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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Confiança!

imagem retirada de zerozero
Dado o actual estado de coisas no Reino do Dragão, o melhor que poderia ter acontecido foi esta vitória caseira dos portistas diante do Vitória. Mas mais importante do que a vitória (escassa tendo em conta o futebol praticado pelo Futebol Clube do Porto, diga-se desde já) é a forma muito satisfatória – agradável até - como a equipa azul e branca derrotou a equipa de Setúbal.

A equipa do Sado vinha com a nítida missão de “imitar” o outro Vitória (o de Guimarães). Isto porque em momento algum vi a equipa de Sandro a – tentar – esboçar um movimento ofensivo que tivesse incomodado a linha defensiva do FC Porto. O problema desta estratégia de Sandro é que esta só funciona quando do outro lado do campo está uma equipa ansiosa e fortemente pressionada pelos adeptos. Ora como nem uma coisa nem a outra marca4ram presença no Estádio do Dragão (muito pelo contrário!), o resultado de 2 a 0 a favor do Futebol Clube do Porto peca por escasso dado que os portistas jogaram à vontade, explanaram o seu futebol e mostraram uma ideia de jogo muito interessante que, praticamente, “trucidou” a estratégia sadina para esta partida.

Confesso que gostei da opção pelas tabelas em posse diante da grande área do adversário. Desta vez a equipa de Sérgio Conceição “mexeu-se bem em campo” tendo, inclusive, trocado bem a bola de um flanco para o outro sempre em posse, o que baralhou por completo um Vitória de Setúbal que sempre que queria impedir os ataques portistas recorria à falta grosseira e sem nexo. Assim até dá gosto ir ao estádio ver um jogo de futebol da nossa equipa.

Agora não há que “dormir no pedaço”. As coisas hoje correram bem, é um facto, deu-se a necessária resposta que terá colocado os adversários em sentido e os adeptos azuis e brancos mais descansados, mas isto ainda não acabou. Antes da recepção ao SL Benfica há ainda uma tremenda deslocação ao reduto do Tondela e um jogo em casa com o SC Braha referente à Taça de Portugal.

MVP (Most Valuable Player): Ádrian Lopez. Jogo muito bom do avançado espanhol que parece, aos poucos, estar a justificar o porque de no passado ter sido alvo de tantos elogios por parte do Mundo da Bola. A ver vamos se a aposta em Ádrian se mantêm e se este mantêm o bom nível exibicional de hoje diante de adversários mais complicados.

Chave do Jogo: Golo de Héctor Herrera. A equipa de Sandro o único e grande objectivo de sair da invicta com um ponto. O golo de Herrera “deitou por terra” a estratégia sadina e determinou, muito cedo na partida, quem seria o vencedor.

Arbitragem: Durante muito tempo, algo brando no capítulo disciplinar, a tentar controlar a situação de forma diplomática. O segundo amarelo a Éber Bessa parece um pouco forçado, até porque o jogador não pede a falta, mas aceita-se a decisão dada a queda (tendo em conta que é difícil, pelas imagens, ter a certeza absoluta de que não tenha havido toque). De qualquer forma, o médio podia ter visto outro cartão mais cedo, por falta sobre Danilo. Análise e opinião de Gaspar Castro (jornalista do site zerozero).

Positivo: Empenho, empenho e empenho (mais uma vez). Não virar a cara à luta apesar de o resultado ser favorável. Esta forma de estar deste FC Porto fez com que a confiança e tranquilidade tivesse regressado à Nação Azul e Branca.

Negativo: Mais um lesionado. Danilo Pereira junta-se hoje ao já vasto lote de lesionados do FC Porto. Assim é realmente complicado estar a 100% em todas as frentes…. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (16/02/2019)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Eis a esperada resposta

imagem retirada de zerozero
Para quem tinha dúvidas de que o Futebol Clube do Porto ia dar a devida resposta á derrota no passado jogo treino diante do Sporting CP, eis aquilo que popularmente se apelida de “prova dos nove”. Os Dragões derrotaram de forma cabal uma das boas equipas do nosso campeonato e continuam no vom caminho para a renovação do título.

