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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Confiança!

imagem retirada de zerozero
Dado o actual estado de coisas no Reino do Dragão, o melhor que poderia ter acontecido foi esta vitória caseira dos portistas diante do Vitória. Mas mais importante do que a vitória (escassa tendo em conta o futebol praticado pelo Futebol Clube do Porto, diga-se desde já) é a forma muito satisfatória – agradável até - como a equipa azul e branca derrotou a equipa de Setúbal.

A equipa do Sado vinha com a nítida missão de “imitar” o outro Vitória (o de Guimarães). Isto porque em momento algum vi a equipa de Sandro a – tentar – esboçar um movimento ofensivo que tivesse incomodado a linha defensiva do FC Porto. O problema desta estratégia de Sandro é que esta só funciona quando do outro lado do campo está uma equipa ansiosa e fortemente pressionada pelos adeptos. Ora como nem uma coisa nem a outra marca4ram presença no Estádio do Dragão (muito pelo contrário!), o resultado de 2 a 0 a favor do Futebol Clube do Porto peca por escasso dado que os portistas jogaram à vontade, explanaram o seu futebol e mostraram uma ideia de jogo muito interessante que, praticamente, “trucidou” a estratégia sadina para esta partida.

Confesso que gostei da opção pelas tabelas em posse diante da grande área do adversário. Desta vez a equipa de Sérgio Conceição “mexeu-se bem em campo” tendo, inclusive, trocado bem a bola de um flanco para o outro sempre em posse, o que baralhou por completo um Vitória de Setúbal que sempre que queria impedir os ataques portistas recorria à falta grosseira e sem nexo. Assim até dá gosto ir ao estádio ver um jogo de futebol da nossa equipa.

Agora não há que “dormir no pedaço”. As coisas hoje correram bem, é um facto, deu-se a necessária resposta que terá colocado os adversários em sentido e os adeptos azuis e brancos mais descansados, mas isto ainda não acabou. Antes da recepção ao SL Benfica há ainda uma tremenda deslocação ao reduto do Tondela e um jogo em casa com o SC Braha referente à Taça de Portugal.

MVP (Most Valuable Player): Ádrian Lopez. Jogo muito bom do avançado espanhol que parece, aos poucos, estar a justificar o porque de no passado ter sido alvo de tantos elogios por parte do Mundo da Bola. A ver vamos se a aposta em Ádrian se mantêm e se este mantêm o bom nível exibicional de hoje diante de adversários mais complicados.

Chave do Jogo: Golo de Héctor Herrera. A equipa de Sandro o único e grande objectivo de sair da invicta com um ponto. O golo de Herrera “deitou por terra” a estratégia sadina e determinou, muito cedo na partida, quem seria o vencedor.

Arbitragem: Durante muito tempo, algo brando no capítulo disciplinar, a tentar controlar a situação de forma diplomática. O segundo amarelo a Éber Bessa parece um pouco forçado, até porque o jogador não pede a falta, mas aceita-se a decisão dada a queda (tendo em conta que é difícil, pelas imagens, ter a certeza absoluta de que não tenha havido toque). De qualquer forma, o médio podia ter visto outro cartão mais cedo, por falta sobre Danilo. Análise e opinião de Gaspar Castro (jornalista do site zerozero).

Positivo: Empenho, empenho e empenho (mais uma vez). Não virar a cara à luta apesar de o resultado ser favorável. Esta forma de estar deste FC Porto fez com que a confiança e tranquilidade tivesse regressado à Nação Azul e Branca.

Negativo: Mais um lesionado. Danilo Pereira junta-se hoje ao já vasto lote de lesionados do FC Porto. Assim é realmente complicado estar a 100% em todas as frentes…. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (16/02/2019)

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Olhos na estrada, sem espreitar o retrovisor

«Keep your eyes on the road, your hands upon the wheel»: se nos permitem, é com inspiração na convenientemente intitulada Roadhouse Blues, da autoria de um senhor de nome Jim Morrison, líder dos californianos The Doors, que arrancamos esta antevisão. Porque a estrada ainda é longa e há perseguidores à espreita de um acidente de percurso de um líder com curta distância de segurança.

Já houve seis pontos de vantagem sobre o segundo classificado, então o Braga, agora só tem um e quem espreita é um Benfica em momento de aceleração prego a fundo. O líder FC Porto joga antes dos rivais lisboetas (o Braga é o primeiro candidato a jogar, e até pode saltar para a liderança à condição), pelo que deixar de lado receios de perder a pole position nesta etapa é um de vários desafios para os homens de Sérgio Conceição. Não é o único.

Mudar peças e fazer a máquina carburar

Com o ataque desfalcado, é bastante evidente que Sérgio Conceição precisa de encontrar alternativas. Já não havia Aboubakar, deixou de haver Marega, e a juntar a tudo isto, Brahimi, a última de várias baixas e que completa um trio de lesionados que muito deram aos dragões no regresso aos títulos nacionais na época passada.

Com o ataque desfalcado, é bastante evidente que Sérgio Conceição precisa de encontrar alternativas. Já não havia Aboubakar, deixou de haver Marega, e a juntar a tudo isto, Brahimi, a última de várias baixas e que completa um trio de lesionados que muito deram aos dragões no regresso aos títulos nacionais na época passada.
 
Compensa-se com o regresso de Corona, que não pôde pisar o relvado do Olímpico de Roma, mas o mexicano não basta. Sérgio Conceição acredita nas alternativas ao seu dispor, seja Adrián, André Pereira, Fernando Andrade, Otávio... seja quem for, o treinador precisa e espera que correspondam em campo para que a dor das ausências não se sinta.

O momento é delicado. Foram três jogos sem vencer, mais do que em qualquer outra altura da época. Para tornar a meta mais nítida, o FC Porto precisa de voltar a dar gás.

