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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Festa incompleta, mas... invictos!

Era uma noite de festa, sem pressão por aí além, e Portugal fez o mínimo para assegurar o estatuto de única equipa invicta no primeiro escalão da Liga das Nações. As muitas mudanças no onze não impediram um arranque de jogo com vários pontos positivos e com um golo justificado, mas a Polónia cresceu e salvou o empate de penálti, ameaçando ainda a vitória com Portugal reduzido a dez jogadores. Não foi com exatidão a festa que se queria, mas haverá nova oportunidade daqui a pouco mais de meio ano. Até já, Guimarães, estes rapazes voltam em breve para lutar pelo troféu.

Sistema igual, caras diferentes

Algumas das mudanças foram forçadas - Mário Rui, Rúben Neves e Bernardo Silva estavam fora das contas -, outras deveram-se ao contexto do jogo, que nada alteraria na classificação. Beto foi para a baliza, Kévin Rodrigues assumiu a lateral-esquerda, Pepe voltou ao seu lugar, Danilo e Renato Sanches juntaram-se a William, Guerreiro e Rafa assumiram as alas.

As dinâmicas de meio-campo, desde logo, eram distintas, com confiança na capacidade de explosão de Renato Sanches que durante tanto tempo num passado mais ou menos recente andou adormecida. Parece estar mesmo de volta e muito facilitou a tarefa de subir no terreno desde cedo, com o 8 português a ter uma função na equipa que não se tem visto e que traz algumas (boas) memórias de França.

Foi dele a primeira ameaça no D. Afonso Henriques. Danilo entregou a bola e Renato fletiu para o centro antes de rematar contra Rafa. Aproximávamo-nos dos dez minutos, tínhamos o primeiro aviso de um lado e o primeiro susto do outro, com Beto a comprometer mas Portugal a salvar-se a custo. As rédeas eram portuguesas, o domínio da posse de bola também e apesar de Dragowski ter conseguido ameaçar Beto - grande defesa do guardião - não houve grande surpresa por o primeiro golo ser português, mesmo perante aparente dificuldade em fazer a bola chegar a zonas de finalização.

Não dava de bola corrida, foi de bola parada, com Renato Sanches a assumir a cobrança de um canto e a dar à bola um efeito exemplar que permitiu a André Silva desviar no alinhamento do primeiro poste, com um desvio que seria sempre difícil para Szczesny travar. Também de bola parada, a Polónia ameaçou ainda no primeiro tempo o empate, mas a trave da baliza de Beto negou o golo a Kedziora antes de o próprio guardião português voltar a destacar-se perante a ameaça de Frankowski.

Castigo a dobrar

A equipa polaca, já despromovida à Liga B, tinha ainda um objetivo a não ignorar: caso não perdesse, garantiria o estatuto de cabeça-de-série no próximo apuramento para o Europeu. Sem demonstrar mais talento do que Portugal - longe disso, até porque não havia Lewandowski - a Polónia parecia pelo menos demonstrar mais vontade no arranque do segundo tempo e depois de ameaças de Grosicki e Frankowski soube aproveitar um erro crasso português.

Um mau atraso de William Carvalho permitiu a Milik isolar-se e Danilo Pereira, em posição de desespero, travou o avançado polaco em falta. Vermelho direto mostrado pelo árbitro, que entendeu que o jogador seguia isolado para finalizar, e o penálti bem convertido por Milik, que até teve de o bater duas vezes por o árbitro ter anulado o primeiro remate.

A Polónia manteve a onda de crescimento para lá do golo, procurou aproveitar a vantagem numérica e aproximou-se do 1x2, mas Beto conseguiu pelo menos segurar o empate que permite a Portugal terminar a fase de grupos sem qualquer derrota

Artigo publicado no site zerozero

NOTA: Peço desculpa por não ter publicado a habitual analise dos jogos da nossa selecção, mas um dia algo trabalhoso onde foi preciso andar de um lado para o outro e o facto só ter visto a segunda parte do jogo em questão impede-me de fazer aquilo que sempre gostei de fazer que é partilhar a minha opinião com todos vós. Grato pela vossa preciosa atenção.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Era escusado

imagem retirada de zerozero
Vitória lusa em território polaco faz com que a qualificação para a fase a eliminar da Liga das Nações (UEFA Nations League) seja uma realidade com o acréscimo de que a qualificação para o próximo Europeu está, também ela, quase que garantida. Este é um dos aspectos positivos que retiro da partida que se realizou em solo polaco (mais concretamente no Stadion Slaski).

Para mais tenho de deixar aqui bem claro que gostei mesmo muito da reacção da nossa equipa quando se encontrou em desvantagem no marcador. Liderada por um fantástico Bernardo Silva (que enorme jogador!) na faixa direita, a nossa selecção foi para cima da equipa da casa e impôs o seu futebol. A ajudar ao caso esteve um cada vez mais “matador” André Silva (os “ares” de Espanha estão-lhe a fazer bem) e a Deusa da Fortuna que protegeu os nossos audazes rapazes aquando da marcação do segundo golo luso.

O problema esteve – lamentavelmente, digo eu – quando Portugal estava a vencer por 3 a 1 e Fernando Santos resolveu apostar no flop mais mediático de sempre da história do nosso futebol. Diante de uma equipa que por opção e forma natural de estar (digo eu) aposta num meio campo bem povoado e nas transições rápidas, colocar em campo um jogador que não sabe o que é vir atrás recuperar uma bola é o mesmo que dar o flanco ao adversário numa batalha decisiva. Renato Sanches é um jogador sobrevalorizado que tem como principal vantagem o facto de ser Senhor de um físico e técnica que lhe permite arrancar em força com a bola nos pés… O problema é que do “outro lado da barricada” estava uma equipa que em termos de físico e técnica não fica atrás do Renato… Daí que este tenha acabado por ser um “estorvo” e uma menos valia de um meio campo português que pretendia, naturalmente, controlar o meio campo dado que a vantagem de dois golos a isto lhe permitia. Felizmente Fernando Santos não é nenhum tolo nestas coisas do futebol e com a entrada de Danilo Pereira em campo este “emendou a mão” dado que Portugal conseguiu controlar o meio campo e colocar um ponto final nas perigosíssimas transições rápidas da equipa polaca.

