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terça-feira, 24 de maio de 2016
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Triste sina a deste Dragão
Um Porto de equívocos. A época azul e branca teve o seu epílogo este domingo em plano Jamor. Do sonho de um recomeço nasceu o pesadelo final. Sem títulos; assim termina mais uma temporada no Dragão. E o Braga? Reconciliou-se com o Jamor um ano depois, apesar de ter voltado a permitir uma recuperação de dois golos. A felicidade chegou nos penáltis, onde Marafona travou o sonho portista e segurou o do Braga.
A verdade é que o minuto 12 foi o primeiro de dois momentos de auto sabotagem. Depois de uma entrada interessante, com atitude dominadora, o Porto meteu-se em sarilhos por culpa própria. Aquela falha – grave – de comunicação entre Helton e Chidozie foi o rastilho para o caos que a equipa não precisava. O que estava estável passou a tremer que nem varas verdes; uma ventania que abanava toda a estrutura defensiva.
Do outro lado, o golo de Rui Fonte – mérito para a crença e o faro de ponta de lança – tranquilizou um Braga assente num duplo pivot fortíssimo constituído por Mauro e Luiz Carlos e com a criatividade entregue a Josué e Rafa.
É verdade que os minhotos raramente conseguiram ser ameaças reais para Helton, mas depois do 1x0 uma simples arrancada – e Rafa fez algumas – era suficiente para deixar a defesa portista em estado de sítio. Como ao minuto 20, quando Marcano abordou a bola de forma deficiente e permitiu que Hassan ensaiasse o remate. O Porto a rodava muita bola, mas sem ideias e de forma previsível; o Braga preocupou-se, antes de mais, em resguardar Marafona.
Chidozie pagou a fatura pelo mea culpa no golo bracarense e pela tremedeira defensiva. Ficou no balneário ao intervalo para dar lugar a Rúben Neves e Danilo recuou para o eixo da defesa. Mas José Peseiro esqueceu-se que havia um segundo sabotador: Marcano. A segunda parte tinha começado como a primeira, com o Porto a carregar (Herrera ficou a centímetros do golo), até que novo erro colossal entregou o segundo aos minhotos.
Minuto 58. O defesa espanhol perde a bola para Josué à entrada da área e o futuro jogador do Porto não tremeu. Vantagem duplicada à custa dos erros portistas.
Só que quando a promessa era de uma quebra total do Porto, a equipa reagiu, também porque Rúben Neves e André André (entrou aos 74') deram alma extra ao dragão. Três minutos depois do 2x0, André Silva apareceu no sítio certo para aproveitar uma defesa incompleta de Marafona após remate de Brahimi. Não houve tempo para carpir as mágoas do segundo golpe, enquanto no Braga se temia o remake do filme do ano passado.
E eis que ao minuto 91, o remake aconteceu. André Silva, de bicicleta, no meio do desespero portista, virou a história de todo um jogo de pantanas. O menino - cada vez mais um caso sério - «limpou» as asneiras dos colegas e deu uma segunda vida ao Porto. Naquele minuto 91, tudo começava do zero; ou quase.
Sem surpresa, o reviver do pesadelo do ano passado pesou na equipa do Braga. O prolongamento foi um suplício físico e mental para os homens de Paulo Fonseca. O Porto dominou a meia hora extra e podia ter evitado o nervosismo das grandes penalidades. André Silva, sempre ele, teve duas excelentes bolas de golo nos pés, mas o hattrick não estava nas estrelas. E depois vieram os penáltis.
E aí, Marafona foi herói. O guarda-redes do Braga teve nervos de aço e defendeu os penáltis de Herrera e Maxi Pereira. E enquanto os portistas iam falhando, do lado bracarense nem um. Pedro Santos, Stoijlikovic, Hassan e Goiano, este com o remate decisivo para o 4x2, selaram a conquista da Taça de Portugal para o Braga de Paulo Fonseca.
A verdade é que o minuto 12 foi o primeiro de dois momentos de auto sabotagem. Depois de uma entrada interessante, com atitude dominadora, o Porto meteu-se em sarilhos por culpa própria. Aquela falha – grave – de comunicação entre Helton e Chidozie foi o rastilho para o caos que a equipa não precisava. O que estava estável passou a tremer que nem varas verdes; uma ventania que abanava toda a estrutura defensiva.
Do outro lado, o golo de Rui Fonte – mérito para a crença e o faro de ponta de lança – tranquilizou um Braga assente num duplo pivot fortíssimo constituído por Mauro e Luiz Carlos e com a criatividade entregue a Josué e Rafa.
É verdade que os minhotos raramente conseguiram ser ameaças reais para Helton, mas depois do 1x0 uma simples arrancada – e Rafa fez algumas – era suficiente para deixar a defesa portista em estado de sítio. Como ao minuto 20, quando Marcano abordou a bola de forma deficiente e permitiu que Hassan ensaiasse o remate. O Porto a rodava muita bola, mas sem ideias e de forma previsível; o Braga preocupou-se, antes de mais, em resguardar Marafona.
Chidozie pagou a fatura pelo mea culpa no golo bracarense e pela tremedeira defensiva. Ficou no balneário ao intervalo para dar lugar a Rúben Neves e Danilo recuou para o eixo da defesa. Mas José Peseiro esqueceu-se que havia um segundo sabotador: Marcano. A segunda parte tinha começado como a primeira, com o Porto a carregar (Herrera ficou a centímetros do golo), até que novo erro colossal entregou o segundo aos minhotos.
Minuto 58. O defesa espanhol perde a bola para Josué à entrada da área e o futuro jogador do Porto não tremeu. Vantagem duplicada à custa dos erros portistas.
Só que quando a promessa era de uma quebra total do Porto, a equipa reagiu, também porque Rúben Neves e André André (entrou aos 74') deram alma extra ao dragão. Três minutos depois do 2x0, André Silva apareceu no sítio certo para aproveitar uma defesa incompleta de Marafona após remate de Brahimi. Não houve tempo para carpir as mágoas do segundo golpe, enquanto no Braga se temia o remake do filme do ano passado.
E eis que ao minuto 91, o remake aconteceu. André Silva, de bicicleta, no meio do desespero portista, virou a história de todo um jogo de pantanas. O menino - cada vez mais um caso sério - «limpou» as asneiras dos colegas e deu uma segunda vida ao Porto. Naquele minuto 91, tudo começava do zero; ou quase.
Sem surpresa, o reviver do pesadelo do ano passado pesou na equipa do Braga. O prolongamento foi um suplício físico e mental para os homens de Paulo Fonseca. O Porto dominou a meia hora extra e podia ter evitado o nervosismo das grandes penalidades. André Silva, sempre ele, teve duas excelentes bolas de golo nos pés, mas o hattrick não estava nas estrelas. E depois vieram os penáltis.
E aí, Marafona foi herói. O guarda-redes do Braga teve nervos de aço e defendeu os penáltis de Herrera e Maxi Pereira. E enquanto os portistas iam falhando, do lado bracarense nem um. Pedro Santos, Stoijlikovic, Hassan e Goiano, este com o remate decisivo para o 4x2, selaram a conquista da Taça de Portugal para o Braga de Paulo Fonseca.
Retirado de zerozero
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domingo, 22 de maio de 2016
Tudo ou nada
«Sonho» foi a palavra mais escutada nas conferências de antevisão à final da Taça de Portugal. FC Porto e SC Braga procuram fechar a época com a conquista da prova rainha do futebol português, embora o triunfo tenha um peso diferente consoante o vencedor.
