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domingo, 8 de outubro de 2017

Mais problemas que soluções

imagem retirada de zerozero
Se há ilação que podemos – e devemos – retirar da vitória portuguesa em Andorra é que existem mais problemas do que soluções sempre que a nossa selecção tem de defrontar uma equipa que seja um pouco “fora do normal”. Isto porque a primeira parte da nossa selecção foi constrangedora e, sobretudo, preocupante. E tal sucedeu muito por culpa de Fernando Santos.

Obviamente que haverá quem vá olhar para o resultado final de 2 a 0 a favor de Portugal e dizer que tudo acabou bem e o resto é paisagem, mas convêm ter em linha de conta que até ao momento os suíços não perderam um único jogo da fase de qualificação para o Mundial da Rússia. Acrescente-se que estes dependem, única e exclusivamente, só deles para o apuramento directo. Dito de outra forma, se Fernando Santos e equipa não tiverem retirado as devidas e necessárias ilações desta partida de Andorra, bastará à Suíça forçar um empate na próxima terça-feira em Lisboa e esta apura-se directamente para o Mundial. Um sério aviso para Portugal dado que os helvéticos defendem bem melhor do que os andorrenhos.

Obviamente que na próxima terça não se vai colocar o problema das reduzidas dimensões do campo e do – naturalmente – irregular piso sintético. Mas sabendo de tal, quem mandou a Fernando Santos apostar num onze de “velocistas” e tecnicistas? Ricardo Quaresma e Gelson Martins nas alas atacantes de Portugal são sinónimo de velocidade e muita técnica, mas isto num campo pequenino e irregular como o de Andorra vale zero. Foi muito por isto que na primeira parte a nossa equipa não fez nada mais senão ir trocando a bola de lado para a lado num ritmo que alternou entre o devagar, devagarinho. Escusado será dizer que o defesa Nélson Semedo sofreu do mesmo mal dos seus colegas de ataque não obstante este ter-se esforçado.

No meio campo luso ficou por perceber a aposta em Danilo Pereira… Andorra foi uma selecção que nos jogos que realizou até ao momento tinha apresentado (alguma) ideia atacante que justificasse a aposta num médio cuja especialidade não é a organização de jogo mas sim a recuperação de bola?

Felizmente temos ao nosso dispor o Melhor Jogador do Mundo, e foi mioto por causa dele que a Equipa de Todos Nós saiu de Andorra com os três pontos na bagagem. Agora faço sinceros votos de que para além dos 3 pontos a nossa equipa tenha também trazido a evidência de que contra a Suíça vai ser preciso fazer muito mais do que aquilo que vimos hoje.

MVP (Most Valuable Player): Cristiano Ronaldo. O melhor Jogador do Mundo entrou somente na segunda parte do jogo, mas foi ele o “catalisador” que despertou a equipa lusa e a conduziu à vitória num campo tremendamente difícil pelas suas dimensões e piso irregular.

Chave do Jogo: Apareceu no início da segunda parte da partida. A entrada de Cristiano Ronaldo em campo foi, sem sombra de qualquer dúvida, o factor que fez com que a vitória pendesse para Portugal.

Arbitragem: Trabalho positivo este que o Sr. Miroslav Zelinka e restante equipa levaram a cabo. Nada a apontar ao trabalho da equipa de arbitragem.

Positivo: Emigrantes portugueses. Mais parecia que Portugal estava a jogar em casa, tal era o entusiástico e tremendo apoio da comunidade portuguesa residente em Andorra. Parabéns emigrantes!

Negativo: João Mário. João Mário não acertou uma durante todo o tempo que esteve em campo. Lento e previsível em todos os aspectos. Os ares de Itália parecem estar a fazer mal ao talentoso médio.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (07/10/2017)

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Era escusado

unagem retirada de zerozero
Sobre o bronze português conquistado na Taça das Confederações apenas me apraz dizer que era escusado ter-se passado por tanto sofrimento. 
 
Esta selecção do México costuma “perder gás” com o avançar da competição. Tal sucedeu nas duas edições anteriores da Copa América e nesta edição da Taça das Confederações, pelo que se exigia da parte da nossa equipa um outro tipo de comportamento. Hoje era jogo para Portugal dominar e vencer sem o menor dos problemas. Mas não. Portugal tinha de fazer o triste espectáculo do costume e sofrer até ao fim pela vitória final que lhe deu direito ao terceiro lugar do pódio desta prova. 
 
Tal era escusado dado que o México não fez um jogo por aí além. Bastava que os comandados de Fernando Santos tivessem feito o sue trabalho de casa e teriam vencido o jogo com maior ou menor dificuldade. A prova de tal foi a forma como entraram na partida e a dominaram até ao estapafúrdio golo mexicano. Golo mexicano que, diga-se desde já, é fruto de um péssimo desempenho de Nélson Semedo. Alias, tanto Semedo como Eliseu estiveram muito abaixo do exigido para um defesa lateral da selecção nacional. E não, a expulsão justíssima de Semedo em nada tem a ver com a sua péssima exibição. É antes o resultado da impunidade caseira a que os atletas do Sport Lisboa e Benfica estão – mal - habituados. 
 
Mas pronto, tudo acabou em bem e Portugal trouxe o bronze da Rússia. Espero é que no próximo ano a nossa selecção tenha os seus jogadores em melhor forma e que o seleccionador faça o devido trabalho de casa. Isto partindo, obviamente, do princípio de que Portugal consegue o apuramento para o Mundial da Rússia. 
 
MVP (Most Valuable Player): Rui Patrício. O guardião luso esteve impecável na partida de hoje. Com um punhado de defesas impossíveis, Patrício foi o principal responsável pela conquista da medalha de bronze. 
 
Chave do Jogo: Inexistente. Em momento alguma algumas das equipas foi capaz de criar um lance que colocasse um ponto final na partida a seu favor. 
 
Arbitragem: Fahad Al Mirdasi realizou aquilo que se pode apelidar de arbitragem exemplar. Muito bem na decisão das expulsões e excelente na marcação das duas grandes penalidades a favor de Portugal. Para além disto o árbitro saudita soube utilizar na perfeição o ainda muito duvidoso sistema do vídeo-árbitro. 
 
Positivo: Inexistente. 
 
Negativo: André Silva. Hoje foi um dia não para o avançado português. Não pela grande penalidade falhada (Ochoa é um especialista nestes lances), mas sim pelo que não fez em campo.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (02/07/2017)

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Portugal bom vs Portugal mau

imagem retirada de zerozero
Hoje em Moscovo assistimos às duas facetas da nossa selecção. Na primeira parte tivemos um Portugal autoritário que impôs o seu futebol a uma Rússia que está longe - muito longe mesmo - de ser aquela selecção que dominava o futebol europeu e que “dava cartas” nos Mundiais de futebol. Já na segunda parte os papéis inverteram-se dado que Portugal foi recuando no terreno de jogo e a Rússia aproveitou-se de tal para colocar em prática o seu simples futebol. Felizmente o “fantasma” do tempo de compensação não apareceu para assombrar Portugal, embora o dito até tenha tentado marcar presença.