Efectivamente a melhor forma de se reagir a uma derrota (mesmo que esta seja referente a um jogo não oficial), é vencer a próxima partida. Mas mais importante do que vencer é a forma como se vence. Hoje o FC Porto de Sérgio Conceição terá feito aquela que, até à data, terá sido a melhor exibição da época. E logo diante de um tal de ”Belenenses SAD” que - se mantiver a performance - será uma das equipas que representará o nosso país na próxima edição da Liga Europa.

Gosto mesmo muito deste FC Porto racional que se preocupa muito mais em gerir o jogo do que correr até à exaustão. E gosto porque a época de uma equipa como a dos portistas é muito desgastante… Liga NOS, Taça de Portugal e Liga dos Campeões são as provas onde os azuis e brancos tem um tremenda palavra a dizer. Como tal há que saber gerir o esforço e mentes de um plantel que não tem assim tantas soluções como parece. Há que dar o mérito a Sérgio Conceição por este ter aprendido com os disparates da época passada- E acredito que a – cada vez maior - possibilidade de se resolver a questão campeonato mais cedo vai permitir a este Futebol Clube do Porto seguir um melhor caminho europeu ainda esta temporada. Mas vamos indo e vamos vendo até porque se seguem uma série de jogos nada fáceis contra equipas que estão em boa forma e a lutar pelos lugares europeus da nossa Liga NOS.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Mais um jogo de grande nível do internacional argelino que esteve no lugar certo e na hora certa para colocar o FC Porto no rumo da vitória calma e certeira. Que eset momento de forma se mantenha nos momentos decisivos que se aproximam.

Chave do Jogo: Os três golos do FC Porto. O “Belenenses SAD” foi à Invicta com a clara ideia de quere repetir a “gracinha” da primeira volta, mas a forma aguerrida e tremendamente eficaz com que o Futebol Clube do Porto chegou aos três golos ainda na primeira parte acabaram com toda e qualquer intenção da equipa de Silas de lutar pelos três pontos.

Arbitragem: Luís Godinho perdoou uma entrada muito dura de Zakaria. O segundo golo do FC Porto deixa algumas dúvidas devido à acção de Herrera junto de Diogo Viana, mas a validação parece ter sido a opção mais correcta. Fora isso, uma arbitragem tranquila, sendo que a expulsão de Gonçalo Silva foi acertada. Análise e opinião de Igor Gonçalves (jornalista do site zerozero).

Positivo: Estilo de jogo racional do FC Porto. Racional q.b. É isto que fazem as grandes equipas que só dependem de si mesmas para alcançar com sucesso os seus objectivos.

Negativo: Horário do jogo. Dia - super - invernoso de semana e a SporT Tv resolve marcar um jogo importante do nosso campeonato para as 21h15. Lamentável ditadura essa das operadoras de TV… 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (30/01/2019

sábado, 19 de janeiro de 2019

Qual Tiquinho, qual carapuça!

imagem retirada de zerozero
Começo por dizer que esta partida terá sido, até ao momento, uma das melhores da nossa Liga. Igual a este CD Chaves 1 x FC Porto 4 em termos de qualidade e de vontade de vencer, assim de repente, só me recordo do FC Porto x CD Nacional que terminou com uma suada vitória portista diante de um CD Nacional muito bem orientado que “vendeu bem cara” a derrota. Aliás, não estarei a dizer disparate algum se disser que estes dois jogos são muito parecidos no que à qualidade de jogo diz respeito.

Entrando agora no jogo em si, mas que grande vitória esta que os azuis e brancos alcançaram nas geladas terras transmontanas. Digo tal porque vi a equipa de Sérgio Conceição a jogar muito bem diante de um adversário que está na posição em que está na nossa Liga porque o futebol é aquela coisa que por muito estudada que seja, nunca será entendida na sua plenitude. Gostei muito da forma como o FC Porto foi capaz de criar linhas de passe e como foi sendo capaz de gerir o esforço e tempo de jogo dado que na próxima terça há que “brincar às tacinhas” com o eterno rival da Luz.