José Peseiro, técnico do FC Porto, assegurou que não vai «em cantigas de embalar». Um eventual sucesso no Jamor não é encarado pelo treinador dos dragões como um «salvar de época», afirmando mesmo que se a taça rumar ao Dragão «ninguém poderá falar numa época negativa.»
As coisas, porém, não são bem assim. A temporada azul e branca foi um desastre e erguer o troféu no céu de Lisboa seria uma atenuante importante; para ele enquanto treinador e para o clube enquanto emblema habituado a títulos (o último já tem quase três anos...).
Bem diferente é a perspetiva minhota. Com os objetivos cumpridos na íntegra (4º lugar na Liga e «quartos» da Liga Europa), a final da Taça de Portugal – também ela um objetivo traçado – pode coroar (mais) uma época de afirmação do clube minhoto.
De lado a lado, o Jamor pode ser o derradeiro palco para alguns jogadores e treinadores ao serviço dos atuais clubes. Yacine Brahimi e José Peseiro são, do lado portista, aqueles cujo adeus parece mais definido nesta altura, enquanto Paulo Fonseca, Rafa Silva e Nikola Vukcevic também devem cumprir a última aparição enquanto bracarenses.
Retirado de zerozero
São 22 os jogadores chamados por José Peseiro para a final da Taça de Portugal, frente ao Sporting de Braga. Sendo Alberto Bueno o único indisponível, o treinador portista convocou assim todos os atletas disponíveis do plantel principal.
Lista de 22 convocados: Casillas, Helton e José Sá (guarda-redes); Maxi, Martins Indi, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Evandro, Herrera, Corona, André Silva, André André, Layún, Danilo Pereira, Suk e Chidozie.
Lista de 22 convocados: Casillas, Helton e José Sá (guarda-redes); Maxi, Martins Indi, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Evandro, Herrera, Corona, André Silva, André André, Layún, Danilo Pereira, Suk e Chidozie.
Onze provável (4x3x3): Helton, Maxi, Marcano, Chidozie, Layún, Danilo Pereira, Rúben Neves, Sérgio Oliveira, Varela, Corona e André Silva
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terça-feira, 27 de outubro de 2015
Pensamento da Semana: Um ano se passou e tudo está na mesma
Bem sei que haverá quem discorde, e tem todo o direito de o fazer, contudo após ter visto o jogo do Dragão a ideia com que fiquei é que um ano depois tudo está na mesma no Reino do Dragão. Passo a explicar (de uma forma sucinta).
Julen Lopetegui tem como filosofia de jogo a posse. Para ele ter a bola e avançar no campo em posse é fundamental. Trata-se de um mandamento sagrado que não pode ser violado aconteça o que acontecer durante os 90 e pouco minutos de uma partida de futebol.
Julen tem uma fé inabalável nesta sua filosofia de jogo e diga-se que o Futebol Clube do Porto até não se tem dado mal com esta forma de estar em campo. O problema é que de nada serve ter a posse da bola se o adversário não ataca ou se estamos num jogo onde os criativos dos Portistas não tem um lance de génio que faça pender a vitória para o lado Azul e Branco.
Ou seja; temos muitos jogos, especialmente no Campeonato Português, onde o FC Porto tem mais posse de bola/remates à baliza mas que acabam empatados. E este é um problema que já existia na época passada. Assim como era também (e continua a ser) um problema a gritante falta de aproveitamento dos lances de bola parada.
Tenho então para mim que já vai sendo hora de o treinador do FC Porto, o Basco Julen Lopetegui, começar a colocar de lado a sua fé e optar por apostar por formas de estar num jogo de futebol que lhe permitam dar a volta a equipas como o Sporting Clube de Braga do passado Domingo. É que muitas vezes isto de ter muita bola não resolve absolutamente nada.
Assim como também não resolve absolutament6e nada não se treinar e
melhorar um bocadinho que seja os cruzamentos e aproveitamento dos
lances de bola parada. Parece-me que Julen Lopetegui não é assim tão
mau treinador como muita gente apregoa. Simplesmente este não pode
continuar a ser teimoso como tem sido até à data. Isto porque na época
anterior o FC Porto da posse pela posse perdeu tudo e não me parece que
os adeptos e demais elementos do FC Porto queiram ter outro desfecho
semelhante.
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domingo, 25 de outubro de 2015
O “teste Fonseca”
No mundo do futebol há coisas engraçadas. Uma delas é o facto de termos treinadores que numa determinada equipa se deram muito mal e que noutra se dão muito bem. Este parece ser, sem sombra de dúvida, o caso de Paulo Fonseca que após uma passagem muito má pelo comando técnico do Futebol Clube do Porto está agora a mostrar toda a sua sabedoria ao serviço do Sporting Clube de Braga. E isto tanto a nível nacional como a nível internacional.
Efectivamente o SP Braga está a realizar um campeonato muito bom. Paulo Fonseca tem à sua disposição um plantel praticamente novo que tem dado cartas. Recentemente voltou a surpreender o mundo do futebol ao levar de vencida a famosa equipa do Marselha de França. Os Bracarenses até já carimbaram a passagem à fase seguinte da Liga Europa quando há ainda uma “segunda volta” para disputar. Já na Liga NOS os Guerreiros do Minho ocupam o 6.º lugar na tabela classificativa (Estoril e Paços já jogaram esta jornada) tendo até ao momento duas derrotas, um empate e 4 vitórias. Efectivamente este é um Braga que luta pela Europa e que com alguma sorte poderá alcançar algo mais do que a qualificação para a Liga Europa.
O que faz deste Braga tão especial e um adversário de respeito (desta vez Julen tem toda a razão ao dizer que é um jogo muito complicado este de mais logo) é o facto de ter um plantel recheado de qualidade. Paulo Fonseca tem estado bem, mas também consegue tal coisa porque conta com Jogadores de grande qualidade como Stanislav Kritciuk, André Pinto (lesionado), Djavan, Willy Boly, Baiano, Rafa Silva, Nikola Vukcević, Wilson Eduardo, Nikola Stojiljković, Rui Fonte, Alan e Ahmed Hassan. Uma equipa de respeito, sem sombra de dúvida.
Temos então que mais logo o Futebol Clube do Porto de Julen Lopetegui vai ter pela frente um grande teste. Será importante que os Dragões entrem a pressionar e explorem alguma da fragilidade defensiva deste Braga (disciplina não é com eles). Será também importante tentar resolver o jogo o mais cedo possível, evitando-se desta forma o habitual “entregar da 1.ª parte” pois não creio que este Braga vá desperdiçar a oportunidade de tentar resolver o jogo a seu favor se tal suceder.
A saída de Maxi, que cumpre castigo após completar uma série de cinco cartões amarelos, é a novidade na convocatória elaborada por Julen Lopetegui para a recepção ao Sporting de Braga, marcada para hoje, às 19h15, no Estádio do Dragão, a contar para a oitava jornada da Liga NOS. Em comparação com a chamada para o último compromisso oficial, frente ao Maccabi Telavive (2 x 0), a saída do lateral Uruguaio é mesmo a única alteração a registar.
Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (g.r.); Martins Indi, Marcano, Rúben Neves, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, Evandro, Herrera, Corona, André André, Layún, Danilo Pereira, Bueno, Imbula e Cissokho.
