Mostrar mensagens com a etiqueta Pasquins. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pasquins. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

De Trafulhice em Trafulhice até à Derrota Final

Não sei que mais será preciso para que as instâncias judiciais metam o Benfica na ordem. Se começarmos pelos árbitros, verificamos que no Ranking da IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol) desde 1987 apenas constam na listagem dos melhores árbitros de cada ano, 2 portugueses: Vítor Pereira no ano de 2002 e Pedro Proença nos anos 2012 e 2014, ambos destacados lacaios do clube da treta.
Vitor Pereira tratador de cãezinhos amestrados deixou um lote de abortos e árbitros proveta que levam a “instituição” ao colo há 4 anos. Pedro Proença inventou um troféu inexistente. Uma Taça pelo TRI campeonato do Benfica! Estão bons um para o outro!

Os cartilheiros são um fartar de riso. Desde o mais anónimo dos “comentadores” nos canais de TV oficiosos do clube (RTP, SIC TVI e CMTV) há dezenas a fingir que são independentes. Todos dirigidos por Carlos Janela debitam o texto das cartilhas dia após dia.
A maioria trabalha nos jornais afetos ao clube. O Rascord presumivelmente um jornal Sportinguista virou as costas ao clube de Alvalade e tornou-se mais um pasquim que recebe e divulga informação da Luz. A BOLHA é o que se sabe. Existe desde a sua fundação para servir de suporte às inventonas que elevam o nível do clube de Carnide aos mais altos patamares da fantasia. São as contratações/milagre como as de Svilar, o barrete das transferências de Renato Sanches, ou o puto/maravilha “que vai chegar dentro de dias”!
Dos nossos governantes e figuras públicas nem é bom falar. A fazer fé na teoria dos 6 milhões (60% da população) devem ser na sua maioria apoiantes do clube da treta. Recordam-se do Gato Félix e da Manuela Ferreira Leite que há uns anos aceitaram um monte de papéis (Ações sem qualquer cotação) que consideraram suficientes para avalizar as dívidas fiscais do Benfica? Se não regularizassem as dívidas não se podiam inscrever na LIGA.
Curiosamente alguns descendentes do reinado de João Vale Azevedo/Vilarinho como José Manuel Antunes, Fernando Seara, José Capristano ou Jaime Antunes que teimam em não ver a realidade tornaram-se também cartilheiros e cantam hossanas ao descalabro dos calotes das empresas do presidente à Banca que estão a ser pagas por todos nós.
João Vale e Azevedo era um aprendiz ao pé desta cambada. Passados estes anos apareceu agora Rui Rangel que anda a tratar das dívidas dos seus consócios. Até Vilarinho que deixou um Passivo de apenas 80M€ viu Luís Filipe Vieira multiplicá-lo por 6.
 
A última novidade foi ter vindo à tona na última sexta-feira ler o habitual discurso que alguém lhe escreveu. Os pasquins e os cartilheiros encarregaram-se de partilhar as habituais promessas. “Vai pagar o Passivo ”. “Não tem nada a esconder nem fez nada de ilegal”. “Quando sair do futebol sai mais pobre do que entrou”. “A Escola de Formação do Seixal vai dar frutos a curto prazo”! Deve sair mais uma fornada de árbitros!
 
Enquanto isso os “juízes” proíbem a divulgação dos emails. Acham mais grave a divulgação do que o conteúdo! As trafulhices a que vimos assistindo há anos, pelos vistos, são normais. Já todos percebemos como vai acabar o filme…
 
Até à próxima

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A Comunicação Oficiosa do Clube da Treta

Há semanas foi publicitado nos pasquins habituais um “comunicado” La Paliciano onde se lia que “os canais oficiais da comunicação do SLB são a BTV, o jornal Benfica, o sítio oficial do clube e todos os sítios nas redes sociais devidamente identificados e registados”.
Ficamos assim a saber que o imbecil Rui Gomes da Silva, cómico residente do Dia Seguinte, não faz parte dos acima identificados sítios oficiais, não representa o clube, apenas pertence à numerosa pandilha que diariamente através dos sítios oficiosos eleva aquela “instituição” aos mais altos patamares do descaramento e da pouca-vergonha.
 