Mas atenção. A aposta fora de tempo em Renato Sanches não justifica, de forma alguma, o tremendo erro da defesa portuguesa no segundo golo polaco… Está bem que muitos dos que jogaram hoje são atletas jovens que ainda tem muito para aprender, mas fossem outras as circunstâncias e lá se ia a margem de erro porque “são jovens”.

Em suma; missão cumprida, mas era escusado ter-se passado por aquela recta final da partida. Que sirva de lição para o que aí vem.

MVP (Most Valuable Player): Bernardo Silva. Nunca me canso de ver este atleta a jogar. Classe, técnica, remate fantástico, físico invejável e uma calma olímpica em qualquer situação de jogo. Este foi o Bernardo que tive o prazer de ver a jogar na Polónia com a camisola da nossa selecção, Marcou um “golaço” e fez a assistência que permitiu a André Silva empatar o jogo. Decididamente o MVP deste jogo sem sombra de qualquer dúvida.

Chave do Jogo: A entrada de Danilo Pereira. A entrada do internacional português fez com que a equipa de Todos Nós voltasse a tomar o pulso a uma partida cujo controle tinha perdido, acabando, desta forma, com a “fúria” de uma equipa polaca que acreditava piamente num empate a três golos.

Arbitragem: Del Cerro Grande começou muito bem, deixando jogar, sem muitas paragens, mas acaba por deixar muitas dúvidas num lance que poderia ter saído muito caro a Portugal. Por altura do segundo golo da Polónia, fica a ideia de que o lance é antecedido de uma bola fora. A equipa de arbitragem assim não entendeu e deixou seguir até ao golo.

Positivo: André Silva. E havia quem há uns tempos apontasse o seu injusto dedo acusador ao “matador” de Portugal. O jovem ponta de lança português continua a “dar cartas” em campo e a calar muita gente.

Negativo: Fernando Santos. A “tara” de Fernando Santos pelo Renato Flop Sanches ia custando uma vitória portuguesa em solo polaco. Nunca vou perceber a adoração do Mister por um atleta que só tem trancinhas para exibir. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (11/10/2018)

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Para Gattuso com Amor

imagem retirada de zerozero
Começar qualquer competição oficial com uma vitória não é bom. É antes excelente! Especialmente se tivermos em consideração de que falamos de uma competição onde o primeiro classificado do grupo passa à fase seguinte, o segundo permanece na divisão e o terceiro desce de divisão. Tudo isto num Grupo de três equipas de grande valor como o são Portugal, Itália e Polónia que tem seis jogos (casa e fora) para poderem definir o seu futuro nesta nova Liga das Nações.

Olhando agora para o jogo em si, Fernando Santos já tinha dito que ia “mexer” pouco ou nada no onze e assim foi. Portugal entrou em campo diante desta “nova” Itália com o mesmo onze que defrontou a Croácia e empatou a uma bola. A maior diferença entre o jogo de hoje e o anterior é que o onze inicial dos lusos aprendeu com os erros que cometeu diante dos croatas. Isto para além do óbvio de que esta Itália de Mancini está – ainda – muito longe de ser aquela Itália. Isto de os italianos terem demorado tantos anos a renovar a sua selecção só podia ter dado nisto… Um sério aviso para Portugal (e não só até porque a Holanda está a passar pelo mesmo). Adiante.

Por tudo isto a partida diante da «Squadra Azzurra» acabou por ser mais ou menos o esperado. Portugal dominou, criou oportunidades de golo, a Itália defendeu sempre muito e bem e foi criando, de tempo a tempo, uma ou outra oportunidade de golo. Isto na primeira parte. Na segunda tivemos mais do mesmo. A única grande diferença residiu, essencialmente, no golo português que nasceu de uma boa iniciativa individual de Bruma que - com alguma sorte - assistiu André Silva para o golo que acabaria pro dar a vitória a Portugal.

E tudo parecia estar a correr bem para a nossa equipa até porque quando Mancini “deu um tremendo tiro no pé” quando retirou do campo o avançado Ciro Immobile. Se até aí a Itália ainda ia criando algumas dificuldades à defesa lusa, a partir daí esta praticamente desapareceu do campo. Contudo Fernando Santos não quis ficar atrás do seu colega de profissão e (sabe-se lá porquê razão) retira do campo Pizzi que era somente o atleta que estava a fazer, e muito bem, a ligação entre a defesa e o ataque português. Entra para o seu lugar Renato “flop” Sanches e Portugal perde o controlo de uma partida que poderia ter sido tranquila até ao fim. Por alguma razão mais tarde Fernando Santos colocou Sérgio Oliveira em campo… E não. Não creio que tenha sido por causa da lesão de William Carvalho porque após a entrada de Sérgio em campo a nossa equipa voltou a controlar o jogo e, inclusive, criou algumas oportunidades de golo. È caso para se dizer “não havia necessidade”.

Resumindo e concluindo; vencemos uma partida complicada diante de um adversário cujo historial fala por si. Com isto a nossa equipa ganhou moral para os jogos que se avizinham, lidera o nosso grupo da Fase de Grupos da Liga das Nações e parece (atenção ao “parece”) que temos em curso um processo de renovação da Equipa de Todos Nós que tem tudo para correr bem. Mas em vez de andarmos já a embandeirar em arco vamos indo e vamos vendo como isto corre porque o futebol está longe – muito longe – de ser uma ciência exacta.

MVP (Most Valuable Player): Pizzi. Pode até ter passado desapercebido a quem costuma estar menos atento a um jogo de futebol, mas para quem olha para este desporto com olhos de ver, o médio português foi, de longe, o melhor em campo dado que foi ele o principal autor do domínio e controlo do meio campo que acabou por culminar numa saborosa vitória diante da Itália.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum ambas as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Um jogo fácil para a equipa de arbitragem e que foi bem gerido.

