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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Leaks, Vmocs e Remoques

Pouco a pouco percebemos que esta cambada que gira à volta do Futebol vai-se “governando”. Uns porque pagam comissões, outros porque recebem. Curiosamente, na transferência de um jogador para uma equipa, toda a gente ganha dinheiro. O comprador, o vendedor, o filho do presidente, o atleta, a avó do atleta, o empresário, o clube que o formou, o detentor dos direitos de imagem, a banca, o fundo, e os empresários que financiam o negócio à espera do que lhes toca quando o atleta é transferido.

Este mês ficamos a saber que dos cerca de 30 atletas que temos espalhados por aí alguns vão regressar à base, quiçá para voltarem a ser despachados em grande velocidade com portes CIF (costs, insurance, freight) ou FOB (free on board). Quer dizer: se de alguns conseguimos retirar algum rendimento (talvez algum otário lhes pague parte do salário), de outros mancos, tipo Walter ou Ghilas, se calhar ainda temos que lhes pagar o bilhete do avião.

A boa notícia é que alguns poderão interessar-nos para remendar a pobre equipa. Por exemplo vão ficar livres, Kelvin, e Quintero, com quem, em relação a este ultimo, os pasquins anunciam que já renovamos até 2021. Gostava que também aproveitassem o Kelvin.
Isto relaciona-se com as notícias despejadas diariamente pelo Football Leaks sobre jogadas entre empresários, presidentes de Sad, investidores e clubes, nomeadamente as trocas e baldrocas do clube da treta com algumas das suas vedetas, um estranho negócio com Roberto, e esta semana um balúrdio que tem que pagar aos tais empresários para ficar com Mitroglou. Convém referir que das espertezas acima referidas o nosso Clube também não está isento.

Noutra área, a dos cãezinhos amestrados de vítor pereira, a notícia são os sucessivos “deslizes” dos árbitros nomeados para jogos de responsabilidade, caindo sempre para o mesmo lado, esquecendo-se que são os clubes que lhes sustentam a mandriice. Observadores ignotos, decidem como lhes apetece as classificações, subidas e descidas. Por nós, já nem estranhamos por ser política seguida desde os anos 50 onde o colinho era dividido, sempre em benefício dos 2 Circos da Segunda Circular. Enquanto não correrem com o senhor Vítor Pereira que não tem que prestar contas a ninguém (é eleito em listas separadas) isto não vai lá. O espertalhão para o fim-de-semana nomeou para o jogo do clube da treta o talhante Manuel Mota que já sabe do que a casa gasta!
Novidade é o reaparecimento de dois cómicos, Mr Burns e o banana, vomitando remoques quase diários nas tvs e pasquins desportivos. Ambos falidos até à chegada dos Messias das operadoras que lhes compraram por uma pipa de massa os famosos Direitos Desportivos, é no mínimo engraçado que por exemplo os Calimeros, que andam há meses a ladrar contra os Fundos que os salvaram de fechar as portas, conseguiram passar uma rasteira à FIFA quando renegociaram a colossal dívida tutelada pelos VMOC, ladeando a proibição Third Own Party.
Os valores mobiliários são documentos emitidos por empresas ou entidades, que representam direitos e deveres, podendo ser comprados e vendidos, nomeadamente na Bolsa. Para as empresas que os emitem, representam uma forma de financiamento semelhante ao crédito bancário. Para os investidores, são um modo de aplicação de poupanças alternativo aos depósitos bancários e a outros produtos financeiros que se caracteriza por oferecer níveis diferentes de risco e rendibilidade. Mas que raio de coisa serão para a FIFA, o Millennium e o Novo Banco que se arrogam em salvadores da pátria prolongando até 2020 sem juros os prazos de resgate dos empréstimos que concederam há anos? Mais: as operadoras que compraram os Direitos Televisivos aos clubes injetando centenas de milhões de euros não serão, também, “terceiras partes” disfarçadas?

