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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Enorme balão de oxigénio

imagem retirada de zerozero
Jogo interessante este que, tal como tinha previsto, acabou por ser um tremendo balão de oxigénio para a equipa portista que, para além disto, “tourou” com mestria o eterno rival da Luz. E quando falo aqui em mestria refiro-me, obviamente, à capacidade que a equipa de Sérgio Conceição teve de gerir o jogo. Este FC Porto soube quando e como recuar para, desta forma, acabar por fazer xeque-mate ao Benfica aquando do golo de Fernando Andrade (o terceiro dos azuis e brancos).

Efectivamente não há muito a dizer sobre um jogo-treino onde o que havia realmente a ganhar era a moral que se ganha ao vencer um eterno rival. Felizmente o vencedor acabou por ser o FC Porto numa partida que, aqui e acolá, foi algo equilibrada. E há que ser justo pois se Moussa Marega não tivesse marcado o segundo golo da partida logo a seguri ao empate, muto provavelmente as coisas não teriam corrido bem aos Dragões. Não que o SL Benfica tivesse mostrado um futebol atractivo para vencer o FC Porto (não há mudança de Treinador a meio da época que faça milagres), mas a ideia que tenho é de que a equipa de Sérgio Conceição apenas percebeu o que tinha de fazer – e como tinha de fazer – após o internacional maliano ter marcado o segundo golo do jogo na altura em que marcou.

Agora o meu desejo para a Final da competição mais aldrabada do nosso calendário competitivo é, tão-somente, que Sérgio Conceição não “coloque a carne toda no assador”. Há ainda muito campeonato para se disputar, uma meia-final a duas mãos da Taça de Portugal para se disputar e uma Liga dos Campeões para se tentar ir o mais longe possível. Fica o aviso… Agora que não se repita o cenário da época transacta.

Uma nota final sobre João Félix. Penso que se trata de um jogador muito jovem que parece ter muito talento. Como tal vamos dar tempo ao tempo em vez de andarmos a fazer do moço o próximo Renato Sanches. Deixem-no evoluir com calma e, sobretudo, muita responsabilidade.

MVP (Most Valuable Player): Óliver Torres. Se há jogo onde mais se necessitou de um médio organizador de jogo foi estre em que o pequeno internacional espanhol brilhou a bem brilhar. Excelente a pautar o jogo da equipa portista e - pasme-se! - excelente também na recuperação de bolas.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 35´ para resolver a contenda a favor do Futebol Clube do Porto. Moussa Marega marcou este golo 4 minutos após a equipa ter conseguido empatar a partida e, desta forma, acabou com a força anímica que a equipa da luz tinha acabado de alcançar.

Arbitragem: Arbitragem com uma primeira parte muito complicada, até mesmo com o auxílio do VAR. Nesse capítulo, benefício da dúvida para a equipa de Carlos Xistra, que não esteve tão coerente no aspeto disciplinar. Ainda assim, um trabalho razoável, atendendo à especificidade do jogo. Análise e opinião de Luís Rocha (jornalista do site zerozero).

Positivo: Capacidade de saber sofrer. Sempre o disse, e mantenho, uma equipa de futebol não é só bola para a frente e Fé em deus. Há que saber gerir momentos e, muitas vezes, saber sofrer para vencer. Neste aspecto hoje o FC Porto es5teve muito bem.

Negativo: Rui Costa. Todos temos excessos. Fica por perceber (ou não) a razão pela qual Rui Costa, dirigente do SL Benfica, se exalta ao ponto de se expulso quando a sua equipa defronta o FC Porto. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (22/01/2019)

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Dragão tubarão

imagem retirada de zerozero
Aquando da visita do Futebol Clube do Porto a Gelsenkirchen para defrontar (e empatar a uma bola) este mesmo FC Schalke 04 que hoje foi - naturalmente - derrotado no Estádio do Dragão, eu tinha dito aqui neste mesmo espaço que o resultado era algo de anormal. Não porque a equipa germânica não seja uma boa equipa (é uma boa equipa!), mas antes porque a exibição portista neste jogo ficou muito abaixo das reais capacidades deste FC Porto. Hoje tal ficou bem patente dado que a equipa de Sérgio Conceição banalizou por completo a equipa de Domenico Tedesco. E tanto foi assim no resultado final como na exibição.

Efectivamente quando a moral está em alta e o treinador de uma equipa percebe - de vez - que nas competições europeias tem de colocar os seus comandados a jogar de uma forma completamente distinta da que aborda as partidas das competições nacionais, as coisas funcionam. Podem não funcionar na perfeição, mas por alguma razão se diz que os jogadores e treinadores são seres humanos e não máquinas. Se juntarmos a isto um Óliver Torres em forma, um Jesús Corona na melhor fase da época e um Yacine Brahimi a mostrar a todos aquilo de que é verdadeiramente capaz, o resultado só pode bom (senão excelente). È que basicamente foi isto que aconteceu hoje. O Schalke 04 lutou pela vitória, deu que fazer à linha defensiva azul e branca, procurou marcar golos mas hoje os Dragões resolveram assumir o papel de “tubarões” e não tiveram dó nem piedade de uma equipa germânica muito combativa, esforçada e extremamente competitiva.

Olhando agora um pouco para o jogo jogado, é para mim um excelso prazer verificar que nas competições europeias este Futebol Clube do Porto procura não se socorrer do tal futebol do tudo para a frente que na época passada custou uma copiosa e histórica derrota caseira diante do Liverpool. Os lances agora parecem mais pensados e sempre que possível aposta-se na transição rápida para o ataque (é nisto que dá ter um moço em campo e em forma de nome Oliver Torres). A continuar assim, tal poderá ser um bom prenúncio para a fase seguinte. Fase para a qual, face à vitória de hoje dos portistas e a derrota do Galatasaray em Moscovo, o Futebol Clube do Porto se apura no primeiro lugar do grupo. Facto que tem uma grande importância a nível financeiro e que poderá ditar muita coisa sobre a continuidade futura dos Dragões na UEFA Champions League.

