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terça-feira, 26 de junho de 2018

Da Rússia com Amor

imagem retirada de zerozero
Da Rússia com Amor. Não poderia - na minha modesta opinião, ora pois – haver melhor forma de Ricardo Quaresma mostrar a Julen Lopetegui o quão ridícula foi a dispensa dos serviços do “ciganito” quando o espanhol treinava o Futebol Clube do Porto. Se hoje todos nós (portugueses) estamos a analisar a valia do Uruguai de Tabárez é muito por causa da magia de Quaresma que marcou um tremendo golo e realizou uma exibição que somente os melhores são capazes de produzir.

Olhando agora para o Portugal x Irão, este foi o jogo deste Mundial da Rússia em que a nossa selecção melhor jogou. Esteve longe de ser brilhante, é um facto, mas a verdade é que me pareceu ter visto um Portugal mais seguro e decidido do que nos jogos anteriores diante de Espanha e Marrocos. Diante desta valoroso Irão a nossa equipa procurou fazer da posse da bola a sua maior arma. E até que o fez bem dado que tem jogadores para jogar em posse. Desta forma a nossa selecção conseguiu controlar a partida e gerir as várias fases do jogo e o físico (algo muito importante nesta fase da época!). O problema maior esteve, na sua maior dose, no simples facto de a FIFA ter escolhido um (perdoem-me a grosseria) um tremendo palhaço do estilo Bruno Paixão para apitar esta partida… E sim, o raio do Var é a oitava maravilha do Mundo (um tremendo lixo que nós, portugueses, nos orgulhamos de propagandear).

O mal menor da equipa das Quinas esteve, na sua maior essência, na quebra psicológica que o falhanço de Cristiano Ronaldo provocou na equipa. Se CR7 tivesse marcado a Grande Penalidade a história teria sido outra. Claro que as palhaçadas do árbitro da partida deram força a uma equipa iraniana que é conhecida por sempre lutar até ao fim e fazer um excelente uso da sua fantástica organização defensiva, mas estou em crer que esta quebra do nosso Capitão fez com que a estratégia de Fernando Santos “abanasse”. Felizmente Portugal não “abanou até cair” se bem que tal esteve mesmo quase para acontecer dado que o Irão teve uma excelente oportunidade de vencer o jogo nos minutos finais da partida… Vá. A sorte também faz parte do futebol.

Apesar de tudo Portugal está nos oitavos-de-final do Mundial. A jogar bem ou mal o objectvo foi alcançado. Agora qu8e venha de lá este acessível Uruguai. Mas fica, desde já, o meu sério aviso para que se evitem a todo o custo as faltas à entrada da área de Patrício.

MVP (Most Valuable Player): Pepe. Bem que poderia ter atribuído este título a Ricardo Quaresma ou a Adrien Silva, mas prefiro dá-lo ao central Pepe que, a meu ver, fez aquilo que se pode apelidar de “jogão”. Nenhuma jogada de perigo passava pelo defesa português. Uma enorme mais-valia que é necessário manter e melhorar para a fase a eliminar.

Chave do Jogo: Inexistente. Penso que em momento algum deste jogo ambas as equipas goram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado

Arbitragem: Muito permissivo perante uma equipa iraniana muito agressiva.

Positivo: Fernando Santos. Procedeu ás alterações necessárias para que Portugal pudesse enfrentar o Irão com relativa tranquilidade. Apesar de tudo este tem de melhorar um ou outro aspecto para que diante do Uruguai não se passe por sofrimentos desnecessários.

Negativo: Enrique Cáceres. O árbitro desta partida foi a personificação do quão mau um árbitro pode ser num campeonato do Mundo de futebol. A ajudar à festa esteve um tal de VAR que é.- cada vez mais – a encarnação da inutilidade. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (25/06/2018)

terça-feira, 29 de maio de 2018

Morcões!

imagem retirada de zerozero
Que dizer desta partida? Primeiro que tudo que fomos morcões. Morcões a toda a linha. Empatar a dois com uma equipa africana a jogar em casa nem ao maior dos morcões se admite. Tal como não se admite, de forma alguma, a forma ridícula como a defesa portuguesa sofreu os dois golos. No primeiro Ricardo Pereira esqueceu-se de que - também - tem a imperiosa tarefa de defender e de marcar o seu adversário. No segundo todos os elementos da defesa de Portugal estavam, nitidamente, “a fazer a sesta”. Ridículo. Caricato e inadmissível. Especialmente se se tiver em linha de conta que do outro lado do canmpo esteve uma equipa que nem sequer é das melhores do continente africano.

Há que corrigir o que está mal e Fernando Santos sabe bem de tal. É um facto que agora é tempo para se errar e se fazer experiências, mas há um limite para tudo e hoje este limite foi largamente ultrapassado. Se a Equuipa de Todos Nós vai para o Mundial convencida de que tudo vai ser igual ao Europeu de França, então esta está muito enganada. Há que melhorar o aspectio defensivo e com urgência.

Já do meio campo para a frente as coisas foram muito melhores. Portugal esteve muito bem na construção de jogo e gestão da posse da bola. João Mário esteve simplesmente divinal em todos os aspectos de jogo. Foi um tremendo prazer voltar a ver André Silva a mostrar toda a sua categoria. Bernardo Silva (que jogador fantástico!) e Ricardo Quaresma foram os dois “motores” que “empurraram” a selecção da Tunísia para o seu meio campo defensivo.

Em suma, não obstante o amargo empate diante de uma equipa muito mediana, tenho que dizer que nem tudo foi mau.mas confesso que me preocupa esta falta de concentração por parte da linha defensiva portuguesa. Espero é que nos próximos jogos este problema não seja um problema até porque os jogos do Mundial já não estão assim tão distantes.

