segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Reprovação difícil

O FC Porto é viciado em vitórias, belas jogadas, golos magníficos, aplausos e cânticos da plateia Azul e Branca. Só na vitória, com ela, por ela, o FC Porto parece existir. E é de lá – do mais fundo de lá - que parece vir força de um Dragão que continua sem perder no Velho Continente, esta época. Hoje, a vítima foi a Académica (2 x 1).
O FC Porto entrou em campo com o estatuto de única equipa invicta na temporada, daquelas que participam nas provas europeias. Era esse estatuto, e o de líder da Liga Portuguesa, que os Portistas tentavam manter contra a Académica.
Vítor Pereira apostou no mesmo onze que empatou em Kiev, colocando Mangala na esquerda, Abdoulaye ao lado de Otamendi e Defour no meio-campo no lugar do lesionado Fernando. Apesar de não baixar “os olhos” da baliza dos Estudantes, o FC Porto jogou devagar em grande parte do primeiro tempo diante de uma Académica que pareceu sempre confortável.
Os pupilos de Pedro Emanuel, que já tinham dado muito que fazer aos Azuis na Supertaça Cândido de Oliveira, voltaram a mostrar segurança defensiva... mesmo quando os Portistas colocavam mais intensidade na partida. No entanto, a verdadeira ocasião de golo da primeira parte pertenceu a Jackson. O Colombiano falhou um chapéu quando estava isolado, aos 8 minutos.
Daí em diante, o jogo caracterizou-se por uma falta de rapidez que foi, de resto, um problema para o conjunto Bicampeão Nacional, frente ao último adversário que tinha marcado no Dragão, no tal jogo a 10 de Março. Não admira, portanto, que as equipas fossem para os balneários sem golos.
No regresso após o descanso, o FC Porto entrou cheio de vontade e precisou (apenas) de cinco minutos para inaugurar o marcador. James abriu o marcador na fria noite da Invicta; Varela deu para Lucho, que, no centro do terreno, fez um passe em desmarcação para James Rodríguez. O número 10 Portista entrou pela direita e bateu Ricardo, num remate rasteiro. 1 x 0 e respiravam de alívio os adeptos Portistas.
A Académica, que se apresentou supermotivada depois da vitória (2 x 0) com o At. Madrid, procurava responder mas sem efeito. O FC Porto continuava dominador e os Estudantes perdiam equilíbrio defensivo e permitiam aos Dragões criar mais perigo junto da baliza de Ricardo.
Das sucessivas jogadas de perigo ao segundo golo não demorou muito. Aos 62 minutos, João Moutinho ampliou a vantagem e outra vez Lucho na jogada. O Argentino fez um passe magistral para o médio Português. Moutinho ajeitou a bola e rematou, a cerca de 25 metros da baliza, batendo Ricardo que bem se esticou mas... não havia nada a fazer.
Até final, o FC Porto procurou circular a bola e gerir a vantagem “à sua maneira”, num relvado que não se apresentou nas melhores condições.
Mas (há sempre um mas) Wilson Eduardo não quis sair do Dragão sem a sua marca. Depois de bisar contra o Atlético de Madrid, o jogador formado no Sporting fez um golaço, do meio da rua, num remate onde Helton não fica isento de culpas. A Académica, depois de marcar a 10 de Março, voltou a balançar, novamente, as redes no palco Portista.
O Campeonato sofre agora uma paragem para se jogar a Taça de Portugal. O FC Porto viaja até à Madeira para defrontar o Nacional, no Sábado, enquanto que a Académica recebe, no Domingo, o Penalva do Castelo, em Coimbra.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: João Moutinho

1 comentário:

Rui Anjos (Dragaopentacampeao) disse...

Vitória justa num jogo em que o desempenho portista ficou dividido pelo menos bom (1ª parte) e razoável (2ª parte).

Esta equipa já demonstrou ser capaz de impor um futebol bonito e eficaz, contudo, nem sempre está disposta a executá-lo. Mérito dos adversários? Algum sim, mas sobretudo culpas próprias. Sei que há factores que vão determinando melhores ou piores performances. Ainda assim acho que esta equipa tem tanta qualidade que me custa ver jogadores a caírem com facilidade em vulgaridades inexplicáveis. Claro que não estou à espera que saia sempre tudo bem, isso não é possível, mas de um futebol seguro, com bola bem trocada, rápido e enleante, ainda que bem contrariado pela organização defensiva adversária, até um futebol trapalhão, sem ideias, pastoso, primário, vai uma grande diferença. Foi essa a diferença entre o Porto de momentos da 2ª parte e o Porto de toda a 1ª parte.

Um abraço