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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Dois Circos ao Fundo

Lembrei-me que há muitos anos, jogava com os colegas a BATALHA NAVAL. Cada esquadra era composta por porta-aviões, torpedeiros e submarinos (ocupavam um quadradinho cada) os mais difíceis de apanhar. Se fosse hoje em vez de submarinos e torpedeiros seriam toupeiras e cartilheiros.

O senhor Vieira, conhecido como “ventoinha” foi ao escritório do senhor Vidrinhos fingir que dava uma entrevista a propósito das declarações de um pobre-diabo, Boaventura de sua graça, que lhe destapou a careca. Imaginem que o homem foi revelar uma conversa na qual o dono do galinheiro ensinava ao “empresário” a melhor maneira de caçar patos.
A conversa que se presumia secreta tratava de despachar o boneco sem lhe pagar um Euro como fez com Jorge Jesus. Um clube Inglês apercebendo-se do equilíbrio instável que por ali vai estaria interessado. Começaram as negociações e sendo o valor da cláusula 15 quilos o dono do circo, magnânimo como é, baixaria até aos 10.

“Mas isto não se pode saber” disse ao azeiteiro a meio da conversa. Aprende a negociar! Palavra puxa palavra o funcionário da TVI (conhecida como BTV2) tentou entrar por terrenos pantanosos e procurar saber o que se passava com os cartilheiros, quanto valeria o treinador, e no caso de uma saída quem era o substituto.
O dono do Circo abespinhou-se e trocou-lhe as voltas. Começou por debitar o discurso que lhe tinham preparado. E disparou: “cartilheiros não conheço”. “Vou concorrer nas próximas eleições e só saio quando formos campeões europeus”! E lançou para cima da mesa a bomba atómica “o próximo treinador pode ser Jorge Jesus. Sou amigo dele está tudo bem entre nós!
Quanto aos meus adversários estou bem defendido!”

Curiosamente passadas umas horas, no outro Circo da Segunda Circular, aconteceu uma coisa parecida. A madrugada ia alta quando o Dr. Varandas despediu José Peseiro. Como na Batalha Naval estava uma esquadra a afundar-se. Aquando das eleições recordo-me de ter escrito uma crónica onde dizia que o Dr. Varandas “não tinha arcaboiço para dirigir um clube da dimensão do Sporting. Nem do ponto-de-vista desportivo nem do financeiro.”
Com um empréstimo obrigacionista para liquidar este mês mais outro para equilibrar as Contas até ao fim da temporada eu era capaz de pedir ao Dr. Ricciardi uma mãozinha…

Até à próxima

Foto montagens de José Lima

terça-feira, 3 de julho de 2018

Retalhos da Vida de um Ascensorista

“Natural de Raposeira, concelho de Vila do Bispo, em criança costumava sair da escola para andar pelos campos a apanhar caracóis para vender. Numas férias da escola foi trabalhar para a Pousada Infante de Sagres onde teve ocasião de conhecer Bernardo Mendes de Almeida, mais conhecido como Conde de Caria. 
 
Graças à intervenção do conde conseguiu emprego como ascensorista no Hotel Tivoli Lisboa ao mesmo tempo que se dedicava à compra e venda de aguarelas na rua. Começou a ganhar dinheiro como intermediário na compra e venda de terrenos entre os pequenos proprietários da Costa Vicentina e grandes investidores.
 
Depois do 25 de abril de 1974, continuou a investir em terrenos, aproveitando a ida de proprietários para o Brasil que procuravam desfazer-se de tudo por qualquer preço. Cintra comprava para vender mais tarde. Conseguiu adquirir à família do Conde de Caria as águas Vidago, Melgaço & Pedras Salgadas, património que depois venderia por 12 milhões de contos, nos finais da década de 90, ao Jerónimo Martins.
Ao ser eleito presidente do Sporting Clube de Portugal, em 1989 Sousa Cintra tornou-se uma figura conhecida dos portugueses. Os seus mandatos vieram dar estabilidade ao clube depois de uma longa crise. Foi marcado por sucessos nas modalidades e investimentos sucessivos no plantel de futebol com a decisão polémica de despedir Bobby Robson. Em 1995 o clube conquistou a Taça de Portugal quando o presidente do clube era já Pedro Santana Lopes.
Depois de abandonar aquele cargo regressou aos negócios. Em 1998, no Brasil, fundou a Drink In, que se iniciou na produção de cerveja com uma fábrica em São Paulo, a que se seguiu outra, no Rio de Janeiro. Em dois anos tornou-se no quarto maior produtor de cerveja do Brasil, sucesso que o fez apostar no mercado português, com a marca Cintra. Investiu 75 milhões de euros na criação de uma fábrica em Santarém, em 2002, mas, sem alcançar vendas capazes de escoar a produção, acabaria por vender o negócio à Iberpartners, em 2006.
 