MVP (Most Valuable Player): João Mário. Este foi, para mim, dos melhores jogos que o internacional português levou a cabo. João Mário estava, praticamente, em todo e qualquer lado do campo. O golo que marcou foi merecido. Só foi pena este ter falhado as outras oportunidades que teve para facturar.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 64´, altura em que a Tunísia empatou a partida a duas bolas. A partir daí o jogo ficou “morno” dado que ambas as equipas pareciam satisfeitas com o empate.

Arbitragem: Mal preparado fisicamente, aproveitou os momentos de falta na segunda parte para conversar e ganhar algum fôlego. Demasiado condescendente com alguma agressividade da Tunísia. Ainda assim, sem grande influência no resultado.

Positivo: Ricardo Quaresma/Bernardo Silva. Qualidade a dobrar nas duas faixas do ataque português. Não é para todos e espero sinceramente que Fernando Santos saiba aproveitar o tremendo potencial ofensivo que tem em mãos.

Negativo: Golos sofridos. Não me canso de “bater na mesma tecla”. Selecção que diz querer ser candidata à vitória final no Mundial da Rússia não pode sofrer golos da forma que sofreu hoje. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (28/05/2018)

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Olhar para trás... porquê?

É uma pergunta de duplo sentido. É uma resposta em sentido único. O FC Porto apresenta-se na Turquia apostado em dar um passo firme rumo aos oitavos de final da Liga dos Campeões, objetivo para o qual se propôs no início da temporada e que ficou bem encaminhado com a vitória no último jogo.

Quanto à pergunta, pode ser feita na perspetiva do jogo no Dragão. Um jogo atípico, com mais FC Porto em termos ofensivos, mas com a eficácia a ditar um dissabor entretanto corrigido com os triunfos no Mónaco e em casa com o Leipzig. Razão para um comportamento tático e de ideia de jogo diferente do normal? Não daria bom resultado e Sérgio Conceição não o fará, certamente.

Mas também pode ser feita na perspetiva da classificação. É verdade que passar é o mais importante, mas não será boa ideia olhar com mais ambição ainda e espreitar o primeiro lugar? Uma vitória não apenas garante (praticamente) a qualificação, como deixa excelentes perspetivas de ainda chegar ao lugar mais desejado. E que jeito pode dar para o sorteio dos oitavos...

Contudo, fundamental mesmo é estabilizar, isto porque os dragões, praticamente perfeitos em termos internos esta época, ainda não encontraram a regularidade desejada em termos europeus. Pelo conforto, pela confiança e para que a última jornada não seja de aperto, frente ao Mónaco.

Pela frente estará também um ambiente frenético, barulhento, ensurdecedor, contornado apenas com... futebol em campo.
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Retirado de zerozero

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

A preciosa lição

imagem retirada de zerozero
Aconteceu mais depressa do que eu pensava. O Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição perdeu pela primeira vez e já há quem lhe faça o “funeral” europeu. Postura irritante? Sim com certeza. Adeptos portistas que nunca estão bem com o que têm e é muito por culpa disto que as coisas estão como estão no reino do Dragão.

Mas entremos agora no jogo propriamente dito para nos focarmos naquilo que realmente interessa. O que falhou nesta partida caseira diante do Beşiktaş JK? Simples. Preparação. Sérgio Conceição, treinador inexperiente no que à Champions diz respeito, entendeu que para se derrotar a equipa turca de Ricardo Quaresma e Pepe bastaria fazer o que faz normalmente na Liga NOS.

Dito de outra forma, para Sérgio bastaria ao FC Porto fazer o habitual corre-corre até se cair para o lado que os golos da vitória acabariam por aparecer. Saiu-lhe o tiro pela culatra pois nas andanças europeias não se defrontam “equipazinhas” que se remetem à defesa à espera do milagroso pontinho… O Beşiktaş JK – equipa matreira que conta com jogadores experientes - aproveitou-se da habitual “pujança” que os portistas tanto admiram e aproveitou-se do “vamos todos para cima deles” para em três contra ataques fazer os três golos que ditaram a derrota dos azuis e brancos. Claro que podemos (e devemos) tudo aquilo que o meio campo portista não fez e os disparates que a dupla de centrais Felipe/Marcano fizeram durante o jogo, mas não é por mero acaso que Sérgio Conceição reconheceu o seu erro crasso no final do jogo.

Agora é que vamos todos ver daquilo que o Sérgio é capaz enquanto treinador de uma equipa como Futebol Clube do porto. O reconhecimento público do seu erro é - para mim - meio caminho andado para que a falsa partida do FC Porto na Liga dos Campeões desta época seja ultrapassada no Mónaco, mas os próximos jogos diante de Rio Ave e Portimonense terão, sem sombra de dúvida, muita influência naquilo que pode (ou não) suceder no principado daqui por duas semanas. Não é por mero acaso que venho dizendo que Sérgio Conceição tem – ainda - muito trabalho pela frente.

Vamos a ver o que vai acontecer. Eu acredito que hoje treinador e equipa aprenderam uma valiosa lição, mas não convêm embandeirar muito em arco porque já há quem esteja a condenar o FC Porto à Liga Europa.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Longe de ter sido brilhante, o malaio do FC Porto foi o único que procurou incomodar a defesa turca. Um oásis de força num tremendo deserto de ideias de nome Futebol Clube do Porto. Merecia ter sido mais feliz nas vezes em que conseguiu levar a bola até à baliza de Fabri.