MVP (Most Valuable Player): Jesús Corona. Estive – novamente - para atribuir esta nomeação a Oliver Torres, mas hoje Jesús Corona esteve – mais uma vez! – “endiabrado”. Jogou e fez jogar, o internacional mexicano é, sem sombra de qualquer dúvida, o “terror” de qualquer linha defensiva. Espero que este momento de grande forma e moral elevada de Corona se mantenham por muito tempo para o bem de toda a Nação Azul e Branca.

Chave do Jogo: Face ao que vi em campo não creio que se possa falar em chave do jogo dada a segurança e tranquilidade que esta equipa do FC Porto mostrou mesmo depois de o FC Schalke 04 ter reduzido o marcador para 2 a 1, mas vou classificar o golo de Moussa Marega como a “chave do jogo” dado que este lance acabou de vez com as esperanças que a equipa germânica ainda tinha de, pelo menos, levar um ponto da Invicta.

Arbitragem: Arbitragem tranquila de Ovidiu Hategan. O romeno não teve problemas em dirigir uma partida tranquila e sem grandes quezílias. Análise e opinião de Jorge Ferreira Fernandes (jornalista do site zerozero)

Positivo: Bons momentos de futebol (mais uma vez). Quando o Futebol Clube do Porto queria e lhe apetecia até que brindou o público (presente do Estádio do Dragão e não só) com momento de um futebol colectivo fantástico.

Negativo: A “zanga” de Brahimi. Todo o jogador gosta de jogar. Espacialmente quando o jogo diz respeito à maior competição de clubes da Europa, mas isto de sair amuado com o treinador quando se é substituído é algo que não fica bem a ninguém. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (28/11/2018)

domingo, 25 de novembro de 2018

Mais uma boda abençoada

imagem retirada de zerozero

Começa a ser um hábito. O Futebol Clube do Porto joga no Estádio do Dragão e São Pedro faz o impossível para que as condições climatéricas sejam o pior possível para todos os intervenientes no espectáculo. Inclusive para a assistência! Se o Santo em questão é benfiquista, então os planos tem-lhe corrido mal, Muito mal dado que não é a chuva intensa e o vento forte que tem impedido os azuis e brancos de alcançar o seu objectivo que é a vitória. Já foi assim diante do Sporting Clube de Braga e voltou a ser assim – hoje – diante de um tal de “Belenenses SAD”.

Este tal de “Belenenses SAD” foi a mesma equipa que tanto deu que fazer ao conjunto de Sérgio Conceição aquando da visita dos portistas ao Estádio do Jamor em mais uma jornada da Liga NOS. Na altura os Dragões conquistaram uma sortuda vitória tangencial (se calhar já se estava a prever a derrota caseira diante do Guimarães na jornada seguinte). Desta vez os portistas foram bem mais fortes do que a tal de SAD e impuseram o seu (nem sempre bem jogado) futebol. Obviamente que entre o que se passou no Jamor e no Dragão existem muitas diferenças.

A primeira delas está no simples facto de Óliver Torres se encontrar a atravessar um momento de forma fantástico. O meio campo dos Dragões agradece e o espectador também dado que deixa de ser cada vez menos necessário recorrer ao pontapé para a frente e Marega e/ou Tiquinho que resolvam. Alheio a tal não está, obviamente, a ausência por opção de Héctor Herrera… Mas isto são “outros quinhentos”.

A outra grande diferença reside, tão-simplesmente, no simples e evidente facto de que Jesús Corona está a atravessar um momento de forma sublime! O moço pode ser colocado a jogar em qalquer posição (inclusive na posição de defesa lateral direito) que o seu desempenho é sempre divinal. Neste jogo diante do “Belenenses SAD” tal sucedeu e foi muito por causa de tal que o Futebol Clube do Porto venceu hoje e seguiu em frente na Taça de Portugal.

A outra grande diferença (e esta com um certo “peso” na vitória portista) é que me pareceu que os comandados de Silas vieram ao Dragão não para tentar lutar pela vitória e consequente passagem aos oitavos de final da prova, mas sim para dar umas boas cacetadas a tudo o que estivesse em campo de azul e branco vestido e - de quando-em-vez - rematar à baliza de Fabiano na esperança de que a Deusa da Fortuna fizesse com que a bola entrasse. Quando uma equipa opta por este tipo de comportamento o mais natural é perder o jogo. E assim foi.

A vertente mais negativa e que, admito, me fez uma tremenda confusão 4residiu no facto de que durante largos minutos a equipa portista optava por atacar por uma das faixas sendo que este mesmo ataque culminava - sempre! - com um cruzamento para área sem nexo e sentido algum. Alex Telles já devia saber que antes de se cruzar para a área adversária se deve levantar a cabeça para se idealizar o que se vai fazer. Isto da “bola para o mato e a sorte que resolva” pode ter funcionado durante muitos anos para o “falecido” SC Salgueiros. Numa equipa como o FC Porto tal forma de estar em campo pode muito vem vir a custar caro… A emendar caro Sérgio!

Segue-se agora mais uma jornada europeia. Uma jornada que pode fechar com uma chave de ouro a fase de grupos da Liga dos Campeões. Por isto toca a “inventar” pouco e a demonstrar que aquele jogo na Alemanha não refllectiu a real valia da equipa portista diante de um muito mediano Schalke 04.

MVP (Most Valuable Player): Jesús Corona. Estive para atribuir esat nomeação a Oliver Torres, mas hoje Jesús Corona esteve – mais uam vez – “endiabrado”. Jogou e fez jogar, o internacional mexicano é hoje o “terror” de qualquer linha defensiva. Espero que a grande forma e moral elevada de Corona se mantenham por muito tempo para o bem de toda a Nação Azul e Branca.

