domingo, 7 de maio de 2017

Ponto ganho ou ponto perdido, eis a questão

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Começo esta minha análise ao empate do Futebol Clube do Porto no terreno do CS Marítimo pela ausência de Layún. Com Maxi suspenso muitos foram os que acreditaram em Miguel Layún como dono e senhor da posição de defesa lateral direito para esta partida da Madeira. Nuno Espírito Santo (NES) contrariou tudo e todos ao abdicar do mexicano em detrimento de um miúdo de apenas 20 anos de idade da equipa B. A aposta à partida parecia arriscada, mas depois do que se viu no jogo de hoje penso que se pode dizer que NES encontrou uma alternativa interessante a Maxi Pereira. Isto porque Fernando esteve muito bem tando no plano defensivo como ofensivo, não tendo acusado - em momento algum - a pressão de ter disputado pela primeira vez um jogo deste calibre. Uma lição (mais uma) para os tais “portistas” que andaram a apregoar desgraças antes do moço ter entrado em campo.

Contudo ainda sobre a ausência de Layún gostaria de dizer que sou da opinião de que NES poderia ter aproveitado o jogador de uma outra forma. Uma vez que Jesús Corona parece estar – novamente – em baixo de forma, Miguel Layún poderia ter sido uma excelente alternativa dado que a posição de extremo direito não lhe é nada estranha dado que já a desempenhou, por mais do que uma vez, na selecção do México. Mas, ressalvo aqui um importante pormenor; somente NES sabe como e quando pode contar com os seus jogadores e em que posição estes podem e devem actuar, pelo que esta minha opinião pode não corresponder, na prática, à realidade. Mas é muito por aí que passa a razão do empate de hoje.

Era ponto assente que a partida de hoje seria tido menos fácil para o FC Porto. E a equipa portista sabia bem disto e até que o demonstrou em campo durante a primeira parte. Não foi de estranhar que os azuis e brancos estivessem a vencer na primeira parte do jogo. O CS Marítimo reagiu ao golo sofrido e nunca “deitou a toalha ao chão”. E faço aqui um pequeno desvio para dizer que este jogo foi muito interessante dado que a equipa da casa nunca deixou de lutar pelo seu objectivo que passava por pontuar diante dos Dragões. Os portistas foram respondendo à audácia maritimista até uma certa altura do jogo. Até uma certa altura em que – mais uma vez – a sua linha defensiva “adormece” num cruzamento para a área de Casillas e o Marítimo não desperdiça a oferta. Estava feito o empate e a partir daí foi frustrante ver o FC Porto a tentar dar a volta a um empate que até que lhe assentou bem tendo em consideração aquilo que fez em campo.

Ora é no lance do empate da equipa madeirense e na incapacidade demonstrada hoje por este FC Porto em dar a volta ao rumo dos acontecimentos que está o cerne da questão.

Já não é a primeira vez que a defesa portista sofre um golo destes. E se tal sucede é porque, ou NES não tem capacidade para preparar a sua equipa para que esta não cometa este mesmo erro, ou então os jogadores que tem à sua disposição não tem qualidade suficiente para estar ao serviço do Futebol Clube do Porto.

Relativamente à questão da incapacidade portista demonstrada hoje em ter dado a volta ao empate esta prende-se, a meu ver, com um enorme abaixamento de forma das “pedras chaves” deste Futebol Clube do Porto. Yacine Brahimi está muito em baixo de forma, Jesús Corona idem e Oliver já nem sequer consegue ser titular nesta equipa. Eu sei que Francisco J. Marques não gosta que se diga tal, mas o actual plantel do FC Porto é desequilibrado se bem que NES poderia, e deveria, ter lidado com estas situações de outra forma (já aqui falei numa delas uns parágrafos mais acima).

Como não sou derrotista nem gosto de discursos de treta, digo-vos que enquanto for matematicamente possível o título ainda é possível, mas só depois do resultado de Vila do Conde é que vamos todos poder dizer que este empate na Madeira foi um ponto ganho ou perdido na luta pelo dito cujo. E convêm não descurar a mais do que provável aproximação do Sporting CP de Jorge Jesus.

MVP (Most Valuable Player): Héctor Herrera. O “patinho feio” do actual Futebol Clube do Porto foi hoje o melhor em campo da parte dos azuis e brancos. Longe de ter estado perfeito na construção de jogo ofensivo, Herrera foi apesar de tudo o principal responsável pela boa primeira parte do FC Porto ao ter praticamente “secado” todo o meio campo do CS Marítimo. Faltou-lhe um pouco de mais capacidade no passe (um problema crónico neste atleta).

