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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Triunfo da naturalidade

imagem retirada de zerozero
Efectivamente pouco mais me apraz dizer sobre esta vitória portuguesa em terras escocesas senão que foi a vitória da naturalidade. Isto muito por culpa, ora pois, da enorme discrepância em termos qualitativos entre a equipa nacional da Escócia e a nossa equipa. Esta Escócia nem parece uma equipa do século XXi, tal é o futebol primitivo que pratica… Trata-se de um futebol que assenta, quase que em exclusivo, no bola para a frente e toca a correr muito até à baliza adversária. Mau demais… Só mesmo a actual Alemanha para empatar a zero com esta equipa numa partida da Liga das Nações da UEFA. 

E já agora, só mesmo a Rádio Antena 1 para num jogo da nossa selecção desatar a analisar o que espera o SL Benfica na próxima jornada da Liga dos Campeões dado que este vai defrontar o Ajax em Amesterdão. O que interessa tal para o caso? Nada. É a velha retórica dos não sei quantos milhões. Adiante. 

Regresso ao jogo para dizer que é engraçado que quem se fartou de dizer na Praça Pública que era impossível promover-se a renovação da nossa Selecção esteja agora tão calado. Claro que podemos apontar aqui e acolá um outro erro à gestão de Fernando Santos (eu acho que este por vezes aposta em desmaia em que já deu provas de que não tem “estofo” para estar entre os melhores), mas a verdade seja dita que Fernando Santos tem mostrado por a+b que é possível renovar-se a Selecção mantendo o nível de exigência bem elevado. Hoje em Glasgow tivemos mais uma prova de tal embora Renato Sanches tenha voltado a mostrar – mais uma vez - que não está ali a fazer nada (tal como o médio Bruno Fernandes).

MVP (Most Valuable Player): Hélder Costa. O “desconhecido” extremo português mostrou que é possível ser-se maus uma opção válida para a Nossa equipa quando se tem um bom treinador no clube. Gostei muito de ver o Hélder em campo e do seu sentido de posicionamento, sentido este que lhe valeu um golo. 

Chave do Jogo: O golo inaugural marcado por Hélder Costa. Até esta altura a equipa escocesa acreditava que podia “fazer a Vida negra” aos lusos não obstante o seu futebol primitivo e altamente previsível. Depois do golo sofrido não tiveram capacidade alguma para incomodar as redes portuguesas (a não ser no erro defensivo que lhes deu o golo da consolação).

Arbitragem: Nada a relatar sobre a equipa de arbitragem. Jogo tranquilo e sem casos.

Positivo: Beto. “Velhos são os trapos” e o guardião Beto mostrou que tal provérbio é bem real. Excelente sempre que a equipa escocesa criou algum perigo na área portuguesa.

Negativo: Golo sofrido. A equipa britânica não joga nada, é um facto, mas não desperdiça uma oportunidade patética criada pelp adversário para marcar o seu golo.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (14/10/2018) 

NOTA: A partir de hoje, durante uma semana, irei publicar neste blog artigos agendados com intervalos de dois dias. O mesmo é dizer que não será publicada a antevisão e análise do jogo da Taça de Portugal que o Futebol Clube do Porto irá realizar em Vila Real com a equipa local. Grato, desde já, pela vossa compreensão.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Não foi mau nem foi bom

imagem retirada de zerozero
Não me vou alongar muito porque estes jogos de preparação dizem tudo e não dizem nada. Os atletas escolhidos pelos respectivos selecionadores optam por “tirar o pé” neste tipo de partidas e este Portugal x Croácia não foi execpção. E é natural que tal suceda dado que estamos numa fase inicial da época, as competições europeias de clubes estão aí à porta e a Liga das Nações só arranca para portugueses e croatas na próxima segunda-feira.

Contudo este foi um jogo que deu para se retirar algumas ilações.

A primeira ilação que retiro é que a nossa selecção continua a acusar sempre o mesmo problema nos golos sofridos. A defesa por si só não pode fazer tudo. É preciso que o meio campo recue para, desta forma, “tapar” os espaços que a nossa linha defensiva não consiga – naturalmente – tapar. Quando a equipa adversária ataca não o faz somente com os jogadores avançados… Os da sua linha média também o fazem. E em certos momentos até os da sua linha defensiva. Pelo que é normal que quando se defenda seja necessário faze-lo em bloco. Algo que me parece natural. Mas pelos vistos para Fernando Santos não o é porque já não é a primeira vez (e pelos vistos não será a última) que a equipa de Todos Nós sofre golos como o que sofreu hoje. Façam tal coisa diante da Itália e depois venham-me cá com o discurso moralista do costume de que jogamos mais do que eles, mas não fomos eficazes.

A segunda ilação que retiro é que Bruma não consegue mesmo aproveitar as oportunidades que têm sido dadas. Hoje não foi execpção. Trapalhão a todos os níveis e egoísta q.b. na hora de desmarcar um colega de equipa. Muitas vezes um simples tocar a bola para o lado é bem melhor do que andar a correr para cima dos adversários com a bola nos pés para depois a perder. Neste aspecto Rony Lopes, embora tendo jogado pouco, esteve bem melhor.

A terceira ilação é que se Fernando Santos não começar a escolher os seus eleitos em função do seu clube, Portugal tem ali um bom lote de jogadores que lhe podem garantir uma boa participação na Liga das Nações e um apuramento tranquilo para o próximo EURO. Vamos a ver como esta parte se vai desenrolar se bem que me parece importante não se insistir em casos perdidos como Gélson Martins e Renato Sanches (por exemplo).

MVP (Most Valuable Player): Rúben Dias. Ao contrário do habitual, Rúben esteve muito bem hoje. Sempre “muito certinho” no que ao desempenho do seu papel de defesa central. Para quem é muitas vezes acusado de ser um “brutamontes”, Rúben esteve muito bem. O melhor em campo na minha perspectiva.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum ambas as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Javier Estrada decidiu bem sempre que foi chamado a intervir no encontro. Os amarelos que mostrou ao longo da partida foram perfeitamente justificados e, portanto, nota positiva para o árbitro espanhol.

Positivo: Sérgio Oliveira e Rony. Estiveram pouco tempo em campo, é um facto, mas o tempo que estiveram em campo foi o suficiente para vermos a equipa portuguesa a jogar - bem - melhor.

Negativo: Golo sofrido. Nunca é demais repetir que esta forma de se sofrer golos tem de ter um ponto final. No relvado uma equipa de futebol é composta por 11 jogadores onde todos defendem e atacam.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (06/09/2018)

terça-feira, 28 de agosto de 2018

O Cantinho das Modalidades

  • Andebol
- A equipa de andebol do FC Porto bateu os espanhóis do BM Aranda, por 37-13, em jogo de preparação disputado no Pavilhão Comendador Adelino Dias Costa, a contar para o Torneio Internacional de Estarreja.
  • Hóquei em Patins
- A equipa de hóquei em patins do FC Porto já prepara a temporada 2018/19 e parte para um estágio de pré-época no município de Caminha, de 30 de agosto a 2 de setembro.

