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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Festa incompleta, mas... invictos!

Era uma noite de festa, sem pressão por aí além, e Portugal fez o mínimo para assegurar o estatuto de única equipa invicta no primeiro escalão da Liga das Nações. As muitas mudanças no onze não impediram um arranque de jogo com vários pontos positivos e com um golo justificado, mas a Polónia cresceu e salvou o empate de penálti, ameaçando ainda a vitória com Portugal reduzido a dez jogadores. Não foi com exatidão a festa que se queria, mas haverá nova oportunidade daqui a pouco mais de meio ano. Até já, Guimarães, estes rapazes voltam em breve para lutar pelo troféu.

Sistema igual, caras diferentes

Algumas das mudanças foram forçadas - Mário Rui, Rúben Neves e Bernardo Silva estavam fora das contas -, outras deveram-se ao contexto do jogo, que nada alteraria na classificação. Beto foi para a baliza, Kévin Rodrigues assumiu a lateral-esquerda, Pepe voltou ao seu lugar, Danilo e Renato Sanches juntaram-se a William, Guerreiro e Rafa assumiram as alas.

As dinâmicas de meio-campo, desde logo, eram distintas, com confiança na capacidade de explosão de Renato Sanches que durante tanto tempo num passado mais ou menos recente andou adormecida. Parece estar mesmo de volta e muito facilitou a tarefa de subir no terreno desde cedo, com o 8 português a ter uma função na equipa que não se tem visto e que traz algumas (boas) memórias de França.

Foi dele a primeira ameaça no D. Afonso Henriques. Danilo entregou a bola e Renato fletiu para o centro antes de rematar contra Rafa. Aproximávamo-nos dos dez minutos, tínhamos o primeiro aviso de um lado e o primeiro susto do outro, com Beto a comprometer mas Portugal a salvar-se a custo. As rédeas eram portuguesas, o domínio da posse de bola também e apesar de Dragowski ter conseguido ameaçar Beto - grande defesa do guardião - não houve grande surpresa por o primeiro golo ser português, mesmo perante aparente dificuldade em fazer a bola chegar a zonas de finalização.

Não dava de bola corrida, foi de bola parada, com Renato Sanches a assumir a cobrança de um canto e a dar à bola um efeito exemplar que permitiu a André Silva desviar no alinhamento do primeiro poste, com um desvio que seria sempre difícil para Szczesny travar. Também de bola parada, a Polónia ameaçou ainda no primeiro tempo o empate, mas a trave da baliza de Beto negou o golo a Kedziora antes de o próprio guardião português voltar a destacar-se perante a ameaça de Frankowski.

Castigo a dobrar

A equipa polaca, já despromovida à Liga B, tinha ainda um objetivo a não ignorar: caso não perdesse, garantiria o estatuto de cabeça-de-série no próximo apuramento para o Europeu. Sem demonstrar mais talento do que Portugal - longe disso, até porque não havia Lewandowski - a Polónia parecia pelo menos demonstrar mais vontade no arranque do segundo tempo e depois de ameaças de Grosicki e Frankowski soube aproveitar um erro crasso português.

Um mau atraso de William Carvalho permitiu a Milik isolar-se e Danilo Pereira, em posição de desespero, travou o avançado polaco em falta. Vermelho direto mostrado pelo árbitro, que entendeu que o jogador seguia isolado para finalizar, e o penálti bem convertido por Milik, que até teve de o bater duas vezes por o árbitro ter anulado o primeiro remate.

A Polónia manteve a onda de crescimento para lá do golo, procurou aproveitar a vantagem numérica e aproximou-se do 1x2, mas Beto conseguiu pelo menos segurar o empate que permite a Portugal terminar a fase de grupos sem qualquer derrota

Artigo publicado no site zerozero

NOTA: Peço desculpa por não ter publicado a habitual analise dos jogos da nossa selecção, mas um dia algo trabalhoso onde foi preciso andar de um lado para o outro e o facto só ter visto a segunda parte do jogo em questão impede-me de fazer aquilo que sempre gostei de fazer que é partilhar a minha opinião com todos vós. Grato pela vossa preciosa atenção.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Era escusado

imagem retirada de zerozero
Vitória lusa em território polaco faz com que a qualificação para a fase a eliminar da Liga das Nações (UEFA Nations League) seja uma realidade com o acréscimo de que a qualificação para o próximo Europeu está, também ela, quase que garantida. Este é um dos aspectos positivos que retiro da partida que se realizou em solo polaco (mais concretamente no Stadion Slaski).

Para mais tenho de deixar aqui bem claro que gostei mesmo muito da reacção da nossa equipa quando se encontrou em desvantagem no marcador. Liderada por um fantástico Bernardo Silva (que enorme jogador!) na faixa direita, a nossa selecção foi para cima da equipa da casa e impôs o seu futebol. A ajudar ao caso esteve um cada vez mais “matador” André Silva (os “ares” de Espanha estão-lhe a fazer bem) e a Deusa da Fortuna que protegeu os nossos audazes rapazes aquando da marcação do segundo golo luso.

O problema esteve – lamentavelmente, digo eu – quando Portugal estava a vencer por 3 a 1 e Fernando Santos resolveu apostar no flop mais mediático de sempre da história do nosso futebol. Diante de uma equipa que por opção e forma natural de estar (digo eu) aposta num meio campo bem povoado e nas transições rápidas, colocar em campo um jogador que não sabe o que é vir atrás recuperar uma bola é o mesmo que dar o flanco ao adversário numa batalha decisiva. Renato Sanches é um jogador sobrevalorizado que tem como principal vantagem o facto de ser Senhor de um físico e técnica que lhe permite arrancar em força com a bola nos pés… O problema é que do “outro lado da barricada” estava uma equipa que em termos de físico e técnica não fica atrás do Renato… Daí que este tenha acabado por ser um “estorvo” e uma menos valia de um meio campo português que pretendia, naturalmente, controlar o meio campo dado que a vantagem de dois golos a isto lhe permitia. Felizmente Fernando Santos não é nenhum tolo nestas coisas do futebol e com a entrada de Danilo Pereira em campo este “emendou a mão” dado que Portugal conseguiu controlar o meio campo e colocar um ponto final nas perigosíssimas transições rápidas da equipa polaca.

Mas atenção. A aposta fora de tempo em Renato Sanches não justifica, de forma alguma, o tremendo erro da defesa portuguesa no segundo golo polaco… Está bem que muitos dos que jogaram hoje são atletas jovens que ainda tem muito para aprender, mas fossem outras as circunstâncias e lá se ia a margem de erro porque “são jovens”.

Em suma; missão cumprida, mas era escusado ter-se passado por aquela recta final da partida. Que sirva de lição para o que aí vem.

MVP (Most Valuable Player): Bernardo Silva. Nunca me canso de ver este atleta a jogar. Classe, técnica, remate fantástico, físico invejável e uma calma olímpica em qualquer situação de jogo. Este foi o Bernardo que tive o prazer de ver a jogar na Polónia com a camisola da nossa selecção, Marcou um “golaço” e fez a assistência que permitiu a André Silva empatar o jogo. Decididamente o MVP deste jogo sem sombra de qualquer dúvida.

Chave do Jogo: A entrada de Danilo Pereira. A entrada do internacional português fez com que a equipa de Todos Nós voltasse a tomar o pulso a uma partida cujo controle tinha perdido, acabando, desta forma, com a “fúria” de uma equipa polaca que acreditava piamente num empate a três golos.