Estabilidade à prova

Do outro lado estará uma equipa que mudou de treinador há pouco, com Sandro a assumir os destinos dos sadinos e a estabilizar os resultados. Três jogos, três empates, incluindo num encontro com o Sporting. Apenas um golo sofrido, mas também apenas um golo marcado. Sem exuberâncias, sem grande espetáculo, mas com menos drama do que no passado recente.

Nesta altura, o Vitória FC está dois pontos acima da linha de água e quer continuar a ver a zona vermelha à distância. Travar um dos três grandes não é tarefa fácil, mas os homens do Sado já o fizeram há apenas duas semanas.
 
Ainda assim, há que olhar para o elefante na sala de Setúbal. Sandro já não tinha ao seu dispor os lesionados André Pedrosa, Alex Freitas e Mikel Agu (que, seja como for, não poderia jogar), deixou ainda de ter Dankler, que rumou ao Japão e, em cima do dia do jogo, viu saírem das opções Rúben Micael e Zequinha. Há menos opções para o onze, há um banco bem mais limitado do que seria de esperar, há dificuldades acrescidas pela frente... o que também torna eventuais surpresas mais saborosas.

Que role a bola. Ou «let it roll, baby, roll». 
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Artigo publicado no site zerozero

domingo, 23 de setembro de 2018

Jogo do nosso campeonato

imagem retirada de zerozero
Começo por dizer que me estou nas tintas para o que alguma da nossa Comunicação Social se tem preocupado em fazer “eco”. O grande objectivo do futebol é marcar-se mais golos do que o adversário. Hoje o Futebol Clube do Porto marcou dois golos e o Vitória Futebol Clube (mais conhecido por Vitória de Setúbal) não marcou nenhum.Concluindo; os Dragões venceram em Setúbal e somaram mais três pontos. O resto são – essencialmente - “bolos e bolinhos para se enganar tolos e tolinhos”.

Contudo, apesar de a “estrelinha de campeão” fazer parte desta cosia que se chama futebol, existem algumas ilações que Sérgio Conceição deve, a meu ver, retirar. A primeira é que este FC Porto continua, incompreensivelmente, a ter uma tremenda dificuldade em controlar um jogo que esteja a vencer. Os portistas já podem contar com os serviços de Danilo Pereira para ver se acabam de vez com esta “malapata” que já custou três preciosos pontos num passado não muito distante, contudo o internacional português está ainda longe da sua habitual forma e não creio que seja só ele a estar em “tão mau estado”. Otávio parece não ajudar nos processos defensivos e o capitão Herrera, outro dos elementos “vitais” do trio que compõe o meio campo portista, está muito abaixo do seu habitual desempenho mediano. Talvez tal explique muito deste Futebol Clube do Porto que insiste em dificultar o que não tem de ser difícil.

Outro aspecto sobre o qual me parece importante que Sérgio faça uma reflexão assenta na clara e manifesta dependência dos azuis e brancos dos rasgos individuais de Yacine Brahimi e Moussa Marega. Se o argelino e maliano não tiverem um “golpe de génio e/ou força”, o Futebol Clube do Porto desparece em termos ofensivos. Hoje tal ficou bem patente no primeiro golo dos Dragões. Marega teve uma das suas arrancadas, cruza para a área sadina, Maxi falha e na carambola Aboubakar marca o tento inaugural. Depois tivemos o habitual “apagão” ofensivo colmatado, aqui e acolá, por alguns lances de perigo na área da equipa de Lito Vidigal. Muito pouco para uma equipa portista que em breve terá de medir forças na Luz.

Como podemos verificar, os problemas deste FC Porto são reais. Tal não muda em nada o que disse no inicio, mas seria importante que Sérgio Conceição se concentrasse em procurar resolver estes problemas do que em esperar que eles se resolvam por si.

Ah. Um aparte. Na próxima Sexta os Dragões recebem o Tondela de Pepa. Uma equipa campeã do anti jogo. Sérgio Conceição que não tome as devidas cautelas e depois que venha para a Praça Pública queixar-se do óbvio.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Foi dos pés de Marega que surgiu o primeiro golo portista. Não obstante tal, Moussa foi sempre uma tremenda dor de cabeça para um “durinha” defensiva sadina. A ver vamso se melhora a sua forma e volta a ser aquele Marega que na época transacta espalhou o terror nas defensivas adversárias.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 78´, altura em que Sérgio Oliveira marca o segundo tento dos portistas e sentencia, desta forma, uma partida onde a equipa da casa lutou bravamente por um resultado positivo.

Arbitragem: Há um lance que deixa muitas dúvidas no trabalho de Manuel Oliveira, esta noite, no Bonfim. O árbitro da AF Porto deixou seguir um lance entre Berto e Felipe, à passagem do minuto 20, mas parece de facto haver contacto. A única dúvida parece mesmo ser a cor do cartão que deveria ter sido exibido ao central brasileiro.

Positivo: 3 pontos e liderança. Efectivamente o que se pode retirar de positivo é a vitória do FC Porto e a consequente liderança da Liga NOS. A ver vamos agora o que fazem Benfica e Sporting,

Negativo: Felipe. Prometeu muito no arranque da temporada, mas desde que foi convocado para jogar pelo Brasil o central parece ter perdido muita da qualidade que se lhe reconhece.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (22/09/2018)

sábado, 22 de setembro de 2018

Como se desempata isto?

O campeão nacional volta ao sul, o que não tem sido propriamente uma dor de cabeça, e visita Setúbal para o jogo principal deste sábado. É um Vitória que vem de dois empates (campeonato e taça da liga) contra um FC Porto que de dois empates vem (taça da liga e Liga dos Campeões), daí a pergunta.

Se bem que, obviamente, se houver pergunta à priori sobre se subscrevem o empate nesta partida, muito provavelmente os sadinos serão afirmativos e os portistas negativos na resposta. Há um claro favorito, é inegável.

Ainda assim, é um favorito pressionado. Para além da tradicional pressão para vencer e não perder rasto dos adversários, há também a pressão de dois empates recentes, bem diferentes na sua essência (em casa contra o Chaves, fora diante do Schalke 04), mas iguais no insucesso de uma equipa que entra sempre para ganhar.

