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sexta-feira, 15 de março de 2013

¡¡Hala Madrid!!: San Diego e a Santa Ignorância

No Futebol há uma regra de ouro que se aplica a todas as equipas. Basicamente para se ter uma equipa competitiva e capaz de um normal desempenho há que ter na baliza um guarda-redes capaz que esteja interessado em dar o se melhor em prol do Clube. Por vezes nem precisas de ser um super atleta para que se tenha um bom GR na baliza.
 
E foi isto que aconteceu com o Real Madrid CF. A melhoria de forma da equipa Blanca deve-se essencialmente à chegada de Diego López à equipa e a retirada de cena de Casillas. Aliás em tão pouco tempo Diego conseguiu derrotar por duas vezes seguidas o FC Barcelona e ainda teve tempo de ajudar os Merengues a alcançar os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Coisa que Casillas em duas épocas com Mourinho não foi capaz de fazer.
 
Finalmente existe uma sombra de que coloca em sentido San Iker. Surgiu no horizonte do Histórico Guardião Casillas alguém que já lhe retirou o título de San e com jeitinho irá com toda a certeza retirar ainda outras coisas mais… repare-se que até Alex Fergunson ficou de tal forma impressionado com as enormes qualidades de Diego que afirmou publicamente que o Real Madrid CF nunca teria eliminado o Manchester United se na baliza Merengue tivesse estado Iker Casillas.
 
Casillas pode muito bem ir pensando em seguir o mesmo trajecto que Raul. Ambos são dois Jogadores que deram muito ao Clube e aos quais os Adeptos estão eternamente gratos, mas na Casa Blanca não há espaço para “egos inchados” e quem não estiver interessado em defender a todo o custo os interesses da equipa Madridista bem que pode fazer as malas e levar consigo o amuo e a namorada bonita.
 
Com um San Diego em ascensão e em plena forma quem precisa de um amuado San Iker? A imprensa desportiva pois claro ou não fosse a companheira de Iker uma marioneta de microfone na mão.
 
Não deixa de ter piada ver jornais como a MARCA a criarem euforicamente uma Capa onde anunciam que o regresso de Casillas está para breve. Isto como se o Espanhol fosse uma pedra fulcral da “maquinaria” Merengue. E se formos a ver foi tão fulcral que com tal peça o eterno rival da Catalunha ganhava sempre e não se cavou um enorme fosse para o primeiro lugar da tabela classificativa de La Liga. Cassilas não teve culpa nenhuma nos resultados medíocres do início da época…
 
Bem diz o Povo: “Santa Ignorância”. E já agora aconselho o José Mourinho a arranjar uma namorada Espanhola que trabalhe na comunicação Social que queira ter o Ronaldo só para si. No fundo e no cabo até compensa ter um “brinquedo” destes dado que se pode fazer e dizer os disparates todos que lhe apetecer e ainda terá toda a comunicação social dos Nuestros hermanos sempre do seu lado.

quarta-feira, 6 de março de 2013

¡¡Hala Madrid!!: Bofetada Blanca (mais uma)

Três. Esta Temporada foram três as ocasiões em que o Real Madrid CF encostou o FC Barcelona às cordas. E em todas elas a Equipa Culé ficou muito mal na fotografia e Lionel Messi não mostrou ser merecedor do Título de Melhor Jogador do Mundo.

Será que se acabou a força da Pep Team? Será que José Mourinho encontrou finalmente a fórmula vencedora que lhe permite fazer frente a uma equipa que para muitos é a Melhor Equipa do Mundo da Bola?

Tenho para mim que tudo tem o seu tempo e que nada consegue sobreviver à escravatura deste. A equipa maravilha da Catalunha não escapa a este fenómeno que, mal ou bem, nos afecta a todos sem excepção. Muitos dos ditos “Génios da Bola” culpam o Adjunto Roura do mau momento deste Barcelona e outros dizem que a equipa sente a falta de Tito, dando a ideia de que o Barcelona é Messi e mais dez quando na realidade o filme é outro bem diferente.

É um facto que Lionel é um fora de série na arte de bem jogar futebol, mas é também verdade que sem os Geniais Xavi e Iniesta o Argentino não passa de um bom Jogador. Varane, jogador da equipa Blanca que chegou há bem pouco tempo à alta-roda do Futebol Europeu, sempre que defrontou a Pulga na actual temporada tem levado a melhor e escusado será dizer que nestas ocasiões as “muletas” de Messi ou não existiam ou não estavam no seu melhor.

