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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Vida Elegante

Há coisas do diabo! Sem futebol parece que os dias custam a passar. Então tento pôr a escrita em dia, arrumar a papelada que tenha em cima da secretária, rever dezenas de mails, e rasgar jornais (pedaços por assim dizer). Compro jornais todos os dias. Quando me interessa uma notícia rasgo aquele bocadinho para ler em casa. Esta semana, deparei com as fotos de um modelo que veio no ano passado para Portugal e disse cá para mim: “conheço esta cara”! Ora vejam lá se lhes recorda alguém!
Estava a olhar para o homem e de repente espreitei para o lado e vi uma fotografia na BOLHA. Só então é que o reconheci. É engraçado que quando vou ao Dragão gosto de ficar perto do túnel. Ouvi num dos jogos em que subiu ao relvado para aquecimento, um dos seguranças a chamar: “Psttt! Ó amigo! Onde é que o senhor vai?”. Coitado não conhecia o homem! Bem, agora, pelo menos já sabemos. Vai recambiado para o Boca.
Enquanto isso, lá por fora, Ronaldo contínua a adquirir, possivelmente para o seu Museu, aqueles carros dos taxistas. Até foi ao Papa “rogar mercedes a Dios”. Faltava-lhe um 300SL. Quando a Irina lhe pôs as malas à porta, transformou-se numa espécie de marinheiro. Tem uma namorada em cada porto, deu de prenda ao criado uma ilha para tomar banhos de sol a ver se ele lhe arranja um clube em Inglaterra para acabar a carreira e, imagine-se, comprou uma daquelas geringonças que andam pelo ar por 19 milhões, coisa pouca.
David Beckman fez uma coisa que nunca tinha visto. Nem quando Jorge Jesus no Sporting x Benfica entrou no campo e foi quase até à grande-área. Imaginem que participou no Inglaterra x Resto do Mundo com Old Trafford cheio, saiu de campo para entrar o filho (cena comovente), e passados alguns minutos, voltou a entrar para trocar uns passes com ele!
Tentei ligar para o tratador de cãezinhos amestrados, para saber se “isto” era possível mas o homem parece um disco rachado. À semelhança do que diz sobre os vouchers e a caixoleta do Ausébio, disse-me que não tinha conhecimento! Sente que o fim está próximo, confidenciou que quer continuar no negócio do Circo, sempre como ilusionista.
O cérebro, o inigualável catedrático, gosta de entrar em campo “com a cara lavada”. Nada de colinho. A imagem é que conta. Nas vésperas de mais um Sporting x Benfica, agora para a Taça, foi cromado (não confundir com cremado) para entrar muito jeitoso em campo. Desta vez será o tira-teimas.
Sempre com a vida artística em fundo, ía a passar no Rivoli e espreitei os cartazes a ver se levavam alguma revista do La Féria! Pois sim! Quem é que vejo? Fernando Gomes, bi-bota de ouro, e a Rosinha, a nossa Rosinha da Foz. Pensei: “vieram ao teatro”! Nada disso, “eles eram o teatro”. Iam evocar momentos das suas carreiras. Estavam lá outros atores, Rui Moreira e Pinto da Costa, desta vez não para representar de costas voltadas, mas para assistirem ao espetáculo lado-a-lado. Foi bonito sim senhor.
Finalmente, relembrar a inauguração do Dragão. Fez segunda-feira 12 anos. Desde a entrada do senhor Pinto da Costa no clube, e centenas de troféus ganhos em várias modalidades, este será certamente “o campeonato” que lhe deu maior gozo conquistar. Obrigado Presidente!
Até à próxima

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Fraquinho, fraquinho, fraquinho

Escreveu-se na véspera que o Portugal x Argentina podia ser um fracasso, pois a corrida aos ingressos estava a ser abaixo do esperado. Quem não esteve em Old Trafford, o Teatro dos Sonhos, não se arrependeu de não ter comprado bilhete, pois o jogo entre Argentinos e Portugueses foi fraco e não teve grandes motivos de interesse. No entanto, alheio a isso, quando já se esperava o empate, Raphael Guerreiro, após assistência de Ricardo Quaresma, garantiu o triunfo à equipa de Fernando Santos.

Num espectáculo tão pobre, nem as estrelas Lionel Messi e Cristiano Ronaldo foram suficientes para animar a partida. Os dois jogadores, de resto, apenas estiveram em campo durante a primeira parte e ambos até tiveram oportunidade para marcar, embora o Argentino tenha estado bem mais activo e interventivo.

E se Messi jogou mais que Cristiano Ronaldo foi também por culpa da exibição das duas selecções. Ao longo dos primeiros 45 minutos, a Argentina foi superior a Portugal e se alguma das selecções merecia estar na frente do marcador ao intervalo era a Vice-campeã do Mundo.

Os comandados de Tata Martino tomaram conta da partida desde o primeiro minuto e os Portugueses sentiram dificuldades para conseguir sair do seu meio campo, sendo que a primeira vez que Portugal mostrou estar no jogo foi aos 29 minutos, quando Cristiano Ronaldo, após assistência de Nani na direita, fez três simulações na área Sul-americana e rematou por cima.

Foi a primeira e única situação de golo da selecção orientada por Fernando Santos na primeira parte, pois só nessa ocasião conseguiram construir uma jogada com princípio, meio e fim. Até então, dominava a Argentina, que jogava instalada no meio campo defensivo de Portugal e aproveitava insistentemente a ansiedade natural de Tiago Gomes, lateral-esquerdo que se estreou e que teve a missão difícil de (tentar) parar Messi, para atacar pelo seu lado. Consequência deste domínio, os Vice-campeões do Mundo tiveram duas ocasiões soberanas para marcar. Uma por intermédio de Di Maria, após mau passe de André Gomes, e outra por Messi, que fez a bola bater no poste após surgir nas costas de Tiago Gomes.

A primeira parte esteve longe de ser interessante, mas a segunda não foi melhor. Sem Messi e Cristiano Ronaldo, que saíram ao intervalo, as duas selecções revelaram-se orfãs dos dois «extraterrestres» e não há memória de uma verdadeira ocasião de golo durante até aos 90 minutos. A qualidade de jogo baixou e tal aconteceu mais por culpa da Argentina, que diminuiu a intensidade.

Por sua vez, Portugal continuou sem existir ofensivamente (o lance já referido de Ronaldo foi mesmo o único de perigo durante os 90 minutos por parte dos Lusos) e para a história parecia que ia ficar o 0 x 0 que, tendo em conta o que tinha sido a partida, tinha de ser considerado positivo.

Porém, no futebol tudo pode mudar de um momento para o outro e num lance em que a sorte bafejou os jogadores Portugueses, Portugal chegou à vitória. Foi já no período de compensação que o estreante Adrien Silva rematou, a bola bateu acidentalmente em Éder e sobrou na direita para Ricardo Quaresma. O extremo do FC Porto, talhado para ser decisivo na era Fernando Santos, cruzou com conta, peso e medida e Raphael Guerreiro, completamente sozinho na área, cabeceou para o fundo da baliza, garantindo a vitória no particular sobre a Argentina. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Ricardo Quaresma