Houve, num e noutro, períodos de pouca qualidade futebolística e há igualmente a necessidade de um rosto mais bonito nesse aspeto, se bem que nada que impeça o sucesso dos três pontos.

Bem menos pressionado, o Vitória de Setúbal espreita a gracinha. São já 55 jogos seguidos sem conseguir ganhar ao dragões, o que é muita coisa, sobretudo para um histórico - os sadinos são a sexta equipa com mais presenças de sempre no campeonato principal em Portugal.

Por isso, e tendo uma equipa em clara construção, Lito Vidigal terá de contar com um jogo perfeito dos seus, tal como com uma enorme solidariedade entre os setores, para contrariar o cenário mais provável.
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Artigo publicado no site zerozero

terça-feira, 24 de abril de 2018

Rápido e mal

imagem retirada de zerozero
Dia de muito calor na cidade do Porto e futebol a horas impróprias para quem tem de trabalhar. Contudo a paixão pelo Futebol Clube do Porto fala mais alto e eis que fui mais um do imenso mar azul que encheu o Estádio do Dragão - quase – até transbordar. Tamanho sacrifício da parte de tantos portistas merecia outro tipo de exibição deste FC Porto que voltou a evidenciar os velhos problemas do costume. Obviamente que o que interessa é o “gordo” resultado final alcançado pela equipa de Sérgio Conceição, mas não devemos cair na ratoeira de que bastará jogar assim nos próximos três jogos para que o título de campeão seja uma realidade.

Os azuis e brancos venceram é um facto, mas a verdade é que o fizeram porque das quatro vezes em que foram á baliza sadina marcaram. E o mesmo se pode dizer da equipa de José Couceiro que na primeira vez em que atirou à baliza de Casillas fez golo. A eficácia ganha jogos e campeonatos, mas a segurança defensiva e capacidade de gestão da posse da bola também. São três ditames do futebol moderno que este (já cansadíssimo!) Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição tem imensa dificuldade em aplicar.

Sem e disserem que hoje o jogo no Dragão se resumiu a uma primeira parte fraquita em que a equipa da casa foi eficaz eu assino por baixo e acrescento que o público presente merecia mais. Muito mais. E merecia também que esta equipa mostrasse a segurança de que necessita para enfrentar com sucesso as três jornadas que se seguem. Ao intervalo do jogo um amigo meu que prezo bastante dizia o seguinte sobre a primeira parte do FC Porto: “Estamos a defender mal. Se jogarmos assim na Madeira enfardamos, que eles não perdoam.” Falo sinceros votos de que Sérgio Conceição também tenha visto o mesmo…

E já que aqui falei no Sérgio, confesso que até que gostei das suas substituições. Não creio é que este tenha feito a melhor das preparações para este jogo. Mas também não o censuro pois já são demais os atletas azuis e brancos que se levarem a mão à boca estouram. Um aspecto a rever na próxima temporada esta da gestão do físico, pois a qualidade está lá.

MVP (Most Valuable Player): Alex Telles. Optei pela escolha do público presente no Estádio do Dragão porque este marcou um “golão” de livre. Tirando o esforçado Moussa Marega não me pareceu que qualquer atleta do FC Porto se tivesse destacado da medianidade exibicional dos demais.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 72´ para colocar um ponto final no jogo. È nesta altura que Alex Telles marca um excelente golo de livre acabando, de vez com a vontade do Vitória FC de tentar fazer mais golos a uma “tremida” defesa portista.

Arbitragem: Ficaram dúvidas sobre um lance ainda com 0 x 0 no marcador, mas leva o benefício da dúvida. De resto, uma arbitragem sem problemas.

Positivo: Mar Azul. Segunda-feira, dia de trabalho e um calor fora do normal para a época. Nestas condições há que louvar os adeptos do Futebol Clube do Porto que hoje fizeram do Mar Azul uma realidade.

Negativo: Marcar quatro golos, sofrer um, “tremideira” com a bola nos pés, final da primeira parte e ponto. Muito pouco para uma equipa que tem ainda de vencer três jogos bem complicados para se poder sagrar campeã ao fim de quatro longos anos. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (23/04/2018)

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Para o Coentrão com amor

imagem retirada de zerozero
Após a vitória do Sporting Clube de Portugal no Estádio do Bessa, Fábio Coentrão, atleta do Real Madrid CF que está emprestado ao Sporting, veio para a Praça Pública dar uma de vidente- Ora segundo o Vidente Coentrão o Futebol Clube do Porto ia perder em Setúbal diante ad equipa local. Era um felling, dizia o entendido nestas coisas da adivinhação. Ora como sucede com qualquer outro vidente, Coentrão enganou-se no seu desej… (perdão) na sua previsão. Isto porque os Dragões ganharam em Setúbal e até que foram capazes de produzi um resultado tal que coloca o Sporting CP numa posição na tabela classificativa que nem deveria ser o seu dado que têm sido muitos e manifestos os “empurrõezinhos” para a frente que “amigos do apito” tem dado aos leões. Mas eu se fosse ao Coentrão voltava a tentar adivinhar o resultado final dos próximos jogos do FC Porto dado que tal façanha “coentriana” parece dar ênfase e força a este Futebol Clube do Porto.

Colocando de lado as patetices “coentrianas”, vamos então ao jogo do Bonfim.

Foi uma partida que se realizou em condições atmosféricas terríveis e num relvado que até que se aguentou razoavelmente bem não obstante a enorme quantidade de chuva e vento que se fez sentir durante os 90 e poucos minutos. Estes goram dois males que, à partida, deveriam ter prejudicado ambas as equipas. Contudo o Vitória FC (ou Vitória de Setúbal, como é mais conhecido) parece ter-se ressentido das más condições climatéricas e da ridícula estratégia que José Couceiro escolheu para este jogo. Couceiro já deveria saber que isto de se jogar com um autocarro na defesa/bola para a frente e Edinho que resolva funciona quando os minutos passam e a equipa adversária não marca. E tal também não funciona quando tudo se desmorona após o primeiro golo sofrido… O José que pense bem nisto em vez de vir para a Comunicação Social queixar-se de uma falta que mais ninguém viu (a não ser os “isentos” comendadores da SportTv e a cambada do “Benfiquistão”). Salvo alguma “prova” em contrário, o primeiro golo de Aboubakar é (perdoem-me a expressão) “limpinho, limpinho”. O resto é música.