Positivo: Bruma. Algo trapalhão, egoísta e muito complicativo mas a verdade é que foi ele quem mais lutou contra a muralha defensiva italiana e quem mais sofreu com tal. A ver se a tendência é para melhorar.

Negativo: Fernando Santos. Pizzi – se calhar - até tinha de sair por alguma razão, mas colocar no lugar daquele que foi a peça mais importante de Portugal um tremendo flop por causa das palmas do público presente na Luz… 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (10/09/2018)

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

No Mundial com a graça de todos os “Santinhos”

imagem retirada de zerozero
Quem viu esta partida diante da Suíça (como eu) com toda a certeza que fica feliz pelo apuramento directo para o Mundial de futebol que se vai realizar no próximo ano na Rússia, mas há que ser sincero e dizer que esta vitória lusa diante de uma equipa helvética muito competitiva ficou a dever-se a um “pequeno grande milagre” da parte de “Todos os Santinhos e mais alguns”. Especialmente se tivermos em linha de conta a péssima primeira parte que Portugal realizou. Até parecia que os nossos jogadores não sabiam fazer outra coisa senão cruzar bolas para as mãos do guarda-redes suíço. Por acaso até que foi num deste cruzamentos à sorte que o defesa suíço Johan Djorou meteu a bola na sua própria baliza após uma carambola com Sommer (um excelente GR, diga-se de passagem). Confesso que fiquei com a sensação de que Sommer deveria ter abordado o lance de outra forma (os melhores também erram), mas os “Santinhos” estiveram do lado de Portugal neste lance. E ainda bem que assim o foi, pois este golo português abalou a equipa suíça e permitiu a Portugal apresentar um futebol muito melhor na segunda parte.

Futebol é isto mesmo. Por vezes lá surge aquilo que muitos apelidam de “estrelinha de campeão” e se ganha um jogo complicado. Portugal, actual campeão europeu de selecções – teve hoje direito a esta ”estrelinha” e lá levou de vencida uma Suíça que se preparava para fazer o mesmo que fez aquando do primeiro jogo com Portugal na fase de qualificação para i Mundial (fase esta que acabou de terminar).

É um facto, a Suíça não mereceu – de todo – perder no Estádio da Luz e confesso que se Portugal for jogar assim para o Mundial as coisas podem não correr lá muito bem. A ver vamos, mas nada justifica a imensa euforia de certos adeptos e comentadores que estão a fazer de Fernando Santos uma espécie de “super-hiper-mega” Treinador. O Homem nem no onze inicial e substituições acertou. Então hoje que era necessário um médio recuperador de bolas que ajudasse William Carvalho a organizar o jogo ofensivo de Portugal, Danilo fica no banco e só entra nos minutos finais para segurar a vitória? E porque não ter-se apostado na velocidade de Gélson e na técnica/experiência de Quaresma diante de uma Suíça que não precisava senão de um empate para se qualificar directamente para o Mundial?

Mas lá está, hoje os “Santinhos todos” estiveram com as nossas cores e lá se conseguiu um apuramento que (salvo erro da minha parte) terá sido dos mais difíceis da história da nossa Selecção. Agora vamos aguardar pelo que vai acontecer até Maio de 2018. Que não surjam lesões graves e que os jogadores chave do unido grupo de Fernando Santos estejam em boa forma quando a bola começar a rolar nas terras russas. Até lá, façam o favor de não alimentar ilusões estúpidas.

MVP (Most Valuable Player): André Silva. O jovem avançado terá sido o “menos mau” de um grupo de jogadores que hoje estava muito desinspirado e demasiado nervoso. André Silva foi o marcador do golo que “carimbou em definitivo o passaporte” de Portugal para a Rússia, e tal acaba por ser um feito histórico dado que o “miúdo” marcou golos a todos os adversários de Portugal na fase de qualificação.

Chave do Jogo: Surgiu no minuto 41´, altura em que o defesa suíço Johan Djorou introduziu a bola na baliza da sua equipa. A partir deste momento a Suíça perdeu o controlo do jogo e permitiu que Portugal vencesse a partida com relativa tranquilidade.

Arbitragem: Dois lances muito duvidosos de análise de Cünet Çakir. Aos 37 minutos, o árbitro turco deixou passar em claro uma mão na bola de Ricardo Rodríguez, após remate de Cristiano Ronaldo, e, aos 52, não admoestou Lichtsteiner na sequência de um pisão do lateral suíço em André Silva. Má arbitragem que, felizmente, não teve influência no resultado final.

Positivo: Apuramento. No final de contas o que se pode realçar pela positiva é, tão-somente, o apuramento directo de Portugal para o Mundial. Tal é um feito tendo em consideração o forte (e justificado) mano a mano com os suíços.

Negativo: Mediatismos. O que raio me interessa a mim, enquanto amante do futebol, que a cantora norte-americana Madonna tenha estado a ver o jogo no Estádio da Luz? Somente a velha parolice portuguesa (RTP) pode ver em tal motivo de tanto destaque.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (10/10/2017)

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Cair na C(h)ilada

imagem retirada de zerozero
O que dizer sobre esta eliminação de Portugal frente ao Chile? Que o trabalho de casa deveria ter sido feito.

Eu, ao contrário da equipa técnica e jogadores portugueses, fiz o meu trabalho de casa e sabia de antemão o que valia este Chile. Falamos de uma equipa que é sul-americana mas que em campo não se comporta como uma equipa sul-americana. Este Chile de Pizzi (obra de Sampaoli) é uma equipa cínica que sabe gerir os vários momentos do jogo com uma perícia fenomenal. Este Chile joga com três centrais que até são algo baixos, mas estes tem um sentido de posicionamento fabuloso que anula por completo a linha avançada da equipa adversária. Alias, é muito por causa desta fabuloso sentido posicional que a equipa chilena consegue gerir todos os momentos do jogo e fazer o que quer do jogo. A equipa técnica portuguesa – tal como eu - teve duas edições seguidas da Copa América para poder retirar estas notas sobre o seu adversário das meias-finais da Taça das Confederações. Não o fizeram, apostaram na sorte das grandes penalidades e a nossa equipa acabou por ser eliminada por uma equipa que é especialista nas grandes penalidades. Portugal caiu numa C(h)ilada porque quis.

