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domingo, 11 de novembro de 2018

+ líderes!

imagem retirada de zerozero
Aquando do intervalo do FC Porto x SC Braga eu escrevi o seguinte na rede social facebook: “FC Porto muito ofensivo perante um SC Braga que parece consentir o domínio portista. O jogo até que está bom mas para vencer este FC Porto tem de ser mais racional.”

Isto para aqui dizer que os Dragões venceram, lideram isoladamente a Liga NOS mas estes escusavam de ter passado por certos momentos de grande aflição. Para tal basta, tão simplesmente, que Sérgio Conceição tivesse optado pelo racional, equilibrado e versátil 4x3x3 que utiliza na Champions em detrimento do entretido mas defensivamente perigoso e sempre exigente 4x2x4 que tanto gosta de utilizar mas competições nacionais. Para mais, não deixa de ser um crime lesa pátria ver Oliver Torres a ter de fazer o papel de Herrera em campo… O internacional espanhol – em forma e motivado - é um excelente construtor de jogo e não um «box-to-box». Tal explica a razão pela qual durante a primeira parte vi o FC Porto a recorrer (sem sucesso) ao pontapé longo para a frente e a velocidade de Marega e/ou Tiquinho que resolvessem.

Como se não bastasse uma primei4ra parte - bem disputada - em que, na minha ooinião, os azuis e brancos desperdiçaram a oportunidade de ao intervalo estarem tranquilamente a vencer um SC Braga que veio ao Dragão defender e esperar que a sorte lhes sorrisse num lance individual ou de talento dos seus atletas, eis que Sérgio conceição faz uma alteração que poderia ter colocado todo o jogo em risco. Não sou grande fã de Maxi (prefiro o João Pedro nesta posição do campo), mas nunca teria a arriscada ideia de perante um adversário deste (com a valia deste Braga de Abel) de jogar com um extremo (no caso Corona) a fazer todo o corredor direito. E Abel não esteve desatento à oferta e perigo maior veio, obviamente, da faixa direita do ataque bracarense… Felizmente os potes e a barra estiveram lá para ajudar um Casillas algo desatento e desinspirado.

Contudo, e volto a repetir esta ideia, os campeões também tem sorte. È que no meio das pouco ortod9ozas substituições de Sérgio Conceição apareceu uma (a da entrada de Otávio) que acabou por dar a vitória aos portistas. Otávio, num bom lance de futebol, cruza para a a área onde estava Tquinho Soares. O avançado azul e branco não se fez rogado e marcou aquele que viria a ser o golo da vitória do FC Porto.

Concluindo, este foi um daqueles jogos em que o empate teria sido o resultado mais justo, mas a “estrelinha de campeão” voltou a estar do lado de Sérgio Conceição que mostrou – outra vez! – nã ter grande jeito para perceber o que se vai passando em campo e como dar a volta a um jogo que estava a ser problemático. Contudo, como muito boa gente diz e pensa, venceu-se e o resto é música. Mas penso que era escusado ter-se passado por certos momentos de sofrimento.

MVP (Most Valuable Player): Otávio. Entrar, ver e vencer. Este foi o mote do jogador brasileiro que faz com que o nomeie como o MVP desta partida. Recorde-se que foi dos pés do recém-entrado em campo Otávio que surgiu o cruzamento para a cabeça de Tiquinho que marcou aquele que viria a ser o tento da vitória portista.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas em campo foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Artur Soares Dias fez uma boa arbitragem num jogo muito intenso. Um ou outro erro, normal, mas soube fazer o jogo ter ritmo.

Positivo: Jogo interessante. São jogos destes que fazem com que valha a pena ver futebol. Quando as equipas em campo se preocupam em dar tu8do o que tem para vencer o jogo, o espectaculo é garantido.

Negativo: Iker Casillas. Algo desatento e demasiado confiante em certos lances. São erros que não se podem aceitar de um jogador do seu nível. 

Artigo publicado no blog o gato no telhado (10/11/2018)

sábado, 10 de novembro de 2018

Cimeira de líderes e com dois (?) candidatos

Já não há grandes dúvidas de que este sábado vamos ter um jogo entre dois candidatos ao título de campeão nacional. Por muito que Abel Ferreira não o queira assumir (António Salvador fê-lo), este Braga é visto pela generalidade das pessoas e dos clubes como um candidato a ser o vencedor da Liga NOS.