Pergunto-me porquê razão este mesmo Futebol Clube do Porto não aparece em mais jogos do nosso campeonato. Claro que nem todas as equipas jogam - ou tentam jogar – como este Chaves, mas sou da manifesta opinião de que cabe aos comandados de Sérgio Conceição jogar desta forma tão positiva em detrimento do famoso “chutão para a frente e Marega que resolva”. E não, não creio que o tal de ”calendário carregado” que já começa a parecer a desculpa esfarrapada do típico treinador português seja a razão da aposta no tal “chutão” em detrimento do futebol fácil, apelativo e eficaz que hoje os azuis e brancos demonstraram saber praticar.

Siga lá para o “jogo” de terça. Que tal sirva para se vencer o eterno rival da Luz e, desta forma, ganhar mais um tremendo “balão” de moral dado que é sempre importante vencer o SL Benfica mesmo que o jogo não tenha algum interesse competitivo.

MVP (Most Valuable Player): Tiquinho Soares. Efectivamente, qual Tiquinho, qual carapuça! Três golos dos 5 que se marcaram foram da autoria do avançado brasileiro que mostrou, mais uma vez, que é a escolha mais do que acertada para se defrontar equipas com a valia deste Grupo Desportivo de Chaves.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 68´, altura em que Tiquinho Soares marcou o terceiro golo do FC Porto e acabou desta forma, com a vontade que a equipa flaviense ainda tinha de lutar por algo mais.

Arbitragem: O penálti assinalado a Pepe parece manifestamente exagerado, o que nada abona a favor da prestação de Nuno Almeida. Por outro lado, surpreendeu o facto de não admoestar Militão depois de lhe ter deixado um aviso tão claro na primeira falta. Análise e opinião de Gaspar Castro (jornalista do site zerozero).

Positivo: Futebol positivo. Quando duas equipas procuram, tão-somente, jogar futebol e dar o seu melhor o normal é que se assista um jogo de futebol agradável que acaba pro ser uma excelente publicidade para o nosso campeonato.

Negativo: Vídeo-árbitro para quê? Tanta cosia com o vídeo-árbitro e quando é preciso est6e não aparece nunca. Especialmente quando o prejudicado das más decisões arbitrais é o Futebol Clube do Porto. 

Artigo publicado no blog o gato no telhado (18/01/2019)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

16!

imagem retirada do site zerozero
Antes de ais quero dar os parabéns a Sérgio Conceição, equipa técnica, plantel e a todo actual staff do Futebol Clube do Porto. 16 vitórias seguidas, para além de ser um novo recorde, é um feito que merece todo o cabal desataque porque tal não está ao alcance de uma qualquer equipa. E mais especial tal feito é pelo simples, mas não menos importante, facto de o Dragão não poder gozar de um grande poder de escolha no que à formação do seu plantel diz respeito graças ao “aperto” financeiro a que foi submetido nos últimos tempos. Por tudo isto – e muito mais – parabéns Sérgio.

Quanto ao jogo em si, embora de interesse quase que residual, este revestia-se de alguma importância. Não pela competição em si que não tem interesse algum, mas sim porque poderia esta partida do Jamor poderia servir para nos dar uma ideia sobre que FC Porto vamos ter daqui para a frente. Convêm não esquecer que as famosas paragens do Natal não costumam ser muito benéficas para os azuis e brancos, pelo que hoje havia uma certa curiosidade (pelo menos da minha parte) sobre o que seriam os azuis e brancos capazes de fazer em campo.