Chave do Jogo: Dizer que houve um lance que tenha resolvido a contenda a favor de um dos lados é, na minha perpesctiva, um tremendo exagero tendo em consideração a forma como os azuis e brancos não entraram em campo. Por isto, chave do jogo inexistente dado que ao Beşiktaş JK bastou-lhe gerir a intempestiva e pouco racional forma de estar em campo deste FC Porto numa partida da Liga dos Campeões.

Arbitragem: Nada a apontar ao Sr. Anthony Taylor e restante equipa. Não realizaram um trabalho exemplar, mas não foi por causa destes que os Dragões perderam.

Positivo: Ricardo Quaresma. Um Profissional que deu tudo em campo pelo seu Beşiktaş JK mas que não absteve de dizer publicamente que este foi o jogo mais complicado da sua Vida pois teve de defender o clube onde trabalha contra o clube que ama.

Negativo: Meio campo do FC Porto. Danilo Pereira, Oliver Torres e restante malta que jogou no meio campo. Futebol não é só atacar. Há que defender e recuperar bolas!
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (13/09/2017)

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Estreia milionária de um Dragão que voltou a acreditar

Embalado por cinco vitórias no campeonato e com a baliza ainda incólume, o FC Porto prepara-se para entrar em cena na grande montra do futebol europeu. A Liga dos Campeões está de volta ao Estádio do Dragão e com ela regressam ainda dois nomes bem conhecidos do passado azul-e-branco.

Pepe e Ricardo Quaresma são certamente os nomes do Besiktas mais estimados pelos adeptos portistas e a perspetiva de os voltar a ver a pisar o relvado do Dragão é mais um ingrediente para apimentar uma noite que já de si se espera quente.

Os águias negras trazem pergaminhos à Invicta, ou não se tratassem dos atuais bicampeões turcos, e uma série de jogadores capazes de transtornar a defesa portista. Além de Quaresma e das suas célebres trivelas há ainda a ter em conta mais um nome bem conhecido dos portugueses, Anderson Talisca, assim como jogadores como Ryan Babel, Cenk Tosun ou mesmo Álvaro Negredo, embora o espanhol ainda não tenha conseguido deixar a sua marca na Turquia.

A equipa de Istambul soma os mesmos cinco jogos oficiais na atual temporada, divididos entre quatro para o campeonato e um para a Supertaça turca. O saldo, no entanto, não é tão positivo como o dos dragões: no campeonato, o Besiktas registou três vitórias e um empate, na Supertaça foi derrotado pelo Konyaspor.

Para a equipa portista é de suma importância entrar da melhor forma na prova milionária, tanto devido à importância desta para o orçamento do clube como devido ao fator casa. Num grupo em que impera o equilíbrio entre as quatro equipas, capitalizar sobre o apoio dos adeptos é quase essencial.
 
Ausências portistas, dúvidas turcas

É do lado da casa que surge a grande ausência para o encontro (Vincent Aboubakar), mas é no lado turco que residem as grandes dúvidas no que toca à equipa inicial, face às opções do técnico Şenol Güneş. Sérgio Conceição, por seu lado, não deverá ter dúvidas a lançar Soares ao lado de Marega no ataque e a ausência de Maxi Pereira não afeta os planos para a defesa, que contará com o regresso de Ricardo Pereira ao lado direito.

Por outro lado, a equipa turca apresenta várias possibilidades no que toca à formação a escolher. Assente num 4x2x3x1, o Besiktas deverá ter como elemento mais ofensivo o turco Cenk Tosun. É verdade que Álvaro Negredo está entre as opções, mas o espanhol ainda não marcou nesta época e, ao que tudo indica, deverá ser mais uma vez preterido por um jogador que, pelo contrário, já festejou por três vezes.

No alinhamento de Quaresma deverão estar Anderson Talisca e Ryan Babel e na zona mais defensiva do meio-campo abre-se a hipótese de Gary Medel entrar para o onze. Na defesa reside uma grande dúvida: o brasileiro Adriano chegou a ser dado como carta fora do baralho mas integrou a comitiva e o técnico indicou que está entre as opções para a equipa inicial.

O hino da Liga dos Campeões voltará esta terça-feira a soar no Dragão e Sérgio Conceição, que se irá estrear na prova como treinador principal, terá apenas um objetivo: somar mais três pontos neste arranque de temporada emocionante, os primeiros três na prova mais mediática do futebol europeu.
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Retirado de zerozero

domingo, 25 de junho de 2017

Dominar, relaxar e ganhar

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Dominar, relaxar e ganhar. É assim que se pode descrever a vitória de Portugal sobre a Nova Zelândia. É um facto que a FIFA procurou dar oportunidade a outras selecções quando retirou a Austrália da zona de qualificação da Oceânia, mas depois vemos aquilo que esta Nova Zelândia é capaz e rapidamente percebemos que a medida não terá sido assim muito feliz. E nem vale a relembrar a participação do Taiti na Taça das Confederações de há quatro anos…

Ora sendo a equipa neozelandesa um conjunto de “bons rapazes”, nãos erai de esperar outra coisa senão uma vitória portuguesa. Claro que a displicência poderia vir a fazer mossa (o México que o diga), mas para quem viu o jogo rapidamente percebeu que com maior ou menor dificuldade Portugal ia vencer o jogo. Faltava era saber por quanto.

Contudo podemos, e devemos, realçar a displicência e lentidão de processo demonstrado pelo onze escalado por Fernando Santos nos primeiros minutos do jogo. Perante uma equipa que quando confrontada com a técnica da nossa selecção recorria, vezes sem conta, à violência seria de esperar que Portugal tivesse já um score bem volumoso no final da primeira parte, mas tal não sucedeu porque numa primeira fase os lusos andaram “devagar, devagarinho” e Cristiano e/ou Quaresma que resolvessem. Foi nesta mesma fase que reparei (outra vez) que a construção de jogo não pode ser entregue a João Moutinho…Sempre que a bola chegava aos seus pés o jogo ofensivo de Portugal “empanava” quase que por completo. Não fosse Danilo Pereira o jogador que é e acredito que Portugal chegaria ao intervalo a vencer somente por uma bola a zero.