Chave do Jogo: Desde o principio que o “Belenenses SAD” demonstrou não estar muito interessado em lutar pelo resultado e consequente vitória nesta eliminatória da Taça de Portugal, pelo que o golo de Tiquinho Soares no minuto 12 da partida acabou por ser a “chave” que abriu as portas ao sucesso da equipa da casa.

Arbitragem: Jogo bem ajuizado por Nuno Almeida, que tirando o lance do penálti (que parece bem assinalado) não teve grandes dificuldades. Análise e opinião de Gaspar Castro (jornalista do site zerozero)

Positivo: Bons momentos de futebol. Quando o Futebol Clube do Porto queria e lhe apetecia até que brindou o público (presente do Estádio do Dragão e não só) com momento de um futebol colectivo fantástico.

Negativo: “Bola para o mato e Tqiuinho que resolva.” Esta foi a postura ofensiva pela qual o FC Porto optou - vezes a mais - durante a partida de hoje. 

Artigo publicado no blog o gato no telhado (24/11/2018)

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Líderes!

imagem retirada de zerozero
A primeira impressão que retiro do FC Porto 2 x CD Feirense 0 é que vi um jogo típico do nosso campeonato. A equipa azul e branca justificou uma vitória que acabou por ser natural perante um adversário que tentou de tudo para que o seu jogo para o “pontinhio” tivesse o desejado sucesso.

Efectivamente estou em crer que o primeiro paragráfo deste texto descreve - na perfeição - tudo o que se passou hoje no Estádio do Dragão durante os 90 e poucos minutos da partida. Os portistas acabaram por merecer a vitória que, diga-se o que quiserem dizer, foi merecida e, sobretudo, muito bem trabalhada pelo conjunto azul e branco. Contudo os comandados de Sérgio Conceição poderiam (e deveriam) ter sido mais eficazes na hora de rematar à baliza da equipa da Feira. Especialmente se tivermos em linha de conta que isto dos golos marcados e sofridos poderá vir a ser vital na fase final de um campeonato que tudo indicia que será muito equilibrado.

Olhando para agora somente para a exibição portista de hoje, penso que volta a ser óbvia a mais-valia que é ter Óliver Torres em campo. E o moço, ao contrário de certas “más-línguas”, até que se “esfarrapa” todo na conquista da bola! Tal aliada a uma visão e qualidade de jogo ímpar explicam, em certa medida, que o habitual jogo do “vamos para a frente e o resto que se lixe” de que Sérgio Conceição tanto gosta tenha hoje resultado bem. A ver vamos é se agora Óliver consegue ser consistente nas suas exibições futuras.

Apesar de tudo continuo a estar algo receoso com o estilo de jogo de Sérgio Conceição. Isto porque esta forma muito ofensiva de estar em campo obriga a que os vários jogadores do FC Porto estejam posicionados em campo a uma grande distância uns dos outros. Tal perante uma equipa mais forte do que este CD Feirense pode vir a ser perigoso. Os espaços entre os atletas azuis e brancos foram, muitas vezes, aproveitados pelos atletas do Feirense que “obrigavam” a que o famoso “pontapé para a frente sem nexo” acabasse por ser a única solução. Felizmente poucas foram as vezes em que os comandados de Nuno Manta conseguiram criar real perigo para a área portista através desta lacuna…

Em suma; apesar de tudo o Futebol Clube do Porto venceu hoje e lidera a Liga NOS por força dos golos marcados e sofridos. Agora é seguir em frente e procurar consolidar esta posição. Na próxima jornada os Dragões vão à Madeira medir forças com o SC Marítimo. Vai ser um jogo complicado (como sempre), pelo que me parece que Sérgio Conceição deveria dar o normal e natural desprezo para o jogo da próxima Quarta-feira que diz respeito a uma tal de “Taça da Liga”.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Hoje o argelino fez aquilo que me apraz apelidar de “jogão”! Foi dos melhores jogos que vi Brahimi fazer esta temporada em todos os aspectos. Excelente a atacar e muito bom na hora de defender. Infelizmente a Deusa da Fortuna não quis nada com ele na hora de rematar à baliza pois este merecia o golo que tanto procurou tentar marcar.

Chave do Jogo: Apareceu a partir do minuto 15 (mais coisa, menos coisa) para decidir o jogo a favor do FC Porto. Isto porque foi a partir deste momento que o Feirense começou a mostrar a sua impotência para fazer frente a um Futebol Clube do Porto que tomou conta do jogo na busca da vitória que acabou por vir a alcançar com naturalidade.

Arbitragem: Jogo de muito trabalho para a equipa de arbitragem, com uma série de golos bem anulados. No lance do golo de Felipe, este validado, é uma decisão no limite e de difícil juízo.

Positivo: Óliver Torres. O “farol” que o meio campo do FC Porto tanto necessitou em muitos dos seus jogos anteriores. Excelente na leitura de jogo, no passe e na organização de todo o jogo azul e branco.