Partindo deste ponto, temos este sábado um jogo entre as duas equipas que estão no 1º lugar da Liga, que têm jogado o melhor futebol e que têm sido as mais consistentes. Razões mais do que suficientes para esperarmos um grande jogo de futebol, especialmente porque vamos ter dois treinadores nos bancos que são ambiciosos, agressivos (no bom sentido) e que gostam de jogar ofensivamente. 
 
Olhos nos olhos
 
Não temos grandes motivos para não achar que o Braga vem jogar olhos nos olhos do FC Porto. Obviamente, esperamos um Braga com menos capacidade de dominar do que normalmente acontece, mas vamos ter uma equipa minhota a jogar para a vitória e não para não perder. 
 
Dessa forma, Abel Ferreira não deverá mudar muito o seu sistema de 4x4x2/4x2x3x1. Um sistema onde Dyego Sousa terá o apoio de Wilson Eduardo nas suas costas, ou mesmo ao seu lado. Haverá certamente a dúvida entre Fábio Martins ou Ricardo Horta, mas a ideia tática será a que já esperamos.

Do lado do FC Porto temos a dúvida constante que Sérgio Conceição coloca nos jornalistas e no adversários. 4x3x3 ou 4x4x2? É essa a questão. No campeonato a postura tem sido a de dois avançados mais fixos, sendo que Marega acaba por fugir muito para a direita. Teremos de esperar para ver..

Voltamos a reforçar a ideia que teremos um jogo de candidatos e um jogo de emoções bem fortes. Dois líderes, com vários perseguidores a querer recuperar. Uma vitória vale três pontos, a liderança isolada e será uma representação de força para a longa maratona.

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Artigo publicado no site zerozero

domingo, 4 de fevereiro de 2018

As asneiras do costume e um Alex o “Dragão que cria golos”

imagem retirada de zerozero
Confesso que gostei de ver esta partida de futebol. O Futebol Clube do Porto procurou sempre impor a sua – natural - força em campo diante de um Sporting Clube de Braga que não quis, nunca, aceitar submeter-se à natural força do Dragão. Questiono a razão pela qual a equipa bracarense não faz o mesmo diante do Benfica. Mistério? Nem por isto, mas não vou enveredar por este caminho pois já todos sabemos o que está por detrás desta “maleita” bracarense.

Como disse anteriormente, gostei muito de ver este FC Porto 3 x SC Braga 1 da jornada 21 da Liga NOS. Jogos destes fazem valer a pena investir tempo, esforço e dinheiro. Mas o que me agradou muito mais foi o facto de Sérgio Conceição ter sabido (finalmente) gerir os reforços de inverno. Depois de ter feito aquilo quês e pode apelidar de enorme trapalhada na jornada anterior diante do Moreirense, Sérgio percebeu que isto de se “atirar” Paulinho e Majeed Waris “às feras” não é o melhor caminho por muita qualidade que os dois atletas possam ter. Os reforços de inverno têm de passar por um período de adaptação (período este que pode ser maior ou menor consoante o atleta em questão). Conceição tem a obrigação de saber isto. Daí não se perceber a patetice seguida em Moreira de Cónegos que custou dois pontos ao Dragão na corrida pelo título. A reforçar isto mesmo temos a forma quase que natural como o Futebol Clube do Porto bateu hoje este bravo SC Braga de Abel Ferreira.

E é precisamente esta forma natural que é a razão da actual euforia da nação azul e branca. Embora compreenda e, inclusive, eu partilhe alguma desta euforia, sinto-me na obrigação de chamar a atenção para o facto de que este FC Porto continuar sofrer golos. Basta um cruzamento para a área e lá temos a equipa adversária a marcar o seu golo. Hoje tal poderia muito bem ter custado dois pontos aos portistas. A sorte da equipa de Sérgio é que hoje José Sá estava numa de “fazer de Casillas” e a na segunda parte fez a “mancha” que impediu que Paulinho tivesse empatado a partida a duas bolas. Quase de seguida lá surgiu a dupla Brahimi/Alex que colocou na cabeça de Aboubakar o result6ado final do jogo e a partida – quase- que ficou resolvida. É precisamente esse “quase” que me preocupa… Esta dificuldade que os Dragões têm de colocar um ponto final nas suas partidas diante de adversários de qualidade média/alta pode vir a ser um amargo de boca nos próximos jogos.