Ora tudo isto para dizer que Portugal venceu e fez por isto, mas bem que poderia ter evitado a pobrezinha segunda parte com que nos brindou. Até que se compreende que se diga que o jogo não era fácil porque os russos jogaram em casa e tiveram (quase) sempre o apoio incondicional dos seus adeptos, mas tendo em consideração que esta equipa do leste da europa é tão limitada em termos técnicos e que o seu futebol é tão simples seria de esperar que Portugal impusesse o seu futebol com relativa facilidade. Especialmente se tivermos em linha de conta que as alterações que Fernando Santos promoveu foram muito boas. Adrien Silva no lugar de Moutinho era óbvio dado que Moutinho já é aquele “maestro” de outros tempos, contudo eu teria mantido Quaresma no onze inicial e retirado André Gomes para no seu lugar colocar o fabuloso Bernardo Silva, mas não foi isto que aconteceu e terá sido (talvez) muito por isto que Portugal realizou uma segunda parte tão pobrezinha. Muito bem vista foi a troca de Fonte por Bruno Alves tendo em consideração, repito, o futebol directo da equipa da Rússia, se bem que Pepe poderia ter deitado tudo a perder no último minuto de jogo num canto a favor dos russos.

Em suma, não obstante a dupla faceta que a equipa de Todos Nós mostrou hoje Portugal está com um pé e meio na fase seguinte da prova. Convêm é não encher o peito de ar e entrar com tiques de vedeta no próximo jogo diante da Nova Zelândia. O México está neste momento a fazer tal coisa e a pagar um preço bem cario por tal.

MVP (Most Valuable Player): Cédric Soares. O defesa lateral direito português realizou (mais um) excelente jogo. Fantástico na defesa e excelente no apoio ao ataque sempre que para tal era solicitado. Desta vez não marcou, mas Portugal bem que pode estar agradecido a Cédric pelo excelente desempenho em campo. Especialmente na segunda parte onde a “avalanche” ofensiva russa foi grande.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento alguma algumas das equipas foi capaz de criar um lance que colocasse um ponto final na partida a seu favor.

Arbitragem: Quando a equipa de arbitragem tem qualidade o vídeo árbitro torna-se completamente obsoleto. Foi o que aconteceu nesta partida. O único erro que se pode apontar ao árbitro foi o de não ter expulso Georgiy Dzhikiya por agressão a Pepe na segunda parte.

Positivo: Fernando Santos. O seleccionador nacional percebeu o que tinha de fazer após o frustrante empate com o México na jornada inaugural e apostou numa série de mudanças no onze inicial, mudanças estas que fizeram com que Portugal tivesse derrotado a Rússia.

Negativo: Falta de eficácia. Parece que a nossa selecção não se liberta do velho problema da falta de eficácia. Tantas e tantas oportunidades desperdiçadas na segunda parte. Tal poderia ter ditado o desfecho negativo desta partida. Felizmente a sorte protegeu a equipa lusa.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (21/06/2017)

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Lá voltamos às contas

imagem retirada de zerozero
Parece gozo mas não é. Portugal tem mesmo o sádico prazer de andar sempre com a calculadora na mão no que a estas coisas do futebol diz respeito. A nossa Selecção sabia (ou pelo menos deveria saber) que a selecção do México é muito forte no ataque e algo mediano na defesa, mas mesmo assim a nossa equipa entrou em campo algo apática e em muitos momentos da primeira parte pareceu estar perdida em campo e, inclusive, deu-se mal com a pressão que os mexicanos iam fazendo no meio campo.

Obviamente que o facto de os habituais “pastéis de nata” de nome William Carvalho e André Gomes contribuíram, e muito, para o estado de coisas na primeira parte mas não foram os únicos a “ficar mal na fotografia”. A dupla de centrais lusa que no último Europeu deu muito boa conta de si não esteve lá muito bem na partida de hoje. Os dois golos sofridos são disto um bom exemplo. Tivessem Pepe e Fonte feito o seu trabalho como deve ser e pelo menos o último golo dos mexicanos não teria entrado… Tanto Fonte como Pepe tinham a obrigação de saber que o México é muito forte nos lances pelo ar.

Fernando Santos também não esteve nos seus dias. Por perceber fica a razão pela qual André Silva foi relegado para o banco em detrimento de Nani. Ainda se Nani tivesse tudo uma boa época no Valência… E que ideia foi aquela de retirar Quaresma do campo quando este poderia ter sido deveras importante na fixação dos rapidíssimos defesas laterais mexicanos? A única alteração em que Fernando Santos me pareceu ter estado bem foi na entrada de Adrien para o lugar de um fatigado João Moutinho. Em tudo o resto foi de uma nulidade sem sentido.

É verdade que Portugal melhorou muito na segunda parte (William começou - finalmente – a vir buscar bola à defesa e a apoiar os seus colegas da linha defensiva) e que impôs, com alguma dificuldade, o seu futebol perante um México sempre muito combativo e com um Guarda-redes inspirado, mas tivesse o onze luso feito o seu trabalho e não estaríamos agora a dizer que é fundamental vencer a Rússia para não se chegar à última jornada com o raio da calculadora numa mão e com o Terço na outra.

MVP (Most Valuable Player): Cristiano Ronaldo. Jogou e fez jogar. Marcou presença nos dois golos de Portugal e foi de todos os jogadores lusos aquele que pareceu sempre muito mais interessado em “dar o litro” pela nossa Selecção. Merecia uma vitória por tudo o que fez em campo mas, infelizmente, tal não foi possível. Que regresse – mais uma vez - em grande diante da Rússia!

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento alguma algumas das equipas foi capaz de criar um lance que colocasse um ponto final na partida a seu favor.

Arbitragem: Para quem diz que o vídeo árbitro é a oitava maravilha do Mundo ficou hoje demonstrado (mais uma vez) que tal não passa de uma tremenda treta facciosa! É incrível que os golos portugueses tenham suscitado sempre dúvidas ao árbitro. Já os golos dos mexicanos eram invariavelmente “claros como água”. Por explicar está a anulação do primeiro golo português… Obra do fabuloso vídeo árbitro! Tirando isto posso dizer que Néstor Pitana levou a cabo uma arbitragem razoável se bem que aqui e acolá tolerou o jogo violento dos mexicanos.

Positivo: Ricardo Quaresma O melhor em campo depois de Cristiano Ronaldo. Jogou, lutou e marcou um golo. Poderia ter marcado outro ainda na primeira parte mas a sorte não quis nada com ele. A manter Quaresma!

Negativo: André Gomes e William Carvalho (mais uma vez). A dupla “pastel de nata” do meio campo de Portugal. André Gomes mostrou – mais uma vez – porque é tão mal amado em Barcelona e William justificou a razão pela qual o Sporting CP teve a época que teve. 