Em 2010 cria a Fundação Sousa Cintra uma «instituição de desenvolvimento e solidariedade social», tendo como áreas de atuação principal «a cinegética, as ciências e a economia do mar». À data da sua legalização, o património estava avaliado em cerca de 20 milhões de euros mas nesse mesmo ano os jornais dão conta da falência da empresa Águas do Alardo que passou pelas mãos do empresário.
Em 2015 regressa aos títulos dos jornais, após a sua empresa Portguel ter obtido licença do Estado Português para pesquisar petróleo no Algarve.” Fonte: WIKIPÉDIA
 
Finalmente na semana passada foi nomeado para a presidência da SAD do Sporting Clube de Portugal por uma qualquer “Comissão de Gestão Provisória.”
Refira-se que desde 1988 foram presidentes Jorge Gonçalves, Sousa Cintra, Santana Lopes, José Roquette, Dias da Cunha, Soares Franco, José Eduardo Bettencourt, Godinho Lopes e Bruno de Carvalho qual deles o melhor.
 
Continuam a perfilar-se “candidatos a candidatos” para presidentes do Clube. A última anedota é que um fóssil que anda por tudo quanto é Conselho de Desporto também se vai candidatar. Sousa Cintra para já “é só” presidente da SAD e a primeira medida que tomou foi despedir o treinador e contratar José Peseiro! 
Como naquele clube “o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira” quem sabe se qualquer dia Sousa Cintra não voltará a ser ascensorista?
 
Até à próxima

domingo, 13 de maio de 2018

Acabar em beleza

imagem retirada de zerozero
Jogo típico do nosso futebol este Vitória SC 0 x FC Porto 1. O Guimarães, como equipa claramente inferior que foi nesta partida, tinha como estratégia principal remeter-se à defesa na esperança de que um lance de sorte (ou de arte) dos seus avançados fizesse com que a bola entrasse na baliza portista. Tal até que podia ter acontecido na primeira parte desta partida muito por culpa de um Futebol Clube do Porto que parecia “meio adormecido” do que por culpa de um muito mediano Vitória Sport Clube. E pouco mais há a dizer de uma primeira parte de um jogo em que o actual campeão nacional foi, acima de tudo, arrogante e altamente preguiçoso.

A segunda parte foi diferente. E foi muito por culpa de Sérgio Conceição que percebeu que a sua equipa não tinha mostrado tudo o que deveria ter mostrado na primeira parte. Os Dragões entraram muito mais decididos e empenhados. Até Oliver Torres parecia mais disposto a mostrar a sua real valia depois de uma primeira parte em que praticamente se “arrastou em campo”. A primeira grande consequência disto mesmo foi um maior recuo da equipa da casa. O Vitória de Guimarães, praticamente, deixou de criar lances de perigo na área portista. Estava jogado o primeiro trunfo de Conceição. O segundo viria com a entrada de Soares para o lugar de Paciência. Esta alteração sentenciou um jogo que exigia uma maior velocidade de execução por parte dos azuis e brancos diante de um cada vez mais apático Vitória SC.

O grande golo de Marcano acabaria, portanto, por ser uma consequência normal face ao que se ia vendo em campo. E, justiça lhe seja feita, Sérgio Conceição acertou em cheio na substituição de Paciência até porque Tiquinho trouxe há ferente de ataque portista a velocidade que lhe faltava. Não estou com isto a desvalorizar o trabalho de Gonçalo Paciência que deu tudo o que tinha em campo, mas hoje a velocidade do Tiquinho era muito mais importante do que o físico do Gonçalo.

E pouco mais há a dizer dado que o resto do jogo serviu para que Sérgio Conceição desse tempo de jogo a quem o terá feito por merecer nos treinos (pelo menos foi esta a mensagem que Conceição passou).

Na próxima semana irei fazer um balanço da época até porque nem tudo é assim tão maravilhoso como muitos querem fazer crer. Na próxima época há muito para melhorar e há que aproveitar da melhor forma aquilo que hoje se começou a construir.

MVP (Most Valuable Player): Tiquinho Soares. Não jogou de início, é um facto, mas a velocidade do avançado brasileiro foi a autora da “brecha” que permitiu que Marcano pudesse determinar a “conquista” definitiva do castelo de Guimarães e do recorde de pontos da Liga portuguesa.

Chave do Jogo: O início da segunda parte acabou por ditar quem iria vencer esta partida. A forma autoritária como o Futebol Clube do Porto reentrou foi a chave que fez com que os portistas vencessem um jogo que até esta altura estava equilibrado.

Arbitragem: Arbitragem com algumas incoerências técnicas, com algumas faltas com pouca lógica, mas sem grandes problemas. O lance mais duvidoso, em que Marcano toca com o braço na bola, parece ter sido bem decidido, embora se aceitem as dúvidas.

Positivo: Sérgio Conceição. O treinador portista esteve muito bem na exigência de mudança de postura da sua equipa para a segunda parte. Isto para além de ter estado bem na troca de Gonçalo paciência por Tiquinho Soares.