Alguns exemplos. No RASCORD (pasquim presumivelmente Sportinguista) um velho rato, António Magalhães, classificou Luís Filipe Vieira após o seu discurso de anúncio de candidatura, como “estadista”. Estadista? Outro cartilhado, Nuno Farinha, exultou com a aldrabice do clube da treta que pensava enganar os parolos cá de cima com as manipulações de imagem. O pobrezinho quando percebeu que tinha metido a pata na poça deve ter ficado com uma enorme cabeçorra! Capristano e António Figueiredo, que corridos da Luz foram asilar no Estoril Praia e quase levaram o clube à falência, agora são visitas assíduas duma coisa chamada CMTV televisão de faca-e-alguidar onde aparece por vezes um senhor Pinhão também em boa hora corrido da BOLHA que escreveu um livro a meias com uma prostituta. Agora deram-lhe um cantinho de má-língua no RASCORD, pasquim rendido ao clube da treta a ver se vende mais umas dezenas de exemplares o que deve fazer o saudoso Artur Agostinho dar umas cambalhotas no túmulo.
Outro caso interessante é de um dos dois paquidermes que a caixinha que mudou o mundo acolhe. Um chama-se Pedro Guerra, é “recibo-verde” do clube da treta, logo supunha-se que quando vomita um dos seus disparates estivesse a representá-lo. Mas não. Tal como o outro, João Gobern que festeja os golos dos encarnados em direto traz a agenda bem recheada de assuntos sobre o clube da Luz que Vê-se logo que são duas focas amestradas.
Por falar neste abjeto segundo personagem recordo que foi Carlos Daniel, o conhecido benfiquista de Paredes, quem o trocou por um senhor comentador benfiquista chamado Júlio Machado Vaz. Não contente com isso o jornalista pago pela RTP de todos nós permite-se participar no programa, reduzir os comentadores a figurantes e elogia todos os “renatinhos” que nasçam no galinheiro. Não sei se foi pelo anúncio da Fat Tax mas na Alemanha o Bayern despachou o menino de oiro para o Swansea de Inglaterra onde vai pelo mesmo caminho. Foi um dos melhores negócios do traficante de carne humana Jorge Mendes. Sim o tal que descobriu a pólvora e está a levar as SAD’s à falência. Ganha comissão, de quem vende, de quem compra… e do jogador! Como novidade ficamos a saber que é parceiro de negócios do clube da treta! Por isso a “instituição” tem um Passivo daqueles.
 
Nada que nos admire quando depois, como muito bem referiu em tempos Jorge Vassalo no seu blogue Porto Universal, um palermoide de um locutor na mesmíssima RTP classificou André Silva com despropositados termos críticos sempre que o rapaz toca na bola. Felizmente os nossos comandos tem um botãozinho que nos permite calar esses imbecis.
 
Mas há mais, muitos mais espalhados pelos vários canais televisivos. Jaime Antunes, economista, uma das vozes críticas contestatário das direções de LFV na apresentação das sempre desastradas Contas Anuais, foi convidado para a televisão das sopeiras e agora está caladinho, mesmo com o descalabro financeiro que o clube atravessa.
 
Soubemos que a manipulação das imagens no lance de Danilo foi publicada numa conta oficial o twitter do clube. Logo os aldrabões são os responsáveis por aquela vergonha. Compõe o ramalhete “oficioso” ex-jogadores como Diamantino, Calado, João Alves e os apresentadores residentes Rui Pedro Braz, Paulo Garcia, Hugo Gilberto etc. Nos pasquins escritos são mais do que as mães. Nem merecem referência por conhecidos que são. Ficámos então a saber que “nenhum deles” representa a “instituição”! Estamos mais descansados.
 
