domingo, 15 de novembro de 2015

"Como refrear ânimos" por Selecção nacional

Derrota por 1 x 0 de Portugal na Rússia no primeiro ensaio tendo em vista o Campeonato da Europa de 2016. O tempo ainda é de dúvidas no meio de quatro estreias absolutas. Portugal falhou mais do que acertou, mas há tempo para afinações até junho do próximo ano.

Sem meia equipa que fez praticamente todo o trajecto de apuramento para o Europeu do próximo ano, Fernando Santos baralhou as contas e lançou jogadores como Nélson Oliveira, André André e Gonçalo Guedes. Portugal mudou ligeiramente a forma de actuar e, por isso, andou desorientado nos primeiros 30 minutos.

A Selecção Portuguesa precisou de algum tempo para se encontrar na partida. A primeira meia hora de jogo foi de domínio Russo, com mais posse de bola e várias ocasiões de golo. Dzyuba foi um problema constante para a defesa Portuguesa – que voltou a contar com Pepe – e entre o ferro e Rui Patrício o golo foi-se adiando.

Aos 10 minutos o avançado do Zenit viu Rui Patrício evitar o 1 x 0 com uma grande defesa; o mesmo cenário aos 26 minutos, mas com Shirokov no remate. Pelo meio, Dzyuba acertou em cheio na trave (11'). O sector defensivo e o meio-campo Português evidenciavam fragilidades, com William, João Mário e André André à deriva.

As coisas começaram a mudar depois dos 30 minutos, altura em que precisamente o meio-campo foi capaz de se encontrar na partida. Portugal passou a ter mais segurança (acabou mesmo a primeira parte com mais posse de bola – 55% contra 45%) e Gonçalo Guedes ganhou outro protagonismo na frente ofensiva, onde Nani foi o menos preponderante.

Aos 35 minutos, o extremo do Benfica – que fez a estreia absoluta nos A – explorou a velocidade e já dentro da área russa disparou forte, mas Akinfeev respondeu à altura; dois minutos depois foi a vez de João Mário conseguir aparecer em zona de finalização, mas o guardião Russo voltou a mostrar segurança. Portugal dava finalmente sinal de vida.

Depois do descanso a fita do filme foi rebobinada. Ou seja, a Rússia voltou a entrar melhor e a criar perigo junto à baliza de Rui Patrício. Shirkov (46') e Mamayev (63') assustaram; valeu a pontaria pouco calibrada. Portugal voltava a tremer, ainda que sem prejuízos maiores no resultado.

A segunda parte conseguiu ser ainda menos interessante que a primeira. O jogo arrastou-se, a Rússia foi mexendo – algo que Fernando Santos só fez aos 71 minutos – e o fio perdeu-se de vez, mas sempre com mais Rússia, que aos 88 minutos acabou por assegurar o triunfo, com um golo de Shirokov. Do lado Português valeram as estreias de Lucas João, Ricardo e Rúben Neves, depois de Guedes, numa noite que, na verdade, não deixou espaço a grandes conclusões para o Europeu.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Rui Patrício

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