Até à próxima 

NOTA - Agora coisas boas. Fez na passada quarta-feira 102 anos um grande portista Jaime Tavares. Se quiserem podem associar-se à homenagem lendo o que escrevi no dia do seu centenário.ou então no seu Facebook

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Pensamento da Semana: 4 notas

1 – Reconheço e aceito de bom grado que Julen Lopetegui possa ter “rodado” o plantel para que este se apresentar na melhor forma possível ante o Bayern na próxima Terça-feira. Agora não percebo porquê carga de água o Basco optou por correr um risco enorme ante uma frágil Académica ao ter optado por um sistema de três centrais com um central de raiz e dois laterais adaptados… 
 
Que eu saiba Alex Sandro (defesa lateral esquerdo) e Ricardo Pereira (extremo/defesa lateral direito) nunca jogaram como centrais e esta brincadeira de Lopetegui podia ter custado um Campeonato! Até porque nunca é demais recordar que a Associação Académica de Coimbra não marcou o golo que poderia ter deitado tudo por terra por mero acaso. 
 
Para mais se a ideia era a de se poupar os valorosos Atletas que derrotaram os arrogantes de Munque por 3 bolas a 1 então porquê razão Danilo não jogou contra a Académica dado que está impedido de jogar na Baviera por acumulação de amarelos?
 
Não tivesse o Basco estado bem ante o Bayer Munique de certeza que o Dragão “teria caído em cima” de Lopetegui no passado Sábado não obstante a vitória ante a Briosa.
 
2 – Diz o Povo na sua imensa sabedoria que uma cisma é pior do que uma doença e realmente tem a sua razão. È um facto incontornável que Ricardo Pereira não é um defesa lateral direito de raiz (o moço é um extremo direito), mas também é uma verdade incontornável que Ricardo já realizou boas exibições quando chamado a ocupar a posição de Danilo. O único erro grave que me lembre acometeu há não muito tempo na Madeira ante o Marítimo e deu origem a uma grande penalidade que se converteu no golo do empate aos Madeirenses (o FC Porto acabaria por perder este jogo após uma exibição patética dos seus centrais).
 
Como tal não percebo o drama que parece ter-se instalado no seio da família Portista quando se fala em Ricardo Pereira como natural suplente de Danilo na partida da próxima terça… E menos percebo a ideia peregrina de se querer colocar Herrera nesta posição em detrimento de Ricardo que está mais rotinado nesta posição do que o Mexicano. Realmente uma cisma é mesmo pior do que uma doença.
 
3 –Juan Quintero volta novamente a desapontar profundamente os adeptos, técnicos e Direcção Azul e Branca. Por muitas oportunidades que lhe sejam dadas para que este morte a sua qualidade o Colombiano não as aproveita. Ante a Académica esteve, mais uma vez, muito mal e não se notou a mais pequena vontade da parte de Juan de fazer alguma coisa em campo. 
 
É uma pena que assim seja pois Quintero tem qualidade, técnica e uma margem enorme de progressão. Vai ser complicado o FC Porto conseguir fazer render o investimento elevado que realizou no passado com este Jogador.
 
4 – Não sei o que se passa com a Secção de Hóquei em Patins do Futebol Clube do Porto, mas ontem chegou-me ao ouvido que o treinador e metade da equipa se vão embora no final da época. Para mais esta mesma equipa foi goleada na Luz e acabou por ser o “bombo da festa” da consagração do SL Benfica que se sagrou Campeão nacional de Hóquei em Patins.
 
Não é por nada, mas a Secção de Hóquei em Patins do Dragão tem muita história e uma enorme mística pelo que se exige mais de todos mesmo que estejam em fim de funções…

terça-feira, 3 de março de 2015

Pensamento da Semana: Que se passa com Quintero?

Podia estar aqui a tecer loas à equipa Portista que tão bem despachou o Sporting do Banana de Carvalho mas, como toda a Nação Azul e Branca sabe, no Porto não se festejam ab eternum vitórias e para mais é perfeitamente natural uma equipa como o FC Porto derrotar os Viscondes no Dragão.
 