Agora não adianta andar por aí com a conversa do eu teria tirado o André Silva e eu não o teria retirado, etc. Fernando Santos foi muito pouco racional nas substituições é um facto, mas o pecado capital da nossa selecção foi o de ter achado que lhe bastaria levar o jogo até às grandes penalidades para o vencer não querendo, em muitos momentos, resolver a partida nos noventa e poucos minutos. E nem vale a pena dizer mais nada pois tal seria andar a especular sobre o passado, e o futuro não se constrói olhando (exclusivamente) para o passado. Venha daí o honroso 3.º lugar da Taça das Confederações para que este grupo de trabalho ganhe ânimo pois o apuramento para o Mundial do próximo ano está ainda longe de estar garantido.

MVP (Most Valuable Player): André Silva. De todos os sus colegas de selecção, André Silva terá sido aquele que se destacou um bocadinho do mediano. Lutador (como sempre), pecou apenas na finalização mas contra uma equipa como este Chile é compreensível que um jogador em formação como o André Silva tenha tido mais “baixos” do que “altos” durante o jogo.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento alguma algumas das equipas foi capaz de criar um lance que colocasse um ponto final na partida a seu favor.

Arbitragem: Não se pode dizer que o árbitro e restantes auxiliares estiveram mal no jogo. A meu ver o Sr. Alireza Faghani e restante equipa procuraram sempre passar ao lado do jogo, mas bem que poderiam ter evitado alguma polémica se tivessem optado por recorrer ao tal de “vídeo-árbitro” em alguns lances.

Positivo: Inexistente.

Negativo: Fernando Santos. Em completo contraste com a partida anterior, o seleccionador nacional desta vez “mexeu” mal na equipa e terá sido muito por isto que Portugal acabou eliminado pelo chile nas meias-finais da Taça das Confederações.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (28/06/2017

domingo, 25 de junho de 2017

Dominar, relaxar e ganhar

imagem retirada de zerozero
Dominar, relaxar e ganhar. É assim que se pode descrever a vitória de Portugal sobre a Nova Zelândia. É um facto que a FIFA procurou dar oportunidade a outras selecções quando retirou a Austrália da zona de qualificação da Oceânia, mas depois vemos aquilo que esta Nova Zelândia é capaz e rapidamente percebemos que a medida não terá sido assim muito feliz. E nem vale a relembrar a participação do Taiti na Taça das Confederações de há quatro anos…

Ora sendo a equipa neozelandesa um conjunto de “bons rapazes”, nãos erai de esperar outra coisa senão uma vitória portuguesa. Claro que a displicência poderia vir a fazer mossa (o México que o diga), mas para quem viu o jogo rapidamente percebeu que com maior ou menor dificuldade Portugal ia vencer o jogo. Faltava era saber por quanto.

Contudo podemos, e devemos, realçar a displicência e lentidão de processo demonstrado pelo onze escalado por Fernando Santos nos primeiros minutos do jogo. Perante uma equipa que quando confrontada com a técnica da nossa selecção recorria, vezes sem conta, à violência seria de esperar que Portugal tivesse já um score bem volumoso no final da primeira parte, mas tal não sucedeu porque numa primeira fase os lusos andaram “devagar, devagarinho” e Cristiano e/ou Quaresma que resolvessem. Foi nesta mesma fase que reparei (outra vez) que a construção de jogo não pode ser entregue a João Moutinho…Sempre que a bola chegava aos seus pés o jogo ofensivo de Portugal “empanava” quase que por completo. Não fosse Danilo Pereira o jogador que é e acredito que Portugal chegaria ao intervalo a vencer somente por uma bola a zero.

Tirando a fase inicial da partida onde o jogo português pareceu ter andado meio perdido, tudo o resto correu de feição a Fernando Santos que conseguiu conquistar mais um dia de descanso e renovar o físico dos seus comandados. Só é pena que Pepe tenha tido uma entrada estúpida que o impede de disputar a fase seguinte… Mas quando se fala de Pepe já todos sabemos o “que a casa gasta”.

Agora venha Alemanha ou Chile. E não me venham cá com tretas porque tanto uma equipa como a outra equipa são difíceis. Relembro que Portugal vai disputar a meia-final de uma prestigiada competição.

MVP (Most Valuable Player): Eliseu. O açoriano não começou muito bem o jogo (tal como toda equipa portuguesa), mas rapidamente procurou sair do “marasmo” acabando por realizar uma excelente exibição. Especialmente no ataque onde esteve sempre muito perigoso nos cruzamentos para a área neozelandesa.

Chave do Jogo: Apareceu somente no minuto 80´ do jogo para resolver o dito a favor de Portugal. Até esta altura em que André Silva marcou o terceiro golo, a partida esteve longe de ficar resolvida. Não que a Nova Zelândia representasse um perigo real para os portugueses, mas sim porque um golo neozelandês poderia muito bem enervar uma equipa portuguesa que em muitos momentos do jogo revelou algumas dificuldades em impor o seu futebol.

Arbitragem: Não se pode dizer que o árbitro e restantes auxiliares estiveram mal no jogo. A meu ver o Sr. Mark Geiger e restante equipa procuraram sempre passar ao lado do jogo, mas se tivessem começado a sancionar mais cedo a excessiva dureza neozelandesa não teria vindo mal ao mundo.

Positivo: Fernando Santos (mais uma vez). O seleccionador nacional promoveu algumas alterações no onze inicial (especialmente em sectores chave) e deu-se bem com tais “mexidas”. Refrescou a equipa e ganhou o grupo. Muito bem Mister!

