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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Adeus Quaresma

Ricardo Quaresma deixou novamente o Futebol Clube do Porto. No seu Blog deixou uma mensagem sentida onde mostrou um enorme, para não dizer tremendo, respeito pelo Universo Futebol Clube do Porto. Tal, só por si, merece que todos os adeptos Portistas desejam a maior das felicidades ao “Ciganito” nesta sua nova aventura no estrangeiro.
 
Agora o facto de Ricardo Quaresma ter mostrado ao Mundo que é Humano não dá, a meu ver, direito a que muita gente aponte o dedo á SAD e ao Treinador Julen Lopetegui. Lamento mas vejo nisto a cobarde campanha de difamação e perseguição que tem sido feita ao Basco desde que este se tornou Treinador da equipa principal dos Dragões. Podemos, e devemos, apontar as asneiras de Lopetegui para que este melhore (este tem feito por melhorar segundo o que se vai vendo no estágio), mas daí a “atirar-lhe a pedra” por causa da saída de Quaresma vai uma enorme distância.
 
Primeiro que tudo há que dizer que se Ricardo Quaresma tivesse mesmo intenção de ficar no porto e acabar a sua carreira de Dragão ao peito não teria nunca aceita sair para a Turquia.
 
E não me venham cá com o argumento da Selecção porque mesmo não sendo regularmente chamado ao onze inicial do FC Porto Quaresma era sempre convocado por Fernando Santos. Este argumento “não cola”
 
Assim como também não serve a história da carochinha de que Quaresma não se dá bem com o banco de suplentes pois aos erviço da nossa Selecção Quaresma não se importa de fazer parte do bano e de ser a “arma secreta” de Fernando Santos.
 
Obviamente que a saída de Ricardo Quaresma do Dragão é uma perda para o Clube pois todos queremos ter os melhores Jogadores na nossa equipa, mas é preciso ter-se em linha de conta que o actual Quaresma já está longe, muito longe, do primeiro Quaresma que passou pelo FC Porto. A idade não perdoa a ninguém… Nem a RQ7 que deveria começar a mostrar disponibilidade para jogar em outras posições onde não se exija tanto da velocidade mas sim da técnica… Mas Quaresma é mesmo assim e é muito por isto que não é um “clone perfeito” de Cristiano Ronaldo apesar de o potencial estar ali à mão de semear.
 
Por tudo isto fica aqui o meu adeus a Ricardo Quaresma. Que seja feliz na Turquia e os ares do médio oriente lhe tragam a sensatez que este precisa para ser ainda mais mágico do que aquilo que é hoje em dia. Boa sorte “Ciganito”!

sábado, 6 de julho de 2013

Faltou "Coragem" à geração "Talento".

 
Portugal terminou a sua participação no Mundial sub-20 aos pés de Gana, 3º classificado no grupo A da competição. Um rival claramente inferior em termos de talento à selecção portuguesa.
  • Posto isto, o que falhou a esta talentosa geração?
Obviamente que a resposta ínsita no titulo deste texto é redutora. Não faltou apenas coragem. Faltaram disciplina táctica, rigor, concentração e liderança técnica, táctica e estratégica. Faltou treinador para aprimorar esta geração, colocar os talentos ao serviço de um colectivo coeso e organizado.
 
Relativamente à geração anterior, esta geração apresentava mais experiência competitiva, graças às equipas B. Alguns dos jogadores são já opção em equipas da 1ª liga, no caso de Bruma e Ilori são mesmo titulares de um clube como o Sporting.
 Portugal nesta competição partia como um dos favoritos, posição reforçada pelo facto das duas grandes potências Argentina e Brasil não estarem em prova, e por ter um dos maiores talentos desta categoria: Bruma.
 
O problema é que só o talento não chega. Fazendo a comparação entre esta geração e a anterior, repara-se que uma selecção consegue chegar mais longe sendo uma equipa, sabendo esconder limitações através de um espírito colectivo coeso, e de uma liderança forte, do que fiando-se apenas no talento dos seus intérpretes esquecendo-se de se organizar, pensar e respirar em campo como uma equipa.
 
Tiago Ferreira, o único sobrevivente da Geração Coragem, talvez pudesse ter dado alguns conselhos aos colegas acerca do espírito e da capacidade competitiva que uma geração muito menos talentosa e tão pouco valorizada pelo seu próprio país, teve há dois anos.
 
Porventura, a falta de coragem não pode ser imputada directamente aos jogadores. Começa na estrutura federativa e passa pela equipa técnica liderada por Edgar Borges.
Edgar Borges tem como saldo ao serviço da federação, duas qualificações para o europeu de sub 19 mas sem conseguir passar da fase de grupos em ambas as ocasiões. Neste contexto e já com esta equipa, Edgar Borges também deixou escapar a oportunidade de ganhar o Europeu de sub-19 sendo eliminado na fase de grupos em que se encontravam as duas finalistas: Espanha e Grécia.
 
Se a qualidade dos adversários até poderia servir de atenuante, o mesmo não se poderá dizer da desconcentração da equipa que chega à última jornada precisando apenas de empatar com a Grécia e perde a cabeça logo de início tendo um jogador infantilmente expulso, condenando assim a selecção ao insucesso e acabando por ser eliminada, num jogo em que o empate lhe bastava.
 
Como prémio por esse insucesso, a Edgar Borges foi-lhe dada a oportunidade de se manter ao leme desta talentosa geração de jogadores. Geração que tem ainda a vantagem de poder apresentar uma espinha dorsal de jogadores que brilharam todos ao serviços dos juniores do Sporting, sendo campeões nacionais e brilhando numa competição que é uma espécie de liga dos campeões de sub 19.
 