Por isto escolhi para Pensamento desta Semana que está a arrancar um tema que penso ser merecedor de uma profunda reflexão por parte de todos os Portistas. 
 
Juan Quintero é daqueles Jogadores que não enganam. Nota-se que o moço tem futebol da cabeça aos pés. Falta-lhe algum físico é verdade e também teve Treinadores que insistem em coloca-lo fora do seu habitat natural que é o meio campo, mas porquê raio o Quintero não “explode” de vez?
 
Ao contrário de Iturbe que tinha tiques de vedetismo (já ninguém sabe por onde anda o Argentino… Nem na Roma conseguiram que o juízo dele durasse por mais do que uma Temporada), Quintero é um Atleta sossegado e reservado. 
 
Para mais o Clube Azul e Branco oferece a Quintero todas as condições Desportivas e Financeiras para desenvolver o seu talento. Para mais Jackson Martinez, também ele Colombiano, facilitou a integração do jovem Juan na Cidade Invicta.
 
Daí a pergunta que serve de título a este texto: Que se passa com Quintero?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Marcar, disparatar e ganhar

O FC Porto derrotou o União da Madeira por 3 x 1, numa noite em que Quintero, Quaresma e Evandro mostraram serviço a Lopetegui numa vitória que deixa os Dragões na liderança isolada do seu grupo da Taça da Liga.
Num jogo que teve pouco público nas bancadas do Estádio do Dragão, numa noite tipica de inverno com frio e chuva, havia a curiosidade para ver que resposta davam em campo algumas unidades que não costumam figurar nas primeiras escolhas de Julen Lopetegui.
Com Helton a regressar à titularidade da baliza cerca de 10 meses depois, entre muitas outras novidades, Adrián Lopéz começou o jogo como referência de área dos Dragões, sendo servido por Ivo Rodrigues, na esquerda, e Juan Quintero, na direita. O técnico Espanhol, sempre interventivo, pedia aos seus jogadores para serem pressionantes a toda a largura do campo, sobretudo ao atacante ex-Atlético de Madrid que procurava muitas vezes a bola em posições mais recuadas, tendo dificuldade em se fixar no centro do ataque.
Com Evandro a recuar quase sempre para pegar no jogo, conduzindo depois a bola entre linhas, o FC Porto tentava fazer valer a sua organização e identidade para arranjar problemas ao miolo do União da Madeira, equipa que mostrava quase sempre qualidade e critério a sair para o ataque.
A verdade é que os Dragões tinham muita circulação mas feita a um ritmo baixo, que não permitia libertar espaço nas costas da defesa do União da Madeira. A equipa que viajou da ilha estava, por isso, confortável em campo e Vítor Oliveira, treinador dos Madeirenses, era o rosto da tranquilidade.
Se Ivo Rodrigues se ia mexendo bem na frente, sempre a tentar mostrar serviço ao treinador e aos adeptos do FC Porto pelo lado esquerdo, Quintero, na direita, apareceu em destaque no jogo ao minuto 25 com um golo. Evandro recuperou a bola, entregou para o Colombiano que flectiu da direita para o meio e atirou a contar para o fundo das redes Madeirenses. No golo, nota para a desmarcação de Ricardo Pereira que subiu no terreno e baralhou a defesa do União da Madeira. De resto, tanto o internacional jovem Português como José Ángel tinham ordem para atacar, tal como acontece com os habituais titulares: Danilo e Alex Sandro.
O avançar dos minutos na partida mostrou um Quintero cada vez mais interventivo em campo e a tentar mostrar que pode ser uma opção válida para a segunda metade da temporada. O Colombiano foi decisivo com o golo que abriu caminho à vitória e procurou sempre assumir o jogo mesmo quando os Portistas tiveram mais dificuldades para criar ocasiões de golo.
O segundo tempo arrancou de forma aborrecida. O União da Madeira não melhorou o atrevimento e o FC Porto foi sempre tentando dinamizar o ataque, se bem que de forma lenta e previsível. Já com Ricardo Quaresma em campo (entrou ao intervalo para o lugar de Ivo Rodrigues), os Dragões ampliaram a vantagem. O número 7 rematou cruzado na esquerda e a bola ainda foi desviada por Zabari e acabou por trair Ricardo Campos. Mas os Madeirenses não demoraram muito a responder. Élio Martins, que tinha sido lançado por Vítor Oliveira, aproveitou para reduzir. Depois de um passe longo, Élio ganhou no duelo a Ricardo Pereira e perante Helton atirou a contar.
Até final da partida, o FC Porto foi gerindo a vantagem perante um União da Madeira que ainda sofreu um terceiro golo, aos 86 minutos, através de uma grande penalidade convertida por Evandro, depois de uma falta sofrida por Quaresma dentro da área. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo. Evandro