Artigo publicado no blog o gato no telhado (18/06/2017)

sábado, 25 de março de 2017

Com a força da tradição a olhar para a Rússia

Portugal recebe a Hungria, este sábado, pelas 19h45, no Estádio da Luz, em jogo do Grupo B, referente à qualificação para o Mundial 2018. A seleção quer manter a tradição de não perder diante a Hungria e conquistar os três pontos.

Na segunda posição da tabela classificativa com nove pontos, este é um jogo muito importante para a equipa das quinas, que está a três pontos de distância da Suíça, primeira classificada. Já a Hungria, ocupa o terceiro lugar com sete pontos.

O histórico de confrontos diz-nos que Portugal é favorito, uma vez que nunca perdeu um duelo com a Hungria. Das onze vezes que as duas equipas mediram forças, a equipa das quinas venceu em sete ocasiões e registou quatro empates.

A última vez que a formação húngara jogou no nosso país, foi em outubro de 2009, também no Estádio da Luz, com uma vitória portuguesa por 3x0.

O último duelo entre as duas equipas acabou com um empate a três bolas, na fase de grupos do Euro 2016, com um golo de Nani e um bis de Cristiano Ronaldo. Numa competição em que, no fim, Portugal sagrou-se campeão europeu. 
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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Simplesmente André Silva!


imagem retirada de zerozero

Mais uma jornada no apuramento para o Mundial da Rússia e onde a história foi (felizmente) a mesma de sempre. Ou seja; Portugal venceu e goleou um adversário frágil. E tudo isto porque o conjunto luso não complicou nem deixou, em momento algum, que a complacência que todos vimos em Basileia entrasse em campo.

Contudo esta partida trouxe-nos uma novidade. E que novidade! André Silva marcou três golos e só por mero azar não conseguiu um poker! Graças a tal André Silva tem agora 4 internacionalizações pela equipa A de Portugal e…4 golos marcados! Nada mau para um atleta que foi fortemente banalizado - e até mesmo ridicularizado - pelo “mestre” António Tadeia e o seu amigo de comentário que só tinham olhos para Gélson Martins (um fabuloso “produto” de uma certa Academia).

E já que falo aqui no Gélson, tenho que dizer que não vi nada de especial no moço. Quer dizer ele correr até que corre. Agora fazer mais do que isto é que deve ser complicado. O mesmo digo de William Carvalho que parece nunca mais ter encontrado caminho das boas exibições. Felizmente Portugal defrontou um adversário relativamente frágil e a seriedade dos nossos jogadores foi mais do que muita.

Chave do Jogo: Subscrevo por completo aquilo que foi escrito pelo Jornalista do zerozero Duarte Monteiro que disse que tal como frente a Andorra, o primeiro golo bem cedo desatou um tipo de jogo que pode complicar-se se com o passar do tempo. André Silva fez o 0x1 aos 12 minutos e a partir daí tudo se tornou mais fácil para Portugal.

Arbitragem: Gediminas Mazeika teve um ou outro erro de juízo, mas no geral esteve bem. O jogo também não foi nada complicado de se dirigir no que à arbitragem diz respeito.

Positivo: André Silva. Três golos marcados e uma exibição fantástica. Ima aposta a manter mesmo nos jogos mais complicados.

Negativo: Dureza excessiva. Já se sabe que Portugal é - de longe – muito mais forte do que as Ilhas Faroé, mas era escusada tanta pancadaria da parte dos nórdicos.

sábado, 8 de outubro de 2016

Missão cumprida (by CR7)

 
imagem retirada de zerozero

Não há muito para dizer sobre esta goleada de Portugal. Andorra é daquelas selecções “inventadas” pela FIFA e UEFA somente para fazer número nos grupos de qualificação para as competições internacionais de selecções, pelo que não seria de esperar outra coisa de Andorra senão o tentar retardar o mais possível a normal goleada que todos esperávamos que esta sofresse diante da nossa selecção.

O meu único receio para esta partida era somente que a habitual sobranceria lusa surgisse nesta partida dado que Portugal tem sempre a velha mania de facilitar sempre que do outro lado da barricada está uma equipa deveras acessível. A equipa de Todos Nós já teve alguns – demasiados - dissabores à custa desta sua forma de estar nos jogos, mas tal não aconteceu hoje em Aveiro. E ainda bem que assim foi porque Portugal vai ter de andar a correr atrás da Suíça (é nisto que dá ir passear a Taça de Campeão à Suíça) neste seu grupo de qualificação para o Mundial da Rússia.

Felizmente este tal de “facilitismo” não apareceu e Portugal goleou uma frágil e arruaceira selecção de Andorra. E já que falo nisto, acho que o seleccionador andorrenho tem uma certa lata para vir para vir para a praça pública falar em excesso de zelo por parte da equipa de arbitragem… Logo ele que orienta uma equipa cuja única virtude é a de dar canelada nas pernas dos adversários (dar pontapés na bola é algo de impossível).

Em suma; Portugal soube tornar fácil um jogo onde era teoricamente favorito e se pudesse Fernando Santos tinha “trocado” a equipa toda ao intervalo para poder dar mais alguns minutos ao menos utilizados e às novas “esperanças” Lusas. Destaque também para Cristiano Ronaldo que voltou, mais uma vez, a bater recordes. Que tenha servido para regressar em melhor forma o Real Madrid CF.

Venham as Ilhas Faroé! Trata-se de um adversário bem complicado sempre que joga em sua casa e que está muito moralizado, mas se Portugal na próxima segunda-feira tiver o mesmo tipo de atitude e vontade competitiva que mostrou hoje de certeza que saíra das ditas “ilhotas” com os 3 pontos no bolso.

Chave do Jogo: Apareceu na segunda parte para “resolver” a contenda em definitivo a favor de Portugal. A selecção de futebol de Andorra é composta por atletas semi profissionais/amadores que na segunda parte “deram o estouro” em termos físicos pelo que a partir deste momento Portugal dominou o jogo por completo.

Arbitragem: O austríaco Oliver Drachta e a sua equipa levaram a cabo um bom trabalho não tendo complicado um jogo que nunca teve nada de complicado.

Positivo: Cristiano Ronaldo mostrou, mais uma vez, porquê razão é o Melhor Jogador do Mundo. Cristiano marcou, assistiu e – mais importante do que tudo - comandou a equipa. A manter CR7!

Negativo: Comentadores da Rádio Televisão de Portugal (RTP). Eusébio, SL Benfica, Sporting CP, “endeusamento de Gélson” e rebaixamento de André Silva. É esta assim que a RTP comenta em directo um jogo da nossa selecção. Uma vergonha!

Artigo publicado no blog o gato no telhado

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Surpresos? Não foi por falta de aviso!

imagem retirada de zerozero

Jogo de preparação tem um único objectivo: preparar a equipa para os jogos oficiais. Que fez Portugal diante de Gibraltar no seu último jogo de preparação? Andou a brincar ao futebol. Resultado? Derrota com a Suíça e uma exibição miserável após o primeiro golo helvético. Mas pior do que a exibição foi a incapacidade da equipa técnica lusa de encontrar soluções que lhe permitissem dar a volta a um resultado adverso. Tivessem feito o TPC no jogo anterior e “outro galo cantaria” em Basileia.

