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domingo, 12 de agosto de 2012

Jackson á Falcao dá mais uma Supertaça ao Dragão

Noite de festa em Aveiro, com o regresso do futebol "a contar" aos estádios portugueses. A primeira taça da época, a Super, vai de viagem até ao Porto, porque Jackson Martínez resolveu a partida aos 90 minutos, com o golo da vitória portista por 1 x 0.

Como está adulta e madura esta Académica, sem complexos de equipa média ou de valor menor, mesmo que o adversário da noite se tenha chamado FC Porto, por sinal o Bicampeão do nosso futebol. Não foi exuberante - nem pouco mais ou menos -, mas olhou o Dragão bem de frente e travou uma luta na qual esteve sempre na disputa aos pontos até bem perto do fim. Cai de pé, como se diz.

O duelo, à boa maneira Estudantil, teve algo de "caloiros versus doutores." A Briosa, estreante no palco de uma Supertaça Cândido de Oliveira, apanhou pela frente o grande dominador da prova, agora com 19 Supertaças a reinarem no museu do Dragão. Ainda assim, e apesar do respeito natural, foi um "bando" de novatos a irritaram os mais credenciados pela história.

Mas nem tudo brilhou no manto negro. Ricardo, por exemplo, mostrou logo aos 30 segundos que o nervosismo lhe morava no corpo, quando deixou que a bola lhe fugisse perigosamente para a linha de golo. Aos 17' saiu em falso a um canto de James Rodríguez - tal como aos 61' - e aos 27' não conseguiu segurar um livre de Maicon. Sorte para ele que Christian Atsu falhou o remate que sobrou.

E por aqui já vamos nos momentos "Porto" da noite de Aveiro. O Campeão continua lento nos processos e Defour não é, claramente, João Moutinho. O primeiro foi titular, o segundo substitui-o aos 57 minutos. Ainda assim, foram do FC Porto as melhores ocasiões, como a bela jogada entre Lucho e Miguel Lopes: o lateral cruzou atrasado mas o remate de James acabou nas mãos seguras - agora sim - de Ricardo.

Até ao descanso, dois momentos. O primeiro, aos 39', num livre batido por Hélder Cabral. O topo norte do Municipal de Aveiro festejou, enganado pela ilusão de ótica da baliza oposta. Helton voou sem hipóteses mas a bola tocou na parte errada da linha. Por fim, aos 45', um cabeceamento de Mangala a assustar Ricardo.

Agora, a vez de Jackson Martínez. O reforço Colombiano dos Dragões passou 45 minutos a jogar de costas para Ricardo e no primeiro lance do segundo tempo atirou por cima, já dentro da área Academista. Mostra que tem "pés" para a bola, embora estes ainda procurem o caminho certo para o futebol Portista. Contudo, iria resolver de cabeça, bem perto do fim. Mas já lá vamos.

Já com Moutinho em campo - só podia, face à nulidade de Defour -, o FC Porto cresceu na intensidade (nem sempre na qualidade) e forçou a Académica a um redobrar na concentração. Numa das vezes em que conseguiu esticar-se, Salim Cissé trocou os passos e esqueceu-se de rumar à baliza de Helton. Parecendo que não, estava quase isolado. Pouco tempo depois, uma história de redenção. Ricardo, o do nervosismo no corpo, brilhou ao mais alto nível. A defesa ao remate acrobático de Otamendi é soberba!

Vivia-se por esta altura, a 25 minutos do final, um assédio assombroso do FC Porto à baliza da Briosa, com o cenário a repetir-se das bancadas para o relvado. O Dragão atravessava o melhor momento de todo o jogo, mas a baliza continuava um corpo estranho aos Azuis e Brancos. A Académica, essa, vestiu-se para sofrer e lá foi aguentando o sonho ao compasso disciplinado dos minutos, resistindo até ao golo anulado a Jackson. E Salim Cissé, aos 84', até teve na cabeça o chamado "golpe de teatro."