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Confirmar o óbvio

Depois de duas semanas, mais coisa menos coisa, em que o Futebol clube do Porto esteve basicamente parado no que ao futebol de primeira diz respeito, eis que o Dragão volta à competição e logo numa prova que lhe pode render muitos milhões em caso de vitória.
 
Não é preciso ser-se um grande conhecedor do Mundo da bola para se afirmar com certeza absoluta que mais logo uma vitória Azul e Branca na Bielorrússia é sinónimo de muito dinheiro. Mas mesmo muito dinheiro! E que jeito dá este vil metal que tanta falta faz aos cofres Portistas numa momento em que Portugal se encontra mergulhado numa assombrosa crise da qual parece nunca mais ter fim.
 
Mas há aqui algo de muito pertinente que ainda não foi aqui devidamente exposto. O Futebol Clube do Porto não vai jogar sozinho. Do outro lado da barricada vai estar o dono da casa emprestada BATE Borisov, crónico Campeão Bielorusso. 
 
E que dizer do BATE? Primeiro que tudo que tem levado mais vezes do que bate. Numa forma mais séria, os Campeões da gélida e distante Borisov quase só tem conhecido o amargo sabor da derrota nesta edição da Liga dos Campeões. Neste momento, a duas jornadas do final da fase de grupos da Champions, o BATE tem dois golos marcados e dezanove (sim: 19!) sofridos e só não é o último do Grupo H porque teve a proeza de já ter derrotado o Athletic Bilbao.
 
Deduzo que por esta altura já se esteja apensar que o jogo é fácil. Bem até que o poderá ser desde que a equipa de Lopetegui o demonstre em campo. E tal demonstração não será, quase de certeza, fácil. Isto porque há a questão do frio, o estado do relvado que nesta altura do ano não costuma estar em grandes condições naquele orgulhoso País do Leste e, mais importante que tudo, a condição física e mental dos Jogadores do FC Porto depois da paragem para as Selecções e folga forçada da Taça de Portugal.
 
Se Julen Lopetegui souber lidar com todos estes factores é certo que o FC Porto sairá de Minsk com uma goleada idêntica às que as outras equipas do Grupo têm alcançado ante o BATE. Já se o basco tiver dificuldade em lidar com todas estas questões, então a vitória por uma bola a zero será o cenário mais provável e não estará isenta de fortes e pesadas críticas porque o resultado de mais logo pode ser decisivo na atribuição do primeiro lugar do grupo.
 
Pelo exposto espera-se que o Basco apresente o melhor onze Portista. Um que tenha Quintero no meio campo, Tello ou Quaresma numa das faixas do ataque e Casemiro na posição 8. Poucas mexidas e nada de inventar é a fórmula de um sucesso que todo o Portista deseja para o jogo de hoje.
 
Olhando para a Lista de Convocados do Treinador Azule Branco, as inclusões de Tello e Ricardo Nunes são as novidades na dita lista elaborada por Julen Lopetegui para o jogo frente ao BATE Borisov, na Bielorrússia, que se disputa às 17H (em Portugal Continental), referente à quinta jornada do já aqui falado Grupo H da UEFA Champions League.
 