Onze provável (4x3x3): Casillas, Layún, Marcano, Indi, Cissokho, Danilo, Rúben, André André, Brahimi, Corona e Aboubakar
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sábado, 7 de março de 2015
Tello mete a 6.ª
O FC Porto fez o que lhe competia e venceu o SC Braga (0 x 1). Mesmo não deslumbrando, os Dragões cimentaram o segundo lugar e pressionam o Benfica. Jackson saiu lesionado no decorrer da segunda parte, Tello voltou a ser decisivo na sexta vitória consecutiva dos Portistas no Campeonato.
Nos primeiros minutos as equipas equivalerem-se em termos de domínio e controlo de jogo. Se o SC Braga tentava explorar o espaço nas costas dos defesas Portistas e o jogo exterior, a formação Azul e Branca procurava ter critério e muita circulação a toda a largura do campo. Mas não haviam muitos desequilíbrios. Ambas as equipas não assumiam o risco do jogo, procurando não perder organização.
A virtude Bracarense a travar o FC Porto estava no miolo, onde os três médios (Pedro Tiba, Rúben Micael e Danilo Silva) controlavam bem Casemiro, Herrera e Evandro, razão pela qual Lopetegui pedia ao ex-Estoril para fazer movimentos de ligação entre sectores. Com o avançar dos minutos, o FC Porto instalou-se no meio-campo contrário e raramente permitiu as saídas rápidas dos Bracarenses, sobretudo com Pedro Santos e Rafa Silva que estavam bem vigiados.
Lopetegui apostava na solidez e segurança, esperando que a magia de Brahimi e/ou Tello pudesse resolver a qualquer momento a questão. Mas a uma maior iniciativa dos Azuis e Brancos, a defesa Arsenalista respondia sempre com muita concentração e rigor. Não admirava, por isso, que ao intervalo se verificasse um nulo que, de certo modo, se justificava face ao comportamento táctico de ambas as equipas no terreno de jogo do Municipal Bracarense.
A toada manteve-se no segundo tempo. As movimentações ofensivas eram tímidas, de parte a parte, embora o FC Porto se esgueirasse com mais assiduidade até à baliza do adversário. Os Dragões assumiram o jogo, foram para cima e o SC Braga aproveitava para sair no contra-ataque quando podia.
Em busca do golo, o FC Porto perdeu a sua referência maior dos últimos anos neste capítulo. Jackson Martínez saiu lesionado (com queixas na zona da virilha) e entrou Aboubakar para um terreno que já ia tendo Ricardo Quaresma (entrou por troca com Evandro, Brahimi foi para o miolo). Com a saída do Cha Cha Cha, a equipa do FC Porto parecia ter perdido ímpeto e discernimento. Mas Aboubakar mostrou a Lopetegui que pode contar com ele. Aos 73 minutos, o avançado Africano serviu Tello que, na cara de Matheus Magalhães, abriu o marcador com muita calma.
A perder, o SC Braga cresceu em busca do empate e o FC Porto tentou segurar as investidas Arsenalistas, já com Rúben Neves em campo, ele que rendeu Brahimi. Mas até final, os Portistas aguentaram as investidas dos Minhotos e somaram mais três pontos.
Retirado de zerozero
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Mais um treino para animar a malta!
Efectivamente este mês de janeiro está a ser um regalo para quem gosta de acompanhar os treinos à porta aberta do Futebol Clube do Porto. E até que tem sido treinos entretidos com golos à mistura e desempenhos sempre q.b. como se poderia esperar de qualquer treino.
Ora bem, sucede que desta vez o adversário do jogo treino de mais logo é, tal como se exige nisto dos jogos de preparação, um adversário bem mais valoroso que os anteriores. Trata-se de um velho conhecido do nosso Campeonato: Sporting Clube de Braga que é orientado pelo Portista Sérgio Conceição.
Fosse isto uma partida para se levar a sério e teríamos no SC Braga uma equipa complicada. Irregular é verdade, mas o sue plantel conta com talento e experiência em doses aceitáveis e como tal a equipa do Sérgio é muito perigosa e combativa. Um pouco à imagem do seu Treinador diga-se desde já. Contudo este não é um jogo que deva ser levado a sério e é certo e sabido que tanto o FC Porto como o SC Braga irão apresentar um onze alternativo ou não houvessem jogos muito importantes para ambos já no próximo fim-de-semana.
Não há muito mais para dizer sobre um jogo de preparação que se espera que ao menos seja entretido e que no final o Dragão tenha conquistado mais uma vitória.
O guarda-redes Helton, os defesas Reyes e José Ángel, o médio Rúben Neves, e os “bês” Víctor García, Kayembe e Gonçalo Paciência são as novidades na lista de convocados de Julen Lopetegui para a deslocação ao terreno do Sporting de Braga (20h45), a contar para a terceira jornada do grupo D da terceira fase da Taça da Liga. Os Dragões lideram com seis pontos, enquanto os Bracarenses seguem na segunda posição, com três.
Relativamente à convocatória para o triunfo sobre o Penafiel (3 x 1), o mais recente compromisso oficial dos Azuis e Brancos e referente à 17.ª jornada da Liga Portuguesa, saem da lista Fabiano, Danilo, Maicon, Alex Sandro, Casemiro, Quaresma e Jackson Martínez.
Lista de 18 convocados: Helton e Andrés Fernández (g.r.); Martins Indi, Marcano, Quintero, Tello, Reyes, José Ángel, Evandro, Herrera, Adrián López, Ricardo, Campaña, Óliver Torres, Rúben Neves, Gonçalo Paciência, Víctor García e Kayembe.
Onze provável (4x3x3): Helton, Ricardo, Marcano, Reyes, José Ángel, Rúben Neves, Evandro, Campaña, Quintero, Tello e Gonçalo Paciência.
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam acompanhar este jogo de preparação em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
O Rapaz dos Croquetes
Como no nosso clube está tudo calmo a crónica de hoje debruça-se de novo sobre o momento de confusão generalizada que se vive num dos Circos da Segunda Circular. Os nossos amigos mais interessados nestes mexericos, já estão a adivinhar que falamos do Zbórden.
10 pontos de atraso à 15ª jornada é muito ponto perdido para quem no início da temporada afiançou que “o título é o objetivo”. O homem esquece-se que dispensou (desprezou) mais de metade do plantel. Bem conhecemos as necessidades de Tesouraria que permitam ter um plantel preparado para competições nacionais e Uefeiras.
Os seis presidentes antecessores conhecidos como “a brigada do croquete” entretiveram-se durantes anos a fio a desbaratar o património do Clube e da Sad, tornando a situação financeira insustentável, pensava-se que impunemente, até à chegada do atual presidente, um fala-barato sem qualquer experiência na condução de um clube de bairro, quanto mais de uma instituição com a dimensão do Sporting.
Contratou um mocinho muito simpático, tipo Paulo Fonseca, que fizera umas flores numa equipa de meio-da-tabela e pensava que conseguia vencer a Liga, se calhar sem derrotas. Mas “o banana põe e os resultados dispõe”, pese embora a nós (portistas espanholados) nos tivesse tirado o pio 2 vezes. Como diria Oliveira “o que interessa é a bolinha entrar”.
E assim ia o clube dos Calimeros cantando, rindo, e arrotando postas de pescada, quando alguns resultados menos felizes começaram a fazer baixar a confiança no treinador, situação que também nos é familiar, semana-sim, semana-não.