Negativo: “Para a frente e o resto que se lixe” (mais uma vez). Esta filosofia de jogo de Sérgio Conceição só serve para criar dificuldades onde elas não existem.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (28/10/2018)

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Ao terceiro jogo, eis a vitória

imagem retirada de zerozero
Já começava a ser por demais evidente que Sérgio Conceição tinha de fazer alguma coisa. O factor comum nas duas partidas anteriores que os azuis e brancos perderam (2 a 1 com o Portimonense e 2 a 1 com o Lille) é que o tal sistema de “vamos para cima deles” agrada ao comum dos adeptos mas nem sempre é eficaz. Especialmente quando não se tem as “peças” necessárias para tal. Já o tinha dito e volto a repetir, isto de se ter uma equipa com laterais bem subidos nas faixas, a linha defensiva bem adiantada no terreno e os extremos e médios a apoiar os avançados resulta com Danilo Pereira em campo (e em forma). Sem Danilo a coisa é bem mais complicada… O Sérgio Oliveira “disfarça” um pouco o problema, é um facto, mas não é a solução do dito. Convêm que Sérgio perceba isto e – ao mesmo tempo, procure aperfeiçoar o seu sistema mais ofensivo pois este vai ser-lhe útil nos jogos do nosso campeonato

Ora como as coisas não estavam a correr bem e começava a surgir um certo burburinho na massa adepta do Futebol Clube do Porto, para esta partida diante do Everton FC de Marco Silva, Sérgio Conceição apostou naquele que, em princípio, será o sistema de jogo a adoptar nas competições europeias. É um sistema que passa, especialmente, por entregar o controlo de jogo ao adversário e a parte ofensiva fica a cargo do médio construtor de jogo, do médio «box to box» e aos extremos que procuram, sempre que possível, tabelar com o avançado para se criarem ocasiões de golo. Obviamente que os lances de bola parada revestem um papel fundamental nesta forma de estar em campo.

Esta “forma europeia” (vamos chamar-lhe assim) de estar do FC Porto terá baralhado as contas ao Everton de Marco Silva. A equipa inglesa teve sempre mais bola na primeira parte e chegou, inclusive, a criar alguns lances de perigo na baliza de Casillas. Mas o Everton nunca conseguiu ser verdadeiramente perigoso pois a “tripla” do meio campo portista colocava - quase sempre – em xeque a defesa inglesa. Muito por causa de Otávio que esteve excelente na construção de jogo ofensivo e de Oliver Torres que teve a dupla função de recuperador de bolas/construtor de jogo (contou com a preciosa ajuda de Sérgio Oliveira enquanto este teve “pernas”). Na frente de ataque Brahimi e Marega iam tabelando (cada vez mais perigosamente) com Aboubakar. Uma forma inteligente de estar em campo na minha opinião. Especialmente quando se tem a noção de que o adversário é mais forte. A vitória portista de hoje passou muito por aí.

Pessoalmente gosto mesmo muito desta forma de jogar. Gostei muito de ver este Porto mais racional e consciente das suas reais capacidades, contudo admito que para consumo interno esta forma de estar possa não vir a ser suficiente pelo que me parece imperioso que Sérgio Conceição aprimore a outra vertente táctica da equipa portista. O problema será ter um plantel que lhe permita ter esta dupla faceta dado que, insisto, para o lugar de Danilo Pereira só existe - efectivamente - Danilo Pereira.

No próximo sábado vamos ter um melhor esboço do Futebol Clube do Porto versão 2018/19. A apresentação aos sócios vai definir melhor qual será o plantel deste FC Porto, contudo ainda nada é definitivo dado que até 31 de Agosto muita coisa pode (e vai) acontecer. A partir de agora o mais importante é começar a época a vencer na Final da Supertaça e nas primeiras jornadas do campeonato. Algo que o Futebol Clube do Porto de Villas-Boas fez após uma péssima pré-época e que lhe terá entreaberto as portas do enorme sucesso desportivo da altura.

MVP (Most Valuable Player): Óliver Torres. Confesso que não gosto mesmo nada de ver o jovem internacional espanhol a ocupar a posição que, em princípio, será de Héctor Herrera, mas a verdade é que hoje Óliver esteve muitíssimo bem no desempenho das suas várias funções. Excelente a recuperar bola e a armar o jogo portista desde trás. A ver se o moço joga assim quando isto for a sério.

Chave do Jogo: Podemos dizer que tal terá aparecido com o golo de Marega. Tirando a fase inicial, raras foram as vezes em que vi a equipa de Marco Silva a criar verdadeiro perigo ao Futebol Clube do Porto, contudo sou da opinião que após o golo dos Dragões o Everton baixou em definitivo os braços e optou por deixar o tempo correr.

Arbitragem: Arbitragem típica de jogo de pré temporada.

Positivo: Felipe/Diogo Leite. Até que pode vir a não ser uma realidade, mas as recentes prestações da dupla Felipe/Leite tem sido um dos melhores aspectos desta nova versão do FC Porto.

Negativo: Relvado do Estádio do Algarve. Estamos na pré temporada, bem sei, mas a organização do Torneio do Algarve bem que poderia exigir um Estádio com um relvado em condições e não um que mais parecia um “toupeiral”.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado /22/07/2018)

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Marega o “Tosco” – quase – campeão

imagem retirada de zerozero
Efectivamente o futebol é um coisa muito engraçada. Aquando da primeira passagem pelo Futebol Clube do Porto, Moussa Marega foi apelidado de tudo e mais alguma cosia pelos adeptos portistas. O internacional maliano teve, inclusive, de sair do clube no final da temporada. Este saiu pela porta pequena na altura. Hoje Marega é, somente, o atleta que terá hoje dado o título de campeão ao Futebol Clube do Porto.

Deixando os pormenores de parte, quanto ao jogo da Madeira sou da opinião de que era desnecessário ter-se sofrido tanto. Especialmente quando o CS Marítimo ficou reduzido a dez unidades por expulsão do seu Guarda-redes Amir. Isto porque para fazer entrar o Guardião Charles Daniel Ramos, treinador da equipa madeirense, retirou do campo Cléber (o melhor em campo do Marítimo na minha opinião) e com isto entregou, por completo, o jogo aos Azuis e Brancos tendo dado um claro sinal à sua equipa de que o empate era o resultado pela qual os seus pupilos deveriam lutar. Caberia a Sérgio Conceição ter arriscado um pouco mais em vez de insistir no jogo afunilado que a dupla Otávio e Brahimi promoviam. Admito que a ideia de Sérgio até que era boa, pois a colocação de Brahimi e de Otávio no meio campo permitia ao FC Porto um maior controlo do meio campo, mas fazer tal diante de uma equipa que só pensou – quase em exclusivo – no empate é um desperdício de tempo. Por aí se explica a razão pela qual a partida chegou ao intervalo empatada a zero.

