Isto, quanto a mim, em paralelo com mais uma investida do popular benfas na banca (vai meter mais um “mico” de 40 milhões) quer dizer mais ou menos que:
Ponto nº 1 (como diz o Portas) – “O benfas é que é bom, podem comprar obrigações à vontade” e
Ponto nº 2 – As acções do pobre clube “lá de cima, da província” já vende as acções a 75 cêntimos.
Paulo Anunciação, colunista de artigos sobre a Bolsa no jornal O JOGO desmistifica (ver texto mais abaixo) o que titula de “TERRORISMO BOLSISTA”. Mas antes de submeter o excelente artigo à apreciação dos meus amigos Portistas, vamos lá ver o que é essa “história” da capitalização bolsista.
Tão simplesmente, as acções são partes do capital social duma empresa que, presumivelmente, no caso de haver lucros nessa sociedade servem para distribuir os dividendos na proporção directa das acções detidas por cada accionista. Depois há uma data de tipos de acções que, para o caso em apreço, não interessa aqui analisar.

Mas as acções de que estamos a falar agora, não são de sociedades, ditas “normais”. Como devem estar recordados, aquando da formação das Sociedades Anónimas Desportivas, ficou deste logo entendido que, tirando alguns accionistas de referência como é o caso do próprio clube que constitui a SAD e alguns investidores institucionais (Bancos, empresários etc.), naturalmente visando o lucro e/ou o futuro controlo da mesma, os restantes “accionistas” foram os sócios, adeptos ou simpatizantes da colectividade. A maioria do capital está assim “distribuída” por milhares de pessoas.
Naturalmente que, como as Sociedades Anónimas Desportivas não dão lucro, as acções não se transaccionam e o seu valor cai. No caso do nosso clube, para uma emissão inicial de 75M€, o valor actual da nossa capitalização bolsista, está em 18,75 M€. Nada de grave se considerarmos, por exemplo, que em dois dos maiores clubes de Itália, o AS Roma e a SS Lázio, as suas acções valem, respectivamente 0,81€ e 0,36 €. Vamos então deliciar-nos com o artigo de Paulo Anunciação publicado no jornal O JOGO de 6/FEV/2010.
PAULO ANUNCIAÇÃO
A semana ficou marcada, no entanto, pelo registo de novo mínimo histórico - 0,75 euros - em dois negócios que tiveram lugar no final da sessão de quinta-feira da Euronext Lisboa. Esta cotação de 75 cêntimos é 36,4% inferior ao anterior recorde mínimo, de 1,18 euros (27 de Outubro de 2008), e atribuiu um valor de mercado de apenas 11 milhões de euros à sociedade no fecho daquela sessão. Na quinta-feira realizaram-se três negócios envolvendo um total de 120 acções da SAD portista: um bloco de 70 acções no início da sessão (preço unitário: 1,24 euros), outro bloco de 49 títulos às 16h35 (preço: €0,75) e um último negócio, igualmente às 16h35, envolvendo apenas uma acção (preço: €0,75).
Ao contrário do que sucedia há alguns anos, a Euronext Lisboa - tal como a generalidade das bolsas internacionais - deixou de definir um lote mínimo (geralmente cem acções) a partir do qual se podem negociar títulos. Hoje em dia é perfeitamente possível comprar ou vender apenas uma acção. Este tipo de ordens com quantidades muito reduzidas, no entanto, não é aconselhável, dado que o peso dos custos (taxa de Bolsa, comissão de intermediação) sobre o montante da transacção seria, neste caso, muito elevado.
A negociação de uma única acção da FC Porto - Futebol, SAD com aquele preço anormalmente baixo (75 cêntimos) não faz, portanto, qualquer sentido. O "timing" escolhido, quando a sessão bolsista estava à beira do encerramento, poderá levar a pensar que este negócio absurdo e irracional tinha como objectivo garantir uma cotação de fecho muito baixa e provocar temporariamente, dessa forma, uma queda histórica dos títulos portistas.
Este provável acto de manipulação ou "terrorismo bolsista" só é possível dada a baixíssima liquidez das acções das SAD nacionais cotadas em bolsa (em 2010, a quantidade média de acções do FC Porto transaccionadas é inferior a mil por dia). Mas a brincadeira de Carnaval produziu efeito, dando origem a notícias de primeira página e a títulos como "Acções do Porto tombam 40%" (no "Diário Económico") ou "Benfica foi o único a subir na Bolsa, FC Porto afundou 39,52%" ("Jornal de Negócios").
Na sessão de ontem, a cotação foi rapidamente reposta para os padrões normais das últimas semanas, com 4240 títulos da SAD portista transaccionados em 12 negócios, com o preço unitário a situar-se entre os 1,15 e os 1,27 euros.
Abraço
JOSE LIMA
4 comentários:
A guerra está instalada há algum tempo...vamos ver se conseguimos dar luta nas várias frentes , fora das 4 linhas...
Caro PC,infelizmente sou obrigado a concordar consigo...
A Guerra está instalada e o nosso adversário serve-se de tudo e mais alguma coisa para a vencer.
Os Jornais são um dos seus maiores aliados,pois pelos vistos a ética é coisa que não existe no meio da "Jornalada" hoje em dia.
Por exemplo, o caso da Bolsa do Renteria foi desculpabilizado por tudo quanto é orgão da Comunicação Social, se o Preparador Físico fosse o do FC Porto o que não se teria dito, apontado, censurado e investigado...
A nelhor resposta que o nosso Porto pode dar é no campo e o nosso adversário não perde pela demora.
Cumprimentos e saudações Portistas!!!
Óh blue, quando é que contratas o Jose Lima para postar aqui no blogue ? Olha que era um reforço de peso !
Caro Bicho, as negociações estão no bom caminho.
Falta só o nosso Lima assinar o Contrato ;-)
Grande abraço e saudações Portistas!!!
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