Arbitragem: Del Cerro Grande começou muito bem, deixando jogar, sem muitas paragens, mas acaba por deixar muitas dúvidas num lance que poderia ter saído muito caro a Portugal. Por altura do segundo golo da Polónia, fica a ideia de que o lance é antecedido de uma bola fora. A equipa de arbitragem assim não entendeu e deixou seguir até ao golo.

Positivo: André Silva. E havia quem há uns tempos apontasse o seu injusto dedo acusador ao “matador” de Portugal. O jovem ponta de lança português continua a “dar cartas” em campo e a calar muita gente.

Negativo: Fernando Santos. A “tara” de Fernando Santos pelo Renato Flop Sanches ia custando uma vitória portuguesa em solo polaco. Nunca vou perceber a adoração do Mister por um atleta que só tem trancinhas para exibir. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (11/10/2018)

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Choraminguices

Quando o Futebol Clube do Porto perde, são muitas as teorias que são colocadas a circular por esta internet fora. Então agora que existem Redes Sociais, o que não faltam são teorias que explicam (ou tentam explicar) a razão de tamanho desastre que tanto consome a nossa alma azul e branca.

Não tenho nada contra tal. Até que acho salutar a troca de ideias e de opiniões. Isto desde que tais ideias e opiniões façam o mínimo de sentido e tenham algum nexo.

O problema é que nas raras vezes em que o FC Porto perde há uma teoria que vem sempre à baila. Mas sempre! Não falha! Tal como a sua falta de senso e de razoabilidade.

Refiro-me, ora pois, à velha questão das selecções. Dos tais jogos amigáveis ou de “faz de conta que são a sério” que - pasme-se! – estragam a vida ao pobre do treinador que não tem tais interrupções já devidamente programadas desde o arranque da pré temporada.

Tenham lá santa paciência, mas não é por causa da pausa para os trabalhos das selecções que o Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição não voltou a vencer após a aselhice caseira diante do Guimarães.

E não deixa de ser engraçado que o tal argumento da “famigerada pausa das selecções” não tenha vindo à baila nas análises à recente vitória azul e branca diante do Moreirense.

Haja alguma seriedade na altura das derrotas. Nem sempre o problema vem de fora. Muitas vezes está lá dentro.

Para além disto, as selecções estão longe de ser um problema. Muitas vezes até são uma excelente fonte de rendimento dos clubes quando as coisas correm bem.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O Cantinho das Modalidades

Andebol

- Depois de vencer o Hellas Den Haag da Holanda (40-16) e o BM Nava de Espanha (29-22) no Torneio Internacional de Andebol de Vila Nova de Gaia, a formação orientada pelo sueco Magnus Andersson deslocou-se a Estarreja para um jogo particular frente ao CSM Bucuresti.

O FC Porto venceu a equipa romena, orientada pelo português Paulo Jorge Pereira, por 28-23, em jogo de preparação realizado no Pavilhão Municipal de Estarreja.

- ​​A equipa de andebol do FC Porto empatou com os russos do Chekhovskiye Medvedi, atual campeão da Rússia, por 32-32. Este foi o primeiro jogo da equipa portista no Torneio Internacional de Estarreja.

Desporto Adaptado

- Carla Oliveira e Pedro da Clara, em representação de Portugal, ficaram-se pela fase de grupos do Campeonato do Mundo de Boccia, que decorreu em Liverpool (Inglaterra).

Na categoria de par BC4, juntamente com o colega de seleção Nuno Guerreiro, os dois Dragões começaram por vencer a Alemanha (5-4) e o Japão (12-1), perdendo no terceiro jogo frente à Inglaterra (4-2).

Infelizmente, a diferença de pontos não permitiu à seleção portuguesa seguir em frente na prova.

domingo, 1 de julho de 2018

Isto é futebol

imagem retirada de zerozero

Efectivamente o futebol nem sempre premeia quem deve. Até parece algo contraditório, mas no jogo em que Portugal melhor futebol praticou neste Mundial da Rússia é eliminado. E logo por um cínico Uruguai que soube aproveitar os – esperados! - deslizes da linha defensiva portuguesa.

E é esta última frase que tão bem descreve o que aconteceu hoje em campo. Portugal jogou bem e até que poderia ter derrotado o Uruguai, mas a falta de sorte, a habitual aselhice da nossa linha defensiva, a aposta na dupla maravilha William “pastelão” Carvalho/Gonçalo “nulidade” Guedes, alguma capacidade de se manter a calma e o discernimento após o golo do empate e o tremendo cinismo da equipa sul-americana ditaram a eliminação da nossa equipa.

Futebol é isto mesmo. Não há muito mais a dizer. Agora há que ter capacidade para se seguir em frente. Em 2020 há um Europeu para se disputar e este até que vai ter um formato engraçado dado que vai ser um EURO centenário. A altura ideal para que a nossa selecção surja com as necessárias renovações de alguns dos seus sectores e com Fernando Santos a comandar (só mesmo alguém maldosamente distraído é que pode achar que Fernando Santos deve abandonar o comando técnico de Portugal).

Em jeito de nota final. Eu até que gosto da forma de jogar deste Uruguai. Futebol não tem de ser ópera. Especialmente nos momentos em que quem perde é eliminado. Que a derrota portuguesa de hoje sirva de lição +para muito comentador e dito entendido nestas coisas da bola.

MVP (Most Valuable Player): Bernardo Silva. Especialmente na segunda parte, altura em que passou a jogar no apoio ao ponta de lança e não como extremo. O jovem jogador português mostrou algum do seu “perfume” e até que poderia ter sido decisivo se tivesse tido a felicidade de algumas das suas assistências para golo terem sido melhor aproveitadas pelos seus colegas de equipa.

Chave do Jogo: Inexistente. Penso que em momento algum deste jogo ambas as equipas goram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado

Arbitragem: César Ramos dirigiu o jogo sem grandes problemas, apesar da agressividade patenteada por ambas as formações. Pecou, em grande parte, pela tremenda simpatia que demonstrou pela selecção uruguaia a quem perdoou muitas entradas duras, faltas perigosas e cartões.

Positivo: Fernando Santos (mais uma vez). Procedeu às alterações necessárias para que Portugal pudesse dar a volta ao resultado negativo. Apesar de tudo este tem de assimilar que as grandes competições exigem a presença dos melhores em termos de forma e não os que adquirem uma qualquer lugar cativo só porque são originários de certos “clubes”.

Negativo: A dupla William Carvalho/Gonçalo Guedes. O primeiro tem como função primordial recuperar bolas e (re)armar o ataque português, algo que este nunca soube fazer quando ao serviço da nossa selecção. Gonçalo Guedes é um “case study” de flop internacional.
 Artigo publicado no blog o gato no telhado (30/06/2018)

sábado, 16 de junho de 2018

Voltamos ao mesmo

imagem retirada de zerozero
Foi melhor o resultado do que a exibição. Não fosse o melhor Jogador do Mundo e alguma sorte à mistura e tenho as minhas sinceras e manifestas dúvidas de que a nossa equipa teria conseguido impor um empate a esta Espanha. Uma Espanha que, pasme-se, é a mesma de sempre. Daí não se perceber muito bem a forma algo ridícula como a linha defensiva lusa (e não só) actuou hoje.