Até à próxima.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Benfica Quer Acabar Com a Liga

Parece ser este o seu alvo preferido. As campanhas que tem sido desenvolvidas nos últimos dias contra FPF e Liga tem uma única lógica. Acabar com o organismo autónomo que dirige o futebol profissional e assim regressar ao poder como nas décadas de 60 e 70 onde conquistou 14 títulos.
Como se sabe a FPF, por delegação do Estado, tem a responsabilidade do controle do futebol profissional, tendo realizado um protocolo a partir de 13 Janeiro 1990 com a LPFP com o reconhecimento oficial da autonomia das competições profissionais na sequência da aprovação da Lei de Bases do Sistema Desportivo (Lei n.º 1/90, de 13 de Agosto). Assim, embora continuassem a ser organizadas no âmbito das respetivas federações, passavam a gozar de autonomia administrativa, financeira e técnica, exercida através de um organismo autónomo, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, constituído exclusivamente pelos clubes nelas participantes.
Mais tarde, a partir de 26 Abril 1993 registou-se a separação definitiva entre o futebol profissional e amador na sequência da aprovação do Regime Jurídico das Federações Desportivas (Decreto-Lei n.º 144/93). Na época 1995/1996 foi organizado o primeiro campeonato pelo Organismo Autónomo LPFP que passou a ser responsável por regulamentar, organizar e gerir as competições de natureza profissional, exercer o poder disciplinar em primeiro grau de decisão e gerir o sector de arbitragem através de uma Comissão de Arbitragem.
 
Aqui é que a porca torce o rabo. Habituada às benesses federativas, no que concerne às nomeações dos árbitros e justiça federativa o clube da treta viu-se arredado desse polo de decisão por deixar de controlar à sua vontade tudo o que à arbitragem e disciplina dizia respeito. Não obstante mercê da criação da Escola de Cãezinhos Amestrados do senhor Vítor Pereira conseguiu ser levada ao colinho como se verificou nas últimas 3 temporadas. Nesta época ainda não sabemos bem o que se vai passar mas, pelo andar da carruagem, deve continuar da mesma forma que as anteriores. 
 
Daí o constante assédio e ameaças à FPF e LIGA tentando por todos os meios fazer-se vítima dos clubes rivais, o Sporting e o FC do Porto. As tomadas de posição que culminaram com a ausência de participação nos prémios das Quinas e no jogo Portugal X Hungria, levaram a que o Presidente da Assembleia-geral do Sporting fosse ameaçado na entrada para o galinheiro e tivesse que recorrer à proteções das autoridades policiais. 
 
É este o cenário criado pelo clube da treta no intuito de conseguir que a FPF entre em choque com a LIGA para mais tarde virem a denunciar o protocolo com o Organismo Autónomo e passar tudo a ser dirigido da Capital como no tempo da outra senhora.
imagem JOSÉ ÇIMA
Entretanto o seu presidente que tem processos de insolvência nas suas empresas pessoais e conduziu a SAD a um Passivo Consolidado perto dos 500M€ continua com um forte apoio das entidades oficiais, pasquins, rádios e Tv’s. Para quando o Waterloo deste cavalheiro?
 
Até a próxima

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A Triste Realidade

Com um lucro de 20M€ o Passivo aumenta 25M€! Foi com a palavra “lucro” que os pasquins afetos ao clube da treta embandeiraram em arco o anúncio de um resumo do RC relativo ao exercício 2015/2016 (1 de Julho de 2015 a 30 de Junho 2016). Para mim esse resumo é suficiente para perceber a grande ilusão que vai no Circo encarnado. Se repararmos que o Passivo Total da Sad é de 455M€ do qual 310M€ são Passivo Financeiro remunerado (paga juros) não compreendo porque andam tão entusiasmados.
Vamos ver como aparece este “lucro”. Imaginem só por uns momentos que as vendas de Renato Sanches e Gaitán não teriam sido realizadas antes de 30 de Junho. Como renderam juntos 60M€, em vez dos tais 20M€ de lucro, teriam 40M€ de prejuízo. Não contando que receberam a maçaroca mas ficaram sem os atletas. Isto se falarmos apenas da Sad. O RC do Clube deve apresentar um Passivo que somado com o da Sad ultrapassa os 500M€! Para os menos entendidos nestas minudências, refere-se que ESTAS é que são contas consolidadas visto que o clube faz parte (é o sócio maioritário com 63%) da Sociedade.
 
