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sábado, 25 de junho de 2016

BREXIT Uma Bomba ao Retardador

O Mundo acordou hoje 24 de Junho de 2016 sob a decisão do Reino Unido abandonar a União Europeia ao fim de 59 anos da formação inicial depois dos fundadores Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e os Países Baixos terem dado o pontapé de saída.
Em 1973 a Dinamarca, Irlanda e Reino Unido aderiram à União Europeia aumentando para nove o número de estados membro. Nos anos 80 é a vez de se juntarem a Grécia, Espanha e Portugal. É assinado o Ato Único Europeu, um tratado programa, destinado a eliminar as dificuldades que se opõem ao livre fluxo de comércio na UE, criando assim o “Mercado Único e a livre circulação de pessoas e bens”. Na parte relativa ao futebolzinho permitiu exportarmos ao abrigo desse regime comunitário centenas largas de jogadores que, de outra forma, não cumpriam os pressupostos para ali trabalharem. Vai ser difícil exportar mais Mangalas e outros seres estranhos.
 
Nos anos 90 negoceiam-se dois tratados, o Tratado da União Europeia ou Tratado de Maastricht, de 1993, e o Tratado de Amesterdão, de 1999. Nessa década a União Europeia conta com mais três parceiros a Áustria, Finlândia e Suécia. Com o acordo de Schengen, as pessoas podem viajar sem passaporte e atravessam livremente as fronteiras.
No novo milénio mais países aderiram com a propósito de combater a criminalidade e sair da crise económica que atravessava a comunidade. Os estados membros passam então a ser: a Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta. Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia, e Suécia, a outros se anunciam.
 
Os efeitos são imprevisíveis, desde logo a quebra brutal das ações, a própria libra, e por tabela o Euro e a subida da taxa de juro. Os nossos compatriotas que por lá trabalham não se deverão preocupar para já, visto que o prazo previsto para que toda a legislação política, direito comunitário etc. seja adaptado à nova realidade, será pelo menos de dois anos, bem como a necessidade de rever toda a legislação do tratado entre os restantes países com esta saída/surpresa. 
 
Como é um assunto na moda as geringonças de outros membros já pedem referendos à permanência ou saída dos seus estados. Enquanto isso andamos nós tão preocupados com o alargamento da Liga para 20 clubes!
 
Até à próxima

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Um treino de resistência

Este título é certamente conhecido, sobretudo dos adeptos cinematográficos, mas não nos referimos à película de Sergio Leone, de 1966. Falamos do particular em Wembley, 50 anos depois, que serviu de preparação para Inglaterra e Portugal, com vista ao Europeu de França.
 
Num jogo de preparação, a palavra «teste» ganha uma grande dimensão, bem maior do que o jogo em si. Há, por isso, muitas conclusões e ilações a tirar, sejam boas ou más. Sendo que, nesta partida, houve também uma espécie de vilão: Bruno Alves. Claro que a palavra é bastante forte e também não seja caso para tanto, quer porque se tratou de um amigável, quer porque não aleijou Kane na entrada perigosíssima que fez, quer também porque Portugal se comportou melhor depois desse vermelho, apesar de ter sofrido no fim.
 
Num esquema que se manteve no 4x1x3x2, Fernando Santos não mudou o desenho, mas apresentou outras dinâmicas, por força dos jogadores que utilizou. Adrien apareceu mais vezes na esquerda e o selecionador pareceu querer dizer que o camisola 23 é a alternativa a João Mário, para além de o ser a Moutinho. Inicialmente,não correu bem, o que é normal por ser uma realidade diferente para o médio do Sporting, que, tal como João Mário, não é de profundidade.
 
Com a Inglaterra a travar a construção lusa logo no início, Portugal não conseguiu soltar-se no terreno, com exceção para uma possibilidade de João Mário. Essa dificuldade de fazer jogo ficou vincada, tal como o pouco sucesso no jogo de transição rápida, onde Rafa e Nani não conseguiram potenciar as suas melhores qualidades.
 
A equipa portuguesa parecia descaracterizada e pouco definida, muito pela guerra do meio-campo, que a Inglaterra ia ganhando. O facto de apresentar dois pontas de lança mais Wayne Rooney começou por baralhar as marcações nacionais, que também continuam à espera do melhor Moutinho - ainda não é este.
 
