Mostrar mensagens com a etiqueta Finanças. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Finanças. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Pensamento da Semana: “Nhagices”


A dívida do Benfica, segundo a UEFA, é 3,3 vezes superior às receitas geradas pelas águias, após um aumento anual de 3% nas dívidas do clube, e representa 130% do valor dos ativos das águias.

In Diário de Notícias

Ora tendo em consideração o excerto que lemos em cima e a capa do jornal abola de ontem, a pergunta que se impõe é porquê razão o SL Benfica não foi – ainda – alvo do devido processo por incumprimento do famoso Fair-play Financeiro da UEFA. 

É que dívidas no valor de 336 milhões não se amortizam em poucos meses/anos. Isto a não ser que no Departamento Financeiro do Benfica por lá existam muitos Nhagas.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Fundos da Treta

Há umas semanas o país acordou atarantado com o estouro do BES. Nada que já não se esperasse há algum tempo. Para os “especialistas” da matéria tem sido um maná. Não há cão nem gato que não ande por aí a debitar asneiradas, quer nos pasquins da especialidade, quer na caixinha que mudou o Mundo. Naturalmente não cabe aqui analisar a situação financeira do Banco. Mas podemos falar nalgumas variantes engraçadas.
O Diário de Notícias do último Domingo trazia um excelente trabalho sobre os Fundos de Investimento onde os clubes de futebol se têm ultimamente, dependurado. Apenas não fez a necessária separação das águas, a distinção entre os Fundos digamos, normais, e aquele que foi “inventado” pela “instituição” de uma freguesia da capital do reino, o Benfica Stars Fund.

A “novidade” é que desse Fundo faz parte um dos fundadores/investidores. Quer dizer: Tira de um bolso e mete no outro. Assim por alto, para não maçar os leitores, o Fundo foi constituído com um capital inicial de 40M€ dos quais a SAD do clube em questão, detém 15% (6M€).
Como se trata de um fundo fechado, quer dizer, apenas aberto “a convidados” não sabemos exactamente quem são. Falou-se na altura da constituição que os investidores dos restantes 85% poderiam ser o Banco BES, Joe Berardo, Jorge Mendes, e claro, a Isabelinha dos Santos que ultimamente investe em tudo que mexe. Nas operadoras televisivas, na multimédia, na área das comunicações, e organismos correlativos. Tratando-se de “emprestar” dinheiro ao clube que faz chegar às palhoças lá da terra os hossanas cantados pela imensa legião dos pasquineiros do futebol da treta, todos encarnados já se vê, não poderia ficar de fora.

Ora ”partanto” quando disse acima “emprestar” estou a falar do “forno íntimo” do penhorista. Este Fundo nasceu para isso mesmo. É igualzinho a uma Casa de Penhores. Uma SAD coloca lá uns jogadores presumivelmente valiosos comprados a pataco, e oferece, digamos 20 ou 25% à cabeça para a SAD ir estourar em mais umas paletes a chegar ao Cais do Sodré.

Se por acaso algum dos penhorados se distinguir dos seus pares e alguém o quiser adquirir o dito Fundo informa o titular dos direitos económicos, neste caso a “instituição”, que arranjou um otário que quer comprar o atleta. Mais tarde, um dia quando o Fundo estoirar, a maçaroca que eventualmente sobrar é rateada pelos investidores na razão direta da sua participação.
É desta situação que está próximo o acima referido Benfica Stars Fund. Vamos ver sem grandes explicações técnicas como aquilo funciona. O Fundo é administrado pela ESAF, uma sociedade do BES que seleciona, adquire e aliena os ativos do mesmo, através dum Comité de Investimentos composto por elementos da Entidade Gestora, e “elementos ligados ao futebol que não sejam Agentes de jogadores, e não tenham qualquer vínculo laboral à Sad do SLB”. Ao contrário do que diz o aldrabão do Dia Seguinte é ao Fundo que compete decidir se vende um jogador ali colocado e por quanto.

Para isso baseia-se numa política de investimento cujos fatores são, por exemplo, a expetativa da valorização futura do atleta; o sucesso nas camadas jovens; a probabilidade de integrar ou não a equipa principal da Benfica Sad; a internacionalização e historial do atleta; a posição do atleta em campo e a quantidade de atletas atuantes na mesma posição; o passado disciplinar do atleta; etc.

Os Custos do Fundo são: comissões de gestão, depósito e supervisão; seguros de acidentes pessoais dos atletas; exames médicos; comissões a pagar ao Agente FIFA responsável por uma eventual transação; contribuições para o fundo de solidariedade da FIFA; e finalmente, os Encargos Fiscais.
Por fim, e este é o assunto do momento, o que vai ser dos jogadores não transacionados quando o Fundo encerrar, o que sabemos irá acontecer dentro dos próximos 2 meses? Segundo o Capítulo VI Artigo 28º (Liquidação do Fundo) este poderá dissolver-se por: a) decurso do prazo previsto (5 anos após o seu inicio); b) por decisão da Entidade Gestora; c) caducidade da autorização; d) revogação pela CMVM; e) impossibilidade da Entidade Gestora continuar a exercer a sua função.