Negativo: A insensatez de Pepe. Já todos conhecemos Pepe, mas estando o jogo como esteva (decidido) era escusado o central ter feito o que fez para ver o cartão amarelo. Fica de fora das meias-finais e vai obrigar a que a dupla de centrai tenha de ser refeita.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (24/06/2017)

terça-feira, 13 de junho de 2017

Até sempre André!

imagem retirada de maisfutebol
O futebol é ingrato. É ingrato porque um jogador profissional dos tempos actuais tem – quase - sempre uma carreira curta e tal obriga que este tenha de tomar opções tendo em vista um futuro risonho e, sobretudo, tranquilo quando chegar a hora de “penduraras botas”. Acredito plenamente que este tenha sido o pensamento de André Silva na hora de decidir sair para o AC Milan.

Claro que se pode, e deve, colocar em cima da mesa a gestão de risco que a SAD do Futebol Clube do Porto tem seguido há longos anos (José Lima está farto de falar nisto aqui no blog, mas ninguém lhe liga nenhum), contudo não creio que o actual estado de coisas nas contas do Dragão tenham sido o factor decisivo para a saída de André Silva.

Não creio que um Portista de Alma e Coração achasse que deveria seguir o seu caminho noutro Clube porque a SAD portista assim o ditou. André Silva saiu porque sabe que só poderá vir a ser tão grande como Cristiano Ronaldo se puder trabalhar noutros campeonatos, evoluir e mostrar, desta forma, a sua tremenda mais-valia enquanto jogador e pessoa. Já aqui o disse e repito, o futebol é ingrato mas esta não foi a primeira - nem será a última - vez que o Dragão vê partir um dos seus. Não se percebe, portanto, a razão de tanta celeuma da parte de uma grande parte do universo azul e branco…

sábado, 10 de junho de 2017

Como tornar um jogo fácil em 3 lições

imagem retirada de zerozero
Tal como eu tinha previsto, esta deslocação da nossa Selecção a Riga - capital da Letónia – foi tudo menos fácil. Felizmente Portugal soube fazer bom uso da sua experiência e como tal acabou por vencer uma partida que não era, nem nunca foi, fácil não obstante a Letónia ser uma equipa muito mais fraca do que os Campeões da Europa.

Fernando Santos escolheu um bom onze para este duro teste de Riga. A ideia de colocar na frente de ataque um Gélson veloz e um André Silva que abria os espaços para Cristiano Ronaldo poder explanar o seu futebol foi, sem sombra de dúvida, muito bem pensado. Contudo a estratégia de Fernando Santos pecou em dois aspectos. André Gomes e William Carvalho são uns autênticos “pastéis de nata” que retiram toda e qualquer velocidade de execução à nossa equipa. E isto contra equipas como a Letónia que jogam com um bloco defensivo bem recuado e dois avançados velozes que estão à espera de um disparate por parte da defesa adversária para poderem facturar é deveras complicado. Foi muito por isto que Portugal passou a primeira parte quase toda deste jogo a “passear” a bola e a levar as mãos à cabeça sempre que alguém se desconcentrava numa das necessárias trocas de bola. Alias, nesta primeira parte somente um lance de bola parada poderia resolver a contenda a favor da equipa de Todos Nós. E foi isto mesmo que aconteceu com Cristiano a aparecer na pequena área letã para, mais uma vez, marcar o tão fundamental golo.

Mas não se pense que este golo inaugural resolveu a partida a nosso favor. Com os dois “pastéis de nata” em campo era natural que Portugal não conseguisse estar tranquilo na partida. A Letónia continuava a pressionar e ainda forma alguns os momentos em que poderiam ter empatado a partida. Felizmente os avançados letões não são lá grande coisa. Tal como a sua linha defensiva que numa jogada de mestre de Ricardo Quaresma (que tinha entrado para o lugar de um desinspirados Gélson) consente mais um golo a Cristiano Ronaldo. André Silva marcaria o terceiro pouco tempo depois em mais um lance disparatado por parte da defesa da Letónia.

Em suma, esta foi uma partida que Portugal soube tornar fácil mas continuo a ser da opinião de que a nossa Selecção poderia ser muito mais forte diante de equipas como a Letónia se André Gome e William Carvalho deixassem de ser titulares. Contra equipas mais fortes nas fases finais das competições eu ainda sou como o outro dado que é necessário gerir esforços e a pontuação nas fases de grupo, mas quando é tão importante vencer numa “maratona” como esta do apuramento para o Mundial da Rússia exigia-se um outro tipo de meio campo.

Agora venha de lá a Taça das Confederações. O jogo do gato e do rato com a Suíça regressa somente em Agosto.

MVP (Most Valuable Player): Cristiano Ronaldo. O capitão da nossa selecção joga e faz jogar. Lutador e sempre disponível, Cristiano foi hoje o melhor em campo. Autor de dois golos em fases cruciais, CR7 foi o principal responsável de uma vitória importante na corrida para o próximo Mundial,

Chave do Jogo: Surge no minuto 63´ para colocar um ponto final na partida a favor de Portugal. Até esta altura a contenda estava algo equilibrada embora Portugal já tivesse mostrado por a + b que era superior à Letónia. Só depois de terem sofrido o segundo golo é que os letões desistiram completamente de lutar.

Arbitragem: István Kovács e rest6ante equipa de arbitragem tiveram uma prestação que se pode considerar normal. A equipa de arbitragem romena poderia, e deveria, ter sido um pouco mais rigorosa para com a dureza demonstrada pelos jogadores da Letónia num ou noutro lance.

Positivo: Fernando Santos. Não obstante a sua manifesta teimosia em das opções que toma, Fernando Santos é hoje o Homem certo no lugar certo. A vitória portuguesa de hoje passou muito pela sua intervenção no jogo ao ter feito entrar Quaresma em campo no momento certo. 
 
Negativo: André Gomes e William carvalho, a dupla “pastel de nata” do meio campo de Portugal. André Gomes mostrou – mais uma vez – porque é tão mal amado em Barcelona e William justificou a razão pela qual o Sporting CP teve a época que teve.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (09/06/2017)

domingo, 26 de março de 2017

Crónica da normalidade

imagem de zerozero
Se me pedirem para descrever o Portugal 3 x Hungria 0 numa frase, eu diria de imediato “crónica da normalidade”. Não que a nossa selecção não tenha tido as suas dificuldades em levar de vencida uma equipa húngara que tanto deu que fazer no último Europeu de selecções, mas a verdade seja dita que hoje Portugal foi muito mais competente do que na altura e, desta forma, evitou os dissabores que já tinha sentido no já aqui citado passado recente.