Completando os pontos negativos que rodearam a exibição nacional, Bruno Alves, que teve a oportunidade de mostrar a Fernando Santos que pode ser titular, acabou por não o fazer. Pelo contrário, a forma como é expulso num lance completamente desnecessário pode tirar-lhe definitivamente essa esperança, bem como relegá-lo para quarta opção.
 
Não podemos dizer que a face negativa de Portugal terminou com a expulsão - até porque André Gomes não esteve propriamente bem e o golo de Smalling foi amargo - mas não deixa de ser factual que a exibição foi bem mais risonha.
 
Comecemos por Rui Patrício. Está em boa forma e é indiscutível, pela segurança e pela experiência. E passemos para oslaterais, que dão outra garantia defensiva e não menos qualidade ofensiva (melhor Eliseu que Vieirinha, apesar de tudo).
 
Porém, é nos centrais que se fixa o nosso maior elogio. José Fonte e Ricardo Carvalho estão numa enorme (e saudável) competição para acompanhar Pepe na escolha do selecionador e estiveram imperiais durante quase todo o desafio.
 
Além disso, continua a haver um Quaresma em excelente momento de forma. Brilhante o lance do camisola 20 logo depois de ter entrado. A jogar assim, Nani talvez tenha o lugar em risco.
 
Foi mesmo pena o golo sofrido no fim. Ainda que, a sofrer e a errar, que seja agora. Nota razoável ao jogo nacional, mas nota claramente positiva à postura de enfrentar as adversidades.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Ricardo Carvalho

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A hora do tudo ou nada

Chegamos aquele momento em que não cale apena olhar para trás e lamentar o que não se fez. Agora já só interessa o que pode ser feito no presente para que o futuro seja do nosso agrado. È a hora do tudo ou nada na Champions para o Futebol Clube do Porto. Ou ganha em Londres ou então “cai” para a Liga Europa.

Ora vencer em Inglaterra é cosia que o dragão nunca fez. Nem nos tempos em que foI campeão Europeu com José Mourinho co comando técnico. Não estou com isto a dizer que Julen Lopetegui não consiga fazer história e fazer com que o Futebol Clube do Porto vença, pela primeira vez, em Inglaterra. Estou antes a dizer que os Dragões têm nesta meta histórica uma motivação extra e uma condicionante caso o jogo de Stamford Bridge não esteja a correr de feição para 9os interesses Azuis e Brancos.

Deito de outra forma, esta última jornada da fase de grupos da Champions vai exigir imenso dos Atletas e Treinador do FC Porto no que ao factor psicológico diz respeito. Vai ser preciso um Futebol Clube do Porto mandão, forte, autoritário e, sobretudo, astuto que aproveite o fracto de o Chelsea de Mourinho estar hoje a jogar uma cartada decisiva no que ao resto da sua temporada diz respeito dado que a nível interno as coisas tem ido de mal a pior para os Londrinos.

Convêm que Lopetegui não invente e que não se deixe influenciar pela pressão Doyen. Há que colocar os melhores Jogadores nas suas respectivas posições senão é o fim do sonho Champions para o Dragão.

A lista de convocados por Julen Lopetegui para este jogo entre o FC Porto e o Chelsea FC, em Londres, da sexta jornada do grupo G da Liga dos Campeões (19h45), contempla os regressos de Imbula e João Costa, guarda-redes da equipa B. O Treinador Espanhol acrescentou dois jogadores à convocatória para o jogo frente ao Paços de Ferreira.  

Lista de 20 convocados: Helton, Casillas e João Costa (g.r.); Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Tello, Evandro, Herrera, Jesús Corona, André André, Miguel Layún, Danilo Pereira, Alberto Bueno e Imbula. 