Em sentido contrário, Ilídio Vale, uma velha raposa, e provavelmente um dos maiores nomes da formação em Portugal - cujo mérito nem sempre lhe é reconhecido por não se colocar em bicos de pé-é afastado da selecção nacional sub-20 sendo mandado para a prateleira depois de ter logrado um feito fantástico, levando Portugal a um final de um mundial onde parecia condenado por todos a ir apenas para fazer número.
Tal como na nossa formação enquanto estudantes, temos a possibilidade de trocar de professores quando damos um passo na evolução académica ( do ensino primário para o básico, do básico para o secundário e do secundário possivelmente para o superior), a esta geração lhe faria muito bem ter um novo “professor”. E quem melhor que o mestre Ilídio Vale? Principalmente tendo a possibilidade de apresentar uma autoridade sobre estes atletas reforçada, por ter sido o comandante de uma equipa vice campeã mundial.
 
Ilídio Vale pegou num grupo de jogadores com pouco ritmo de competições profissionais, sem muitas soluções e soube colocar as peças e fazer uma verdadeira equipa, que demonstrava uma concentração competitiva que parecia enganar o bilhete de identidade
  • Á geração talento, sobraram velhos vícios que se perpetuaram com o mesmo treinador: Edgar Borges
Muitas desatenções defensivas (não por falta de opções de qualidade para o sector defensivo, mais por falta de concentração colectiva), um problema crónico de falta de intensidade no momento da transição defensiva e na capacidade de vencer as bolas disputadas, principalmente a meio campo, com jogadores de qualidade técnica superior, mas com pouca intensidade.
 
Contudo, como ponto forte esta selecção apresentava uma enorme vocação e capacidade ofensiva. Uma equipa muito criativa, com um meio campo passivo defensivamente, mas com jogadores de enorme capacidade de passe, um lateral direito de excelência, como João Cancelo e um desiquilibrador que marca as diferenças como Bruma.
 
Edgar Borges com isto tudo não fez o que se espera de um treinador. Não potenciou o bom e escondeu o mau. Claramente Edgar Borges não soube ler os sinais, o que é grave para quem acompanha estes jogadores há alguns anos.
 
Portugal entrou no primeiro jogo contra a Nigéria a todo o gás, marcando dois golos e dando um festival de futebol ofensivo. Demonstrou depois a sua pior face quando consentiu o empate dos nigerianos, mas ainda assim acabou por vencer no final.
 
Uma característica desta equipa. Uma equipa que gosta de jogar para a frente, que pensa principalmente no momento ofensivo, e que se desconcentra e é pouco intensa quando perde a bola, e que tem dificuldade em guardar resultados, porque no seu adn está a procura constante do golo.

Edgar Borges entendeu que o segredo para compensar os erros defensivos, seria mexer na estrutura ofensiva da equipa. Equivocou-se enormemente, porque nem a equipa passou a defender melhor, como ainda se sentiu claramento condicionada naquilo que era o seu ponto forte, a organização ofensiva e as transições ofensivas.

Logo no jogo com a Coreia do Sul, Edgar Borges decidiu retirar Cancelo para colocar Oscar Dabo um lateral direito menos ofensivo, para assim poder supostamente atacar com menos jogadores.

Portugal na mesma colocou-se em vantagem, na mesma deixou-a fugir, mas a diferença é que jogou pior, atacou menos, teve menos iniciativa e acabou mesmo por empatar, quando com outra atitude e soltando a equipa mais para o jogo, teria ganho o jogo. Com Cuba, voltou uma estrutura ofensiva normal, a explorar os corredores laterais e a assumir mais o jogo e veio uma goleada.
  • O jogo com o Gana
Para o jogo com o Gana, já a eliminar, eis que Edgar Borges demonstra a tal falta de “coragem”. Como uma velha escola de treinadores portugueses, preferiu deixar a coragem toda nas palavras na sala de imprensa ao dizer que não se chateava que o resultado fosse 10-9 para Portugal...
 
Já no campo a mensagem para os jogadores foi totalmente distinta. Decide colocar Ié a lateral direito. Uma opção a fazer lembrar uma de Queiroz no Mundial da África do Sul em que coloca Ricardo Costa a lateral direito tendo dois laterais de raiz no banco. Resultado? Derrota e golo marcado pelo lado justamente do lateral adaptado.
 
Esta mania de alguns treinadores, que reforçar a defesa com um central adaptado a lateral é a fórmula mágica para se defender melhor. Pelo contrário. Um central não conhece as rotinas do posto, tem dificuldades quando tem que fechar por dentro, já para não falar que não sabe como se posicionar em organização ofensiva e muito menos tem a capacidade para dar largura e aparecer a cruzar.
 
Edgar Borges passou basicamente para a equipa a mensagem de que não confiava neles no momento defensivo e que por isso deveriam mudar a sua forma de jogar para não sofrer golos. Assim decidiu amputar o lado direito de Portugal, que deixou de poder carrilar jogo, pois Edgar Ié obviamente não consegue dar a dinâmica ao flanco que dá um João Cancelo.
Mais grave ainda é Edgar Borges decidir prescindir de um dos maiores destaques do Benfica B e desta geração. Passou a barreira do incompreensível quando mesmo a perder Edgar Borges, faz duas alterações ao intervalo mas nenhuma delas incluía a entrada de Cancelo que assistiu do banco Portugal a dar a volta ao jogo (de 0-1 para 2-1) para depois acabar em menos de 15 minutos por sofrer dois golos em falhas graves da defesa. O do empate, curiosamente pelo lado onde defendia Ié…
 
Edgar Borges puxou o freio ofensivo de uma equipa que não sabe defender, e que a sua melhor defesa seria exactamente colocar o pé no acelerador e atacar e dominar os jogos, para que pudesse marcar mais golos do que sofrer.
 