Negativo: O jogo era quase quem em exclusivo para se cumpri calendário, mas diante de tão fraco Vitória exigia-se uma primeira parte muito melhor da parte do FC Porto. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (12/05/2018)

sábado, 12 de maio de 2018

Castelo com vista para os Aliados

A fechar uma campanha vitoriosa, o já campeão nacional vai ao Castelo. O clima de festa permanece na equipa comandada por Sérgio Conceição, mas antes de nova comunhão com os adeptos, agora nos Aliados, há uma partida para jogar. Uma partida sem grandes objetivos no que toca à classificação... mas com um recorde a atingir pelos portistas e a ambição de um desfecho positivo para os vitorianos.
 
Do lado vimaranense, a intenção passa por terminar a temporada com distinção, de modo a oferecer à incansável massa adepta uma vitória no D. Afonso Henriques no fim de uma temporada que ficou aquém das expectativas. A Liga Europa tornou-se numa autêntica miragem para os pupilos de José Peseiro graças ao empate do Rio Ave na deslocação a Paços de Ferreira (e sem esquecer um jogo na Feira que resultou na ira de José Peseiro), mas um triunfo contra o recém-coroado campeão trará um travo doce depois da longa amargura.

Relativamente aos azuis e brancos, a história é bem diferente. Sérgio Conceição escreveu o seu nome no livro de conquistas do reino do Dragão enquanto treinador, depois de ter alcançado 37 vitórias numa única temporada. Um número assinalável e que é apenas superado por André Villas-Boas na fantástica temporada de 2010/11. Mas ainda há margem para um pequeno extra no cair do pano: os 88 pontos no campeonato, que simbolizariam um recorde da equipa no campeonato português.
 
Dúvidas para dissipar no Castelo

Não haverá grandes razões para descanso do lado do Vitória SC, que encerra aqui a temporada, mas há certezas entre os indisponíveis e dúvidas que vão perdurar até perto do arranque. Se os lesionados Welthon, Celis e Vigário sabem já que não estarão em campo, tal como o castigado Pedro Henrique, há dois virtuosos do ataque que ainda ambicionam fazê-lo: Hurtado e Raphinha.
 
Raphinha tem em vista a mudança para Alvalade e o Vitória SC prepara a sucessão, e este jogo poderá já demonstrar uma ou outra solução interna, mesmo tendo em conta o provável ataque ao mercado. Se o brasileiro falhar o jogo, poderá bem ser Sturgeon a demonstrar o que tem a dar na equipa inicial.

Depois de todo o drama que foi uma temporada com mudanças no comando técnico e sem o atingir dos objetivos a que a equipa se propunha, até se pode dizer que o Vitória atravessa um momento positivo, com os triunfos consecutivos diante de Moreirense e Tondela. Na era Peseiro foram já 14 pontos conquistados em 27 possíveis, um registo que sem ser extraordinário é digno face ao passado recente.
 
Ainda há um campeão para fazer

Em mais de uma ocasião Sérgio Conceição foi alvo da mesma questão: com o campeonato já assegurado, e tendo em conta que há um jogador do plantel que ainda não entrou em campo - o guarda-redes Vaná - e vários jogadores com poucos minutos somados, podemos esperar uma revolução na equipa?
 
O treinador portista não parece estar inclinado a fazer favores especiais ou a fazer mudanças de maior, mas parece certo que podemos esperar uma ou outra surpresa na equipa inicial e o desenrrolar do jogo poderá bem permitir sair da rotina habitual de substituições e trazer algumas caras menos frequentes ao relvado.

Com cabelo pintado ou não, com mais ou menos sorrisos esboçados no relvado, o Dragão tem este último objetivo para atingir e o foco está no tal número 88. Depois, sim, será tempo de festa rija e da primeira receção nos Paços do Concelho em 19 anos.
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Artigo publicado no site zerozero

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Pensamento da Semana: O Homem certo no lugar certo

"Mas o estado de graça é tanto, que quando tem percalços, não falta quem tente justificar com o plantel curto (ver jogo contra Besiktas), como se ele não tivesse responsabilidade nisso e se fizesse algum sentido e nos sucessos amplifica-se todos os aspectos positivos como se ele estivesse a fazer omeletes sem ovos, e que o antecessor era um privilegiado. É tudo falso e mentira.

A única coisa que não é mentira é que o FC Porto tem somente 3 pontos a mais que a época passada e mais um golo marcado e sofrido. Nas provas europeias equivalem-se à época passada, pese eu achar que a vitória no Mónaco não tem o significado de derrotar uma Roma a duas mãos e a importância para o clube o acesso à fase de grupos.

O ano passado por esta altura no resumo da época, tínhamos um goal-average de 23-7. Este ano temos 23-6.

O que não é mentira e justifica muito do optimismo é que o Benfica perdeu 5 pontos depois de despachar pelo menos 4 titulares, ainda que disfarçando numa primeira fase esse facto. Sem isso, estaria tudo igual.

Mas a campanha do estado de graça é grande: branqueia-se todos os aspectos negativos( Chaves, Besiktas, fragilidade defensiva contra Portimonense e não só, a humilhação da primeira parte contra o Rio Ave, o colapso físico e técnico/táctico na 2ª parte em Alvalade, sendo dominados quando o adversário é que deveria estar de rastos, e a reacção tardia no banco para mudar o estado de coisas, mas não, faz-se sempre um esforço para extrair só os aspectos que agradaram) e amplifica-se até ao enjoo os positivos.

