segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Deus, Pátria, Autoridade

Ou seja: JJ, a “instituição” e o presidente da Liga. Voltamos ao tempo da outra senhora! O imbecil que representa vergonhosamente o clube da treta ás segundas-feiras na SIC (programa Dia Seguinte) teve a desfaçatez de, na emissão de 28 de Janeiro, rapar dum qualquer bilhetinho que lhe deram para ler, e desculpar o nome do sistema da altura, um tal Calabote que, passados 54-anos-54 continua a simbolizar as vigarices do clube duma popular freguesia de Lisboa.
Como de costume o aldrabão que nem sequer ainda era nascido faz lembrar o boneco dum ventríloquo que repete até à exaustão um chorrilho de asneiras que lhe ensinaram. Desta vez para tentar atenuar a escandaleira das arbitragens da Liga nesta época. Sobre Calabote (e eu estive em Torres Vedras no dia em que nos tentaram roubar o título) recomendo a leitura do excelente artigo publicado no blogue Reflexão Portista.

Não me vou alongar mais na análise das declarações deste indigente nem dar-me ao trabalho de as desmontar. Abençoado comando que muda de canal sempre que ele fala. O palermoide não merece que se perca um minuto com ele. Vamos ao tema da crónica!
JJ – Deus – o pobre homem, anda com o rabinho entre as pernas, está a sentir o chão fugir-lhe debaixo dos pés. Abandonou a postura de peixeira que provavelmente um filósofo (Manuel Sérgio) lhe ensinara. E não é caso para menos. O patrão não tem dinheiro para mandar cantar um cego, desfaz-se a toda a pressa dos excedentários (mais de 40) que lhe aumentam os custos cada dia que passa. Este ano, Javi Garcia, Witsel, Bruno César, e Nolito, já foram de vela, aguardando-se a qualquer momento as saídas de Carlos Martins e Aimar. Em troca, e a fazer recordar a época Quique Flores (com Rui Costa à cabeça do descalabro), também chegaram dezenas de jovens “esperanças” para o plantel, propagandeadas como habitualmente pela BOLHA, o pasquim oficial da ”instituição” que, mais tarde, viriam a engrossar o contingente de “disponíveis” com uns 100 jogadores “emprestados” por esse mundo fora (yebdas, makukulas, balboas, urretas, etc.). Em contrapartida fizeram subir as imparidades, eufemismo que significa o valor que se perde quando se vende um activo (leia-se atleta), abaixo do seu Custo, e que atiraram o Passivo galopante para mais de 500 (?) milhões de euros.
PÁTRIA – a instituição – já foi chão que deu uvas. De um rol invejável de dezenas de campeonatos ganhos durante a roubalheira dos anos 60 e 70 passou na última década, com a gestão irresponsável de Vieira, para dois miseráveis títulos, ambos ganhos com batota. Com os Ganhos (bilheteira, quotas, passes, património) hipotecados à Banca e Fornecedores, sem ter crédito, recorre a Fundos ou Empréstimos Obrigacionistas com Custos elevadíssimos para os próximos anos, e um Passivo Financeiro assustador. Ainda por cima, as instâncias que mandam no futebol, já estão de olho alerta nesta negociata dos Fundos (um dos sustentáculos do clube da treta), e nos Orçamentos irrealistas baseados em pressupostos que ficam longe de serem cumpridos. Comparando a situação com os vizinhos do outro lado da Circular, só mudam mesmo as moscas e os apoios que os pasquins e tv’s lhes dão. Esta semana, no Voleibol, voltaram a levar no corpo do Espinho pese embora o esforço da Federação que decidiu mandar repetir um jogo em que tinham sido derrotados antes. Um dia destes ficam, como no Basquetebol, a jogar “a pau com os ursos”.
AUTORIDADE – o presidente da Liga – é o régisseur da Companhia de Circo. Está a pagar (e com juros) a quem o colocou no cargo. Não diz uma palavra sobre a política miserável de nomeações do outro comparsa da federação. Atira-se a Joaquim Oliveira como inimigo público “obrigando” o clube da treta a abdicar de uma pequena fortuna. Oliveira não passa cartão ao pagador de promessas e já está noutra. Juntou-se a dois operadores de televisão e está a marimbar-se para o homenzinho. Mário Figueiredo estrebucha e vomita impropérios contra a Santa Casa que não lhe permite mamar mais na sua teta. Prometeu lutar pelas receitas das apostas on-line (para o clube da treta gastar mais uns milhões em jogadores) mas levou na focinheira. Entretanto vai-se entretendo com a Taça da Liga, feita à medida para a “instituição”. Resultado: campos vazios e ausência de patrocinador. O país está em crise, parvalhão! Vai gamar para a tua terra.

Até à próxima

Fotomontagens de José Lima

3 comentários:

Artur Guedes disse...

FANTASTICO amigo Lima

Abraço

Shadows disse...

Caro José Lima, as fotos estão de partir a rir!!! Boa!
Já o resto, discordo, mas isso já não o vai surpreender.
Leia o pequeno texto que o historiador Alberto Miguéns deu ao blogue Mastergroove há uns dias. Também o publicamos no NGB.
Abraço!

JOSE LIMA disse...

Caro Shadows
Obrigado por ter comentado.
Costumo ler o NGB diariamente. Li o texto do Alberto Miguens. Contem erros e muitas omissões. Esqueceu-se, por exemplo, de mencionar que o Torreense foi treinado na semana anterior ao jogo por Valdivieso. Sabe que eu em 1958 tinha 20 anos e conheço a história toda.
Outra coisa: Tenho a mania das Contas. Sou Contabilista e achei muito boa a última análise do B CooL sobre LFV.
Se quiser pode contactar-me para o email. Basta clicar no meu nome que ele aparece.
Abraço