O FC Barcelona que encantou o Mundo do Futebol quando Guardiola era o seu comandante está aos poucos a desfalecer. Consequência natural da passagem dos tempos e como é natural o Real Madrid CF aproveita-se desta oportunidade para ir ganhando forças para recuperar a sua hegemonia no Campeonato Espanhol e na Europa do Futebol. Alias a caminhada para a 10.º Liga dos Campeões ainda está bem viva graças a mais uma grande vitória no terreno do poderoso Manchester United e a caminhada que a equipa Blaugrana está a efectiuar para a 5.º está a ser dificultada por uma enorme “ravina” chamada AC Milan.

Este é o momento ideal para que todos estejam ao lado da Equipa Merengue e do seu treinador. Mourinho demorou a encontrar a fórmula que lhe permite fazer frente ao eterno rival, assim como o Barcelona demorou tempo a perceber que não tem na sua equipa nem na sua “fábrica” de Jogadores as tais “muletas especiais” para Messi, mas a verdade é que finalmente a Equipa Blanca consegue bater de novo o pé aos Catalães.

Mas não é só o tempo e a experiência de Mou que tem levado a que o Real seja cada vez mais forte que o seu eterno Rival, dado que a tal sombra que deveria aparecer para aterrorizar Casillas surgiu de uma vez por todas. Diego López tem mostrado muita categoria e nas últimas partidas a defesa Blanca tem sido Sem hora de uma segurança impressionante. Bendita a hora em que Iker se lesionou para que se contasse alguém que está mesmo interessado em defender os interesses da equipa Merengue.

Vamos agora a ver se no final da temporada José Mourinho bate com a porta. Poderá ser uma vitória para os Valdanos e companhia, mas será sem sombra de dúvida uma tremenda derrota para todo o Madridismo.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

¡¡Hala Madrid!!: 1º Round

Antes de mais o último Real Madrid CF x Manchester United FC foi um Hino ao Futebol. A bola foi tratada como uma Princesa durante os 90 e poucos minutos por Jogadores de Classe Mundial. Assim vale a pena perder um pouco do nosso precioso tempo a ver 22 e poucos gajos a correr atrás de uma Bola.
 
Quanto ao jogo em si, existem aspectos muito positivos e aspectos preocupantes. Comecemos pelos positivos.
 
De positivo tivemos o genial golo de Cristiano Ronaldo. Só mesmo uma tamanha injustiça da parte de quem vota no FIFA Ballon D'or é que não atribui ao português o Título de Melhor Jogador do Mundo juntamente com Lionel Messi. O Madeirense é simplesmente a Alma da equipa Blanca e assenta-lhe que nem uma luva o n.º 7 na Camisola e todos sabemos o significado que este número tem para o Mundo Madridista.  
 
Confesso que gostei da exibição de Diego López. É verdade que por vezes o Guardião formado em Madrid e que regressou recentemente à casa mãe não esteve muito bem, mas este conseguiu transmitir aquela segurança que Adán não consegue e que Casillas maldosamente não quer dar. Vamos a ver se Diego mantêm este nível exibicional pois já está mais do que na altura de Iker se sentir ameaçado ao ponto de ter de dar o seu melhor para ser titular.
 
O outro aspecto positivo deste grande jogo prende-se com a atitude da Equipa Blanca. Foi notória a vontade que todos os Jogadores do real Madrid CF tinham em dar o melhor pelo Clube. Por vezes nem sempre o faziam bem, mas o importante é que não se viu a apatia de outros jogos que já tantos pontos custaram à Mou Team em La Liga BBVA.
 
E é com este último ponto positivo que chegamos á parte negativa… Isto porque é inadmissível que Jogadores Profissionais que tem uma qualidade fora de série não honrem a camisola Merengue em todos os jogos em que o Real Madrid CF participa. Pouco importa que La Liga esteja perdida ou que do outro lado do campo esteja uma equipa teoricamente acessível, o que um Jogador Blanco deve fazer é dar o que tem e não tem pela Equipa. Cristiano Ronaldo faz isto muito bem e é pena que os restantes Colegas não o “imitem”… Principalmente os ditos “símbolos” da equipa.
 
E por falar em Símbolos do Clube que desonram a equipa com a sua falta de empenho, este jogo trouxe mais uma vez um destes péssimos exemplos. Sérgio Ramos fez o maior disparate que um Central deve fazer aquando da marcação de um Pontapé de Canto e eis que a equipa pagou bem cara a factura. Tratou-se de uma asneira que nem a um Jogador das camadas jovens se admite e depois a imprensa admira-se que Mourinho critique violentamente as estrelas do Real.
 