Um belo dia o banana acordou mal disposto e atirou duras críticas a atletas, técnico e demais comitiva, chegando a ameaçar com o despedimento, o tal mocinho simpático. Claro que os notáveis vieram à liça, cada qual com a sua opinião, desde o borrachola que debita baboseiras no Trio de Ataque; o palavroso Rogério Alves no Dia Seguinte; até ao talhante de fígados do Prolongamento. Diz quem sabe que os acima referenciados “6 presidentes” aproveitaram a onda para se vingarem do banana, da humilhação a que tem sido sujeitos, nomeadamente com as ameaças de queixas judiciais, provavelmente por situações danosas nos seus mandatos que, naturalmente, desconhecemos.
Eis-senão-quando entra em palco pela direita baixa um pobre diabo de que, como jogador, só nos recordámos por ter partido uma perna a Jordão, e mais tarde ficar conhecido como fornecedor de croquetes nas festanças das anteriores direções, proprietário de uma dessas empresas de restauração de porta-em-porta muito em voga, chamadas “catering”!
José Eduardo, não se sabe em que qualidade (fornecedor de serviços, ex-jogador, conselheiro, ou simples adepto) trazia o recado bem ensaiado e acusou o pobre mocinho de ter um projeto próprio, que é como quem diz, a cabeça noutro lado.
"Marco Silva tem uma agenda própria, tem interesses próprios que não são os do Sporting. São os interesses de outras entidades, eventualmente do seu empresário. O Sporting vai ultrapassar esta crise e o Marco Silva é que põe o futuro dele em causa, porque se liga a interesses de gente que pretende destruir o Sporting. Chegámos ao fim da linha, não há condição nenhuma para continuar. Não tem a equipa com ele. Essa é uma falácia, a equipa está dividida, há problemas muito graves. O projeto da academia nunca foi agarrado pelo treinador".
Espanto geral na querida televisão, nos pasquins da capital do reino, nas rádios, tv’s e cassetes-pirata. Logo apareceram os apoiantes das duas partes, alguns pouco simpáticos.
A dúvida que nos fica é saber em que altura o simpático mocinho desaparecerá da cena futebolística indígena. Há quem faça prognósticos. Com um bocado de azar pode ir de vela no dia 11 de Janeiro aquando da deslocação a Braga. Não se pode confiar num presidente!
Já agora, aproveitando os dotes de Sherlock Holmes do rapaz dos croquetes, gostava de lhe perguntar em que ponto está o caso daquele funcionário do Clube que meteu dois mil euros na conta de um árbitro. É que a gente adora estas histórias, sabe? Se descessem de divisão o Álvaro Sobrinho da Holdimo/BES apanhava um carambolim do caraças. Ficava com 30% de uma sociedade falida. Kkkrrrrggg!
Até à próxima.
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segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Regresso ás vitórias
Continuidade foi, por estranho que possa parecer, a palavra que sobressaiu ao observar o onze de Julen Lopetegui. O Espanhol, que costuma mudar várias peças de jogo para jogo, foi apenas óbvio ao chamar Jackson Martínez de volta ao onze titular.
O mais interessante da primeira parte foi perceber que as palavras de Sérgio Conceição viraram actos por parte da sua equipa. Apresentou-se, de facto, para discutir o resultado no Dragão e não fez por menos: pressionou alto e obrigou os Portistas a pensarem o jogo mais rápido.
Pode ser um pouco por aí que a história do primeiro tempo se conta. A pressão exercida pelos Bracarenses pareceu ter surpreendido os Portistas. À saída de bola dos centrais Azuis e Brancos, os Minhotos subiam em bloco e fechavam as linhas de passe a Herrera e a Óliver, num excelente trabalho de Danilo e Pedro Tiba. Ora, perante a opção Marcano, que não é propriamente um jogador vocacionado para construir, os Dragões tentavam fugir pelas faixas.
Quando o conseguiram, criaram perigo, embora a maioria dos lances perto da baliza de Matheus tenham surgido por situações de bola parada, como o golo, que nasceu num canto, cresceu no toque de Maicon e explodiu no desvio de Martins Indi.
Quando não o conseguiram, cometeram erros em zona perigosa que permitiram ao SC Braga encarar Fabiano de frente. Tentaram uma, tentaram duas, concretizaram à terceira e o empate era justo ao intervalo, apesar do melhor momento Portista, que apareceu nos últimos dez minutos do primeiro tempo, com epicentro na bomba de Danilo à trave.
As alterações que Julen Lopetegui fez ao intervalo eram espelho do que se tinha visto no primeiro tempo. Ao FC Porto faltava qualidade na posse em terrenos centrais e foi sem surpresa alguma que Marcano saiu de campo, tal como Herrera. Em boa verdade, o próprio Óliver estava a passar ao lado do jogo, presa fácil dos contrários.
Os melhores do FC Porto eram os laterais. Quer Danilo, quer Alex Sandro estão uns furos bastante acima esta temporada e esse é notório. Mas não são só os dois Brasileiros que estão de confiança renovada.
Outro que assim está é Juan Quintero. Outra vez utilizado a partir do banco de suplentes, novamente decisivo, desta feita a fazer o golo da vantagem. E, já que se fala de segunda vida, Brahimi mostrou também que eram exagerados os comentários de que estaria desgastado com a sucessão de jogos. Errado. Exemplo? A cavalgada para servir o número 10 para o 2 x 1.
Nos minutos seguintes, a sensação de que o SC Braga estaria a pagar a factura de uma primeira parte de grande intensidade. Mas, também aí o juízo foi precipitado. A bomba que Aderlan Santos fez explodir no poste de Fabiano acordou a equipa e intranquilizou o sector Portista por alguns minutos, os suficientes para o jogo partir, com lances de parte a parte e com mais perigo para a rede de Matheus.
Foi com esse intuito, para serenar o desafio e disciplinar a posse de bola, que Evandro entrou. Não foi a primeira nem a segunda vez que o Espanhol fez tal substituição e o certo é que o Brasileiro tem o condão de acertar a equipa, como se de um relógio se tratasse.
Ainda assim, os sustos na bancada existiram até ao fim, até ao apito final de Pedro Proença, que confirmaram o FC Porto de regresso ao segundo lugar.
Retirado de zerozero
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domingo, 5 de outubro de 2014
A ver se é desta Lopetegui!
Conturbados tem sido os últimos tempos no que ao Reino do Dragão diz respeito. Nos últimos quatros jogos a equipa Azul e Branca alcançou quatro empates, tendo sido o último arrancado literalmente a ferros. Naturalmente que tal desgasta a confiança dos adeptos, abre portas aos “Sábios da Bola” que não perdem uma oportunidade para fazer “bota abaixo” e a moral da equipa Portista começa a abalar.
Não será, portanto, asneira alguma dizer que vencer o Sporting Clube de Braga se reveste de uma importância atroz para se evitar que o Dragão caia num poço sem fundo apesar de ainda estarmos numa fase muito prematura da Liga Zon Sagres e restantes Competições.
Contudo o Sporting que é de Braga também vai querer vencer mais logo, pois a situação da equipa de Sérgio Conceição, um dos históricos do Futebol Clube do Porto, não é famosa e se não entrar nos eixos rapidamente poderá passar por outro Campeonato onde ficará abaixo das suas expectativas. E tem Jogadores para vir à invicta lutar pelos três pontos, ou não estivessem na equipa Minhota Atletas de valor tais como André Pinto, Baiano Rafa, Alan, Salvador Agra, Sami (empréstimo do FC Porto), Éder, Zé Luís e Pardo entre puros.