Tirando a fase inicial da partida onde o jogo português pareceu ter andado meio perdido, tudo o resto correu de feição a Fernando Santos que conseguiu conquistar mais um dia de descanso e renovar o físico dos seus comandados. Só é pena que Pepe tenha tido uma entrada estúpida que o impede de disputar a fase seguinte… Mas quando se fala de Pepe já todos sabemos o “que a casa gasta”.

Agora venha Alemanha ou Chile. E não me venham cá com tretas porque tanto uma equipa como a outra equipa são difíceis. Relembro que Portugal vai disputar a meia-final de uma prestigiada competição.

MVP (Most Valuable Player): Eliseu. O açoriano não começou muito bem o jogo (tal como toda equipa portuguesa), mas rapidamente procurou sair do “marasmo” acabando por realizar uma excelente exibição. Especialmente no ataque onde esteve sempre muito perigoso nos cruzamentos para a área neozelandesa.

Chave do Jogo: Apareceu somente no minuto 80´ do jogo para resolver o dito a favor de Portugal. Até esta altura em que André Silva marcou o terceiro golo, a partida esteve longe de ficar resolvida. Não que a Nova Zelândia representasse um perigo real para os portugueses, mas sim porque um golo neozelandês poderia muito bem enervar uma equipa portuguesa que em muitos momentos do jogo revelou algumas dificuldades em impor o seu futebol.

Arbitragem: Não se pode dizer que o árbitro e restantes auxiliares estiveram mal no jogo. A meu ver o Sr. Mark Geiger e restante equipa procuraram sempre passar ao lado do jogo, mas se tivessem começado a sancionar mais cedo a excessiva dureza neozelandesa não teria vindo mal ao mundo.

Positivo: Fernando Santos (mais uma vez). O seleccionador nacional promoveu algumas alterações no onze inicial (especialmente em sectores chave) e deu-se bem com tais “mexidas”. Refrescou a equipa e ganhou o grupo. Muito bem Mister!

Negativo: A insensatez de Pepe. Já todos conhecemos Pepe, mas estando o jogo como esteva (decidido) era escusado o central ter feito o que fez para ver o cartão amarelo. Fica de fora das meias-finais e vai obrigar a que a dupla de centrai tenha de ser refeita.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (24/06/2017)

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Lá voltamos às contas

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Parece gozo mas não é. Portugal tem mesmo o sádico prazer de andar sempre com a calculadora na mão no que a estas coisas do futebol diz respeito. A nossa Selecção sabia (ou pelo menos deveria saber) que a selecção do México é muito forte no ataque e algo mediano na defesa, mas mesmo assim a nossa equipa entrou em campo algo apática e em muitos momentos da primeira parte pareceu estar perdida em campo e, inclusive, deu-se mal com a pressão que os mexicanos iam fazendo no meio campo.

Obviamente que o facto de os habituais “pastéis de nata” de nome William Carvalho e André Gomes contribuíram, e muito, para o estado de coisas na primeira parte mas não foram os únicos a “ficar mal na fotografia”. A dupla de centrais lusa que no último Europeu deu muito boa conta de si não esteve lá muito bem na partida de hoje. Os dois golos sofridos são disto um bom exemplo. Tivessem Pepe e Fonte feito o seu trabalho como deve ser e pelo menos o último golo dos mexicanos não teria entrado… Tanto Fonte como Pepe tinham a obrigação de saber que o México é muito forte nos lances pelo ar.

Fernando Santos também não esteve nos seus dias. Por perceber fica a razão pela qual André Silva foi relegado para o banco em detrimento de Nani. Ainda se Nani tivesse tudo uma boa época no Valência… E que ideia foi aquela de retirar Quaresma do campo quando este poderia ter sido deveras importante na fixação dos rapidíssimos defesas laterais mexicanos? A única alteração em que Fernando Santos me pareceu ter estado bem foi na entrada de Adrien para o lugar de um fatigado João Moutinho. Em tudo o resto foi de uma nulidade sem sentido.

É verdade que Portugal melhorou muito na segunda parte (William começou - finalmente – a vir buscar bola à defesa e a apoiar os seus colegas da linha defensiva) e que impôs, com alguma dificuldade, o seu futebol perante um México sempre muito combativo e com um Guarda-redes inspirado, mas tivesse o onze luso feito o seu trabalho e não estaríamos agora a dizer que é fundamental vencer a Rússia para não se chegar à última jornada com o raio da calculadora numa mão e com o Terço na outra.

MVP (Most Valuable Player): Cristiano Ronaldo. Jogou e fez jogar. Marcou presença nos dois golos de Portugal e foi de todos os jogadores lusos aquele que pareceu sempre muito mais interessado em “dar o litro” pela nossa Selecção. Merecia uma vitória por tudo o que fez em campo mas, infelizmente, tal não foi possível. Que regresse – mais uma vez - em grande diante da Rússia!

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento alguma algumas das equipas foi capaz de criar um lance que colocasse um ponto final na partida a seu favor.

Arbitragem: Para quem diz que o vídeo árbitro é a oitava maravilha do Mundo ficou hoje demonstrado (mais uma vez) que tal não passa de uma tremenda treta facciosa! É incrível que os golos portugueses tenham suscitado sempre dúvidas ao árbitro. Já os golos dos mexicanos eram invariavelmente “claros como água”. Por explicar está a anulação do primeiro golo português… Obra do fabuloso vídeo árbitro! Tirando isto posso dizer que Néstor Pitana levou a cabo uma arbitragem razoável se bem que aqui e acolá tolerou o jogo violento dos mexicanos.