E já que falamos de imprensa, depois de toda a gente ter visto a asneira de Ramos e de ter ouvido e lido o raspanete que El Português deu a Ramos, eis que lá para os lados da Catalunha a “Jornalada” se preparava para o habitual festim. Só que desta vez a coisa correu-lhes mal porque mal terminou a partida o Jogador admitiu o erro e pediu desculpas pelo sucedido. Desta vez as Hienas não tiveram nenhuma carcaça para brincar…

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Abuso de poder?

Sir Alex Ferguson
É interessante ver como na, para muitos, melhor liga de futebol do Mundo, também existe um jogo de influências. Mais curiosamente, clara e publicamente executado por um dos melhores treinadores do momento. Estou a falar de Sir Alex Ferguson.

Primeiro há que dar mérito ao homem, à personalidade incontornável do futebol moderno. Vai para 26 anos no comando do Manchester United e já ganhou tudo o que havia para ganhar. Mais que isso, ao longo de tantos anos foi sempre 'crescendo' ao mesmo ritmo que a modalidade, foi-se adaptando aos novos tempos e continuara a criar equipas ganhadores.

Mas, tal como em muitos outros lugares, a idade é um posto e ele também se faz valer disso. Em atitudes pouco elegantes de pressionar em frente de tudo e de todos os árbitros por forma a condicionar a sua actuação. É notoriamente, e ele sabe-o bem, uma figura intimidatória face a tudo que até agora conseguiu na Premier League.

A mim parece-me totalmente deselegante que um homem de 71 anos, com o currículo que tem, com o prestígio que conquistou, se envolva em desaguisados com equipas de arbitragem, algo que classifico de de muito sério, e mesmo outros treinadores. Sir Alex Ferguson não sabe e não gosta de perder, mas não é por aí que eu o condeno.

A última acção estranha do técnico escocês prende-se com a contratação por parte do Tottenham de Zeki Fryers. Um jovem jogador inglês que pertencia aos quadros jovens do United e que os Spurs queriam contratar.

Em traços rápidos, o jogador estava em final de contrato, foi à experiência para o Tottenham e agradou. Contudo, o clube de André Villas-Boas, que ao contrário do seu homólogo dos Red Devils não controla as entradas e saídas, apenas opina, disse que não podia pagar a verba pretendida pela equipa de Manchester.

O jogador queria sair e acabou por fazê-lo para o Standard Liège, por um valor consideravelmente inferior aquele que o Tottenham teria que pagar. De notar que, em Inglaterra, os jogadores com menos de 23 anos que recusem renovar, terão que indemnizar o clube onde se encontram caso ingressem num outro clube inglês.

Em caso de falta de acordo entre as partes é o tribunal que decide o valor e o Manchester United estava a contar receber seis milhões de libras, cerca de 7.4 milhões de euros. Contudo tal não se aplica a outros países e Fryers saiu para a Bélgica por um valor consideravelmente inferior, no verão passado.

Acto continuo, o jovem alegou saudades do seu país, a chegada de um novo treinador ao clube tê-lo-á colocado de parte e o Tottenham contratou-o agora por três milhões de libras, cerca de 3.7 milhões de euros.

OK, isto até cheira a marosca, mas quem veio pedir uma investigação foi Alex Ferguson e não o Manchester United. Agora eu pergunto, qual é o papel de um treinador? Será legítimo que ele se envolva em casos de teor legal, que tente influenciar os organismos que regulam a modalidade? Porque podem ter a certeza que a sua palavra pesa muito e as decisões por vezes parecem cair para o seu lado.

Deixo-vos com estas perguntas na mente para reflectirem. Não é só no nosso país que dirigentes e, neste caso específico, treinadores tentam influenciar os meios à sua volta para levarem a melhor. E por vezes fazem-no a qualquer custo.

Última nota, Roberto Mancini, treinador do Manchester City, já tinha chamado à atenção na época passada para os privilégios que Ferguson parece ter que mais nenhum outro treinador em Inglaterra tem.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Direitos de Imagem e Patrocínios

Como é conhecido, nos valores contratuais dos melhores atletas, os direitos de imagem são, por vezes, superiores ao próprio salário. Recordo-me por exemplo que, aquando do contrato de Cristiano Ronaldo para o Real de Madrid, foi referido que cada parceiro ficava com 50%. Acresce, neste caso particular, que Ronaldo detinha alguns contratos que se prolongavam para além do vínculo com o Manchester United e, mesmo que os quisesse “transferir” para o novo clube, seria muito complicado negociar com os titulares dos direitos.