O que acontece aos Direitos Económicos dos atletas ainda integrantes do património? Competirá à Entidade Gestora encontrar compradores interessados, assistindo sempre à Benfica, Sad a possibilidade de cobrir qualquer oferta, adquirindo-os pelo valor refletido na carteira do Fundo. Por outras palavras: Se o Benfica quiser pode levantar os jogadores pelo valor que a Entidade Gestora os tenha avaliado.

Fácil não é? Bastava mesmo terem lido o Regulamento numa Internet perto de si.
NOTA - Já depois de ter escrito esta crónica tomei conhecimento que o Espírito Santo Liquidez, o maior fundo de investimento do país tem cerca de 67 milhões dos mais de mil milhões de euros que gere aplicados em obrigações da Benfica SAD. Estas obrigações atingem maturidade em outubro e dezembro, não sendo claro se o Fundo aceitará mais um “empurrão” para a frente deste Passivo como habitualmente a “instituição” faz, ou seja contrair um novo empréstimo obrigacionista para liquidar o atual.
 
Até à próxima

domingo, 20 de maio de 2012

Regresso á velha formula

Confesso que no início da Temporada estava um pouco apreensivo com o rumo que os Dragões estavam a tomar. Treinador arranjado em cima do joelho, Jogadores contrariados e com afirmações públicas de que queriam sair do Clube e as estranhas e nada claras vendas de Falcao e Micael fizeram com que me viesse á memória a malfadada Época 2004/2005.

Contudo chegado ao final eis que tudo parece estar aos poucos a regressar á velha normalidade. O Futebol Clube do Porto renovou o Título de Campeão Nacional (foi ás três pancadas é verdade, mas o que interessa é que mais uma vez o Bicampeonato é Azul e Branco), a SAD levou a cabo importantes alterações a meio da Temporada que fizeram com que a opção Vítor Pereira fosse solidificada e valorizada e agora temos que o Clube começou a vender o excedente que têm no Plantel.

E destas vendas a que para já tem nota de destaque é a cedência do Passe de Guarín ao Inter por 11 Milhões de euros. 

Fabuloso! Simplesmente genial este trabalho de Pinto da Costa e seus pares no caso do Colombiano Guarín. Conseguir vender o passe de um “trambolho” como o Guarín ao Inter de Milão pela módica quantia de 11 Milhões de euros não é mérito mas sim mestria na arte de bem negociar. Só mesmo o Presidente Azul e Branco para fazer uma tão elevada margem de lucro com um Jogador que por norma só começa a jogar alguma coisa nas segundas metades das épocas. 

Para além do bom encaixe financeiro que os Dragões fizeram e que lhes vai permitir desafogar um pouco as finanças, eis que matam dois coelhos de uma "cajada" só, pois mostram aos que ainda estão na Equipa que se não querem cá ficar que a porta está aberta e ao mesmo tempo conseguem retirar da sua vasta folha salarial um Jogador de mediana qualidade que quando não jogava com regularidade tinha uma forte tendência para a indisciplina.

Resta agora saber quem vão ser os Senhores que se seguem na lista de vendas. È importante que o FC Porto tenha consciência de que este Título de Campeão Nacional caiu-lhes aos pés por manifesta aselhice do SL Benfica e que nas Competições Europeias é fulcral fazer muito mais e melhor. E nem meto aqui a Taça de Portugal onde os Portistas já têm muita Tradição.

Daí que seja fundamental ceder os passes de Jogadores como o Alvaro Pereira e Rolando e de valorizar ao máximo Maicon e Sapunaru por exemplo. Um Futebol Clube do Porto á sua imagem exige que os seus Dirigentes percam de vez a mania de fazer uma Equipa de Galácticos. O Real Madrid CF uma vez foi por este caminho e depois foi o que se viu.

È chegada a hora de o Clube contar somente com aqueles que pro cá querem ficar. Agora os que apenas querem dar o salto para outro qualquer Clube Europeu que aproveitem para fazer as malas assim que arranjarem alguém que pague o devido valor dos seus passes. Espero é que tanto o James e o Danilo tenham percebido bem esta mensagem. Quem cá está tem de dar o máximo pelo Clube e não andar a dar uma de Vedeta em tudo quanto é Órgão de Comunicação Social. Não querem cá estar, então ponham-se a andar.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

As Contas do Real Madrid

Com a época de balanços e prestações de contas a encerrar, cabe hoje nesta crónica uma breve análise à situação financeira dum dos maiores clubes do Mundo que nunca aderiu à moda das Sad’s e, talvez por isso, apresente resultados interessantes.

O Real Madrid encerrou a época 2010-2011 com Proveitos de 480M€, apresentando um aumento de 8,6% em relação ao ano anterior e o valor mais alto de qualquer instituição desportiva do mundo. Além disso, o património aumentou 14,3%, atingindo 251M€ e a dívida líquida foi reduzida em 30,6% situando-se nos 169M€, ou seja, 74,9 milhões a menos do que no termo do ano passado.

Também o lucro operacional depois das amortizações aumentou 5,9%, chegando a 46.5M€, o lucro antes de impostos ascendeu a 46.8M€, 51,2% mais que no ano anterior, e o lucro líquido foi de 31.6M€, mais 31,7%, com os Activos líquidos a aumentar 14,3%, atingindo 251.1M€.