Engraçado que mesmo com as excelentes vendas realizadas, bem como a subida de Proveitos em quase todas as Contas, o diretor financeiro Domingos Soares de Oliveira acha (e muito bem) que apenas equilibra as finanças quando conseguir reduzir o Passivo ao valor médio dos Proveitos (mais ou menos 200M€). Ou seja: se houver um ano mau (não apuramento para as competições europeias ou vendas inferiores às da última época) o Passivo continua a aumentar indefinidamente. Quando Vieira pegou na Sad o Passivo era de 80M€. Hoje é 7 vezes maior.
 
Nenhum dos pasquins encarnados (e são todos) reparou que o Capital Próprio (diferença entre Ativo e Passivo) é apenas de 20,9M€ (476,4M€-455,5M€) inferior a metade do Capital Social que são 115M€ o que, como já vem sendo hábito, coloca a Sociedade em Falência Técnica. Aguardaremos pelo parecer do Conselho Fiscal, do Auditor, e do Revisor Oficial de Contas para ver como é tratada esta situação.
Atravessando a Segunda Circular e passando para o outro Circo em frente, a situação ainda é pior. No exercício relativo à última época baixaram o Ativo, subiram o Passivo que já vai em 250M€, e tem um Capital Próprio negativo de 25M€, ou seja: estouraram o Capital da Sociedade no valor de 67M€ e já devem aquela conta mais 25M€. Orgulham-se de terem feito um excelente negócio com a Banca que consistiu em transformar 55M€ de créditos em VMOC’s, umas Obrigações a 10 anos convertíveis em Ações, que se não forem resgatadas naquela data permitem a entrada da Banca na sociedade a somar aos mais de 20% que a HOLDIMO já lá tem. 
 
Como se não bastasse, encetaram uma verdadeira caça às bruxas “convocando” os seis anteriores presumíveis responsáveis pela quase perda de maioria na SAD para uma Auditoria interna a realizar durante várias semanas.
Só para que conste o Resultado Líquido desta última época foi um prejuízo de 32M€. Pergunta-se então como perante estas tristes realidades andam todos tão contentes!
 
Até à próxima

sábado, 4 de abril de 2015

Análise à Renovação dos Estatutos

Passo a analisar as alterações que, no meu entender são relevantes. Como sabem o FC Porto tem estatuto administrativo equiparado às IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) tendo, por isso, direitos, deveres e obrigações. Logo deve adequar a sua regulamentação ao Decreto-Lei nº 172-A/2014 de Novembro último.
Numa anterior crónica “Renovação ou Revolução” publicada no dia 19 do corrente, mesmo ainda sem conhecer as alterações que iam ser propostas (péssima falta de consideração da Direção perante os sócios do clube) admiti que o ponto mais importante a remodelar seria relativo à apresentação das Listas. Achava que era insuficiente o número de sócios proponentes de uma lista para eleger os Corpos Sociais. Assim aconteceu. Nos anteriores Estatutos era permitido que as listas fossem apresentadas por “apenas” 50 sócios com, pelo menos, 3 meses de associado, e os atuais aumentaram-no para 300 sócios, com a obrigatoriedade dos proponentes deverem ter, pelo menos, 5 anos ininterruptos de sócio, o que me parece muito razoável a fim de evitar o aparecimento de “paraquedistas” ou outros espécimes de geração espontânea.

Também foram estabelecidas limitações quanto à elegibilidade para os órgãos sociais, impondo-se agora não apenas que estes tenham obrigatoriamente de ser compostos por associados com 3 meses de tempo de sócio mas que só sejam elegíveis associados com pelo menos um ano de vida associativa (sob pena de nulidade da eleição). Além disso é imposta uma duração obrigatória aos mandatos (4 anos), retirando a liberdade de definirem nos seus estatutos um período diferente.

O presidente da Mesa deverá ter 15 ou mais anos de sócio, o Presidente da Direção, 10 ou mais anos, e para o Conselho Superior todos os Membros deverão ter mais de 5 anos com algumas exceções. Para requerer uma AG, são necessários 300 sócios em vez dos 200 mencionados nos estatutos anteriores.
CAPÍTULO I - DENOMINAÇÃO, NATUREZA, SEDE, FINS, e COMPOSIÇÃO

No essencial mantem-se o que estava previstos nos anteriores Estatutos, apenas com uma redação mais aligeirada.