Gosto pouco de bajulações. O ano passado, estava a gostar tanto que quase deixei de prestar atenção a partir de Outubro, apesar de me terem surpreendido pelo que fizeram na época, mas este ano a bajulação a tudo o que o Sérgio diz ou faz é qualquer coisa doentia, quando está alicerçada de uma falta de memória incrível, e maior parte de uma desonestidade intelectual de muita gente se compararmos com o que diziam o ano passado, perante condições mais difíceis, mas só interpreto isso como o desespero do portismo tem em chegar novamente às vitórias, e que o estilo "raçudo" do Sérgio os faça ficar cegos dos defeitos.
"

Excerto de um artigo que foi publicado aqui e cuja leitura na íntegra é obrigatória. Especialmente por quem anda a fazer do Sério Conceição “o Homem certo no lugar certo”. Estes serão os primeiros a exigir a retirada do “Homem certo” do “lugar certo” quando as coisas não correrem como o desejado.

E não, tal não tem nada a ver com o gostar mais ou menos de Sérgio Conceição. Há que dar tempo ao tempo e não adquirir posturas que mais tarde poderão deitar por terra todo o trabalho que Sérgio Conceição está a levar a cabo. Já me chegaram os fracassos de Paulo Fonseca, Julen Lopetegui, José Peseiro e Nuno Espírito Santo. Todos eles “O Homem certo no lugar certo” enquanto treinadores do Futebol Clube do Porto até as coisas terem começado a correr mal.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Pensamento da Semana: Para o portista medíocre ler e reler


imagem retirada de SOU PORTISTA COM MUITO ORGULHO


Dedico esta frase de André Silva aos portistas que daqui a uns meses vão estar a fazer a Sérgio Conceição o mesmo que fizeram a Paulo Fonseca, Luís Castro, Julen Lopetegui, José Peseiro e Nuno Espírito Santo.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Desenhos iguais, resultados diferentes

O FC Porto recebe o Braga este sábado e não há margem para outra coisa que não uma vitória para a equipa de Nuno Espírito Santo. São cinco empates, quatro deles sem golos, e a paciência dos adeptos a esgotar-se. Nos últimos dois jogos já se viram lenços brancos e os dragões até estão atrás do Braga na Liga NOS. O técnico portista voltou a recorrer aos desenhos e ao quadro para passar uma mensagem aos adeptos, mas o que estes querem mesmo é o regresso aos triunfos.

Os portistas entram na partida a 10 pontos da liderança do campeonato e, quando se aproxima um Benfica x Sporting, não há mais espaço para empates ou derrotas. Importante também lembrar que os dragões vão ter um jogo com o Leicester, poucos dias depois de enfrentarem o Braga. Uma partida determinante para o futuro da equipa azul-e-branca.
 
Jogo entre duas equipas ofensivas
 
O treinador portista já revelou que a equipa que vai utilizar será muito parecida com aquela que normalmente usa. Por isso, podemos esperar um jogo semelhante aos últimos, ainda que o adversário não o seja. São duas equipas que gostam de ter bola e que previlegiam o ataque. Podemos esperar um jogo aberto e, ainda que seja previsível que José Peseiro não jogue da forma normal, não se espera uma equipa totalmente atrás da linha da bola.
 
Nuno Espírito Santo revelou que umas das grandes dificuldades dos azuis e brancos é enfrentar equipas que apenas defendem. Por isso e até porque o FC Porto tem jogado melhor nos jogos teoricamente mais complicados, não se espera um jogo sem golos e só com uma equipa atacar.
 
Do lado do Braga não há Mauro, não há Pedro Santos ou até Ricardo Ferreira. São jogadores importantes que José Peseiro não terá neste seu regresso ao estádio do Dragão, casa que foi «sua» na segunda metade da temporada passada.
 
Para terminar lembrar que estas duas equipas jogaram a última final da Taça de Portugal, com vitória para os minhotos. Até por isso, o jogo terá uma carga interessante e, apesar de ser excessivo para em vingança, haverá sempre um ajuste de contas entre portistas e bracarenses. 
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sábado, 28 de maio de 2016

Factos são factos

Quando José Peseiro assinou pelo Futebol Clube do Porto em Janeiro do corrente ano cível eu disse - em vários locais de opinião - que não exigia nada mais ao Técnico senão o salvar da honra Azul e Branca. Dito de outra forma; não exigi em momento algum Títulos a Peseiro. Apenas lhe exigi o ter capacidade de reconstruir uma equipa aproveitando o sistema do Treinador anterior que era bem pensado mas muito mal executado (o tiki taka de Lopetegui era lento, previsível e demasiado rígido). E tinha tal opinião na altura porque já ando nisto do futebol há uns bons anos e sei que ninguém faz milagres a meio da temporada com um plantel que não é seu.

