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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O Culpado é Sempre o Mordomo

A recente inauguração de mais uma Feira do Livro no Porto, excelente iniciativa da CMP fez-me recordar os tempos da minha adolescência quando passava as noites a devorar livros policiais. Tinha autores preferidos Ellery Queen; George Simenon e o Inspector Maigret; Agatha Christie com o seu detetive Hércule Poirot; Arthur Conan Doyle o criador de Sherlock Holmes; Edgar Allan Poe; e tantos e tantos outros.
 
O prazer do enredo policial é adivinhar o mais rápido possível o autor do crime. Achava muita graça porque me entretinha a descobrir e nunca acertava. Por essa altura, paralelamente aos grandes escritores havia imitações baratas nos livros de bolso que costumávamos levar para as férias. O cenário era normalmente uma casa senhorial onde no decorrer de uma qualquer festa com muitos convidados aparecia um (ou mais) dos participantes mortos. Depois era preciso desembrulhar as pistas e encontrar o assassino. Normalmente o autor indicava-nos pistas falsas para desviar as atenções e no final o culpado era sempre o mesmo.
Estávamos nos anos 50 arrumei a coleção Vampiro nas prateleiras passei a interessar-me por Desporto. Frequentava o Campo da Constituição no tempo do Barrigana, Virgílio, Alfredo e Carvalho deixei os policiais de lado e lia A BOLHA único jornal desportivo que viria a ser até hoje o órgão oficioso da “instituição”. Algum tempo depois o saudoso sportinguista Artur Agostinho publicava o Record para servir de contra vapor ao pasquim da Queimada.
 
Saltando no tempo e voltando ao início da crónica, vejam lá o que fui sonhar uma destas noites. Depois de ouvir a espantosa defesa escrita pelos 4 escritórios dos advogados que o senhor das orelhas contratou para defender o indefensável adormeci. Como nessa tarde tinha ido visitar a Feira do Livro vejam lá o que me aconteceu! Sonhei com um Stand todo encarnado onde só vendiam livros sobre o clube da treta.
Ele há coisas que contadas ninguém acredita! O pesadelo de uma noite de verão...
 
Até à próxima
 
Fotomontagens de JOSE LIMA

sábado, 11 de janeiro de 2014

Pensamento da Semana: 3 notas sobre o Clássico

1.ª Nota: tenho reparado numa certa euforia da parte da já muito numerosa família azul e Branca no que ao jogo de amanhã diz respeito. 
 
Entendo este sentimento porque do outro lado da barricada vai estar o eterno rival que, por norma, tem sempre um comportamento execrável quando o FC Porto visita o seu Estádio. Para mais nos últimos tempos a Luz tem sido o palco de vitórias Portistas e de muita azia Benfiquista.
 
Contudo a prudência e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Ilusão rima com desilusão. Não estou a dizer tal coisa porque o Treinador do FC Porto se chama Paulo Fonseca (eu até que aprecio as qualidades do Homem enquanto Treinador), mas sim porque quando o Dragão vai a Lisboa de peito feito por norma sai de lá com uma derrota.
 
2.ª Nota: Ao que parece o Jornal A Bola resolveu fazer capa de um pedido de silêncio total da parte da viúva de Eusébio da Silva Ferreira. Nada de palmas durante o minuto de silêncio em honra do antigo Jogador do SL Benfica e da Selecção Nacional.
 
O destaque ao falecido Marido da Sra. em causa tem sido tanto e exagerado que é natural que quem nunca foi nada na Vida se sinda agora a Rainha do Universo e ignore que o gesto de bater palmas durante o minuto de silêncio é a forma mais honrosa e bonita de se homenagear alguém que faleceu recentemente.
 
Mas a Sra. D. Flora deve gostar de se passar por ignorante ou então quer entrar no habitual tratamento que o Benfica dá sempre que o Porto o visita. 
 
Por isto faço votos de que os adeptos do FC Porto que vão à Luz batam palmas e com muita força porque Eusébio merece isto e muito mais.
 
3.ª Nota: Não tenho por hábito escudar-me nas arbitragens e muitos menos defendo que os jogos se perdem por causa de erros arbitrais, contudo esta loucura mediática e desenfreada resultante da morte de Eusébio vai com toda a certeza destabilizar emoções e a equipa de arbitragem do SL Benfica x FC Porto não será execepção.
 
Quero com tal deixar expresso que em caso de dúvida o árbitro vai decidir sempre em favor da equipa da casa mesmo que com ta prejudique a equipa forasteira.
 
Ou seja, para ganhar amanhã o Futebol Clube do Porto vai ter de jogar o dobro daquilo que joga normalmente e não se deixar levar pelas “pancas” de certos Portistas que apelidam o Estádio da Luz de Salão de festas.