E realmente o resto do jogo é mesmo música. Após o primeiro golo o Futebol Clube do Porto consegue assentar o seu jogo e o Vitória simplesmente desaparece. Mérito dos portistas que souberam aproveitar um lance de boal parada para se colocar em vantagem, mas era perfeitamente escusado terem passado por dificuldade até este tal golo. E também não percebo porquê razão se deixou de rematar de longe à baliza dos sadinos. Espacialmente depois de ter visto Danilo Pereira a fazer tal coisa com uma eficácia quase sublime (faltou ter entrado na baliza).

E mais não há para dizer de uma partida que Sérgio Conceição aproveitou – e bem - para gerir o esforço dos seus jogadores dado que na próxima Quinta-feira há que medir forças com o outro Vitória (este de Guimarães) em mais uma eliminatória da Taça de Portugal.

MVP (Most Valuable Player): Vincent Aboubakar e Moussa Marega. Dois “tanques” que espalharam o “terror” na defesa sadina. Nem as condições climatéricas adversas os conseguiram parar. Os 5 golos que marcaram foram o corolário de uma excelente exibição a todos os níveis.


Chave do Jogo: O golo inaugural do FC Porto marcado no minuto 31. Este golo acabou por ser o factor determinante de tudo o que viria a suceder até ao fim do jogo. Tal como no jogo anterior diante do AS Mónaco.

Arbitragem: Tiago Martins apareceu muitas vezes na partida, e isso não costuma ser um bom sinal. No lance do penálti portista, errou ao não expulsar Vasco Fernandes quando o próprio pensava que a partida para si já tinha acabado, mesmo depois de ver as imagens. Até admira o VAR ter funcionado num jogo do Futebol Clube do Porto. A ver se tal volta a suceder mas em situações bem mais complicadas do que esta.

Positivo: A vontade de vencer. Não sei se hoje o FC Porto entrou “picado” pelas declarações de Fábio Coentrão ou se este sabia que tinha de vencer para voltar a liderar isolado a Liga NOS, mas confesso que gostei de ver esta vontade de vencer.

Negativo: Tremedeira inicial (outra vez). Já aqui falei nisto e volto a tocar no assunto pois no futuro tal não pode (nem deve) acontecer numa equipa como o FC Porto. Tanto passe falhado no início da primeira parte diante de um adversário que pouco pressionava é incompreensível.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (10/12/2017)

domingo, 10 de dezembro de 2017

Sobrevivência a alta pressão

Depois do apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões, o FC Porto está de volta ao campeonato. Os dragões viram, do sofá, os principais rivais ultrapassarem os seus adversários e colocarem pressão numa equipa que já vinha estando habituada a impor o ritmo do campeonato. Ainda que seja por um dia, a equipa de Sérgio Conceição terá, frente ao Vitória de Setúbal, uma missão diferente, sobreviver à pressão e provar que este Dragão está pronto para qualquer desafio.
 
Mas a pressão é mesmo a palavra-chave deste desafio. Do outro lado também existe, mas os motivos são bem diferentes, e menos simpáticos. Os sadinos não vencem há quatro jornadas e começam a ver a linha de água cada vez mais próxima. Couceiro tem tentado remar contra a maré, mas no Sado têm surgido corrente perigosas e o próximo adversário não promete uma navegação mais tranquila.
 
Ritmos diferentes
 
Ao seu dispôr, Sérgio Conceição conta com um plantel curto, mas o lema de que «a qualidade é melhor do que a quantidade» acenta que nem uma luva nos azuis e brancos. O ataque dos Dragões tem sido a sua principal arma, e a dúvida maior surge na opção de Conceição em lançar as feras africanas à equipa sadina com um meio campo mais recheado ou juntar-lhe um ritmo mexicano com a entrada do irrequieto Corona. Seja qual for o ritmo que os dragões tencionam impor (4x3x3 ou 4x4x2), os setubalenses terão de estar bem afinados para não tocarem a música dos ouvidos de Conceição, que ainda não sabe o que é perder em competições nacionais.
 
Se de um lado há um plantel curto, José Couceiro conta, ainda, com mais problemas. A primeira ausência, essa, até é burocrática. Gonçalo Paciência começou como suplente mas foi cimentando o seu lugar e tem sido essencial, não apenas pelos golos que tem marcado mas também pela profundidade que oferece à equipa. Sem ele, Edinho deverá ser o escolhido e a missão será lutar, lutar, lutar... e aproveitar qualquer oportunidade que possa surgir perante uma equipa que em 13 jornadas apenas sofreu por cinco vezes.

Prevê-se, no Sado, um teste de alta pressão. Quem terá o melhor kit?
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Retirado de zerozero

terça-feira, 21 de março de 2017

Pensamento da Semana: E deixarmo-nos de tretas?

in cartoon SAPO Desporto
O cartoon que vemos em cima retrata bem o adepto portista dos tempos que correm.

Este tão depressa vai ao aeroporto receber de braços abertos uma equipa que acabou eliminada da Liga dos Campeões, como é capaz de dizer cobras e lagartos desta mesma equipa após esta ter tido um resultado que ninguém esperava.

E deixarmo-nos destas tretas?

Já enjoa este tratamento execrável que muitos de nós, adeptos, estamos a dar a esta equipa do Futebol Clube do Porto.

Esta equipa que - com roubalheiras semanais, plantel desequilibrado, Directores que fogem como ratos e outras coisas tais - depende de si, e só de si, para poder ser campeã no final desta época.