Onze provável (4x2x3x1): Casillas, Maxi, Maicon, Marcano, Layún, Danilo, Evandro, André, Herrera, Brahimi e Aboubakar  

p.s. Gralha corrigida. Agradeço a quem reparou no pormenor do "12.º Jogador" mas erros acontecem a todos. Muito especialmente a quem mesmo adoentado se esforça por manter este espaço actualizado.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Grupo G

O sorteio da UEFA Champions League colocou no caminho do FC Porto três campeões dos respectivos países: os ingleses do Chelsea, os ucranianos do Dinamo Kiev e os israelitas do Maccabi Tel-Aviv. São estes os adversários dos Dragões, um dos recordistas de presenças na prova, no Grupo G, segundo o sorteio realizado esta quinta-feira no Mónaco, que ditou ainda que a equipa de Julen Lopetegui começa a participação na competição em Kiev, a 16 de Setembro, e terminam em Londres, a 9 de Dezembro.
 
Seis anos depois, o reencontro com o Chelsea, actual campeão inglês, treinado por José Mourinho, técnico que levou o FC Porto à conquista da Champions em 2004. O último duelo com o actual 10.º classificado da Premier League, remonta, assim, a 2009/10, época em que as duas equipas se cruzaram no Grupo D da Liga dos Campeões, tendo os blues de Londres vencido os dois jogos, ambos por 1-0.
 
O Dínamo Kiev, clube onde jogam os portugueses Antunes e Miguel Veloso e que é treinado por Serghei Rebrov, é outro velho conhecido dos azuis e brancos. O actual líder da Liga Ucraniana, que já leva cinco jornadas disputadas, já mediu forças com o FC Porto por seis vezes na mais importante prova de clubes europeus, sendo o histórico claramente favorável aos azuis e brancos: cinco vitórias e apenas uma derrota.
 
Por sua vez, o Maccabi Tel-Aviv, tricampeão israelita, é um adversário que os portistas nunca encontraram nos palcos europeus. A equipa é treinada pelo sérvio Slavisa Jokanovic e participou pela primeira e única vez na fase de grupos em 2004/05, tendo sido o segundo clube do país a disputar a competição.
 
Calendário do FC Porto no Grupo G da Champions League 
 
1.ª jornada (16 de Setembro): Dínamo Kiev-FC Porto 
2.ª jornada (29 de Setembro): FC Porto-Chelsea
3.ª jornada (20 de Outubro): FC Porto-Maccabi Tel-Aviv
4.ª jornada (4 de Novembro): Maccabi Tel-Aviv-FC Porto
5.º jornada (24 de Novembro): FC Porto-Dínamo Kiev
6.ª jornada (9 de Dezembro): Chelsea-FC Porto
 
 
Não quero alongar-me muito no comentário ao sorteio da Liga dos Campeões porque sorteio é sorteio e há que jogar com todos. Mantenho é a minha tese de que não existem jogos fáceis, As equipas é que facilitam/dificultam as suas partidas pelo que a prioridade dos Azuis e Brancos é a de não complicar os seus jogos de Champions (seja quem for o adversário).
 
Ao contrário de muito boa gente eu não afirmo que existe obrigação alguma dos Dragões de passarem á fase seguinte da prova: Assim como também não quero de forma alguma afirmar que as equipas de Julen e Mourinho passam com facilidade este Grupo G. Pelo contrário! Digo antes que o apuramento Portista terá de ser construído com muito esforço jogo a jogo porque estes jogos da Champions são uma história completamente diferente dos jogos das Ligas “caseiras”.
 
Vamos a ver o que vai isto dar se bem que me pareça que a chave do apuramento está no não perder pontos na Ucrânia e Israel. E já agora será de bom-tom que os Dragões não deixem a decisão do seu apuramento para o último jogo pois José Mourinho é um bom rapaz e até deu muito ao Futebol Clube do Porto, mas este não faz favores a ninguém (para além de que os ares de Inglaterra fazem mal ao Dragão).

sexta-feira, 19 de junho de 2015

As esperanças das Esperanças Lusas

Portugal entrou com o pé direito na fase final do Campeonato da Europa de sub-21, tendo vencido a Selecção Inglesa por 1 x 0 e igualado a Suécia no topo da classificação, enquanto os Ingleses, juntamente com os Italianos, próximos adversários da turma Portuguesa, seguem para a segunda jornada ainda sem pontos conquistados.
 
