dos extremos que o Porto tem é aquele capaz de provocar maiores desequilíbrios nas transições através do seu arranque e velocidade. James é um jogador que busca mais o passe, Varela um jogador mais táctico e que segura mais a bola, e falta depois aquele extremo que crie terramotos no jogo com as suas arrancadas e esse jogador é Atsu.
O texto começou com Hulk. Nada mais apropriado que acabar tem com o Incrível. Muitos quiseram fazer crer que o Porto não sobreviveria sem Hulk, ora bem, até ao momento acho que se pode dizer que tem sido Hulk a sentir mais falta da equipa do Porto que o inverso. Dois jogos no Zenit e duas derrotas. O que sustenta que Hulk pode resolver problemas colectivos com as suas acções individuais mas que por si só, não influi no modelo de jogo de uma equipa de forma decisiva, a não ser que esse modelo não exista e a equipa jogue apenas à espera de momentos concretos de um só jogador.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ele há coisas...

Atlético de Madrid

Falcão tem sido usado como argumento para alguma falta de liquidez (dinheiro na gaveta) do nosso Clube. Aquando da transferência fiquei com a ideia que o contrato previa o pagamento de 3 tranches. A 1ª com a assinatura do contracto; a 2ª até 31 de Julho 2012; e a 3ª até 31 de Julho de 2013.

De facto, lendo a Marca de hoje, confirma-se a história:

“El fichaje del ariete colombiano, después de una complicada negociación, supuso para el Atlético el pasado veran un desembolso de 40 millones más siete en variables. La cantidad fija se dividía en tres plazos, 22 pagados tras el acuerdo, los 9 en cuestión ahora y 9 más para el 31 de julio de 2013”.

São condições como outras quaisquer, o Atlético está “atrasado” em 2,5M€ (mais juros), mas não é este o ponto principal desta crónica.

Não querem lá saber que o Atlético, com dificuldades financeiras conhecidas, alegou (e disso o FC Porto tem conhecimento) estar à espera que os seus devedores lhes paguem o que devem, com a “instituição” incluída neste rol, por débitos da compra de Salvio na altura em que por cá andou?!?

“Fuentes rojiblancas consultadas este miércoles por MARCA admitían que aún no ha sido satisfecha la cantidad que reclama el Oporto, pero añadían que el club portugués está al tanto de las justificaciones y que ese dinero se abonará en cuanto el Atlético, a su vez, reciba cifras que le adeudan terceras entidades, entre las que podrían estar las del Benfica por Eduardo Salvio”.

O CAFÉ DA ESQUINA

Já vos falei de um café perto de minha casa, pertença dum compatriota/emigrante que veio de “vacanças” há cerca de 1 ano, e resolveu ficar. Em cima da arca de gelados da OLÁ, jaz como sempre, a BOLHA. Desta vez, com a capa virada para cima (o homem já perdeu a vergonha), no canto inferior direito, a foto do senhor Pinhão, fazia eco duma frase do Senhor Pinto da Costa “A aldrabice não paga IVA”. Estratégias de marketing para os pacóvios do clube da treta comprarem o jornal, digo eu. Curioso, lá fui à pág. 46, e como leio na diagonal, respiguei algumas frases.

… o Brasil espera, assim, festejar o seu primeiro título olímpico, muito brevemente. Vai ser uma festa merecida. Para o presidente do FC Porto e para os portistas em geral…

…”para o Brasil este torneio olímpico de futebol muito nos faz lembrar o que a Taça da Liga tem sido nestes últimos quatro anos para o Benfica: um relativo passeio…

Fiquei a pensar: queres ver que este pasquineiro está a comparar o Brasil com o clube da treta?

Noutro ponto da croniqueta:

… o centro de estágio do FC Porto é uma (Fundação) que pode ser extinta por ter uma das piores avaliações, blá, blá, blá, e recebeu entre 2008 e 2010 4,234M€ em apoios financeiros públicos…

Comentário – Eu a pensar que o senhor Pinhão ia, finalmente, contar a história verdadeira da construção da cesta do pão, onde o erário público foi lesado em 67M€, através de subvenções estatais e outras, via CML e EPUL, vem ele agora, incomodar-se com uma esmola de 4M€, que o Estado resolveu compartilhar com uma Fundação, entre mais de 700.

Aconselho-o vivamente a ler, por exemplo, uma notícia a propósito das conclusões do Acórdão do Tribunal de Contas sobre a construção do Titanic:

““A Polícia Judiciária já entregou ao Ministério Público o relatório final da investigação ao chamado "caso EPUL" – que diz respeito a um negócio entre a empresa municipal de Lisboa e o Sport Lisboa e Benfica (SLB) no âmbito da construção do actual Estádio da Luz para o Euro 2004. Segundo o documento, a que o DN teve acesso, "conclui-se que a participação da EPUL se traduziu num grave prejuízo" para a empresa, "que ainda hoje se reflecte na negativa situação patrimonial". Responsáveis? Os ex-administradores apontam o poder político (executivo municipal). Carmona Rodrigues (arguido no processo) disse que tudo foi tratado por Santana Lopes.