Apesar de tudo Conceição soube ir “mexendo” na equipa por forma a melhorar um futebol que mais parecia o de um miúdo (entenda-se FC Porto) a chutar a bola contra uma parede (falo, obviamente, do CS Marítimo). O problema é que estas “mexidas” pecavam por tardias… Jesús Corona pode não ter entrado bem no jogo, mas a verdade é que este colocou um ponto final no afunilamento ofensivo que aumentava (cada vez mais) a moral do “muro” defensivo do Marítimo. A entrada (muito tardia na minha opinião) de Óliver para o lugar de um “estourado” Sérgio Oliveira ajudou a colocar um ponto final numa partida que eu já acreditava que ia terminar empatada a zero. O que também me pareceu ter sido uma perda de tempo foi a aposta na frente de ataque Soares/Marega. Ambos são muito esforçados. Tiquinho e Moussa deixam tudo em campo, mas penso que o futebol de Marega se dá muito melhor com alguém cujo estilo de jogo se parece muito com o de Aboubakar que joga de muitas vezes de costas para a baliza em tabelas com os colegas de equipa. Falo, obviamente, de Gonçalo Paciência e acredito que a aposta no internacional português ao lado de Marega poderia ter evitado tanto sofrimento portista no Estádio dos Barreiros.

Contudo, opiniões à parte, a verdade é que o Futebol clube do porto venceu hoje num campo tradicionalmente complicado e está um pequeno passo de se sagrar campeão. E tudo isto graças a um “tosco” chamado Moussa Marega.

Um aparte. Espero que após a vitória portista na Madeira a palhaçada das denúncias anónimas (cujo autor é bem conhecido de todos nós) tenha um fim. Já chega de ridicularizar a Justiça e os seus Agentes. Quem de direito que assuma de uma vez por todas os seus erros. Erros que estão prestes a ditar o fim de um determinado “Penta” (e vamos a ver se não ditam a perda de mais alguma coisa).

MVP (Most Valuable Player): Óliver Torres. O internacional espanhol não entrou de início (só jogou na segunda parte), mas foi - de longe - o melhor em campo dado que foi ele o único capaz de “destruir” o muro defensivo do CS Marítimo com a sua visão e capacidade de passe.

Chave do Jogo: Surgiu com a entrada de Óliver Torres em campo para resolver a contenda a favor da equipa portista. A entrada de Óliver fez com que a resistência maritimista começasse a ter um fim, tal a dinâmica ofensiva que o internacional espanhol trouxe ao meio campo e ataque do FC Porto.

Arbitragem: Carlos Xistra acertou no lance mais complicado do jogo. Expulsão de Amir Abedzadeh correta. Decisão também certa ao anular um golo ao FC Porto no início da segunda parte por falta de Marcano.

Positivo: Yacine Brahimi. Autor de uns quantos lances de génio, Brahimi foi quem mais tentou “desatar um nó” que a equipa da casa insistia em tornar cada vez mais forte e apertado.

Negativo: A jogar contra dez diante de uma equipa que só pensava no empate, exigia-se mais rapidez na tomada de decisões por parte de Sérgio Conceição. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (29/04/2018)

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Como se de um treino se tratasse

imagem retirada de zerozero
Há coisas que nunca mudam. Efectivamente muda o treinador mas os hábitos permanecem. É isto que me apraz dizer deste empate caseiro do Futebol Clube do Porto diante do Leixões numa partida a contar para a Taça da Liga. Isto porque toda a partida se resume a isto: treino.

Não se tenha a mais pequena dúvida de que hoje a equipa azul e branca realizou uma espécie de treino à porta aberta onde a intensidade foi a mais reduzida possível. Claro que a equipa matosinhense também contribuiu, e muito, para isto dado que o seu interesse não passou em momento algum por disputar os três pontos da vitória. O empate servia, na perfeição, os interesses dos leixonenses que praticamente se limitaram a defender o zero a zero com tudo o que tinham e foram felizes dado que a sorte nunca esteve do lado dos Dragões na hora de rematar à baliza de André Ferreira. Felizmente não surgiram lesões para o lado dos comandados de Sérgio Conceição, o que é de louvar tendo em consideração que no próximo sábado há uma sempre complicada deslocação ao Estádio do Bessa em mais uma jornada das Liga NOS.

Quanto aos jogadores que o Mister Conceição aproveitou para “rodar”, o destaque vai para Galeno que – mais uma vez – mostrou muito potencial mas pouca (muito pouca) “cabeça” na hora de rematar à baliza. Muito positiva foi a exibição de Maxi Pereira que mostrou a Sérgio que pode contar com ele não obstante a concorrência feroz de Ricardo Pereira e Diogo Dalot. Diego Reyes continua a ser uma incógnita dado que goram raras as vezes em que a equipa do Leixões tentou importunar José Sá. Já Oliver Torres mostrou a razão pela qual não tem sido opção habitual no onze inicial dos portistas.

E pouco mais há a dizer. Venha de lá o sempre apetecível dérbi portuense entre Azuis e brancos e axadrezados!

MVP (Most Valuable Player): Maxi Pereira. Não realizou uma exibição que se possa apelidar de jogo brilhante, mas o internacional uruguaio esforçou-se mais do que os seus colegas e mostrou serviço ao seu treinador.

Chave do Jogo: Inexistente.

Arbitragem: A típica arbitragem da Taça da Liga cuja jurisprudência determina que em caso de dúvida beneficia-se (sempre!) o adversário do Futebol Clube do Porto. Por explicar fica a enorme vista grossa que Vasco Santos e restante equipa arbitral fizeram às entradas assassinas dos atletas do Leixões.