A 2 de setembro, o grupo às ordens de Guillem Cabestany vai realizar um treino à porta aberta no Pavilhão Municipal de Vila Praia de Âncora. A sessão de trabalho está agendada para as 9h30.

domingo, 29 de julho de 2018

Faltou o “sal” numa boa partida de futebol

imagem retirada de zerozero
Estive hoje no Estádio do Dragão para ver, in loco, a apresentação do Futebol Clube do Porto aos sues associados e adeptos. Se estava à espera de ver uma boa partida de futebol? Não. Claro que não. Estamos na pré-época. O que eu não esperava era por esta altura ver uma equipa azul e branca com boas ideias de jogo. O problema da partida de hoje esteve, tão simplesmente, na forma - ainda - algo atabalhoada como se processa o futebol portista ao longo dos 90 e poucos minutos. Ainda há muito “repelão”, alguma bola infantilmente perdida e uma lentíssima movimentação entre linhas. A juntar a tudo tivemos aquele azar “NESiano” na hora de se rematar à baliza adversária, pois se não era o guarda-redes a fazer o impossível, eis que surgia o poste ou a aselhice dos atletas de azul e branco vestido impediram que hoje os Dragões tivessem alcançado uma justa vitória.

Não quero ser optimista (e muito menos pessimista). Estes jogos de preparação valem o que valem é verdade, mas tenho de ser honesto e confessar que gostei de algumas coisas que vi. Repito o que já aqui disse, as ideias desta época de Sérgio Conceição parecem estar lá e tudo indicia que vamos ter um Dragão bem mais racional na hora de “atacar” a baliza da equipa adversária. Resta é saber se esta forma de estar em campo será suficiente para se vencer novamente o nosso campeonato e, ao mesmo tempo, fazer melhor figura na Europa do futebol do que na época transacta.

De resto creio que é uma boa ideia a aposta num onze com um lateral mais ofensivo (Alex Telles) e um lateral menos ofensivo (Maxi Pereira). Tal permite á equipa posicionar-se com outra segurança em campo, fazendo da circulação da bola a sua maior arma. O problema está naquilo que já aqui falei: maior velocidade nas transposições entre linhas. Tal pode muito bem ser apenas um mal próprio da altura da época em que nos encontramos, mas se o Sérgio conseguir melhorar este aspecto, então penso que iremos ter um Dragão bem mais forte esta temporada. Pelo menos mais racional e equilibrado entre sectores.

Vamos a ver como isto irá correr no próximo jogo (já a “doer”!) diante do CD Aves. Estas primeiras partidas “a sério” Vão ser determinantes para toda a nova época. O que não invalida que não tenha gostado do que vi hoje.

E já agora, se este mesmo Newcastle United FC jogar desta forma na “sua” Premier League, o mais normal é este “levar” (e de que maneira!) dos seus adversários. Ou isto muda ou então não me acredito que consigam a tão desejada manutenção.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Alvo de uma marcação homem a homem implacável, o internacional maliano destacou-se, essencialmente, pela sua enorme capacidade de trabalho. Capacidade que serviu para “fazer a cabeça em água” aos defensores da equipa inglesa que viram em Marega um perigo constante para a sua baliza enquanto este esteve em campo. Faltou-lhe o golo, mas hoje estava escrito que ninguém marcaria.

Chave do Jogo: Inexistente. O Newcastle United nunca mostrou ter capacidade para dominar o jogo e o FC Porto, por muito que tenha trabalhado para isto, não conseguiu verdadeiramente criar um lance que fizesse com que o desfecho final lhe fosse favorável.

Arbitragem: Arbitragem típica de jogo de pré temporada.

Positivo: Felipe/Diogo Leite (mais uma vez!). Mais uma excelente prestação da dupla Felipe/Leite. Se a equipa britânica foi muitas vezes obrigada a lateralizar o seu futebol de ataque foi muito porque esta dupla lhe barrou sempre o caminho na zona central.

Negativo: Ausência de Oliver. O pequeno internacional espanhol não é um portento em termos fiscos, mas tem uma qualidade de passe e leitura de jogo acima da média. Merecia bem mais oportunidades de comandar o meio campo portista do que o Otávio e o Herrera.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (28/07/2018)

sábado, 21 de julho de 2018

Vira o disco, toca o mesmo

imagem retirada de zerozero
Confesso que gostaria de ter algo de diferente para dizer sobre este Lille 2 x FC Porto 1. Gostaria mas não posso. Não posso porque, para o bem e para o mal, sou uma pessoa honesta e tenho de dizer que hoje vi uma equipa portista a mostrar os mesmos problemas que mostrou diante do Portimonense SC. Ataca-se muito mas a defender…. A defender é que é o problema deste “novo” Porto.

Um problema que não é novo diga-se desde já. Já na época anterior se deu por ele. Especialmente nos jogos internacionais onde eu vi este mesmo Dragão a marcar muitos golos e a sofrer outros tantos contra equipa do seu calibre. Já quando apareceu uma equipa “um tudo ou nada” mais forte foi o que se viu diante do Liverpool em pleno Estádio do Dragão. O que quer dizer – se calhar – que o problema não está no plantel mas antes na ideia de jogo de Sérgio Conceição.

Até que é agradável para o espectador ver os laterais bem subidos e toda uma linha defensiva quase no meio campo adversário a apoiar o ataque portista. Só que para que tal sistema seja eficaz é necessário que o onze azul e branco que está em campo perceba que tem de funcionar como um bloco tanato a atacar como… A defender! Os laterais têm de ter quem “feche” as faixas quando estes sobem no campo. Deixar estes espaços abertos ao adversário é para se so0fer golos iguais ao que os franceses marca5ram hoje. E se um avançado do FC Porto perde a bola no ataque, toda a restante equipa deve fazer pressão sobre o portador da bola para evitar a transição rápida da equipa adversária. Não o fazer dá num golo igualzinho ao que ditou a derrota dos portistas hoje em pleno Estádio do Algarve.

Vamos a ver como vai isto evoluir. Domingo há outro jogo de preparação, Desta vez contra o Everton. O nível de dificuldade vai aumentar. Espero que neste dia o Futebol Clube do porto mostre que quer baixar o nível dos disparates que lhe tem custado os dois últimos jogos de preparação. Eu bem sei que estes jogos valem o que valem, mas a dinâmica de jogo e a moral começam-se a construir nesta altura do campeonato e não quando isto começa a ser a sério.

MVP (Most Valuable Player): Hernâni. Confesso que gostei do esforço demonstrado pelo jovem internacional português. No cômputo geral Hernâni não esteve muito melhor do que os seus companheiros em termos exibicionais, mas foi aquele que mais procurou demonstrar a Sérgio Conceição que está ali para trabalhar e que pode contar com ele para a próxima época. Teve a extrema felicidade de marcar um golo caricato, mas quem quer ser feliz tem de rematar à baliza. Algo que os seus colegas de equipa se recusaram a fazer durante os 90 e poucos minutos da partida.

Chave do Jogo: Apareceu com o golo de Xeka ao minuto 64'. È verdade que a equipa portuguesa ainda reagiu e conseguiu empatar a contenda, mas também é verdade que desde o golo inaugural dos franceses que era bem patente a segurança e confiança do Lille LOSC.

Arbitragem: Arbitragem típica de jogo de pré temporada.

Positivo: Adrián López. Eu sei que o moço “tem dias”, mas do que vi diante do Portimonense e hoje diante do Lille, acredito – cada vez mais – que o que lhe falta é confiança.