Edgar Borges tinha um problema a meio campo por ter jogadores como João Mário, André Gomes ( que só se lembrou de aparecer no Mundial no último jogo) e Agostinho Cá, que privilegiam mais a posse de bola, e que não são dados a grandes correrias atrás da bola.
  • O que fazer?
Assumir o jogo. Ter bola. O que fez a Espanha quando começou a fabricar jogadores como Xavi, Iniesta, Fabregas e companhia, que gostam de ter a bola no pé em vez de correr atrás dela? Começaram a jogar em posse, pois jogar um jogo partido em constantes transições seria incómodo para as características que a Espanha tem.

Edgar Borges não soube conciliar o futebol de transições através de Bruma, para um futebol mesclado, capaz de ter a bola e sem que por isso tenha que deixar de acionar Bruma em momento de transição.
 
O problema na defesa não era dos jogadores da defesa, nem se resolveria se jogassem com 4 centrais em cima da linha de golo. Era um problema colectivo, que devia ter sido corrigido a começar pelo ataque.
Trata-se de características dos jogadores. Se temos um meio campo pouco pressionante, então devia ter sido colocado Ricardo Esgaio a extremo. Esgaio faz todo o corredor, começou a sua formação como lateral e ainda pode jogar a interior direito. Daria a rapidez e dinâmica necessária em momento da perda da bola e organização defensiva, podendo ajudar no momento da recuperação da bola, libertando Bruma no flanco contrário.
 
Outro jogador que claramente saiu negligenciado desta competição e que poderia ter sido aproveitado para solucionar alguns dos problemas colectivos foi Tozé do F. C. Porto.
 No Porto b jogou a extremo, mas é um médio interior, que é rápido, tecnicista, mas que tem muita garra e que não desiste de uma bola. Um médio que poderia muito bem aparecer no onze ou por troca com André Gomes, ou até mesmo por Ricardo Dias/ Agostinho Cá, recuando André Gomes ou João Mário no terreno. Daria maior nervo ao meio campo da equipa e ainda a capacidade de remate de longa de distância.
 
Edgar Borges também não foi inteligente ao estar constantemente a variar entre duplas de centrais. Tiago Ferreira, Ilori e Ié, são 3 potenciais titulares, é um facto. A vida de Edgar Borges no euro sub-19 ficou mais tranquila em termos de decisão com a lesão de Ié que assim lhe fez não ter outra opção que não escolher a dupla Ferreira/ Ilori.
Neste Mundial com o regresso de Ié, faltou a Edgar Borges a coragem para optar por uma dupla e dar-lhe confiança ao longo do torneio. No jogo com o Gana deu a ideia que para não ter que optar, e para sentir que estaria mais seguro atrás, escolheu jogar com os três centrais, pensando que assim defenderia melhor.
 
Para isso, abdicou do lado direito da equipa durante todo o jogo, tentando depois compensar com a entrada de Esgaio por Ricardo, mantendo contudo Ié a lateral.
 
É o problema de coragem da estrutura federativa. Coragem para não recompensar a incompetência e coragem para se livrar de tradicionais porreirismos e compadrios. P. Bento é seleccionador e o amigo Rui Jorge vai para seleccionador sub-21. Resultados? Nada. O que se faz em relação a isso? Nada.
Nos sub-20, optou-se por mandar Ilídio Vale para a prateleira para dar continuidade a Edgar Borges.
 
Infelizmente nunca saberemos como seria uma geração com este talento, nas mãos de um treinador que com muito menos conseguiu muito mais. O que sabemos é que nesta fase de amadurecimento competitivo, faria bem a Bruma, Ilori, André Gomes e companhia, um treinador que lhes desse bons ensinamentos sob o ponto de vista táctico, de organização defensiva e que fosse capaz de criar um espírito de grupo forte.
 
Se calhar esta federação não merece profissionais como Ilídio Vale. Enquanto assim for, pode haver muito Talento, faltará sempre a Coragem.

 

domingo, 23 de junho de 2013

Mundial sub 20 : Da geração coragem à geração talento. (1ª parte)

Começou na passada 6ª feira a participação portuguesa no Mundial sub-20, com uma vitória no jogo inaugural com a Nigéria por 3-2.
 
Esta competição será um barómetro interessante para aferir do futuro da selecção portuguesa. Acima de tudo, é importante para desconstruir umas teses pessimistas de que não há futuro para o futebol português e que a formação não produz talento necessário para assegurar uma renovação. Curiosa esta posição dos arautos da desgraça numa altura em que Portugal há dois anos se sagrou vice-campeão do Mundo (algo que a geração actual da selecção principal nem chegou perto) de sub-20, e após uma boa prova nos europeus de sub-19 que agora chegam à Turquia como um dos favoritos ao título.
  • Geração Coragem- Do quase anonimato à quase glória
Há 2 anos por esta altura, iniciava-se o Mundial na Colômbia. A mesma competição, Portugal com participação assegurada, contudo, o estado de espírito não poderia ser mais distinto.
 
Se esta geração merece os holofotes da fama graças a jogadores talentosos e já mediáticos como Bruma, Tiago Ilori já titulares do Sporting, ou jogadores com lugar já nos planteis dos grandes Benfica e Porto, a geração anterior mereceu pouco mais que a indiferença por parte da comunicação social e do público em geral.
 
Aquela que haveria de ser chamada de geração coragem, partia para o Mundial com uma geração sem grandes feitos nem grandes figuras mediáticas, uma geração composta acima de tudo por jogadores que não tinham qualquer experiência no futebol sénior, outros que já haviam saído do seu país em busca de mais oportunidades para a sua carreira, devido à miopia dos grandes clubes portugueses. O craque, ou jogador mais mediático dessa geração era Sérgio Oliveira, uma promessa adiada do F. C. Porto, que muito cedo se estrou pela equipa principal, estabeleceu uma cláusula de rescisão recorde mas que a partir daí se viu emprestado a clubes inferiores sem nunca se conseguir destacar.
 