Apesar de ser ter sofrido – mais uma vez – um golo madrugador e de somente ao minuto 20 se ter rematado à baliza da equipa adversária, confesso que até que gostei do que vi. Isto porque vi um Futebol Clube do Porto “mandão” que quis – quase – sempre tomar as rédeas de uma partida em que foi claramente superior ao tal de ”Belenenses SAD”. Claro que pelo meio tivemos direito ao habitual “chutão para a frente” de que Sérgio Conceição tanto gosta (com Herrera a comandar o meio campo não seria de esperar outra coisa) e ao habitual desacerto defensivo dos portistas sempre que do outro lado do campo está uma equipa minimamente organizada, contudo a vontade de vencer que Sérgio Conceição demonstrou com as - acertadas - substituições face ao recuo da equipa de Silas e o bom futebol praticado pelos azuis e brancos a partir do minuto 20 fizeram com que acabasse por gostar do que vi em campo. Lamento é que o resultado final tenha sido tão escasso a favor de um FC Porto que não soube aproveitar a 100% o enorme caudal ofensivo que “apagou por completo” os “donos da casa”.

Agora só espero é que este treino mais competitivo tenha servido de alerta para o que aí vem na próxima Quinta na Vila das Aves. Já todos sabemos que o Desportivo local vai querer “agradar ao dono” pelo que vai dar tudo por tudo para que a Liga NOS “seja mais competitiva”. Um alerta para Sérgio Conceição que deve tentar acabar de vez com esta treta de se começar os jogos a perder.

MVP (Most Valuable Player): Alex Telles. Este é o Alex que gosto de ver jogar. Exímio na marcação dos livres e um mestre na hora de assistir os companheiros para o golo. Foi dos melhores jogos que o vi fazer esta época. Em boa hora Alex Telles recuperou a sua boa forma. A ver vamos se a mantêm até aos momentos decisivos da temporada.

Chave do Jogo: As entradas de Tiquinho Soares e Hernâni. As entradas do brasileiro e do internacional português foram, claramente, os factores que fizeram com que a equipa do FC Porto tomasse conta em definitivo da partida que acabou por vencer. 
 
Arbitragem: Manuel Oliveira teve uma arbitragem tranquila e geriu bem a partida. Análise e opinião de Hugo Filipe Martins (jornalista do site zerozero).

Positivo: As substituições de Sérgio. Já aqui o disse e volto a repetir que o factor positivo deste jogo foi a capacidade do treinador do FC Porto em perceber o que tinha de fazer e quando fazer para que hoje os Dragões vencessem um esforçado “Belenenses SAD”.

Negativo: Maxi Pereira. Confesso que não sei bem o que se passa com o internacional uruguaio. A idade pode explicar muita da sua falta de capacidade de estar a um bom nível, mas não explica tudo. Exige-se mais de Maxi. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (29/12/2018)

domingo, 16 de dezembro de 2018

O 13 até que deu sorte

imagem retirada de zerozero
A primeira coisa que me apetece dizer sobre este jogo nos Açores é questionar-me se efectivamente Ricardo Pereira faz assim tanta falta ao actual plantel azul e branco, tal a insistência de Sérgio Conceição em acabar - mesmo que aos poucos – com o bom jogador que é Jesús Corona. É verdade que ter o internacional mexicano a dar uma de “ala” (a mania que Freitas Lobo tem de complicar o que é simples!) dá uma vertente mais ofensiva a este Futebol Clube do Porto, mas ao mesmo tempo cria um tremendo “buracão” na linha defensiva azul e branca. “Buracão” esse que tem de ser compensado por Felipe… O CD Santa Clara não soube hoje aproveitar este factor dado que não foi por este flanco que procurou explanar o seu gutebiol ofensivo - talvez por o não conseguir ou não ter arte e engenho para tal -, mas um dia esta brincadeira vai acabar mal e depois venham-me com a ladainha habitual do anti jogo e das arbitragens.