Zidane é, e será até mais ver, a execpção à regra dado que o Real Madrid CF conta hoje no seu plantel com (quase) o mesmo lote de Atletas de que dispunha quando o Francês era Adjunto de Carlo Ancelotti. 

Factos são factos. Por norma Treinador que chega a meio da temporada, por muitas competições que possa ainda vencer, o mais natural é que não vença absolutamente nada! 

Contudo a chegada de um novo Técnico pode – e deve - trazer consigo algumas “exigências”. Ou seja, é perfeitamente natural que se possa “exigir” ao novo Mister capacidade para dar a volta a uma má fase da equipa que agora treina. Assim como é perfeitamente natural que se exija ao novo Treinador a cabal demonstração de que traz novas ideias para a sua nova equipa. E é aqui que encontramos mais um outro facto. José Peseiro, não obstante o seu esforço, não conseguiu demonstrar em momento algum ter capacidade para dar a volta a um rumo desastroso que se iniciou após a renovação de confiança de Julen Lopetegui. 

E se Peseiro não mostrou tais capacidades é perfeitamente natural que o Universo Portista exija a procura de um substituto. Alguém mais capaz de lidar com o complicadíssimo e volátil estado de coisas. 

Mais uma vez, factos são factos pelo que é natural que haja quem recorra ao insulto para justificar a manutenção de Peseiro no Dragão. Como se tal fosse ainda manifestamente possível após a forma desonrosa, atabalhoada e vergonhosa como o Futebol Clube do Porto foi derrotado em todas as frentes em que estava envolvido na época que acabou de terminar…

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Triste sina a deste Dragão

Um Porto de equívocos. A época azul e branca teve o seu epílogo este domingo em plano Jamor. Do sonho de um recomeço nasceu o pesadelo final. Sem títulos; assim termina mais uma temporada no Dragão. E o Braga? Reconciliou-se com o Jamor um ano depois, apesar de ter voltado a permitir uma recuperação de dois golos. A felicidade chegou nos penáltis, onde Marafona travou o sonho portista e segurou o do Braga.

A verdade é que o minuto 12 foi o primeiro de dois momentos de auto sabotagem. Depois de uma entrada interessante, com atitude dominadora, o Porto meteu-se em sarilhos por culpa própria. Aquela falha – grave – de comunicação entre Helton e Chidozie foi o rastilho para o caos que a equipa não precisava. O que estava estável passou a tremer que nem varas verdes; uma ventania que abanava toda a estrutura defensiva.

Do outro lado, o golo de Rui Fonte – mérito para a crença e o faro de ponta de lança – tranquilizou um Braga assente num duplo pivot fortíssimo constituído por Mauro e Luiz Carlos e com a criatividade entregue a Josué e Rafa.

É verdade que os minhotos raramente conseguiram ser ameaças reais para Helton, mas depois do 1x0 uma simples arrancada – e Rafa fez algumas – era suficiente para deixar a defesa portista em estado de sítio. Como ao minuto 20, quando Marcano abordou a bola de forma deficiente e permitiu que Hassan ensaiasse o remate. O Porto a rodava muita bola, mas sem ideias e de forma previsível; o Braga preocupou-se, antes de mais, em resguardar Marafona.

Chidozie pagou a fatura pelo mea culpa no golo bracarense e pela tremedeira defensiva. Ficou no balneário ao intervalo para dar lugar a Rúben Neves e Danilo recuou para o eixo da defesa. Mas José Peseiro esqueceu-se que havia um segundo sabotador: Marcano. A segunda parte tinha começado como a primeira, com o Porto a carregar (Herrera ficou a centímetros do golo), até que novo erro colossal entregou o segundo aos minhotos.

Minuto 58. O defesa espanhol perde a bola para Josué à entrada da área e o futuro jogador do Porto não tremeu. Vantagem duplicada à custa dos erros portistas.

Só que quando a promessa era de uma quebra total do Porto, a equipa reagiu, também porque Rúben Neves e André André (entrou aos 74') deram alma extra ao dragão. Três minutos depois do 2x0, André Silva apareceu no sítio certo para aproveitar uma defesa incompleta de Marafona após remate de Brahimi. Não houve tempo para carpir as mágoas do segundo golpe, enquanto no Braga se temia o remake do filme do ano passado.

E eis que ao minuto 91, o remake aconteceu. André Silva, de bicicleta, no meio do desespero portista, virou a história de todo um jogo de pantanas. O menino - cada vez mais um caso sério - «limpou» as asneiras dos colegas e deu uma segunda vida ao Porto. Naquele minuto 91, tudo começava do zero; ou quase.

Sem surpresa, o reviver do pesadelo do ano passado pesou na equipa do Braga. O prolongamento foi um suplício físico e mental para os homens de Paulo Fonseca. O Porto dominou a meia hora extra e podia ter evitado o nervosismo das grandes penalidades. André Silva, sempre ele, teve duas excelentes bolas de golo nos pés, mas o hattrick não estava nas estrelas. E depois vieram os penáltis.