Apesar de tudo esta equipa do Braga parece ainda não se ter encontrado e existem sinais de que a equipa não se tem dado bem com a pressão dos resultados e dos adversários. Um aspecto que deve ser aproveitado pelo Futebol Clube do Porto do Basco Julen Lopetegui.
Para esta partida que se antevê complicada e de emoções fortes, a chamada de Ricardo Quaresma é a novidade na lista de convocados elaborada por Julen Lopetegui para a recepção ao Sporting de Braga, agendada para hoje, às 18H, no Estádio do Dragão, referente à sétima jornada da Liga Portuguesa. Relativamente à convocatória para a deslocação a Lviv, onde o FC Porto empatou a dois golos frente ao Shakhtar Donetsk, na segunda jornada do Grupo H da UEFA Champions League, saem dos eleitos do Técnico Espanhol o guarda-redes Ricardo Nunes e o avançado Ricardo.
Lista de 18 Convocados: Fabiano e Andrés Fernández (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Evandro, Herrera, Adrián López, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves e Aboubakar.
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Indi, Alex Sandro, Rúben Neves, Herrera, Brahimi, Quaresma, Tello e Jackson.
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta parida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.
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segunda-feira, 14 de abril de 2014
Três pontos com as asneiras do costume
Numa partida marcada claramente pela gestão dos jogadores para os compromissos a contar para a Taça de Portugal na próxima quarta-feira, o FC Porto levou a melhor sobre o SC Braga e venceu por 1 x 3, ficando mais próximo de garantir o terceiro lugar da Liga Zon Sagres, que garante o acesso ao play-offda Liga dos Campeões.
A primeira parte foi praticamente dominada pelo FC Porto, que chegou ao golo da vantagem por intermédio de Silvestre Varela, enquanto o SC Braga não fez um único remate à baliza à guarda de Fabiano.
Na segunda parte, os Bracarenses estiveram melhor, chegaram com justiça ao empate por intermédio de Erick Moreno, tiveram oportunidades para confirmar a reviravolta no marcador, mas acabaram por ser derrotados pelos Dragões, que marcaram por intermédio de Carlos Eduardo e Quintero.
Desta forma, os Arsenalistas terminam a temporada sem vencer qualquer um dos três crónicos candidatos ao Título e ficam a seis pontos dos lugares europeus, situação que faz com que a Taça de Portugal seja cada vez mais importante para o SC Braga se poder exibir novamente a nível internacional.
Jorge Paixão e Luís Castro, a pensarem nos respectivos jogos das meias-finais da Taça de Portugal, apresentaram onzes diferentes daqueles que são considerados os habituais em cada uma das equipas e no meio de tantas mudanças foi o treinador do FC Porto quem se saiu melhor.
Com um banco composto por jogadores como Mangala, Alex Sandro ou Defour, que costumam ser titulares com Luís Castro, o técnico dos Azuis e Brancos apostou numa defesa praticamente nova, com Victor García a estrear-se na Liga, Maicon e Abdoulaye no eixo e Ricardo na esquerda. No meio campo, Josué foi titular, juntamente com Fernando e Carlos Eduardo, tendo ficado a frente de ataque entregue a Silvestre Varela, Licá e Jackson Martínez.
Sinal de que o treinador do FC Porto ficou claramente a ganhar ao do SC Braga foi o facto de os Arsenalistas não terem executado um único remate à baliza defendida por Fabiano ao longo da primeira parte. Inédito nos jogos em casa esta temporada.
Por sua vez, os Azuis e Brancos chegaram ao intervalo em vantagem no marcador de forma justa. Silvestre Varela, aos 23 minutos, apontou o golo que colocou o FC Porto na frente do resultado, num lance em que Jackson Martínez fez um passe em profundidade e o internacional Português foi mais rápido que Núrio, picando a bola por cima de Eduardo.
Antes do lance do golo, Jackson Martínez, após assistência de Victor García, tinha visto Eduardo defender um cabeceamento e depois foi Carlos Eduardo quem cabeceou por cima, depois de mais um cruzamento do lateral-direito estreante.
Insatisfeito com a prestação da sua equipa ao longo dos primeiros 45 minutos, Jorge Paixão fez duas substituições durante o intervalo, tirando Núrio e Erivaldo para fazer entrar Miljkovic e Rafa, internacional Português que estava há algumas semanas afastado da competição.
O SC Braga entrou bem na segunda parte e Felipe Pardo, logo nos primeiros segundos, foi o autor do primeiro remate dos Arsenalistas no jogo, o qual foi defendido com facilidade por Fabiano. O Colombiano, no entanto, estava mais irrequieto do que no primeiro tempo e pouco depois foi derrubado por Ricardo, ficando a dúvida se não seria grande penalidade. Contudo, o árbitro assinalou falta fora da área.
Contrariando a entrada forte dos da casa, Josué, com um remate de trivela, esteve perto de ampliar a vantagem, mas a oportunidade do médio não foi suficiente para abrandar o ritmo dos Arsenalistas, que aos 58 minutos acabaram por chegar ao golo por intermédio de Erick Moreno. Felipe Pardo, na direita, ganhou em velocidade a Abdoulaye e perto da linha de fundo cruzou para a área, onde apareceu Moreno a cabecear sem hipótese de defesa para Fabiano.
Apesar do lance do golo de Moreno ter sido a primeira situação para marcar do SC Braga, o empate era justo para a forma como os Arsenalistas estavam melhor do que o FC Porto. Nessa altura, Fernando já tinha saído para dar o lugar a Defour e Luís Castro, apesar da igualdade, não parou na poupança para a Taça de Portugal, tirando o melhor marcador do Campeonato, Jackson Martínez, para colocar em campo Ghilas.
O internacional Argelino começou bem o jogo e teve uma boa ocasião para marcar, rematando com perigo a centímetros do poste da baliza de Eduardo. Mas o SC Braga continuava melhor e Éder, que não jogava desde Dezembro, foi lançado por Jorge Paixão, tendo estado muito perto de marcar a 12 minutos dos 90, valendo ao FC Porto uma grande defesa de Fabiano.
Nos últimos dez minutos o jogo ficou mais aberto e aos 83 minutos, Rafa surgiu isolado perante Fabiano após ter «roubado» a bola a Fabiano. O Português permitiu a defesa do guarda-redes do FC Porto e praticamente na resposta, Carlos Eduardo antecipou-se de cabeça a André Pinto dentro da área dos Bracarenses após cruzamento de Josué e colocou a bola no fundo da baliza de Eduardo, oferecendo a vitória à equipa de Luís Castro.
Ainda assim, a vitória do FC Porto apenas ficou definitivamente selada em período de compensação, num contra-ataque concretizado por Juan Quintero, que regressou aos golos com a camisola dos Azuis e Brancos.
Retirado de zerozero
Melhor em Campo: Josué
domingo, 13 de abril de 2014
Não dá para mais
Chegados a esta altura e depois de uma humilhante eliminação da Liga Europa eis que pouco mais resta ao Dragão senão continuar a manterá s distâncias na Liga Zon Sagres. O GD Estoril Praia tem de se manter bem longe para não se perder o terceiro lugar e há que acreditar que a segunda posição ainda pode ser uma possibilidade sem descurar a segunda mãop das meias-finais da Taça de Portugal.