Quanto ao jogo em si, confesso que gostei muito mais do resultado. Continuo algo apreensivo com a forma como este FC Porto de Sèrgio Conceição joga diante de equipas de média/baixa qualidade que se organizam muito bem. Para colocar esta equipa portista em xeque uma tremenda série de vezes durante os 90 e poucos minutos, os comandados de João Henriques apenas tinham de “tapar” toda e qualquer linha de passe a um meio campo portista que está, claramente, em baixo de forma. Depois bastou-lhe aproveitar os disparates defensivos que a linha defensiva do Dragão insiste em dar. O golo da equipa açoriana é disto um bom exemplo. Alex Telles é facilmente batido, Brahimi não fecha o seu flanco e os centrais portitas estão “a nanar” a ver o atleta da equipa adversária a marcar. Um lance muito parecido com o primeiro golo do Galatasaray na partida da Champions da passada terça. Um lance que já deveria ter sido devidamente estudado para que asneiras como estas não se repitam.

Mas Conceição não tem culpa de tudo. Se no aspecto anterior a culpa é toda do teimoso treinador do FC Porto que insiste no erro até a coisa correr mal, já a tremenda baixa de produtividade do meio campo não é culpa sua. E muito menos é culpa sua a evidente falta de opções dado que para o lugar de um Óliver a passar por uma má fase só existe um Otávio a passar por uma má fase. Hoje tal ficou bem patente quando Sérgio Conceição apostou em Otávio depois de – mais - um jogo muito fraquinho da parte do internacional espanhol. Aproxima-se o mercado de inverno e creio que estará aí uma boa oportunidade para que os Dragões tentem colmatar esta “malapata”. Sérgio Oliveira é um jogador bastante satisfatório e versátil em termos posicionais, mas não tem a capacidade de organização/passe de Óliver nem a técnica/velocidade de Otávio. E quanto a Herrera, bem está o moço a “destruir” jogo ao lado de Danilo Pereira!

Tudo isto para se chegar a uma simples conclusão sobre o CD Santa Clara 1 x FC Porto 2. Não fosse Tiquinho Soares o incansável guerreiro que é e Iker Casillas um Guarda-redes de top em excelente forma, e o Dragão não passaria neste duro teste açoriano.

Mas é claro que ninguém quer saber disto até porque enquanto se estiver a vencer, está tudo bem. O problema é que a pausa para as rabanadas costuma fazer mal ao Dragão. A ver vamos se esta época é uma execpção à regra.

MVP (Most Valuable Player): Tiquinho Soares. O inconformado de sempre que não desiste de lutar até ao fim por toda e qualquer bola. Atacou e ajudou a equipa a defender quando esta mais precisou. Marcou um golo e poderia ter marcado mais.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum alguma das equipas em campo foi capaz de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Luís Godinho teve um lance complicado por volta dos 20 minutos. Herrera parece sofrer grande penalidade, mas antes há uma falta de Brahimi bem assinalada com recurso ao VAR. Ficam algumas dúvidas no lance do segundo golo portista por uma eventual falta de Soares sobre Patrick, mas aceita-se a decisão. Análise e opinião de Igor Gonçalves (jornalista do site zerozero)

Positivo: Iker Casillas, O “monstro” que ajudou a equipa portista sair dos Açores com os três pontos. Exibição fantástica de «San Iker», Especialmente na segunda parte.

Negativo: Disparates defensivos. O golo do Santa Clara é uma “fotocópia mal tirada” do sofrido na Tirquia. Equipa que ser ser campeã não pode errar da mesma forma em dois jogos distintos.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (15/12/2018)

domingo, 25 de novembro de 2018

Mais uma boda abençoada

imagem retirada de zerozero

Começa a ser um hábito. O Futebol Clube do Porto joga no Estádio do Dragão e São Pedro faz o impossível para que as condições climatéricas sejam o pior possível para todos os intervenientes no espectáculo. Inclusive para a assistência! Se o Santo em questão é benfiquista, então os planos tem-lhe corrido mal, Muito mal dado que não é a chuva intensa e o vento forte que tem impedido os azuis e brancos de alcançar o seu objectivo que é a vitória. Já foi assim diante do Sporting Clube de Braga e voltou a ser assim – hoje – diante de um tal de “Belenenses SAD”.