Portugal iniciou essa campanha com um empate com o Uruguai. Conseguiu duas vitórias por 1-0 com Camarões e Nova Zelandia, margem sempre curta e sem dar grande espectáculo mas com exibições repletas de entrega, rigor defensivo e um espírito colectivo enorme. Sem ninguém dar por isso, uma selecção em que ninguém acreditava, comandada pela velha raposa da formação o Prof. Ilídio Vale, já estava na fase seguinte e apurada em primeiro.
A partir daí o país começou timidamente a olhar para aqueles miúdos que ninguém dava nada, e que começavam a construir algo inesperado do lado de lá do Atlântico.
 
Nos oitavos de final nova goleada de 1-0 com a frágil Guatemala. Muitos desconfiavam que se tratava de sol de pouca dura, de pura sorte, e que a partir dos quartos-de-final ,Portugal iria baquear facilmente aos pés de selecções de enorme gabarito e tidas como favoritas. Selecções como: França, Espanha, Brasil, Argentina , Colombia ( que para além de jogar em casa contava com um talento chamado James Rodriguez…) ou o próprio México que levava aquela geração que mais tarde se celebraria campeã olímpica.
 
Selecções com talentos em maior quantidade e qualidade que Portugal e todos com experiência já em competições profissionais, principalmente a selecção mexicana e brasileira. Só a partir dos quartos-de-final começaram os jogos da nossa selecção a serem transmitidos pela estação pública portuguesa. Portugal derrota a poderosa Argentina nos quartos-de-final após a lotaria dos penaltis. Nasce aí o epiteto da Geração Coragem. Nas meias-finais Portugal derrota outra grande favorita, a França, desta vez por 2-1.
 
Portugal chega à final com o Brasil com apenas um golo sofrido em toda a competição e acaba derrotado num jogo épico perante uma selecção superiormente comandada por Oscar ( marcou 3 golos nessa final )que é hoje provavelmente o grande jogador brasileiro da actualidade a jogar na Europa. Um jogo em que Portugal levou o Brasil ao limite, e que em que vimos como ainda é possível um colectivo forte e com enorme capacidade de sofrimento, ser capaz de equilibrar e até se colocar por cima num jogo com uma equipa com talentos infinitamente superiores.
 
Uma equipa que tinha como base titular: Mika, Cedric, N. Reis, Roderick, Mário Rui; Pelé, Danilo, Sana/J. Alves, S. Oliveira; Alex e N. Oliveira 
Portugal sem deslumbrar, soube fazer das fraquezas forças ao longo da competição. Não tinha tanto talento como os adversários? Então não tinha problemas em baixar linhas, apostar no rigor defensivo, concentração e acima de tudo num enorme querer. Portugal era fortíssimo na organização defensiva ( algo pouco típico nas equipas portuguesa), e sabia explorar bem os momentos de contra ataque para marcar um golo ( quase sempre graças a N. Oliveira que jogava muito isolado na frente), e defender a magra vantagem.
 
Uma equipa com jogadores sem experiência nos seniores mas que graças à sagacidade de Ilídio Vale conseguia parecer uma equipa de jogadores tarimbados na forma como geria os ritmos do jogo como melhor lhe convinha.
 
Acho curioso quando se fala que P. Bento faz milagres com a actual geração, sabendo que está empatado com uma selecção como Israel… Portugal pode não ter mais uma geração como a de 2004, mas continua a ter obrigação de estar no Mundial, e dá-se ao luxo de deixar de fora das convocatórias jogadores como: H. viana, Manuel Fernandes, Eliseu, Pizzi entre outros.
Acho que se não se deu o devido reconhecimento ao Professor Ilídio Vale. Um homem que dedicou a sua carreira à formação e que é provavelmente dos profissionais mais competentes na sua área de actuação. Conseguiu fazer uma equipa de juniores, desacreditada fazer um país acreditar que poderiam derrotar uma selecção brasileira com jogadores já titulares nos grandes clubes brasileiros e com talentos como Óscar, Danilo, Alex Sandro ( suplente!!), Fernando ( actual titular da selecção principal), Filipe Coutinho, Willian ( Shaktar Donetsk) ou ainda Casemiro que este ano já se estreou pela equipa principal do Real Madrid pela mão de José Mourinho.
Perante isto Portugal contrapôs um sensacional Nelson Oliveira que se transformou no craque da equipa. O jogador que sozinho no ataque colocava a cabeça em água a 3 e 4 defesas. Mas acima de tudo uma equipa muito unida. Um grupo muito solidário e em que se revelaram jogadores de enorme capacidade como Danilo ou Pelé ou ainda um surpreendente Mika que fez uma excelente prova.
  • Pontes entre gerações
Pouco haverá em comum entre as duas gerações. Tiago Ferreira o central do F. C. Porto b e uma das grandes esperanças da formação portista é o elo de ligação entre as duas gerações. O seleccionador é agora Edgar Borges, de forma algo incompreensível desaproveitou-se o contributo de Ilídio Vale.
 
Esta geração já leva o nome da geração talento desde Portugal graças a talentos como Bruma que tem aquecido esta silly season por se ter tornado um dos jogadores mais apetecidos pelos grandes tubarões europeus.
 