Para tal os Dragões tem de derrotar os Guerreiros do Minho em Braga. Os Bracarenses também estão com o pensamento na Taça de Portugal dado que são outros dos semi-finalistas da prova, mas com toda a certeza quererão alcançar as competições Europeias via campeonato dado que na prova rainha tem de dar a volta a um resultado negativo. Temos portanto que o Braga irá com toda a certeza querer derrotar o FC Porto mais logo.
O Sporting Clube de Braga está a realizar uma má temporada, o Plantel está a atravessar por uma onda de lesões que impede que os seus melhores Atletas possam dar o contributo à equipa e já houve uma “chicotada psicológica” mas as melhoras não foram muitas porque o novo Treinador parece perceber pouco da “coisa”. A balança parece pender favoravelmente para os azuis e Brancos, mas como já aqui foi fito este vai ser um jogo que não será nada fácil.
Isto porque não obstante as lesões de Rafa e Alan, dois dos melhores do Plantel Bracarense, por lá ainda moram Jogadores que fazem a diferença para o Sporting Clube de Braga. Eduardo é um deles dado que se trata de um Guardião que não sendo regular nos jogos “grandes” dá sempre nas vistas pela positiva. Baiano é um Defesa lateral muito ofensivo que não perde uma oportunidade para marcar golos. Nuno André Coelho é um dos melhores Centrais Portugueses. Luís Carlos traz um enorme equilíbrio ao meio campo do Braga. Pardo e Rusescu são dosi abancados que impõem respeito a qualquer defesa.
Como podemos ver estão reunidos todos os ingredientes para um jogo tremendamente complicado para os comandados de Luís Castro que para além disto terão de gerir as “azelhices” da sua linha defensiva e o esforço dado que na próxima quarta-feira há que carimbar o passaporte +ara a Final da Taça de Portugal.
Olhando agora somente para os Azuis e Brancos, Jackson, Abdoulaye, Fernando e Víctor García são as novidades na Lista de Convocados elaborada por Luís Castro para a deslocação ao terreno do Sporting de Braga (27.ª jornada da Liga portuguesa, domingo, 19h15). Os três primeiros jogadores estavam impedidos de alinhar em Sevilha, na quinta-feira, enquanto o defesa Víctor García integra o plantel do FC Porto B.
Em sentido inverso, Danilo, Quaresma, Reyes, Herrera e Mikel, este último do FC Porto B, ficam fora dos eleitos.
Lista de 18 convocados: Fabiano e Kadú (g.r.); Maicon, Josué, Jackson Martínez, Quintero, Ghilas, Varela, Licá, Carlos Eduardo, Ricardo, Mangala, Abdoulaye, Fernando, Alex Sandro, Kelvin, Defour e Víctor García.
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Ricardo, Maicon, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Defour, Carlos Eduardo, Varela, Ghilas e Jackson.
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da gora do jogo.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Izmaylov e Liédson
Não tenho por hábito fazer analises “a quente” e muitos menos quero começar a avaliar um Jogador que tenha chegado recentemente ao Dragão. Contudo não posso ficar indiferente aos reforços de Inverno que o FC Porto “resgatou” de Alvalade.
Marat Izmaylov e Liédson (aka Levezinho”) viram os seus passes adquiridos pelos Portistas a preços muito vantajosos. A massa adepta do FC Porto reagiu de imediato e cedo se dividiu entre o “um erro absurdo da SAD” e “grande capacidade negocial do Futebol Clube do Porto”. Sentimento este que é perfeitamente natural, embora não me identifique nem com um nem com o outro. Isto porque já aqui o disse, não sou adepto de avaliações à primeira. Gosto sempre de ver para depois opinar.
Ora, vendo as coisas por este prisma confesso que o Russo tem sido uma agradável surpresa. Não quero aqui alimentar uma perigosa ilusão pois no Sporting Clube de Portugal Marat mostrou ser capaz do melhor e do pior… E há que dizer que o feitio do Russo é tudo menos bom. Mas apesar de tudo Ismaylov tem mostrado ser Sr. de uma técnica fabulosa e tem o condão de colocar a bola onde muito bem lhe apetece. Quase que me atrevo a dizer que o Marat me faz recordar o saudoso Kulkov que quando jogava servia-se sempre da régua e esquadro para os seus passes certeiros!
Mas é como digo, ainda é cedo para se olhar para Ismaylov como uma boa/má aposta da parte de quem comanda os destinos do FC Porto.
Quanto a Liédson, o meu raciocínio é o mesmo, se bem que me parece que a sua contratação não se deve à necessidade de se colmatar uma lacuna do Plantel mas sim a um tremendo erro de planeamento. Isto porque no in9cio da Temporada Vítor Pereira afirmou em muitas ocasiões que contava com Kléber e que não precisava mais do que dois Pontas de Lança para poder “atacar” as competições em que o FC Porto está envolvido, e para mais é sabido que o Futebol Clube do Porto tentou, sem sucesso, contratar Lima do Sporting Clube de Braga. E acrescente-se ainda que o mau comportamento do jovem Kléber na janela de transferências de Inverno quando foi abordado por um Clube Belga levou a que a Direcção Azul e Branca perdesse de vez a paciência com o Brasileiro.
É neste contexto que surge o “Levezinho”. Trata-se de um Jogador experiente, conhecedor do Futebol Português e que irá permitir a VP apostar num sistema diferente do 4x3x3 quando este assim o entender, mas apesar de tudo não deixa de ser uma segunda escolha que aufere de um salário bastante elevado e que sofre de uns tiques de “Vedetismo”….
Contudo o tempo nos dirá se a aposta num “Reformado” foi a mais inteligente ou se foi somente a possível.
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sábado, 8 de dezembro de 2012
Limpar a nódoa
Antes da antevisão propriamente dita, eis que deixo aqui um pequeno mas elucidativo ponto prévio. Vítor Pereira parece não ter aprendido a preciosa lição que o SC Braga e o PSG fizeram questão de lhe dar. Mais uma vez o Técnico dos Azuis e Brancos “enche o papo” e na Conferência de Imprensa de antevisão do jogo de hoje afirma com convicção que vai de certeza derrotar o Moreirense.
Não é por nada, mas o FC Porto já tem pressão que chegue em cima dos ombros depois dos desaires na Taça de Portugal e Liga dos Campeões, pelo que seria muito melhor que VP deixasse este tipo de discurso de lado… A fanfarronice é algo que só a malta foleira gosta de usar e que eu saiba nunca tal atitude deu bons frutos no Reino do Dragão.
Posto isto, passemos então à análise do jogo.
Ora bem, numa jornada em que vai haver um jogo entre Leões e Águias é vital que o Dragão vença o sue jogo para poder assistir a um possível empate entre os Rivais da Capital. Contudo tal tarefa não se avizinha fácil, isto porque o treinador da equipa dos Cônegos já avisou que vem ao Porto para defender o mais que puder e porque o Moreirense FC pode não ter no seu Plantel Jogadores de levada técnica mas por norma estes “deixam a pele em campo”.
Diego Gaúcho, Ricardo Pessoa, Ricardo Fernandes, Fábio Espinho, Vinicius, Pablo Olivera e Nabil Ghilas são os trunfos que Jorge Casquilha irá jogar mais logo. Destaque especial para Fábio Espinho que apesar da sua idade avançada ainda consegue um médio muito influente em qualquer equipa e tem sido ele a Alma deste Moreirense. Ghilas é muito bom no jogo aéreo e Olivera tem o especial hábito de “dar o litro” contra as equipas “Grandes” do nosso futebol.