O resultado operacional (EBITDA), antes da transferência de jogadores aumentou 32,4% atingindo147.7M€, e depois das transferências aumentou 3,7% para 151.1M€.

O Activo líquido aumentou 14,3%, atingindo 251.1M€. O rácio da dívida líquida vs lucro operacional passou de 1,7 vezes para 1,1 vezes e, em relação ao património, de 1,1 vezes para 0,7 vezes, o que representa “uma elevada qualidade de crédito".

A evolução dos últimos 10 anos apresenta um crescimento médio anual de 14% tendo aumentado 118M€ desde 1999-2000 para os actuais 480M€.

As receitas assentam quase exclusivamente em três linhas de negócio: Receitas do Clube (31%); Direitos Televisivos (32%); Merchandising (31%); Jogos amigáveis e internacionais (6%), e não incluem transferências de jogadores.

Os sócios do Clube aprovaram também o Orçamento da próxima temporada no valor de 500M€, estando prevista a remodelação do estádio Santiago Bernabéu através duma envolvente arquitectónica de desenho vanguardista em que todos os lugares passarão a estar cobertos tendo, no exterior, uma envolvente de zonas verdes, com estacionamento subterrâneo para 3.000 lugares.

Numa altura em que cerca de 20 clubes profissionais espanhóis estão em dificuldades financeiras, e quando já foi aprovada a “Nova Ley Concursal” (semelhante à nossa Lei das Insolvências) que estabelece para várias Sociedades Desportivas a possibilidade de “negociar” com os credores um plano de regularização das dívidas mas que, mesmo assim, pode levar à descida compulsiva de Divisão, é de enaltecer o equilíbrio desportivo e financeiro do Real de Madrid.

Até para a semana.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Braz da Silva e o "fim" da SAD

Braz da Silva, um dos candidatos às eleições para o Sporting Clube de Portugal, numa das suas intervenções de apresentação, disse a determinada altura que “o modelo da Sad se revela esgotado” pelo que, admitiria a curto prazo, extingui-la. O candidato propunha, numa primeira fase, realizar uma emissão de 50M€ de Unidades de Participação destinada a sócios (com um mínimo de 1 milhão de euros por sócio) e, numa fase posterior mais outros 50M€, desta vez destinada a investidores com participações mínimas de 100.000 euros. Enquanto o valor das acções da Sociedade está sujeito à evolução do mercado, nos Fundos de Investimento anunciados era prometida uma taxa fixa de rendimento, no caso 8%, bruto.

Vamos lá ver então, o que é esta história das SAD e, como funcionam.

A Lei de Bases do Sistema Desportivo - Lei n.º 1/90, de 13 de Janeiro, na redacção que lhe foi dada pela Lei n.º 19/96, de 25 de Junho veio estabelecer que os clubes desportivos profissionais poderiam optar por assumir o estatuto de sociedade desportiva ou por manter o seu actual estatuto de pessoa colectiva sem fins lucrativos, ficando, neste último caso, sujeitos a um regime especial de gestão.

As sociedades desportivas são um tipo de sociedades, regido subsidiariamente pelas regras gerais aplicáveis às sociedades anónimas, mas com algumas especificidades decorrentes das especiais exigências da actividade desportiva que constitui o seu principal objecto, de entre as quais, são de realçar as referentes ao capital social mínimo e à sua forma de realização; ao sistema especial de fidelização da sociedade ao clube desportivo fundador, através, designadamente, da atribuição de direitos especiais às acções tituladas pelo clube fundador, a possibilidade de as Regiões Autónomas, os municípios e as associações de municípios poderem subscrever até 50% do capital das sociedades sediadas na sua área de jurisdição; e o estabelecimento de regras especiais para a transmissão do património do clube fundador para a sociedade desportiva.

A sociedade desportiva pode resultar, conforme reza o Artigo 3º a) Da transformação de um clube desportivo que participe, ou pretenda participar, em competições desportivas profissionais; b) Da personalização jurídica das equipas que participem, ou pretendam participar, em competições desportivas profissionais; c) Da criação de raiz, que não resulte da transformação de clube desportivo ou da personalização jurídica de equipas.

O Artigo 4.º diz: O clube desportivo que tiver optado por constituir uma sociedade desportiva ou por personalizar a sua equipa profissional não pode voltar a participar nas competições desportivas de carácter profissional a não ser sob este novo estatuto jurídico.

Interessante é também, por exemplo, o Artigo 39º respeitante ao Regime de Responsabilidade:

1 - Para efeitos do presente diploma, são considerados responsáveis pela gestão efectuada, relativamente às secções profissionais dos clubes desportivos referidos no artigo 37.º, o presidente da direcção, o presidente do conselho fiscal ou o fiscal único, o director responsável pela área financeira e os directores encarregados da gestão daquelas secções profissionais.

2 - Sem prejuízo de outras sanções aplicáveis, nos casos referidos nos artigos 24.º do Decreto-Lei n.º 20-A/90, de 15 de Janeiro, com a redacção dada pelo Decreto-Lei n.º 394/93, de 24 de Novembro, e 27.º-B, também, do Decreto-Lei n.º 20-A/90, de 15 de Janeiro, aditado pelo artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 140/95, de 14 de Junho, os membros da direcção dos clubes desportivos mencionados no número anterior são responsáveis, pessoal, ilimitada e solidariamente, pelo pagamento ao credor tributário ou às instituições de segurança social das quantias que, no respectivo período de gestão, deixaram de entregar para pagamento de impostos ou da segurança social.