Esta geração, ao contrário da da Colômbia, chega à Turquia como uma das favoritas ao título. E tal não se deve apenas ao vice campeonato mundial da geração anterior, deve-se acima de tudo ao percurso desta geração desde os sub-19, e o facto de efectivamente já ter talentos que são naturais candidatos a figuras do torneio.
Há dois anos os portugueses descobriram talentos como Danilo e Pelé que já não figuravam sequer nas equipas portuguesas, ou ainda N. Oliveira que tinha já experiência no Paços de Ferreira mas sem ter chamado muito à atenção. Descobriu-se o guarda-redes Mika que pouco depois mereceu aposta por parte do Benfica.
 
Esta geração chega com jogadores já de cartel. Bruma e Ilori são titulares do Sporting, e a proliferação das equipas B permitiu que uma série de talentos pudesse chegar a este Mundial já com outra rodagem e mais conhecidos do grande público. Caso disso é João Mário capitão e figura do Sporting B, tal como Ricardo Esgaio também ele já estreante na equipa principal e ainda João Cancelo, apontado como sucessor de Maxi Pereira no Benfica e ainda Ricardo que foi figura fulcral do V. Guimarães esta época, ou ainda a promessa André Gomes que esta época mereceu já aposta de Jesus na primeira equipa do Benfica.
As expectativas são hoje mais altas. Prova disso é até o espaço dedicado pela imprensa desportiva a este Mundial, algo que não havia acontecido no de há dois anos. O mesmo se poderá dizer da transmissão dos jogos que agora já se faz desde o 1º jogo e com algum aparato ao contrário de há dois anos atrás.
 
Pontos de contacto entre as duas gerações talvez o facto de ambas as selecções começarem-se a destacar com duas figuras: uma na baliza e outra no ataque. Em 2011 eram Mika e N. Oliveira, hoje são José Sá ( Marítimo B) e Bruma.
  • Tirando estes pontos de contacto, tudo o resto é diferente
Esta Geração Talento tem a enorme vantagem de ser constituída por uma base de um clube, o que sempre ajuda em termos de entrosamento.
 
75% da equipa porventura, é constituída pela equipa de juniores do Sporting que se sagrou campeã nacional há dois anos e brilhou na Next Gen, uma espécie de Champions de sub-19.
 
Esta geração já no anterior Europeu de sub-19 conseguiu a qualificação goleando e esmagando os adversários que lhe saíram ao caminho e chegou também ao Europeu como uma das favoritas.
  • O Euro sub-19
No Europeu caiu num grupo forte com Espanha e Grécia que acabariam por ser as duas finalistas da competição. Soube a pouco o 3º lugar de Portugal no grupo, mais ainda quando se havia conseguido um empate 3-3 com uma geração fantástica de Espanha com Delafoue grande promessa do Barça e Jesé Rodriguez enorme promessa do Real Madrid.
Quando se pensava que o mais difícil estaria feito, Portugal foi surpreendido por uma forte geração grega, num jogo com algum azar pela forma como Portugal ficou reduzido a 10 ainda na 1ª parte e que terminou com a derrota e a eliminação antecipada de uma das candidatas ao título.
 
Portugal ficou pelo caminho, mas ficou claro para quem acompanhou a competição que provavelmente estavam no mesmo grupo as 3 das 4 equipas mais fortes em prova ( a outra era a França que acabaria eliminada por Espanha).
 
Dessa equipa comandada por Edgar Borges, saiu a base para esta selecção de sub-20. Uma ou outra alteração na convocatória, o aproveitar de alguns reforços vindos das experiências no Torneio de Toulon, e jogadores que foram aparecendo entretanto como Ricardo no V. Guimarães. A base dessa equipa de sub-19 era o Sporting campeão nacional de juniores. Mais concretamente 7 jogadores no 11 titular. Os outros 4 jogadores eram 3 do Benfica: João Cancelo, Daniel Martins e André Gomes e um do Porto, o central Tiago Ferreira.
Uma ausência notada nesse Europeu foi o central Ié, entretanto transferido para Barcelona com o seu colega do Sporting Agostinho Cá. Ié seria um dos pilares na defesa mas uma lesão de última hora afastou-o da prova e entregou assim a titularidade à dupla Ilori/Tiago Ferreira.
 
O onze tipo era então: Rafael Veloso, João Cancelo, Ilori, Tiago Ferreira, Daniel Martins na defesa; meio campo com: Agostinho Cá, João Mário e André Gomes; ataque entregue ao trio sportinguista: Bruma, Esgaio e Betinho.
 
Para o Mundial sub-20 Edgar Borges pôde aproveitar um torneio de Toulon que serviu para confirmar a qualidade de alguns jogadores para entregarem este grupo que já vinha formado. Reforços cirúrgicos para algumas lacunas detectadas. Uma delas no lugar de ponta de lança, onde Betinho apesar de competente, não era um jogador à altura dos extremos que o serviam. Daí que Gonçalo Paciência, um finalizador de créditos firmados ao longo de toda a sua formação no F. C. Porto se tenha constituído como opção.
 
Outra opção que surgiu do bom trabalho de prospecção da FPF, foi Aladje, jogador natural da Guiné Bissau e que se encontrava escondido na 3ª divisão italiana.
Infelizmente Gonçalo Paciência perdeu a oportunidade de estar no Mundial devido a uma lesão (lesões que o têm impedido de explodir como seria previsto). Assim sendo a opção de Edgar Borges recaiu sobre Ivan Cavaleiro. Jogador do Benfica b, que havia sido opção no Euro sub-19. Um jogador possante fisicamente mas que não é um jogador de área, é antes um extremo que pode aparecer na área para finalizar.
 