Lista de 20 convocados: Fabiano, Andrés Fernández e Ricardo Nunes (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Evandro, Herrera, Adrián López, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves e Aboubakar.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Rúben Neves, Casemiro, Quintero, Tello, Brahimi e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Pensamento da Semana: O fanatismo da posse

Se calhar vou voltar a falar aqui do mesmo, mas creio que muito boa gente da Nação azul e Branca parece ainda não ter entendido que o problema do Futebol Clube do Porto se prende com outra questão que não a rotação.

Não estou a aqui de forma alguma dizer que aquela rotatividade tresloucada promovida por Lopetegui trouxesse algo de positivo à equipa. Pelo contrário! Isto de mudar o onze desde a baliza ao ataque jogo sim, jogo sim não traz, como não trouxe, nada de bom. E podemos até dizer que o afastamento prematuro da Taça de Portugal se ficou a dever a isto. Contudo, ao contrário da Imprensa anti FC Porto, não é este o grande problema do actual Porto.

O que está mal no FC Porto de Julen, para além da teimosa de querer fazer de Casemiro um Fernando, é o fanatismo da posse. Isto do basco insistir em que os Atletas do Dragão mantenham a posse da bola e façam sempre passe curtos seja em que situação for é que é uma “malapata” que bem aproveitada pelos adversários se torna num tremendo mal.

Ante o CD Nacional, no último jogo a contar para o Campeonato nacional, por um triz o golo do empate dos Madeirenses não surgiu após uma hesitação de Maicon que não +podia aliviar a bola de qualquer maneira após ser pressionado por um dos Jogadores Alvi Negros. O mesmo sucedeu várias vezes com Quintero durante o jogo.

Para além disto, este fanatismo da posse muitas vezes faz com que a equipa Azul e Branca jogue para trás e para os lados, enervando desta forma o público, treinador e jogadores. E tudo isto com o proveito a cair todo para o lado dos adversários. Enquanto do alto da sua torre Lopetegui não interiorizar que em muitos momentos do jogo é preciso recorrer ao chuta para a frente, ao “charuto”, ao “chuta para onde está virado” e demais jogo feio, muitos serão os calafrios e pontos perdidos por sincera casmurrice. E já toda a gente percebeu que em certas ocasiões, demais até, alguém “inclina sempre o campo” para o lado do SL Benfica quando este precisa…

