sábado, 1 de dezembro de 2012

Houve Taça na Pedreira

Vítor Pereira nunca conseguiu chegar aos quartos-de-final da Taça de Portugal e ainda não será desta que se vai estrear nessa fase da competição. O FC Porto esteve a vencer mas permitiu a reviravolta do SC Braga, que está na próxima eliminatória após vencer por 2 x 1. A primeira derrota dos Dragões esta temporada dita a perda do primeiro objectivo traçado no começo da época.
Quem respira de alívio com este triunfo é José Peseiro que ganha, assim, novo fôlego para continuar no comando técnico do SC Braga, depois de ter ficado a nove pontos da liderança na passada jornada e de já ter sido eliminado das competições europeias.
Cada vez mais a Taça de Portugal é um objectivo para os Arsenalistas e isso ficou bem evidente na segunda parte do jogo. O FC Porto dormiu à sombra do golo madrugador de Mangala e acabou por pagar cara essa factura, com o SC Braga a dar a volta ao marcador em apenas cinco minutos, na segunda parte.
Castro viu o segundo cartão amarelo aos 72 minutos, o FC Porto nunca mais se encontrou e em apenas cinco minutos perdeu o passaporte para os quartos-de-final da Taça de Portugal, falhando, assim, o primeiro objectivo da temporada. Danilo, na própria baliza, e Éder, autores dos golos dos Minhotos, foram os responsáveis pela permanência dos Minhotos na prova-raínha do futebol Português.
Ao contrário do jogo do campeonato, em que apenas conseguiu marcar aos 90 minutos, o facto de o FC Porto ter chegado cedo à vantagem permitiu-lhe fazer uma gestão do resto do tempo até ao final da primeira parte.
Tudo começou aos 13 minutos, altura em que Mangala inaugurou o marcador com um cabeceamento colocado após assistência de James Rodríguez, na conversão de um livre. Até então, nem Fabiano, nem Quim tinham sido incomodados pelos avançados contrários.
Até aos 13 minutos, altura do golo, o jogo foi equilibrado mas sem ocasiões de golo. Por isso, foi sem surpresa que o golo do Francês surgiu num lance de bola parada, uma vez que em bola corrida as duas equipas mostraram grande rigor, principalmente do ponto de vista defensivo.
Em desvantagem, o SC Braga tentou chegar à igualdade mas quase nunca conseguiu chegar com perigo à área do FC Porto. A primeira vez que tal aconteceu foi aos 24 minutos, altura em que Rúben Amorim entrou na área, driblou um adversário mas rematou fraco para defesa fácil de Fabiano.
A segunda e última ao longo dos primeiros 45 minutos aconteceu já em tempo de compensação, com Mossoró, depois de uma perda de bola do FC Porto, a receber a bola na área e, pressionado por Otamendi, a rematar ao lado da baliza.
Por sua vez, o FC Porto em vantagem também não fez muito mais. Mas a verdade é que também não precisava, pois tinham o passaporte para os quartos-de-final na mão. Os Azuis e Brancos, depois de marcarem por intermédio de Mangala, permitiram que a bola estivesse na posse dos jogadores do SC Braga e mantiveram o elevado rigor defensivo, que deu bons frutos perante o ataque Bracarense.
Era impossível a segunda parte decorrer como a primeira. O tempo jogava contra o SC Braga e por isso era de esperar que uma maior pressão ofensiva por parte dos jogadores orientados por José Peseiro.
Isso foi o que realmente aconteceu e a bola rondou quase sempre a área da baliza defendida por Fabiano. Foi nessa mesma área que o SC Braga reclamou uma grande penalidade cometida por Fernando sobre Hugo Viana. A falta existiu, o árbitro não viu mas os Bracarenses não se deixaram abater.
Continuaram em busca do empate e 12 minutos depois colocaram a bola dentro da baliza por intermédio de Custódio. Mas o lance, desta vez bem ajuizado por Olegário Benquerença, foi interrompido por falta de Mossoró sobre Fabiano.
O SC Braga estava claramente por cima do jogo e melhor ficou quando, aos 72 minutos, Castro foi expulso após ver o segundo cartão amarelo. O meio-campo do FC Porto ressentiu-se e o pior aconteceu para os Dragões.
Danilo deu o mote para a reviravolta, marcando na própria baliza o golo do empate dos Arsenalistas. Empolgada, a equipa do SC Braga foi em busca do golo da vitória e alcançou-o, a dez minutos dos 90, por intermédio de Éder, que não deu qualquer hipótese de defesa a Fabiano com o remate que executou dentro da área.
Vítor Pereira demorou a mexer e não colocou João Moutinho quando o jogo ainda estava empatado. O internacional Português entrou apenas com o resultado de 2 x 1, numa altura em que o FC Porto procurava o empate já em desespero. E quando se joga mais com o coração do que com a cabeça, raramente as equipas colhem bons frutos. Lucho e James ainda estiveram perto mas Quim e Douglão mantiveram o SC Braga na Taça de Portugal.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Mangala

2 comentários:

Rui Anjos (Dragaopentacampeao) disse...

Derrota que atira o FC Porto para fora da Taça de Portugal, determinada por dois momentos de infortúnio, um dos quais com o dedo do artista do apito (expulsão excessivamente rigorosa de Castro) e o outro num acto de displicência imperdoável de Danilo, a marcar na própria baliza, num lance puramente inofensivo.

A aposta de Vítor Pereira foi ousada mas só terá sido traída por esses dois momentos e pela tardia na compensação do meio-campo após a expulsão. A reacção deveria ter sido imediata.

O comportamento de equipa foi positivo, com Miguel Lopes e Kléber a manifestarem, mais uma vez, incapacidade para fazerem parte deste plantel. Menor acerto também para Atsu, de quem se espera muito mais.

Um abraço

Dragus Invictus disse...

Boa tarde,

Tínhamos uma pedra enorme no trilho, que teríamos de mover para continuar o percurso rumo à final da Taça de Portugal, não conseguimos, e pela segunda época consecutiva, vemos a final por um canudo, desta vez não de Coimbra mas de Braga.
Na antevisão ao jogo tinha dito que a incógnita para o jogo de hoje era saber até que ponto VP estaria disposto a arriscar, fazendo a gestão do plantel, um pouco à semelhança da eliminatória anterior, na qual venceu e convenceu na Madeira diante do Nacional. Todavia na minha opinião, a valia do Braga não permitiria grandes mexidas, sob pena de entregarmos o ouro ao bandido, e assim foi.

Fica a lição para o futuro. O nosso miolo tem de jogar sempre com Lucho ou Moutinho. São estes dois atletas que tem capacidade técnica e táctica para pensar e delinear o jogo.
A rotação deve ser feita, mas com astúcia.

Abraço e bom fim de semana

Paulo

pronunciadodragao.blogspot.pt