Tratou-se de uma opção algo discutível, tendo em conta que Edgar Borges optou assim por deixar de fora Betinho, titular desta selecção nos sub-19 e que conhece bem grande parte dos companheiros e que até se fala que pode vir a integrar o plantel principal do Sporting.
  • Diferença de modelo e postura em relação à Geração Coragem. Quais são as grandes diferenças entre esta geração e a que se sagrou vice- campeã do Mundo na Colômbia?
 Começamos logo no modelo de jogo. O 4-3-3 mantém-se tal como a força matriz de todas as selecções jovens, contudo este é um 4-3-3 mais claro e ofensivo. O 4-3-3 de Ilídio Vale, por vezes se transformava num 4-4-2 disfarçado, uma vez que se sentia que havia que reforçar o meio campo perante a maior qualidade dos adversários. Assim, libertava-se Sérgio Oliveira para jogar aberto na esquerda mas com instruções de fazer movimentos interiores e em momento defensivo, juntar-se ao trio do meio campo, deixando Alex mais aberto na outra ala, e um N. Oliveira com instruções para segurar os defesas mas com muitos movimentos da faixa para o meio.
 
Este 4-3-3 aposta num ataque mais criativo e móvel, com jogadores como Bruma, Ricardo e a descoberta Aladje.
 
O que esta geração sobra em talento, perde contudo em capacidade colectiva e organização. Nota-se a falta de maior rigor e concentração defensiva, bem assim, como a ausência de alguma capacidade de trabalho no momento da recuperação da bola.
 
Acima de tudo, o meio campo apresenta características totalmente diferentes. Enquanto a Geração Coragem tinha dois médios com uma enorme capacidade de pressionar o adversário e de recuperação e desarme com Danilo e Pelé. Esta geração tem um trio de meio campo, com mais criatividade, melhor capacidade de passe, mas com jogadores pouco intensos, que jogam quase de pantufas a meio campo e apresentam dificuldades na hora de ter que recuperar bolas, e serem fortes no desarme.
 
Gostam de ter a bola no pé, mas sofrem quando têm que sair a pressionar e ganhar os duelos.
João Mário é o cérebro da equipa, tem uma enorme visão de jogo e qualidade de passe muito boa, mas não é um recuperador, não é um carregador de piano. André Gomes do Benfica , também ele que gosta de ter a bola no pé e organizar o jogo ofensivo mas que é algo lento e passivo no momento defensivo.
 
Para equilibrar o meio campo defensivamente, Edgar Borges, optou no jogo inaugural com a Nigéria por Ricardo Alves do Belenenses.
 
(cont)

domingo, 3 de junho de 2012

Ainda não foi desta

Partindo da premissa que o resultado é o menos importante nos encontros amigáveis, Portugal mostrou contra a Turquia que ainda há muito trabalho pela frente até à estreia no Campeonato da Europa.

O jogo com a Alemanha está marcado para daqui a uma semana e há muito para melhorar até lá, nomeadamente no aspecto defensivo e no capítulo da finalização. Foi apenas na sequência de erros da defesa Portuguesa que os Turcos ganharam o jogo e foi pela mira desafinada que os Portugueses não marcaram mais do que um golo no Estádio da Luz, que o diga Cristiano Ronaldo que falhou uma grande penalidade.

Do ponto de vista exibicional, não há comparação entre a Selecção que entrou em campo contra a Dinamarca com aquela que defrontou a Macedónia. De resto, os primeiros 20 minutos foram de total domínio Português e Portugal podia ter marcado nesse período, tanto por Cristiano Ronaldo, de bola parada, como por Hugo Almeida, após um bom cruzamento de Fábio Coentrão.

Mas isso não chega nos jogos particulares e muito menos nos oficiais quando a defesa não está nos seus dias. A de Portugal não esteve e isso veio a ser fatal para a derrota no jogo de despedida antes da partida para o Europeu. 

Antes do golo, os turcos tiveram Burak Yilmaz isolado perante Rui Patrício e uma bola ao poste por Hamit Altintop. Tudo por culpa própria dos defesas, pois primeiro foi Bruno Alves e Fábio Coentrão que se desentenderam e permitiram a fuga de Yilmaz e depois foi o defesa do Zenit que colocou a bola na posse dos Turcos e originou uma falta, que na sua cobrança levou o esférico ao ferro da baliza de Rui Patrício.

Pelo meio, Hugo Almeida também cabeceou à barra e a ineficácia que o avançado Português teve nesse lance foi aproveitada pela Turquia, que chegou ao golo pouco depois após Miguel Lopes ter dado espaço a um adversário, permitindo o cruzamento para a área e o golo de Umut Bulut.

Mesmo com o golo sofrido, do apoio vindo das bancadas os jogadores Portugueses não se podiam queixar e empurrados pelo público voltaram a acordar, estando duas vezes perto do empate. No primeiro lance, Hugo Almeida, em vez de rematar à baliza, preferiu assistir Fábio Coentrão e no segundo foi Cristiano Ronaldo isolado, depois de uma grande abertura de Moutinho, que viu Volkan Demirel a fazer uma grande defesa.

Ineficácia e erros defensivos explicavam o 0 x 1 ao intervalo e o início da segunda parte foi mais do mesmo, com a Turquia a aproveitar para ampliar a vantagem e a provocar os primeiros assobios na Luz. Miguel Veloso ofereceu a bola a Umut Bulut e este não desperdiçou para bisar e colocar o resultado em 0 x 2.

Portugal soube reagir e conseguiu chegar ao golo, numa altura em que já tinha reconquistado o apoio do público. Após subida de Fábio Coentrão, a bola chega a Cristiano Ronaldo e este deixa-a seguir para Nani, que com um remate cruzado faz o 2 x 1.

O jogador do Manchester United provocou a primeira grande explosão de alegria na Luz, que só não teve outra ainda maior pouco depois porque Cristiano Ronaldo falhou uma grande penalidade, permitindo a defesa a Volkan Demirel.