Confesso que me enervei a ver a partida. Coisa rara, diga-se de passagem, dado que para mim o futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes da Vida. E enervei-me porque após a nossa selecção se ter colocado em vantagem era óbvio (tão óbvio!) que não se podia entrar no jogo do dar bola e espaço à selecção de «Nuestros Hermanos». Especialmente se se tiver em linha de conta que esta mesma Espanha tem na sua natureza futebolística a posse de bola. E muito especialmente porque todos nós que temos um mínimo de conhecimento de futebol sabemos que Diego Costa é aquele tipo de avançado que sozinho consegue colocar em risco toda uma linha defensiva…

No plano das substituições Fernando Santos até que esteve bem. Falhou na preparação da equipa pelas razões que aqui evidenciei, mas acabou pro fazer a devida correcção a tempo. O empate a três bolas passou muito pelas entradas de João Mário e Ricardo Quaresma. Depois Cristiano Ronaldo fez o resto, mas sou da opinião que caso estes dois jogadores tivessem jogado de início a Espanha não teria conseguido fazer o que fez com tanta facilidade.

Em suma; voltamos ao mesmo. Ou seja, voltamos à fórmula do último Europeu que acabou com Portugal a sagra-se campeão. Pessoalmente não gosto desta coisa do apelo à sorte e a todos os Santinhos e mais alguns dado que prefiro que Portugal melhore a bem melhorar pois o adversário seguinte (Marrocos) está longe de ser uma equipa fácil, mas…

MVP (Most Valuable Player): Cristiano Ronaldo. 3 golos (hat-trick num Mundial!). Um de Penálti, outro fruto de um tremendo “frango” de De Gea e um outro que foi um autêntico “míssil à CR7”. Impossível é não se atribuir o título de MVP deste jogo ao Melhor Jogador do Mundo!

Chave do Jogo: Surgiu no minuto 88´, altura em que Cristiano Ronaldo marcou um golo do outro universo. Até aí a selecção espanhola sentia que tinha o jogo controlado, mas esta acusou o golo português e nos momentos finais até que poderia ter perdido o jogo se bem que este momento determinou, quase que em definitivo, o empate deste grande duelo ibérico.

Arbitragem: Arbitragem algo irregular de Rocchi em Sochi. O árbitro italiano não vislumbrou uma carga de Diego Costa sobre Pepe, sendo que a ausência de participação do VAR também não ajudou. Antes, o juiz parece ter acertado no lance da grande penalidade sobre Cristiano Ronaldo.

Positivo: As entradas de João Mário e Ricardo Quaresma. O excelente trabalho de Cristiano Ronaldo teve estes dois “alicerces” de peso que possibilitaram o empate que mantêm Portugal na corrida para o apuramento para a fase seguinte do Mundial.

Negativo: A linha defensiva portuguesa. Mau. Muito mau para uma equipa que diz quere4r ser candidata à vitória final no Mundial. Melhor preparação exige-se já para o jogo seguinte que será diante de uma equipa que tem muita qualidade e uma vontade imensa de dar tudo por tudo. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (15/06/2018)

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Deu para animar a malta

imagem retirada de zerozero
Boa prestação da nossa equipa diante de um adversário muito (mesmo muito!) acessível. Alias, se eu fosse argelino teria vergonha de uma prestação destas. Especialmente tendo em linha de conta que Yacine Brahimi, Riyad Mahrez e Islam Slimani (3 dos melhores atletas desta selecção africana) jogaram de início. E para ser sincero e justo, há que dizer que o guarda-redes Abdelkader Salh é uma anedota em todos os aspectos… Se calhar por aí se percebe a razão pela qual a Argélia não conseguiu marcar presença no Mundial da Rússia. Adiante.

Apesar de tudo este tipo de jogos serve, acima de tudo, para manter a moral num nível elevado. Tal, só por si, é muito importante. Especialmente se tivermos em linha de conta que tudo acontece muito rapidamente no Mundial. Já o jogo em si, este foi bem jogado por parte de Portugal. Os escolhidos por Fernando Santos para defrontar esta muito frágil Argélia mostraram vontade e querer. Os 3 golos marcados pela Equipa de Todos Nós são fruto de muita qualidade técnica colectiva e individual. Para mais parece que é desta que vamos a um Mundial com o Melhor Jogador do Mundo em forma e disposto a jogar para o colectivo.

Mas, há sempre um “mas”, não podemos deixar de lado o facto de que o adversário de hoje era muito frágil. A Argélia não tem nada a ver com a selecção de Espanha, Marrocos ou Irão, pelo que me parece ser importante deitar alguma água na crescente fervura do coração lusitano que é famoso por ir do 8 ao 80 em poucos segundos. Vamos indo e vamos vendo. Como já aqui disse, e repito, num Mundial tudo se passa muito rapidamente e um deslize pode muito bem ser a morte do artista. Temos, sem sombra de dúvida, uma bela e motivada equipa que é campeã da europa, temos também um seleccionador com provas dadas e com muita experiência internacional a comandar esta mesma equipa e motivação/querer q.b., mas se porventura Portugal fizer o que fez hoje nos últimos 15 minutos diante da selecção argelina e acredito que a coisa possa correr mal. Por isto deixemos esta coisa do embandeirar em arco em Portugal antes de se embarcar no avião para Moscovo.

Venha de lá a Espanha mas com os pés bem assentes na Terra.

MVP (Most Valuable Player): Bruno Fernandes. Confesso que estive tentado a atribuir este título a João Moutinho ou até a Cristiano Ronaldo, mas sou da opinião que o médio do Sporting CP fez uma enorme exibição. Este “encheu” por completo o meio campo e entendeu-se na perfeição com Moutinho (até pareceu que já jogam juntos há anos). O golo que marcou acabou por ser a cereja no topo de um merecido bolo.

Chave do Jogo: Dizer que este jogo teve um lance que fizesse com que a vitória pendesse para qualquer uma das equipas é, a meu ver, um tremendo exagero. Isto porque a Argélia não procurou fazer grande “mossa” a Portugal (ou não teve capacidade para tal). Até se me atrevo a dizer que Portugal entrou a ganhar mal o árbitro apitou para o início do jogo.

Arbitragem: Um jogo de carácter particular sem grandes problemas para Craig Pawson, tal como era expectável. O árbitro inglês teve uma noite tranquila na Luz, sem erros.

Positivo: Variedade de opções. Confesso que fiz cara feia quando Fernando Santos anunciou o lote de convocados para o Mundial, mas hoje ficou bem patente que tais escolhas foram muito bem pensadas.

Negativo: Selecção da Argélia. Mau. Muito mau para uma equipa que até conta nas suas fileiras com jogadores capazes de fazer maravilhas ao serviço dos seus clubes. Confesso que esperava mais desta equipa de Rabah Madjer.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (07/06/2018)

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O peru. O tal peru…

imagem retirada de zerozero
Fraca exibição da nossa selecção diante de uma equipa norte-americana que já aprendeu como nos tramar. Se Portugal jogasse aquele futebol pragmático e simples que a Alemanha por vezes praticam e esta selecção de futebol dos States não teria tido a mínima hipótese por muito mais bem preparada a nível físico e táctico que estivesse. Mas lá está, português que é português gosta de complicar o que é simples e não há nada como sair sempre (mas sempre!) a jogar com a bola no pé para depois ser de imediato pressionado por dois “bidons” americanos que forçam os nossos jogadores a chutar a bola para a frente em desespero de causa.