3 - Aos membros da direcção referidos no número anterior são aplicáveis os artigos 396.º a 398.º, bem como o artigo 519.º, do Código das Sociedades Comerciais, com as necessárias adaptações.


As dificuldades técnicas para a extinção da SAD, o risco do falhanço na constituição do novo elenco, o mau estado das contas e, pior de todas, a resistência dos habituais “clientes” do conhecido eixo Lisboa-Cascais, foram certamente as razões que levaram o candidato a candidato, Braz da Silva à desistência. De notar que os últimos Presidentes têm em comum o falhanço total nas suas políticas, quer desportivas, quer económicas; são todos da mesma “família” de pensamento Zpórtenguista; substituem-se ou demitem-se uns aos outros; saltam de Direcção em Direcção; e curiosamente, ainda voltam a ser cooptados para iniciarem “mais uma viagem, mais uma corrida” na feira de vaidades característica destes homens de blazer azul-marinho e botões dourados que em vinte anos levaram o Clube à falência.

Como até aqui a política de controlo da SAD por parte da Banca tem sido inevitável, certamente o futuro presidente irá recorrer a mais um Fundo de Jogadores e/ou Empréstimo Obrigacionista, a receita utilizada pelo vizinho do outro lado da Circular, e que fatalmente os levará a uma espiral de endividamento que com as actuais restrições dos mercados, a subida das taxas de juro e o provável desinteresse dos clubes Europeus pelos jogadores formados na Academia, poderá levar a situações muito complicadas de Tesouraria a curto ou médio prazo.

Até para a semana

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Crónica de um Desastre anunciado

A eliminação do Sporting, da Taça desta temporada, não foi mais do que o corolário natural das péssimas prestações que o clube vem apresentando nas últimas duas épocas. Com apenas um campeonato conquistado este século (2001/2002), o clube parece atravessar um período de “belenização” com as contas a negativo. No final de Junho a Sporting SAD tinha um passivo total de 173 milhões de euros, um crescimento de 21,4% (30,5 milhões) face ao mesmo mês do ano anterior. No Relatório e Contas é possível ver que o Sporting pagou de juros no ano passado, mais de 2 milhões de euros. A SAD parece seguir o mesmo padre-nosso do vizinho do outro lado da circular, conforme se pode verificar através deste excerto do Relatório: “No âmbito do contrato de abertura de crédito em conta-corrente com o BES e Millenium BCP foram prestadas garantias de créditos de bilheteira, créditos de garantia e créditos de passe”, refere o documento que sobre este último ponto acrescenta: “estão incluídos os direitos desportivos detidos ou a deter pela Sporting SAD relativos aos jogadores de futebol que tenham com ela celebrado um contrato de trabalho”

Já no 2º semestre desta época a Sad anunciou em comunicado à CMVM a redução 50% do seu Capital Social, ou seja, o capital com que a sociedade foi constituida passou a valer apenas metade. O Capital Social é uma massa patrimonial que integra o capital próprio e a sua importância tem a ver com a autonomia financeira duma empresa. Consequência imediata desta redução de capital é a maior dificuldade na negociação de créditos ou realização de operações de Tesouraria a longo prazo. Com Proveitos Operacionais, excluindo transacções com jogadores, de pouco mais de 34M€, e Custos Operacionais de 41M€ torna-se evidente que a sociedade já depois de se desfazer dos activos que ainda possuía, caminha para a uma situação previsível de falência.
 
Numa sociedade comercial ou industrial, normalmente, os ACTIVOS são compostos por valores facilmente transaccionáveis, ao contrário dos clubes ou SAD’s onde a maior fatia está nos ACTIVOS INTANGÍVEIS, tais como o estádio, terrenos e, uma coisa que ninguém sabe muito bem como se pode mensurar, o valor da “marca”, esses bens são dificilmente vendáveis. Naturalmente que o valor da marca Real de Madrid é maior do que a do Carcavelinhos, assim como, os direitos televisivos da Premier League serão substancialmente mais elevados do que neste pobre país de opereta. A Liga Sagres só pode ser comparada às ligas da Áustria, Bélgica, Dinamarca, Escócia, Grécia, Holanda, Noruega, Polónia, Roménia, Rússia, Suécia, Suíça, Turquia e Ucrânia (ordem alfabética) e, não me consta que os clubes participantes nos campeonatos destes países arrecadem grandes receitas com as TV’s. O resto é para enganar os sócios.

Se no capítulo desportivo a situação é muito má, no aspecto financeiro é, então, um verdadeiro desastre. O “Projecto Roquette”, do inicio do Século, contemplando actividades não propriamente indicadas para um clube desportivo, tal como o Alvaláxia XXI e, sucessivas gerações de dirigentes impreparados sem o mínimo entendimento do que é a gestão duma Sociedade Desportiva, levaram a secular colectividade a uma situação quase sem retorno.