Até ao final, os adeptos pediram mais golos, mas quem marcou foi a Turquia nos últimos instantes, com Pepe a fazer um autogolo e a estabelecer o resultado final de 1 x 3.

Foi uma triste despedida, disso não há dúvida, e Portugal bem tentou que as coisas fossem diferentes. Mas só querer não basta, por isso é preciso evitar os erros defensivos desta noite para que a Selecção Portuguesa se apresente ao melhor nível na Polónia e Ucrânia. 

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Cristiano Ronaldo

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Dragões perdem ao intervalo

Uma "traição" de Álvaro Pereira, aos 55 minutos, deu inicio á derrota dos Azuis e Brancos no Dragão. Kün Aguero, aos 85 minutos, selou com um golo afortunado o triunfo do Manchester City FC em Portugal. 1 x 2 e tarefa complicada para o FC Porto em Inglaterra.

Um quarto de hora a abrir com respeito mútuo. O Manchester City baixou do pedestal e encarou o Dragão de igual para igual, receoso das armas que o conjunto Português apresenta. Aos 15 minutos, o primeiro sinal de perigo, com Rolando a responder a um cruzamento de James e Clichy a fazer a vez de Joe Hart em cima da linha.

O FC Porto abriu o que depois acabou por ser uma primeira parte com muitas e boas ocasiões de golo. A resposta dos Citizens surgiu aos 21', com Balotelli primeiro e Micah Richards depois, sempre com o mesmo a ter uma palavra contra. Helton defendeu estas duas e haveria de anular outras até ao descanso no Dragão.

Como por exemplo no minuto seguinte, quando Nasri tentou a sorte de longe. Diga-se, contudo, que esta tripla reação Inglesa surgiu com o FC Porto reduzido a dez. Danilo estava de fora e por lá ficaria, dando a vez a Mangala que "empurrou" Maicon para a lateral direita. Por falar em empurrar, foi o que Kompany fez a Hulk aos 26', dentro da área, mas a grande penalidade ficou por assinalar.

O Porto crescia e revoltado com o erro do árbitro Turco não perdoou um minuto depois. O passe de Lucho é isso mesmo, de luxo, assim como o cruzamento de Hulk para um Varela que chegou a toda a velocidade e primeiro que o defesa do Manchester City. 1 x 0 no Dragão, e como assentava bem ao jogo Portista.

Até ao recolher obrigatório, Balotelli não aproveitou novo erro da equipa Turca, que deixou passar o Italiano em fora-de-jogo. Mas Helton voltou a dizer não à intenção Britânica de marcar na cidade do Porto. O mesmo Helton sonegou a David Silva, a dois minutos do descanso, o mesmo desejo do colega Italiano.

Na segunda parte foi Álvaro Pereira a fazer aquilo que ninguém no Manchester City tinha logrado na primeira. Lance com Balotelli, aos 55 minutos, e o lateral Uruguaio a desviar com o ombro esquerdo para o empate. Helton parou todos, menos o próprio defesa. Antes, aos 50', Micah Richards tinha acertado no poste.

A "traição" de Álvaro Pereira atingiu o FC Porto, menos exuberante e dominador que na primeira parte. O Manchester City, à imagem do seu Treinador Italiano, agradeceu o "presente" Portista e fez valer a qualidade dos intérpretes para gerir um resultado que ficou perfeito aos olhos Mancunianos no minuto 85, quando Yaya Touré ofereceu o golo a Kun Agüero.

No final, bem se pode dizer que foi feita a vontade ao falecido Ian Curtis, vocalista da lendária banda de Manchester Joy Divison, e adepto do City, quando em 1980 produziu o álbum "Closer". Porque para já, os Ingleses estão muito mais perto dos oitavos-de-final... Mas isto ainda não terminou!

Melhor em Campo: Hulk


A Crónica ¡¡Hala Madrid!! do Cronista The Blue One será publicada amanhã (Sábado, 18 de Fevereiro) devido ao facto de o FC Porto ter jogado na passada Quinta-feira.

domingo, 31 de julho de 2011

A Mulher de César

Já tive a oportunidade de afirmar aqui neste espaço que “á Mulher de César não basta ser séria, tem de o parecer”. Tenho utilizado esta celebre frase para tentar demonstrar que aos tais Defensores da Verdade Desportiva não lhes basta afirmarem-se como defensores de tão nobre causa, sendo que devem fazer alguma coisa para que tal Verdade não passe de uma tremenda mentira.

E vêm isto a propósito de quê? Todos saberão que na Turquia rebentou um enorme escândalo no Futebol devido a jogos com resultados combinados e a actos de Corrupção que terão sido cometidos pelos Dirigentes do Besiktas e do Trabzonspor. Inclusive o Besiktas terá mesmo devolvido a Taça de campeão á Federação Turca e o Presidente do Trabzonspor foi preso sob a acusação de ter participado num esquema de manipulação de resultados. A detenção de Sadri Sener ocorreu 24 horas depois da prisão de Aziz Yildirim, Presidente do Fenerbahçe. Na mesma operação também foram presos o ex-Presidente da Federação Turca de Futebol, Mahmut Ozgener, o ex-Dirigente da entidade, Levant Kizil, assim como Muntaz Karakaya, ex-Dirigente do Ankaragucu, e o Guarda-redes da equipa, Srdar Kuldilge. Os investigadores suspeitam de manipulação de resultados em 19 jogos, da Primeira e Segunda Divisão do Futebol Turco.

Ora bem, se recuarmos no tempo (até 31 de Janeiro de 2010) vamos dar de caras com esta Declaração de Michel Platini:

"Vamos usar toda a nossa força no combate aos que corrompem o futebol".