Positivo: A ausência de lesões. Tendo em consideração que o próximo jogo do Futebol Clube do Porto é de um grau de dificuldade elevado, saúda-se o facto de nenhum dos jogadores portistas se ter lesionado.

Negativo: Óliver Torres. Efectivamente o internacional espanhol não está a passar pela melhor das fases no que à forma diz respeito. Muito lento na organização de jogo e sempre atrasado em relação às jogadas.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (24/10/2017)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Com papas e bolos, se enganam os tolos

Não me vou estender muito sobre a recente “polémica” (vamos chamar-lhe assim) que uma certa imprensa resolveu criar em torno de Oliver Torres. E não o vou fazer porque já diz o Povo que com papas e bolos, se enganam os tolos.

É preciso ser-se mesmo muito distraído – e mesquinho também - para se andar na Praça Pública a berrar aqui-d’el-rei que o Futebol Clube do Porto vai ser “obrigado” a adquirir o passe do atleta Oliver Torres pelo preço x.

Esta gente sabe muito bem que o empréstimo do dito jogador já tinha sido negociado e moldado entre FC Porto e Atlético de Madrid nos termos que têm sido apresentados recentemente na Praça Pública. Tal foi amplamente divulgado e nem é preciso uma investigação a fundo para se dar com a coisa.

O cerne da questão é que um ponto de diferença para o segundo classificado incomoda muita gente. E esta mesma gente sabe muito bem que o “mais grande e arredores” não é assim tão grande sempre que um seu adversário resolve jogar à bola. Que o digam Boavista FC e Vitória FC, se bem que os axadrezados até que poderiam ter feito o mesmo que os sadinos não tivesse havido a habitual inclinação.

Daí a extrema necessidade de se criar este berreiro em torno de uma não notícia…

Ainda se a coisa se ficasse pelo valor a pagar pelo passe do atleta, eu era como outro porque nestas coisas do futebol há sempre uma enorme carga de emoção na análise de coisas sérias. Mas não é este o foco principal desta gente e de quem alinha nestas tretas.

Por isto siga a rusga. Há um jogo de elevada dificuldade para vencer em Guimarães pois o Futebol Clube do Porto não tem – nem quer ter - direito às tais inclinações.

domingo, 11 de setembro de 2016

A devida resposta

imagem de zerozero

Ponto prévio; tenho de fazer aqui uma pequena correcção á antevisão que fiz ao jogo que opôs o Futebol Clube do Porto ao Vitória Sport clube (Vitória de Guimarães) porque, a verdade seja dita, a equipa de Pedro Martins fez tudo menos jogar à defesa com “autocarros” diante da sua baliza. Este Guimarães jogou de olhos nos olhos no Estádio do Dragão e praticou um futebol muitíssimo bom. Não é qualquer um que se pode gabar de ter feito tal proza.

Quanto ao jogo em si, o Dragão assistiu a um espectáculo de futebol muito agradável. Ambas as equipas quiseram ganhar o jogo e fizeram por isto.

O Guimarães entrou pressionante e decidido a dar muita luta aos azuis e brancos. A primeira parte do jogo foi muito equilibrada e em certos momentos os vitorianos estiveram por cima na partida. Pedro Martins tem ao seu dispor um excelente plantel e é notório o bom trabalho que este tem feito até à data. Não admira que hoje em dia o Vitória Sport Clube seja uma das melhores equipas da nossa Liga. Faço votos de que tal forma de estar em campo se mantenha quando os minhotos tiverem de defrontar Benfica e Sporting (tenho muitas dúvidas).

Quanto ao Futebol Clube do Porto, digam o que disserem, Nuno Espirito Santo (NES) apresentou um onze com duas novidades relativamente à jornada anterior (Oliver Torres no lugar de Héctor Herrera e Laurent Depoitre no lugar de Jesús Corona). Os portistas jogaram quase todo o jogo numa espécie de 4x4x2 sem alas. Miguel Layún fazia todo o corredor direito, André Silva tinha como principal missão o apoio a Depoitre, Óliver Torres coordenava todo o jogo do FC Porto, André André desempenhava as funções de um médio box-to-box e Danilo Pereira apoiava uma defesa onde Felipe era um comandante seguro. Tal forma de estar em campo acabou, pouco a pouco, por dificultar a tarefa de um Vitória que estaria a contar com um FC Porto no seu clássico 4x3x3.

Contudo o que resolveu a contenda a favor dos azuis e brancos foi algo de que já venho falando aqui há muito: lances de bola parada. Foi através de um pontapé de canto que os dragões chegaram à vantagem numa partida que estava muito equilibrada. Marcano não apareceu por acaso naquela posição para marcar golo, o que revela que se está a trabalhar num aspecto que hoje em dia é cada vez mais fundamental no futebol.

Após se ter colocado em vantagem o FC Porto passou a dominar o jogo e, sob a batuta do Maestro Oliver Torres, a vitória portista acabou por se consolidar com muita naturalidade e alguma sorte.

Em suma; foi bom vencer. O Futebol Clube do Porto deu uma excelente resposta aos seus adeptos e rivais após a “roubalheira” de Alvalade, mas há ainda algum trabalho a fazer (especialmente na defesa).

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 46´ +ara resolver a contenda a favor do Futebol Clube do Porto. Após o golo de Oliver Torres o Vitória Sport Clube viu toda a sua estratégia e vontade anímica caírem por terra.

Arbitragem: Jorge Sousa e a sua equipa realizaram uma má arbitragem que só não teve influência no resultado final porque o FC Porto soube dar a volta a um bom adversário. Ao minuto 19´ Jorge Sousa anula o golo de André Silva que teria dado a vantagem aos portistas, ficando por perceber qual a razão de tal decisão. Para mais neste mesmo lance os defesas vitorianos tiveram uma acção faltosa na grande área, tendo ficado uma grande penalidade a favor do FC Porto por assinalar.