Se por vezes a apetência dos patrocinadores, só aparece quando o jogador atinge uma determinada notoriedade que justifique o investimento publicitário nele, a verdade é que alguns, ardilosamente, utilizam este subterfúgio para “escapar”ao pagamento de impostos, negociando “à parte” os direitos de imagem como se fossem isolados do vencimento, o que não é verdade.

Recentemente foi noticiado que alguns dirigentes do Marítimo foram constituídos arguidos por suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais. Segundo parece, o motivo do inquérito tinha sido o pagamento de direitos de imagem a jogadores e treinadores, através de empresas com sede em offshore, que não eram declarados ao fisco nem à segurança social.

Sob o ponto de vista fiscal, importa referir que a situação pode ser diferente conforme se trate de um dos seguintes casos:

1 – Quando o atleta cede (vende) os direitos a um clube/SAD, os valores em causa, devem-lhe ser tributados como se fossem parte de “vencimento”, ou seja: rendimentos de trabalho dependente categoria A

2 – Se forem cedidos a outra sociedade que não o Clube, devem ser tributados como “rendimentos de capitais”

3 – Se os direitos de imagem são pertença de uma entidade não desportiva e não residente em território português e cedidos por esta a um clube/SAD residente, tem que ser tratados em sede de IRC e considerados “como gastos” pelo clube receptor.

O raciocínio que leva a considerar o direito de imagem do jogador ter natureza salarial, é que “se tratam de rendimentos subjacentes ao contrato desportivo cujo vínculo apenas existe enquanto durar o contrato”.

Situação diferente é a que ocorre no contrato de publicidade, onde “o contratado cede o uso da sua imagem para promover determinado produto ou marca, mediante uma retribuição financeira”. Num recente despacho foi considerado que, “se a verba tem origem no contrato de trabalho”, obviamente ela está ligada à prestação desse serviço. Por isso, é indisfarçável, o propósito do clube de “mascarar” o pagamento de salário com o nome de direito de imagem.

No universo da praxis jurídico-negocial (*) denomina-se patrocínio um contrato que tem por função económico-social a realização de uma “forma ou modelo de comunicação promocional”: o patrocínio, também conhecido por sponsoring. Trata-se no essencial de um conceito de marketing, que releva no quadro dos instrumentos de comunicação das empresas como um especial método publicitário. Especial porque a mensagem promocional é “difundida de modo indirecto”, sendo o seu efeito obtido “em retorno” mediante a veiculação de um símbolo.

Na sua génese, o patrocínio resulta de uma conjugação de interesses tripartidos. Partes desta relação são, por um lado, empresas que exercem actividades económicas, por outro, pessoas e organizações que exercem actividades de lazer e, ainda, os mass media. Para as empresas, o patrocínio constitui uma alternativa ou, pelo menos, um complemento às formas tradicionais de publicidade. Depois, para as pessoas e organizações que exercem actividades de lazer, o patrocínio constitui uma importante fonte de financiamento. Por último os mass media, operando no mercado concorrencial das audiências, procuram obter a exclusividade da cobertura mediática dos eventos em que tais actividades patrocinadas decorrem.

Com efeito, o patrocínio é uma das formas de comunicação promocional e uma das operações integrantes, do nosso Código de Publicidade (cf. arts. 3º e 4º do CPub). Assim, os contratos de patrocínio constituem objecto da regulamentação específica decorrente do regime jurídico da publicidade.

Relativamente às obrigações das partes, estas variam consoante o tipo de patrocínio. Não obstante, da parte do patrocinador devemos destacar a prestação de financiamento, que pode traduzir-se em dinheiro, como é mais frequente, em serviços ou em espécie, podendo neste caso assumir a forma de transferência da propriedade ou a mera concessão do gozo da coisa (por ex. os equipamentos). Da parte do patrocinado, a obrigação principal analisa-se na colocação à disposição do patrocinador de espaços e oportunidades promocionais, publicitar a marca do sponsor nos diversos espaços existentes à sua disponibilidade (nas camisolas dos atletas, nos bilhetes de ingressos, nas instalações desportivas, no material promocional do patrocinado, como sejam, posters, brochuras, nos comunicados aos media, etc. A estas obrigações deve juntar-se ainda o consentimento do sponsor usar a sua imagem, o seu nome e o seu emblema; autorizar que o patrocinador se proclame sponsor oficial e que utilize espaços do local do evento para publicitar os seus produtos.