Negativo: Os golos sofridos (outra vez). Eu sei que estamos naquela altura da época em que dá para se disparatar á grande, mas vamos a ter tino meus senhores.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (20/07/2018)

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Deu para animar a malta

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Boa prestação da nossa equipa diante de um adversário muito (mesmo muito!) acessível. Alias, se eu fosse argelino teria vergonha de uma prestação destas. Especialmente tendo em linha de conta que Yacine Brahimi, Riyad Mahrez e Islam Slimani (3 dos melhores atletas desta selecção africana) jogaram de início. E para ser sincero e justo, há que dizer que o guarda-redes Abdelkader Salh é uma anedota em todos os aspectos… Se calhar por aí se percebe a razão pela qual a Argélia não conseguiu marcar presença no Mundial da Rússia. Adiante.

Apesar de tudo este tipo de jogos serve, acima de tudo, para manter a moral num nível elevado. Tal, só por si, é muito importante. Especialmente se tivermos em linha de conta que tudo acontece muito rapidamente no Mundial. Já o jogo em si, este foi bem jogado por parte de Portugal. Os escolhidos por Fernando Santos para defrontar esta muito frágil Argélia mostraram vontade e querer. Os 3 golos marcados pela Equipa de Todos Nós são fruto de muita qualidade técnica colectiva e individual. Para mais parece que é desta que vamos a um Mundial com o Melhor Jogador do Mundo em forma e disposto a jogar para o colectivo.

Mas, há sempre um “mas”, não podemos deixar de lado o facto de que o adversário de hoje era muito frágil. A Argélia não tem nada a ver com a selecção de Espanha, Marrocos ou Irão, pelo que me parece ser importante deitar alguma água na crescente fervura do coração lusitano que é famoso por ir do 8 ao 80 em poucos segundos. Vamos indo e vamos vendo. Como já aqui disse, e repito, num Mundial tudo se passa muito rapidamente e um deslize pode muito bem ser a morte do artista. Temos, sem sombra de dúvida, uma bela e motivada equipa que é campeã da europa, temos também um seleccionador com provas dadas e com muita experiência internacional a comandar esta mesma equipa e motivação/querer q.b., mas se porventura Portugal fizer o que fez hoje nos últimos 15 minutos diante da selecção argelina e acredito que a coisa possa correr mal. Por isto deixemos esta coisa do embandeirar em arco em Portugal antes de se embarcar no avião para Moscovo.

Venha de lá a Espanha mas com os pés bem assentes na Terra.

MVP (Most Valuable Player): Bruno Fernandes. Confesso que estive tentado a atribuir este título a João Moutinho ou até a Cristiano Ronaldo, mas sou da opinião que o médio do Sporting CP fez uma enorme exibição. Este “encheu” por completo o meio campo e entendeu-se na perfeição com Moutinho (até pareceu que já jogam juntos há anos). O golo que marcou acabou por ser a cereja no topo de um merecido bolo.

Chave do Jogo: Dizer que este jogo teve um lance que fizesse com que a vitória pendesse para qualquer uma das equipas é, a meu ver, um tremendo exagero. Isto porque a Argélia não procurou fazer grande “mossa” a Portugal (ou não teve capacidade para tal). Até se me atrevo a dizer que Portugal entrou a ganhar mal o árbitro apitou para o início do jogo.

Arbitragem: Um jogo de carácter particular sem grandes problemas para Craig Pawson, tal como era expectável. O árbitro inglês teve uma noite tranquila na Luz, sem erros.

Positivo: Variedade de opções. Confesso que fiz cara feia quando Fernando Santos anunciou o lote de convocados para o Mundial, mas hoje ficou bem patente que tais escolhas foram muito bem pensadas.

Negativo: Selecção da Argélia. Mau. Muito mau para uma equipa que até conta nas suas fileiras com jogadores capazes de fazer maravilhas ao serviço dos seus clubes. Confesso que esperava mais desta equipa de Rabah Madjer.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (07/06/2018)

domingo, 3 de junho de 2018

Até que não foi mau

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Primeiro que tudo há que dizer que gostei bem mais desta prestação da nossa equipa do que aquela que tive oportunidade de ver diante da Tunísia. Portugal empatou a zero, é um facto, mas mostrou algo que diante da equipa africana não tinha mostrado: consistência defensiva e capacidade de sair em transições rápidas. Face a tal apraz-me dizer que a equipa de Fernando santos parece estar a evoluir, mas não vou “embandeirar em arco” e muito menos entrar no discurso do “vamos ganhar” que muito comentador televisivo e radiofónico se esforçou por divulgar. Vamos indo e vamos vendo.

Quanto ao jogo em si, vendo aquilo que a Bélgica produziu, acredito que esta partida tenha servido mais para preparar a Equipa de Todos Nós para o jogo com Marrocos do que o da estreia diante da selecção espanhola. A equipa belga apostou no seu habitual futebol muito físico e na famosa “armadilha” do fora de jogo. Portugal entrou em campo com a ideia de apostar na velocidade de execução de um meio campo que procurou – raras vezes - apoiar uma frente de ataque muito móvel onde Gélson Martins foi o que mais se destacou. A ideia de Fernando Santos até que era boa, mas faltou uma aplicação prática muito mais eficaz. O mesmo é dizer que a Bélgica foi mais forte do que a nossa selecção. Até à recta final da primeira parte vi a Bélgica a dominar a partida sem no entanto ter sido brilhante durante este período. Portugal apenas conseguiu mostrar o seu futebol nos 10/15 minutos finais da primeira parte onde teve, inclusive, uma enorme oportunidade de golo nos pés de Gonçalo Guedes (salvo erro).

A segunda parte foi mais atípica e muito equilibrada. E é natural que tenha sido assim pois ambos os selecionadores optaram por fazer entrar em campo as opções que tem ao seu dispor no banco de suplentes, e com isto “quebraram” um pouco o ritmo de uma partida que não foi muito elevado. Apesar de tudo foi a Bélgica quem teve a maior oportunidade de golo desta segunda parte, mas o Guardião Beto mostrou que podemos contar com ele caso Rui Patrício não esteja no seu melhor.

Segue-se agora um último jogo de preparação no Estádio da Luz antes da partida para a Rússia para se disputar o Mundial. Nesta altura Fernando Santos já poderá contar com o “plantel” completo. Vai ser interessante ver como vai Portugal jogar diante de uma “matreira” Argélia.

MVP (Most Valuable Player): João Mário. Mais um bom jogo do internacional português. Pelo menos enquanto este teve forças para explanar o seu futebol. Pessoalmente não gosto de ver o João Mário encostado a uma das faixas do ataque luso, mas a verdade seja dita que este esteve muito bem no desempenho desta sua função. As suas diagonais foram sempre um perigo constante para a linha defensiva belga. Vamos a ver se esta boa forma de João Mário se mantenha durante o Mundial.

Chave do Jogo: Inexistente. Não obstante ambas as equipas terem criado oportunidades para fazerem com que a vitória lhes sorrisse, a verdade é que nenhuma delas não conseguiu criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse para o seu lado.

Arbitragem: O experiente Viktor Kassai dirigiu o jogo sem grandes problemas.

Positivo: Bernardo Silva. Qualidade de passe e uma visão de jogo fabulosa. Tivesse tido um pouco de mais sorte e empenho na hora de rematar à baliza e o Bernardo teria sido o MVP desta partida.