Positivo: Ricardo Quaresma O melhor em campo depois de Cristiano Ronaldo. Jogou, lutou e marcou um golo. Poderia ter marcado outro ainda na primeira parte mas a sorte não quis nada com ele. A manter Quaresma!

Negativo: André Gomes e William Carvalho (mais uma vez). A dupla “pastel de nata” do meio campo de Portugal. André Gomes mostrou – mais uma vez – porque é tão mal amado em Barcelona e William justificou a razão pela qual o Sporting CP teve a época que teve. 

Artigo publicado no blog o gato no telhado (18/06/2017)

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Não houvesse um Quaresma…

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É neste tipos de jogos diante de adversários acessíveis que se comprometem as qualificações caso não se tenha a devida postura dentro e fora de campo. A nossa Selecção já deveria saber disto dado que já teve muitos – demais - dissabores com equipas do estilo desta Letónia, mas parece que os nossos jogadores e técnicos gostam de dar uma de “burros” sempre que jogam contra um adversário teoricamente acessível, Não se aprende de uma vez por todas o raio da lição e depois andamos todos de coração numa mão e máquina de calcular na outra… Para mais o Grupo B de Qualificação para o Mundial da Rússia está a ser deveras complicado porque nem Suíça nem Hungria parecem querer dar-nos sossego dado que não perdem um único ponto (ao contrário de Portugal que já perdeu 3 pontos diante da formação helvética).

Não percebi o que quis dizer Fernando Santos com “falta de dinâmica” para justificar uma primeira parte onde a Equipa de Todos Nós teve mais do que oportunidade de ter colocado um ponto final no jogo. A Letónia em certos momentos tinha não uma, mas sim duas linhas defensivas diante da sua baliza. Cabia a Portugal explorar ao máximo os flancos em vez de insistir nu futebol afunilado que esbarrava, invariavelmente, no muro letão. Não fosse a fraca qualidade técnica dos jogadores da Letónia e não teríamos Cristiano Ronaldo a marcar o golo inaugural (mas que grande penalidade tão mal marcada CR7!). Na primeira parte a única coisa que me pareceu positiva foram as antecipações dos jogadores portugueses que eram, quase sempre, feitas no timming certo, impedindo que os letões pudessem criar perigo junto da baliza de Patrício. Tudo o resto foi o insistir e insistir num modelo de jogo que não nos estava a levar a lado algum a não ser à moralização da equipa do leste europeu.

Foi preciso Cristiano Ronaldo ter falhado uma Grande penalidade e a Letónia ter marcado o seu golo para que Fernando Santos pusesse – finalmente! – de lado a tal de “falta de dinâmica” para retirar de campo um apagadíssimo Nani e feito entrar Ricardo Quaresma. E o jogo transformou-se de imediato. Foi como se tivesse havido um “clic” que acendeu a lâmpada fundida que se encontrava em cima da cabeça dos jogadores lusos. Quaresma entrou, o ataque passou a ter outro estilo, surgiram as variações de flanco e tal desconcertou por completo a defesa da letónia. Até Cristiano Ronaldo que es5tava algo em baixo em termo de rendimento passou a jogar de outra forma. Foi, portanto, com naturalidade que os golos surgiram e acabaram por se multiplicar com a ajuda do recém entrado Gélson Martins que com a sua velocidade e técnica (aliada à mestria de Quaresma) arrasou por completo o muro letão.

No final tudo acabou bem e Portugal goleou. A nossa Selecção tem o melhor ataque e defesa do seu Grupo. Tal poderá ser muito importante na hora de se fazerem as contas finais do apuramento, mas se Portugal tiver um desempenho igual ao da primeira parte do jogo de hoje diante da Hungria e/ou Suíça (e até mesmo diante desta Letónia) e não sei se vamos ter de fazer umas contas bem mais complicadas.

Chave do Jogo: Apareceu ao minuto 65' para resolver a contenda a favor da nossa Selecção. A entrada de Quaresma na partida revelou-se fundamental para que Portugal pudesse vencer o jogo.

Arbitragem: Não creio que haja muito a dizer sobre o desempenho do Sr. Bobby Madden e sua equipa de arbitragem. O escocês teve algum trabalho dado que os letões estiveram sempre muito mais interessados em “distribuir” pancadaria do que em jogar futebol, mas no cômputo geral o trabalho da equipa de arbitragem foi bom. O árbitro esteve bem ao ter assinalado as duas Grandes Penalidades a favor de Portugal.

Positivo: Ricardo Quaresma. Se há jogador que “mexeu” com o jogo a favor da equipa portuguesa foi, sem sombra de qualquer dúvida, Ricardo Quaresma.

Negativo: A tal de “falta de dinâmica”. Contra equipas que jogam fechadas na sua área não adianta insistir num estilo de jogo que faz com que o jogo ofensivo seja uma nulidade. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Terminar em beleza

«Tudo o que eu te dou, tu me dás a mim». Esta é a parte do hino que Portugal leva para o Europeu 2016, cantado por Pedro Abrunhosa, que Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo mais levaram a peito no último teste da seleção lusa antes da partida para França, onde Portugal se vai estrear na próxima segunda-feira, frente à Islândia. Os adeptos do Estádio da Luz deram apoio e os dois avançados deram espetáculo. Golos bonitos, fintas desconcertantes e boas notas para Fernando Santos foram o mais importante da vitória. 
 
Portugal goleou tranquilamente por 7x0, mas calma!. Não vamos embandeirar, porque, se a qualidade está lá, ainda há muito trabalho. Ainda assim, se Portugal conseguir jogar regularmente como jogou nos 15 minutos finais da primeira parte, o país pode sonhar.
 