Mas não se pense que a equipa de Todos Nós teve pela frente uma partida fácil. A Hungria veio a Portugal com um único objectivo: empatar! E para tal o seu seleccionador montou uma equipa que durante muito tempo pareceu a selecção da Bolívia.

A Hungria começou o jogo com uma linha defensiva de cinco defesas (3 centrais e dois laterais), um meio campo densamente povoado e na frente apresentou um ponta de lança que mais parecia um “tanque humano”. Era tremendamente difícil à linha avançada de Portugal criar perigo na baliza húngara. Para mais no meio campo luso coabitavam duas “moscas mortas” de nome William Carvalho e André Gomes que não sabem o que é velocidade de execução. Durante muito tempo o futebol ofensivo de Portugal era quase que exclusivamente lateralizado.

Felizmente nas zonas laterais estava um Ricardo Quaresma, um João Mário e um Raphael Guerreiro que, por força da insistência, ajudaram André Silva a abrir uma brecha no tremendo “muro” húngaro. Cristiano Ronaldo aproveitou esta mesma brecha para derrubar, de vez, o dito muro mas os problemas da nossa selecção continuavam a ser os mesmos por força da estratégia húngara e da insistência de Fernando Santos em manter as duas “moscas mortas” em campo.

Com a chegada da segunda parte e a perder por duas bolas a zero a Hungria mudou o seu sistema de jogo, procurou pressionar os defesas de Portugal e a partir daí as tais “moscas mortas” começaram a jogar melhor. Mas mesmo assim não se pode dizer que Portugal tenha tomado conta do jogo, não obstante a vantagem no marcador e a mediana qualidade do adversário assim o permitir. A tal tranquilidade só apareceu após Cristiano Ronaldo ter marcado um grande golo de livre.

Mas pronto, o importante é que Portugal ganhou e continua a perseguir uma Suíça que teima em não vacilar nesta longa corrida para o Mundial da Rússia.

MVP (Most Valuable Player): João Mário. O médio do Inter jogou e fez jogar. Foi muito por causa do excelente trabalho ofensivo de João Mário que a nossa selecção levou de vencida uma “chatinha” Hungria. Apenas faltou o golo para “coroar” a enorme exibição do médio.

Chave do Jogo: Veio tarde. E veio para resolver a contenda a nosso favor. Apareceu no minuto 65´, altura em que Cristiano Ronaldo marcou o terceiro golo de Portugal. Só neste momento é que acabou a resistência húngara.

Arbitragem: Não há nada a apontar ao trabalho da equipa de arbitragem. A partida foi tranquila e ambas as equipas procuraram - quase sempre - levar a cabo um jogo limpo não obstante aqui e acolá os húngaros terem abusado um pouco do físico. O Sr. Szymon Marciniak e restante equipa estiveram bem neste jogo de selecções que se realizou no Estádio da Luz.

Positivo: André Silva/Cristiano Ronaldo. Qualquer equipa do mundo daria tudo para ter uma frente de ataque composta por Cristiano Ronaldo e André Silva. O entendimento quase perfeito entre ambos permite a Portugal ter uma frente de ataque temível que tem sido o “abono de família” da equipa das Quinas neste apuramento.

Negativo: André Gomes. Agora percebo porquê razão este é tão criticado no FC Barcelona. Lento a executar, lento a ler o jogo e muito lento com a bola nos pés. Pior do que ele na sua posição só mesmo o Héctor Herrera do Futebol Clube do Porto.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (25/03/2017)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Dragão “meteu a quarta”

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Futebol Clube do Porto 2 x Clube Sport Marítimo 1. E com esta os Dragões “meteram a quarta”. O FC Porto vai na quarta vitória seguida e muito por culpa da recuperação de uma confiança que parecia perdida. Efectivamente – repito – a vitória caseira diante do SC Braga fez mesmo milagres… Quem diria que esta equipa ia voltar a jogar bem e a impor o seu futebol tendo, inclusive, aquela sorte de que qualquer equipa profissional necessita em certos momentos de uma partida de futebol?

Esta partida diante do Marítimo foi mesmo isto. Uma clara e inequívoca demonstração de força por parte de um grupo de atletas que parecia condenado ao fracasso. E começa a ser notório que de nada vale às equipas jogarem o seu “futebolzinho” de “autocarros” diante da sua baliza porque desta vez as bolas entram mesmo. Os jogadores do FC Porto lutam para as meter dentro da baliza adversária. Veja-se, a título de exemplo, o golo inaugural desta partida que foi marcado por Yacine Brahimi. O moço não desistiu em momento algum de lutar até ao fim, e viu este seu esforço ser devidamente recompensado.

Parece-me que agora no Dragão voltou a existir um grupo e não uma “manta de retalhos” onde se esperava que o génio deste ou daquele atleta resolvesse a partida. A filosofia “Lopeteguiana” do devagar, devagarinho e bola para os aldos e para trás está, aos poucos, a desvanecer-se mas foi preciso um tratamento de choque… E que tratamento! Vamos é a ver se a coisa melhora e se esta “boa onda” se mantêm pois a sorte não vai proteger para todo o sempre o conjunto de Rui Vitória.

Apesar das vitórias e de haver melhoras aqui e acolá ainda existe muito por fazer neste FC Porto de Nuno Espírito Santo (NES). Especialmente nos processos de ataque dado que diante dos insultares foi notória alguma trapalhada e muita hesitação na altura de rematar à baliza de Gottardi. O Marítimo facilitou um pouco quando os Azuis e Brancos estavam na posse da bola na zona central da área, mas muitas destas facilidades foram aproveitadas de uma forma deficiente pelos Portistas porque ora se atrapalhavam com a bola. Ora atiravam com a “redondinha” para as pernas de um seu colega de equipa. Acredito que tal se deva a alguma falta de maturidade da linha ofensiva da equipa Azul e Branca, mas com trabalho e com a confiança em alta acredito que tal aspecto vá melhorar.