Positivo: Óliver Torres. Na posição que é ocupada por Héctor Herrera, Oliver jogou e fez jogar. Será que está, finalmente, encontrado o “patrão” que o Futebol Clube do Porto tanto necessita para que o seu futebol “carbure”?

Negativo: Iker Casillas e os lances de bola aérea. Iker entre os postes e “a fazer a mancha” é dos melhores – senão o melhor – do Mundo, mas quando as bolas resolvem vir pelo ar para a pequena área do FC Porto é sempre um “ai Jesus, nossa Senhora!” NES tem de melhorar este aspecto sob ena de no futuro ver a sua equipa sofrer golos caricatos.
 
Artigo publicado no Blog o gato no telhado (10/09/2016)

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

O real problema do FC Porto

Primeiro que tudo há que dizer que não existem equipas perfeitas. O que temos são equipas que conhecem as suas fraquezas e trabalham sobre as mesmas para que possam fazer aquilo para a qual são criadas: vencer.
 
Ora o Futebol Clube do Porto não escapa a esta regra universal e como tal tem fraquezas e uma destas fraquezas não é, a meu ver, a tal falta de um criativo. Tenho para mim que o problema do FC Porto de Julen Lopetegui passa antes pelo seu modelo de jogo e não pela “inventada” ausência de um Jogador com determinadas características.
 
E sim, isto do criativo é um falso argumento criado e alimentado porque parece não querer perceber de futebol embora mostre saber muito sobre o Desporto Rei. É verdade que o Futebol Clube do Porto apresentava um futebol muito melhor na época transacta pela mesma altura em que nos encontramos (efeito Óliver), mas é também verdade que foram muitos os jogos em que o criativo espanhol não deu o seu contributo à equipa Azul e Branca e esta apresentava um bom futebol.
 
Posto isto, repito, o problema da equipa de Julen não passa pela “falta” do criativo mas sim pelo modelo de jogo. Isto porque o Basco tem uma ideia de jogo onde a sua equipa tem de ter sempre a posse da bola em todos os momentos e fases de jogo. Aconteça o que acontecer e esteja o resultado que estiver, o Futebol Clube do Porto tem de ter a posse de bola e de “entrar com ela pela baliza adversaria adentro”. Ora esta forma de estar no campo dá bons resultados em Competições curtas (como a Liga dos Campeões por exemplo) mas em Competições longas onde é a somatória de pontos a decidir o vencedor tal forma de estar não funciona e revela ser de uma frustração atroz.
 
Penso que Julen Lopetegui e o Futebol Clube do Porto só teriam a ganhar se dessem ao seu onze liberdade de adaptação às variadas fases de uma partida de futebol. Jogar em posse quando tiver de o fazer, procurar as transições rápidas quando o jogo assim o exigir e por aí adiante. È que nem o FC Barcelona acredita na tese da posse pela posse e o Bayern de Guardiola vai vencendo a nível interno porque é o Bayern.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Futebol Clube do Porto 2014/15 (II)

Continuando a análise à época anterior do Futebol Clube do Porto "vou virar mais uma página" em jeito de “quase conclusão” sem sair do tema “Plantel de Luxo” porque ainda há algo mais a dizer. 
 
Ora na temporada 2014/15 entraram para o Plantel principal dos Azuis e Brancos 17 Atletas (isto contando com as entradas em Agosto e Janeiro). Posso estar enganado, mas não me recordo de uma época onde os Dragões se tenham reforçado tanto. Provavelmente é preciso recuar aos tempos de estreia de José Mourinho no comando técnico do FC Porto para assistirmos a algo de parecido, senão igual.
A questão primordial neste aspecto das entradas foi, a meu ver, o rendimento que se conseguiu retirar destas. No global quer-me parecer que o saldo é positivo até porque o maior dos males da época passada, no que ao plantel dizia respeito, já morava no ninho do Dragão. Mas vamos por partes.
Se fizermos uma pequena consulta ao site oficial do Futebol Clube do Porto rapidamente nos apercebemos que para a baliza tivemos duas caras novas na equipa: Ricardo Nunes e Andrés Fernández. Dois nomes que não singraram na equipa principal Portista. Ricardo não teve oportunidade de mostrar o que vale na Baliza de um “Grande” tendo inclusive sido completamente “posto de lado” por Lopetegui. Por seu turno Andrés teve oportunidade de mostrar o seu valor, mas das vezes em que jogou não teve arte e engenho para “aguentar a pressão” da camisola Azul e Branca tendo inclusive sido um dos grandes responsáveis pela eliminação prematura do FC Porto na Taça de Portugal.
Na linha defensiva. E aqui registamos a entrada de três reforços. São eles José Ángel, Martins Indi e Marcano (Opare não conta para este “Totobola” pelas razões que todos conhecemos). E aqui contabilizo dois reforços no verdadeiro sentido do termo e um não reforço. Dito de outra forma, Martins Indi e Marcano revelaram ser centrais de qualidade que trouxeram algo de novo à defesa Portista. Já José Ángel, não obstante o n.º de oportunidades que teve de mostrar aquilo que valia, acabou por ser uma menos valia para a equipa. Pessoalmente gosto mais do estilo de Indi comparativamente a Marcano dado que vejo no Holandês o tal “Patrão” que a uma defesa precisa, mas Marcano mostrou ser digno da confiança do seu Treinador apesar de não ter tido exibições brilhantes durante a época.
Quanto ao meio campo, cérebro/coração de qualquer equipa de futebol profissional. Rapidamente constatamos que nesta zona do terreno os Portistas levaram a cabo, nada mais, nada menos do que 6 contratações! Uma pequena revolução tendo em consideração de que falamos do meio campo. E aqui apenas um destes reforços revelou ter sido uma aposta falhada: José Campaña) se bem que o jovem Espanhol quase não teve tempo de jogo na equipa principal dos Dragões. 
Óliver Torres fez lembrar os saudosos tempos de João Moutinho e é uma pena que tenha de regressar ao Atlético de Simeone onde não lhe auguro um futuro promissor tendo em consideração a sua fraca capacidade física e o estilo de jogo do Atlético de Madrid. Casemiro, sobre o qual já falei no artigo anterior, chegou e evoluiu se bem que ainda tem muito que aprender a nível de passe não obstante ter sido um Jogador muito útil sempre que o FC Porto tinha de defender. Evandro, ex-Estoril Praia, mostrou ser o “Homem do fato de macaco” que está sempre disponível para dar tudo o que tem e não tem em qualquer posição do meio campo. 
A este meio campo batalhador, construtor e esforçado juntou-se um mágico que até à altura da Taça das Nações Africanas (CAN) encantou a Nação Azul e Branca! E convêm não ter memória curta como muto boa gente tem tido nos últimos tempos! Isto porque Brahimi fez-me muitas vezes recordar os saudosos tempos de Rabah Madjer… Não tivesse surgido a “maldita “ CAN em meados de Janeiro de 2015 e Yacine Brahimi teria ajudado muito mais o FC Porto nem todas as frentes em que o clube esteve envolvido. O conselho que dou neste momento ao Argelino é que pense um pouco mais antes de falar para a nossa nada tendenciosa Comunicação Social Desportiva.
O último “reforço” do meio campo é Rúben Neves, o Jogador à Porto que os adeptos Azuis e Brancos tanto desejam, no qual vejo um Xavi Hernández se continuar a evoluir como tem evoluído até á data.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Dois pontos deitados ao lixo