"Se os jornalistas soubessem antes de um jogo qual iria ser o resultado, não teria interesse, e o futebol morreria. Sinceramente, é um problema real".

"Um jogador apanhado não voltará a jogar. Os que corrompem o futebol ao nível da arbitragem não poderão voltar a apitar. Os que corrompem na qualidade de dirigentes ou responsáveis técnicos não poderão voltar a dirigir ou a treinar. É esta a vontade do Presidente e do Comité Executivo. Não podemos encarar este assunto de ânimo leve".

Perante estas elucidativas declarações do Sr. Platini e que vinculam o comportamento da UEFA (Órgão que tutela o Futebol Europeu) e perante o que aqui já escrevi sobre o que se tem passado na Turquia nos últimos dias, eis que se me apetece perguntar.

- Onde está a tal rapidez com que a UEFA puniu o FC Porto em 2008 devido a uma acusação de corrupção que mais tarde se veio a revelar ter sido sem fundamento?

- Onde estão SL Benfica e Vitória de Guimarães neste processo todo? Inclusive o SL Benfica até jogou, num jogo de acesso á Fase de Grupos da Liga dos Campeões, contra um dos Clubes Turcos que estão envolvidos nesta polémica e nada disse quando até têm interesse em que este mesmo Clube seja retirado da prova para assim poder passar mais facilmente á fase seguinte.

- Por onde anda a Federação Inglesa de Futebol que apregoa a Justiça e Verdade Desportiva a todo o Planeta do Futebol?

- E por onde anda também a Comunicação Social Portuguesa que tantas investigações levou a cabo aquando do Apito Dourado e agora nada diz sobre um Processo Turco que até pode beneficiar um Clube Português (no caso o SL Benfica)?

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Dragão vai á Turquia

O espião perfeito ao serviço do professor. No plantel do FC Porto há um elemento que conhece bem o Besiktas. Stepanov passou o último ano e meio na Turquia, ao serviço do Trabzonspor, onde defrontou por três vezes o próximo adversário do FC Porto na Liga dos Campeões. É certo que só lhe conseguiu vencer uma vez, a 23 de Fevereiro deste ano, mas foi recolhendo informações que podem ser muito úteis a Jesualdo Ferreira. E o que entretanto mudou no clube de Istambul vai ser explicado pelos antigos companheiros. "Vou conversar com o mister durante estes dias e vou aproveitar para telefonar a alguns ex-companheiros, como o antigo capitão do Trabzonspor que é amigo de vários jogadores do Besiktas, para ver o que me dizem". Mesmo sem gastar roaming no telemóvel, Stepanov já definiu a principal arma do adversário. "Temos de ter em atenção o meio-campo deles, que é muito forte com o Ricardinho e o Delgado. Já li que o brasileiro está lesionado, o que é óptimo para nós", admitiu. O FC Porto bem pode agradecer a Cissé, do Marselha, pela entrada mais dura que lesionou com alguma gravidade um tornozelo do médio dos turcos. Além das virtudes do adversário, os portistas terão ainda de se preparar para os adeptos do Besiktas. "Os turcos deliram com o futebol, especialmente quando as suas equipas jogam na Europa, dão tudo no apoio. O estádio estará cheio porque os adeptos do Besiktas são os mais fanáticos da Turquia. Mas o ambiente será fantástico, tal como o jogo", frisou Stepanov que, mesmo assim, está confiante na obtenção de um bom resultado nesta deslocação ao extremo este do continente europeu. "No final do jogo com o Fátima disse que tínhamos de concentrar-nos apenas no Boavista, que era o jogo seguinte. Foi o que fizemos e vencemos. Agora é o Besiktas e seria muito bom conseguir sair de Istambul com os três pontos. Sei que vai ser difícil, mas podemos fazê-lo", atirou.

Fonte: OJOGO


E eis que regressam as Competições Europeias com o Futebol Clube do Porto a ter uma deslocação complicada á Turquia para defrontar o Besiktas de Istambul, umas das equipas mais conhecidas do Futebol Turco e de onde nasceram e cresceram grandes estrelas do Futebol Mundial como o Guarda Redes Rustu. Mas apesar de tudo esta equipa não deixa de ser uma incógnita, é me desconhecido a sua forma de jogar, a sua táctica e até mesmo a sua actual forma física e psicológica e o futebol Turco não está a passar por um momento muito famoso, longe vão aqueles tempos em que ir jogar na Turquia era um pesadelo para qualquer equipa se bem que a nível dos adeptos este pesadelo continua devido ao seu fanatismo, mas a qualidade do jogo é coisa que deixa muito a desejar… Sendo assim e conhecendo o Prof. Jesualdo e tendo em consideração que este é cobarde e já teve a sua quota parte de problemas em Fátima não será de esperar grandes alterações no onze inicial Portista para este jogo da Champions, a única duvida reside em Tarik devido ao facto de este estar ainda a cumprir o Ramadão e se calhar não tem físico para aguentar dois jogos seguidos, sendo assim o Futebol Clube do Porto deverá entrar em campo utilizando o sistema de 4x3x3, com os seguintes jogadores:

Guarda-redes: Helton

Defesa: Bosingwa na direita e Fucille á esquerda e no centro da defesa Stepanov e Bruno Alves

Meio Campo: o tridente habitual com Paulo assunção, Meireles e Lucho

Ataque. Tarik na ala esquerda, Quaresma na ala direita e Lisandro como Ponta de Lança

É de esperar que durante o jogo entre Leandro, Bollati e Adriano, dado que o desgaste físico de jogadores que tem sido fundamentais tal como Tarik, Lucho e Assunção são um facto que devemos ter em consideração… A ver vamos o que irá suceder na Turquia…

Saudações Portistas