No entanto, esse estava guardado a "sete chaves" para o minuto 90, qual acto apoteótico em Aveiro. Jackson Martínez, o reforço de peso, resolveu o jogo de cabeça, num golpe a bater Ricardo e que selou a conquista da 19ª Supertaça por parte do FC Porto. E assim, à primeira, Jackson resolveu o thriller.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo. João Moutinho

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

1ª Conquista com sabor a Pré Temporada

A temporada 2011/2012 começou como terminou a anterior: com o FC Porto a vencer o Vitória de Guimarães e a erguer mais um Troféu, fazendo história no futebol Português, pois até hoje ainda nenhuma equipa tinha erguido a Supertaça Cândido de Oliveira por três ocasiões consecutivas.

Após uma Temporada em que a quebra de recordes foi constante sob o comando de André Villas-Boas, a expectativa criada em redor de Vítor Pereira era enorme. Em Aveiro, os Dragões tinham a oportunidade de estabelecer um novo recorde no número de Supertaças ganhas consecutivamente e não a desperdiçaram, naquele que foi o primeiro Troféu do sucessor do actual Treinador do Chelsea no comando técnico do FC Porto.

E quis o destino que o primeiro jogo do novo Treinador começasse exactamente da mesma forma que o de André Villas-Boas à frente dos Azuis e Brancos: no Estádio Municipal de Aveiro e com Rolando a inaugurar o marcador na Supertaça Cândido de Oliveira, exactamente ao minuto 3 e de cabeça, tal como havia acontecido no ano passado contra o Benfica.

Foi, de resto, um início de jogo muito forte por parte do FC Porto. Marcou cedo, numa bela jogada entre João Moutinho e Hulk, concluída, de cabeça, por Rolando, manteve quase sempre o controlo do jogo e esteve muito forte nas movimentações sem bola, recuperando o esférico de forma muito rápida, não deixando grande espaço de manobra para o Vitória de Guimarães construir jogo.

As dificuldades da equipa treinada por Manuel Machado eram evidentes. Raramente conseguia chegar à beira de Helton, mas, mesmo assim, acabou por chegar ao empate, através da marcação de um canto. Aos 33 minutos, Marcelo Toscano restabeleceu o empate, apontando de cabeça um golo que os Minhotos pouco fizeram para conseguir, não por falta de vontade, mas porque os Azuis e Brancos estavam realmente melhor na partida.

O empate, no entanto, durou pouco mais de cinco minutos. Aos 41 minutos, Rolando voltou a mostrar a veia goleadora em jogos da Supertaça e tornou-se na figura do jogo, ao desfazer o empate e ao dar a vitória por 2 x 1 ao FC Porto, que, assim, entrou a ganhar na nova Época.

Na segunda parte não houve golos e o FC Porto continuou a controlar as operações, embora tenha optado por manter a bola longe do Meio Campo defensivo, em vez de tentar ampliar a vantagem. Ainda assim, as melhores oportunidades foram dos Campeões Nacionais e defensivamente a equipa de Vítor Pereira não deu hipóteses ao Vitória de Guimarães, à excepção de um lance em que Maranhão quase aproveitou um desentendimento entre Rolando e Helton.

De resto, sem golos na etapa complementar, os maiores aplausos surgiram aos 66 minutos, quando os Colombianos Guarín e Falcao entraram em campo, eles que apenas começaram a treinar com o restante plantel há coisa de uma semana.

O FC Porto voltou a vencer o Vitória de Guimarães, tal como tinha acontecido na final da Taça de Portugal, e mostrou, pela forma como jogou ao longo dos 90 minutos, que não há qualquer ruptura com o passado recente, o que deixa boas perspectivas no horizonte dos Adeptos Azuis e Brancos para a nova temporada.

Os confrontos entre as duas equipas, contudo, não ficam por aqui e no próximo Domingo há mais um jogo agendado entre Vitória de Guimarães e FC Porto, com os mMnhotos a receberem os Campeões Nacionais na primeira jornada do Campeonato.

Melhor em Campo: Kléber

P.S: Surgiram aqui pelo Blog alguns Drs. do Futebol afirmando que eu, The Blue One, nada percebia de Futebol. Sucede pois que eu escrevi na antevisão desta partida que o FC Porto deveria ter cuidado com o jogo aéreo dos Vimaranenses. E não é que o Guimarães marcou um golo de cabeça após um Canto? Bem diz o Povo "que vozes de Burro não chegam aos Céus". Há mesmo pessoas que caladas são uns autênticos Poetas…..