E aí, Marafona foi herói. O guarda-redes do Braga teve nervos de aço e defendeu os penáltis de Herrera e Maxi Pereira. E enquanto os portistas iam falhando, do lado bracarense nem um. Pedro Santos, Stoijlikovic, Hassan e Goiano, este com o remate decisivo para o 4x2, selaram a conquista da Taça de Portugal para o Braga de Paulo Fonseca.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: André Silva

domingo, 22 de maio de 2016

Tudo ou nada

«Sonho» foi a palavra mais escutada nas conferências de antevisão à final da Taça de Portugal. FC Porto e SC Braga procuram fechar a época com a conquista da prova rainha do futebol português, embora o triunfo tenha um peso diferente consoante o vencedor. 
 
José Peseiro, técnico do FC Porto, assegurou que não vai «em cantigas de embalar». Um eventual sucesso no Jamor não é encarado pelo treinador dos dragões como um «salvar de época», afirmando mesmo que se a taça rumar ao Dragão «ninguém poderá falar numa época negativa.» 
 
As coisas, porém, não são bem assim. A temporada azul e branca foi um desastre e erguer o troféu no céu de Lisboa seria uma atenuante importante; para ele enquanto treinador e para o clube enquanto emblema habituado a títulos (o último já tem quase três anos...). 
 
Bem diferente é a perspetiva minhota. Com os objetivos cumpridos na íntegra (4º lugar na Liga e «quartos» da Liga Europa), a final da Taça de Portugal – também ela um objetivo traçado – pode coroar (mais) uma época de afirmação do clube minhoto. 
 
De lado a lado, o Jamor pode ser o derradeiro palco para alguns jogadores e treinadores ao serviço dos atuais clubes. Yacine Brahimi e José Peseiro são, do lado portista, aqueles cujo adeus parece mais definido nesta altura, enquanto Paulo Fonseca, Rafa Silva e Nikola Vukcevic também devem cumprir a última aparição enquanto bracarenses. 
 
Retirado de zerozero 
 
São 22 os jogadores chamados por José Peseiro para a final da Taça de Portugal, frente ao Sporting de Braga. Sendo Alberto Bueno o único indisponível, o treinador portista convocou assim todos os atletas disponíveis do plantel principal.

Lista de 22 convocados: Casillas, Helton e José Sá (guarda-redes); Maxi, Martins Indi, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Evandro, Herrera, Corona, André Silva, André André, Layún, Danilo Pereira, Suk e Chidozie. 
 
Onze provável (4x3x3): Helton, Maxi, Marcano, Chidozie, Layún, Danilo Pereira, Rúben Neves, Sérgio Oliveira, Varela, Corona e André Silva

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Pensamento da Semana: José Peseiro

E preocupa-me a forma como este Futebol Clube do Porto joga. Confesso que não era um grande simpatizante de Julen Lopetegui mas com este a equipa Azul e Branca tinha uma linha de jogo (pecava por ser sempre a mesma fosse qual fosse o resultado) mas com José Peseiro não existe linha alguma. Não existe absolutamente nada. Os sectores não se coordenam entre si e o jogo actual dos Dragões é basicamente “cada um por si” e alguém que resolva. Apenas Sérgio Oliveira, Herrera (quando não é pressionado pelo adversário) e Rúben Neves é que ainda tentam fazer uma espécie de “colagem” entre os vários sectores da equipa. E nem sempre são bem-sucedidos nesta “missão impossível”.
 
Em suma; o Futebol Clube do Porto não está bem e chega muito mal à Final do Jamor. Se a forma como está a jogar vai ser suficiente para derrotar o SC Braga de Paulo Fonseca? Não creio que o seja, mas a verdade é que o Braga está neste momento num profundo decréscimo de forma. Vamos a ver… O que eu espero não ver na próxima época é José Peseiro sentado no banco do FC Porto pois quem em quase 6 meses de trabalho não consegue apresentar uma filosofia de jogo não serve, obviamente, para comandar o Futebol Clube do Porto. 
 
Excerto retirado daqui 
 
Se há certeza que o tempo nos mostrou é a de que José Peseiro não tem “estofo” para treinar o Futebol Clube do Porto. A razão pela qual retiro tal conclusão está bem patente no excerto que aqui coloquei.
 
Contudo o fim da linha pode ter surgido a José Peseiro, mas o fim da linha dos problemas do FC Porto não dado que venha quem vier terá o dobro do trabalho que teria se tivesse sucedido a Julen Lopetegui no comando técnico da equipa Portista...

domingo, 15 de maio de 2016

Fazendo uma espécie de frete

O FC Porto fechou o campeonato com uma vitória sobre o Boavista, por 4x0, este sábado. Danilo, Layún, Brahimi e André Silva marcaram os golos dos azuis e brancos, naquele que foi o ensaio geral antes da final da Taça de Portugal. Está aberto o apetite.
 
Competente e dinâmico, o FC Porto teve posse, originou ocasiões para golo (falhou algumas) mas buscou, sobretudo, rondar constantemente as redes boavisteiras. Forte na reação à perda e com um André Silva muito combativo na frente, cedo a turma de José Peseiro se adiantou no marcador. Aos 11 minutos, a defesa axadrezada tentou aliviar um cruzamento para a área, a bola tocou em Marcano e sobrou para Danilo disparar para o fundo das redes.
 