É conhecido que os Proveitos das Sad’s se resumem aos Lugares Anuais e Bilheteira, Transmissões Televisivas, Patrocínio e Marketing, Competições da UEFA, e Vendas de Passes quando o rei faz anos. Naturalmente que apresentando depois, compras feitas sem nenhum critério de qualidade, os valores dos salários disparam aumentando o Passivo Total (valor do Passivo Corrente + o Passivo do Financiamento + os Proveitos Antecipados) ano após ano, tornam os rácios de solvabilidade (independência da empresa face aos credores, representada pela fórmula: Capital Próprio sobre Passivo Total X 100) um autêntico desastre. Interessante é sublinhar que a SAD, por força da presença dum bancário na administração, devia acautelar melhor os interesses da sociedade e arrepiar caminho enquanto é tempo.

Já hoje (estou a escrever às 21 horas do 13 de Dezembro) leio no Record que a Sporting SGPS que é uma Sociedade do Sporting/SAD, comprou 5 milhões de acções, pasme-se, à Sporting SAD, que é detida maioritariamente pelo Sporting/Clube! Fez bem a José Eduardo Bettencourt, ser amigo de Luís Filipe Vieira e, provavelmente do Sportinguista Dominguinhos de Oliveira, empregado do dito cujo dono, do Circo da Luz. É mais uma operação designada como “fazer negócio consigo próprio”, logo proibida pelo Código das Sociedades Comerciais ou, como eu costumo dizer, “tirar dum bolso e meter no outro”.

A CMVM, como habitualmente, está a marimbar-se para esta operação que visa enganar os pacóvios que ainda acreditam naquilo. Sugere-se que as duas Sociedades da 2ª Circular, amigas do seu amigo, unam as suas Companhias Circenses e dêem em conjunto, um grande espectáculo de Natal com receitas, naturalmente a reverter, para o pagamento das cláusulas de rescisão dos seus treinadores.

Até para a semana

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Pobretes mas Alegretes

José Eduardo Bettencourt quer que todos os funcionários do clube passem a ser "dignos, elegantes e discretos" no vestuário que adoptam, quando em representação do Sporting. A recomendação foi feita aos funcionários através de uma norma interna, com a justificação de que o clube tem de se apresentar de acordo com a sua história centenária. Na comunicação é desaconselhada a utilização de gangas, chinelos, calções e ténis, bem como a exposição de piercings ou tatuagens a todos os que tenham contacto com o público.

Não sei se é permitido aos funcionários fazer qualquer comentário ao Passivo da Sad, aos honorários do presidente, ou aos Activos que desapareceram como que por encanto.

Outro compincha nestas andanças é o Presidente da Boavista Sad, Álvaro Braga Júnior que, embora com percurso diferente, se viu a contas com mais um pedido de insolvência, desta vez requerido pela Somague, empresa que construiu o Estádio do Bessa XXI.

Sem entrar demasiado nos aborrecidos termos técnicos, artigos e alíneas, vamos lá ver o que é esta história das insolvências, como começa e, sobretudo, como poderá acabar. Diz-se que uma empresa está insolvente “quando se encontre impossibilitada de cumprir as suas obrigações vencidas". A insolvência iminente, conceito subjectivo e concretizável apenas pelo devedor quando este se apresenta à insolvência, consiste numa situação de potencial incapacidade de gerar liquidez (cash flow) para cobrir o passivo.

Em caso de insolvência aquela declaração deve ser requerida pelo devedor nos 60 dias seguintes ao do reconhecimento deste de que se encontra em situação de insolvência. É a figura chamada de apresentação à insolvência.

O conhecimento da situação de insolvência, sendo o devedor titular de uma empresa, presume-se decorrido três meses sobre o incumprimento generalizado das obrigações tributárias, de segurança social, laborais ou emergentes de contratos de locação e, no caso dos responsáveis (Gerência, Administração) não a requererem poderão ver a insolvência ser declarada culposa.

Então é a um ou vários credores, juntando para o efeito documentação e argumentos comprovativos de eventuais negociações que tenham decorrido com ausência de respostas concretas por parte do devedor, a quem compete solicitar ao Tribunal a declaração de insolvência. No julgamento destes processos, vigora o princípio do inquisitório competindo ao Juiz “ordenar as diligências que entenda por convenientes para o apuramento total da verdade” podendo ser, dado o carácter de urgência, dispensada a audição do devedor que, poderá contudo, “deduzir embargos ou recorrer”.

O antigo candidato à presidência do Sporting Sérgio Abrantes Mendes considerou hoje que o seu clube corre o risco da "belenização" e entende que só um magnata poderá salvar os "leões, que “apresentam um passivo de 400 milhões de euros”.

Voltando à parte técnica e, no que se refere ao Boavista, poderemos deduzir que a sequência do processo será, por parte do Tribunal, declarar a insolvência, nomear um Administrador gestor liquidatário, notificar os 5 maiores credores para, na ausência de massa insolvente suficiente, se constituírem em Assembleia de Credores, e mais tarde, atribuir prioridades no ressarcimento dos créditos que tenham sido comprovados. Singularidade interessante nestes casos é a hipótese do devedor se poder constituir Administrador da massa insolvente, sendo necessários alguns requisitos, o primeiro do qual é que o tenha requerido, que apresente um programa de insolvência que preveja a continuidade da empresa pelo próprio devedor e, finalmente, que o requerente não se oponha.

