O ex-candidato à presidência do Benfica nas eleições de 2003, o economista Jaime Antunes considerou hoje (21 de Abril) "positivo o trabalho do treinador Jorge Jesus", e manifestou tristeza e incompreensão pela eliminação na 2ª mão das meias-finais da Taça de Portugal em futebol, frente ao Futebol Clube do Porto mas, quanto a mim, o problema está acima de Jorge Jesus.
Não tenho nada a ver com aquilo não manifesto “incompreensão ou surpresa” que estava na cara, mas sim estranheza pela aparição tão tardia dum dos “notáveis” porventura até, um dos mais esclarecidos como é o Dr. Jaime Antunes, no acompanhamento das aventuras do Senhor Vieira à frente do Clube; da SAD posteriormente criada; e das inúmeras empresas que fazem parte do chamado Grupo Benfica. Ao que suponho, lê os seus Relatórios e Contas, e deveria há muito ter alertado os seus consócios para o estado de pré-falência em que se encontra a “instituição”, que é bastante pior do que a deixada por Vale e Azevedo. Tenho a convicção que este ilustre Advogado foi mais vítima do que culpado e arruinou a sua carreira por ter sido presidente do Clube. Era conhecido o facto dos ordenados dos jogadores serem pagos através das suas contas pessoais e, naturalmente, quando entrava dinheiro era depositado em nome dele visto que as do clube estavam congeladas pelos credores. Uma contabilidade de “merceeiro” pouco explícita e difícil de analisar pelo Tribunal foi o suficiente para Vieira ter ainda hoje o argumento que todos os males provêm desse mandato.
É na observação das Contas da “instituição” que reside a chave do problema. Conhecidos o aumento galopante do Passivo e a necessidade de alienar património para fazer face aos Custos cada vez mais elevados, levam a que se projecte na equipa de futebol uma intranquilidade constante. As vendas de atletas esta época foram-lhe fatais. Os restantes Activos, ou não são vendáveis ou ninguém lhes pega. Pelo lado dos Proveitos: Publicidade e Patrocínios; Direitos Televisivos; Quotizações e Bilheteira; e Merchandising estão explorados ao máximo, havendo até notícias de recebimentos adiantados. Nos Custos, a má notícia é a constante subida dos Juros; os contratos a cumprir com as camionetas de jogadores vulgares com ordenados principescos despejados anualmente no Seixal mais as comissões aos empresários; as elevadas taxas e comissões à banca na realização dos Empréstimos Obrigacionistas e posterior pagamento dos juros e reembolso do Capital aos Investidores dos Empréstimos; a enorme despesa na manutenção do aviário sem qualquer retorno significativo de atletas fora de série que possam “entrar de caras” na equipa principal ou para exportação para Clubes de topo, etc. etc. isto tudo com o aumento do Passivo para números inimagináveis aquando do tal mandato de Vale e Azevedo considerado por Vieira: o mau da fita.
Chegados aqui, e se formos ver os blogs afectos à ”instituição”, a solução, segundo os comentadores passa por mudar de presidente, e nunca de treinador. Também são deixadas no ar interrogações sobre quem efectivamente, faz o quê, e como. Parece haver no Conselho de Administração um Vice-presidente, Rui Manuel Cunha; um homem para as Finanças, Domingos Oliveira; um Vogal, Rui Costa que em tempos não muito distante era apresentado como Director-desportivo e, um indivíduo que não se sabe mesmo o que faz por lá, um tal Rui Gomes da Silva, que além de ter substituído Teresa Claudino, é uma presença execrável nos ecrãs televisivos, um analfabeto futebolístico. Sobra portanto o senhor Vieira que deve ser, por exclusão de partes, quem manda “naquilo”.
Como o senhor Vieira se deve ter constituído garante da Banca nalgumas dívidas da “instituição”, não deve estar muito interessado numa eventual saída, pelo menos, enquanto não tiver resolvido a quem “passar a pasta” (leia-se os avais). Talvez por isso, numa recente alteração dos Estatutos, foi implantado um sistema de segurança para evitar que “paraquedistas” se apossem do Clube. São tantos os requisitos a cumprir pelos sócios, mesmo apenas para apresentar uma Lista, que o senhor Vieira ou alguém da sua confiança deve ficar por lá mais algum tempo. Não sei se as penhoras dos passes dos jogadores, das transmissões televisivas, das receitas publicitárias futuras, etc. serão suficientes para acalmar os banqueiros mas, nota que, actualmente andam muito “enervados”. E depois os sócios são fáceis de acalmar, basta o senhor Vieira fazer uma reunião conjunta com os pasquins habituais para eles se contentarem com mais um anúncio da chegada de novos jogadores. O homem também pode protagonizar um golpe de teatro. Se as coisas continuarem a correr mal com a equipa de futebol, o alvo dos sócios vai ser o Jorge Jesus e não há nada melhor do que despachá-lo em grande velocidade para outra galáxia distante. E o senhor Vieira é homem para isso, afinal o “mau da fita” é sempre outro.
Fotomontagens de JOSE LIMA
Até para a semana



2 comentários:
Excelente caro Lima
como sempre um presente de Pascoa de uma virtualidade dificil de igualar.
Um grabnde abraço deste seu amigo
ftavares
Muito Bom!
NEXT.
hehehehehehehehehehehehheheheheehhe
En passant.
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