A Federação escolheu a Estónia para o último amigável, uma escolha compreensível. Fernando Santos sabe que, pelo menos na fase de grupos, Portugal vai jogar constantemente em ataque continuado e foi o que se viu na Luz. Apesar dos golos, uma coisa saltou à vista: o meio-campo ainda não está no ponto. O selecionador escolheu Danilo, André Gomes, João Mário, Moutinho e notou-se alguma falta de criatividade na primeira metade do jogo. Com o sistema que Fernando Santos quer utilizar, com dois avançados móveis, é essencial que quem jogue nesse setor tenha a capacidade de criar desiquilibrios.
 
Portugal demorou quase 30 minutos a criar oportunidades. Mas tudo se tornou mais fácil, quando Ronaldo e Quaresma abriram o livro. Primeiro CR7 ameaçou isolado. Depois Ricardo Quaresma voltou a mostrar que está num bom momento e, de trivela, ofereceu o primeiro a Ronaldo. Não satisfeito, Quaresma achou que devia levantar todo o estádio com um chapéu que se deve ver e rever...com calma. Ainda antes do intervalo Ronaldo, após uma boa combinação com João Mário, fez o 3x0.
 
Na segunda parte começaram as experiências na equação de Fernando Santos. Apesar disso, a constante Ricardo Quaresma manteve-se. Primeiro assistiu Danilo para o 4x0 e depois foi dele o cruzamento que terminou com o quinto golo. A cereja no topo do bolo, que foi a exibição do mustang, surgiu já perto dos últimos 10 minutos, quando Renato Sanches pegou na bola e ofereceu a Quaresma o sexto golo. Para finalizar, Éder voltou a mostrar que pode ser uma opção válida ao fazer o 7x0 
 
Os 52 mil espetadores que estiveram na Luz viram algumas dúvidas serem dissipadas. Primeiro Quaresma merece estar no 11. Segundo José Fonte e Danilo mostraram que podem ser titulares e terceiro, André Gomes, Moutinho e João Mário precisam de mais, muito mais.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo. Ricardo Quaresma

terça-feira, 8 de setembro de 2015

O apuramento aqui tão perto

Apenas pecou por tardio o golo que permitiu a Portugal levar de vencida a Selecção da Albânia. Miguel Veloso, que jogou pela primeira vez sob o comando de Fernando Santos, foi o herói Português em solo Albanês, ao concretizar, de cabeça e já dentro do período de compensação, um belo pontapé de canto cobrado por Ricardo Quaresma.
 
A festa da Selecção Lusa foi tremenda. Uma festa feita com inteira justiça porque Portugal foi globalmente melhor que a Albânia – apesar de nos últimos 15 minutos o encontro se ter partido – e que permite à Selecção orientada por Fernando Santos estar com um pé no Campeonato da Europa de 2016, em França.
 
Obrigado a mexer no meio campo por causa das ausências de Tiago e João Moutinho, Fernando Santos optou por dar a oportunidade a Bernardo Silva, que cumpriu bem com a missão que lhe foi dada, e a Miguel Veloso, que jogou pela primeira vez sob o comando do actual Selecionador. Portugal entrou bem, de forma organizada e a jogar em toda a extensão do campo, não permitindo à Albânia pegar no jogo.
 
Os Albaneses optaram por jogar com um meio campo muito junto e para contrariar isso Portugal apostou nos passes directos, com Miguel Veloso e Bernardo Silva a tentarem assistir os jogadores mais rápidos da frente, Nani e Cristiano Ronaldo. O Capitão da Selecção Portuguesa esteve mesmo muito perto de marcar aos 12 minutos, através de um remate que obrigou o guarda-redes Albanês a ceder canto. Na sequência, Nani atirou ao poste.
 
As ocasiões, apesar de falhadas, permitiram a Portugal subir mais no terreno e foi a partir deste momento que Bernardo Silva mais se destacou, tendo como ponto alto um remate que saiu a poucos centímetros do poste, a cinco minutos do intervalo. Danilo Pereira, com a ajuda de Miguel Veloso quando era necessário, dava segurança defensiva ao meio campo, e o médio do Monaco combinou bem com Danny, o que lhe permitiu fazer uma boa ligação entre o miolo e o ataque Português.
 
Portugal tinha o controlo do jogo, tinha a bola na sua posse e era por culpa da ineficácia que ainda não estava na frente do marcador. Prova disso é que Rui Patrício foi um mero espectador ao longo de toda a primeira parte, tendo o primeiro remate da Albânia surgido aos 35 minutos, embora não tenha sido enquadrado com a baliza e ainda tenha sofrido um desvio na defesa.
 
Na segunda parte manteve-se o domínio Luso e Danny podia ter dado vantagem a Portugal, após um cruzamento de Cédric. Mas o Selecionador da Albânia mexeu bem na equipa e o 0 x 0 manteve os Albaneses em jogo, pelo que se adivinhava – como se veio a verificar – que os últimos minutos iriam ser partidos e perigosos.
 
Dos 75 minutos em diante não houve domínio de qualquer um dos lados. Houve, sim, a sorte a proteger os guarda-redes de ambas as Selecções. Primeiro foi Rui Patrício, que viu a bola bater no poste após ter desviado num defesa Luso. Depois foi Berisha que, após ter sido batido por um «chapéu» de Eliseu, viu a bola sair a centímetros do poste. Tudo parecia indicar que ia haver uma divisão de pontos, até que Miguel Veloso, após canto de Ricardo Quaresma, apareceu e com um cabeceamento certeiro deu a vitória a Portugal.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo; Danilo Pereira

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Adeus Quaresma

Ricardo Quaresma deixou novamente o Futebol Clube do Porto. No seu Blog deixou uma mensagem sentida onde mostrou um enorme, para não dizer tremendo, respeito pelo Universo Futebol Clube do Porto. Tal, só por si, merece que todos os adeptos Portistas desejam a maior das felicidades ao “Ciganito” nesta sua nova aventura no estrangeiro.
 