Negativo: Jogar 10/15 minutos. È verdade que estamos a falar de um jogo de preparação, mas isto de “jogar à bola” somente 10/15 minutos da primeira parte não é nada. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (02/06/2018)

sábado, 24 de março de 2018

Não. Não gostei.

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Vi este Portugal 2 x Egipto 1 e tenho de ser sincero e directo: não gostei! Se é para isto que os clubes têm de parar o seu calendário competitivo, então mais vale não se voltar a fazer tal pois estes jogos amigáveis apenas servem para se ver um grupo de indivíduos com um “medo insano de tocar” na bola. E quando digo tal reg8iro-me aos tais de campeões europeus e não aos egípcios. Os africanos jogaram aquilo que sabiam e com jeitinho até que iam fazendo história, não tivesse aparecido (a tempo e horas!) a dupla Bruno Fernandes/Gélson Martins a servir – como deve ser – Cristiano Ronaldo.

Claro que por esta nossa imprensa fora haverá quem queira “dourar a pilula”. Assim como se Portugal tivesse jogado aquilo que deveria ter jogado diante de um super organizado e muito modesto Egipto. Deixem o Mundial arrancar e as coisas que corram como correram hoje para a Equipa de Todos Nós e vão ver o tipo de discurso dos tais de “douradores da pílula”.

Defesa portuguesa a “nanar” antes, durante e depois do golo sofrido. Espaço a rodos entre os vários sectores da nossa equipa, espaços que os egípcios aproveitavam na perfeição para imporem o seu futebol simples e prático que atrapalhou – e de que maneira! – toda a estratégia atacante de Portugal e uma frente de ataque que só apareceu em desespero nos minutos finais do jogo (altura em que Cristiano Ronaldo passou a ter quem lhe fizesse chegar a bolas em condições).

Vamos a ver como isto corre diante da Holanda, mas a jogar assim… Se calhar começa a ser necessário pensar se valerá mesmo a pena a realização de jogos de preparação entre selecções numa atura da época que é decisiva para muitos dos clubes onde actuam os atletas. È que isto de se vir à selecção para se “fazer o frete” e ganhar mais algum ao fim do mês desmoraliza todo um grupo de trabalho e inquieta todo um país desportivo.

MVP (Most Valuable Player): Cristiano Ronaldo. Longe de ter estado brilhante, o capitão da nossa selecção acabou por ser o “menos mau” da noite. Foi ele o autor dos dois golos na recta final que ditaram a vitória portuguesa e pouco mais. É um CR7 em modo gestão de esforço se bem que há que dizer que hoje este esteve - quase - sempre muito sozinho no ataque.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum ambas as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Boa atuação, com duas decisões acertadas com o Vídeo-Árbitro.

Positivo: Vencer. Ganhar é sempre bom mesmo quando não se joga absolutamente nada. A juntar a isto há o facto de Gélson Martins e Bruno Fernandes terem demonstrado, mais uma vez, porque devem ser titulares absolutos na equipa de Todos Nós.

Negativo: Portugal. Já aqui o disse e repito, representar a selecção nacional não é fazer o frete. O jogo era de preparação é um facto, mas exige-se mais (muito mais) da parte dos jogadores da nossa selecção. Especialmente nos jogos ditos amigáveis. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O peru. O tal peru…

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Fraca exibição da nossa selecção diante de uma equipa norte-americana que já aprendeu como nos tramar. Se Portugal jogasse aquele futebol pragmático e simples que a Alemanha por vezes praticam e esta selecção de futebol dos States não teria tido a mínima hipótese por muito mais bem preparada a nível físico e táctico que estivesse. Mas lá está, português que é português gosta de complicar o que é simples e não há nada como sair sempre (mas sempre!) a jogar com a bola no pé para depois ser de imediato pressionado por dois “bidons” americanos que forçam os nossos jogadores a chutar a bola para a frente em desespero de causa.

O primeiro paragrafo resume, basicamente, os 90 e poucos minutos deste Portugal 1 x Estados Unidos da América 1 que se realizou hoje em Leiria. O que falta dizer que estes jogos de preparação dão para tudo. Inclusive para Fernando Santos ter dado uma de Rui Jorge ao ter colocado em campo uma linha atacante composta por três lingrinhas que tiveram de medir forças com os matulões da defesa norte-americana. Quando Gonçalo Paciência entrou em campo a história já foi outra, mas já era tarde pois tanto Gonçalo Guedes como Bruma estavam no limite da sua capacidade físicas. E valerá a pena falar do meio campo português onde mais dois “franguinhos” e um Danilo Pereira “a meio gás” tiveram de lutar contra a muito bem organizada equipa dos USA? Não vale a pena, bem sei porque o jogo é de preparação e não convinha que os atletas se lesionassem e o restante blá, blá do costume.

Sinceramente não gostei desta partida da nossa equipa. Não gostei mas não embarco no famoso “do 8 ao 80”. E não o faço porque, ao contrário de muito boa gente, não deitei os foguetes ao ar após a vitória Lusa diante da Arábia Saudita. Ainda falta muito para maio de 2018. Até lá muita coisa vai acontecer e estes jogos de preparação enganam muito. Servem antes para se irem fazendo experiências e testar este ou aquele atleta que pode, ou não, adaptar-se ao grupo de trabalho.

Vamos com calma que ainda nem sequer sabemos com que vai a nossa selecção medir forças no Mundial da Rússia. Para mais, não tivesse Ethan Horvath servido o peru (o tal peru do Dia da Acção de Graças) e por esta altura haveria por aí muita gente deprimida a utilizar as desculpas da praxis para justificar o que não tem de ser justificado.

MVP (Most Valuable Player): Bruma. O extremo português foi, sem sombra de dúvida, o melhor em campo numa partida onde o físico se impôs de uma forma organizada e bruta à técnica. Bruma conseguiu quase sempre explanar o seu futebol e apenas não pôde fazer mais e melhor porque poucas foram as vezes em que a bola lhe chegou em condições.

Chave do Jogo: Inexistente.

Arbitragem: Arbitragem tranquila, num jogo sem grandes problemas.

Positivo: Beto. O Guardião português fez um punhado de defesas excepcionais. Foi muito por sua culpa que o empate a uma bola se manteve até ao fim.

Negativo: Ricardo Ferreira. O jovem central do Braga esteve sempre muito inseguro e esteve mal (muito mal) no golo dos Estados Unidos, ao não ser capaz de travar a progressão de McKennie.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (14/11/2017)

sábado, 11 de novembro de 2017

Positivo e pouco mais

imagem retirada de zerozero
Os jogos particulares de selecções são muito enganadores. Isto porque me custa a aceitar que a selecção da Arábia Saudita jogue assim tão pouco. Portugal fez por vencer impondo o seu jogo e fazendo uma fortíssima pressão sobre o portador da bola. Tal complicou - e muito - a estratégia da equipa árabe que quis sempre iniciar as suas jogadas saindo da sua defesa em posse, mas custa-me muito aceitar esta fraqueza física e até mesmo falta de ideias que esta quipá do médio oriente mostrou hoje em Viseu.

È muito por isto que não alinho na tremenda euforia que se instalou em torno da nossa selecção. É verdade que os atletas hoje quiseram dar tudo o que tinham em campo e que Fernando Santos terá ficado muito satisfeito com isto. É também verdade que hoje parecem ter surgido algumas alternativas interessantes aos do costume (Gonçalo Guedes e Manuel Fernandes são disto exemplos), mas ainda é cedo para se dizer que o seleccionador nacional descobriu um excelente “filão” de atletas de qualidade.

Vamos a ver como isto se desenrola. Os Estados Unidos da América não são uma selecção de grande tarimba, mas ao contrário da Arábia Saudita tem uma força física impressionante e não tem o “problema” do Mundial dado que não se apuraram para o dito. Vamos a ver como isto corre em Leiria na próxima semana e nos próximos jogos de preparação.

MVP (Most Valuable Player): João Mário. Numa partida que exigiu muito pouco do meio campo português, João Mário foi o jogador que mais se destacou pelo trabalho que demonstrou no comando de uma zona do terreno onde Fernando Santos promoveu algumas alterações. O golo foi a "cereja no topo do bolo" na exibição de um organizador de jogo que esteve no seu melhor.

Chave do Jogo: Apareceu relativamente cedo para resolver a questão a nosso favor. Manuel Fernandes marcou o golo inaugural no minuto 32´ da partida e deitou por terra toda e qualquer intenção dos sauditas de tentar colocar problemas à defesa da equipa lusitana.

Arbitragem: Arbitragem tranquila, num jogo sem grandes problemas.

Positivo: Omar Hawsawi. O defesa central saudita deu nas vistas em muitas das boas intervenções que teve de fazer para travar, com sucesso, as investidas ofensivas de Portugal. Longe de ser um jogador brilhante, Omar Hawsawi seria uma opção interessante para muitos clubes não fosse o facto de o atleta já ter 32 anos de idade.

Negativo: André Silva. O pecado capital de um ponta de lança é não marcar golos. O André hoje bem que tentou mas não foi feliz tendo, inclusive, sido algo trapalhão em momentos que exigiam uma finalização simples. Há dias assim André.
Artigo publicado no blog o gato no telhado (10/11/2017)

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

O Cantinho das Modalidades

Andebol

- O FC Porto empatou frente ao ABC (23-23), no Dragão Caixa, na primeira jornada do Campeonato Nacional do Andebol 1. Os azuis e brancos deslocam-se agora ao Pavilhão do Funchal na segunda ronda do campeonato, para defrontar o Madeira SAD (sábado, 9 de setembro, 17h00).

- O HC Ohrid 2013, da Macedónia, é o adversário do FC Porto na segunda ronda de qualificação da edição 2017/18 da Taça EHF. A equipa macedónia derrotou os holandeses do KRAS Volendam (24-23), depois de um empate (24-24) no primeiro dos dois jogos disputados na Macedónia.

Os azuis e brancos jogarão a primeira mão na condição de visitante, a 7 de outubro, e a segunda no Dragão Caixa, a 14 do mesmo mês. Em caso de vitória carimbam a passagem à terceira e última ronda de qualificação, que dá acesso à fase de grupos da competição.

Basquetebol

- O FC Porto perdeu frente aos espanhóis do Obradoiro CAB, por 68-61, em jogo de preparação disputado no Pabellón Deportes Rianxo, na Corunha, em Espanha.

- O FC Porto perdeu diante do Benfica, por 79-73, em jogo das meias-finais do Torneio Internacional de Viana do Castelo, que tem como palco o Pavilhão Municipal de Monserrate. - O FC Porto bateu os espanhóis do Oviedo, por 90-70, terminando assim na terceira posição o Torneio Internacional de Viana do Castelo, que teve como palco o Pavilhão Municipal de Monserrate.

domingo, 4 de junho de 2017

Manter os pés bem assentes no chão

imagem retirada de zerozero
Não me vou estender muito sobre o particular que a nossa Selecção realizou no Estoril. Trata-se de um jogo particular de selecções que nesta altura do campeonato serve mais para “relembrar” certas posições e estratégias do que para outra coisa qualquer: Para mais o adversário de hoje (Chipre) está longe – muito longe mesmo – de ser uma equipa de valia igual à da próxima adversária (Letónia) de Portugal na “corrida” para o Mundial da Rússia.

Muito mais importante do que vir para a Praça Pública dizer que Portugal tem mil e umas opções e que está tudo bem no reino de Fernando Santos é vir-se para esta mesma Praça “colocar água na fervura”. Isto porque nós, portugueses, somos um Povo que “vai do oito ao oitenta” com as consequências nefastas que todos conhecemos.

Para mais ainda estou para perceber qual a necessidade de se ter realizado um jogo de carácter particular quando na próxima semana há um jogo de apuramento para o Mundial de importância extrema…

Relembro os mais distraídos que este mesmo apuramento do actual Campeão Europeu de selecções A está – ainda - longe de estar garantido.

E vale a pena também relembrar que depois do jogo de Riga (Letónia), Portugal vai disputar a Taça das Confederações. É deste lote (em breve “reforçado” pelos Campeões Europeus Pepe e Cristiano Ronaldo) que irá sair a lista dos jogadores que vão disputar a aqui referida e prestigiada competição. Se porventura alguém se lesionasse com gravidade na “partida” do António Coimbra da Mota eu queria ver se teríamos as habituais frases feitas que vem à balia sempre que Portugal derrota um adversário acessível.

Vamos a ver como vai isto correr na Letónia. E para esta altura fica prometida uma análise no verdadeiro sentido do termo a tudo aquilo que a nossa Selecção fizer de bem (ou mal).

Até lá não contem comigo para o habitual “foguetório.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (03/06/2017)

quarta-feira, 29 de março de 2017

Claro que correu mal!

imagem retirada de zerozero
Não há que esconder. O teste diante da Suécia correu mal. Não adianta nada estar a retocar o que não deve ser retocado. É que os próximos jogos da nossa selecção são oficiais, e uma derrota pode muito bem colocar um ponto final no apuramento directo para o Mundial da Rússia.

E o que falhou? Simples. O meio campo. Uma coisa é jogar com um meio campo com Renato Sanches, Moutinho e Danilo Pereira. Isto porque Renato Sanches, não obstante a sua qualidade futebolística, parece ainda não ter aprendido que no futebol não é tudo para a frente (surpresa?)… Há que vir atrás buscar a bola Renato! Quem fazia este papel na perfeição era Danilo Pereira e - por vezes – João Moutinho. Na segunda parte este papel de complemento ao Renato coube ao “pastel de nata” William Carvalho e ao vulgaríssimo Pizzi (este último só é bom no Benfica… Porquê será?). Jogar sem um “fui condutor” no meio campo, Portugal passou a optar pela bola para a frente e Éder e/ou Gélson Martins/Ricardo Quaresma que resolvam. Os suecos - nada habituados a estas coisas do futebol directo – agradeceram. A completar o “ramalhete” eis que a equipa de Todos Nós apresentou na baliza um tal de Marafona que sempre que uma bola vinha cruzada pelo ar (outra característica de jogo que os suecos não gostam mesmo nada) era o “ai Jesus, nosso Senhor!”

Apesar de tudo o jogo até que teve factos positivos. Para além do ambiente que foi fantástico, há que dizer que uma frente de ataque composta por Cristiano Ronaldo, Gélson Martins e Berardo Silva é “dinamite pura”! A utilizar em jogos futuros mas, repito, há que fazer tal com um meio campo que saiba transportar a bola. Especialmente quando do outro lado do campo estiver uma equipa como esta Suécia.

MVP (Most Valuable Player): Danilo Pereira. Danilo Pereira em forma é uma peça fundamental para qualquer equipa. Fernando Santos que o diga e anote a negrito no seu bloco de notas para que no futuro coloque no banco o William “pastel de nata” Carvalho e aposte num atleta que é actualmente dos melhores do mundo na recuperação de bolas.

Chave do Jogo: Não é preciso ser-se um génio do futebol para se perceber que Portugal perdeu este jogo ao intervalo. Fernando Santos “mexeu mal” no onze ao intervalo e o resultado foi o que se viu. O próprio seleccionador nacional reconheceu este seu erro na conferência de imprensa.

Arbitragem: Não há nada a apontar ao trabalho da equipa de arbitragem. A partida foi tranquila e ambas as equipas procuraram levar a cabo um jogo limpo.

Positivo: Gélson Martins. Enquanto teve a boa companhia de Ronaldo, Bernardo, Danilo e Moutinho, Gélson “partiu a louça toda” tendo mostrado qualidades fantásticas para um jogador tão jovem.

Negativo: William “pastel de nata” Carvalho. As razões já foram aqui mencionadas, pelo que não me parece que deva repetir tufo novamente. Acrescento somente que é muito por causa destas coisas que o Sporting CP está como está.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (28/03/2017)

terça-feira, 28 de março de 2017

O dilema das poupanças no regresso à Madeira

Portugal está de regresso à Ilha da Madeira para realizar um encontro de preparação. A equipa das quinas não joga no arquipélago desde 2001, altura em que venceu Andorra (3x0), em jogo de qualificação para o Mundial de 2002.

Dezasseis anos depois, a seleção portuguesa tem o privilégio de assinalar o primeiro encontro internacional no estádio do CS Marítimo desde a recente remodelação e marca também a estreia de Cristiano Ronaldo na Madeira, com a camisola de Portugal.

O encontro é de caráter particular e espera-se que Fernando Santos promova algumas alterações face ao onze inicial que entrou em campo no passado sábado, diante a Hungria (3x0), embora o Selecionador Nacional considere igualmente importante o jogo frente aos suecos.
 
Clássico condiciona Selecionador?

O Clássico está aí à porta e as opções de Fernando Santos vão ser escrutinadas, sobretudo pelos adeptos afetos a Benfica e FC Porto, tendo em conta a utilização de jogadores como André Silva, Danilo Pereira, Nélson Semedo, Eliseu e Pizzi.

A integridade dos jogadores deve ou não ser preservada? Esta é a grande questão, mas Fernando Santos já avisou que as suas decisões não vão estar reféns do Clássico, lembrando que nesse fim de semana também há um Monaco x Paris SG, igualmente importante, no caso para Bernardo Silva e João Moutinho.

A história conta-nos que a Suécia tem vantagem no confronto direto com Portugal, ainda que a mais recente aponte para um claro favoritismo da equipa das quinas. Os dados estão lançados, resta saber como Fernando Santos vai resolver este dilema.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Se era para a festa

imagem de zerozero

Que dizer de uma partida onde se sabia à partida que o grande objectivo do adversário era o não sofrer muitos golos? Pouco. Nada mesmo, a não ser que imperou a normalidade. Isto porque a selecção de futebol de Gibraltar - a mais recente invenção da UEFA e FIFA - é uma equipa habituada a levar “pancada” de todos pelo que ante o Campeão Europeu o seu objectivo foi alcançado: sofrer somente um golo na primeira parte. 

E é precisamente nesta primeira parte que reside o problema. Ou melhor, um dos problemas porque ainda estou para perceber como é que a nossa equipa “afinou” a estratégia para o jogo com a Suíça (este bem a sério dado que conta para o apuramento para o Mundial) diante de tão fraco grupo de futebolistas. Se a ideia era a de brindar a malta da Invicta com uma tremenda festa mais valia terem-se ficado pela entrega das medalhas na Câmara Municipal do Porto. A primeira parte desta partida é bem elucidativa da grandiosa preparação que Portugal fez para o jogo da próxima Terça… Joguem assim diante os Suíços! 

A justificação que tem sido utilizada pelos mídia portugueses para justificar tão vergonhosa prestação na primeira parte não justifica tudo. Bem vistas as coisas até parece uma desculpa esfarrapada dado que a Equipa de Todos Nós já disputou jogos bem mais difíceis sem Cristiano Ronaldo e com sistemas de jogo diferentes do 4x4x2 e venceu. Por isto não me venham cá com esta treta que isto “não cola”. Atleta que jogue pela Selecção nacional portuguesa tem de dar o litro seja contra Gibraltar, Alemanha ou Baguim do Monte! 

Vamos a ver o que vai acontecer diante da Suíça. Se a coisa correr mal (espero bem que não) já há justificação para o facto. 

Chave do Jogo: A mudança ao intervalo de sistema permitiu uma segunda parte muito agradável e permitiu golos. Portugal passou do 4x3x3 para o 4x4x2 que utilizou no Campeonato da Europa. Opinião de Igor Gonçalves (Jornalista do zerozero) que subscrevo por completo. 

Arbitragem: Tal como o jogo. Normal e tranquila. O Sr. Erez Papir e a sal equipa tudo fizeram para que ninguém desse por elas, sinal de que desempenharam bem o seu papel de equipa de arbitragem.

Positivo: Nani fez dois golos e, só por isso, já merce destaque. Ainda assim, o extremo do Valência esteve bem na partida, especialmente a jogar perto de André Silva, no 4x4x2 da segunda parte. Opinião de Igor Gonçalves (Jornalista do zerozero) que, mais uma vez, subscrevo por completo.

Negativo: Talvez deslumbrados com tanta facilidade, a equipa lusa perdeu-se em demasiadas fintas e cruzamentos sem nexo para a área. Só foi feito um golo e, em 4x3x3, notou-se que a equipa estava com pouco critério nos lances ofensivos. Opinião de Igor Gonçalves (Jornalista do zerozero) que, mais uma vez, subscrevo por completo.

Artigo publicado no Blog o gato no telhado

domingo, 24 de julho de 2016

Reviravolta e mais qualquer coisinha

Foi um FC Porto de duas caras na vitória frente ao Vitesse, da Holanda. Uma equipa com pouca capacidade ofensiva na primeira parte, mas, no segundo tempo, uma equipa diferente, para melhor. Voltaram a levantar-se problemas para Nuno Espírito Santo, mas também apareceu uma solução. Jogar com um homem, nesta caso foi Bueno, mais perto do avançado, partindo um pouco o tradicional 4x3x3. 
 
Não está ainda no ponto este novo Dragão, mas começa a parecer mais equipa e, com mais alguns ajustes no plantel, pode voltar a ser o FC Porto que nos habituou.
 
Com uma equipa totalmente diferente daquela que jogou contra o PSV, os dragões evidenciaram alguns problemas familiares e outros que ainda não se tinham visto. Desde logo, e o mais gritante, é a falta de capacidade para criar oportunidades. A culpa não pode ser toda colocada nas costas de Aboubakar, mas é certo que o avançado camaronês precisa de melhorar. Salta a vista a falta de homens no ataque e até se pode começar a pensar se este 4x3x3, que atuou na primeira parte, é a melhor solução para o FC Porto.
 
Outra coisa que se notou, foi a falta de João Carlos Teixeira. André André e Josué gostam de ter bola, mas acabam por não ter a capacidade de rotura do jovem reforço. Também falta Danilo Pereira e, neste jogo, notou-se por mais que uma vez a falta de um destruidor no meio campo. O golo, por exemplo, surgiu de um lance onde não houve capacidade de matar a jogada. 
 
A segunda parte trouxe um FC Porto diferente. Desde logo com Bueno, o tal jogador que parece estar sempre fora das opções. O certo, é que com o jogador espanhol, os dragões melhoraram. Bueno jogou mais perto de Aboubakar e, mal entrou, combinou bem com o avançado num dos melhores lances portistas de todo o jogo. Apenas a finalização errada do camaronês impediu o empate. Outra das alterações foi a entrada de André Silva, novamente para jogar no flanco direito. O jovem avançado é daqueles que nunca joga mal e esforça-se em todos os lances, ainda assim não é na direita que mais brilha. 
 
O FC Porto, com Bueno, passou quase sempre a jogar numa espécie de 4x4x2, ou 4x2x3x1, e notou-se mais capacidade de sufocar o adversário e ter bola mais perto da área da equipa holandesa. Faltou, neste período, mais eficácia no momento do último passe e da finalização. Apesar disso, os últimos 20 minutos, e depois das entradas de Corona, Otávio e João Teixeira, viu-se uma equipa com muita qualidade no ataque. Corona empatou e, de penálti, André Silva fez o 2x1, um resultado justo para o que o FC Porto fez, especialmente na segunda parte. 
 
É um dragão ainda à procura das melhores soluções. Há processos, e com qualidade, mas falta um trabalho mais concreto no ataque. Já aqui dissemos André Silva será, com certeza, uma boa solução para a temporada. Não podemos dizer o mesmo de Aboubakar e, por isso, convém lembrar que o mercado está aberto e há bons pontas de lança disponíveis.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo. Bueno

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Muita parra, pouca uva

Contra o adversário mais complicado até agora, eis que surge a primeira derrota do FC Porto nesta pré-temporada. 3x0 frente ao PSV, um resultado demasiado pesado para o que aconteceu na partida. Erros de Felipe, falta de capacidade para criar oportunidades, mas processos interessantes para os dragões frente aio campeão holandês, que recentemente também venceu o Sporting por 5x0.
 
Novamente nesta partida, tal como na anterior, ficou visível que André Silva é boa solução para o ataque, mas falta alguém que dê mais peso e acutilância entre os centrais adversários. O mercado está aberto e o FC Porto tem de começar a olhar com mais urgência para a questão do ponta de lança.
 
Tal como se tinha visto frente ao Osnabrück, os dragões entraram bem na partida. Com Evandro a jogar como trinco e com Otávio na esquerda, o FC Porto tinha bola e sabia o que fazer com ela. Muitas vezes sob a batuta de João Carlos Teixeira a equipa apresentava boas movimentações mas, mais uma vez, pecava na criação de oportunidades. André Silva esforçava-se para dar linhas de passe, mas depois não dava solução entre os centrais. 
 
Com mais ritmo de jogo, foi normal ver o PSV a equilibrar as contas. Foi nessa altura que Felipe ia mostrando qualidade. Forte nas antecipações e implacável pelo ar o central ia rubricando uma boa exibição. Só que, essa boa partida, ficou manchada com dois erros que mostram que, apesar de estar com ritmo de jogo, o antigo jogador do Corinthians ainda está a adaptar-se ao clube e às exigências do futebol europeu. Primeiro ofereceu a bola ao ataque do PSV e não se posicionou bem no primeiro golo. Depois abordou mal um lance, obrigou Herrera a fazer falta e, na marcação desse livre, ainda foi fazer um auto-golo. É certo que os erros são para fazer na pré-temporada, mas Felipe sabe que tem a missão de ser o patrão da defesa portista.
 
Os golos afetaram a equipa e, mesmo com jogadores que sabem ter a bola, o PSV tomou conta do jogo. Ainda que sem permitir grandes oportunidades, ficou notório que o FC Porto ainda procura os melhores processos, especialmente no setor ofensivo.
 
A entrada para a segunda parte trouxe Rúben Neves no lugar de Evandro. Não que o brasileiro tenha estado mal, mas o jovem português deu à equipa mais certeza no passe. Com isso os portistas fizeram cerca de 20 minutos de muita qualidade. Com os extremos a serem apoiados de foram constante pelos laterais e com Herrera a ser uma épecie de plataforma giratória da equipa, faltou apenas a criação de oportunidades claras de golo. André Silva ainda tentou e voltou a mostrar alguns bons apontamentos, mas voltou a sentir-se a falta de um ponta de lança com mais peso entre os centrais.
 
As alterações de Nuno Espírito Santo, que apenas não trocou José Sá na baliza, pareciam que iriam dar mais acutilãncia ao FC Porto, mas numa rápida jogada de contra-ataque o PSV fez o terceiro golo, transformando resultado numa injustiça de valores.
 
Não está tudo mal neste FC Porto. Há bons processos e uma dinâmica que a equipa não tinha na temporada passada. Falta afinar a defesa e, talvez, dar músculo a este ataque.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Rúben Neves

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Há ainda muito por fazer

Não foi tudo bom, nem tudo mau, o 3º jogo do FC Porto nesta pré-temporada. Frente ao Osnabrück, da 3ª divisão alemã, o FC Porto venceu por 1x2, mas ainda mostrou problemas de intensidade e de falta de eficácia no ataque. Alguns bons sinais dos reforços, com destaque para João Carlos Teixeira, que pode ser o criativo que tem falta aos portistas nos últimos anos.
 
É certo que a temporada está no início e que o trabalho físico acaba por tirar esclarecimento aos jogadores, mas uma equipa como o FC Porto tinha de se apresentar melhor na primeira parte. O adversário era do 3º escalão e os azuis e brancos precisavam apenas de acelerar um pouco para criar desequilíbrios e para ter situações de perigo. Foi o que se viu nos primeiros minutos mas as oportunidades não foram aproveitadas nem por Josué, nem por Aboubakar. Sem mostrar argumentos, a equipa alemã até marcou e logo da forma a que o FC Porto habituou os adeptos na temporada passada. Uma má abordagem de Marcano e alguma passividade da defesa permitiram que se fizesse a surpresa. Ainda assim, o mesmo Marcano, já perto do intervalo, conseguiu empatar na sequência de um canto.
 
Claro que, neste tipo de jogos, o resultado é o menos importante mas ninguém gosta de perder. Com André Silva numa posição que misturava o extremo direito e o segundo avançado o FC Porto mostrou alguns bons sinais, no que diz respeito à circulação da bola. Talvez a grande preocupação de Nuno Espírito Santo se prenda com a questão do avançado.Aboubakar teve algumas oportunidades e até atirou ao poste mas, desde constantes foras de jogo a movimentos disparatados, perdeu 45 minutos na luta com André Silva. 
 
Para além de um ataque com pouco poder de fogo, um dos grandes problemas dos primeiros 45 minutos passaram pela falta de intensidade. Uma situação que é normal nesta fase, mas que foi algo anulada com a entrada de André André e, principalmente de João Carlos Teixeira. As oportunidades não abundaram, mas a capacidade de ter bola, e saber o que lhe fazer. Com a tal intensidade surgiram as recuperações e, numa delas, o golo de André Silva.
 
Pouco depois do golo entraram Otávio, Quintero e Hernâni e o FC Porto deixou de jogar com um avançado fixo. Juntando a qualidade técnica destes jogadores ao cansaço físico da equipa alemã, as oportunidades e o espaço apareceram. Com um pouco mais de tranquilidade e de acerto - Quintero até um penálti falhou - o resultado até podia ter ficado mais parecido com a qualidade que as duas equipas apresentam. 
 
Não foi um teste negativo dos portistas, mas esta exibição ainda vai deixar algo preocupado Nuno Espírito Santo. Aboubakar mostrou-se um espelho da segunda metade da última temporada. Brahimi volta a parecer que está contrariado no clube e Herrera corre muito, mas nem sempre da melhor forma. 
 
Do lado positivo, Felipe mostrou que, com menos agressividade, pode ser o patrão, Alex Telles deu garantias de qualidade e João Carlos Teixeira deixou água na boca. André Silva pode ser o avançado que a equipa precisa, mas, sem dúvida, que, para uma época tão exigente os portistas precisam de reforçar o ataque.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: André Silva 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Terminar em beleza

«Tudo o que eu te dou, tu me dás a mim». Esta é a parte do hino que Portugal leva para o Europeu 2016, cantado por Pedro Abrunhosa, que Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo mais levaram a peito no último teste da seleção lusa antes da partida para França, onde Portugal se vai estrear na próxima segunda-feira, frente à Islândia. Os adeptos do Estádio da Luz deram apoio e os dois avançados deram espetáculo. Golos bonitos, fintas desconcertantes e boas notas para Fernando Santos foram o mais importante da vitória. 
 
Portugal goleou tranquilamente por 7x0, mas calma!. Não vamos embandeirar, porque, se a qualidade está lá, ainda há muito trabalho. Ainda assim, se Portugal conseguir jogar regularmente como jogou nos 15 minutos finais da primeira parte, o país pode sonhar.
 
A Federação escolheu a Estónia para o último amigável, uma escolha compreensível. Fernando Santos sabe que, pelo menos na fase de grupos, Portugal vai jogar constantemente em ataque continuado e foi o que se viu na Luz. Apesar dos golos, uma coisa saltou à vista: o meio-campo ainda não está no ponto. O selecionador escolheu Danilo, André Gomes, João Mário, Moutinho e notou-se alguma falta de criatividade na primeira metade do jogo. Com o sistema que Fernando Santos quer utilizar, com dois avançados móveis, é essencial que quem jogue nesse setor tenha a capacidade de criar desiquilibrios.
 
Portugal demorou quase 30 minutos a criar oportunidades. Mas tudo se tornou mais fácil, quando Ronaldo e Quaresma abriram o livro. Primeiro CR7 ameaçou isolado. Depois Ricardo Quaresma voltou a mostrar que está num bom momento e, de trivela, ofereceu o primeiro a Ronaldo. Não satisfeito, Quaresma achou que devia levantar todo o estádio com um chapéu que se deve ver e rever...com calma. Ainda antes do intervalo Ronaldo, após uma boa combinação com João Mário, fez o 3x0.
 
Na segunda parte começaram as experiências na equação de Fernando Santos. Apesar disso, a constante Ricardo Quaresma manteve-se. Primeiro assistiu Danilo para o 4x0 e depois foi dele o cruzamento que terminou com o quinto golo. A cereja no topo do bolo, que foi a exibição do mustang, surgiu já perto dos últimos 10 minutos, quando Renato Sanches pegou na bola e ofereceu a Quaresma o sexto golo. Para finalizar, Éder voltou a mostrar que pode ser uma opção válida ao fazer o 7x0 
 
Os 52 mil espetadores que estiveram na Luz viram algumas dúvidas serem dissipadas. Primeiro Quaresma merece estar no 11. Segundo José Fonte e Danilo mostraram que podem ser titulares e terceiro, André Gomes, Moutinho e João Mário precisam de mais, muito mais.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo. Ricardo Quaresma

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Um treino de resistência

Este título é certamente conhecido, sobretudo dos adeptos cinematográficos, mas não nos referimos à película de Sergio Leone, de 1966. Falamos do particular em Wembley, 50 anos depois, que serviu de preparação para Inglaterra e Portugal, com vista ao Europeu de França.
 
Num jogo de preparação, a palavra «teste» ganha uma grande dimensão, bem maior do que o jogo em si. Há, por isso, muitas conclusões e ilações a tirar, sejam boas ou más. Sendo que, nesta partida, houve também uma espécie de vilão: Bruno Alves. Claro que a palavra é bastante forte e também não seja caso para tanto, quer porque se tratou de um amigável, quer porque não aleijou Kane na entrada perigosíssima que fez, quer também porque Portugal se comportou melhor depois desse vermelho, apesar de ter sofrido no fim.
 
Num esquema que se manteve no 4x1x3x2, Fernando Santos não mudou o desenho, mas apresentou outras dinâmicas, por força dos jogadores que utilizou. Adrien apareceu mais vezes na esquerda e o selecionador pareceu querer dizer que o camisola 23 é a alternativa a João Mário, para além de o ser a Moutinho. Inicialmente,não correu bem, o que é normal por ser uma realidade diferente para o médio do Sporting, que, tal como João Mário, não é de profundidade.
 
Com a Inglaterra a travar a construção lusa logo no início, Portugal não conseguiu soltar-se no terreno, com exceção para uma possibilidade de João Mário. Essa dificuldade de fazer jogo ficou vincada, tal como o pouco sucesso no jogo de transição rápida, onde Rafa e Nani não conseguiram potenciar as suas melhores qualidades.
 
A equipa portuguesa parecia descaracterizada e pouco definida, muito pela guerra do meio-campo, que a Inglaterra ia ganhando. O facto de apresentar dois pontas de lança mais Wayne Rooney começou por baralhar as marcações nacionais, que também continuam à espera do melhor Moutinho - ainda não é este.
 
Completando os pontos negativos que rodearam a exibição nacional, Bruno Alves, que teve a oportunidade de mostrar a Fernando Santos que pode ser titular, acabou por não o fazer. Pelo contrário, a forma como é expulso num lance completamente desnecessário pode tirar-lhe definitivamente essa esperança, bem como relegá-lo para quarta opção.
 
Não podemos dizer que a face negativa de Portugal terminou com a expulsão - até porque André Gomes não esteve propriamente bem e o golo de Smalling foi amargo - mas não deixa de ser factual que a exibição foi bem mais risonha.
 
Comecemos por Rui Patrício. Está em boa forma e é indiscutível, pela segurança e pela experiência. E passemos para oslaterais, que dão outra garantia defensiva e não menos qualidade ofensiva (melhor Eliseu que Vieirinha, apesar de tudo).
 
Porém, é nos centrais que se fixa o nosso maior elogio. José Fonte e Ricardo Carvalho estão numa enorme (e saudável) competição para acompanhar Pepe na escolha do selecionador e estiveram imperiais durante quase todo o desafio.
 
Além disso, continua a haver um Quaresma em excelente momento de forma. Brilhante o lance do camisola 20 logo depois de ter entrado. A jogar assim, Nani talvez tenha o lugar em risco.
 
Foi mesmo pena o golo sofrido no fim. Ainda que, a sofrer e a errar, que seja agora. Nota razoável ao jogo nacional, mas nota claramente positiva à postura de enfrentar as adversidades.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Ricardo Carvalho