MVP (Most Valuable Player): Alex Telles. Três assistências, três golos. Melhor só mesmo o facto de Brahimi ter feito uma exibição que “destruiu” por completo o lado direto da defesa do Braga. Gostei de ver Alex Telles com a bola dominada, levantar a cabeça e só depois fazer os cruzamentos. Sinal de que o brasileiro está a procurar evoluir. Espero que tal forma de estar em campo tenha vindo para ficar.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas cosnegu9oram criar um lance que fizesse pender o desfecho da partida para o seu lado.

Arbitragem: Hugo Miguel teve uma arbitragem sem erros graves. Haverá quem fale em dois lances na área da equipa visitante que poderiam redundar na marcação do castigo máximo, contudo tenho de ver melhor os lances antes de opinar. O que não percebo é ausência do VAR nos jogos em que existem lances de dúvida a favor da equipa portista.

Positivo: Sérgio Oliveira. O médio portista foi hoje o “patrão” que o meio campo portista necessitou. Excelente a pautar todo o ritmo do jogo, Sérgio Oliveira viu a sua grande exibição ser coroada com um golo. Hoje Òliver Torres poderá ter perdido em definitivo a batalha pela “batuta de maestro” do meio campo portista.

Negativo: Héctor Herrera. Definitivamente a posição 6 não é a “praia” do mexicano. Muito faltoso e sempre com tremendas dificuldades em “estancar” o ataque da equipa adversária. Isto para não falar nos disparates que cometeu a nível do passe (o habitual em Herrera).

Artigo publicado no blog o gato no telhado (03/02/2018

sábado, 3 de fevereiro de 2018

As ambições assumidas de uns contra as não assumidas de outros

É um FC Porto num momento «estranho» aquele que se recebe este sábado o Braga, no Estádio do Dragão. Utilizei a expressão «estranho» pelo facto de ainda não se ter visto esta temporada uma equipa portista com problemas em marcar golos, em vencer jogos e fora da liderança do campeonato.

A equipa de Sérgio Conceição marcou apenas um golo nos últimos três jogos e está com dois empates seguidos, ainda que um tenha sido contra o Sporting. Perdeu a liderança do campeonato (apesar de ter 45 minutos por jogar) e enfrenta agora um adversário que tem estado a morder os calcanhares aos três grandes e que, em caso de vitória, pode ficar a apenas três pontos.
 
Mistura de baixas com cansaço
 
Sérgio Conceição tem problemas com lesões em jogadores importantes, mas mais do que isso tem vários jogadores a apresentar sinais de fadiga. Por muito que o técnico tente desvalorizar, quem vê os jogos apercebe-se de nomes como Brahimi, Alex Telles ou Aboubakar a darem evidentes sinais de cansaço. Para além disso, Danilo Pereira e Marcano estão de fora por lesão.
 
Por seu lado, o Braga de Abel tem mais um teste à sua capacidade. Teve-o recentemente contra o Benfica e falhou, mas volta a ter oportunidade de se intrometer de forma séria na luta por mais do que o 4º lugar. Uma vitória deixa os minhotos a três pontos do FC Porto e no meio da «confusão». Será capaz de o fazer? É essa a grande questão que se coloca os minhotos.
 
Apesar das baixas e dos problemas, a equipa do FC Porto já mostrou que em casa sabe mandar, marcar e quase esmagar os adversários. Ainda assim, o Braga não é um adversário qualquer e as ambições dos dois clubes (assumidas para uns e não assumidas para outros) fazem prever um jogo de interesse máximo.
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Artigo publicado no site zerozero

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Duarte Gomes Lava Mais Branco