Grande jogo de futebol na Amoreira a terminar com um empate a duas bolas. O FC Porto esteve a vencer, permitiu o empate e a reviravolta do Estoril, evitando a derrota nos descontos do segundo tempo com um golo de Óliver. Com este resultado, os Dragões permitem a fuga do Benfica no topo.
 
O FC Porto foi o último dos três grandes a entrar em campo e sabia que uma vitória na Amoreira permitiria não perder terreno para o Benfica (e o surpreendente Vitória de Guimarães) e alargar vantagens para o Sporting, que tinha empatado a um golo algum tempo antes, em Alvalade.
 
Com Ricardo Quaresma e Adrián López no onze titular, Lopetegui queria criatividade na frente e rotação, algo que o atacante Espanhol esteve longe de emprestar à equipa Azul e Branca. Quem o fazia, sem surpresa, era Brahimi, jogador Argelino que puxa para si (cada vez mais) os focos da atenção mediática. Joga, faz jogar, finta, cruza, marca e dá alma ao jogo Portista.
 
Seria mesmo o atleta Africano a abrir o marcador, aos 20 minutos. Numa jogada junto à linha de fundo, Brahimi recebeu no lado esquerdo, passou por dois adversários num espaço reduzido e atirou para a baliza de Pawel Kieszek, que ainda tocou na bola mas não impediu o golo.
 
O Estoril, que até estava bem em campo, não se deixou afectar pelo golo. Com uma frente de ataque muito mexida foi criando perigo, quase sempre por Sebá ou Kuca, jogador sempre irrequieto e a dar muito trabalho à defesa Portista. De resto, Kuca puxou pela sua equipa e levou os seus adeptos a reclamar uma decisão da arbitragem. Aos 26 minutos, numa jogada de contra-ataque, deu-se um corte da defesa Portista e os Estorilistas ficaram a pedir grande penalidade, que o árbitro não considerou, após um lance de complicada análise.
 
Mas os adeptos da equipa amarela não tinham que esperar muito até saltarem das cadeiras para fazer a festa do golo. É que nesse mesmo minuto, Emídio Rafael fez um cruzamento atrasado com desvio na área de Kuca para o empate.
 
Até ao descanso, viu-se um FC Porto a controlar mas não a dominar na Linha, num relvado que viu um futebol rápido e emocionante. A verdade é que o jogo começava a pedir Quintero em campo, talvez para a saída de um apagado Adrián. Dito e feito por Lopetegui no segundo tempo, numa altura em que lançou Aboubakar e Quintero (Casemiro também saiu).
 
O FC Porto pressionava melhor que no primeiro tempo e o Estoril tinha maiores dificuldades para sair a jogar. Com a entrada, sobretudo de Quintero, pensava-se que o jogo poderia mudar bastante de figurino. E mudou. Herrera baixou para a posição 6 e Quintero passou a jogar nas costas de Aboubakar e Jackson, tendo Quaresma e Brahimi bem abertos nas alas.
 
O jogo estava como que 'adormecido' e era preciso o FC Porto abanar o ritmo. Para o Estoril, que vinha de uma longa deslocação a Moscovo para a Liga Europa, na última quinta-feira, o jogo morno favorecia. Mas seria, curiosamente, um jogador dos Canarinhos a abanar a partida. Tozé, aos 79 minutos, sofreu falta de Fabiano dentro da grande área. Tudo começou num lance em que Sebá, antigo jogador do FC Porto, rematou para a defesa incompleta de Fabiano e depois Tozé, também ele com ligação à casa Azul e Branca, correu à bola e chegou primeiro que Fabiano. Artur Soares Dias assinalou a penalidade que o próprio Tozé marcou, pedindo depois desculpa aos adeptos Portistas que estavam por trás da baliza.
 
E foi já nos descontos que os Dragões empataram por Óliver. Jackson ganhou nas alturas e o Espanhol segurou a bola no ar e depois bateu o guarda-redes do Estoril. A história do jogo ainda teria mais um momento, aquele em que Kieszek negou o golo da vitória ao FC Porto, num remate de Jackson.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Brahimi