A Falência Técnica acontece sempre que o Passivo é maior do que o ACTIVO, ou seja, como num caso nosso bem conhecido, a Empresa esteja em situação líquida de Capitais Próprios negativos. Contudo o estar em falência técnica não implica que a empresa seja declarada insolvente, embora, o torne provável.

Até para a semana

quarta-feira, 31 de março de 2010

Ratings e Project Finances

A Agência de crédito Riskdisk suspendeu ratings (classificações) de risco de crédito de 14 dos 20 clubes da Premier League, incluindo o Liverpool e o perseguidor do título, Chelsea, segundo uma reportagem do jornal londrino Times.

As agências que negoceiam com estes clubes, são aconselhadas a suspender as condições de crédito mas, esta classificação, só leva em linha de conta os resultados financeiros dos clubes cotados e as suas empresas, não as holdings. Embora não analisem a possibilidade dum investidor lá colocar mais dinheiro, não deixam de fora esta hipótese.

Em Janeiro, outra empresa de crédito a Experian, colocou na lista negra 8 clubes com 5 em “estado crítico” e sugeriu que Manchester United, Arsenal e Blackburn Rovers representam um “risco moderado” para potenciais financiadores. A notícia surge na semana em que os clubes envolvidos nas provas da Uefa revelam que as suas políticas visam limitar as dívidas a longo prazo e protegerem-se da influência de investidores novos-ricos. Como já foi referido, a UEFA reserva-se o direito de excluir das competições europeias, clubes, que não tenham a sua situação financeira sob controlo. De acordo com as suas observações, 15 clubes da Premier League, estão a operar com prejuízo.

Os inspectores da UEFA vão começar a investigar clubes cujos Salários excedam 70% dos Proveitos ou quando a dívida é superior à facturação anual de forma a verificarem a sustentabilidade da gestão. Aos clubes não será permitido um excesso de endividamento, a menos que, seja para efectuar projectos de infra-estruturas ou aplicações na formação jovem.

Vem tudo isto a propósito dum recente comunicado da Sporting SAD, adiando a conclusão das negociações de mais um Project Finance para o próximo mês de Setembro. Como é conhecido, esta operação hoje em dia muito em voga em certas Sociedades Desportivas estabelece não só, uma relação de cumplicidade com a entidade financiadora, mas também, no acompanhamento do projecto durante a modelização e estruturação do financiamento bem como durante todo o seu ciclo de vida, constituindo-se como o interlocutor privilegiado entre a empresa e o Grupo de Financiadores”.

Nos últimos anos, a Sporting SAD teve vários sobressaltos na sua estrutura financeira que nunca conseguiu ultrapassar pese embora, o voluntarismo dos seus dirigentes, a máxima contenção de custos sobretudo na política de aquisições, bem como uma “atenção” permanente da entidade financiadora. Os últimos indicadores conhecidos não são muito optimistas. Os Resultados de Exploração Corrente estão equilibrados (Proveitos 19.6M€ e Custos 20.1M€) mas, o Resultado Liquido do Exercício, cifrou-se nos 7.8M€ negativos. O Activo Total é de 119M€, o Passivo corrente é reduzido (32.4M€) mas já o não corrente atinge números mais elevados (110.5M€). Situação mais preocupante é o valor do Capital Próprio (-23.811M€).

Resumindo: Se, por um lado, o adiamento do Project Finance pode denunciar preocupações na concretização das inevitáveis garantias que a Sociedade obrigatoriamente tem que oferecer ao Banco, por outro, podemos admitir que algum desafogo financeiro devido aos compromissos relativamente baixos a curto-prazo cria, por mais alguns meses, uma expectativa para a reformulação do plantel da nova época. Como não se vê onde o clube vá conseguir angariar mais receitas, só uma boa prestação desportiva e o consequente aumento da bilheteira parecem poder alterar a situação. No fundo, tudo se resume aquela frase do António Oliveira: “isto o que interessa é a bolinha entrar ou não, o resto é paisagem”.

Até para a semana

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O € Azul e Branco: Terrorismo Bolsista no FCP por José Lima

Esta semana que passou descobri mais dois pasquins que também ajudam “a pegar no andor”. Nada mais, nada menos do que o Diário Económico: “Acções do Porto tombam 40%” e o Jornal de Negócios: “Benfica foi o único a subir na Bolsa, FCPorto afundou 39,52%”.

Isto, quanto a mim, em paralelo com mais uma investida do popular benfas na banca (vai meter mais um “mico” de 40 milhões) quer dizer mais ou menos que:

Ponto nº 1 (como diz o Portas) – “O benfas é que é bom, podem comprar obrigações à vontade” e

Ponto nº 2 – As acções do pobre clube “lá de cima, da província” já vende as acções a 75 cêntimos.

Paulo Anunciação, colunista de artigos sobre a Bolsa no jornal O JOGO desmistifica (ver texto mais abaixo) o que titula de “TERRORISMO BOLSISTA”. Mas antes de submeter o excelente artigo à apreciação dos meus amigos Portistas, vamos lá ver o que é essa “história” da capitalização bolsista.