CAPÍTULO II – SÍMBOLOS E BANDEIRA DO CLUBE

Será obrigatório no equipamento a presença das “listas verticais azuis e brancas com 8 cm. de largura, e calção azul celeste” passando a ser permitido outro tipo de equipamento alternativo desde que mantenha o símbolo e nome do clube. Naturalmente que esta alteração se deve a eventuais compromissos comerciais que venham a ser tomados.

CAPÍTULO III – SÓCIOS

Agora designado como “Associados”. Nos anteriores existiam 8 classes: efetivos, auxiliares, atletas, de mérito, beneméritos, honorários, correspondentes, participantes.

Nos atuais dividem-se pelas seguintes categorias: sénior, júnior, infantil, benemérito e honorário. Os associados, sénior e júnior, podem ainda assumir as seguintes subcategorias: atleta, correspondente e de mérito. Os associados Infantis podem ainda ter as seguintes subcategorias: atleta e correspondente.

Distinções: - Nos anteriores as distinções eram: Louvor, Diploma, Medalha, Roseta, Inscrição de honra. Nos atuais são: Louvor, Diploma, Medalha, Roseta, Inscrição de honra, Dragão de Ouro, Dragão de Honra, Associado de Mérito, Associado Benemérito, e Associado Honorário.

Penalidades: - Agora classificadas como Infrações Disciplinares. As anteriores sanções eram: Advertência, Censura registada, Multa, Suspensão de direitos até 3 meses, Suspensão de direitos por mais de 3 meses, Eliminação, Expulsão. As atuais são: Advertência, Repreensão registada, Suspensão, e Expulsão.

CAPÍTULO IV – ÓRGÃOS SOCIAIS

Nos anteriores Estatutos chamados Corpos Gerentes (Assembleia Geral, Presidente da Direção, Direção, e Conselho Fiscal, nos atuais passam a ser: Assembleia Geral, Mesa da Assembleia Geral e o seu Presidente, Direção, Conselho Fiscal e Disciplinar, e Conselho Superior. Ou seja, é reforçada a presença do Conselho Superior, como órgão consultivo, nos destinos do clube.

Como apontado mais acima o mandato dos titulares dos Órgãos Sociais passa a ser de 4 anos, podendo ser renovado. O mandato de cada membro cessa antecipadamente por morte, impossibilidade física permanente, perda da qualidade de sócios, perda de mandato nos casos especialmente previstos, situação de incompatibilidade, renúncia ou destituição.

Eleições – Como vimos as candidaturas aos Órgãos Sociais, devem ser apresentadas ao presidente da Mesa da Assembleia Geral até 30 dias antes das eleições e ser propostas por, pelo menos, 300 associados Sénior no pleno gozo dos seus direitos, devendo ser acompanhadas dos termos de aceitação dos candidatos, no caso de eleições antecipadas, ou intercalares.

Tal como nos anteriores Estatutos, as listas para a Mesa da Assembleia Geral, Direção e Conselho Fiscal são unitárias, não podendo, portanto, haver listas autónomas para cada um desses órgãos. Para o Conselho Superior podem ser apresentadas listas autónomas.

CAPÍTULO V – FILIAIS, CASAS, GRUPOS ORGANIZADOS DE ADEPTOS E ORGANIZAÇÕES AFINS

Os Grupos Organizados de Adeptos são associações constituídas em conformidade com a lei, nomeadamente a lei nº 39/2009 de 30 de Julho, preferencialmente integradas por adeptos do Futebol Clube do Porto, cujo objetivo é acompanhar e dar o máximo de apoio e incentivo às equipas e atletas do Clube que participem em competições desportivas.

