Qualquer estratégia pensada e treinada durante a semana para um Clássico da magnitude de um Sporting CP x FC Porto vai por água abaixo quando decorre um minuto corrido e há um golo. Foi o que aconteceu em Alvalade, com o Sporting a inaugurar o marcador à passagem do primeiro minuto por intermédio de Jonathan Silva.
A grande entrada dos Verdes e Brancos intimidou os visitantes. Estes sentiram em demasia o golo sofrido mas tal não foi de admirar porque a jogada do tento de Jonathan Silva começou num mau passe de Rúben Neves em zona proibida e terminou com a defesa do FC Porto completamente às aranhas, sem saber o que fazer.
Com o golo marcado cedo, o Sporting tornou-se dono e senhor do jogo, chegando com algum à vontade à baliza de Fabiano, especialmente pelos corredores, onde Carrillo e Nani fizeram «gato sapato» de Danilo e Alex Sandro na primeira parte. Ocupando bem os espaços no meio campo, com Adrien Silva a anular Rúben Neves e William Carvalho a não dar qualquer margem de manobra a Herrera, os comandados de Marco Silva jogaram como quiseram durante toda a primeira metade do primeiro tempo.
Julen Lopetegui não gostava do que via e ainda nem seis minutos de jogo estavam decorridos e já Cristian Tello e Óliver Torres aqueciam. Mais tarde, juntou-se-lhes Aboubakar. Claramente, o Espanhol estava descontente e com razão. Os defesas laterais não conseguiam dar a profundidade necessária para esticar o jogo, no meio campo, Casemiro era uma nulidade a defender e a atacar, e Rúben Neves continuava sem se libertar de Adrien Silva. Com isso, não havia hipótese do jogo fluir para os corredores e o trio da frente nada fazia do ponto de vista ofensivo.
A primeira vez que o FC Porto conseguiu libertar-se da pressão Leonina e chegar com (pouco) perigo à baliza de Rui Patrício foi aos 24 minutos, com Jackson Martínez a cabecear mal após cruzamento de Ricardo Quaresma. Tal aconteceu porque Brahimi deixou o corredor esquerdo para ir buscar jogo à zona interior e com isso os Dragões deixaram de ser tão passivos como até então. O jogo equilibrou mas ao intervalo o Sporting vencia com inteira justiça, pois ao longo dos primeiros 45 minutos foi a única equipa que marcou e que criou ocasiões para marcar mais. Já agora, que dizer da fantástica jogada de Carrillo que tirou três adversários da frente e assistiu Nani, que rematou à figura de Fabiano?
Após ter visto o Sporting dominar grande parte dos primeiros 45 minutos, Julen Lopetegui optou por mexer na equipa ao intervalo, deixando Rúben Neves e Ricardo Quaresma no balneário para fazer entrar Óliver Torres e Cristian Tello. O FC Porto beneficiou e de que maneira com as alterações, a ponto de nos primeiros 15 minutos da segunda parte ter jogado bem mais do que toda a primeira parte.
Durante a etapa inicial do segundo tempo, os Azuis e Brancos assumiram o jogo e criaram a primeira situação para marcar por Jackson Martínez, que surgiu isolado perante Rui Patrício, guarda-redes internacional Português que negou o golo ao Colombiano com uma boa defesa. Porém, foi o adiar do golo do empate do FC Porto, que surgiu aos 56 minutos, quando Danilo conseguiu passar por Jonathan Silva, entrar na área e cruzar rasteiro, acabando Naby Sarr, na tentativa do corte, por colocar a bola na própria baliza.
O FC Porto cresceu no jogo mas aos 60 minutos sofreu a contrariedade da lesão de Casemiro, obrigando Lopetegui a gastar a última substituição com a entrada de Diego Reyes para o lugar do Brasileiro. Por sua vez, Marco Silva ainda tinha três alterações e quando as utilizou foi na tentativa de mudar alguns intervenientes mais desgastados para voltar a dar força e velocidade à sua equipa. Foi por isso que entrou Fredy Montero, Carlos Mané e Diego Capel. Por falar no Espanhol, foi através de um remate fantástico dele que o Sporting esteve perto de se colocar novamente na frente do marcador. Só a barra impediu que Fabiano fosse batido. Na resposta, o FC Porto respondeu com um excelente remate em arco de Herrera, que só um voo de Rui Patrício impediu que desse golo.
O jogo, embora não estivesse partido, tinha claramente o resultado em aberto e tudo podia acontecer. E o que aconteceu foi um falhanço incrível de Cristian Tello após lance de contra-ataque no período de compensação. O Espanhol, quando tinha Jackson Martínez praticamente sozinho, decidiu apostar na jogada individual e rematou a centímetros dos poste. Assim, o marcador acabou por não sofrer alterações e o primeiro Clássico da época terminou terminou com um empate. Justo por aquilo que as duas equipas jogaram e pelo período de superioridade que cada uma delas teve no jogo.
Retirado de zerozero
Retirado de zerozero
Melhor em Campo: Óliver Torres









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