Numa partida bem disputada entre duas Selecções que mostraram desde o primeiro minuto a vontade de começar bem a competição que se disputa na República Checa, Portugal acabou por fazer a diferença já na segunda parte, num lance concretizado por João Mário após primeiramente Bernardo Silva ter rematado ao poste.
 
O golo Português foi apontado aos 57 minutos e até então tinha havido oportunidades em ambas as balizas, sendo que José Sá teve que se mostrar atento por várias vezes, revelando sempre segurança para manter a sua baliza inviolada. Quanto a Jack Burtland, guarda-redes Inglês, também foi evitando o golo Luso, mas nada pôde fazer na jogada concluída por João Mário e que permitiu a festa Portuguesa.
 
Desde o golo de Portugal, a Inglaterra procurou subir mais no terreno em busca de um resultado melhor, mas a formação orientada por Rui Jorge teve o mérito de não recuar em demasia no terreno, acabando com o passar dos minutos por voltar a ter a tranquilidade necessária para ir controlando a partida e segurar o resultado.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Bernardo Silva

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Fraquinho, fraquinho, fraquinho

Escreveu-se na véspera que o Portugal x Argentina podia ser um fracasso, pois a corrida aos ingressos estava a ser abaixo do esperado. Quem não esteve em Old Trafford, o Teatro dos Sonhos, não se arrependeu de não ter comprado bilhete, pois o jogo entre Argentinos e Portugueses foi fraco e não teve grandes motivos de interesse. No entanto, alheio a isso, quando já se esperava o empate, Raphael Guerreiro, após assistência de Ricardo Quaresma, garantiu o triunfo à equipa de Fernando Santos.

Num espectáculo tão pobre, nem as estrelas Lionel Messi e Cristiano Ronaldo foram suficientes para animar a partida. Os dois jogadores, de resto, apenas estiveram em campo durante a primeira parte e ambos até tiveram oportunidade para marcar, embora o Argentino tenha estado bem mais activo e interventivo.

E se Messi jogou mais que Cristiano Ronaldo foi também por culpa da exibição das duas selecções. Ao longo dos primeiros 45 minutos, a Argentina foi superior a Portugal e se alguma das selecções merecia estar na frente do marcador ao intervalo era a Vice-campeã do Mundo.

Os comandados de Tata Martino tomaram conta da partida desde o primeiro minuto e os Portugueses sentiram dificuldades para conseguir sair do seu meio campo, sendo que a primeira vez que Portugal mostrou estar no jogo foi aos 29 minutos, quando Cristiano Ronaldo, após assistência de Nani na direita, fez três simulações na área Sul-americana e rematou por cima.

Foi a primeira e única situação de golo da selecção orientada por Fernando Santos na primeira parte, pois só nessa ocasião conseguiram construir uma jogada com princípio, meio e fim. Até então, dominava a Argentina, que jogava instalada no meio campo defensivo de Portugal e aproveitava insistentemente a ansiedade natural de Tiago Gomes, lateral-esquerdo que se estreou e que teve a missão difícil de (tentar) parar Messi, para atacar pelo seu lado. Consequência deste domínio, os Vice-campeões do Mundo tiveram duas ocasiões soberanas para marcar. Uma por intermédio de Di Maria, após mau passe de André Gomes, e outra por Messi, que fez a bola bater no poste após surgir nas costas de Tiago Gomes.

A primeira parte esteve longe de ser interessante, mas a segunda não foi melhor. Sem Messi e Cristiano Ronaldo, que saíram ao intervalo, as duas selecções revelaram-se orfãs dos dois «extraterrestres» e não há memória de uma verdadeira ocasião de golo durante até aos 90 minutos. A qualidade de jogo baixou e tal aconteceu mais por culpa da Argentina, que diminuiu a intensidade.

Por sua vez, Portugal continuou sem existir ofensivamente (o lance já referido de Ronaldo foi mesmo o único de perigo durante os 90 minutos por parte dos Lusos) e para a história parecia que ia ficar o 0 x 0 que, tendo em conta o que tinha sido a partida, tinha de ser considerado positivo.