CAPÍTULO VI – PATRIMÓNIO SOCIAL E ATIVIDADE ECONÓMICO- FINANCEIRA

Semelhante ao articulado nos Estatutos anteriores, naturalmente adequado à nova legislação, nomeadamente na área da Contabilidade (SNC) e consolidação de Contas, que “devem ser auditadas por uma empresa especializada, de reconhecido nível internacional”

CAPÍTULO VII – DISPOSIÇÕES GERAIS

O ponto mais relevante é referido no Art.º 87º (Dissolução do Futebol Clube do Porto) número 1 determinando que em caso de dissolução a Assembleia Geral deverá eleger uma comissão liquidatária composta de cinco membros que estabelecerá nos termos da lei as regras por que se regerá a liquidação, com respeito pelo estabelecido no número seguinte.

Número 2 – Se houver saldo, será distribuído por instituições de assistência da cidade e os troféus e medalhas não poderão ser vendidos nem distribuídos pelos associados, antes devendo ser entregues à Câmara Municipal do Porto, para fazerem parte do Museu Municipal.
Comentário Final – Com muita pena minha, os pasquins foram praticamente omissos sobre a importância desta AG, fazendo apenas eco da notícia publicada no sítio do Futebol Clube do Porto, ele próprio uma desgraça, pela sua permanente desatualização. Também os comentários que vi em alguns blogues da bluegosfera confirmam que a maior parte dos sócios demonstra desconhecimento, e só se preocupa com questões de pormenor, como o fato das claques “eventualmente” poderem usufruir de uma quotização mais favorável. Esquecem-se que na sua maioria estes grupos de apoio são constituídos por jovens.

Até à próxima

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Godinho Lopes e a Banca

Que raio de dirigentes se propõe desta vez para dirigir o Sporting? Dois putos? Já não sobravam os engenheiros, médicos, banqueiros, advogados, juízes e até um negreiro, que desde o consulado iniciado por José Roquette atiraram com o clube de cangalhas, só faltava mesmo agora, aparecerem dois jovens a querer pegar o touro pelos cornos. E desculpem lá os meus amigos sportinguistas: no meio dos seus associados não haverá pelo menos uma pessoa que perceba de futebol?
 Quando a bolha imobiliária rebentou nas mãos do Lehman Brothers e nas ventas do inefável António Borges do Goldman Sachs, por certo nenhum dos notáveis pensadores financeiros que pululam na nossa querida televisão (Medina Carreira incluído), julgaria ser possível que o popular e eclético clube do Visconde de Alvalade viesse a tão curto prazo, a ser gerido pela Banca.
 
Mas o caso não está para graças. Como os meus amigos que acompanham estas crónicas sabem o clube tem vivido pelo menos nos últimos 15 anos acima das suas possibilidades. Os bancos, nomeadamente o BCP/Millenium e o BES afadigam-se a emprestar mais e mais dinheiro (afinal é disso que vivem), que dificilmente terá retorno. Quando muito irão receber de volta 55 milhões de obrigações (carinhosamente tratadas como VMOC), que não são mais do que títulos obrigacionistas a converter obrigatoriamente em acções, e que, em caso de incumprimento desse resgate por parte do Sporting, podem tornar-se mesmo sem querer, os novos donos do clube.
 
E lá que era engraçado era! Já imaginaram uma reunião da Administração com todo aquele formalismo que vemos nos administradores dos Bancos? Os directores, todos de gravatinha e fatos iguais como nas escolas, em vez dos habituais croquetes do Zbórden, a comerem bombons?
Mas para os amigos que se interessam por estas minudências, vamos lá “esmiuçar” um pouco esta história das VMOC. Dos 55 milhões que foram disponibilizados pela banca o Sporting tem que pagar (converter) 60 milhões (55+juros) até 19 de Janeiro. Notáveis comentadores como, por exemplo, o engraçado Eduardo Barroso parece que só agora deram por ela. “Fico aterrorizado com a falta de liquidez no Sporting”, disse.
Para os pasquins, então, tem sido um regabofe. Raro é o dia em que não se anunciam entradas e saídas de jogadores, directores ou simples funcionários. A BOLHA está nas suas sete quintas. O RASCORD, por vocação sportinguista, não sabe o que dizer. Tanto ataca Godinho como o elogia. O outro Circo da Segunda Circular, seu rival de sempre, exulta! Intimamente sente o segundo lugar de acesso à Champions seguro.
 