Quanto ao jogo que culminou com a derrota da nossa equipa, dizer que não chega entrar bem. É fundamental manter os níveis de concentração sempre em valores muito altos. Especialmente quando do outro lado da barricada estiver uma equipa que faz da sua defesa e dos lances de bola parada a sua maior arma. E não era preciso procurar muito para se encontrar tamanha evidência. Bastava ir ver os jogos que os suíços fizeram no último Europeu em França…

Outra coisa que não consegui perceber é a razão pela qual Fernando Santos insiste em fazer de Éder aquilo que ele não é. Éder é um jogador que cumpre na posição de avançado. Mas está longe - muito longe – de ser aquele ponta de lança possante que luta entre os defesas contrários em busca de espaço para finalizar. Ora esta solução não deu resultados positivos diante de Gibraltar e ia funcionar diante da Suíça? A dita “solução” não funcionou e nada se fez para se procurar uma alternativa que permitisse a Portugal empatar o jogo (no mínimo!). Uma coisa que se calhar teria feito muito mais por isto seria ter-se colocado André Silva a jogar em par com Éder no ataque. Éder é um atleta que joga bem em tabelas com os seus companheiros e André Silva aquele tipo de atleta que mais se aproxima do tal ponta de lança possante que luta na defesa contrária para ter espaço para finalizar. Não tivessem andado a brincar no jogo do Bessa e se calhar teriam esta, e outras soluções, que nos permitiriam não estar agora a pensar em calculadoras e play off.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 23´ para resolver o jogo a favor dos suíços. Após o golo de Breel Embolo a Equipa de Todos Nós nunca mais se encontrou e a derrota tornou-se uma inevitabilidade.

Arbitragem: O espanhol Mateu Lahoz e a sua equipa de arbitragem podem ser acusados de “caseirinhos” em um ou outro lance, mas não creio que se possa classificar a prestação do árbitro de má. A meu ver terá ficado uma grande penalidade a favor de Portugal por marcar, mas não foi por causa do árbitro que Portugal perdeu em Basileia.

Positivo: A claque de apoio da nossa selecção. Mesmo a perder os adeptos portugueses não deixaram nunca de apoiar Portugal.

Negativo: Portugal. O campeão europeu não jogou absolutamente nada. Equipa que é a melhor da europa não pode ter futebol que só dure alguns minutos.

Artigo publicado no Blog o gato no telhado

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Olimpismo da Treta

Foram os gregos que criaram os Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. os gregos já faziam homenagens aos deuses, principalmente Zeus, com a realização de competições. Porém, foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos, de forma organizada e com participação de atletas de várias cidades-estado.
Atletas gregos reuniam-se na cidade de Olímpia para disputarem diversas competições: atletismo, luta, boxe, corrida de cavalo e pentatlo (luta, corrida, salto em distância, arremesso de dardo e de disco). Os vencedores eram recebidos como heróis nas suas cidades e ganhavam uma coroa de louros.

Além da religiosidade, os gregos procuravam através dos Jogos Olímpicos a paz e a harmonia entre as cidades que compunham a civilização grega. Mostra também a importância que os gregos davam aos desportos e a manutenção de um corpo saudável.

No ano 1896 os Jogos Olímpicos são retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin. Nesta primeira Olimpíada da Era Moderna, com a presença de 285 atletas de 13 países, disputaram provas de atletismo, esgrima, luta livre, ginástica, halterofilismo, ciclismo, natação e tênis. Os vencedores das provas foram premiados com medalhas de ouro e um ramo de oliveira.

Depois de algumas interrupções motivadas por guerras ou outros acontecimentos políticos, os Jogos deste ano ocorrerão na cidade do Rio de Janeiro. A bandeira olímpica é formada por cinco anéis de cores diferentes (azul, vermelho, preto, amarelo e verde) entrelaçados e localizados no centro da bandeira. Esta bandeira representa a universalidade do olimpismo (espírito olímpico, ética desportiva, e união através desporto). In Wikipedia
Eis senão quando rebenta o escândalo. A AMA (Agência Mundial de Antidopagem) apresenta um relatório que põe à vista um programa russo de dopagem com apoio estatal que obriga o COI (Comité Olímpico Internacional) a não aceitar a inscrição para qualquer modalidade de qualquer atleta da federação russa nos Jogos Olímpicos do Rio.
Os pasquins desportivos cá do burgo (nomeadamente o Rascord) transcrevem notícias do jornal The New York Times que publica revelações sobre como análises positivas de atletas russos eram trocadas por resultados limpos, com a colaboração dos serviços secretos do país.
Teve muito menor impacto a frustração de Rui Jorge ao ver serem-lhe negadas pelos clubes as dispensas dos atletas selecionados para a representação de Portugal nos jogos. Aqui há, pelo menos uma explicação lógica. Os atletas pertencem aos clubes, melhor dizendo às Sad. São eles que os formam e pagam os salários, e não estão dispostos a ficarem sem os jogadores numa fase crucial da sua preparação para a nova época que se avizinha. É altura das Federações, nomeadamente a FPF, onde os milhões abundam, se convencerem que o “tempo do arroz de quinze” já acabou e os “amadores” do senhor Coubertin também.

Até à próxima

domingo, 15 de novembro de 2015

"Como refrear ânimos" por Selecção nacional

Derrota por 1 x 0 de Portugal na Rússia no primeiro ensaio tendo em vista o Campeonato da Europa de 2016. O tempo ainda é de dúvidas no meio de quatro estreias absolutas. Portugal falhou mais do que acertou, mas há tempo para afinações até junho do próximo ano.

Sem meia equipa que fez praticamente todo o trajecto de apuramento para o Europeu do próximo ano, Fernando Santos baralhou as contas e lançou jogadores como Nélson Oliveira, André André e Gonçalo Guedes. Portugal mudou ligeiramente a forma de actuar e, por isso, andou desorientado nos primeiros 30 minutos.

A Selecção Portuguesa precisou de algum tempo para se encontrar na partida. A primeira meia hora de jogo foi de domínio Russo, com mais posse de bola e várias ocasiões de golo. Dzyuba foi um problema constante para a defesa Portuguesa – que voltou a contar com Pepe – e entre o ferro e Rui Patrício o golo foi-se adiando.

Aos 10 minutos o avançado do Zenit viu Rui Patrício evitar o 1 x 0 com uma grande defesa; o mesmo cenário aos 26 minutos, mas com Shirokov no remate. Pelo meio, Dzyuba acertou em cheio na trave (11'). O sector defensivo e o meio-campo Português evidenciavam fragilidades, com William, João Mário e André André à deriva.