Tão simplesmente, as acções são partes do capital social duma empresa que, presumivelmente, no caso de haver lucros nessa sociedade servem para distribuir os dividendos na proporção directa das acções detidas por cada accionista. Depois há uma data de tipos de acções que, para o caso em apreço, não interessa aqui analisar.

Mas as acções de que estamos a falar agora, não são de sociedades, ditas “normais”. Como devem estar recordados, aquando da formação das Sociedades Anónimas Desportivas, ficou deste logo entendido que, tirando alguns accionistas de referência como é o caso do próprio clube que constitui a SAD e alguns investidores institucionais (Bancos, empresários etc.), naturalmente visando o lucro e/ou o futuro controlo da mesma, os restantes “accionistas” foram os sócios, adeptos ou simpatizantes da colectividade. A maioria do capital está assim “distribuída” por milhares de pessoas.

Naturalmente que, como as Sociedades Anónimas Desportivas não dão lucro, as acções não se transaccionam e o seu valor cai. No caso do nosso clube, para uma emissão inicial de 75M€, o valor actual da nossa capitalização bolsista, está em 18,75 M€. Nada de grave se considerarmos, por exemplo, que em dois dos maiores clubes de Itália, o AS Roma e a SS Lázio, as suas acções valem, respectivamente 0,81€ e 0,36 €. Vamos então deliciar-nos com o artigo de Paulo Anunciação publicado no jornal O JOGO de 6/FEV/2010.

Acto de "Terrorismo bolsista" empurrou SAD do FC Porto para novo mínimo histórico

PAULO ANUNCIAÇÃO

Após cinco semanas de quedas consecutivas, a cotação das acções da FC Porto - Futebol, SAD inverteu finalmente a tendência negativa e encerrou nos 1,25 euros (+1,63% relativamente à sexta-feira anterior).

A semana ficou marcada, no entanto, pelo registo de novo mínimo histórico - 0,75 euros - em dois negócios que tiveram lugar no final da sessão de quinta-feira da Euronext Lisboa. Esta cotação de 75 cêntimos é 36,4% inferior ao anterior recorde mínimo, de 1,18 euros (27 de Outubro de 2008), e atribuiu um valor de mercado de apenas 11 milhões de euros à sociedade no fecho daquela sessão. Na quinta-feira realizaram-se três negócios envolvendo um total de 120 acções da SAD portista: um bloco de 70 acções no início da sessão (preço unitário: 1,24 euros), outro bloco de 49 títulos às 16h35 (preço: €0,75) e um último negócio, igualmente às 16h35, envolvendo apenas uma acção (preço: €0,75).

Ao contrário do que sucedia há alguns anos, a Euronext Lisboa - tal como a generalidade das bolsas internacionais - deixou de definir um lote mínimo (geralmente cem acções) a partir do qual se podem negociar títulos. Hoje em dia é perfeitamente possível comprar ou vender apenas uma acção. Este tipo de ordens com quantidades muito reduzidas, no entanto, não é aconselhável, dado que o peso dos custos (taxa de Bolsa, comissão de intermediação) sobre o montante da transacção seria, neste caso, muito elevado.

A negociação de uma única acção da FC Porto - Futebol, SAD com aquele preço anormalmente baixo (75 cêntimos) não faz, portanto, qualquer sentido. O "timing" escolhido, quando a sessão bolsista estava à beira do encerramento, poderá levar a pensar que este negócio absurdo e irracional tinha como objectivo garantir uma cotação de fecho muito baixa e provocar temporariamente, dessa forma, uma queda histórica dos títulos portistas.

Este provável acto de manipulação ou "terrorismo bolsista" só é possível dada a baixíssima liquidez das acções das SAD nacionais cotadas em bolsa (em 2010, a quantidade média de acções do FC Porto transaccionadas é inferior a mil por dia). Mas a brincadeira de Carnaval produziu efeito, dando origem a notícias de primeira página e a títulos como "Acções do Porto tombam 40%" (no "Diário Económico") ou "Benfica foi o único a subir na Bolsa, FC Porto afundou 39,52%" ("Jornal de Negócios").

Na sessão de ontem, a cotação foi rapidamente reposta para os padrões normais das últimas semanas, com 4240 títulos da SAD portista transaccionados em 12 negócios, com o preço unitário a situar-se entre os 1,15 e os 1,27 euros.

Abraço

JOSE LIMA

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Não há Petróleo no Porto

Muito se tem lido com carácter depreciativo, claro, pela banda dos nossos adversários Benfiquistas que, sordidamente criticam, a expressão de Pinto da Costa quando afirmou: “Não há petróleo no Porto!“.

Critica-se por aí, que afinal, o FCP comprou 60% do passe de Ruben Micael por 3 milhões de euros. Glosam com a expressão caricata numa tentativa de achincalhar Pinto da Costa, como sendo um maldizente, pois não haveria compras de Inverno, porque o FCPorto não tem petróleo e passado uns dias, tinha o Ruben a assinar pelo FC Porto (sim por esse clube que lhe poderá dar títulos)!