domingo, 26 de outubro de 2014

Nem rotação, nem invenção

O FC Porto não se podia dar ao luxo de perder mais pontos na corrida pelo Título e não perdeu. Os Dragões foram a casa do Arouca vencer por cinco bolas a zero, em jogo da 8.ª jornada.
Quem já foi ao estádio do Arouca, situado pelas Terras da Serra da Freita, sabe das dificuldades que tem de enfrentar para lá chegar. O trajecto, até à Terra de gente acolhedora e simpática, não é de todo fácil. Mas bem se pode dizer que nunca foi tão fácil para o FC Porto andar pela Serra.
Não se enganou quem esperava uma entrada lenta do FC Porto. Os Dragões começaram com calma, com paciência, trocando a bola com segurança e sem correr riscos. O Arouca, orientado por Pedro Emanuel, ficou à espera do adversário e tentou ver no que ia dar o jogo. Ainda assim, os Homens da casa, sempre que podiam, atacavam com perigo, sobretudo pelos flancos.
A equipa da Invicta controlava mas havia pouco Porto em campo. Quintero, no meio, criava pouco perigo, Casemiro escondia-se e só Brahimi colocava intensidade no ataque Azul e Branco. Tello, bem marcado, não conseguia aparecer num jogo que arrancou com Marcano, novidade no eixo defensivo, a cometer alguns erros.
Mas o futebol é um jogo colectivo onde a qualidade individual pode resolver muitas vezes os problemas que aparecem às equipas. Foi o que aconteceu, em Arouca.
Até então "desaparecido", Juan Quintero, aos 24 minutos, disparou forte um remate de longe, com a bola a desviar ainda num opositor, e abriu o activo. Os adeptos do FC Porto podiam festejar. E não tiveram que esperar muito para voltar a fazer a festa. Aos 26', Jackson Martínez empurrou para o fundo das redes de Mauro Goicoechea, depois de um trabalho de Brahimi. O Argelino passou por tudo e todos na direita, cruzou para a "boca da baliza" onde apareceu o Cha Cha Cha para o segundo dos Dragões. 0 x 2, vantagem para a equipa de Lopetegui.
A tentar cometer poucos erros, o conjunto Arouquense viu-se em desvantagem com dois momentos de pura magia dos artistas do Dragão.
A equipa de Pedro Emanuel sentiu os golos sofridos e recolheu-se perante uma pressão forte do FC Porto que, por outro lado, cresceu, ganhou dinamismo e intensidade. As oportunidades de golo sucederam-se e o resultado ficou confortável para a formação Portista.
Os golos despertaram os Azuis e Brancos que cercaram a baliza do Arouca em busca do terceiro golo. E ele não demorou muito. Aos 39 minutos, de bola parada, Casemiro saltou mais alto entre os centrais da casa e, de cabeça, empurrou para o fundo da baliza.
Um FC Porto simples, pragmático e superior (com toques de magia também) tinha a sua Vida resolvida ao intervalo.
Para o segundo tempo, o Arouca tinha que operar um verdadeiro milagre para impedir o FC Porto de conquistar os 3 pontos. Algo que não aconteceu. Quem acabou por ampliar a vantagem foi o FC Porto. Jackson Martínez, aos 60', fez o quarto. Tello meteu velocidade pelo corredor e cruzou para o avançado Colombiano marcar mais um; o Colombiano só teve de meter o pé.
O que se viu até final foi um Arouca à espera do final da partida e o FC Porto a dilatar o marcador. Já com Quaresma e Vincent Aboubakar em campo, os dois fabricaram o quinto golo dos Portistas. O Camaronês tabelou com o internacional Português e depois colocou a bola por entre as pernas Goicoechea.
Os Dragões venceram fácil e o Arouca saiu vergado a uma goleada. Assim se conta a história do duelo. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Brahimi