Agora o facto de Ricardo Quaresma ter mostrado ao Mundo que é Humano não dá, a meu ver, direito a que muita gente aponte o dedo á SAD e ao Treinador Julen Lopetegui. Lamento mas vejo nisto a cobarde campanha de difamação e perseguição que tem sido feita ao Basco desde que este se tornou Treinador da equipa principal dos Dragões. Podemos, e devemos, apontar as asneiras de Lopetegui para que este melhore (este tem feito por melhorar segundo o que se vai vendo no estágio), mas daí a “atirar-lhe a pedra” por causa da saída de Quaresma vai uma enorme distância.
 
Primeiro que tudo há que dizer que se Ricardo Quaresma tivesse mesmo intenção de ficar no porto e acabar a sua carreira de Dragão ao peito não teria nunca aceita sair para a Turquia.
 
E não me venham cá com o argumento da Selecção porque mesmo não sendo regularmente chamado ao onze inicial do FC Porto Quaresma era sempre convocado por Fernando Santos. Este argumento “não cola”
 
Assim como também não serve a história da carochinha de que Quaresma não se dá bem com o banco de suplentes pois aos erviço da nossa Selecção Quaresma não se importa de fazer parte do bano e de ser a “arma secreta” de Fernando Santos.
 
Obviamente que a saída de Ricardo Quaresma do Dragão é uma perda para o Clube pois todos queremos ter os melhores Jogadores na nossa equipa, mas é preciso ter-se em linha de conta que o actual Quaresma já está longe, muito longe, do primeiro Quaresma que passou pelo FC Porto. A idade não perdoa a ninguém… Nem a RQ7 que deveria começar a mostrar disponibilidade para jogar em outras posições onde não se exija tanto da velocidade mas sim da técnica… Mas Quaresma é mesmo assim e é muito por isto que não é um “clone perfeito” de Cristiano Ronaldo apesar de o potencial estar ali à mão de semear.
 
Por tudo isto fica aqui o meu adeus a Ricardo Quaresma. Que seja feliz na Turquia e os ares do médio oriente lhe tragam a sensatez que este precisa para ser ainda mais mágico do que aquilo que é hoje em dia. Boa sorte “Ciganito”!

sábado, 18 de julho de 2015

Partidas e Chegadas

Todas as épocas é a mesma história. O único interesse dos pasquins falados, escritos, ou na caixa que mudou o mundo, é o desenvolvimento das movimentações do mercado. Então nos circos da capital o movimento é desusado. Paletes de jogadores entram e saem às dúzias. Lembram-se daquele jogo da praia? “Lá vai uma barquinha carregadinha de…” e o parceiro do lado tinha que inventar uma palavra para o jogo continuar.

Como bons seguidores que somos desta atividade portuária (ou não tivéssemos um porto) não quisemos ficar atrás. Já estão a pensar na expressão aterradora não é: “Vamos começar uma equipa nova”! Onde é que eu já ouvi isto? Então, para não me esquecer resolvi anotar as Partidas até ao dia 16, altura em que escrevo esta crónica.
SÉRGIO OLIVEIRA – Os comentadores dizem estar em “integração progressiva”, metáfora que costuma significar: ir de vela como os outros. Portanto: Nim!

GONÇALO PACIÊNCIA – Mal pôs os pés em terra firme recebeu guia de marcha não se sabe bem para onde. Fala-se que para a Académica.

DIEGO REYES – Em quem “o Futebol Clube do Porto deposita grande confiança”… Já foi para o Real Sociedade

QUINTERO – Ciao bambino, vai lá para Bologna! “É para despachar e leva outro de graça”!

CASIMIRO e ÓLIVER – “A gerência agradece e deseja bom regresso a casa”

FABIANO – No meio de tanto barrete na baliza, logo te havia de calhar a ti. (Fenerbahçe)

QUARESMA – ”Para a outra vez não abraces os treinadores adversários” nem andes para aí a tirar fotos despido! Já sabes que somos todos muito puristas… (Besiktas)

E numa traineira, só para eles, uma molhada dos que nem faziam parte do plantel

Carlos Eduardo (Al Hillal); Otávio (Guimarães); Licá (Guimarães); Tózé (Guimarães); Kléber; Josué (Bursaspor); Ghilas (Levante); Roniel (Paços Ferreira); Abdoulaye (Fenerbahçe); André Fernandéz (Granada); Marco Pavlosky (Mouscron-Péruwesk); Campaña (Alcorcón).
Nas Chegadas, e até agora, temos a registar: Bueno (Rayo Vallecano); André André (Guimarães); Gudiño (Guadalajara); Imbula (Marseille); Danilo Pereira (Marítimo); Casillas (Real Madrid); Maxi Pereira (Benfica); e Cláudio (Guimarães).