O poleiro da arbitragem deve estar no seu horizonte! Desfaz-se em apoios aos árbitros pese embora as asneirolas que semanalmente aquela cambada protagoniza na LIGA. Benfiquista com cartão de sócio (todos nos recordamos dos lances que apitava a favor do clube da treta) agora intervém por fora no apoio ao seu clube do coração nomeadamente em dois dos vários órgãos oficiosos do clube da treta.
Dudu (para os amigos) escrevinha umas croniquetas na Bolha do freteiro Delgado. Na SIC tanto pode aparecer no TeleJornal a limpar os erros dos árbitros como no apoio ao imbecil do Dia Seguinte. O próximo alvo desta cambada está perfeitamente identificado. Brahimi pois claro. Já ninguém se recorda das palhaçadas e encostos de cabeça de Coentrão aos árbitros quando jogava no clube da treta. Petit, Enzo, Javi Garcia, Matic, os habituais caceteiros do meio-campo sempre foram protegidos pelas arbitragens face aos protestos e jogadas violentas que protagonizavam. O mesmo se passa ainda hoje com Eliseu, Fejsa e Luisão.
A Rádio Renascença mesmo na Sede da padrecada veio dizer que Artur Soares Dias devia ter expulsado Brahimi. Mas dos erros que o árbitro cometeu não falou ele. A cartilha ficou dada para os colegas da roubalheira. Afinal “pertencem” à mesma corja são farinha do mesmo saco. Quem tiver dúvidas passe os olhos pelos e-mails. Chegará o momento que serão os próprios árbitros a fazer rebentar a bolha. Como esses abortos foram paridos por Vítor Pereira e gamam a favor do clube do regime nas classificações do CA terão boas notas e vão chegar ao fim da LIGA empatados!
 
O clube da treta tem o seu domínio espalhado por várias frentes. Na arbitragem nem é bom falar. A música dos cartilhados e jornaleiros prostituídos da SIC, TVI e RTP, BOLHA e RASCORD é o que sabemos. Além disso agora emprestam dinheiro a alguns clubes para salários, ou então, jogadores às paletes que depois não podem alinhar contra eles. Exemplos: Setúbal, Belenenses, Desportivo das Aves, Guimarães, Estoril, Boavista, Rio Ave, Tondela, Feirense, Braga, que depois ficam reféns. Ajudam nas votações para os órgãos desportivos sempre debaixo dos interesses dos lampiões esfarrapam-se todos a jogar contra nós exatamente o contrário de quando defrontam o clube da treta.
Imagem roubada a: O Mister do Café. Os balões são meus
Desenvolvem negócios com o Braga, ultimamente conhecido como Benfica B ou dão prémios aos clubes que empatem ou ganhem ao FC do Porto. Não é verdade jogadores do Vitória de Setúbal? Depois ficam muito ofendidos quando lhes descobrimos a careca com os emails. E segundo consta o melhor ainda está para vir!
 
Até à próxima

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Vencer uma má partida de futebol

imagem retirada de zerozero
Vencer uma má partida de futebol. É basicamente isto que vi o Futebol Clube do Porto fazer em Braga diante do Sporting local. E até digo mais, muito mal está o actual SL Benfica que para derrotar este SC Braga na Luz necessitou de “ajuda divina”!

Chamem-lhe o que quiserem. Apelidem esta vitória do FC Porto em Braga de “estrelinha de campeão” ou de “vitória pragmática”, mas eu tenho de confessar que este tipo de exibições poderá, num futuro próximo, custar pontos ao FC Porto. Já não é a primeira vez que vejo a equipa de Sérgio Conceição a jogar muito bem até chegar ao golo. Depois de marcar tenta-se controlar o jogo até ao fim mesmo que isto possa sujeitar a equipa a uma série de calafrios. Foi assim em Tondela, repetiu-se a dose em Braga e será assim em Vila do Conde? O problema é que o Rio Ave não é o Tondela e muito menos é este fraquíssimo Sporting Clube de Braga. O FC Porto se quiser ser campeão tem de fazer muito mais nos seus jogos fora de casa. Sérgio Conceição sabe muito bem disto e partindo do princípio de que ainda estamos na 4.ª jornada há que ir dando o devido “desconto” ao treinador e equipa, mas espero bem que mais lá para a frente as coisas mudem pois a sorte não vai andar sempre por aí. Especialmente se tivermos em linha de conta que os “padres” andam por aí como se viu hoje em Braga.