Neste processo estão em causa os acordos celebrados entre a EPUL (Empresa Pública de Urbanização de Lisboa) e o Benfica, os quais se traduziram em milhares de euros de apoios àquele clube de futebol para a construção do Estádio. Isto verificou-se apesar de, como salienta a PJ no relatório, o então presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes, ter afirmado publicamente que a autarquia não iria dar nem mais um euro para os clubes.

Há várias verbas em causa: a primeira diz respeito a uma factura de 8,118 milhões de euros apresentada pelo Benfica à EPUL para pagamento das obras dos ramais de acesso, um valor que ultrapassou em 1,296 milhões o estabelecido no contrato programa. Alguns ex-administradores da EPUL justificaram tal desvio com o pagamento de IVA, mas já numa auditoria da Inspecção das Finanças foi referido que "apenas 19% das despesas apresentadas respeitam a ramais e fiscalização de obras", duas componentes a que a empresa municipal estava obrigada através do contrato celebrado com o Benfica.

A EPUL comprou ainda ao SLB uns terrenos à volta do Estádio por 32 milhões de euros. Ora, como referiu no processo Pedro Castel Branco, gestor do projecto Benfica Stadium de 2001 a 2004, a empresa pública adquiriu um terreno que "havia sido cedido em tempos, pela Câmara de Lisboa ao SLB para a construção de equipamentos desportivos".

Por fim, há ainda uma transferência de cerca de 10 milhões de euros da EPUL para o Benfica "a título de participação em lucros na venda de 200 fogos do Vale de Santo António". Como é que foi calculado este valor? Luís Cantante de Matos, gestor do projecto do Vale de Santo António de Novembro de 2002 a Janeiro de 2009, disse à PJ que quer o prazo quer o montante previsto como mais-valia lhe "foram impostos como objectivos a atingir". "Desconhece como terá sido calculado o valor de 9,975 milhões de euros", lê-se no relatório da Judiciária.””

Se preferir poderá ler também a Auditoria do próprio Tribunal de Contas http://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_auditoria/2011/2s/audit-dgtc-rel004-2011-2s.pdf

Ele há coisas...

Até à próxima

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

(Ex)Citações

O site Mais Futebol, filho da TVI ou, se preferirem, neto da televisão das sopeiras, titula na sua edição de 6 de Agosto: “Mão cheia de dispensados no Futebol Clube do Porto: o que fazer deles?”

Naturalmente lá fui eu à procura da justeza da afirmação. Mão cheia, deve querer dizer “cinco” ou “manita”, tantos quantos a “instituição” já levou do nosso Clube. Comecei a ler o artigo (mais um para encher chouriços) e lá os encontrei: Belluschi, Bracali, Addy, Sapunaru, e Ukra.

Cinco jogadores que, aparentemente, não farão parte do plantel do Clube para a época que está a começar. Como tenho a mania dos números, fui procurar um EXCEL onde vou lançando as chegadas e partidas dos atletas do clube da treta (puro masoquismo, aquilo nunca mais acaba) e deparo com 117 profissionais sob contrato, assim distribuídos: Plantel da chamada equipa principal: 30 jogadores. Plantel da equipa B outros 30. Ora, quem de 117 tira 60… sobram 57. Vejam lá com o que o homenzinho se havia de preocupar: os nossos cinco, pois claro!

Por falar em treta, li noutro pasquim uma importantíssima afirmação de Alexandre Mestre, um dos mestres deste Governo:

“O Governo só deve intervir no Futebol quando for uma mais-valia e um valor acrescentado”.

E lá veio o patrão ajudar à missa e defender o criado:

"Até com sinais de fumo nos entendemos"

Também se entenderam, provavelmente no mesmo hotel do ano passado, redactores da BOLHA, considerado o braço armado da “instituição”, mais os carraças, os carrascos, e os carroceiros, tendo até publicado uma série de entrevistas, culminando com um dos mais bem pagos do plantel:

“Quero acabar a carreira no Benfica”!

Depois do descalabro que foi a presença dos nossos atletas em Londres, os pasquineiros não teriam nada mais importante com que se preocupar? Aproveitando a excursão do Curiosity poderiam, por exemplo, saber se existem defesas-esquerdos em Marte? É que, pelos menos, resolvia-se o problema ao clube da treta, e deixavam de nos chatear todos os dias com a mesma conversa.

Até à próxima