O primeiro paragrafo resume, basicamente, os 90 e poucos minutos deste Portugal 1 x Estados Unidos da América 1 que se realizou hoje em Leiria. O que falta dizer que estes jogos de preparação dão para tudo. Inclusive para Fernando Santos ter dado uma de Rui Jorge ao ter colocado em campo uma linha atacante composta por três lingrinhas que tiveram de medir forças com os matulões da defesa norte-americana. Quando Gonçalo Paciência entrou em campo a história já foi outra, mas já era tarde pois tanto Gonçalo Guedes como Bruma estavam no limite da sua capacidade físicas. E valerá a pena falar do meio campo português onde mais dois “franguinhos” e um Danilo Pereira “a meio gás” tiveram de lutar contra a muito bem organizada equipa dos USA? Não vale a pena, bem sei porque o jogo é de preparação e não convinha que os atletas se lesionassem e o restante blá, blá do costume.

Sinceramente não gostei desta partida da nossa equipa. Não gostei mas não embarco no famoso “do 8 ao 80”. E não o faço porque, ao contrário de muito boa gente, não deitei os foguetes ao ar após a vitória Lusa diante da Arábia Saudita. Ainda falta muito para maio de 2018. Até lá muita coisa vai acontecer e estes jogos de preparação enganam muito. Servem antes para se irem fazendo experiências e testar este ou aquele atleta que pode, ou não, adaptar-se ao grupo de trabalho.

Vamos com calma que ainda nem sequer sabemos com que vai a nossa selecção medir forças no Mundial da Rússia. Para mais, não tivesse Ethan Horvath servido o peru (o tal peru do Dia da Acção de Graças) e por esta altura haveria por aí muita gente deprimida a utilizar as desculpas da praxis para justificar o que não tem de ser justificado.

MVP (Most Valuable Player): Bruma. O extremo português foi, sem sombra de dúvida, o melhor em campo numa partida onde o físico se impôs de uma forma organizada e bruta à técnica. Bruma conseguiu quase sempre explanar o seu futebol e apenas não pôde fazer mais e melhor porque poucas foram as vezes em que a bola lhe chegou em condições.

Chave do Jogo: Inexistente.

Arbitragem: Arbitragem tranquila, num jogo sem grandes problemas.

Positivo: Beto. O Guardião português fez um punhado de defesas excepcionais. Foi muito por sua culpa que o empate a uma bola se manteve até ao fim.

Negativo: Ricardo Ferreira. O jovem central do Braga esteve sempre muito inseguro e esteve mal (muito mal) no golo dos Estados Unidos, ao não ser capaz de travar a progressão de McKennie.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (14/11/2017)

terça-feira, 31 de outubro de 2017

O Cantinho das Modalidades

Basquetebol

- O FC Porto somou a primeira vitória na Liga Portuguesa de Basquetebol ao bater o Terceira Basket (81-75), em Angra do Heroísmo, na quinta jornada da prova.

- Depois de suplantar o Terceira Basket (81-75), na véspera, o FC Porto somou o segundo triunfo consecutivo na Liga Portuguesa de Basquetebol ao bater o Lusitânia (93-84), em Angra do Heroísmo, em jogo antecipado da oitava jornada da prova. Os Dragões voltam a entrar em campo na próxima quarta-feira, às 15h00, frente aos austríacos do Kapfenberg Bulls. O encontro, da terceira jornada do grupo C da Taça da Europa da FIBA, disputa-se no Dragão Caixa.

Hóquei em Patins

- O Sporting de Tomar chegava à segunda jornada do Campeonato Nacional com a esperança de poder provar que à terceira era de vez e que conseguiria bater os actuais campeões nacionais, depois das derrotas na Supertaça e na final da Taça de Portugal, na época passada. No entanto, a jogar em casa, voltou a não ter argumentos para contrariar a superioridade do FC Porto Fidelidade, que fez jus ao provérbio “não há duas sem três” e venceu por 5-2, com golos de Hélder Nunes, Ton Baliu, Jorge Silva, Álvaro Morais e Reinaldo Garcia.

Bilhar

- O sueco Torbjörn Blomdahl, atleta do FC Porto, venceu a Taça do Mundo de bilhar às três tabelas de La Baule, em França, depois de bater o belga Frédéric Caudron na final da prova, por 40-25 (em 17 entradas).

Desporto Adaptado
 
- Os portistas Pedro da Clara e Carla Oliveira ajudaram a seleção nacional a conquistar a medalha de ouro nos pares BC4 nos Europeus de boccia, que estão a decorrer no Pavilhão Municipal da Póvoa de Varzim. Na final, a equipa portuguesa bateu a Grã Bretanha num jogo muito disputado e que só ficou resolvido no parcial de desempate (3-3).

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

No Mundial com a graça de todos os “Santinhos”

imagem retirada de zerozero
Quem viu esta partida diante da Suíça (como eu) com toda a certeza que fica feliz pelo apuramento directo para o Mundial de futebol que se vai realizar no próximo ano na Rússia, mas há que ser sincero e dizer que esta vitória lusa diante de uma equipa helvética muito competitiva ficou a dever-se a um “pequeno grande milagre” da parte de “Todos os Santinhos e mais alguns”. Especialmente se tivermos em linha de conta a péssima primeira parte que Portugal realizou. Até parecia que os nossos jogadores não sabiam fazer outra coisa senão cruzar bolas para as mãos do guarda-redes suíço. Por acaso até que foi num deste cruzamentos à sorte que o defesa suíço Johan Djorou meteu a bola na sua própria baliza após uma carambola com Sommer (um excelente GR, diga-se de passagem). Confesso que fiquei com a sensação de que Sommer deveria ter abordado o lance de outra forma (os melhores também erram), mas os “Santinhos” estiveram do lado de Portugal neste lance. E ainda bem que assim o foi, pois este golo português abalou a equipa suíça e permitiu a Portugal apresentar um futebol muito melhor na segunda parte.

Futebol é isto mesmo. Por vezes lá surge aquilo que muitos apelidam de “estrelinha de campeão” e se ganha um jogo complicado. Portugal, actual campeão europeu de selecções – teve hoje direito a esta ”estrelinha” e lá levou de vencida uma Suíça que se preparava para fazer o mesmo que fez aquando do primeiro jogo com Portugal na fase de qualificação para i Mundial (fase esta que acabou de terminar).

É um facto, a Suíça não mereceu – de todo – perder no Estádio da Luz e confesso que se Portugal for jogar assim para o Mundial as coisas podem não correr lá muito bem. A ver vamos, mas nada justifica a imensa euforia de certos adeptos e comentadores que estão a fazer de Fernando Santos uma espécie de “super-hiper-mega” Treinador. O Homem nem no onze inicial e substituições acertou. Então hoje que era necessário um médio recuperador de bolas que ajudasse William Carvalho a organizar o jogo ofensivo de Portugal, Danilo fica no banco e só entra nos minutos finais para segurar a vitória? E porque não ter-se apostado na velocidade de Gélson e na técnica/experiência de Quaresma diante de uma Suíça que não precisava senão de um empate para se qualificar directamente para o Mundial?