E já agora, façam o favor de não “endeusar” o Brahimi. O argelino padece sempre do mesmo mal de fintar dois adversários e querer fintar mais três até perder a bola. Desta vez a coisa até que lhe correu bem pois a bola ressaltou para Jesús Corona que a “meteu” dentro da baliza bracarense, mas caso a “estrelinha de campeão# não tivesse marcado presença, e esta jogada teria sido mais uma das típicas jogadas de um atleta que tem muita qualidade mas cuja cabeça não está - quase nunca – no seu devido lugar. Brahimi tem uma tremenda dificuldade em perceber que o futebol é um desporto de equipa e é muito por isto que ainda não apareceu um dos ditos “tubarões” para o levar do Dragão. A sua sorte é que actualmente Octávio não está a passar pelos seus melhores dias.

Apesar de tudo o que importa é vencer. O convencer pode bem ficar para depois, mas começa a ser hora de o Futebol Clube do Porto mostrar um futebol mais dominador nos seus jogos fora de casa. Sérgio Conceição tem equipa e conhecimento para isto (hoje tal ficou bem vincado). Há é que trabalhar para melhorar e não fazer como certos adeptos que ficam extremamente felizes com este tipo de vitórias e já começam a dizer em tudo quanto é sítio que o Futebol Clube do Porto vai ser campeão.

Uma nota final para dizer que o VAR (Vídeo árbitro) está para o futebol português como o SIRESP para o Estado português. Isto a não ser (ora pois) que o dito VAR tenha sido criado para “ajudar” o SL Benfica quando este necessitar.

MVP (Most Valuable Player): Danilo Pereira. O médio recuperador de bolas pode não estar ainda na sua melhor forma, mas hoje esteve simplesmente impecável ma recuperação das mais variadas bolas que a equipa bracarense chutava para a frente na esperança de que a “sarrafada” e o “assobiar para o lado do árbitro” lhes possibilitasse criar perigo aos azuis e brancos. Não admira, portanto, que Danilo tenha sido um dos atletas dos portistas que mais pancadaria levou da parte dos atletas bracarenses.

Chave do Jogo: Inexistente. Nenhuma das equipas foi capaz de construir um lance que tivesse colocado um ponto final no jogo a seu favor.

Arbitragem: Carlos Xistra foi a Braga com a sua “missa” muito bem preparada. Após o desaire do SL Benfica em Vila do Conde havia que garantir que os estragos eram mínimos. E a verdade seja dita que Xistra, os seus assistentes e o VAR fizeram por isto. Aos jogadores do SC Braga foi-lhes perdoado todo e qualquer tipo de jogo violento. Já os de azul e branco vestido viam amarelo somente por olhar de lado para um jogador da equipa da casa. Há quem fale em 4 grandes penalidades que ficaram por marcar a favor do FC Porto. Confesso que só vi duas (ambas na segunda parte). Uma por carga sobre Brahimi na grande área do SC Braga e outra sobre Aboubakar, mas admito perfeitamente que tenham existido mais lances para grande penalidade que Carlos Xistra, assistentes e VAR “não viram”. Em sima, péssima arbitragem que – por mero acaso - não teve influência directa no resultado final.

Positivo: Sérgio Conceição. Não obstante a vontade insensata que a equipa tem de querer gerir um resultado de uma bola a zero desde a primeira parte, Conceição soube ir ao banco para responder com sucesso ás tentativas de Abel de fazer virar o “tabuleiro a seu favor”

Negativo: Gerir um resultado escasso. Bem sei que a época é longa e que há que gerir o físico até porque opções no actual plantel do FC Porto não são uma realidade, mas isto de querer gerir um resultado de um a zero desde a 1.ª parte em Braga é insano. Que tal não se repita na próxima saída do FC Porto.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (27/08/2017)

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Pensamento da Semana: Começa cedo…

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Para quem não sabe - ou quer fazer de conta que não sabe - o lance que vemos na imagem em cima ocorreu no Estádio da Luz na passada quarta-feira (10/08/2017) no jogo referente à 1.ª jornada da Liga NOS (época 2017/18).

Não tivesse o vídeo árbitro seguido a linha vermelha que vemos na imagem e o Sporting Clube de Braga teria empatado a partida a duas bolas no minuto 54'. Tal dificultaria, e muito, o trabalho do SL Benfica. E não sabemos até que ponto a partida poderia ter terminado empatada ou numa derrota para os comandados de Rui Vitória tais eram as fragilidades que o “Tetra” evidenciava na altura.