As coisas começaram a mudar depois dos 30 minutos, altura em que precisamente o meio-campo foi capaz de se encontrar na partida. Portugal passou a ter mais segurança (acabou mesmo a primeira parte com mais posse de bola – 55% contra 45%) e Gonçalo Guedes ganhou outro protagonismo na frente ofensiva, onde Nani foi o menos preponderante.

Aos 35 minutos, o extremo do Benfica – que fez a estreia absoluta nos A – explorou a velocidade e já dentro da área russa disparou forte, mas Akinfeev respondeu à altura; dois minutos depois foi a vez de João Mário conseguir aparecer em zona de finalização, mas o guardião Russo voltou a mostrar segurança. Portugal dava finalmente sinal de vida.

Depois do descanso a fita do filme foi rebobinada. Ou seja, a Rússia voltou a entrar melhor e a criar perigo junto à baliza de Rui Patrício. Shirkov (46') e Mamayev (63') assustaram; valeu a pontaria pouco calibrada. Portugal voltava a tremer, ainda que sem prejuízos maiores no resultado.

A segunda parte conseguiu ser ainda menos interessante que a primeira. O jogo arrastou-se, a Rússia foi mexendo – algo que Fernando Santos só fez aos 71 minutos – e o fio perdeu-se de vez, mas sempre com mais Rússia, que aos 88 minutos acabou por assegurar o triunfo, com um golo de Shirokov. Do lado Português valeram as estreias de Lucas João, Ricardo e Rúben Neves, depois de Guedes, numa noite que, na verdade, não deixou espaço a grandes conclusões para o Europeu.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Rui Patrício

terça-feira, 16 de junho de 2015

O Cantinho das Modalidades

Andebol

O FC Porto renovou o contrato com Miguel Martins por mais cinco temporadas. A cinco meses de completar 18 anos, Miguel Martins é apontado como uma das maiores promessas do andebol Português.
 
Contratado ao ISMAI no Verão de 2013, o central fez a estreia na equipa principal aos 15 anos, 11 meses e 19 dias, tornando-se nessa altura o segundo mais jovem jogador de sempre a estrear-se no principal escalão do andebol Português.
 
Ainda no andebol, destaque para os Dragões Alfredo Quintana, Gilberto Duarte, João Ferraz e Nuno Roque que jogaram pela Selecção Portuguesa de andebol que perdeu a hipótese de se qualificar para mais uma grande competição internacional, neste caso o Campeonato da Europa de 2016, que se disputa na Polónia, em Janeiro. 
 
Portugal foi derrotado no terreno da Rússia, por 35 x 32, em encontro da sexta e última jornada do grupo cinco da fase de apuramento, terminando assim no terceiro lugar, com quatro pontos, atrás dos Russos (oito pontos) e ainda da Hungria (12). 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Mata, mata

Nunca a frase de Scolari se aplicou com tamanha perfeição ao actual momento do Futebol Clube do Porto na Liga dos Campeões. A partir de agora é vencer ou vencer sob pena de ter de deixar o convívio dos “Campeões” para disputar a Liga Europa. E a tarefa não é nada fácil diga-se desde já até porque tanto Atlético de Madrid como Zenit estão em boa forma para além de serem duas equipas de gabarito internacional.
 
A partir de hoje o Dragão tem de começar a sua remontada e o adversário não podia ser o pior para tal proeza. O FK Zenit chegou agora ao final da sua temporada e tem já uma rodagem muito superior aos Portistas e o nível de entrosamento dos seus Jogadores é quase perfeito. Para além deste importante factor os Russos contam na sua frente de ataque com o Incrível Hulk que tanto trabalho deu à defensiva dos Azuis e Brancos no último jogo que terminou com uma injusta derrota Portista. 
 
A última exibição da equipa de Paulo Fonseca ante o Belenenses não foi a melhor e tal trouxe a lume os problemas defensivos que teimam em desaparecer. E para mais Herrera (fora desta partida por ter sido expulso na jornada anterior), Carlos Eduardo (não foi inscrito na Competição), Quintero (lesionado) e Marat Izmaylov (ausente há muito para tratar de assuntos pessoais) diminuíram as opções do Treinador Azul e Branco que este teve de recorrer a um Jogador da equipa B para ter soluções no banco.
 
Tudo parece fazer pender a balança para que o FC Porto perca em São Petersburgo e coloque em xeque a sua passagem à fase seguinte da Champions, mas no futebol não há impossíveis e toda agente viu que o FC Porto é bem capaz de enfrentar este Zenit de olhos nos olhos. Basta para tal que os Dragões apostem forte na velocidade de execução para que cheguem rapidamente ao golo obrigando desta forma a equipa do Leste a ter de subir as suas linhas e a jogar em posse, cosia que os comandados de Luciano Spalletti não gostam de fazer. E no meio de tudo isto convêm que a defesa Portista não “meta a água” do costume.
 
A chamada do médio Mikel é a principal novidade na Lista de Convocados elaborada por Paulo Fonseca para o jogo frente ao Zenit, em São Petersburgo (quarta-feira, 17h de Portugal Continental, 4.ª jornada do grupo G da UEFA Champions League), em que entra também o central Mexicano Diego Reyes. Em sentido inverso, Carlos Eduardo e Herrera foram preteridos, sendo que o último irá cumprir um jogo de castigo, devido à expulsão na recepção aos Russos, a 22 de Outubro como já aqui foi referido.
 
Lista de Convocados: Helton e Fabiano (guarda-redes); Danilo, Lucho, Maicon, Josué, Jackson Martínez, Ghilas, Reyes, Varela, Licá, Ricardo, Mangala, Fernando, Alex Sandro, Otamendi, Defour e Mikel.
 
Onze provável (4x2x3x1): Helton, Danilo, Otamendi, Mangala, Alex Sandro, Defour, Fernando, Lucho, Josué, Varela e Jackson.
 
Esta partida decisiva da Liga dos Campeões tem o seu início aprazado para as 17H de hoje e poderá ser acompanhada em directo aqui no blog A Mística Azul e Branca.