Porém, no futebol tudo pode mudar de um momento para o outro e num lance em que a sorte bafejou os jogadores Portugueses, Portugal chegou à vitória. Foi já no período de compensação que o estreante Adrien Silva rematou, a bola bateu acidentalmente em Éder e sobrou na direita para Ricardo Quaresma. O extremo do FC Porto, talhado para ser decisivo na era Fernando Santos, cruzou com conta, peso e medida e Raphael Guerreiro, completamente sozinho na área, cabeceou para o fundo da baliza, garantindo a vitória no particular sobre a Argentina. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Ricardo Quaresma

domingo, 10 de agosto de 2014

Finito. Agora é a sério!

Os Azuis e Brancos, no fecho do estágio em Inglaterra, derrotaram o West Bromwich por 1 x 3. A equipa de Julen Lopetegui ainda tem pequenos pormenores a corrigir, mas parece já estar pronta para enfrentar as exigências da Competição ao mais alto nível, quando falta uma semana para o arranque do Campeonato.
 
O técnico Espanhol delineou um onze próximo daquele que deve iniciar a época em jogos oficiais. Na baliza, a estreia de Andrés Fernández foi um dos pontos de interesse para acompanhar o desafio e perceber se o Espanhol está à altura de discutir o lugar com Fabiano.
 
No resto, Lopetegui lançou uma defesa sem Martins Indi (lesionado) e um meio-campo com Casemiro e Brahimi, ainda que não tenham sido conclusivas que essas serão as primeiras opções do técnico. Finalmente, o ataque teve Jackson Martínez pela primeira vez de início e com a braçadeira no braço, para além de não se ter visto Ricardo Quaresma a titular.
 
Os Dragões entraram 'mandões' no jogo e com vontade de ter o jogo sempre sob controlo. Avaliando as ideias de Julen Lopetegui, isso é o mesmo que dizer que a posse de bola foi mais uma vez alvo de uma procura exaustiva.
 
Conseguiram-no de forma interessante, se bem que com um Héctor Herrera ainda em sub-rendimento. A equipa mostrou dinâmica e os laterais Danilo e Alex Sandro parecem estar com outro ânimo e disponibilidade (a concorrência está a fazer bem e certamente que as palavras de Lopetegui também).
 
Perante o ascendente Portista, a equipa da casa, que também está a uma semana de começar a Premier League, revelou debilidades e não soube contrariar o adversário, pelo que o golo de Casemiro, na sequência de uma bola parada, não espantou quem estivesse a assistir à partida.
 
Ainda assim, os Azuis e Brancos pecaram como há uma semana atrás, diante do Everton. Com uma quebra na intensidade e na dinâmica, a equipa sujeitou-se ao empate, que apareceu também na sequência de uma bola parada, onde ficou espelhada uma apatia nada aconselhável em jogos a sério.
 
Para o segundo tempo, Lopetegui lançou Rúben Neves, Ricardo Quaresma e Adrián López. A intensidade voltou, a qualidade aumentou e os golos foram um reflexo novamente natural de todo esse ascendente.
 
O FC Porto continuou a mandar na partida, pressionou o adversário, acercou-se da baliza de Ben Foster e, com isso, apenas era necessário que alguém soubesse como materializar o ascendente.
 
Esse alguém é Jackson Martínez. Não foi só o contrato que foi renovado. Também o espírito do Cha Cha Cha é outro para encarar uma Temporada em que promete ser novamente o homem-golo Portista e, também, do futebol Português.
 
Dois golaços, o primeiro depois de soberbo cruzamento de Ricardo Quaresma, o segundo também na sequência de um cruzamento, dessa feita pela esquerda, com o Colombiano a rematar de primeira para o fundo da rede.
 
O jogo baixou outra vez de ritmo, só que, com o 1 x 3, o West Bromwich nem sequer esboçou uma reacção, tanto que os Azuis e Brancos poderiam ter saído do The Hawthorns com um resultado mais avolumado. Atendendo ao que se viu, não escandalizaria ninguém.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Jackson Martinez

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Treinador novo, Jogadores novos e os velhos maus hábitos do costume (mais uma vez para variar)

O FC Porto empatou em Goodison Park com o Everton no penúltimo jogo de preparação antes de a época começar. Os Dragões apresentaram-se completamente adormecidos na primeira parte, só que a entrada de Jackson Martínez mudou o rumo do jogo e fez perceber a importância do Colombiano na equipa.
 