Por coincidência, ou talvez não, Godinho Lopes lançou mais um balão de oxigénio para entreter os sócios. Jesualdo Ferreira passou por ali perto e logo o engenheiro atirou a fateixa: “És o meu salvador, ficas com todos os meus bens, podes andar por todo o lado, do camarote ao balneário, tu é que mandas em tudo. Despedes, contratas jogadores e treinadores, as meninas da secretaria, o homem que marca o campo! Dás o treino, vais para os banhos turcos ou para onde te apetecer mas pelo menos garante-me o 5º lugar”!
 Só resta desejarmos ao nosso amigo boa sorte! Mas olhe que não vai ser fácil…
 
Até à próxima

sábado, 4 de agosto de 2012

A Procissão

Tocam os sinos da torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Que “eles” andavam a preparar alguma, tinha eu a certeza. Nunca imaginei que fosse através daqueles senhores que nos fizeram pagar o aluguer do telefone durante dezenas de anos, mesmo que não fizéssemos uma única chamada. Como empresa do regime que era, paga por todos nós, os pacóvios do costume, de que se haviam de lembrar agora? Com o pretexto de “superar a concorrência” Zeinal Bava pensou, numa grande jogada de marketing. Juntar-se a um pasquim, no caso A BOLHA, e construir (mais) um andor gigante onde o clube da treta possa ser (de uma forma descarada) levado ao colo na habitual procissão anual.

Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popó, popó.

Os preparativos começam no defeso, e não é difícil imaginar como será. Os cavalos da GNR (ou dos UHF, tanto faz), e a Banda de Musica da Tiririca. O primeiro andor é sempre o da comunicação social escrita. Dum lado o Manhoso, o Delgado, e o Octávio Ribeiro. Do outro, o Gobern, para o andor não tombar. Os amigos do Barbas, vestidos de Soldados da Paz erguem as mãos, com preces para que Witsel não saia.

Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.

Outro andor, agora da rádio e da querida televisão. Vidrinhos, Carlos Daniel, e Seara. No último degrau, Rui Santos, David Borges, e Joaquim Rita. Logo atrás, os apanha-bolas. Aos montes, com as novas camisolas alternativas douradas e pretas. Douradas a recordar o tempo em que havia dinheiro, e pretas a lembrar o Passivo. Outro andor o dos pasquins. A BOLHA, o Correio Manhoso, e o Rascord, lançam pétalas com o nome de Salvio, sobre o público. Logo atrás o dos árbitros. Vítor Pereira, o pode-ser-o-João, Benquerença, Xistra, e o Pedro Proença pregado na cruz.

Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!

A seguir a transmissão televisiva pelo novo canal A BOLA os 240.000 (ou mais) sócios. Vestidos de anjinhos com cartazes alusivos aos patrocinadores do Circo: Coca-Cola, Adidas, Cerveja Sagres, Liga Bwin (bons tempos), Vodafone, TMN e, claro a MEO com os 4 palhaços que fazem aqueles anúncios para indigentes mentais. O palhaço grande, dois palhaços médios, e o palhacinho mais pequeno, o borrachola que, para destoar, vem vestido de verde-e-branco.

Ai, que bonitos que vão os anjinhos!
Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos.
E o mais pequeno perdeu uma asa!

Segue-se a Banda de Musica da Casa Pia com Chalana à frente, disfarçado de guarda do balneário. Outro andor, representando os dirigentes. Gomes da Silva, Vieira, Dominguinhos (os artistas do Passivo) e Rui Costa.

Logo atrás o andor dos nonameboys. Treinados por Pragal Colaço, manejam armas na perfeição. Matracas, sticks de óquei, bastões de basebol, calhaus das obras, tudo serve para os caceteiros atacarem. Javi é o “mordomo” do altar.

Pelas janelas, as mães e as filhas,
As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas,
Parecem anjos que vieram do Céu!

A fechar, um carro em forma de gruta, para transportar os excedentários. Mais de 80 aos molhos, separados por países, esfomeados de bola, numa barulheira infernal. Yannick Djaló vai gritar as frases: “se não jogamos, queremos ser transferidos”! “Corunha ou Atlético já”!