domingo, 3 de novembro de 2013

Empate no areal do Restelo

O FC Porto empatou a um golo com o Belenenses, em partida da 9.ª jornada da Liga Portuguesa. Mangala foi a grande figura do jogo.
Depois de bater o Sporting, a equipa de Paulo Fonseca desceu até ao sul do País para enfrentar um Belenenses que chegava a este duelo vindo de quatro jogos sem perder para a Liga.
Nas apostas iniciais, Paulo Fonseca surpreendeu ao colocar Varela e Ricardo nos corredores. No meio-campo, Héctor Herrera voltou a ter a companhia de Fernando e Lucho González.
Ciente de que era importante amealhar os três pontos, o FC Porto procurou resolver cedo o jogo no Restelo, uma vez que na quarta-feira tem um jogo decisivo na Rússia diante do Zenit, em encontro da Liga dos Campeões. Talvez por isso, logo aos dois minutos, Danilo rematou mas a bola bateu contra o corpo de Diakité, seguindo para canto.
Com mais posse de bola, os Dragões dominavam o jogo, atacavam mais e criavam perigo junto das redes do Belenenses. No entanto, a defensiva dos Lisboetas ia sempre chegando para as encomendas.
No ataque dos Azuis, por outro lado, era João Pedro (quase sempre ele) um verdadeiro "espalha-brasas". Mas as arrancadas do ex-SC Braga também não resultavam em sucesso, pois a defesa do FC Porto estava coesa.
Ainda assim, até foi o FC Porto a primeira equipa a marcar, aos 30 minutos. Mangala, na sequência de um livre lateral batido por Lucho, saltou mais alto e atirando forte para o fundo da baliza dos Azuis do Restelo.
A festa dos adeptos Portistas não demorou muito. É que aos 33 minutos, Mangala "meteu água" na defesa dos Tricampeões Nacionais. Diakité cruzou rasteiro para o interior da área Portista e o central Francês - com uma abordagem "macia" ao lance - acabou por deixar a bola para João Pedro, que disparou forte para o fundo das redes de Helton.
Ao intervalo, Belenenses e FC Porto desciam para os balneários empatados a um golo.
No regresso para o segundo tempo, nenhum dos técnicos fez qualquer alteração. Mas a verdade é que os adeptos presentes no Restelo assistiram a um jogo mais animado, com duas formações apostadas em conquistar os três pontos.
A primeira situação de perigo da segunda parte coube a Ricardo. O ex-Vitória de Guimarães, aos 50 minutos, atirou forte mas Matt Jones defendeu a bola. Quatro minutos depois foi Jackson Martínez que não soube aproveitar uma falha de João Meira.
Depois dos 60 minutos começaram, como é habitual, as substituições. Paulo Fonseca refrescou o corredor direito, tirando Ricardo que foi rendido por Licá, enquanto que no Belenenses entrou Sturgeon para o lugar de Tiago Silva.
Empatados no marcador, o tempo ia avançado e o técnico do FC Porto - que ia vendo os seus jogadores perto das redes do Belenenses mas sem o sucesso pretendido - apostou em Nabil Ghilas, por troca com Héctor Herrera.
Foi já com o avançado Argelino em campo que o Belenenses podia ter chegado ao segundo golo. Aos 83', Diawara cabeceou de cima para baixo, mas Helton fez uma defesa de elevado grau de dificuldade, sendo mesmo a defesa da noite.
Quando arrancou o tempo de descontos, os adeptos Portistas esperavam por um milagre em Belém. A equipa Nortenha tentava chegar perto da baliza do Belenenses e procurava um golo que iria valer três pontos. A verdade é que nenhuma das equipas conseguiu chegar ao golo e a partida terminou empatada.
O FC Porto continua a comandar a tabela mas tem agora (apenas) três pontos de vantagem para o Benfica.
Já o Belenenses, por seu lado, totalizou o quinto jogo a somar pontos na Liga e vai fugindo aos lugares perigosos. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Helton

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O frete está feito. Venha de lá o play-off

Portugal fecha o grupo F com um triunfo convincente sobre o Luxemburgo, insuficiente, no entanto, para mudar o destino da equipa das Quinas, que vai ter que disputar o play-off para chegar ao Mundial do Brasil. Faltaram golos aos Lusos, claramente superiores em relação aos Luxemburgueses.
 
Portugal entrou em campo com muitas mudanças nos titulares, comparando com o jogo da última sexta-feira, em Alvalade, empate a um com Israel. Neto no lugar de Pepe no eixo da defesa, Coentrão, depois de cumprir castigo, voltou ao seu posto habitual na lateral-esquerda, Varela fez de Ronaldo, Josué estreou-se a titular entrando para o meio-campo onde tinha jogado Rúben Micael no último jogo e Hélder Postiga, regressado de castigo, assumiu a posição mais avançada do ataque Luso, onde tinha jogado Hugo Almeida.
 
Mudanças apresentadas, importa, também, enunciar as diferenças de atitude, dinâmica e velocidade apresentadas pelos Lusos. Se a postura foi do mais criticado na última sexta-feira, ontem, sob o céu pesado da cidade de Coimbra, Portugal entrou forte, agressivo, mandão.
 
Numa primeira parte de sentido único foi Josué o elo mais dinâmico da formação Portuguesa, sempre a jogar de cabeça levantada, a combinar sempre bem com Moutinho e Nani, a rasgar sempre que podia a frágil defensiva Luxemburguesa. Parecia impossível acreditar que no primeiro jogo entre estas duas equipas o Luxemburgo tinha marcado primeiro e obrigou Portugal a uma reviravolta.
 
Modesto, o Luxemburgo jogava sempre atrás da linha da bola, apenas tentando, de quando em vez, a bola longa para a velocidade dos seus dianteiros. Ricardo Costa e Neto, no entanto, chegavam para as encomendas, enquanto Patrício era um mero espectador da partida.
 
Ao invés, e apesar de uma frágil defesa, o guarda-redes Jonathan Joubert puxou para si os holofotes da partida, conseguindo, apesar de várias tentativas, manter a sua baliza inviolada até à meia hora de jogo.
 
Tentaram Nani no meio da rua, Postiga na sobra e logo depois Moutinho. O guarda-redes Luxemburguês safou-se das três, algo que não conseguiria quando Coentrão cabeceou à barra após um cruzamento perfeito de André Almeida.
 
Portugal jogava de forma intensa, de olhos postos na baliza contrária, e nem o golo da Rússia, marcado por Shirokov à passagem do quarto de hora e que terminava qualquer esperança de qualificação directa dos Lusos, esmoreceu o ataque das Quinas.
 
Foi quando os Luxemburgueses ficaram a jogar com dez, após a expulsão de Aurélien Joachim devido a uma entrada feia sobre André Almeida, que a balança se desequilibrou de vez.
 
Silvestre Varela, que estava ser o mais desastrado dos Lusos, aproveitou um excelente passe de Moutinho, desmarcou-se e inaugurou o marcador frente a um desamparado Joubert.
 
Moutinho, que esteve mais que marcado no jogo contra Israel, assumia a criatividade lusa, apostando nos passes a rasgar e impondo as suas ideias. Foi o que fez para o segundo golo, naquela que foi a melhor jogada do desafio, dando de calcanhar para Nani, vindo de trás, marcar com classe.
 
O segundo tempo começou com o mesmo ritmo do primeiro tempo, Portugal apostado em dilatar a vantagem, aproveitando não só a superioridade numérica mas também a qualidade técnica dos seus jogadores, muito acima dos Luxemburgueses.
 
Com a equipa das Quinas a jogar bonito, apesar de nem sempre colocar muita gente em zona de finalização, a dinâmica esteve perto de dar frutos aos 49´, depois de um remate de Nani, que quase dava auto-golo a favor dos Lusos.
 
