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sábado, 16 de julho de 2011

Fundos de Investimento

Parece que voltam a estar na moda. Depois da “instituição”, agora vem o Zbórdem apresentar o seu. O mecanismo é muito simples. Consiste em alienar percentagens dos passes de alguns atletas a uma Sociedade da qual os Clubes também fazem parte, recebendo por isso, adiantadamente, o valor correspondente a essa percentagem como se de uma venda se tratasse.

Normalmente as SAD’s ficam dependentes de uma Comissão de Análise que, depois de verificadas certas condições dos jogadores a colocar (idade, performances, valor de mercado etc), avalia o seu valor comercial aceitando ou não, a inclusão no Fundo. Mais tarde, os atletas ali colocados, são constantemente observados por uma Comissão de Gestão que analisa eventuais propostas de compra por parte de clubes interessados sendo que, em princípio, desde que ultrapassem o valor pelo qual foram avaliados, dá luz verde à transferência. É sempre da responsabilidade do Fundo a última palavra. O Clube se não concordar com o valor de uma oferta, mas o Fundo quiser vender, pode sempre exercer o Direito de Opção e pagar pelo atleta o mesmo que o interessado oferece. Nesta hipótese o jogador “sai” do Fundo, os direitos económicos “regressam” integralmente ao Clube que, mais tarde, poderá sempre vendê-lo pelo valor que entender. Dos 18 atletas ali colocados, foram vendidos até agora, Di Maria, David Luiz e Fábio Coentrão. Vejamos quais os nomes, percentagens e valores dos atletas colocados no “Benfica Stars Fund”:

Qual é o principal problema no meio disto tudo? Naturalmente a (in)gerência que o Fundo pode exercer nas transacções. Sempre que um jogador fique, por lesão ou falta de qualidade, “parado”, o seu valor imediatamente desvaloriza. Então, é do máximo interesse, despachá-lo por qualquer preço. Se, pelo contrário o atleta está a fazer uma boa temporada, logo os investidores querem que “se mostre” o mais possível para atrair possíveis interessados. Deve ser por isso que aquele Defesa Central anão, ultimamente, tem sido chamado à equipa.

Podemos então definir Fundo de Investimento, como uma forma de aplicação financeira. No caso deste Fundo do BES, e tratando-se duma das duas formas possíveis de funcionamento (tem a forma de Fundo Fechado só reservado a “convidados. A outra, classifica-se como Fundo Aberto a todos os que queiram participar), não permite a distribuição de lucros a não ser na data prevista para o seu encerramento (31 de Agosto de 2014). Esta contrariedade pode ser ultrapassada se a Assembleia de Participantes, aprovar uma distribuição antecipada. Como em todos os negócios, cada vez mais, é necessário ter muito cuidado com os espiões…

O Clube, para fazer parte do Fundo, além de colocar ali os jogadores, é obrigado a subscrever parte do capital do mesmo, bem como, a suportar na proporção da sua quota todas as despesas inerentes ao funcionamento da Sociedade, funcionários, comissões de avaliação e gestão, taxas, etc. Depois, contar com os empresários e os amigos que lhes promovem os atletas nos pasquins ou nos programas televisivos de referência. Mas não se iludam os Directores Financeiros das SAD’s nem os investidores dos Fundos. Primeiro, convém não se gastar mais do que se recebe. Depois, porque, como dizia o nosso querido António Oliveira, “tudo se resume à bolinha entrar ou não”.

Até para a semana

segunda-feira, 4 de julho de 2011

“Espionas”

“O FC Porto tem espiões no Benfica e no Sporting, segundo as conclusões da Polícia Judiciária à investigação que está a decorrer no futebol português, noticia o Correio da Manhã.

Na Luz, e segundo as informações recolhidas pelas autoridades, há um número de telefone atribuído a um elemento do corpo de dirigentes. Já em Alvalade, as suspeitas apontam para um funcionário que trabalhou muito perto dos dirigentes e outros agentes. No caso do Sporting, as suspeitas são mais antigas”

In: SAPO Desporto (03/07/2011)


“O SL Benfica emitiu um comunicado a condenar as acusações «difamatórias» de Jorge Baptista proferidas, ontem em directo, no canal televisivo SIC Notícias. O clube encarnado avança também que irá accionar os «meios e instrumentos judiciais adequados à sua reparação».

Num comunicado publicado no site oficial, o clube encarnado considerou que as declarações do jornalista «para além de gratuitas e difamatórias, constituem ofensas à honra, dignidade e consideração da Administração da Benfica, SAD, dos seus membros e colaboradores»

O jornalista revelou que há um informador dentro da estrutura do SL Benfica que passa informações ao FC Porto. Jorge Baptista deu o exemplo da transferência de Falcao, afirmando que houve alguém, dentro da estrutura do SL Benfica, que aconselhou os dirigentes do FC Porto a contratarem o avançado colombiano seguido pelo clube encarnado.”

In: SAPO Notícias (29/06/2011)

Então em que ficamos? Mas afinal existem ou não existem Espiões e Espias na Luz e Alvalade? Mas que grande confusão vai lá para os lados da 2ª Circular… A ser Verdade que a nossa excelente Polícia Judiciaria anda a perder tempo nesta caça aos Espiões e Espias do Futebol, então agora já se percebe porque razão o Primeiro (Des)Governante de Portugal quer cortar os Subsídios de Natal ao pessoal. É que isto de caçar Espiões e Espias dá muito trabalho e custa imenso dinheiro.

Mas pior do que este tais Espiões e Espias são as “Espionas” que tem fontes junto de Sporting e Benfica e que geralmente fazem capas de jornais com Jogadores equipados á Benfica, e que depois assinam pelo Futebol Clube do Porto… Estas “Espionas” ninguém as apanha e ninguém as responsabiliza… Deve ser o Pinto da Costa que anda por detrás de tudo isto.

Falando agora de coisas sérias, parece que a saga Jorge Jesus (Papa Pastilhas para os amigos) ainda dá que falar. Desta vez foi o Semanário “SOL” que resolveu trazer ao conhecimento de todos nós algumas das trafulhices que o “Mestre da Táctica” andou a fazer aquando da sua passagem por Setúbal. Estou curioso para ver que justificação vai dar a RTP, no seu Jornal da Tarde, para safar a imagem do nosso amigo das Pastilhas Elásticas. É que isto de aceitar fazer trafulhices com trafulhas ainda é mais grave do que fazer trafulhices.