Nada de se armar em superior caro Vítor pois estes Jogadores podem fazer a diferença de um momento para o outro!
As inclusões de Kelvin e Iturbe, por troca com Fernando e Castro, são as alterações introduzidas à lista de convocados por Vítor Pereira para a recepção ao Moreirense, em jogo da 11.ª jornada da Liga Zon sagres. As exclusões de Fernando e Castro do grupo de 18 opções do Treinador Portista explicam-se na lesão do primeiro e na indisponibilidade do segundo, ditada pela expulsão no jogo dos oitavos-de-final da Taça.
Lista de Convocados: Helton, Danilo, Lucho, Iturbe, João Moutinho, Jackson Martínez, James, Kleber, Miguel Lopes, Varela, Mangala, Abdoulaye, Fabiano, Alex Sandro, Atsu, Kelvin, Otamendi e Defour.
Onze provável (4x3x3): Helton, Danilo, Otamendi, Mangala, Alex sandro, Defour, João Moutinho, lucho, Varela, James e Jackson.
O FC Porto x Moreirense FC, da 11.ª jornada da Liga Zon Sagres, joga-se às 20h30 de hoje, no Estádio do Dragão e pode ser acompanhada em directo aqui no blog.
Não é por nada, mas o FC Porto já tem pressão que chegue em cima dos ombros depois dos desaires na Taça de Portugal e Liga dos Campeões, pelo que seria muito melhor que VP deixasse este tipo de discurso de lado… A fanfarronice é algo que só a malta foleira gosta de usar e que eu saiba nunca tal atitude deu bons frutos no Reino do Dragão.
Posto isto, passemos então à análise do jogo.
Ora bem, numa jornada em que vai haver um jogo entre Leões e Águias é vital que o Dragão vença o sue jogo para poder assistir a um possível empate entre os Rivais da Capital. Contudo tal tarefa não se avizinha fácil, isto porque o treinador da equipa dos Cônegos já avisou que vem ao Porto para defender o mais que puder e porque o Moreirense FC pode não ter no seu Plantel Jogadores de levada técnica mas por norma estes “deixam a pele em campo”.
Diego Gaúcho, Ricardo Pessoa, Ricardo Fernandes, Fábio Espinho, Vinicius, Pablo Olivera e Nabil Ghilas são os trunfos que Jorge Casquilha irá jogar mais logo. Destaque especial para Fábio Espinho que apesar da sua idade avançada ainda consegue um médio muito influente em qualquer equipa e tem sido ele a Alma deste Moreirense. Ghilas é muito bom no jogo aéreo e Olivera tem o especial hábito de “dar o litro” contra as equipas “Grandes” do nosso futebol.
Nada de se armar em superior caro Vítor pois estes Jogadores podem fazer a diferença de um momento para o outro!
As inclusões de Kelvin e Iturbe, por troca com Fernando e Castro, são as alterações introduzidas à lista de convocados por Vítor Pereira para a recepção ao Moreirense, em jogo da 11.ª jornada da Liga Zon sagres. As exclusões de Fernando e Castro do grupo de 18 opções do Treinador Portista explicam-se na lesão do primeiro e na indisponibilidade do segundo, ditada pela expulsão no jogo dos oitavos-de-final da Taça.
Lista de Convocados: Helton, Danilo, Lucho, Iturbe, João Moutinho, Jackson Martínez, James, Kleber, Miguel Lopes, Varela, Mangala, Abdoulaye, Fabiano, Alex Sandro, Atsu, Kelvin, Otamendi e Defour.
Onze provável (4x3x3): Helton, Danilo, Otamendi, Mangala, Alex sandro, Defour, João Moutinho, lucho, Varela, James e Jackson.
O FC Porto x Moreirense FC, da 11.ª jornada da Liga Zon Sagres, joga-se às 20h30 de hoje, no Estádio do Dragão e pode ser acompanhada em directo aqui no blog.
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Relatório e Contas Braga SAD
Não obstante os Proveitos Operacionais terem uma variação negativa de mais de 50% em relação ao exercício anterior, o resultado global total com transferências, permitiu à sociedade obter um lucro de 5M€, e uma razoável performance desportiva.
De salientar os Custos Operacionais, terem baixado cerca de 19% em relação ao ano anterior. Os Resultados Financeiros são também negativos. Nos Capitais Próprios os resultados são excelentes, muito por força dos Resultados Totais Líquidos serem positivos desde há 3 anos, o que lhes permite ficar fora do famoso artigo 35º, o que, como sabemos, não é conseguido por nenhum dos 3 grandes.
Na relação Activo/Passivo, saliente-se que o Passivo contabilístico aumentou para mais do dobro, felizmente sustentado pelo valor dos Activos que acompanhou aquela percentagem. Temos então que para Activos de 38,8M€, o Passivo é de 29,6M€. O rácio Cash Flow/EBIDTA indica-nos que a dívida financeira pode ser amortizada no prazo de 1 ano, o que é excelente.
Nesta breve análise pode concluir-se que tendo uma gestão equilibrada, pode juntar-se aos êxitos desportivos, uma saúde financeira invejável. De relevar ainda que o Relatório e Contas está de acordo com o novo SNC (Sistema de Normalização Contabilística).
Quanto ao Clube gostava de salientar as escolinhas de formação no Futebol.
Nas modalidades, a Natação, com 120 atletas federados, e as Escolas de Natação com cerca de 600 crianças inscritas; o Futsal que, em parceria com a Universidade do Minho, regressou este ano ao escalão principal; o Atletismo com as escolinhas dos 6 aos 12 anos; o Basquetebol (duas centenas de atletas federados); o Voleibol Feminino na divisão principal, Juniores e Juvenis; o Bilhar, Snooker, Pool (nas categorias Masculino, Feminino, e Português); o Desporto Adaptado com títulos Regionais, Nacionais e vários atletas chamados para os trabalhos da selecção; o Taekwondo, integrando os Projecto-guerreiro, Pré competição e Competição com a participação de atletas Olímpicos e no Campeonato do Mundo (19 ouros, 7 pratas, 2 bronzes), vencedor da taça de Portugal, e diversos troféus conquistados na Europa.
Parabéns Braga
Nota – Para aqueles mais interessados por estas minudências, deixo aqui o link para o Relatório: http://www.scbraga.pt/imagens/relatorio-de-contas-sporting-clube-de-braga-futebol-sad-2011-12
Até à próxima
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Olhar os Rivais: Sporting Braga e Sporting CP
Continuando a minha pequena análise aos Rivais dos Portistas na Liga Zon Sagres eis que nos deparamos agora com Sporting de Braga de António Salvador. O Braga pode ainda não estar no lote dos favoritos á conquista do Título de Campeão Nacional mas de certeza que tudo irá faze para alcançar este sonho e cimentar de vez o estatuto de 4º “grande” do nosso futebol.
Os elementos ligados ao Braga tem tentado de todas as formas retirar da sua equipa a pressão de vencer um Campeonato, mas se olharmos com alguma atenção para o plantel Arsenalista verificamos que isto não é bem assim pois estes mantiveram quase todos os craques: Alan, Lima, Hugo Viana; Quim, Custódio, Ruben Micael, etc. são apenas alguns dos nomes de peso com os quais os Bracarenses contam para que esta seja uma excelente temporada a nível interno e externo uma vez que ir o mais longe possível na Liga dos Campeões é outro dos grandes objectivos de Salvador e companhia.