Como cabeça de cartaz para a primeira parte estava a estreia de Martins Indi com a camisola dos Portistas. O Holandês foi titular ao lado de Maicon, numa equipa que teve Rúben Neves, Evandro e Óliver Torres a acompanhar Herrera no miolo. A frente era para Adrián López e Ricardo Quaresma.
 
A primeira parte foi, sem sombra de dúvidas, muito sonolenta. Ainda que sem estar cheio, Goodison Park povoou-se para que os Toffees se mostrassem aos adeptos, só que os aplausos iniciais, numa homenagem a Leon Osman, não tiveram sequência nos minutos seguintes.
 
Jogo pasmacento, demasiado lento, sem rasgos, adormecido. Enfim, a primeira parte podia não ter qualquer motivo para que alguma linha de texto aqui fosse descrita, só que Fabiano tratou de mudar isso.
 
Já perto do final da primeira parte, o guardião Brasileiro cometeu uma infantilidade, colocou a bola nos pés de Aiden McGeady, que assistiu Naismith, com este a acertar na rede.
 
E foi tudo. O FC Porto teve bola, como parece ser desejo do seu novo treinador, mas não teve ideias, numa equipa em que Lopetegui decidiu 'misturar' alguns possíveis titulares com outros que devem ser segundas opções.
 
Muito se falou, durante este defeso, numa possível saída de Jackson Martínez do Clube Azul e Branco. Mesmo a vontade do jogador terá sido essa, só que a intransigência da SAD Portista em perder mais um indiscutível (depois de Mangala e Fernando) foi mais forte.
 
Ganho o braço-de-ferro, o FC Porto renovou com o Colombiano e a novela chegou ao fim. E ainda bem, terá pensado Julen Lopetegui quando soube do desfecho. Qualquer grande equipa precisa de um avançado que saiba fazer o seu papel e nisso Jackson é exímio, não tivesse ele sido o melhor marcador do Campeonato Português nas duas últimas edições.
 
Ora, como é de golos que o avançado vive, nada melhor do que marcar na primeira aparição da pré-temporada. Lopetegui mexeu muito na equipa e viu francas melhorias de um FC Porto completamente diferente no segundo tempo, o que culminou rapidamente no golo do empate.
 
Tello, Casemiro e Brahimi mostraram serviço suficiente para augurarem a titularidade, Jackson concretizou e os Portistas passaram a dominar o desafio, o que aconteceu até aos 70 minutos.
 
Com algumas mudanças, o Everton demorou a reerguer-se, só que conseguiu voltar a acercar-se da baliza de Fabiano, podendo marcar em três ocasiões. Só que, desta vez, o Brasileiro mostrou-se à altura e segurou as investidas dos Ingleses, que ainda não tiveram a estrela Lukaku em campo.
 
Por seu turno, os Dragões registaram novo empate, com sinais claros de que os homens da segunda parte estiveram bem melhor do que os que começaram a partida. Lopetegui tem soluções e qualidade, falta encaixar tudo numa equipa.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Brahimi

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

"Queremos revalidar este título"

Vítor Pereira e Hulk deixaram bem patente que o Futebol Clube do Porto não vai a Inglaterra para passear. Está em jogo um título que foi brilhantemente conquistado na temporada anterior assim como está mais do que visto que os Azuis e Brancos podem muito bem bater o pé aos Citizens.

No Futebol nunca existiram impossíveis e não será agora que passarão a existir só porque os Dragões tem de dar a volta a um 2 a 1 favorável ao Manchester City FC. E também já vai sendo tempo de acabar com esta mania absurda de que os Portistas nunca conseguiram vencer nas Terras de Sua Majestade. Já está mais do que na hora de se acabar com os complexos de inferioridade.