Efectivamente esta temporada o fartar vilanagem começa cedo. Até o vídeo árbitro participa na missa (ora pois).

Engraçado é verificar que a DIrecção do SC Braga não disse uma palavra sobre o aqui por demais referido lance. Deve ser porque António Salvador quer ser um “bom menino”.

terça-feira, 7 de março de 2017

Algo Vai Mal no Reino da Dinamarca

Terminou o deprimente espetáculo eleitoral dos Calimeros com a reeleição do banana. Desta vez 18.755 paisanos arrostaram com longas horas de espera para seguirem como perdedores anunciados. Para trás nos últimos 30 anos ficaram 9 pantomineiros, qual deles o melhor, que se tornaram conhecidos como “a brigada do croquete”.
O projeto megalómano dos centros comerciais iniciado por José Roquette deixou o clube falido sem que nenhum dos impreparados presidentes que lhe sucederam o conseguisse resolver. Desportivamente tem sido um desastre e sobre o aspeto financeiro nem é bom falar. As boas amizades com José Maria Ricciardi, utilizando dinheiro que não era dele mas dos clientes do BESI, conseguiram empurrar o Passivo para a frente com perdão de juros e hipoteca de Ações (as tais VMOC) que trazem trabalhos acrescidos para o agora reeleito.
Estranhamente, ou talvez não, na longa noite da consagração o homem apareceu com um cachecol preto! Será palpite ou profecia em relação à próxima época? Sabemos que lançou a SportingTv, nas modalidades está mais competitivo, vai construir um pavilhão mas perdeu Slimani e João Mário que bem jeito faziam agora. A equipa é uma sombra da época passada e disse adeus em todas as competições. Se o Braga estivesse a jogar normalmente ficaria em 3º lugar e o Sporting arredado da Champions.
Durante o mandato arranjou complicações com todo a gente. Clubes, dirigentes, arbitragem, FPF, jogadores e até o Dr. Adelino Caldeira ficou de mão estendida. Internamente conseguiu com o apoio dos sócios auditorias aos anteriores presidentes mas os resultados foram nulos. Desta vez um dos pontos no seu programa eleitoral é fazer uma auditoria ao seu próprio mandato. Não sei como os sócios vão aceitar o 3º lugar desta época. Continua refém de JJ o único que lhe pode salvar a pele. E as promessas lá estão outra vez. Como não ganham o título há 15 anos “para o ano é que vai ser”!
 
Até à próxima

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Laboratório Anti Dopagem Continua Suspenso

E já lá vão 7 meses desde o dia 15 de Abril que a WADA (Agência Mundial Antidopagem) suspendeu a acreditação do nosso LAD. Resulta que atualmente as colheitas do material recolhido vão obrigatoriamente para um laboratório em Barcelona onde as análises são realizadas. Esta época o site da ADOP nem sequer apresenta qualquer estatística. Apenas tem os números referentes à temporada 2015/2016 que podemos ver neste Quadro.
Curiosamente o Benfica que deveria ser o clube mais vezes controlado por ser o que estava melhor classificado foi apenas 10 vezes, contra o Sporting (14 vezes) e o FC Porto (12 vezes). Não se compreendem estas diferenças entre os clubes mais controlados que já tinham sido referenciadas na época 2014/2015 ao contrário, por exemplo, da Académica (14 vezes) o Arouca (13 vezes) e o Braga (12 vezes)? Será que os “vampiros” ganham ao quilómetro e não lhes interessar controlar o clube da “casa”?
 
Interessante também a explicação que Rob Koehler, diretor geral da Agência Mundial dá para ter sido retirada a confiança no nosso Laboratório. “Houve duas grandes razões para a suspensão do Laboratório português. A primeira é técnica, a segunda de independência. A maneira como eram analisadas as amostras foi um problema. Para além desta questão científica foi invocada a falta de independência do LAD porque funcionava nas mesmas instalações da ADOP. Havia amostras que não estavam a ser analisadas”. Quer dizer, comentamos nós, “ficava tudo em família”. Não admira que “eles” corram tanto!
 