Este tal de “Belenenses SAD” foi a mesma equipa que tanto deu que fazer ao conjunto de Sérgio Conceição aquando da visita dos portistas ao Estádio do Jamor em mais uma jornada da Liga NOS. Na altura os Dragões conquistaram uma sortuda vitória tangencial (se calhar já se estava a prever a derrota caseira diante do Guimarães na jornada seguinte). Desta vez os portistas foram bem mais fortes do que a tal de SAD e impuseram o seu (nem sempre bem jogado) futebol. Obviamente que entre o que se passou no Jamor e no Dragão existem muitas diferenças.

A primeira delas está no simples facto de Óliver Torres se encontrar a atravessar um momento de forma fantástico. O meio campo dos Dragões agradece e o espectador também dado que deixa de ser cada vez menos necessário recorrer ao pontapé para a frente e Marega e/ou Tiquinho que resolvam. Alheio a tal não está, obviamente, a ausência por opção de Héctor Herrera… Mas isto são “outros quinhentos”.

A outra grande diferença reside, tão-simplesmente, no simples e evidente facto de que Jesús Corona está a atravessar um momento de forma sublime! O moço pode ser colocado a jogar em qalquer posição (inclusive na posição de defesa lateral direito) que o seu desempenho é sempre divinal. Neste jogo diante do “Belenenses SAD” tal sucedeu e foi muito por causa de tal que o Futebol Clube do Porto venceu hoje e seguiu em frente na Taça de Portugal.

A outra grande diferença (e esta com um certo “peso” na vitória portista) é que me pareceu que os comandados de Silas vieram ao Dragão não para tentar lutar pela vitória e consequente passagem aos oitavos de final da prova, mas sim para dar umas boas cacetadas a tudo o que estivesse em campo de azul e branco vestido e - de quando-em-vez - rematar à baliza de Fabiano na esperança de que a Deusa da Fortuna fizesse com que a bola entrasse. Quando uma equipa opta por este tipo de comportamento o mais natural é perder o jogo. E assim foi.

A vertente mais negativa e que, admito, me fez uma tremenda confusão 4residiu no facto de que durante largos minutos a equipa portista optava por atacar por uma das faixas sendo que este mesmo ataque culminava - sempre! - com um cruzamento para área sem nexo e sentido algum. Alex Telles já devia saber que antes de se cruzar para a área adversária se deve levantar a cabeça para se idealizar o que se vai fazer. Isto da “bola para o mato e a sorte que resolva” pode ter funcionado durante muitos anos para o “falecido” SC Salgueiros. Numa equipa como o FC Porto tal forma de estar em campo pode muito vem vir a custar caro… A emendar caro Sérgio!

Segue-se agora mais uma jornada europeia. Uma jornada que pode fechar com uma chave de ouro a fase de grupos da Liga dos Campeões. Por isto toca a “inventar” pouco e a demonstrar que aquele jogo na Alemanha não refllectiu a real valia da equipa portista diante de um muito mediano Schalke 04.

MVP (Most Valuable Player): Jesús Corona. Estive para atribuir esat nomeação a Oliver Torres, mas hoje Jesús Corona esteve – mais uam vez – “endiabrado”. Jogou e fez jogar, o internacional mexicano é hoje o “terror” de qualquer linha defensiva. Espero que a grande forma e moral elevada de Corona se mantenham por muito tempo para o bem de toda a Nação Azul e Branca.

Chave do Jogo: Desde o principio que o “Belenenses SAD” demonstrou não estar muito interessado em lutar pelo resultado e consequente vitória nesta eliminatória da Taça de Portugal, pelo que o golo de Tiquinho Soares no minuto 12 da partida acabou por ser a “chave” que abriu as portas ao sucesso da equipa da casa.