A esta série de deveres acrescem cláusulas de extrema importância, que devem ser acauteladas na elaboração do contrato, como sejam: 1 - cláusula de exclusividade (o patrocinado obriga-se a não promover outras empresas); 2 - cláusula de não concorrência (o patrocinado obriga-se a, findo o contrato, não promover outras empresas durante um determinado período de tempo); 3 - cláusula de preferência (O patrocinado, findo o contrato, obriga-se a dar preferência ao patrocinador para novo patrocínio em igualdade de condições com outros candidatos); 4 - cláusulas resolutórias (o patrocinador pode resolver antecipadamente o contrato em caso de comportamento do patrocinado que prejudiquem a imagem da empresa, por exemplo a desqualificação do clube para a divisão inferior ou, casos de doping); 5 - cláusula compromissória (determinando o recurso à arbitragem para a resolução de eventuais litígios e o direito aplicável) e 6 - cláusula penal (a definir).

(*) Dr. Alexandre Libório Dias Pereira (Mestre em Ciências Jurídico-Empresariais da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra)

Até para a semana

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Bruxos, Adivinhos e afins

Depois da recente vitória do Barcelona na Liga dos Campeões, eis que ficamos a saber com quem vai o nosso Futebol Clube do Porto medir forças na Supertaça Europeia. E qual foi a primeira reacção da malta Portista e não só? Os Dragões estão lixados!!! Saiu-lhes na rifa , passo a citar, “a Melhor Equipa do Mundo”. “Estamos feitos pois o Barcelona fulminou o United e agora vai destruir o FC Porto em Agosto”, dizem estes. “A nossa única hipótese é que os Catalães vão estar no inicio da Temporada e a máquina vai estar um pouco perra”, li eu algures num Blog Portista.

Sinceramente, não sabia que no Universo Portista e do Jornalismo Desportivo coabitavam tantos Bruxos e adivinhos que estão a prever uma desgraça bíblica lá para os finais de Agosto. Mas tal como no nosso Dia-a-dia, Videntes e Adivinhos não devem ser levados a sério, porque de Aldrabões está o Mundo cheio e o mesmo se aplica a estes que andam para ai a espalhar o medo do Papão Barcelona.

Eu vi o jogo que o Barcelona fez contra o Manchester United e fiquei com a ideia de Fergunson tivesse tido a sensatez de colocar Nani numa das Alas do seu Ataque e colocado Giggs no Meio Campo juntamente com Michael Carrick e Park Ji-Sung teria trazido imensas complicações ao Barcelona pois iria obrigar os Espanhóis a ter de jogar pelas alas que é coisa que não sabem fazer e Messi iria ter muito menos espaço para se movimentar. Mas não o fez, preferindo jogar no erro do Barcelona e dar a bola aos catalães… Erro fatal dos Escocês que foi muito bem aproveitado pela equipa de Guardiola que joga sempre da mesma aborrecida e previsível maneira.

Mas esta mania de não querer mudar uma palha que seja á maneira de estar das Equipas é típico dos Clubes da terra de sua Majestade. E tal atitude tem-lhes custado caro, pois o Fulham já perdeu uma Final Europeia para uma equipa Espanhola por causa desta teimosia e o United já vai na segunda derrota com o Barcelona por continuar a ser uma Equipa tipicamente Britânica.

Agora olhemos um pouco para o nosso Clube. O Futebol Clube do Porto teve uma caminhada implacável em todas as frentes em que esteve envolvido, terminou o Campeonato sem derrotas e ganhou tudo o que havia para ganhar. E tudo porque? Porque André Villas-Boas com uma Equipa que o seu antecessor treinou e com a qual cumpriu sempre os serviços mínimos, adaptou aos adversários e momentos da Temporada. Será que eu fui dos poucos que reparou neste singelo mas importante pormenor? Ou será que os Bruxos da Desgraça acham que o nosso clube ganhou tudo esta Temporada porque teve sorte e participou na “Segunda Divisão Europeia”?