Portugal só podia golear, esperando ainda que do Azerbaijão, onde jogava a Rússia, chegassem notícias positivas, e por isso Paulo Bento abdicou de Miguel Veloso e fez entrar Hugo Almeida, operando também uma nova alteração, desta feita forçada, face à lesão de Ricardo Costa, lançando Sereno em jogo. Dupla inédita no eixo da defesa Lusa, Neto e Sereno eram o suficiente para suster um Luxemburgo esforçado mas inoperante em termos ofensivos.
 
O que mudou, apesar de no xadrez o selecionador se ter mostrado arrojado, foi uma diminuição de ritmo, uma quase apatia da equipa das Quinas, que passou a ter um jogo mais mastigado, com menos alegria. O resultado estava garantido, até se ouviam olés nas bancadas, mas o público pedia mais e ia soltando alguns assobios de impaciência, esperando mais um golo, depois de ter festejado dois em sete minutos no primeiro tempo.
 
Com o selo de melhor marcador Luso nesta Fase de Qualificação, Hélder Postiga respondeu a essa exigência, dilatando a contagem e a sua conta pessoal a cerca de dez minutos dos 90´. Novamente Moutinho na jogada a assistir de cabeça o ponta de lança que dominou e rematou para o terceiro dos Lusos, o 27.º com a camisola de Portugal.
 
Ainda houve tempo para mais um falhanço dos Lusos protagonizado por Hugo Almeida, assobiadíssimo (!) que com a baliza aberta e na pequena área fez o mais difícil, acertando na barra da baliza de Joubert.
 
Contas feitas, e apesar do triunfo, Portugal vai ter que ir ao play-off, marcado para 15 e 19 de Novembro. O destino estava traçado desde o empate com Israel na sexta-feira, que tornou as contas muito mais difíceis. Fica o amargo de boca pela ausência de goleada, que era desejável, expectável e mais que possível, face às diferenças entre as selecções Portuguesa e Luxemburguesa.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Josué

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O Cantinho das Modalidades (versão férias

Andebol
 
O FC Porto Vitalis garantiu mais um reforço para a época que se avizinha. Mick Schubert, ponta-esquerda Dinamarquês de 25 anos, chega ao Dragão proveniente do Ajax de Conhenhaga e já treinou com os novos companheiros, sob o comando de Ljubomir Obradovic.
 
Com 1.93m e 82kg, Mick Schubert tem como ponto alto da sua carreira a conquista do Campeonato da Europa de Sub20 em 2008, ao serviço da Selecção da Dinamarca, na Roménia, competição em que Portugal terminou na 7.ª posição. O ponta-esquerda assume-se, assim, como o 5.º reforço do FC Porto para 2013/14, depois dos Espanhóis Álvaro Ferrer (central) e David Davis (ponta-esquerda), ambos ex-Atlético de Madrid, Miguel Sarmento (ponta-direita), ex-ABC, e João Moniz (guarda-redes), ex-Belenenses.
 
Ainda no Andebol, nota para a vitória que o FC Porto Vitalis alcançou no passado Domingo sob os Russos do Permskie Medvedi, quarto classificado da última Liga Russa, por 24 x 21, em encontro de preparação para a época 2013/14. O encontro, em que os melhores marcadores foram Tiago Rocha (7 golos), Pedro Spínola (5) e Ricardo Moreira (3), disputou-se no Pavilhão Municipal de Anreade, em Resende.
 
Na última quarta-feira, os Dragões já tinham batido o mesmo adversário por 32 x 30, no Dragão Caixa. Na passada Sexta-feira, no terreno dos Espanhóis do Balonman Chapela, em mais um jogo particular, registou-se novo triunfo para os Azuis e Brancos, por 44 x 24 (23 x 12 ao intervalo). Os marcadores foram Hugo Santos (9), Pedro Spínola (6), Tiago Rocha (5), João Ramos (5), Miguel Sarmento (4), Vasco Santos (4), Álvaro Ferrer (3), Wilson Davyes (3), Gilberto Duarte (3) e Daymaro Salina (2).

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Ora diga lá outra vez...

Fabio Capello, seleccionador russo.
A notícia surgiu nos meios de comunicação social na semana passada mas eu ainda tenho dificuldades em acreditar.
 
Marat Izmaylov não foi convocado por Fabio Capello por estar em boa forma física?
 
"O campeonato russo está na pausa de inverno, enquanto a época em Portugal está em pleno andamento. A condição física seria totalmente diferente de todos os outros", foras as palavras do italiano seleccionador russo.
 
Esta é sem dúvida a primeira vez que eu ouço falar de um treinador que não convoca um jogador por este estar em boa condição física, mesmo que essa condição física seja superior ao resto da equipa.
 
Aliás, há sempre jogadores que se destacam pela sua boa forma e esse motivo é normalmente abonatório para que sejam mais rapidamente integrados nas convocatórias, podendo apenas ficar de fora por motivos tácticos.
 
Mas para o Sr. Capello as coisas são diferentes, ele não quer um jogador que possa ser o único a correr durante o jogo todo, prefere antes ter uma equipa completa de atletas em baixo de forma.
 
Curiosamente, O Izmaylov nem sequer está na melhor forma física para jogar no Porto, tal como o próprio confessou quando marcou o golo ao Paços de Ferreira, dizendo que estava muito cansado pois não estava habituado a jogar em tão alto ritmo. E só esteve em campo durante meia hora.
 
Muito sinceramente cheira-me a desculpa de mau pagador, mas ficava-lhe melhor (ao Sr. Capello), simplesmente assumir que não conta para já com o médio russo do Porto, em vez de dar tão estranha desculpa.

sábado, 13 de outubro de 2012

Da Rússia sem amor

Portugal perdeu com a Rússia no Luzhniki deixando assim a selecção russa destacar-se isolada na qualificação para o Mundial. Nada está perdido uma vez que a Rússia ainda terá que jogar em Portugal e a selecção portuguesa tem a obrigação de ganhar a esta Rússia. Será uma questão de seriedade e competência na abordagem aos demais jogos. Ganhando os jogos todos, espera-se que Portugal possa rectificar este resultado em casa.

P. Bento tem as suas virtudes e os seus defeitos. Curiosamente alguns confundem-se...

O caso mais flagrante, trata-se da sua coerência. Assume uma ideia, um modelo de jogo, um esquema e é fiel ao mesmo até às últimas consequências. A coerência é uma virtude, mas facilmente se pode transformar no defeito de se ser teimoso e previsível. A título de graça até se pode dizer que P. Bento é coerente e previsível até no seu corte de cabelo (em caso de dúvida ver imagem), que continua a ser exactamente o mesmo há décadas e que ele se mantém fiel independentemente de todas as mudanças.
Por um lado P. Bento não se amedronta perante uma Espanha e tenta que Portugal mantenha a sua matriz de jogo, tentando discutir o jogo pelo jogo, contudo quando se espera uma novidade, uma surpresa, algo capaz de desequilibrar o jogo e surpreender o adversário, P. Bento é incapaz de ser esse treinador. Por isso nunca passará para um leque de grandes treinadores. Ficará sempre como um treinador médio.
 