Ou será que o empate caseiro diante do Setúbal é assim tão grave que já não há qualquer hipótese deste Porto de Nuno Espírito Santo poder vir a ser campeão?

Antes de responderem à questão vejam o que está escrito aqui e aqui

Para além disto é muito melhor termos um Futebol Clube do Porto obrigatoriamente focado na sua obrigação de vencer na Luz na próxima jornada, do que um FC Porto que vá para lá “gerir o esforço”.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Há jogos assim

imagem retirada de zerozero
O futebol está longe de ser um jogo onde impera a lógica. Por muito que a equipa treine, mostre vontade/raça/capacidade de luta e o seu treinador acerte nas substituições, poderá sempre aparecer um lance de puro e manifesto azar que deita tudo por terra.

O primeiro parágrafo descreve, na perfeição, o jogo de hoje no Estádio do Dragão. O Futebol Clube do Porto impôs o seu futebol, os sues atletas jogaram o q.b. para vencer um Vitória FC interessado no “pontinho”, mas um azar do central Felipe deitou tudo a perder e o “assalto” à liderança da Liga NOS ficou irremediavelmente adiado para o embate da Luz.

Claro que se pode dizer que Alex Telles e Miguel Layún não estiveram muito felizes nos cruzamentos para a área dos sadinos. Podemos também dizer que Oliver Torres e Danilo Pereira não lidaram nada bem com a imensa “parede” que José Couceiro construiu no meio campo do seu Vitória. E também podemos criticar a “morronice” adversária sempre que estava na posse do esférico. Até o árbitro da partida merece ser criticado (já lá vamos). Mas a impressão com que fiquei após ter saído do Estádio foi a de que o FC Porto poderia estar a jogar até à meia-noite que não marcaria mais um golo a Bruno Varela.

Para o bem e para o mal o futebol também é capaz de nos brindar com este tipo de jogos. Cabe agora a Nuno Espírito Santo (NES), jogadores, estrutura e adeptos (especialmente estes) olharem em frente e interiorizarem que este empate até que nem é mau de todo. Isto porque está tudo em aberto no que à conquista do título diz respeito (o FC Porto depende somente de si para tal) e não havendo qualquer margem de manobra, não resta outra alternativa aos azuis e brancos senão ir a Lisboa com os níveis de concentração no máximo e disposto a “deixar a pele em campo” para trazer os três pontos para a Invicta.

Reforço a ideia de que o Futebol Clube do Porto só depende de si +ara se sagrar campeão esta época. E faço tal porque já sei que os tais “portistas das vitórias” – que hoje encheram o Estádio e só não fizeram os seus habituais disparates porque, porque - vão tecer o mais negro dos cenários e exigir a cabeça deste e daquele por causa do empate caseiro de hoje. Adiante e que tudo corra bem às nossas Selecções.

MVP (Most Valuable Player): Marcano. Primeiro que tudo já que dizer que está encontrado – finalmente – o capitão do Futebol Clube do Porto. Marcano impõe o respeito e a ordem na equipa e protesta com o árbitro quando acha que a equipa portista está a ser prejudicada. Hoje Marcano esteve simplesmente impecável a todos os níveis. Faltou somente aquela pontinha de sorte e uns cantos marcados como deve ser para poder ter marcado um golo nas várias incursões que fez à área dos setubalenses.

Chave do Jogo: Apareceu com o golo do Vitória Futebol Clube para resolver a contenda a favor dos sadinos. Após este golo o Futebol Clube do Porto partiu para cima do seu adversário, mas não conseguiu - em momento algum - criar um lance que fosse capaz de acabar com o empate. Por seu turno o Vitória saiu do Estádio com a sensação de dever cumprido.

Arbitragem: No Estádio tinha ficado com a manifesta ideia de que Manuel Oliveira procurou sempre ajudar o Vitória ao lhe perdoar muitas das suas patranhas que faziam com que o jogo pareasse por tudo e porá nada (quebrando, desta forma, o ritmo da partida). Após ter tomado conhecimento disto tenho de dizer que Manuel oliveira fez uma péssima arbitragem com influência directa no resultado final e (quem sabe) no desfecho desta temporada. Nada de estranhar tendo em consideração como isto funciona sempre que o SL Benfica tem um deslize ou se sente “apertado”.

Positivo: Nuno Espírito Santo (NES) mais uma vez. NES porque “montou” bem a equipa e “mexeu” bem quando esta precisou da sua orientação. Gostei de ver a “substituição à Mourinho” da parte de NES quando este via o tempo a passar e o empate a persistir.

Negativo: “Equipa pequena”. Esta maldita mentalidade não deveria ter sido aplicada por Couceiro neste jogo. Especialmente se tivermos em linha de conta que o Vitória FC já alcançou o seu grande objectivo que era a manutenção.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (19/03/2017)

domingo, 19 de março de 2017

Já foi dado um Paço para apagar a ressaca, falta o outro

É um FC Porto em polvorosa aquele que recebe este domingo o Vitória de Setúbal. Depois do resultado do rival Benfica, os portistas têm a oportunidade que aguardavam há seis jornadas enquanto iam fazendo o seu papel, e logo na véspera da ida à Luz, que não se esperaria há uns meses que pudesse ser abordada com o dragão à frente. Para trás ficará a ressaca europeia.

Sim, o FC Porto jogou a meio da semana em Turim e foi eliminado da Liga dos Campeões. Sim, teve um jogo desgastante no qual atuou com menos um jogador durante quase 50 minutos, mas isso não pode entrar nas contas. O Dragão tem de vencer até porque já não está em mais nenhuma competição. Os adeptos foram aplaudir a equipa ao aeroporto à chegada de Turim, mas lembraram que esse apoio tem uma condição e essa condição é a vitória frente ao V. Setúbal, em casa, e a conquista do título de campeão nacional em maio.
 
História dá vantagem impressionante
 
Nesta fase da temporada não há jogos fáceis, mas a história dá uma vantagem interessante ao FC Porto. Os sadinos não venceram os portistas nos últimos 45 encontros, seja no Bonfim ou no Dragão. É um dado interessante, mas que não mais que isso. O FC Porto é favorito, já o era, e só pode olhar para a conquista dos três pontos. 
 