terça-feira, 22 de abril de 2014

Pobreza Franciscana

O FC Porto confirmou matematicamente o terceiro lugar e a presença no play-off de acesso à Fase de Grupos da Liga dos Campeões ao receber e vencer o Rio Ave por 2 x 0, em partida a contar para antepenúltima jornada da Liga Zon Sagres.
Com 17 509 espectadores nas bancadas do Estádio do Dragão, naquela que foi a segunda pior assistência da época, FC Porto e Rio Ave estiveram longe de proporcionar um bom espectáculo de futebol, mas o facto de já terem praticamente resolvida a situação na tabela classificativa fazia adivinhar algo do género que aconteceu.
Numa partida que teve quase sempre um ritmo baixo, os golos do FC Porto apenas surgiram na segunda parte, com Jackson Martínez a inaugurar o marcador de grande penalidade, Herrera a ampliar a vantagem e Danilo, com a ajuda de um jogador do Rio Ave, a fazer o 3 x 0 final.
Nos lances dos dois primeiros golos houve participação activa de Quintero, que jogou toda a segunda parte e voltou a reclamar mais minutos de jogo. Já o Rio Ave não merecia ter perdido por uma diferença tão grande.
O Estádio do Dragão teve pouca gente para assistir ao FC Porto x Rio Ave e a verdade é que o jogo esteve longe de ser interessante. Durante os primeiros 45 minutos, a qualidade do futebol praticado não foi bom e por isso foram poucas as vezes que as duas equipas estiveram perto de marcar.
Os Azuis e Brancos jogaram quase sempre a um ritmo baixo e o Rio Ave, depois de uma entrada atrevida em campo, acabou por encaixar no jogo do FC Porto e não fez nada para que o jogo tivesse mais vida, embora na teoria não tivesse que ser os comandados de Nuno Espírito Santo a ter essa iniciativa.
Ao longo do primeiro tempo, foram três as vezes em que o FC Porto esteve perto de inaugurar o marcador. Primeiro foi Herrera a obrigar Ederson a uma boa defesa ao rematar rasteiro e logo a seguir foi a vez de Mangala, de cabeça, a fazer com que o guarda-redes mostrasse ter bons reflexos, pois a defesa ao cabeceamento do Francês foi feita por instinto.
A última grande situação para marcar por parte dos Dragões foi da autoria de Ricardo, que rematou com força para defesa de Ederson. Pelo meio destas oportunidades do FC Porto, o Rio Ave esteve perto de facturar por intermédio de Tarantini, mas o remate do capitão de equipa saiu ao lado da baliza à guarda de Fabiano.
Ao contrário da primeira parte, o FC Porto entrou bem na segunda parte e não precisou de muito tempo para se aproximar com perigo da baliza do Rio Ave. Logo nos primeiros segundos, Danilo obrigou Ederson a uma defesa a dois tempos após um remate forte.
Os Dragões mantinham a posse de bola e, embora sempre a um ritmo baixo, tentavam levar a melhor sobre a defesa organizada do Rio Ave que, no entanto, não dava mostras de ceder. Já no ataque, os homens de Vila do Conde raramente conseguiam colocar o sector mais recuado do FC Porto em sentido, excepção feita ao minuto 58, quando Tarantini cabeceou com perigo após surgir sem marcação na área.
Porém, dois minutos depois, Marcelo teve uma entrada imprudente sobre Jackson Martínez e carregou em falta o avançado Colombiano dentro da área, quando este tentava recepcionar um passe de Quintero, que tinha entrado ao intervalo. O árbitro Nuno Almeida de pronto assinalou grande penalidade e Jackson Martínez não desperdiçou a oportunidade de inaugurar o marcador, fazendo o 1 x 0 e reforçando o estatuto de melhor marcador do Campeonato.
Quintero foi inteligente na forma como descobriu e conseguiu colocar a bola em Jackson Martínez e voltou a mostrar a excelente visão de jogo aos 72 minutos, altura em que voltou a colocar a bola pelo ar na área do Rio Ave, onde apareceu Herrera a dominar de peito e de cabeça a fazer o 2 x 0. Contudo, o resultado final de 3 x 0 apenas foi estabelecido no último lance do jogo, com Danilo de livre e com a ajuda da barreira a bater Ederson e a tornar o resultado demasiado pesado para o Rio Ave.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Juan Quintero

segunda-feira, 24 de março de 2014

Valeu pelo Quintero e nada mais...