Em vantagem, a missão portista passava por ter o adversário controlado, coisa que nem sempre foi fácil para os rapazes de José Peseiro. O avançar dos minutos mostrou um FC Porto a deixar o Boavista ter mais tempo a bola e a tentar a sorte com alguns remates às redes de Iker Casillas.
 
Num jogo realizado num horário pouco habitual (mas que será comum na próxima época), como que a abrir o paladar para o almoço, ao intervalo os dragões venciam por 1x0. 
 
Se inicialmente os adeptos portistas viram a sua equipa com dinâmica, toques curtos e constantes movimentações, os boavisteiros foram percebendo a estratégia dos dragões e passaram a gerir melhor as investidas azuis e brancas. Porém, era o FC Porto que tinha mais bola e que passava mais tempo instalado no meio-campo defensivo dos axadrezados. Não admira, por isso, que o segundo golo tivesse chegado. Aos 56', André Silva trabalhou bem e serviu Layún que rematou colocadíssimo ao ângulo.
 
O Boavista não mais conseguiu criar perigo e o FC Porto geriu à sua maneira uma partida, que ainda teria mais dois golos. Aos 85', Brahimi bateu Mika de penálti após falta sofrida por Maxi na área boavisteira. Os adeptos queriam que fosse André Silva mas foi o argelino.
 
Mesmo assim, os portistas apenas tiveram de esperar dois minutos para ver o seumenino marcar. Aos 88', numa jogada rápida, André Silva foi lançado em profundidade, ultrapassou Mika e fez o quarto. Explosão de alegria nas bancadas e pouco depois o apito final.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: André Silva

domingo, 8 de maio de 2016

Mais um treino que (por acaso) correu bem

Sérgio Oliveira está a criar uma nova lei no FC Porto. É ele o redator desta equipa, é ele o comandante e é ele que dita os ritmos. Além disso, é também ele que decide. Em Vila do Conde, foi um golaço do camisola 13 que desequilibrou uma partida que tinha aberto com outro golo não menos fantástico de Postiga. O Rio Ave atrasou-se na luta pela Europa, os dragões voltaram a ganhar, depois do clássico.
 
Num cenário invernal, o Rio Ave entrou em campo a olhar para a Liga Europa e a ganhar duplamente: já tinha ganho no dia anterior, com a derrota do Paços de Ferreira contra o Tondela, passando novamente a depender apenas de si para chegar às vagas em causa; começou a ganhar também pelo enorme momento de Hélder Postiga.
 
O avançado,que tinha marcado em Tondela, ganhou a titularidade a Guedes e não fez por menos: com cinco minutos de jogo, aproveitou a passividade de uma dupla portista que não tem jogado junta (Marcano voltou dois meses depois) e atirou para o fundo da rede.
 
Apanhado a perder, nem por isso o conjunto de José Peseiro se desmobilizou. Acertou, aos poucos, o que estava a falhar atrás (só se viu mais uma investida vilacondense na primeira parte, com exceção para as bolas paradas) e lançou-se no domínio da partida.
 
Com Rúben Neves mais simples na primeira fase de construção e com Sérgio Oliveira mais complexo no transporte para o passo seguinte, os azuis e brancos apareciam com uma boa densidade de homens junto à área do Rio Ave, que foi sempre muito certeiro na forma como anulou as entradas na área de André André, mas que cometeu um pecado capital.
 
Edimar optou pela falta a André Silva, que corresponde bem a um cruzamento de Brahimi. Aliás, se os dragões atacavam mais vezes pela direita, nem por isso quantidade quis dizer qualidade, já que da esquerda apareceram os melhores momentos - não foram muitos, diga-se.
 
Layún, outro dos regressados, fez o golo da igualdade, que se justificava na ida para os balneários: os dragões tinham mais bola, mas isso não se refletiu em maior qualidade.
 
O Rio Ave até pareceu mais disposto, no segundo tempo, a ter bola durante mais tempo, só que tal demorou bastante, por dois motivos: porque o vento estava contra e soprava com mais força e porque os dragões se mostraram mais audazes.
 
André Silva, incansável, mereceu crédito por ter sido persistente na batalha que travou com os adversários; Sérgio Oliveira foi o mais objetivo no alvo e disparou duas vezes, uma para grande defesa de Cássio, outra para o golo que já se ia adivinhando.
 
Depois sim, foi necessário um Rio Ave mais afoito. Conseguiu-o, na fase inicial, mas foi sol de pouca dura. As substituições ajudaram a equipa azul e branca a estancar as intenções de José Peseiro e os dragões foram ficando mais confortáveis com o andamento do relógio.
 
Ukra ainda deu alguma vivacidade ao ataque caseiro, só que o golo de Valera desfez as dúvidas.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Sérgio Oliveira

sábado, 7 de maio de 2016

Mais um treino

É só para cima, ou para a frente, que Rio Ave e FC Porto podem olhar. As prestações de ambos estão distantes dos objetivos (mais no caso dos dragões), mas ainda há muito a lucrar. Por Vila do Conde passam vários condimentos interessantes.