Olhando para equipa azul e branca esperamos uma aposta no ataque. Dois avançados (Soares, André Silva) apoiados por três jogadores, onde há apenas uma dúvida sobre quem joga descaído para a direita. André André está castigado e Corona ou Herrera são as opções. Se estiver em condições físicas boas, Jesus Corona deverá ser a opção de uma equipa que vai jogar ao ataque.

Já a equipa de José Couceiro chega ao Dragão tranquila. Com a manutenção praticamente assegurada e sem grandes pretensões europeias, será uma equipa sem grande pressão aquela que se vai apresentar nesta partida. Isso pode permitir uma exibição sem grandes complexos e pode ajudar a chegar a uma surpresa. Ainda assim, e tendo em conta que nos dois últimos jogos na Liga NOS o FC Porto marcou 11 golos (!), devemos ter um V. Setúbal mais preocupado com a vertente defensiva e a tentar explorar a velocidade. As baixas de Mikel e José Manuel, ambos emprestados pelo FC Porto, pode prejudicar a estratégia de Couceiro.
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Minuto 13 da Jornada 13

Faz na próxima sexta-feira 43 anos que Pavão morreu. Foi no dia 16 de Dezembro de 1973 e eu estava lá. Os que me conhecem sabem que o meu passatempo favorito era filmar e tirar fotografias. Dirigi a Secção de Cinema Experimental do Cine Clube do Porto, no Edifício Capitólio, ali bem perto da nossa antiga Sede na Avenida dos Aliados, ainda nos anos 60.

O Dr. Paulo Pombo, meu amigo e nosso presidente entre 1957 e 1959, tinha-me arranjado um cartão de fotógrafo do Jornal O Porto para poder fazer as minhas “reportagens” no ainda muito recente Estádio das Antas. Naquele Domingo recebíamos o Vitória de Setúbal e resolvi filmar o jogo com um colega, Jorge Baía, também do Cine Clube para conseguirmos imagens de ângulos diferentes que depois seriam intercaladas na montagem. Ele ficava na bancada, nos cativos, e eu lá em baixo na então pista de cinza junto à linha divisória do meio-campo do lado da Bancada Central. Naquela altura era desse lado que os bancos dos treinadores se situavam.

Então o combinado era que começássemos os dois a filmar sempre que o Porto tivesse a bola e fosse para o ataque. Naturalmente ele com um plano aberto e eu com planos aproximados. Nesse dia jogaram: Tibi, Rodolfo, Ronaldo, Rolando, e Guedes, Pavão (depois Vieira Nunes), Marco Aurélio, Bené, Oliveira, Abel, e Nóbrega. O treinador era Béla Gutmann.

Vem então o malfadado minuto 13, o guarda-redes do Setúbal pontapeia a bola e começo a filmar. Pavão a 15 metros de mim devolve de cabeça em direção ao António Oliveira e imediatamente cai de bruços. Não parei de filmar, vários jogadores aproximam-se, Béné vem para trás debruça-se sobre Pavão, leva às mãos à cabeça e foge do local. Do banco salta o Dr. José Santana chama imediatamente os maqueiros que transportam Pavão inanimado para os balneários. Passado pouco tempo o som da sirene da ambulância não augurava nada de bom. O atleta tinha sido transportado para o Hospital de S.João.
Entretanto a equipa da RTP destacada para o jogo tinha chegado atrasada mas ainda conseguiu apanhar imagens do atleta a ser retirado do campo. Só muito perto do final vimos pela abertura da Maratona a ambulância regressar. Os bombeiros dirigiram-se logo para o banco de suplentes e comentaram em voz baixa. Pelas expressões de quem lá estava percebeu-se a triste notícia. Um dos nossos melhores atletas de sempre tinha falecido. Octávio, que mais tarde viria a ser nosso jogador, chorava convulsivamente. Os jogadores trocavam a bola entre si à espera que chegasse o final do encontro para acabar aquele pesadelo.

Os filmes em Super 8mm Chrome tinham que ser enviados a Lisboa para serem revelados na Kodak. Logo que o recebi de volta procedi à montagem e acrescentei-lhe o genérico inicial. Chamei-lhe “MINUTO 13” e tem cerca de 15 minutos. Preparamos, dias mais tarde, uma projeção privada para a família e companheiros da equipa no Pavilhão Américo Sá. O filme foi entregue depois ao Dr. Paulo Pombo para que o fizesse chegar à Direção. Por motivos que desconheço tal não aconteceu e só anos mais tarde tive conhecimento que um dos netos do Dr. Paulo Pombo quando foi receber a roseta de prata o entregou ao senhor Pinto da Costa então já nosso presidente.

A partir daí perdi o rasto ao filme. Antes do Museu ser inaugurado e a convite da família participei com funcionários do clube na escolha dos objetos do nosso ex-presidente que seriam doados para exposição e posso garantir que o filme não constava do seu espólio. Mais tarde quando foi inaugurado visitei o Museu e tentei saber onde estava exposto. Foi-me dito que não sabiam do que se tratava mas que ainda havia um grande número de objetos para classificar. Já voltei lá várias vezes, entretanto a Conservadora mudou, mas ninguém sabe onde se encontra a bobina. Se alguém tiver acesso aos responsáveis do Museu ou ao senhor Pinto da Costa agradecia que tentassem saber onde poderá estar. Provavelmente numa qualquer prateleira com excedentes que não foram utilizados por falta de espaço na exposição. É um documento importante e está numa bobina como esta, protegida por uma caixa de cartão. 
Até a próxima

domingo, 30 de outubro de 2016

Venha mais um voucher sff!

Imagem retirada de zerozero

Efectivamente venha um voucher para João Pinheiro e sua equipa de arbitragem pelo excelente serviço prestado à nação benfiquista no Estádio do Bonfim!