E já agora, o que deve melhorar (já em Janeiro se faz o favor!) é a qualidade de opções dum plantel para que NES possa gerir o esforço dos seus pupilos com eficácia e alguma tranquilidade (algo que não aconteceu hoje e que esteve na origem do golo dos madeirenses).

Uma nota final para dar aqui conta de que terminou – finalmente – o recorde de imbatibilidade da baliza de Iker. É sempre muito mais importante ter a defesa preocupada em trabalhar para conquistar pontos que permitam ao FC Porto amealhar títulos do que em trabalhar para recordes que só servem para aumentar o ego. Mas atenção! Há que dizer que o golo dos Maritimistas foi precedido de uma péssima abordagem de Rúben Neves à bola e de uma falta provocada pelo jogador da equipa insultar…

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Um golo e uma assistência para golo. Em suma; Brahimi foi o mentor da vitória Portista de hoje. Excelente na forma como marcou o primeiro golo e fantástico na assistência para o segundo golo do FC Porto. Yacine mostrou que está aí para trabalhar e dar o seu melhor pelo clube. Efectivamente ter estado uns quantos meses no banco de suplentes e na bancada foi “remédio santo” para o argelino que até já colabora nos momentos defensivos da equipa!

Chave do Jogo: Inexistente. Tudo parecia resolvido a favor do Futebol Clube do Porto após André Silva ter marcado o seu golo, mas no minuto 85' Donald Djoussé aproveitou uma aselhice de Rúben e a “vista grossa” de Bruno Esteves para marcar um “golão” e colocar, desta forma, a incerteza no marcador até ao fim da partida.

Arbitragem: Bruno Esteves e a sua equipa de arbitragem levaram a cabo aquilo que se apelida de “arbitragem habilidosa”. Sempre que possível decidiu a desfavor do FC Porto (muita pancada o André Silva levou sem a devida punição dos infractores) e ainda está por explicar os descontos de tempo nos descontos de tempo pois não houve lance algum que obrigasse a que o jogo se tivesse prolongado para lá dos 3 minutos extra dados pelo árbitro.

Positivo: Jesús Corona. O mexicano esteve simplesmente genial na partida de hoje e só ficou “atrás” de Brahimi porque o argelino foi quem “construiu” – quase em exclusivo - a vitória Azul e Branca.

Negativo: Horário do jogo. Que os clubes queiram antecipar os seus jogos até que se entende, mas ao menos tenham a decência de os agendar para horas decentes. Jogo do campeonato numa Quinta-feira às 20h30 é fazer pouco de quem tem de trabalhar todos os dias. 
 
Artigo publicado no Blog o gato no telhado (15/12/2016)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Até parece fácil

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CD Feirense 0 x FC Porto 4. Olhando para o resultado até parece fácil e realmente o jogo até que foi fácil. E foi assim porque os azuis e brancos fizeram por isto. A partida não foi muito complicada para os pupilos de Nuno (é um facto) mas tal foi assim porque estes estão, sem sombra de qualquer dúvida, com a moral em alta e quando assim é tudo parece ser natural.

Não haja a mais pequena dúvida de que o futebol é feito de momentos. São os momentos que decidem o futuro de uma equipa e o famoso momento em que Rui Pedro marcou o golo ao SC Braga marcou uma equipa do Futebol Clube do Porto que vinha a atravessar uma “seca” de golos tal que já todos duvidavam das reais capacidades de Nuno Espírito Santo e plantel. Bastou o tal golo para que a mesma equipa que parecia não saber o que fazer em campo ter ridicularizado por completo um CF Feirense que vinha formatado para fazer outra coisa senão anti jogo. Anti jogo… A tal “malapata” que tanto “travava” a máquina portista num passado não muito distante.

Apesar de o resultado final ser “gordo”, o Futebol Clube do Porto não fez um “jogo do outro mundo”. Foi eficaz e viu as bolas a entrar na baliza do Feirense. Era o que se exigia a esta equipa que tinha como principal missão vencer na Feira para depois pressionar Benfica e Sporting que jogavam logo a seguir. A missão foi cumprida com brio e profissionalismo mas não com grande brilhantismo. Repito; é o que se exige. Quem quiser ópera já sabe que não é no futebol que tem de investir o seu dinheiro.

Mas para terem feito o seu trabalho os Dragões tiveram de depositar todo o seu jogo nos maravilhosos pés de Oliver Torres. Com Danilo Pereira a dar o devido – e precioso - apoio à linha defensiva do FC Porto, Oliver teve liberdade total para ir explanado todo o seu futebol. Óliver vinha buscar a bola à defesa para depois a distribuir com os seus passes milimétricos. Foi um “mimo” enquanto o pequeno espanhol teve forças para continuar em campo.

Brahimi fez hoje um jogo razoável e, inclusive, marcou um golo. Poderia – e deveria – ter sido menos “complicativo” em certos momentos do jogo. Especialmente no capítulo do passe. Parece-me que a passagem pelo banco de suplentes fez bem ao argelino que agora até vem atrás buscar jogo e ajudar a equipa na defesa. A ver se esta atitude se mantêm no próximo jogo e no pós CAN.

Este foi mais um jogo onde Iker Casillas não sofreu golos. E isto porque a dupla de centrais Felipe e Marcano está num momento de forma impressionante. Nada passa por eles! Quem diria que bastaria um treinador em condições para fazer de Iván Marcano um central ao nível dos melhores da europa? Depois venham-me dizer que Lopetegui é que era…

Apesar de tudo ainda persistem alguns problemas neste FC Porto de Nuno. Especialmente na saída rápida para o ataque. Em muitos momentos reparei que o jogador que saia em contra ataque com a bola dominada tinha de parar, olhar e passar a bola para trás dado que ninguém o acompanhava nesta incursão. Atente-se que o CD Feirense estava a jogar com 10. E também não foi mesmo nada bom de ser ver a displicência que se apossou da equipa portista nos momentos finais da partida. Vamos a ver se melhoramos estes aspectos Nuno.

