O Publico de hoje (escrevo a 10 de Dezembro) trás à estampa mais uma pérola do conhecido soba da Madeira, relacionada com favores às entidades que o elegem há dezenas de anos. Desta vez os clubes de futebol lá da ilhota dos quais funciona como avalista para as aventuras que entendam realizar nos seus campos de futebol.
Depois de ter contribuído com grossas fatias para um clube que tem uma SAD profissional, o Marítimo que reconstruíu o seu estádio para estar às moscas, desta feita foram descobertas mais umas habilidades, na forma de contratos-programa nos clubes da ilhota, o União, clube de Jaime Ramos secretário-geral do PSD, e à Associação de Futebol local presidida pelo seu cunhado Rui Marote.
A notícia refere ainda que foram detetados pelo Tribunal de Contas, avais prestados à GESBA (Gestão do Sector da Banana), e dívidas ocultas ao IASAUDE (Instituto de Saúde, e ao IDRAM (Instituto de Desporto) e encargos assumidos relativos à amortização de capital e juros dos acordos de regularização de dívida efetuados junto do BANIF, BPI e BCP MILLENIUM.
Só em 2011, ano de eleições regionais, a Madeira concedeu avales no valor recorde de 229,2 milhões, na totalidade destinados a empresas do sector público, parte dos quais irão constar nos Orçamentos de 2017 a 2024! Na parte relativa ao Desporto, que é a que nos interessa, o TdC concluiu que, “sob a aparência do contrato-programa de desenvolvimento desportivo, a Região beneficiou das situações de crédito constituídas, garantiu que os capitais da comparticipação financeira pública foram disponibilizados em momento oportuno e aproveitou a dilação temporal por elas permitida”.
Mas não é só na ilhota que o Tio Alberto dirige há dezenas de anos que os “bananeiros” tem lugar. Num dos circos da Segunda Circular, mais precisamente no Zbórden, a Holdimo, uma empresa de um grupo de investidores angolanos, é uma nova acionista do Sporting com uma participação de 26% na SAD leonina. Álvaro Sobrinho, dono da Newshold (acionista da Cofina), é um dos investidores ligados à Holdimo, cujo crédito que a empresa detinha sobre a SAD leonina foi convertido em ações (20 milhões), cada uma no valor de um euro.
O capital social do Sporting subiu, assim, para 59 milhões de euros, sendo que no plano de reestruturação comunicado à CMVM o Conselho de Administração solicita autorização para concretizar um ou mais aumentos de capital, com a "emissão de 18 milhões de novas ações ordinárias, escriturais e nominativas, com o valor nominal de um euro cada". O capital social ascende a 77 milhões de euros.
O plano de reestruturação revela, ainda, que foi constituída uma "hipoteca sobre o direito de superfície do Estádio José Alvalade e do Edifício Multidesportivo" pelos bancos financiadores do Sporting, BES e BCP, como garantia do pagamento da dívida aos credores. Como recordam foi confirmada a fusão por incorporação do Sporting Património e Marketing na SAD, projeto que já tinha sido aprovado ainda durante o mandato de Godinho Lopes em Alvalade.
Até à próxima



1 comentário:
Um belo cruzamento com direito a golo!!! Parabéns ao craque!!!
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