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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Pensamento da Semana: Um ano se passou e tudo está na mesma

Bem sei que haverá quem discorde, e tem todo o direito de o fazer, contudo após ter visto o jogo do Dragão a ideia com que fiquei é que um ano depois tudo está na mesma no Reino do Dragão. Passo a explicar (de uma forma sucinta).
 
Julen Lopetegui tem como filosofia de jogo a posse. Para ele ter a bola e avançar no campo em posse é fundamental. Trata-se de um mandamento sagrado que não pode ser violado aconteça o que acontecer durante os 90 e pouco minutos de uma partida de futebol.
 
Julen tem uma fé inabalável nesta sua filosofia de jogo e diga-se que o Futebol Clube do Porto até não se tem dado mal com esta forma de estar em campo. O problema é que de nada serve ter a posse da bola se o adversário não ataca ou se estamos num jogo onde os criativos dos Portistas não tem um lance de génio que faça pender a vitória para o lado Azul e Branco. 
 
Ou seja; temos muitos jogos, especialmente no Campeonato Português, onde o FC Porto tem mais posse de bola/remates à baliza mas que acabam empatados. E este é um problema que já existia na época passada. Assim como era também (e continua a ser) um problema a gritante falta de aproveitamento dos lances de bola parada. 
 
Tenho então para mim que já vai sendo hora de o treinador do FC Porto, o Basco Julen Lopetegui, começar a colocar de lado a sua fé e optar por apostar por formas de estar num jogo de futebol que lhe permitam dar a volta a equipas como o Sporting Clube de Braga do passado Domingo. É que muitas vezes isto de ter muita bola não resolve absolutamente nada. 
 
Assim como também não resolve absolutament6e nada não se treinar e melhorar um bocadinho que seja os cruzamentos e aproveitamento dos lances de bola parada. Parece-me que Julen Lopetegui não é assim tão mau treinador como muita gente apregoa. Simplesmente este não pode continuar a ser teimoso como tem sido até à data. Isto porque na época anterior o FC Porto da posse pela posse perdeu tudo e não me parece que os adeptos e demais elementos do FC Porto queiram ter outro desfecho semelhante.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Pensamento da Semana: Se não é boi é vaca e vice-versa

Cada vez menos vou tendo paciência para perceber a Nação Azul e Branca. No fim-de-semana passado o Futebol Clube do Porto recebeu e venceu o Vitória Sport Clube por 3 bolas a 0. Pelo meio apresentou um futebol que, pese embora a filosofia da posse estar ainda presente, já não tinha nada a ver com a “morronice” da época anterior que tantos pontos custou aos Azuis e Brancos em jogos decisivos. A equipa Portista procurou apresentar várias soluções para as dificuldades que os Vitorianos iam colocando. Para mais Julen Lopetegui, Treinador que sempre teve uma tremenda dificuldade em perceber o timming certo de intervenção no jogo mostrou algumas melhorias quanto a este importante aspecto.

Em suma; o Futebol Clube do Porto versão 2015/16 em nada tem a ver com o da época passada. Tudo é diferente embora a filosofia seja a mesma embora não seja seguida tão à risca.

Ora perante tal os adeptos e associados do FC Porto ficaram satisfeitos e esperançados no futuro? Não! Rapidamente encontram problemas a começar pelo tal de criativo que quando morou no Dragão era fortemente criticado por ser um… criativo!

E quem diz a questão do criativo diz outra qualquer como o penteado de Casillas, o esforço de Varela, o físico de Aboubakar, o preço do passe de Imbula e por aí adiante. Basicamente se não é boi é vaca, e se é vaca é boi. Não há Santo que ature isto…

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Pensamento da Semana: O fanatismo da posse

Se calhar vou voltar a falar aqui do mesmo, mas creio que muito boa gente da Nação azul e Branca parece ainda não ter entendido que o problema do Futebol Clube do Porto se prende com outra questão que não a rotação.

Não estou a aqui de forma alguma dizer que aquela rotatividade tresloucada promovida por Lopetegui trouxesse algo de positivo à equipa. Pelo contrário! Isto de mudar o onze desde a baliza ao ataque jogo sim, jogo sim não traz, como não trouxe, nada de bom. E podemos até dizer que o afastamento prematuro da Taça de Portugal se ficou a dever a isto. Contudo, ao contrário da Imprensa anti FC Porto, não é este o grande problema do actual Porto.

O que está mal no FC Porto de Julen, para além da teimosa de querer fazer de Casemiro um Fernando, é o fanatismo da posse. Isto do basco insistir em que os Atletas do Dragão mantenham a posse da bola e façam sempre passe curtos seja em que situação for é que é uma “malapata” que bem aproveitada pelos adversários se torna num tremendo mal.

Ante o CD Nacional, no último jogo a contar para o Campeonato nacional, por um triz o golo do empate dos Madeirenses não surgiu após uma hesitação de Maicon que não +podia aliviar a bola de qualquer maneira após ser pressionado por um dos Jogadores Alvi Negros. O mesmo sucedeu várias vezes com Quintero durante o jogo.

Para além disto, este fanatismo da posse muitas vezes faz com que a equipa Azul e Branca jogue para trás e para os lados, enervando desta forma o público, treinador e jogadores. E tudo isto com o proveito a cair todo para o lado dos adversários. Enquanto do alto da sua torre Lopetegui não interiorizar que em muitos momentos do jogo é preciso recorrer ao chuta para a frente, ao “charuto”, ao “chuta para onde está virado” e demais jogo feio, muitos serão os calafrios e pontos perdidos por sincera casmurrice. E já toda a gente percebeu que em certas ocasiões, demais até, alguém “inclina sempre o campo” para o lado do SL Benfica quando este precisa…