As opções são as possíveis e da responsabilidade da SAD eleita por 90% dos portistas. Poderei gostar mais de uns e menos de outros, ter saudades de alguns dos que partiram e desejar que venha o tal goleador. O nosso blogue é como a SAD: não se poupa a despesas e inseriu um passatempo para os mais pequenos se entreterem a colorir.
Outra coisinha que gostava de dizer aos meus amigos é que não concordo com alguns comentários muito agressivos em blogues portistas de referência (refiro-me aos da Bluegosfera) que apenas servem para dividir a massa associativa. Discordar sim mas respeitar as opiniões dos outros. De mim podem discordar à vontade. Estou vacinado há muitos anos.
Num ano que se espera muito difícil devemos estar unidos mesmo que tenhamos que engolir alguns sapos. Como sempre digo, gostava que nas próximas eleições quem não gostar do senhor Pinto da Costa dê a cara e apareça com uma lista melhor…

ULTIMA HORA - FC PORTO CONCLUI COMPRA DO PORTO CANAL

​Medialuso permanecerá como parceiro tecnológico

Terminou esta sexta-feira, com sucesso, o processo de aquisição do Porto Canal, envolvendo a sociedade Avenida dos Aliados, detida pela Medialuso, e a FC Porto Media.

O FC Porto congratula-se com o facto de a Medialuso permanecer como sócia minoritária, conjugando a sua condição de parceiro tecnológico com a sua própria aposta no crescimento do Porto Canal.

Com o Porto Canal incluído no universo do Grupo FC Porto, seguem-se os passos atinentes ao reforço das condições de produção e emissão de uma televisão de qualidade e única no país, devido ao facto de estar destinada também a servir os interesses da região Norte, missão reiteradamente declarada pelo presidente Jorge Nuno Pinto da Costa.

Até à próxima

domingo, 12 de julho de 2015

Entre o Céu e o Inferno

Esta altura do ano é, para mim, das mais complicadas de se viver. Pouco trabalho porque muita malta está ou vai de férias, futebol é coisa que não se vê e rumores sobre o Jogador A. B ou C é coisa que não falta pois os Jornais Desportivos (e não só) têm que “encher” as suas páginas de uma alguma forma.
 
Torna-se, portanto, um tudo ou nada penoso para mim estar aqui a comentar a situação de Ricardo Quaresma.
Neste momento não se sabe bem o que vai ser feito com o “Ciganito”. O facto de es5te não integrar o lote de Jogadores que partiram para estágio na Holanda deixa a entender que o seu futuro não passará pelo Dragão. Mas também não há ainda garantias de que Quaresma vá mesmo deixar a Cidade Invicta para tentar, mais uma vez, a sua sorte no estrangeiro.
 
E é muito por isto que me causa uma certa impressão ver duas facções Azuis e Brancas a “lutar entre si” por causa de Ricardo Quaresma. Os Anti Quaresma estão felizes pro saber que Quaresma está na pro ta de saída do Estádio do Dragão e os FC Quaresma lamentam a saída do mágico e “atiram as suas garras afiadas” ao “pescoço” da SAD Portista e pelo meio ainda aproveitam para “bater” no Treinador e criticar toda e qualquer opção em termos de contratação para a nova Época. 
Situação lamentável e vem patente do desnorte que se apossou de uma grande franja da massa adepta do FC Porto… O que duas Temporadas onde só se ganhou uma Supertaça Cândido de Oliveira faz a quem está muito mal habituado…
 
Meus amigos e minhas amigas; naturalmente que eu não concordo com aqueles que dizem sim a tudo o que o nosso clube faça. Questionar e reflectir sobre o Universo Portista é saudável e é algo que o nosso Clube bem necessita dado que já são duas épocas “quase a seco”, mas haja bom senso e alguma sensatez no meio de tudo.
 
Isto porque no processo Quaresma há que pensar que o Jogador também terá a sua quota-parte de culpa (se é que pode falar em culpa no meio disto) no que à sua eventual saída diz respeito. Assim como não há que exigir um desempenho “à Cristiano Ronaldo ou à Messi” ao Atleta X ou Y porque o valor do seu passe foi elevado… E o mesmo se aplica a Jogadores, como Adrián López, que não conseguiram impor o sue futebol na Época transacta.
 
Haja um pouco de sensatez. Bem sei que esta altura do ano custa a passar, mas deixem de andar sempre a ir do Céu ao Inferno e vice-versa. Haja paciência da parte de todos nós para que no final se façam as contas.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Pensamento da Semana: Atenção à brincadeira

Eis que sabemos, finalmente, qual o Calendário do Futebol Clube do Porto para a Época 2015/16. As cinco primeiras jornadas são as seguintes:
 
FC Porto x Vitória de Guimarães
Marítimo x FC Porto
FC Porto x Estoril
Arouca x FC Porto
FC Porto x Benfica
 
Tirando a deslocação a Arouca que será, à partida, mais “fácil”, todas as outras revelam ser de um grau de dificuldade relativo/elevado pelo que se pode dizer que o Futebol Clube do Porto tem pela frente um arranque de Temporada bem complicado. 
 
Agora o Dragão que se meta a brincar durante a Pré Temporada e não apresente uma equipa preparada e com um onze base que a coisa vai dar para o torto e a culpa é dos outros.
 
Para finalizar deixo aqui duas notas muito breves sobre Quaresma e Antero Henriques:
 
. Se realmente Ricardo Quaresma não quer cá estar e o Treinador do FC Porto não conta com ele, então que o deixem ir embora de vez pois só faz falta quem quer cá estar. Alimentar novelas não nos leva a lado algum. Tal só serve para destabilizar o grupo de trabalho;
 
. Não sei, nem quero saber, o que se passa com Antero Henriques. Pelo que vou lendo e ouvindo o caso é pessoal e só ao interveniente no Processo diz respeito. Como tal não percebo a razão da Comunicação Social querer “colar” à força o nome do Futebol Clube do Porto quando o Clube era, segundo dizem, um suposto cliente da tal Empresa de Segurança da qual Antero Henriques é, mais uma vez supostamente, Sócio. Quer dizer, se eu comprar uma camisa na Loja X e esta estiver envolvida num Processo-crime qualquer eu também tenho culpas no cartório?