A meu ver o ponto fraco deste novo Braga é o seu Treinador. Leonardo Jardim já é passado mas os Minhotos irão aproveitar a excelente herança do Madeirense nos primeiros meses de competição. O problema será quando José Peseiro conseguir implantar as suas ideias… Este Treinador cometeu sempre a proeza de criar tremendas desgraças por onde passou tendo mesmo colocado a Selecção da Arabia Saudita no abismo apesar de esta ser uma Cliente habitual dos Mundiais de Futebol. Será uma questão de tempo até Peseiro ser despedido do Braga. Restará é saber se Salvador o fará a tempo de salvar a sua equipa ou se reagirá tarde demais. A ver vamos.
Temos por último o Sporting Clube de Portugal. O Clube Leonino é para mim a maior das incógnitas uma vez que se trata de um Clube que tanto está na mó de cima como de repente entra na mais profunda das depressões.
A aposta em Sá Pinto mantêm-se e este conta com o seu sportinguismo para que os Adeptos Leoninos acatem com alguma compreensão os maus resultados que a sua equipa possa alcançar, o que é uma enorme vantagem para este Treinador. Apesar disto ainda ninguém pode fazer um real juízo de valor sobre o trabalho de Sá Pinto pois na temporada anterior o Sá foi chamado para dar continuidade a um trabalho que tinha sido iniciado por Domingos Paciência. Para já podemos dizer que Sá Pinto é um motivador nato que parece ter aprendido com as suas asneiras do passado, mas será que isto é suficiente para retirar o Sporting CP do deserto em que está metido há largos anos? Penso que não, mas só a resposta correcta e definitiva só o tempo a dará.
A ajudar Sá Pinto nesta complicada tarefa estará um Plantel Sportinguista quase novo. Muitas foram as entradas e de certeza que existirão algumas importantes mexidas na defesa dos Viscondes, o que pode não ser muito positivo, mas vamos a ver como Sá Pinto irá lidar com esta delicada situação. Para terminar esta curta analise ao Sporting CP resta apenas dizer que este irá ser o ano de Carrillo. O Peruano tem mostrado um bom futebol nos últimos jogos e será um oásis no marasmo que costuma ser a frente de ataque verde e branca.
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segunda-feira, 11 de junho de 2012
Contas dos 3 Grandes
Quem só ler o título, poderá pensar que apenas se salientam “estas” por serem as mais relevantes. Errado. É por serem as piores. Confesso que só mesmo por carolice e consideração pelos meus amigos, mais uma vez, me vou debruçar sobre este assunto.
Primeiro, porque ninguém liga peva. É frequente ouvir os adeptos dos clubes dizerem ou comentarem que “isso” não interessa nada. “Isso” é o Relatório e Contas anual, semestral ou, como neste caso, trimestral, no fundo o espelho dos “seus” clubes. Aquilo que produziram num determinado período, relativamente ao que, alguns meses atrás, aprovaram no Orçamento. Para os menos informados nestas questões, gostaria de salientar que a sua importância, não se mede pela grandeza dos números, mas sim pela sua exequibilidade. É preferível um Orçamento da SAD do Braga no valor de, por exemplo, 13M€ do que outro do Sporting, no valor de 60M€ e no final da época se concluir que, o do Braga foi aquele que menor “desvio” sofreu. Por outras palavras, o que interessa verificar, é se foi capaz de cobrir os Custos com os Proveitos ou, como agora se diz, os Gastos com os Ganhos.
No caso em apreço, tratou-se da apresentação do exercício relativo ao 3º trimestre desta época desportiva (1 de Julho de 2011 até 31 de Março de 2012). Uma demonstração de resultados. Sozinha não vale nada, é apenas indicadora de números que, isolados, nada significam. Tem que ser “somados” aos anteriores, pelo menos, os que constarem do último Balanço Anual. Excluindo raras excepções, como Pedro Guerreiro do Jornal NEGÓCIOS ou Camilo Lourenço, os pasquins só falam “do Passivo”. Estes dois sabem como aquilo anda mas, como bons benfiquistas calam-se, ou ainda pior, não criticam. Veja-se que Bagão Félix classificou de “genial” a operação que levou o estádio para a SAD! Esqueceu-se que ainda não está pago. Mas também não admira. O senhor fez parte daquele governo que aceitou uns papéis a que chamavam “acções”, sem cotação nem qualquer valor comercial, como dação em pagamento de dívidas fiscais.
Se analisarmos as Contas apenas referentes aquele período, podemos classificá-las em poucas palavras. As do Benfica são razoáveis; as nossas más; as do Sporting péssimas. Se as “juntarmos às que vem detrás”, minha nossa senhora! As nossas são más, as da “instituição” péssimas, e as do Sporting, um descalabro. Acresce o facto de os 3.os trimestres, no caso particular do futebol, terem dificuldades sazonais (decrescem as receitas, os custos são os mesmos, e não há transferências), o que constitui sempre uma boa desculpa para os responsáveis. O 4º trimestre costuma ser bom. As vendas dos “activos” (Valentim Loureiro chamava-lhes “mercadoria”) são feitas depois da época terminar, a tempo de ainda entrarem no Relatório Anual, o que disfarça a situação.
Seria preciso recuarmos até 1997 ano em que o Sporting constituiu a primeira SAD em Portugal, para percebermos como tudo isto funciona (eu ia dizer: para se chegar ao que se chegou). O mentor do “projecto” (é assim que gostam de dizer) foi José Roquette. Como o senhor era banqueiro, achou que poderia conseguir fundos através duma sociedade “especial” com privilégios fiscais e outros, que servisse os seus devaneios. Pensou que um clube eclético e prestigiado com dezenas de modalidades e um valioso património imobiliário podia ser um pólo para atracção de capitais. E se bem o pensou, melhor o fez. Aventurou-se na construção de Centros Comerciais, e um rol imenso de sociedades cruzadas que, 15 anos depois, levaram ao insólito número referido no seu último Relatório de 60 milhões de euros negativos de Capital Próprio. Quer dizer: os 34,9M€ que tinham no início desapareceram, e já estão a dever mais 60 milhões.
A qualidade de gestão dos presidentes destas sociedades é um desastre, não parecem compreender a gravidade da situação, pese embora o nosso, ter conseguido pelo menos, relevantes êxitos desportivos. Os controlos financeiros da FIFA que se anunciam não passam de remendos que só adiam o problema. As contas da última década são de arrepiar. Pior do que isso é não se vislumbrar nenhum objectivo de recuo por parte destes cavalheiros. Nem valerá a pena dissecar aqui os números, estão em vários pasquins. Andam muito preocupados com os 400 mil euros do Leiria mas pergunto: alguém tem a real noção do que significam 400 milhões de euros de Passivo, numa SAD da treta, sendo mais de metade, financeiro?
E não me venham para aqui com o exemplo do Real de Madrid que apresenta valores ainda mais elevados. Quem me dera ter “aquele” Passivo com os Ganhos que eles conseguem. Com a actual conjuntura, palpita-me que alguns Bancos vão passar outra vez a ser Cafés, e algumas Sociedades Anónimas Desportivas voltarão a ser Clubes. Foi culpa dos gestores ou da “invenção” do senhor Roquette? Se calhar aconteceu o mesmo que com o submarino do Raul Solnado: “a cor era bonita só que… não flutuava”!
Até para a semana
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