Mas lá está, hoje os “Santinhos todos” estiveram com as nossas cores e lá se conseguiu um apuramento que (salvo erro da minha parte) terá sido dos mais difíceis da história da nossa Selecção. Agora vamos aguardar pelo que vai acontecer até Maio de 2018. Que não surjam lesões graves e que os jogadores chave do unido grupo de Fernando Santos estejam em boa forma quando a bola começar a rolar nas terras russas. Até lá, façam o favor de não alimentar ilusões estúpidas.

MVP (Most Valuable Player): André Silva. O jovem avançado terá sido o “menos mau” de um grupo de jogadores que hoje estava muito desinspirado e demasiado nervoso. André Silva foi o marcador do golo que “carimbou em definitivo o passaporte” de Portugal para a Rússia, e tal acaba por ser um feito histórico dado que o “miúdo” marcou golos a todos os adversários de Portugal na fase de qualificação.

Chave do Jogo: Surgiu no minuto 41´, altura em que o defesa suíço Johan Djorou introduziu a bola na baliza da sua equipa. A partir deste momento a Suíça perdeu o controlo do jogo e permitiu que Portugal vencesse a partida com relativa tranquilidade.

Arbitragem: Dois lances muito duvidosos de análise de Cünet Çakir. Aos 37 minutos, o árbitro turco deixou passar em claro uma mão na bola de Ricardo Rodríguez, após remate de Cristiano Ronaldo, e, aos 52, não admoestou Lichtsteiner na sequência de um pisão do lateral suíço em André Silva. Má arbitragem que, felizmente, não teve influência no resultado final.

Positivo: Apuramento. No final de contas o que se pode realçar pela positiva é, tão-somente, o apuramento directo de Portugal para o Mundial. Tal é um feito tendo em consideração o forte (e justificado) mano a mano com os suíços.

Negativo: Mediatismos. O que raio me interessa a mim, enquanto amante do futebol, que a cantora norte-americana Madonna tenha estado a ver o jogo no Estádio da Luz? Somente a velha parolice portuguesa (RTP) pode ver em tal motivo de tanto destaque.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (10/10/2017)

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

O Cantinho das Modalidades


Ciclismo

. O portista Amaro Antunes integra o lote de 21 ciclistas pré-convocados para vestir a camisola da seleção portuguesa nos campeonatos mundiais de estrada, cuja edição de 2017 terá lugar na cidade de Bergen, na Noruega, entre os dias 16 e 24 de setembro.

O ciclista algarvio, de 26 anos, que em 2017 cumpriu a primeira temporada na equipa da W52-FC Porto-Mestre da Cor, foi um dos destaques do ano da formação azul e branca, tendo, entre outras ocasiões, exibido grande nível na Volta a Portugal, prova em que terminou como segundo da geral e como vencedor da classificação da montanha.

Para já, o selecionador José Poeira pré-selecionou um grupo de 21 corredores, sendo que destes apenas 14 irão seguir para a Noruega. No que à categoria de Elite diz respeito, Portugal poderá alinhar com seis ciclistas na prova de fundo (276,5 quilómetros), sendo que desses dois poderão também correr no contrarrelógio individual (31 quilómetros).

segunda-feira, 17 de julho de 2017

O Cantinho das Modalidades

  • Andebol
- O FC Porto entra em prova na Taça EHF 2017/18 na segunda ronda de qualificação, com jogos agendados para 7 ou 8 e 14 ou 15 de outubro de 2017. Os Dragões qualificaram-se para a competição por via do segundo lugar obtido na última edição do Andebol 1 e vão procurar repetir pelo menos a campanha do ano anterior, em que ultrapassaram a terceira ronda de qualificação e acederam à fase de grupos. Os sorteios da primeira e segunda eliminatórias realizam-se a 18 de julho, na sede da EHF, em Viena.

A segunda ronda de qualificação inclui os 15 vencedores da primeira ronda e os 17 cabeças de série, entre os quais se inclui o FC Porto. Para a última barreira antes da fase de grupos (18 ou 19 e 25 ou 26 de novembro), as 16 formações apuradas irão juntar-se no sorteio (17 de outubro) a equipas poderosas como o Göppingen (campeão em título) e o Granollers, que defrontaram os portistas na época passada, e outros velhos conhecidos como La Rioja, Füchse Berlin e Saint-Raphaël.

  • Ciclismo
- Amaro Antunes sagrou-se vencedor da edição 2017 do Grande Prémio Internacional de Torres Vedras - Troféu Joaquim Agostinho. Ao terminar em terceiro lugar a quarta e última etapa da prova, que ligou São Martinho do Porto ao Parque Eólico da Carvoeira (162 quilómetros), o ciclista da W52-FC Porto-Mestre da Cor segurou a camisola amarela e o primeiro lugar da geral individual.

A W52-FC Porto-Mestre da Cor também triunfou por equipas. 

  • Desporto Adaptado
- Depois do grande sucesso na fase de pares e equipas, na qual Carla Oliveira conquistou a medalha de ouro no par BC4, a fase individual do BIESFED 2017 Regional Open teve dois Dragões em acção na seleção portuguesa de boccia: Bruno Ribeiro e a já referida Carla Oliveira.

Bruno Ribeiro, na classe BC3, passou em primeiro lugar na fase de grupos após vencer os dois jogos, o primeiro frente a Jari Rummukainen (Grécia) e o segundo por falta de comparência do seu adversário, Thomas Knoth (Alemanha). Nos oitavos de fina, Bruno Ribeiro foi eliminado por Christoffer Hagdahl (Suécia), uma vez que, apesar de ter vencido os dois últimos parciais, os pontos obtidos não foram suficientes.

Carla Oliveira, na classe BC4, ficou em segundo lugar na fase de grupos depois de ter vencido Anita Raguwaran (Alemanha) e de ter sido derrota por Andrzej Janowski (Polónia). A perspetiva seria passar à fase seguinte, mas a desclassificação de dois atletas israelitas alterou a organização da prova e ditou a eliminação de Carla Oliveira.

- Carla Oliveira e Pedro da Clara, atletas de boccia do FC Porto da classe BC4, foram convocados para representar Portugal no BISFed 2017 Sevilha World Open, três dias depois de Carla ter conquistado a medalha de ouro na mesma categoria durante o Regional Open de Poznan, na Polónia, fazendo par com Manuel Cruz e Domingos Vieira.

O World Open decorrerá de 23 de julho a 7 de agosto, em Sevilha, Espanha, e apresenta-se como mais uma etapa de preparação para os Jogos Paralímpicos de Tóquio, que se realizam em agosto e setembro de 2020.

  • Natação
- O FC Porto foi terceiro classificado na edição de 2017 do Campeonato Nacional Masters de Verão, disputado na Piscina Municipal de Vila Nova de Famalicão, em jornadas de 10 horas ininterruptas que contaram com a participação de 685 nadadores, dos 25 aos 90 anos, em representação de 65 clubes.

A equipa portista, menos numerosa do que as representações do Fluvial Portuense e do Algés, primeiro e segundo classificados, respetivamente, conquistou o maior número de medalhas (25) no escalão principal, somou um total de 1.312,00 pontos, venceu várias provas e bateu 12 recordes nacionais da categoria.
 
- Mariana Barbosa, nadadora juvenil do FC Porto, conquistou a medalha de ouro nos 200 metros mariposa na final dos Campeonatos Absolutos-Júnior da Andaluzia em que está a participar ao serviço da seleção nacional. Foi com o tempo de 2.22,42 minutos que a jovem atleta venceu a prova e subiu ao mais alto lugar do pódio, fixando assim& um um novo máximo pessoal.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Era escusado

unagem retirada de zerozero
Sobre o bronze português conquistado na Taça das Confederações apenas me apraz dizer que era escusado ter-se passado por tanto sofrimento. 
 