Chave do Jogo: Surgiu no minuto 69´ desta partida para resolver a contenda a favor da equipa da casa. Foi nesta altura que a equipa maritimista chegou ao tento da igualdade, resultado que esta depois se limitou a gerir com maior ou menor dificuldade.

Arbitragem: Não creio que a equipa de arbitragem tenha estado mal neste jogo. È verdade que aqui e acolá terá pactuado com o anti jogo do CS Marítimo (especialmente após o golo do empate), mas não me pareceu que tivesse surgido algum lance polémico que ditasse um qualquer outro resultado final. Arbitragem razoável esta que Jorge Sousa e seus pares levaram a cabo no Estádio dos Barreiros.

Positivo: A primeira parte do Futebol Clube do Porto. Equipa concentrada e a dar tudo em campo. È este o Futebol Clube do Porto que quer ser campeão e lutar até ao fim pela título.

Negativo: A segunda parte do Futebol Clube do Porto. Na segunda parte desta partida a equipa azul e branca esqueceu-se de tudo o que tinha feito tão bem na primeira parte.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (06/05/2017)

5 comentários:

Pedro M. disse...

Cá ver, o suposto médio de transição, falta-lhe qualidade no passe...fico-me por aqui.
Já agora interessante o nes, a mexer na equipa. Quando nos empatam o jogo, nada melhor que tirar do jogo um médio ofensivo.
Visionário o moço, mas como já escrevi, é o que temos...
Nos últimos 7 jogos, 5 empates...obrigado Nes!
Saudações Portistas...

Pedro Silva disse...

Já vi (e percebi) que o empate o deixou muito feliz. Não se podia esperar outra coisa de alguém que só aparece quando as coisas correm mal para dizer sempre a mesma coisa e atacar sempre NES esquecendo tudo o resto.

Quando não dá para mais não se sai disto não é Pedro?

E mais uma coisa. O seu suposto "médio de transição" não foi o Herrera. Pelo menos neste jogo não foi este o seu papel.

Felisberto Costa disse...

Creio bem que este plantel do FC PORTO é o mais fraco da sua história pós-25 de Abril! Quem se habituou a ver equipas onde alinhavam grande maioria de portugueses e da formação, reforçada (sim, reforçada, não aumentada) por alguns estrangeiros de fina qualidade, só pode dizer que este plantel é vulgar!
Por isso sempre o acarinhei, fui com este plantel - treinador incluido - até ao fim, por saber que é um limão espremido! E se juntarmos ao facto de o Polvo também ter a sua grande quota parte do nosso inêxito, penso que será tempo da familia portista, a começar pelas cúpulas, fazermos uma reflexão profunda, corrigir o que de mal se está fazendo de há meia dúzia de anos para cá. Em suma o que se pede no futuro é que este seja um regresso ao passado. Mais jogadores portugueses, que sintam a camisola, que tenham alma até almeida (bravo Fernando Fonseca!), e a SAD que se deixe de feiras de vaidades e seja humilde!
Também enquanto for matematicamente possivel, acreditarei, porque é nestes momentos que se vê quem é quem, e não os portistas de vitória que já dizem que enquanto lá estiver o NES não vêem mais jogos do FC PORTO! Eh pá, façam um favor: desamparem a loja e metam-se sócios do... Real Madrid!

Pinho Cardão disse...

Quem desequilibra a equipa é o treinador. Os jogadores são bons e se o Porto ganha jogos a eles se deve, à sua qualidade individual. Mas não conseguem ultrapassar sempre aquela nebulosa táctica do NES, aliás tão bem explicitado naqueles tristes bonecos verídicos que tmostrou na televisão. Ele é o grande passivo actual do FCP. Não chega o "somos Porto" para ganhar jogos , e também não se ganham jogos torturando as posições dos jogadores, como o treinador sistematicamente faz.

Pedro Silva disse...

Felisberto Costa assino por baixo. Só não desejo este mal ao Real Madrid CF nem a outro qualquer. Ninguém merece ter de aturar este tipo de gente.

Pedro, há aqui uma coisa que eu não percebo. Se NES não segue as tácticas "propostas" pelos adeptos é burro e se as segue é burro também?