Pinto da Costa tem toda a razão. Não há realmente Petróleo no Dragão. Apesar das contas do FC Porto serem positivas, diga-se, melhor, ser o único Clube Português que apresentou resultados positivos (23, 5 M), a aquisição no defeso de Inverno tem sido muitíssimo selectiva. Até ao momento, gastou-se 3 M. Pode ser até que apareça, sabe-se lá, mais um jogador, tanto mais, quanto a Comissão de Disciplina do Benfi… perdão da Liga, continuar com uma despudorada e inacreditável suspensão, desde o dia 20 de Dezembro de 2009 a dois jogadores do plantel principal do FCP e que dizem por aí que o processo estará resolvido até fins de Fevereiro!

Como todos podem confirmar, as coisas estão a ser muito bem feitas por outro lado! Portanto o FC Porto, até agora gastou unicamente 3M, que foram cobertos com o Argentino Mário Bollati a caminho da Fiorentina, transferência esta onde o FCP arrecadará 3,4 Milhões! Assim, rapidamente fazendo umas contas à merceeiro , verifica-se que o FCP ainda arrecada 400 mil euros e trás o Ruben Micael para o FCP, sem tocar nos seus parcos fundos para aquisição de jogadores!

Quando leio desaforos encarnados, comentando,….. Ah ah, afinal não há petróleo no Dragão mas eles compraram um jogador por 3 milhões!!! Naturalmente que estes adeptos Benfiquistas nem sequer se dão ao trabalho de compararem as contas do S.L. Benfica com as do F.C. Porto. Aliás diga-se sem comparação possível felizmente. Pois bem, quando um Clube tem um passivo de aproximadamente 500 milhões de euros (caso do Benfica) e mal chegado o defeso de Inverno, disponibiliza -se a gastar:

- Airton: 5 M
- Eder Luís: 4 M
- Kardec: 2,6 M

TOTAl: 11.6 Milhões de Euros

É obra! Não me levem a mal perguntar, com um passivo monstruoso destes, gastarem 11,6 milhões em reforços … Realmente, só tendo um poço de petróleo no Estádio da Luz a extrair de noite e dia!!! Isto sem comentar a evidente despesa que obrigatoriamente terão com alguns jogadores “encalhados” e sem resolução à vista, vide como exemplo, Keirrison. Shaffer, Balboa, Jorge Ribeiro, etc, etc!

Resumindo Pinto da Costa tem toda a razão ao afirmar que não tem nenhum poço de petróleo no DRAGÃO! Se o tivesse, poderia dar-se ao luxo de ter tantos jogadores que até terão de sair uns, para poderem inscrever-se outros! Isto sim é fartura! Segundo me disseram, já se iniciaram até obras no “Campus de Treinos do Seixal“ para ampliação do balneário, pois os jogadores são tantos, que tem de aguardar que uns tomem banho para outros a seguir ocuparem a cabine de duche!

Fico desalentado com esta fartura do nosso adversário e o FC Porto a necessitar com urgência de mais um ou até dois jogadores e nada! Nada porque, realmente não temos petróleo no Dragão! A factura desta fartura terá que ser paga não duvidem, só espero que não seja com os meus impostos, isso não! Quem não tem dinheiro não tem vícios, é o que sempre ouvi dizer, por isso fico curioso como irá a Instituição S L Benfica cumprir os seus compromissos económicos Estaremos perante mais uma burla? Talvez!

Mas não posso terminar esta crónica, sem deixar o meu repúdio pelo comportamento criminoso de vândalos lisbonários ao atacarem à pedrada o Autocarro do FC Porto e a viatura de Pinto da Costa.

Julgo que o desleixo das autoridades sobre esta matéria é gritante. Cá no Norte, mais propriamente em Guimarães, são conhecidos os adeptos deste clube pela sua agressividade e violência, pelo que a PSP e GNR montam vigilância nas passagens superiores da auto-estrada A7 para salvaguardarem e evitarem estes atentados criminosos! Estranho realmente, que o Comando Geral da PSP de Lisboa, não tenha ninguém que anteveja o que poderá acontecer e por precaução, evitar este vandalismo. Se tal se tivesse passado no Porto, com o autocarro do S. L. Benfica, era noticia de abertura de Telejornal, como foi na Capital do Império, aconteceu, paciência!

Este que vos estima

domingo, 2 de março de 2008

Afinal dá lucro...

A SAD do FC Porto comunicou ontem as parcelas do exercício do primeiro semestre de 2007/08, sobressaindo, entre outras, a do resultado líquido positivo de 7,3 milhões de euros, um número que contrasta com o prejuízo de 8,3 milhões registado em igual período do exercício anterior.

Os resultados operacionais ascendem a 8,8 milhões de euros, o que, comparando com o período homólogo de 2006/07, traduz também uma evolução favorável: tinham sido negativos em 6,2 milhões de euros. Além destes números, contribuindo para eles, a FC Porto, SAD explicou que conseguiu emagrecer o impacto das despesas com o pessoal, que representam agora 37% dos proveitos apurados.

Antes, só esses custos com o pessoal engoliam 56% das receitas. Na Assembleia Geral (AG) foram aprovados, por unanimidade, os órgãos sociais até 2011. Pinto da Costa foi reconduzido na presidência e há duas caras novas: Jaime Eduardo Lopes, administrador do grupo Chamartin, substitui Rui Alegre no Conselho de Administração; Matos Fernandes sucede a Sardoeira Pinto na liderança da AG.

Saudações Portistas!!!