Esta selecção do México costuma “perder gás” com o avançar da competição. Tal sucedeu nas duas edições anteriores da Copa América e nesta edição da Taça das Confederações, pelo que se exigia da parte da nossa equipa um outro tipo de comportamento. Hoje era jogo para Portugal dominar e vencer sem o menor dos problemas. Mas não. Portugal tinha de fazer o triste espectáculo do costume e sofrer até ao fim pela vitória final que lhe deu direito ao terceiro lugar do pódio desta prova. 
 
Tal era escusado dado que o México não fez um jogo por aí além. Bastava que os comandados de Fernando Santos tivessem feito o sue trabalho de casa e teriam vencido o jogo com maior ou menor dificuldade. A prova de tal foi a forma como entraram na partida e a dominaram até ao estapafúrdio golo mexicano. Golo mexicano que, diga-se desde já, é fruto de um péssimo desempenho de Nélson Semedo. Alias, tanto Semedo como Eliseu estiveram muito abaixo do exigido para um defesa lateral da selecção nacional. E não, a expulsão justíssima de Semedo em nada tem a ver com a sua péssima exibição. É antes o resultado da impunidade caseira a que os atletas do Sport Lisboa e Benfica estão – mal - habituados. 
 
Mas pronto, tudo acabou em bem e Portugal trouxe o bronze da Rússia. Espero é que no próximo ano a nossa selecção tenha os seus jogadores em melhor forma e que o seleccionador faça o devido trabalho de casa. Isto partindo, obviamente, do princípio de que Portugal consegue o apuramento para o Mundial da Rússia. 
 
MVP (Most Valuable Player): Rui Patrício. O guardião luso esteve impecável na partida de hoje. Com um punhado de defesas impossíveis, Patrício foi o principal responsável pela conquista da medalha de bronze. 
 
Chave do Jogo: Inexistente. Em momento alguma algumas das equipas foi capaz de criar um lance que colocasse um ponto final na partida a seu favor. 
 
Arbitragem: Fahad Al Mirdasi realizou aquilo que se pode apelidar de arbitragem exemplar. Muito bem na decisão das expulsões e excelente na marcação das duas grandes penalidades a favor de Portugal. Para além disto o árbitro saudita soube utilizar na perfeição o ainda muito duvidoso sistema do vídeo-árbitro. 
 
Positivo: Inexistente. 
 
Negativo: André Silva. Hoje foi um dia não para o avançado português. Não pela grande penalidade falhada (Ochoa é um especialista nestes lances), mas sim pelo que não fez em campo.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (02/07/2017)

sexta-feira, 30 de junho de 2017

O Cantinho das Modalidades

  • Andebol
- O FC Porto está representado por quatro jogadores e pelo seu treinador em 2016/17 na lista de nomeados da Federação Portuguesa de Andebol para a eleição dos melhores da época, divididos por três categorias: melhor jogador, melhor guarda-redes masculino e melhor treinador. A votação decorre até às 23h45 de 10 de julho.

Entre os nomeados para a categoria de melhor jogador estão os portistas Miguel Martins (na foto) e Daymaro Salina, na qual concorrem com Belone Moreira (Benfica), Fábio Magalhães (Madeira SAD) e Carlos Ruesga (Sporting). Alfredo Quintana e Hugo Laurentino disputarão com Humberto Gomes (ABC), Hugo Figueira (Benfica) e Matej Asanin (Sporting) a corrida para melhor guarda-redes masculino da temporada. Ricardo Costa está nomeado para melhor treinador, juntamente com Carlos Resende (ABC), Hugo Canela (Sporting), Carlos Martingo (Avanca) e Paulo Fidalgo (Madeira SAD).

Os nomes apresentados resultam de nomeação direta por parte dos treinadores dos clubes das principais competições nacionais (masculinas e femininas) e a votação apura os três finalistas de cada categoria. Os vencedores serão anunciados na VII Gala do Andebol, marcada para 26 de Agosto, em Pinhel. 

  • Basquetebol
- Pedro Bastos renovou o contrato que o liga ao FC Porto por duas temporadas, ficando desta forma garantida a sua continuidade no plantel dos Dragões para 2017/18, tal como Miguel Miranda. Esta renovação com o base português, de 22 anos, contempla ainda a possibilidade de as duas partes prolongarem o vínculo até 2019/20. 

  • Hóquei em Patins
- O FC Porto Fidelidade venceu a Taça de Portugal de hóquei em patins, após bater o Tomar por 5-1, somando assim o terceiro troféu na temporada. Depois do triunfo na Supertaça, a abrir, a equipa de Guillem Cabestany conquistou o campeonato, no passado sábado, fechando a época com a vitória na Taça: os Dragões são detentores de todos os troféus nacionais, feito que não se verificava desde a temporada de 2005/06. No jogo decisivo, no pavilhão de Gondomar, golos de Gonçalo Alves, Hélder Nunes, Reinaldo Garcia, Jorge Silva e Vítor Hugo velaram a 16.ª Taça de Portugal do historial azul e branco.

- O FC Porto é o clube mais representado na lista de 13 pré-convocados da seleção portuguesa para a participação no Campeonato do Mundo de hóquei em patins, que se realiza em Nanjing, na China, entre 3 e 9 de setembro, integrado na I edição dos World Roller Games. O guarda-redes Nélson Filipe e os jogadores de campo Rafa, Gonçalo Alves e Hélder Nunes vão integrar o estágio final da equipa lusa, que arranca a 8 de agosto, no Luso. O selecionador Luís Sénica terá de excluir três jogadores da convocatória final para a competição.

Convocados

Guarda-redes: Ângelo Girão (Sporting), Nélson Filipe (FC Porto) e Pedro Henriques (Reus)

Jogadores de campo: Henrique Magalhães (Liceo Corunha), Luís Querido (Óquei Barcelos), Hélder Nunes (FC Porto), João Rodrigues (Benfica), Diogo Rafael (Benfica), Rafa (FC Porto), Ricardo Barreiros (Oliveirense), Reinaldo Ventura (Óquei Barcelos), Gonçalo Alves (FC Porto) e João Souto (Oliveirense) 
 
  • Bilhar
- A equipa de bilhar às três tabelas do FC Porto venceu a formação do Ginásio do Sul, por 4-0, mantendo assim a perseguição à liderança da final six do campeonato nacional quando faltam disputar dois jogos para se ficar a conhecer o campeão de 2016/17. Os campeões europeus continuam a três pontos do Benfica.

- A equipa de bilhar às três tabelas do FC Porto sagrou-se campeã nacional, revalidando assim o título que já lhe pertencia de 2015/16. Na Academia de Bilhar do Estádio do Dragão, os portistas venceram a formação do Benfica na 12.ª e última jornada da final six, por 2,5-1,5, ultrapassando os rivais no momento decisivo da prova. É o 22.º título para os Dragões, que somaram 27 pontos, mais um do que o Benfica.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Portugal bom vs Portugal mau

imagem retirada de zerozero
Hoje em Moscovo assistimos às duas facetas da nossa selecção. Na primeira parte tivemos um Portugal autoritário que impôs o seu futebol a uma Rússia que está longe - muito longe mesmo - de ser aquela selecção que dominava o futebol europeu e que “dava cartas” nos Mundiais de futebol. Já na segunda parte os papéis inverteram-se dado que Portugal foi recuando no terreno de jogo e a Rússia aproveitou-se de tal para colocar em prática o seu simples futebol. Felizmente o “fantasma” do tempo de compensação não apareceu para assombrar Portugal, embora o dito até tenha tentado marcar presença.