Ao contrário do que os “pseudo” comentadores - sempre muito ávidos no elogio ao “encarnado” - sou da opinião de que o Futebol Clube do Porto fez o suficiente para vencer em Setúbal, mas um cavalheiro vestido de “encarnado” (coincidências…) não o deixou ao não ter assinalado três (3!) grandes penalidades a favor dos Dragões! E como se não bastasse, eis que João Pinheiro deixou que os sadinos jogassem o seu futebol violento sem a mais pequena advertência… Só para que se tenha uma ideia, somente ao minuto 42 vimos o cavalheiro do apito a exibir um cartão amarelo a um jogador do Setúbal (jogador este que vinha cometendo faltas atrás de faltas). Mas pronto, havia que criar uma “almofada” para o caso de as coisas correrem mal ao SL Benfica na próxima jornada. Adiante.

Entrando agora no jogo jogado – aquilo que mais me interessa – mantenho o que disse. O FC Porto não jogou mal. Já o Vitória FC não jogou absolutamente nada (pergunto-me o que faz uma equipa destas na divisão principal do nosso futebol). Então o que poderiam os Azuis e Brancos ter feito de melhor? Ter sido mais eficazes na altura de empurrar a “redondinha” para dentro da baliza sadina. Era escusada tanta finta na hora de rematar à baliza… Se bem que tal se compreende porque tanto André Silva como Diogo Jota tinham de fazer tudo sozinhos porque o meio campo portista estava bem lá atrás a fazer pressão sobre um qualquer adversário imaginário… Demorar 20 e poucos minutos para começar a pressionar o Setúbal à saída da sua grande área é obra!

Não percebo a razão pela qual Danilo Pereira tem de estar sempre tão recuado (quase em cima da dupla de centrais)… O moço até que tem técnica e uma boa visão de jogo, pelo que acho que este teria sido de uma utilidade tremenda a um Oliver Torres - em baixa de forma - que não teve ninguém a ajudar na tarefa de combater o super povoado meio campo setubalense… Sim, o Óliver estava sozinho porque Héctor Herrera não entrou em campo (como sempre). Ora não admira, portanto, que depois tenhamos um Futebol Clube do Porto a lateralizar o seu ataque durante quase toda a partida (com tudo o que de mau e bom isto possa ter).

Quanto às substituições - tendo em consideração a forma como tudo estava a decorrer - não creio que Nuno Espírito Santo tenha estado mal. Jogou as cartas que tinha do baralho que escolheu levar para esta partida e não creio que pudesse fazer outra coisa. Tenho lido e ouvido os “comentadores” a dizer que Nuno deveria ter apostado em Depoitre dado que a elevada estatura do belga iria permitir ao FC Porto recorrer ao “chuveirinho”. Ora bem, esta tal de “solução” já foi tentada em Tondela e ficou bem patente que o belga não serve para este tipo de jogo… Mais alguma ideia brilhante Srs. “comentadores”? Não? Bem me queria parecer. É que ainda ontem ouvi um comentador criticar Jorge Jesus porque não é com muitos avançados que se ganha um jogo. Coerências. 

Chave do Jogo: Inexistente. O Futebol Clube do Porto bem que teve várias oportunidades para sentenciar a partida (já o Vitória Futebol Clube não fez nada por isto), mas em momento algum o conseguiu fazer. Em suma; não houve lance algum que tivesse feito pender a vitória para qualquer um dos lados. 

Arbitragem: Negativa. Péssima a actuação de João Pinheiro e a sua equipa de arbitragem neste jogo. Tolerou até ao limite o antijogo dos vitorianos, permitiu que a equipa do Vitória fosse violenta q.b. e não assinalou três grandes penalidades a favor dos Dragões. 

Positivo: Iván Marcano. Quem diria que este Marcano é o mesmo que parecia uma “gelatina” nos tempos de Julen Lopetegui? Sempre muito bem posicionado e sem inventar na hora de fazer o corte. É isto que se exige a um central. Muito bem Marcano! 

Negativo: Óliver Torres. Não pelo golo escandalosamente falhado mas sim porque parece estar a atravessar um mau momento de forma. Uma troca causal por Rúben Neves não lhe faria mal nenhum.

Artigo publicado no Blog o gato no telhado

sábado, 29 de outubro de 2016

Dragão em Setúbal à procura de um Bonfim

O FC Porto atravessa o melhor momento da temporada. Os dragões chegam aSetúbal, onde este sábado defrontam o Vitória, em jogo da 9.ª jornada da Liga NOS, com um registo de quatro vitórias consecutivas, em todas as competições, e esperam naturalmente somar o quinto triunfo no Estádio do Bonfim. O conjunto de Nuno Espírito Santo está obrigado a vencer para não se atrasar face ao líder Benfica, que venceu o Paços de Ferreira, e para se adiantar em relação ao Sporting, que voltou a perder pontos, desta feita na visita ao Nacional.

Este será o 159º encontro entre Vitória de Setúbal e FC Porto, considerado um dos clássicos do futebol português, tradicionalmente favorável ao conjunto azul e branco. Os portistas venceram os últimos 27 jogos realizados entre as duas equipas e a última vez que perderam no Bonfim foi na temporada de 1982/83, ou seja, há mais de 30 anos que os sadinos não conseguem derrubar o FC Porto.

Os índices de confiança dos dragões estão em alta, face aos resultados alcançados no último mês, e Nuno Espírito Santo parece ter finalmente encontrado a solução para o ataque: juntar Jota a André Silva. A jovem dupla tem dado os seus frutos e promete ser uma grande dor de cabeça para o setor defensivo da turma de José Couceiro.

Os sadinos chegam a este jogo após uma partida a meio da semana, a contar para a Taça da Liga, que resultou na vitória sobre o Santa Clara (2x0), triunfo que veio amenizar a série de cinco jogos sem vencer para o campeonato português da equipa de Setúbal.