Desde logo, o primeiro e mais interessante passa pela equipa da casa. Numa frenética luta pelas vagas europeias, os vilacondenses precisam dos pontos com urgência e vitalidade. O objetivo de retomar a história na Europa foi assumido desde o início e o trilho está bem desenhado, faltando, ainda assim, o derradeiro passo.

Pedro Martins não poderá contar com Tarantini, que é a maior ausência, mas não deverá mudar o desenho da equipa, que voltará a ter um ataque bastante móvel - apesar do golo em Tondela, Hélder Postiga deve manter-se como alternativa a Guedes.

Melhores notícias tem José Peseiro, com o plantel praticamente em pleno (exceto Alberto Bueno) e com a possibilidade de fazer o desenho para a final da Taça de Portugal, num verdadeiro penúltimo teste.

Curiosidade para perceber vários pontos: se Danilo volta ao centro da defesa ou se Marcano se junta a Martins Indi, se Miguel Layún torna ao lado esquerdo, se Rúben Neves figura no meio-campo e se será Aboubakar ou André Silva o homem da frente. 

Retirado de zerozero

Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Sérgio Oliveira, Evandro, Herrera, Corona, André Silva, André André, Layún, Danilo e Chidozie.

Onze provável (4x3x3): Helton, Maxi Pereira, Chidozie, Martins Indi, Layún, Danilo, Rúben Neves, André André, Brahimi, Coroma e André Silva

domingo, 1 de maio de 2016

Piada de mau gosto

De alma e coração. É assim que o Sporting se agarra ao sonho de um título que continua tão vivo. Este sábado, nova demonstração de crença em pleno Estádio do Dragão. O leão bateu o FC Porto por 3x1 e enviou um recado bem claro ao rival da Luz. Este título ainda não tem dono; e vai ser até à última gota de suor.
Jorge Jesus não mudou nada. Sem duplo interesse no resultado, o Sporting jogou no Dragão com os três pontos na mira. O esquema habitual, os intervenientes do costume. Mas o técnico leonino não gostou do que viu nos primeiros passos do leão. Rúben Semedo levou um puxão de orelhas ainda dentro do primeiro quarto de hora; William ouviu-o logo a seguir.
O FC Porto começou sólido, sobretudo porque Danilo estancava qualquer sinal de possível hemorragia, e aos sete minutos só se pode queixar da sorte, ou falta dela, porque o remate de Herrera esbarrou no poste. Quando aos 18 minutos Aboubakar voltou a ameaçar, o Dragão respirava de confiança, até que voltaram os fantasmas; os erros que custaram uma época.
José Ángel – que até nem começou mal – deu o mote ao ser «comido» por João Mário que depois serviu Slimani na pequena área. O argelino, implacável, desviou para o primeiro golo do encontro, aos 23 minutos. Começava o tremor defensivo, que só não foi novamente castigado aos 32' porque Casillas, desta vez, travou Slimani. O lance foi tirado a papel químico do golo; logo, Ángel voltou a comprometer.
Mas o espanhol não pode ser o bode expiatório de uma defesa que nunca foi segura. Chidozie esteve longe de convencer e Martins Indi calculou tudo mal aos 44 minutos, deixando Slimani em posição perfeita para o segundo golo dos leões, num belíssimo golpe de cabeça. Era, por esta altura, o 1x2, porque entretanto o FC Porto tinha conseguido chegar ao empate. Coates derrubou Brahimi (33') e Herrera não falhou da marca dos 11 metros.
Foi o melhor período do FC Porto em todo o jogo, que não deu reviravolta porque Herrera atirou ao lado aos 37 minutos depois de um passe em profundidade de Brahimi. Foi, também, o período em que o leão mais tremeu, a par dos primeiros minutos do segundo tempo, quando entre duas boas ocasiões Sérgio Oliveira ainda acertou na trave. Mas este FC Porto é de uma instabilidade assustadora e o Sporting, adulto, voltou rapidamente ao jogo.
Aproveitando as fragilidades no processo defensivo dos dragões, o leão atacou com tudo, mas não matou. João Mário, por exemplo, deu tempo ao tempo quando se pedia uma decisão rápido e clínica. Slimani, aos 69', já fez tudo bem, mas Casillas com um voo soberbo travou o hattrick do argelino. E foi neste momento que renasceu o FC Porto, ainda que longe do futebol espantoso. Varela agitou, André André trouxe alma que entre os erros e a insegurança foram mantendo o dragão ligado ao resultado.
Mas o destino desta história estava na felicidade verde e branca. Num golpe de contra-ataque, ao minuto 85, o Sporting confirmou o que pairava sobre o Dragão. A vitória e a garantia de uma luta pelo título até à última. Bruno César cavalgou, rematou à figura mas Casillas - à semelhança de tanto Porto errático - acabou por ver a bola escapar-lhe por debaixo do corpo. 1x3, ponto final. Há leão! 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo. Sérgio Oliveira