O actual City não é mais do que um brinquedo de um Xeque que não tem mais que fazer ao dinheiro que ganha com a extração de Petróleo. Para além disto o Treinador dos Ingleses tem incutido á sua equipa uma mentalidade muito Italiana e tal verifica-se numa equipa que pode fazer muito mais do que aquilo que nos tem mostrado. Vincent Kompany, Yaya Touré, David Silva, Mario Balotelli e Kun Agüero são algumas das estrelas da companhia, com o Espanhol David Silva a ocupar o destaque de Estrela Maior. De resto os Citizens são uma equipa banal que na Liga Inglesa recorre á velocidade para se fazer notar e nas Competições Europeias raz da pancadaria o seu ponto mais forte.

Um FC Porto concentrado e consciente de que pode bater-se de frente contra este Manchester City FC é bem capaz de passar á fase seguinte da Liga Europa e fazer história. O importante é que os agoirentos do costume se calem de vez e que Vítor Pereira não invente em nenhuma ocasião.

Para esta partida o Treinador Português não vai poder contar com Danilo, Mangala (ambos lesionados) e Avaro Pereira que se encontra a cumprir castigo.

Lista de Convocados: Helton, Lucho González, Maicon, João Moutinho, Cristian Rodríguez, Kléber, Hulk, Rolando, Varela, James Rodríguez, Djalma, Sapunaru, Fernando, Alex Sandro, Otamendi, Bracali, Defour e Tomás Podstawski.    

Onze provável (4x3x3): Helton, Sapunaru, Rolando, Otamendi, Alex Sandro, Fernando, Lucho, João Moutinho, James Rodriguez, Varela e Hulk.

O jogo disputa-se hoje em Manchester, às 17H, com o FC Porto a partir em desvantagem, depois da derrota em casa por 1 x 2, e esta partida pode ser seguida em directo aqui no Mística.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Fundos de Jogadores

É por isto que o Futebol tem piada! Os puristas, os amantes da verdade desportiva, estão sempre a pensar na melhor maneira de lhe fazer a cama. Vejam lá agora, de que se haviam de lembrar: proibir os fundos de jogadores. Quer dizer: o BES e o BCP que meteram nas mãos dos calimeros quase 400 milhões de passivo, não podem continuar a brincar como os outros meninos. Nem o Benfas Star Fund que já hipotecou duas dúzias de jogadores à “instituição” para esta fingir que está bem de finanças. No penúltimo Dia Seguinte assistiu-se a um edificante diálogo entre Guilherme Aguiar e o representante do clube de regime, o conhecido Get Smart, subordinado ao tema “O meu Fundo é mais legal do que o teu”!

O recurso a fundos e parcerias até já foi proibido em Inglaterra por haver receios quanto à integridade das competições, pela influência dos detentores dos passes dos jogadores e dúvidas quanto à origem do dinheiro. O jornal The Guardian, afirmou recentemente que a UEFA está a analisar muito seriamente a hipótese de proibir nas competições europeias a inscrição de jogadores que pertençam a estes grupos económicos.

Para já, quem está à pega, (“vai sobrar para nós” como costuma dizer Pinto da Costa) são os grupos Gool Co e Pearl Design que colaboraram com o Futebol Clube do Porto, que pagou 6 milhões de euros ao clube uruguaio Atlético Rentistas, de propriedade do empresário Juan Figer, por 75% dos direitos económicos do Walter, que actualmente foi emprestado ao Cruzeiro mas, a FIFA e a UEFA, já desmentiram qualquer investigação.

Também o responsável pelo estudo anual da Deloitte que avalia o estado financeiro de clubes e marcas na Europa, Dan Jones, disse nos finais do ano passado em Cascais, no Congresso Football Talks: “Sei que os clubes portugueses têm utilizado essa fonte sob diversas formas, mas desaconselho-os e eu teria cuidado porque há sempre dúvidas sobre duas questões: quem são, de facto, os investidores e de onde vem o dinheiro”.

Se não compramos jogadores por não termos dinheiro, “aqui d’el Rei” que não soubemos ser poupados. Se vamos pedir emprestado àqueles simpáticos que acendem charutos com notas, “cuidado que pode ser roubado”! Entrementes, os calimeros andam há uma década a caminhar alegremente para a falência, e agora “a culpa é dos gajos que emprestam”! Chiça! Já nem se pode falir descansado! Mais um bocadinho, e os donos da UEFA também apanhavam os chineses que compraram ¼ da EDP.

