sábado, 3 de março de 2018

“Estrelinha” de campeão

imagem retirada de zerozero
Há jogos assim. Jogos em que a exibição não justifica a vitória mas que, por força daquela pontinha de sorte que sorri aos campeões, se vence. Basicamente foi isto que aconteceu neste clássico que os Dragões venceram. Nada que retire qualquer mérito a este Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição, mas a verdade é que o resultado mais justo teria sido um empate. O Sporting Clube de Portugal de Jorge Jesus não merecia esta derrota. Isto tendo, obviamente, em linha de conta aquilo que ambas as equipas fizeram em campo.

Confesso que não gostei muito de ver este FC Porto a jogar. Especialmente tendo em consideração que este jogou no seu estádio. A equipa azul e branca até que entrou forte e com vontade de impor o seu futebol, mas rapidamente perdeu toda esta vontade e deixou que Bruno Fernandes tomasse conta do meio campo fazendo com que o Sporting tivesse momentos em que parecia ter o jogo controlado. O golo de Marcano que colocou o FC Porto em vantagem caiu do “céu aos trambolhões”, tal era a superioridade da equipa leonina num meio campo que o FC Porto de Sérgio Conceição tinha imensas dificuldades em controlar. Não admirou, portanto, que o Sporting CP tenha conseguido empatar a partida ainda antes do intervalo. Na segunda parte a história repetiu-se, só que desta vez o avançado Rafael Leão (mais um excelente “produto” made in Alvalade) não conseguiu imitar Yacine Brahimi e os portistas venceram a partida com o extra quase terem afastado a equipa de Jorge Jesus da corrida do título de campeão.

Agora, mais importante do que tudo é manter os pés bem assentes na terra. Vejo muito adepto do FC Porto a fazer uma festa tremenda como se o campeonato já tivesse terminado. Não. O campeonato não terminou e o Sporting não está irremediavelmente afastado do título. Para mais ainda há que lidar com o Benfica e, repito, hoje o Futebol Clube do Porto venceu no seu Estádio do Dragão com a ajuda preciosa da tal “estrelinha de campeão” e do San Iker.

MVP (Most Valuable Player): Iker Casillas. Atento na hora certa e decisivo quando mais foi preciso. Hoje o FC Porto deve os três pontos ada vitória ao seu Guardião que quase no fim do jogo fez uma defesa do outro mundo, impedindo, desta forma, que Montero empatasse o jogo a duas bolas.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Artur Soares Dias com uma decisão complicada aos 19 minutos. Parece ter existido um toque de Dalot sobre Doumbia na área do FC Porto, mas ficam dúvidas sobre se chegou para fazer cair o avançado. Tirando esse lance a arbitragem correu bem. Nota apenas para uma situação estranha entre Coentrão e um elemento do corpo médico, onde ninguém esteve bem.

Positivo: Formação portista. Diogo Dalot e Gonçalo Paciência mostraram hoje, mais uma vez, a qualidade da formação do Futebol Clube do Porto. Dois jovens atletas que bem trabalhados podem vir a redundar em dois grandes craques.

Negativo: Incapacidade portista. Bem sei que já venho “a bater nesta tecla” há algum tempo, mas custa-me ver este FC Porto a ter tanta dificuldade em controlar um jogo. Especialmente quando está a vencer.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (02/03/2018)

2 comentários:

Vidente Mor disse...

bem este texto nem merece quase comentarios, qualquer benfiquista o teria escrito. O unico momento em que o resultado esteve em causa foram os ultimos 5 minutos que como ja e habitual com JJ as bolas começam a ser bombeadas parea as torres, as vezes resulta outras nao, tivemos essa sorte, agora no resto do jogo? brincamos? Realmente nao controlamos o jogo como equipas que jogam de pe para pe e lentamente, e um fato, tambem e um fato que os jogadores mais utilizados estao desgastados, tambem e um fato que SC e teimoso e ja devia ter arranjado um plano B que sem desvirtuar o essencial da sua estrategia de mais consistencia no meio a equipa. CONCORDO QUE A DIFICULDADE DESTA EQUIPA E CONSEGUIR GANHAR POR UM E NAO SEMPRE POR 3 OU 4. Quanto a dumbia fez se ao penalti claramente e o dalot com 18 anos foi voluntarioso como alias devia ter sido com o golo do leao onde teve medo exatamente do contato. MAS O TEXTO E SUSPEITO E TEM DE SER INVESTIGADO COMO AGORA ESTA NA MODA DIZER SE PARECE DE UM CARTILHEIRO PAH.

Pedro Silva disse...

Vidente

Opinar sobre futebol é, sem sombra de qualquer dúvida, o maior exercício de Democracia que existe.

Como tal é mesmo necessário insultar a minha pessoa só porque tem a sua opinião sobre o jogo? Opinião que, diga-se desde já, é tão valida como a minha ou a de qualquer outra pessoa.