Ora tudo isto para dizer que Portugal venceu e fez por isto, mas bem que poderia ter evitado a pobrezinha segunda parte com que nos brindou. Até que se compreende que se diga que o jogo não era fácil porque os russos jogaram em casa e tiveram (quase) sempre o apoio incondicional dos seus adeptos, mas tendo em consideração que esta equipa do leste da europa é tão limitada em termos técnicos e que o seu futebol é tão simples seria de esperar que Portugal impusesse o seu futebol com relativa facilidade. Especialmente se tivermos em linha de conta que as alterações que Fernando Santos promoveu foram muito boas. Adrien Silva no lugar de Moutinho era óbvio dado que Moutinho já é aquele “maestro” de outros tempos, contudo eu teria mantido Quaresma no onze inicial e retirado André Gomes para no seu lugar colocar o fabuloso Bernardo Silva, mas não foi isto que aconteceu e terá sido (talvez) muito por isto que Portugal realizou uma segunda parte tão pobrezinha. Muito bem vista foi a troca de Fonte por Bruno Alves tendo em consideração, repito, o futebol directo da equipa da Rússia, se bem que Pepe poderia ter deitado tudo a perder no último minuto de jogo num canto a favor dos russos.

Em suma, não obstante a dupla faceta que a equipa de Todos Nós mostrou hoje Portugal está com um pé e meio na fase seguinte da prova. Convêm é não encher o peito de ar e entrar com tiques de vedeta no próximo jogo diante da Nova Zelândia. O México está neste momento a fazer tal coisa e a pagar um preço bem cario por tal.

MVP (Most Valuable Player): Cédric Soares. O defesa lateral direito português realizou (mais um) excelente jogo. Fantástico na defesa e excelente no apoio ao ataque sempre que para tal era solicitado. Desta vez não marcou, mas Portugal bem que pode estar agradecido a Cédric pelo excelente desempenho em campo. Especialmente na segunda parte onde a “avalanche” ofensiva russa foi grande.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento alguma algumas das equipas foi capaz de criar um lance que colocasse um ponto final na partida a seu favor.

Arbitragem: Quando a equipa de arbitragem tem qualidade o vídeo árbitro torna-se completamente obsoleto. Foi o que aconteceu nesta partida. O único erro que se pode apontar ao árbitro foi o de não ter expulso Georgiy Dzhikiya por agressão a Pepe na segunda parte.

Positivo: Fernando Santos. O seleccionador nacional percebeu o que tinha de fazer após o frustrante empate com o México na jornada inaugural e apostou numa série de mudanças no onze inicial, mudanças estas que fizeram com que Portugal tivesse derrotado a Rússia.

Negativo: Falta de eficácia. Parece que a nossa selecção não se liberta do velho problema da falta de eficácia. Tantas e tantas oportunidades desperdiçadas na segunda parte. Tal poderia ter ditado o desfecho negativo desta partida. Felizmente a sorte protegeu a equipa lusa.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (21/06/2017)

quarta-feira, 29 de março de 2017

Claro que correu mal!

imagem retirada de zerozero
Não há que esconder. O teste diante da Suécia correu mal. Não adianta nada estar a retocar o que não deve ser retocado. É que os próximos jogos da nossa selecção são oficiais, e uma derrota pode muito bem colocar um ponto final no apuramento directo para o Mundial da Rússia.

E o que falhou? Simples. O meio campo. Uma coisa é jogar com um meio campo com Renato Sanches, Moutinho e Danilo Pereira. Isto porque Renato Sanches, não obstante a sua qualidade futebolística, parece ainda não ter aprendido que no futebol não é tudo para a frente (surpresa?)… Há que vir atrás buscar a bola Renato! Quem fazia este papel na perfeição era Danilo Pereira e - por vezes – João Moutinho. Na segunda parte este papel de complemento ao Renato coube ao “pastel de nata” William Carvalho e ao vulgaríssimo Pizzi (este último só é bom no Benfica… Porquê será?). Jogar sem um “fui condutor” no meio campo, Portugal passou a optar pela bola para a frente e Éder e/ou Gélson Martins/Ricardo Quaresma que resolvam. Os suecos - nada habituados a estas coisas do futebol directo – agradeceram. A completar o “ramalhete” eis que a equipa de Todos Nós apresentou na baliza um tal de Marafona que sempre que uma bola vinha cruzada pelo ar (outra característica de jogo que os suecos não gostam mesmo nada) era o “ai Jesus, nosso Senhor!”

Apesar de tudo o jogo até que teve factos positivos. Para além do ambiente que foi fantástico, há que dizer que uma frente de ataque composta por Cristiano Ronaldo, Gélson Martins e Berardo Silva é “dinamite pura”! A utilizar em jogos futuros mas, repito, há que fazer tal com um meio campo que saiba transportar a bola. Especialmente quando do outro lado do campo estiver uma equipa como esta Suécia.

MVP (Most Valuable Player): Danilo Pereira. Danilo Pereira em forma é uma peça fundamental para qualquer equipa. Fernando Santos que o diga e anote a negrito no seu bloco de notas para que no futuro coloque no banco o William “pastel de nata” Carvalho e aposte num atleta que é actualmente dos melhores do mundo na recuperação de bolas.

Chave do Jogo: Não é preciso ser-se um génio do futebol para se perceber que Portugal perdeu este jogo ao intervalo. Fernando Santos “mexeu mal” no onze ao intervalo e o resultado foi o que se viu. O próprio seleccionador nacional reconheceu este seu erro na conferência de imprensa.

Arbitragem: Não há nada a apontar ao trabalho da equipa de arbitragem. A partida foi tranquila e ambas as equipas procuraram levar a cabo um jogo limpo.

Positivo: Gélson Martins. Enquanto teve a boa companhia de Ronaldo, Bernardo, Danilo e Moutinho, Gélson “partiu a louça toda” tendo mostrado qualidades fantásticas para um jogador tão jovem.

Negativo: William “pastel de nata” Carvalho. As razões já foram aqui mencionadas, pelo que não me parece que deva repetir tufo novamente. Acrescento somente que é muito por causa destas coisas que o Sporting CP está como está.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (28/03/2017)

domingo, 26 de março de 2017

Crónica da normalidade

imagem de zerozero
Se me pedirem para descrever o Portugal 3 x Hungria 0 numa frase, eu diria de imediato “crónica da normalidade”. Não que a nossa selecção não tenha tido as suas dificuldades em levar de vencida uma equipa húngara que tanto deu que fazer no último Europeu de selecções, mas a verdade seja dita que hoje Portugal foi muito mais competente do que na altura e, desta forma, evitou os dissabores que já tinha sentido no já aqui citado passado recente.

Mas não se pense que a equipa de Todos Nós teve pela frente uma partida fácil. A Hungria veio a Portugal com um único objectivo: empatar! E para tal o seu seleccionador montou uma equipa que durante muito tempo pareceu a selecção da Bolívia.