Deixem-se de tretas. O Barcelona é uma Equipa "vulgar" que possui um Futebol formatado para jogar sempre da mesma maneira. Basta é saber aproveitar os erros que os Jogadores vão cometendo e não lhes dar a posse da bola. O Real de Mourinho que foi a Camp Nou para disputar a 2ª Mão das Meias-finais da Liga dos Campeões fez isto e pôs a tal "super equipa" quase de rastos. Só que depois veio a intervenção divina do apito e tudo mudou.

Não sei como vai estar o FC Porto em Agosto, mas de uma coisa eu sei: AVB é um Treinador que não dorme na forma e que sabe explorar muito bem as fraquezas do adversário. Acredito piamente numa vitória Portista na C0ompetição Europeia que já nos foge há mais de 18 anos. Afinal de contas o Barcelona é um adversário á medida do FC Porto. Quanto aos Bruxos que andam para ai a elevar o Barcelona á condição de Super equipa, recomendo um bom banho de sensatez para ver se calam de vez.

sábado, 28 de maio de 2011

Venha o Diabo e escolha…

Confesso que a Final da Liga dos Campeões entre o Barcelona e o Manchester United não tinha á partida nenhum interesse para a minha pessoa por se tratarem de duas Equipas que tem em comum a arrogância e o hábito de maltratar e de rebaixar o Futebol Clube do Porto. Mas depois da excelente vitória Azul e Branca na Liga Europa, eis que esta partida de Londres se revestiu de uma importância vital para mim e para qualquer outro adepto Portista.

Que se enganem os que pensam que é por causa da tal identidade que dizem existir entre Porto e Barcelona. Comigo esta hipocrisia e submissão a quem já cuspiu na cara do Dragão não cola nem nunca colará. O interesse maior deste jogo é o de saber quem será o adversário do FC Porto na Supertaça Europeia,

Em 3 Finais desta Competição, os Portista apenas ganharam uma, sendo que na altura do outro lado da barricada estava um super Ajax que foi derrotado pelo pequeno Rui barros. Seguiram-se depois os pupilos de Mourinho que apesar de terem conquistado uma Taça UEFA e uma Liga dos Campeões, não conseguiram derrotar AC Milan e Valência, falhando desta forma a possibilidade de somar mais duas Supertaças Europeias á única que Portugal tem.

A pergunta que se coloca neste momento é: Será desta? A Equipa de Villas-Boas fez uma Temporada brilhante, soberba, gratificante, galáctica e os níveis de confiança de todo o Universo Azul e Branco está tão elevado que todos acreditam que á 4ª será de vez. Mas quem será o melhor adversário para tão prestigiado jogo que irá ser disputado no Mónaco? Para ser sincero, e se me dessem a escolher, eu não quereria jogar contra nenhum dos Finalistas da Champions desta temporada. Como já aqui disse, nem um nem o outro merecem o meu respeito, contudo um deles vai jogar contra o nosso FC Porto quer eu queira quer não.

Então qual dos dois será o adversário ideal para o FC Porto de AVB? Bem sei que ainda faltam uns bons 3 meses para a tal Final da Supertaça Europeia e que muita coisa vai acontecer até lá, mas também não estou a ver o Mercado das Transferências a movimentar-se muito para os lados de Manchester e Barcelona, pelo que acredito que os onze que entrarem hoje em campo serão os mesmos na altura em que tiverem de jogar contra os Dragões. Portanto o critério que vai definir a minha escolha vai se basear no tipo de jogo que cada equipa possui.

Tendo em conta que o Barcelona não aposta nas Alas do seu Ataque, este poderá ser um factor positivo que os Portistas podem aproveitar dado que os Defesas Laterais Azuis e Brancos não têm capacidade para segurar Messi, Pedro e Villa. Mas do outro lado o tal futebol Cerebral que nasce e cresce nos pés do veterano Ryan Giggs e do qual o Manchester depende como nós do ar pata viver pode ser uma minha de ouro que devidamente explorada pelos Dragões dará a tão saudosa e desejada Supertaça Europeia. Uma vez que “tapando” o Galês, o futebol dos Ingleses morre por completo, bastando depois estar atento às movimentações dos Avançados Hernandez e Rooney.

Podia continuar aqui a expor os sistemas tácticos de Barcelona e Manchester e tentar perceber qual deles encaixa melhor no actual Dragão, mas escolher um destes dois “tristes” clubes para o nosso clubes defrontar no estádio Luís II, é coisa que não faço nem farei. O Diabo que se encarregue disto. Eu apenas quero reviver uma Conquista que não vejo o Dragão conseguir alcançar há mais de 18 anos.