Arbitragem: Jogo bem ajuizado por Nuno Almeida, que tirando o lance do penálti (que parece bem assinalado) não teve grandes dificuldades. Análise e opinião de Gaspar Castro (jornalista do site zerozero)

Positivo: Bons momentos de futebol. Quando o Futebol Clube do Porto queria e lhe apetecia até que brindou o público (presente do Estádio do Dragão e não só) com momento de um futebol colectivo fantástico.

Negativo: “Bola para o mato e Tqiuinho que resolva.” Esta foi a postura ofensiva pela qual o FC Porto optou - vezes a mais - durante a partida de hoje. 

Artigo publicado no blog o gato no telhado (24/11/2018)

domingo, 11 de novembro de 2018

+ líderes!

imagem retirada de zerozero
Aquando do intervalo do FC Porto x SC Braga eu escrevi o seguinte na rede social facebook: “FC Porto muito ofensivo perante um SC Braga que parece consentir o domínio portista. O jogo até que está bom mas para vencer este FC Porto tem de ser mais racional.”

Isto para aqui dizer que os Dragões venceram, lideram isoladamente a Liga NOS mas estes escusavam de ter passado por certos momentos de grande aflição. Para tal basta, tão simplesmente, que Sérgio Conceição tivesse optado pelo racional, equilibrado e versátil 4x3x3 que utiliza na Champions em detrimento do entretido mas defensivamente perigoso e sempre exigente 4x2x4 que tanto gosta de utilizar mas competições nacionais. Para mais, não deixa de ser um crime lesa pátria ver Oliver Torres a ter de fazer o papel de Herrera em campo… O internacional espanhol – em forma e motivado - é um excelente construtor de jogo e não um «box-to-box». Tal explica a razão pela qual durante a primeira parte vi o FC Porto a recorrer (sem sucesso) ao pontapé longo para a frente e a velocidade de Marega e/ou Tiquinho que resolvessem.

Como se não bastasse uma primei4ra parte - bem disputada - em que, na minha ooinião, os azuis e brancos desperdiçaram a oportunidade de ao intervalo estarem tranquilamente a vencer um SC Braga que veio ao Dragão defender e esperar que a sorte lhes sorrisse num lance individual ou de talento dos seus atletas, eis que Sérgio conceição faz uma alteração que poderia ter colocado todo o jogo em risco. Não sou grande fã de Maxi (prefiro o João Pedro nesta posição do campo), mas nunca teria a arriscada ideia de perante um adversário deste (com a valia deste Braga de Abel) de jogar com um extremo (no caso Corona) a fazer todo o corredor direito. E Abel não esteve desatento à oferta e perigo maior veio, obviamente, da faixa direita do ataque bracarense… Felizmente os potes e a barra estiveram lá para ajudar um Casillas algo desatento e desinspirado.

Contudo, e volto a repetir esta ideia, os campeões também tem sorte. È que no meio das pouco ortod9ozas substituições de Sérgio Conceição apareceu uma (a da entrada de Otávio) que acabou por dar a vitória aos portistas. Otávio, num bom lance de futebol, cruza para a a área onde estava Tquinho Soares. O avançado azul e branco não se fez rogado e marcou aquele que viria a ser o golo da vitória do FC Porto.

Concluindo, este foi um daqueles jogos em que o empate teria sido o resultado mais justo, mas a “estrelinha de campeão” voltou a estar do lado de Sérgio Conceição que mostrou – outra vez! – nã ter grande jeito para perceber o que se vai passando em campo e como dar a volta a um jogo que estava a ser problemático. Contudo, como muito boa gente diz e pensa, venceu-se e o resto é música. Mas penso que era escusado ter-se passado por certos momentos de sofrimento.

MVP (Most Valuable Player): Otávio. Entrar, ver e vencer. Este foi o mote do jogador brasileiro que faz com que o nomeie como o MVP desta partida. Recorde-se que foi dos pés do recém-entrado em campo Otávio que surgiu o cruzamento para a cabeça de Tiquinho que marcou aquele que viria a ser o tento da vitória portista.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas em campo foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Artur Soares Dias fez uma boa arbitragem num jogo muito intenso. Um ou outro erro, normal, mas soube fazer o jogo ter ritmo.