Com o calor, o Prior aflito.
E o povo ajoelha ao passar o andor.
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de Nosso Senhor!

Fontes geralmente bem informadas garantiram ao Mística Azul e Branca que para este ano está preparada uma grande surpresa. A fechar a procissão, um camião frigorífico, género papa-móvel, envidraçado, transporta o futuro defesa-esquerdo da ”instituição”. Um paparazzi disfarçado de vendedor de gelados do Continente, conseguiu fotografar o atleta que aguarda a vistoria e aprovação da ASAE, para, depois, fazer companhia aos 22 estrangeiros do plantel.

Tocam os sinos da torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Letra: António Lopes Ribeiro
Intérprete: João Villaret

Até à próxima

sábado, 16 de julho de 2011

Fundos de Investimento

Parece que voltam a estar na moda. Depois da “instituição”, agora vem o Zbórdem apresentar o seu. O mecanismo é muito simples. Consiste em alienar percentagens dos passes de alguns atletas a uma Sociedade da qual os Clubes também fazem parte, recebendo por isso, adiantadamente, o valor correspondente a essa percentagem como se de uma venda se tratasse.

Normalmente as SAD’s ficam dependentes de uma Comissão de Análise que, depois de verificadas certas condições dos jogadores a colocar (idade, performances, valor de mercado etc), avalia o seu valor comercial aceitando ou não, a inclusão no Fundo. Mais tarde, os atletas ali colocados, são constantemente observados por uma Comissão de Gestão que analisa eventuais propostas de compra por parte de clubes interessados sendo que, em princípio, desde que ultrapassem o valor pelo qual foram avaliados, dá luz verde à transferência. É sempre da responsabilidade do Fundo a última palavra. O Clube se não concordar com o valor de uma oferta, mas o Fundo quiser vender, pode sempre exercer o Direito de Opção e pagar pelo atleta o mesmo que o interessado oferece. Nesta hipótese o jogador “sai” do Fundo, os direitos económicos “regressam” integralmente ao Clube que, mais tarde, poderá sempre vendê-lo pelo valor que entender. Dos 18 atletas ali colocados, foram vendidos até agora, Di Maria, David Luiz e Fábio Coentrão. Vejamos quais os nomes, percentagens e valores dos atletas colocados no “Benfica Stars Fund”:

Qual é o principal problema no meio disto tudo? Naturalmente a (in)gerência que o Fundo pode exercer nas transacções. Sempre que um jogador fique, por lesão ou falta de qualidade, “parado”, o seu valor imediatamente desvaloriza. Então, é do máximo interesse, despachá-lo por qualquer preço. Se, pelo contrário o atleta está a fazer uma boa temporada, logo os investidores querem que “se mostre” o mais possível para atrair possíveis interessados. Deve ser por isso que aquele Defesa Central anão, ultimamente, tem sido chamado à equipa.

Podemos então definir Fundo de Investimento, como uma forma de aplicação financeira. No caso deste Fundo do BES, e tratando-se duma das duas formas possíveis de funcionamento (tem a forma de Fundo Fechado só reservado a “convidados. A outra, classifica-se como Fundo Aberto a todos os que queiram participar), não permite a distribuição de lucros a não ser na data prevista para o seu encerramento (31 de Agosto de 2014). Esta contrariedade pode ser ultrapassada se a Assembleia de Participantes, aprovar uma distribuição antecipada. Como em todos os negócios, cada vez mais, é necessário ter muito cuidado com os espiões…

O Clube, para fazer parte do Fundo, além de colocar ali os jogadores, é obrigado a subscrever parte do capital do mesmo, bem como, a suportar na proporção da sua quota todas as despesas inerentes ao funcionamento da Sociedade, funcionários, comissões de avaliação e gestão, taxas, etc. Depois, contar com os empresários e os amigos que lhes promovem os atletas nos pasquins ou nos programas televisivos de referência. Mas não se iludam os Directores Financeiros das SAD’s nem os investidores dos Fundos. Primeiro, convém não se gastar mais do que se recebe. Depois, porque, como dizia o nosso querido António Oliveira, “tudo se resume à bolinha entrar ou não”.

Até para a semana