3x3x4. Era este o esquema táctico que o FC Porto implementava ao minuto 79, quando Quintero fez o golo triunfal dos Portistas. Num desafio onde o Belenenses se viu com um jogador a menos ainda na primeira parte, os do Restelo fecharam a sua baliza a um assalto total dos Azuis e Brancos no segundo tempo. Luís Castro 'meteu toda a carne no assador' e deu-se bem, pois foi do banco que surgiu a solução para que o Benfica e o Sporting não fugissem ainda mais na classificação.
Foi já com conhecimento das vitórias dos rivais que o FC Porto entrou em campo para tentar não perder ainda mais distância para os dois primeiros classificados. Pressão adicional, portanto, para um FC Porto desfalcado, devido aos castigos de Danilo, Fernando e Quaresma.
Luís Castro 'remendou' o onze com Ricardo Pereira na direita, Josué no meio e Ghilas a fazer parte do trio de ataque, ao lado de Jackson Martínez e Silvestre Varela. Além disso, o Técnico escolheu, logicamente, Fabiano para a baliza, sucessor natural do azarado Helton, que não joga mais esta época. Surpresa maior foi, porém, a continuidade de Diego Reyes no centro da defesa. O Mexicano continuou a merecer a confiança do Treinador depois da prestação em Nápoles e atirou Abdoulaye para o banco de suplentes.
Do lado do Belenenses, a grande novidade era mesmo no banco de suplentes. Lito Vidigal fazia a sua estreia, depois da saída de Marco Paulo, sabendo também que entrava em campo isolado no último lugar e com a necessidade urgente de pontos.
Precisamente por estarem escaldados numa classificação abaixo do que pretendem, os dois conjuntos entraram em campo de forma muito amorfa. Sobretudo a turma da casa, que se viu na dificuldade (desaparecida em Janeiro) de não ter um desequilibrador nato.
Olhando ao longe, a fisionomia de Ghilas até é parecida com a de Ricardo Quaresma, mas no trato da bola, na velocidade e na criatividade, o número 7 é inigualável e desde logo se percebeu isso. O foco passou a ser, portanto, Jackson Martínez, artilheiro da equipa e que melhorou consideravelmente nos desafios contra o Napoli.
Ainda assim, a tal entrada em campo foi demasiado tímida. O FC Porto, ainda na adaptação ao novo figurino e aos novos rostos, não acertava nas movimentações ofensivas e sobretudo na velocidade de execução. O Belenenses, à procura de recuperar confiança ao sabor dos minutos, também pouco se interessava por fazer algo mais do que defender bem.
Só mesmo já perto do minuto 30 se sacudiu a apatia. Os adeptos Portistas, imponentes no apoio à equipa, levantaram-se para festejar o golo de Jackson Martínez, só que o Colombiano tinha carregado em falta João Meira. Boa decisão de Carlos Xistra e Dragão acordado para, logo depois, ver Varela movimentar-se muito bem em antecipação e corresponder com uma cabeçada ao poste do batido Matt Jones.
Calcular-se-ia que seria o tónico para os Portistas intensificarem o seu jogo, mas não. Foi, aliás, o Belenenses a estar mais perto da rede nos minutos seguintes, nomeadamente quando um remate cruzado de Fernando Ferreira embateu com estrondo no poste de Fabiano, que suspirou de alívio.
Era neste ritmo que o jogo se encaminhava para o intervalo, só que a primeira parte ainda teve outro momento de realce. João Afonso travou em falta Jackson Martínez que, com uma recepção orientada, se dirigia para a cara de Matt Jones. Cartão vermelho e duro revés para os forasteiros.
Na saída para os balneários, Lito Vidigal ficou com a missão de reorganizar a equipa para uma segunda parte que, com menos um elemento, se previa de maior sufoco para os do Restelo.
Terá sido precisamente isso que Luís Castro pediu aos seus elementos e, mais do que pedir, demonstrou aos adeptos, com as duas substituições que operou. Josué ficou no balneário e Quintero foi lançado, como foi Kelvin passados alguns minutos, saindo Varela.
Tudo pronto para o assalto à baliza de Matt Jones, que terá tido, na segunda parte, uma das mais activas da carreira. Varela, Jackson, Quintero, Ghilas, todos eles viram o Inglês brilhar a grande altura, num brilho particularmente cintilante na palmada à bola que Defour desviou isolado.
Não são precisas muitas palavras para descrever um segundo tempo em que raro eram as vezes que o Belenenses passava a linha do meio campo.
Tanto pressionou, tanto desperdiçou que o FC Porto acabou por conseguir o golo do triunfo. Licá, entretanto também lançado em jogo para o lugar de Diego Reyes, conduziu pela direita e cruzou para o desvio de Juan Quintero, obreiro do fim da aflição nas bancadas.
O número 10 estava endiabrado e, logo depois, atirou uma bomba à trave, num livre fabuloso e irrepreensível por parte do Colombiano. O Belenenses ainda respondeu, de forma ténue, no fim da partida, mas o resultado estava feito e a vitória era do FC Porto, que justificou o triunfo pelo grande ímpeto ofensivo feito na segunda part
 
Retirado de:zerozero 
 
Melhor em Campo: Quintero