Positivo: Jogo interessante. São jogos destes que fazem com que valha a pena ver futebol. Quando as equipas em campo se preocupam em dar tu8do o que tem para vencer o jogo, o espectaculo é garantido.

Negativo: Iker Casillas. Algo desatento e demasiado confiante em certos lances. São erros que não se podem aceitar de um jogador do seu nível. 

Artigo publicado no blog o gato no telhado (10/11/2018)

sábado, 29 de setembro de 2018

Por um Tiquinho

imagem retirada de zerozero

Antes de mais as minhas sinceras desculpas pelo atraso na publicação deste artigo. Jogo a um dia da semana é – para mim – um tremendo “castigo”. Já há muito que venho dizendo que a nossa Liga tem de fazer uam escolha: ou marca os jogos para um dia da semana para, desta forma, satisfazer os operadores de televisão e tem os estádios vazios ou então agenda os jogos para o fim-de-semana e tem os estádios cheios. Querer as duas coisas ao mesmo tempo não dá… Adiante.

Sobre o jogo mantenho o que já venho dizendo há muito tempo. Prefiro mil vezes vencer sem convencer do que empatar e/ou perder e convencer. Claro que ver o Futebol Clube do Porto a jogar desta forma incomoda qualquer portista. Especialmente quando se está na bancada a ver um grupo de 11 marmanjos a trocar a bola entre si com zero margem de progressão. Tal irrita e preocupa em certa medida, mas enquanto se for vencendo está tudo bem. O problema está no simples facto de que esta forma de estar em campo poderá vir a custar pontos dado que nem sempre vamos ter um Tiquinho Soares que aparece na hora certa para empurrar a bola para a baliza adversária após um ressalto… Convinha – a meu ver – que Sérgio Conceição se apercebesse de tal antes de vir para as conferências de imprensa dando uma de José Maria Pedroto.

Não gosto de ver este FC Porto tão dependente dos rasgos individuais de Brahimi e Marega. É um facto que tal faz parte do futebol e que este CD Tondela de Pepa pensa sempre no “poucochinho” (especialmente quando a ideia é lixar as contas aos Dragões), mas esta forma de estar em campo é um mau sinal. Sérgio Conceição tem toda a razão quando diz que ele é que sabe quem deve jogar dado que é ele quem trabalha com os jogadores nos treinos semanais, mas face a tão fraca prestação de um meio campo portista muito trabalhador mas pouco habilidoso, não seria má ideia apostar em Oliver Torres. Quanto mais não seja para se tentar que o jogo porista passe a ter uma clara alternativa ao toca para trás e para os lados e os extremos que resolvam… repito, nem sempre vamso ter um Tiquinho a sair do banco para resolver a contenda com a ajuda da famosa “estrelinha de campeão”.

Concluindo; os azuis e brancos venceram, lideram a Liga NOS e na próxima jornada visitam a Luz à frente do SL Benfica. Um excelente cenário que eu espero que se mantenha. A ver vamos.

MVP (Most Valuable Player): Tiquinho Soares. Pouco mais fez senão marcar o golo decisivo, mas penso que é justo atribuir-lhe esta nomeação tendo em consideração a “pobreza franciscana” que foi a prestação de todos os elementos do Futebol Clube do Porto que estiveram em campo.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse claramente para o seu lado.

Arbitragem: Arbitragem positiva no seu global e sem grandes percalços pela equipa de Luís Godinho.

Positivo: 3 pontos e liderança (novamente). Efectivamente o que se pode retirar de positivo é a vitória do FC Porto e a consequente liderança da Liga NOS.

Negativo: Exibição “cinzenta”. Ganhar é importante, é um facto, mas isto de se viver da sorte do jogo é algo que uma equipa como o FC Porto não pode (nem deve!) adoptar como rotina. 

Artigo publicado no blog o gato no telhado (28/09/2018)