O favoritismo está do lado do FC Porto, tal como Couceiro admitiu, mas o Vitória promete ir em busca dos três pontos. Já travou o Benfica na Luz, será capaz agora de causar dano ao FC Porto?
(clicar para ampliar)
 

sábado, 18 de junho de 2016

O Caso Gil Vicente Esmiuçado

Março 2006 - Cunha Leal um dos peões de brega do clube da treta colocado na Liga como diretor executivo anulou a inscrição do jogador Mateus pelo Gil Vicente dizendo que “não podia ser inscrito, por ser jogador do Lixa com estatuto de atleta amador”. 
 
Maio 2006 – O Gil Vicente fica em 12º e o Belenenses em 15º desce de divisão. O Belenenses contesta o facto do Gil Vicente recorrer aos tribunais comuns para que Mateus pudesse ser utilizado. A Liga instaura um processo ao Gil Vicente.
 
Agosto 2006 – A CD da Liga dá razão à queixa do Belenenses e faz descer o Gil Vicente. António Gomes da Silva (não confundir com o imbeciloide do Dia Seguinte) à altura presidente da CD tinha votado contra e é demitido por Adriano Afonso outro digno representante da “instituição”, à altura dos factos presidente da AG da Liga.
 
Agosto 2006 – O CJ da FPF confirma a decisão da CD da Liga, considerando irregular o facto do Gil Vicente ter recorrido, primeiro para os juízos cíveis, e mais tarde para o Tribunal Administrativo.
Maio 2016 – Passados 10 anos o Tribunal do Círculo de Lisboa produz um acórdão considerando “nulo o acórdão de 28 de Agosto 2006 do CJ da FPF que aplicou a pena de descida de divisão” e ordena ainda “proceder à integração do Gil Vicente no mais curto espaço de tempo possível”! A origem do caso (pena de descida de divisão por ter recorrido aos tribunais comuns) “constituiu uma lesão grave do acesso ao direito e à tutela jurisdicional efetiva em matéria disciplinar”. Ou seja, o tribunal considerou que a despromoção do Gil Vicente por recurso aos tribunais comuns violou a garantia constitucional do direito fundamental de acesso aos tribunais porque a questão não era do foro desportivo mas, como é evidente, do foro administrativo. O Trio Fantástico da Comissão de Disciplina da Liga (Pedro Mourão, Frederico Cebola e Fonseca Silva) tinha metido água.
 
A ignorância dos doutos magistrados, quer da Comissão de Disciplina da CD da Liga, quer do Conselho de Justiça da FPF é de ir às lágrimas. Agora repare-se na pouca sensibilidade do Tribunal Administrativo, depois destes anos todos, atirar com este acórdão cá para fora em cima da data em que os clubes estão a apresentar as suas inscrições, orçamentos para a nova época, documentação para análise dos pressupostos financeiros, contratar e dispensar jogadores, etc. Esperava mais 1 mês e as coisas resolviam-se com calma. Mas isso será pedir muito aquela cambada.
Resultado: o Gil Vicente pede a integração imediata e 20M€ de indemnização à Liga e à FPF “pelos danos causados pela descida de divisão em 2006, depois de ter assegurado em campo a permanência”.
 
A Liga, a FPF e os clubes tinham acordado num protocolo que os campeonatos seriam sempre disputadas por equipas em número par. Agora vão ter que, em vez de 1 clube, fazerem subir 2. Põe-se a questão: Quem será o outro feliz contemplado? O terceiro da Segunda Liga (Portimonense) ou o ante penúltimo (União da Madeira) da Primeira? Escusam de fazer mais confusões basta ler o Regulamento da Liga que manda “em caso de alterações por motivos disciplinares ou outros a vaga ser ocupada pelo clube onde se verificou essa anomalia”. Como a situação aconteceu na Primeira Liga fica o União da Madeira.
 
Num outro protocolo, tinham também acordado que os campeonatos seriam reduzidos a partir da época 2017/2018 mais 2 clubes por ano (descem 4 e sobem 2), passando de 18 para 16 equipas até à época 2018/2019. Desta vez todas as boas intenções em tornar a Liga mais competitiva foram esquecidas e, ao contrário, devem passar a ser 20 em vez de 18.
Eis senão quando, na AG do passado dia 15, os representantes dos clubes aprovaram (por moção da direção da Liga) o adiamento da decisão “até trânsito da sentença em julgado”, o que acontecerá no próximo dia 14 de Julho.
 
Consequências laterais - Vários “recursos” se anunciam: um da Académica que não tendo nada a ver com este assunto, se acha no direito de ser contemplada. Denuncia “irregularidades nas inscrições de jogadores do Vitória de Setúbal”. 
 
Outro do União da Madeira que decidiu o mesmo, “em nome da verdade, da justiça desportiva e da igualdade entre clubes, intentar junto do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol uma participação disciplinar contra o Vitória FC”. Em causa está a inscrição e a utilização irregular de jogadores, que justifica, no entender do União da Madeira, a condenação do Vitória FC, com perda de pontos e consequente descida de divisão».
 
Para um Grande Final o Belenenses também recorre. Mas aqui (e sou eu que digo) ou muito me engano ou anda mãozinha de Joaquim Oliveira, acionista maioritário do clube dos pastéis de nata, a quem não lhe interessará nada ter que negociar com mais dois clubes as transmissões da SportTv. Pelo menos convém-lhe que adiem a integração mais um ano.
 
Epílogo – Uma trapalhada causada pela impreparação da geringonça que vegeta nas altas esferas do futebol indígena, nomeadamente nos seus Conselhos Disciplinares e de Justiça. Enquanto não limparem de lá toda aquela “cebolada” (vocês sabem de quem estou a falar) isto nunca mais vai a lado nenhum. 
 
Mas, pensando bem, para o Gil até poderia ser melhor subir para o ano. Como provavelmente vai andar atrás da indemnização durante vários meses como o Boavista e receberá pouco mais de 10% dos 20M€ pretendidos terá mais tempo para preparar a época sem correr o risco de descer outra vez..
 
Até à próxima trapalhada