A Premier League inglesa multou o clube londrino West Ham porque os direitos dos argentinos Carlos Tevez e Javier Mascherano, provenientes do Corinthians brasileiro, pertenciam ao fundo Media Sports Investments, na altura liderado pelo empresário Kia Joorabchian. O fundo tinha o poder de forçar a venda dos jogadores caso uma oferta de compra alcançasse um certo preço, o que acabou por acontecer quando o Liverpool e o Manchester United quiseram comprar os jogadores. A partir daí, proibiu-se a prática deste - Third Party Ownership (direitos de terceiros)

O empresário português Jorge Mendes está supostamente a ser investigado, por eventual conflito de interesses entre a Gestifute e o fundo que detém passes dos sportinguistas Wolfswinkel e Elias, neste caso a QFIL (Quality Football Ireland Ltd). Segundo várias notícias, que surgiram nos últimos dias tendo como origem a Agência Bloomberg que cita uma fonte do organismo que tutela o futebol a nível mundial, o envolvimento de Jorge Mendes e do antigo director-geral do Chelsea Peter Kenyon no fundo de jogadores violará os regulamentos desportivos.

Este fundo Quality Football Ireland Ltd. investiu em 15 jogadores e é controlado pela sociedade Creative Artists Agency Inc., detida por Kenyon, e pela Gestifute, empresa de representação de futebolistas, que pertence a Jorge Mendes. Afirma Jose Maria Gay, professor da Universidade de Barcelona: “esta estrutura pode representar um conflito de interesses, uma vez que a Gestifute poderá procurar colocações melhores para jogadores seus representados”. Já Peter Kenyon afirmava numa entrevista recente que “temos consciência desse possível conflito de interesses mas temos a situação sob controlo”.

A Sporting-Sad, no seu último RC trimestral conhecido (de 1 de Julho a 30 de Setembro 2011) refere por exemplo, a pág. 31 que “manteve e aprofundou com o QFIL (que na época passada havia já contratado 50% dos direitos económicos de alguns jogadores), e esta época adquiriu metade dos direitos económicos de Rinauldo, Wolfswinkel e Diego Rubio, estando outros jogadores em negociação”.

Depois da auditoria que apontava a Sporting-Sad como estando “tecnicamente falida”, alguns blogues afectos ao Clube, estranharam ligações a outro fundo o Soccer Fund Invest, gerido pela MNF uma sociedade onde pontificam ex-dirigentes leoninos, João Lino de Castro e Manuel Ribeiro Telles, o que poderá configurar também um “conflito de interesses”.

Curiosamente João Lino de Castro foi o responsável pela organização das polémicas eleições no Sporting tendo protagonizado um momento insólito quando, após horas de espera, afirmou que “tinha havido necessidade de afinar a contagem”! Desta “afinação” viria a sair Godinho Lopes que, apertado por Luís Duque e pela Juve Leo, despede o treinador, contrata um caceteiro, e agora sugere “abrir a SAD a capitais estrangeiros”.

Vamos então lá ver como funciona esta história dos Fundos. É simples, um grupo de empresários compra ao Clube/Sad determinada percentagem dos direitos económicos de um ou vários jogadores, para mais tarde beneficiar numa percentagem igual à do seu investimento, quando da transferência do(s) jogadore(s) para outro clube, naturalmente por valores superiores aos da aquisição. O que pode acontecer de errado nisto? O Fundo, que avalia os passes de cada jogador através duma comissão de gestão, “forçar” a sua venda desde que a quantia oferecida se aproxime dos limites da avaliação que entende justos mas, que podem não ser aqueles que servem os interesses do Clube.

Refira-se que esta forma de financiamento já existe há mais de 10 anos, numa altura em que a Banca não tinha as torneiras fechadas, situação que agora está completamente ultrapassada com os clubes a terem que aceitar estes investidores caídos das Arábias, dos Petrodólares ou de Angola (situação que pode ter desencadeado o mau humor do representante do Benfica referida no primeiro parágrafo). Ao que consta Isabel dos Santos é uma das subscritoras do Fundo que tem investido na “instituição”.

Até para a semana.