MVP (Most Valuable Player): André Silva. O jovem ponta de lança do Futebol Clube do Porto teve a enorme responsabilidade de marcar a grande penalidade que abriu o marcador em Santa Maria da Feira. Não obstante a enorme pressão André Silva marcou e iniciou, desta forma, uma exibição que viria a ser a melhor de todos os jogadores que alinharam hoje pelo FC Porto. Combativo, trabalhador, esforçado e sempre a procurar estar no lugar certo na hora certa, este é o André Silva que orgulha os portistas e que todos queremos que se mantenha de azul e branco vestido por muitos e bons anos.

Chave do Jogo: O golo madrugador de André Silva (mais uma vez). Ao minuto 4' este converteu uma grande penalidade e tal aliviou de imediato a pressão para o Futebol Clube do Porto. Tal permitiu aos portistas tomar o controlo dos destinos de uma partida que acabou por ser tranquila.

Arbitragem: Ao contrário do que estava à espera Luís Ferreira e a sua equipa realizaram um bom trabalho. A equipa de arbitragem esteve bem ao assinalar penálti sobre André Silva dado que Ícaro toca no atacante e, desse modo, a expulsão também é correcta. Luís Ferreira procurou acompanhar os lances bem de perto e foi notório que olhava sempre para os assistentes antes de apitar (sinal de que estava a fazer um trabalho em equipa).

Positivo: Dupla Felipe/Marcano. Uma “muralha” defensiva que completa o bom trabalho de Iker na baliza. Actualmente o FC Porto tem a melhor defesa da europa, o que não admira dado que conta com esta fantástica dupla de centrais.

Negativo: Displicência. Na recta final do jogo os azuis e brancos revelaram uma descontração que só não foi fatal porque os postes da baliza de Casillas não o deixaram. A corrigir porque os jogos duram – sempre - 90 e poucos minutos.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (11/12/2016)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

«Os golos são como o ketchup»

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«Os golos são como o ketchup». A frase é da autoria de Cristiano Ronaldo e foi proferida numa altura em que a selecção nacional portuguesa atravessava uma espécie de “mini seca” de golos. Ora para quem viu o jogo de hoje do Futebol Clube do Porto pode muito bem utilizar a já aqui referida frase para resumir o que aconteceu hoje no Estádio do Dragão.
 
Após o jogo do SC Braga eu tinha aqui dito que me pareceu que tinha havido ali uma espécie de ”clic” que fez com que a equipa despertasse de vez para a realidade. Efectivamente a moral faz milagres e penso que começa a ser evidente que a derrota do SL Benfica na Madeira na passada semana “mexeu” com a pisque da equipa portista. Só assim se percebe esta goelada do Futebol Clube do Porto ao actual campeão inglês. A qualidade esteve sempre lá. Assim como as ideias do treinador estiveram sempre lá. O que realmente faltava era a confiança e aquela ”pontinha” de sorte que os azuis e brancos não têm tido há já muito tempo. E parece que esta veio na melhor altura se bem que ainda falta a confirmação do próximo domingo.
 
É verdade que o Leicester City não entrou em campo com a sua melhor “artilharia” (os “haters“ do costume e os anti porto vão-se refugiar nesta teoria, é um facto), mas estamos a falar do campeão inglês. O Leicester pode hoje em dia estar pelas ruas da amargura na Liga Inglesa, mas Cláudio Ranieri tem à sua disposição uma equipa muito boa que com toda a certeza faz inveja a muitas das equipas ditas “Grandes” do nosso campeonato. Por isto não me venham com esta conversa. E não utilizem a “historieta” de que o Leicester já estava apurado, que tinha outros compromissos bem mais importantes e por aí adiante para desvalorizar/relativizar esta fantástica vitória dos Dragões. Ninguém gosta de perder. E muito menos de ser goleado.
 
Quanto ao jogo jogado apenas posso dizer uma cosia no que ao Futebol Clube do Porto diz respeito: excelente! Não foi nada que já não tenha visto na partida diante dos bracarenses, mas hoje fiquei com a ideia de que o Futebol Clube do Porto começa a consolidar-se como equipa. Basicamente este Porto de Nuno Espírito Santo joga sempre da mesma forma, mas o que realmente foi diferente é que os jogadores se esforçaram e mostraram uma dinâmica que não se vê desde que a temporada se iniciou. Só espero é que esta postura que vi hoje se mantenha e não tenha sido somente uma “faísca” criada pela enorme montra que é a Liga dos Campeões.
 
E já agora uma nota final. O André Silva sempre sabe marcar uma Grande Penalidade. A confiança faz realmente maravilhas. Espero que agora os seus críticos se calem de vez.
 
MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Confesso que não me foi nada fácil atribuir este título a um só jogador. Isto porque neste jogo diante do Leicester toda a equipa azul e branca esteve bem, mas sou da opinião de que o argelino fez hoje aquilo que se exige a um atleta da sua categoria. Brahimi jogou e fez jogar. É este Brahimi que eu exijo para o Futebol Clube do Porto. Um génio ao serviço do colectivo em prol do individual. A manter Yacine! 
 
Chave do Jogo: O golo madrugador de André Silva. Aos seis minutos o Futebol Clube do Porto já se encontrava a vencer uma partida que era crucial para o seu futuro na Liga dos Campeões. Tal aliviou de imediato a pressão e permitiu aos portistas tomar o controlo dos destinos de uma partida decisiva.
 
Arbitragem: Nada a apontar. O Sr. Felix Zwayer e a sua equipa de arbitragem estiveram muito bem numa partida fácil de apitar.
 
Positivo: Yacine Brahimi. Jogou e fez jogar. O MVP desta partida voltou a ser o grande Brahimi de outros tempos. Que este Yacine tenha vindo para ficar.
 
Negativo: Superdeporte. Jornalismo é muito mais do que rancores e ódios antigos. Nuno Espírito Santo merece ser respeitado. Especialmente da parte de quem tem o dever de informar.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (07/12/2016)