Antes do jogo P. Bento foi sintomático quando referiu que mesmo que as coisas corressem mal que era importante que Portugal não alterasse aquilo que havia feito no treino. O treino é essencial, sem dúvida. Contudo é necessário que um treinador não fique refém daquilo que planeou, sob pena de o jogo lhe dar dados novos e o técnico depois não ter a melhor resposta para os novos problemas que o jogo lhe coloca, tendo antes as hipóteses treinadas previamente para os problemas que técnico acharia que o jogo daria.
Falta esse rasgo a P. Bento. Ele diz que não vai fazer nada que não treina. Restam-lhe duas opções: ou treinar mais variantes, ou ser capaz de ser audaz e alterar mesmo que isso signifique risco e adaptações. Mourinho nisso é o expoente máximo. Treina todo o tipo de hipóteses e mais algumas para não ser desprevenido no jogo, mas mesmo ele é capaz de riscar tudo o que havia planeado previamente e tem a capacidade de inventar um novo plano. Chama-se a isso ter a inteligência de ler o jogo e de saber mexer com o jogo desde o banco.
 
P. Bento é do mais tradicional e previsível que pode haver. Se diz que apenas reage com o que treina então fica-se a saber que depois de tanto tempo de trabalho com este grupo, as únicas alternativas treinadas por P. Bento são a entrada de Varela com Nani a passar para 10, a entrada de um ponta de lança no lugar de outro, e a 3ª substituição ficar para queimar no fim ou para forçar o resultado ou a entrada de um central para guardar o resultado.
 
Um treinador que pode estar a ver a necessidade de mexer, mas que espera sempre pelo sagrado minuto 60 ou 65m. Daqui podemos concluir que para P. Bento todos os jogos se podem resolver com as mesmas 3 substituições aos mesmos minutos de jogo, e já com o tradicional avanço de B. Alves para o ataque nos últimos minutos de jogo, ao invés do arriscar jogar com dois homens de área.
 
Por essa coerência de P. Bento, Portugal não soube adaptar-se às circunstâncias, ao relvado, ao adversário e às incidências do jogo.
 
Esta nova Rússia comandada por Capello promete deixar de lado o seu cariz “holandês” dos últimos anos, com um futebol em carrossel, bastante ofensivo mas que por vezes se demonstrava demasiado romântico. Capello trouxe uma injecção de realismo e cinismo da boa marca italiana.
Um sinal dessa mudança neste jogo são as ausências de Arshavin (não foi convocado) e de Dzagoev (não saiu do banco), dois jogadores que eram expoentes máximos de uma Rússia mais criativa.
 
O Jogo
 
A Rússia de Capello é menos espectacular, menos dominadora, encanta menos, mas provavelmente conseguirá melhores resultados. Uma equipa que é tremendamente competitiva, pressiona alto desde o início do jogo, dificultando a saída de bola da equipa adversária.
 
Aí Capello deu uma aula de estratégia a P. Bento. Capello sabendo que Portugal é uma equipa que gosta de sair a jogar curto desde trás, e que aposta na circulação de bola, estrangulou o jogo português nesse momento, contando também com a dificuldade que a equipa portuguesa sentiria em adaptar-se a um relvado em que é complicado o domínio da bola e o passe. A Rússia levava a lição estudada e marcou cedo através de um passe falhado de R. Micael, e de uma desatenção defensiva, que fez com que Pepe saísse a destempo da sua posição abrindo uma brecha no meio da defesa para Kerzakhov marcar o golo russo.
 
A partir daí, a Rússia manteve a pressão forte nas saídas curtas de Portugal, que se mantinha fiel ao plano traçado e que não se apercebia que com um relvado daqueles tentar sair a jogar curto de trás poderia ser meio caminho andado para consentir que a Rússia conquistasse a bola em terrenos muito adiantados. A Rússia porém não fazia uma pressão descabida. Sabia que seria impossível manter um ritmo tão forte muito tempo, então sempre que Portugal conseguia sair dessa primeira zona de construção, rapidamente baixava e fechava em bloco o espaço entre linhas para que não houvesse espaço para as diagonais de CR7 e Nani.
 
A isto Portugal foi reagindo, mais por qualidade individual do que propriamente que por um plano de jogo traçado. Portugal foi tirando partido dos lances de bola parada e poderia ter chegado ao empate quer por B. Alves quer por Postiga. Portugal demorou a entender que naquele terreno era preciso mudar a forma habitual de jogar. Era necessário abrir o jogo mais pelas alas, jogar directo no espaço e forçar duelos. R. Micael nunca entrou no jogo e também porque o meio campo de Portugal tardava em jogar directo ao invés de tentar tabelinhas infindáveis condenadas ao insucesso, quer pelo estado do relvado, quer pela aglomeração defensiva russa.
 
Um treinador com visão e capaz de ser reactivo, teria alterado a equipa ao intervalo, acrescentado um jogador como Eder, bem mais físico e capaz de ganhar bolas no espaço e duelos, do que propriamente Helder Postiga, um jogador ideal para o tal plano de P. Bento de manter a nossa identidade inalterada, mas que não servia para o que este jogo nestas condições pedia.
No 2º tempo, a Rússia assumiu um bloco baixo, deixou de pressionar tanto, mas Portugal foi ficando cada vez mais curto de ideias, e acima de tudo enervado perante a incapacidade de abrir brechas na muralha russa. De P. Bento, acabou como começou…fiel à sua coerência, e por isso fazendo substituições aos minutos habituais como faz em todos os jogos. Os jogadores foram tentando de tudo, passe curto, passe longo, jogo pelos flancos, tabelas pelo meio, mas eram incapazes de encontrar brechas na defesa russa.
 
Por falta desse rasgo de treinador e da capacidade de oferecer soluções diferentes, Portugal sai da Rússia com um amargo de boca, sentindo que perdeu contra uma selecção que encontrou um golo e o defendeu de forma organizada. Portugal tem mais equipa, melhores jogadores e noutro jogo, com outras condições do terreno, aí sim poderá jogar dentro daquilo que é o seu estilo habitual. Na Rússia era preciso ter a capacidade de adaptação. Isso Portugal não tem com este treinador, ficando sempre refém de decisões tomadas ainda antes do treinador ver o que o jogo dá.
 
A estranha ausência de Eliseu
Ps- Não deixa de ser incrível como Eliseu não tem lugar nas convocatórias de P. Bento, mais a mais quando esquerdinos é algo que não abunda no futebol português. Terá P. Bento visto os jogos que Eliseu tem realizado no Málaga esta época? Ou será Eliseu sacrificado e proscrito por ter sido noutra época uma “invenção” de Carlos Queiroz ? A teimosia e o carácter conflituoso de P. Bento também levam a isto… Alguns jogadores de qualidade que ficam de fora da selecção façam o que fizerem… Eliseu é mais um a juntar a uma lista com Bosingwa e Hugo Viana.