A Hungria começou o jogo com uma linha defensiva de cinco defesas (3 centrais e dois laterais), um meio campo densamente povoado e na frente apresentou um ponta de lança que mais parecia um “tanque humano”. Era tremendamente difícil à linha avançada de Portugal criar perigo na baliza húngara. Para mais no meio campo luso coabitavam duas “moscas mortas” de nome William Carvalho e André Gomes que não sabem o que é velocidade de execução. Durante muito tempo o futebol ofensivo de Portugal era quase que exclusivamente lateralizado.

Felizmente nas zonas laterais estava um Ricardo Quaresma, um João Mário e um Raphael Guerreiro que, por força da insistência, ajudaram André Silva a abrir uma brecha no tremendo “muro” húngaro. Cristiano Ronaldo aproveitou esta mesma brecha para derrubar, de vez, o dito muro mas os problemas da nossa selecção continuavam a ser os mesmos por força da estratégia húngara e da insistência de Fernando Santos em manter as duas “moscas mortas” em campo.

Com a chegada da segunda parte e a perder por duas bolas a zero a Hungria mudou o seu sistema de jogo, procurou pressionar os defesas de Portugal e a partir daí as tais “moscas mortas” começaram a jogar melhor. Mas mesmo assim não se pode dizer que Portugal tenha tomado conta do jogo, não obstante a vantagem no marcador e a mediana qualidade do adversário assim o permitir. A tal tranquilidade só apareceu após Cristiano Ronaldo ter marcado um grande golo de livre.

Mas pronto, o importante é que Portugal ganhou e continua a perseguir uma Suíça que teima em não vacilar nesta longa corrida para o Mundial da Rússia.

MVP (Most Valuable Player): João Mário. O médio do Inter jogou e fez jogar. Foi muito por causa do excelente trabalho ofensivo de João Mário que a nossa selecção levou de vencida uma “chatinha” Hungria. Apenas faltou o golo para “coroar” a enorme exibição do médio.

Chave do Jogo: Veio tarde. E veio para resolver a contenda a nosso favor. Apareceu no minuto 65´, altura em que Cristiano Ronaldo marcou o terceiro golo de Portugal. Só neste momento é que acabou a resistência húngara.

Arbitragem: Não há nada a apontar ao trabalho da equipa de arbitragem. A partida foi tranquila e ambas as equipas procuraram - quase sempre - levar a cabo um jogo limpo não obstante aqui e acolá os húngaros terem abusado um pouco do físico. O Sr. Szymon Marciniak e restante equipa estiveram bem neste jogo de selecções que se realizou no Estádio da Luz.

Positivo: André Silva/Cristiano Ronaldo. Qualquer equipa do mundo daria tudo para ter uma frente de ataque composta por Cristiano Ronaldo e André Silva. O entendimento quase perfeito entre ambos permite a Portugal ter uma frente de ataque temível que tem sido o “abono de família” da equipa das Quinas neste apuramento.

Negativo: André Gomes. Agora percebo porquê razão este é tão criticado no FC Barcelona. Lento a executar, lento a ler o jogo e muito lento com a bola nos pés. Pior do que ele na sua posição só mesmo o Héctor Herrera do Futebol Clube do Porto.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (25/03/2017)

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Não houvesse um Quaresma…

imagem retirada de zerozero
É neste tipos de jogos diante de adversários acessíveis que se comprometem as qualificações caso não se tenha a devida postura dentro e fora de campo. A nossa Selecção já deveria saber disto dado que já teve muitos – demais - dissabores com equipas do estilo desta Letónia, mas parece que os nossos jogadores e técnicos gostam de dar uma de “burros” sempre que jogam contra um adversário teoricamente acessível, Não se aprende de uma vez por todas o raio da lição e depois andamos todos de coração numa mão e máquina de calcular na outra… Para mais o Grupo B de Qualificação para o Mundial da Rússia está a ser deveras complicado porque nem Suíça nem Hungria parecem querer dar-nos sossego dado que não perdem um único ponto (ao contrário de Portugal que já perdeu 3 pontos diante da formação helvética).

Não percebi o que quis dizer Fernando Santos com “falta de dinâmica” para justificar uma primeira parte onde a Equipa de Todos Nós teve mais do que oportunidade de ter colocado um ponto final no jogo. A Letónia em certos momentos tinha não uma, mas sim duas linhas defensivas diante da sua baliza. Cabia a Portugal explorar ao máximo os flancos em vez de insistir nu futebol afunilado que esbarrava, invariavelmente, no muro letão. Não fosse a fraca qualidade técnica dos jogadores da Letónia e não teríamos Cristiano Ronaldo a marcar o golo inaugural (mas que grande penalidade tão mal marcada CR7!). Na primeira parte a única coisa que me pareceu positiva foram as antecipações dos jogadores portugueses que eram, quase sempre, feitas no timming certo, impedindo que os letões pudessem criar perigo junto da baliza de Patrício. Tudo o resto foi o insistir e insistir num modelo de jogo que não nos estava a levar a lado algum a não ser à moralização da equipa do leste europeu.

Foi preciso Cristiano Ronaldo ter falhado uma Grande penalidade e a Letónia ter marcado o seu golo para que Fernando Santos pusesse – finalmente! – de lado a tal de “falta de dinâmica” para retirar de campo um apagadíssimo Nani e feito entrar Ricardo Quaresma. E o jogo transformou-se de imediato. Foi como se tivesse havido um “clic” que acendeu a lâmpada fundida que se encontrava em cima da cabeça dos jogadores lusos. Quaresma entrou, o ataque passou a ter outro estilo, surgiram as variações de flanco e tal desconcertou por completo a defesa da letónia. Até Cristiano Ronaldo que es5tava algo em baixo em termo de rendimento passou a jogar de outra forma. Foi, portanto, com naturalidade que os golos surgiram e acabaram por se multiplicar com a ajuda do recém entrado Gélson Martins que com a sua velocidade e técnica (aliada à mestria de Quaresma) arrasou por completo o muro letão.

No final tudo acabou bem e Portugal goleou. A nossa Selecção tem o melhor ataque e defesa do seu Grupo. Tal poderá ser muito importante na hora de se fazerem as contas finais do apuramento, mas se Portugal tiver um desempenho igual ao da primeira parte do jogo de hoje diante da Hungria e/ou Suíça (e até mesmo diante desta Letónia) e não sei se vamos ter de fazer umas contas bem mais complicadas.

Chave do Jogo: Apareceu ao minuto 65' para resolver a contenda a favor da nossa Selecção. A entrada de Quaresma na partida revelou-se fundamental para que Portugal pudesse vencer o jogo.

Arbitragem: Não creio que haja muito a dizer sobre o desempenho do Sr. Bobby Madden e sua equipa de arbitragem. O escocês teve algum trabalho dado que os letões estiveram sempre muito mais interessados em “distribuir” pancadaria do que em jogar futebol, mas no cômputo geral o trabalho da equipa de arbitragem foi bom. O árbitro esteve bem ao ter assinalado as duas Grandes Penalidades a favor de Portugal.

Positivo: Ricardo Quaresma. Se há jogador que “mexeu” com o jogo a favor da equipa portuguesa foi, sem sombra de qualquer dúvida, Ricardo Quaresma.

Negativo: A tal de “falta de dinâmica”. Contra equipas que jogam fechadas na sua área não adianta insistir num estilo de jogo que faz com que o jogo ofensivo seja uma nulidade. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado