domingo, 24 de abril de 2016

Pouco Dragão, demasiado disparate e alguma inspiração

A inspiração de Rúben Neves e a felicidade de Brahimi foram as bases para o triunfo do FC Porto em Coimbra, diante de uma Académica que se mantém abaixo da linha de água e que sente a pressão aumentar a cada jornada que passa.
 
A teoria não dava o favoritismo à Académica antes do encontro, mas isso não foi motivo de impedimento para a equipa orientada por Filipe Gouveia se adiantar no marcador. Um grande golo de Pedro Nuno (jogador com qualidade para outros patamares), através da conversão de um livre à entrada da área, adiantou os estudantes aos 25 minutos.
 
O FC Porto tinha sido dominador até então e tinha criado duas boas situações para marcar primeiro. Maxi Pereira viu Pedro Trigueira negar-lhe o golo e depois foi Silvestre Varela quem chegou atrasado a um cruzamento de Herrera. Apesar de jogar num ritmo baixo, pela superioridade que evidenciava na partida, a turma de José Peseiro não merecia estar em desvantagem.
 
No entanto, apesar do grande golo de Pedro Nuno, o jogo manteve a mesma toada – FC Porto com mais bola e mais dominador, perante uma Académica na expectativa e a tentar jogar no erro do adversário – e os azuis e brancos demoraram pouco tempo a chegar ao empate. Aos 38 minutos, na sequência de uma bola afastada da área pela defesa dos da casa, Rúben Neves rematou de primeira e surpreendeu Pedro Trigueira, guarda-redes que bem se esticou mas não conseguiu impedir o esférico de entrar na sua baliza.
 
A mudança no resultado em nada alterou a postura das duas equipas e na segunda parte os azuis e brancos confirmaram a reviravolta no marcador. Após uma jogada de perigo para cada uma das equipas na etapa complementar, o FC Porto foi bafejado pela sorte aos 66 minutos. Brahimi, que tinha entrado instantes antes, cruzou para a área e sem que a bola tocasse em alguém viu-a entrar dentro da baliza da Académica. A movimentação de André Silva atrapalhou Pedro Trigueira e os dragões conseguiram mesmo chegar à vantagem. Uma vantagem justa da equipa que mais tinha feito por isso até então. 
 
No entanto, a Académica, pressionada pela necessidade de conquistar pontos, não baixou os braços e procurou aproveitar os vários deslizes da defesa do FC Porto para manter o jogo vivo. A turma de Coimbra subiu mais no terreno, conseguiu rondar a baliza de Helton com relativo perigo, mas não alcançou mais do que isso, apesar da bola ainda ter batido na barra da baliza do FC Porto a um minuto dos 90. Teria sido um grande golo de Nii Plange, que viu a possibilidade de conquistar 1 ponto por centímetros.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: André Silva

3 comentários:

Anónimo disse...

Para mim o que tem faltado ao FCPORTO é uma dupla de centrais com Maicon e Diego Reyes (que é considerado um dos mais fiáveis centrais da Liga espanhola)
Infelizmente Danilo não consegue fazer o processo da "mitose" e como tal não pode estar ao mesmo tempo a central e a médio, resultado aparecem as avenidas para o contra-ataque adversário.
Finalmente como no ataque não temos um "matador" estilo Jonas, acabamos os jogos a tremer mais que a gelatina.

Luís (O do José Peseiro)

Francisco Paulos disse...

Maicon e Diego???? Com esses o pesadelo era bem maior. Que fiquem onde estão por bons e longos anos.

Francisco Paulos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.