Por tudo isto espanta que um assunto tão importante não esteja ainda resolvido. A tutela do LAB pertence ao IPDJ-IP (Instituto Português do Desporto e Juventude) e a WADA (Autoridade Mundial de Anti Dopagem) continua a aguardar explicações que possibilitem novamente a acreditação do laboratório.
 
Voltaremos ao assunto

domingo, 4 de dezembro de 2016

Um Porto à Porto

imagem retirada de zerozero
Como descrever este FC Porto 1 x SC Braga 0 numa só frase? Simples: Um FC Porto à Porto! Penso que esta é a melhor forma de se começar a abordar uma partida onde o Futebol Clube do Porto foi dono e senhor de uma partida que era - por força da derrota do SL Benfica na Madeira - crucial.

Excelente a resposta dada pela equipa e treinador no jogo de hoje onde a pressão era mais do que muita dada necessidade vital de se vencer. Nuno Espírito Santo (NES) calou hoje muito treinador de bancada e, inclusive, mostrou uma coragem que já há muito se vinha exigindo dado que nos instantes finais do jogo este arriscou tudo e ganhou muito por culpa deste seu risco. É nestes pequenos mas grandes pormenores que se vê a diferença entre um treinador e um Treinador. Espero que agora os treinadores de bancada deixem o homem trabalhar até porque o grande problema do actual FC Porto não é o seu Treinador. É antes do foro psicológico e da extrema falta de sorte.

Efectivamente um dos grandes problemas do FC Porto é a cabeça. Isto porque em muitos momentos do jogo foi notória uma falta de confiança gritante da parte de alguns dos atletas dos Azuis e Brancos (André Silva foi um deles). E esta falta de confiança só foi possível contornar com a ajuda do público e de uma equipa portista combativa que nunca – mas nunca - baixou os braços.

O problema sorte (da falta dela) é algo que tem marcado presença assídua nos jogos dos Portistas. Hoje foi impressionante a quantidade de golos que o Futebol Clube do Porto falhou. Ora os remates iam para fora depois de uma boa jogada colectiva/individual. Ora a bola ia ao poste e depois para fora ou para as mãos do guarda-redes ou pés de um defesa. Ora o guarda-redes adversário está de tal forma inspirado que nada passa por ele. E por aí adiante.

E já agora, eu até pago para ver se Marafona vai ter um desempenho idêntico ao de hoje diante do SL Benfica. Eu aposto que não e até acredito que este vá facilitar. Não foi por mero acaso que os benfiquistas “encalharam” na Madeira. Só foi preciso ter-lhes aparecido pela frente uma espécie de Marafona.

Voltando ao jogo do Dragão, há quem ande por esta internet fora (e não só) a apregoar que o FC Porto não tinha uma ideia de jogo, mas hoje ficou bem demonstrado o quanto estes percebem de futebol. Claro que podemos – e devemos – criticar o excessivo recuo de Óliver Torres (o melhor em campo) no terreno de jogo. Assim como também podemos e devemos colocar em causa a excessiva lateralização do futebol portista e a lentidão dos processos atacantes em certos momentos do jogo. Mas o que não se pode dizer é que este Futebol Clube do Porto não tem uma clara ideia de jogo. A ideia de jogo existe e hoje foi aplicada na perfeição em campo. O que estava a faltar era a bola entrar na baliza adversária.

Espero sinceramente que NES saiba agora aproveitar este balanço. O campeonato está relançado dado que o 1.º lugar está agora a cinco pontos e ainda muita coisa vai ter de acontecer. Vamos a ver se esta suada - mas muito bem conseguida - vitória sobre o SC Braga é o “clic” que esta equipa do FC Porto necessitava para conquistar um título que já lhe foge há 3 longos anos.

Três notas finais:

- Marafona defendeu a grande penalidade que foi marcada por André Silva. Sim. Leram bem. Foi o guarda-redes que defendeu e não André Silva que a falhou. Estivesse a equipa portista com a confiança em alta e de certeza que Marafona não teria feito tal coisa. Por isto não comecem já a preparar o “pelotão de fuzilamento” do André Silva;

- Brahimi mostrou - mais uma vez - porque começa os jogos no banco e porquê razão vai muitas vezes para bancada. Depois de o argelino ter jogado bem na passada terça-feira diante do CF Os Belenenses, eis que Brahimi tem uma prestação muito razoável diante do SC Braga. Não fez a diferença e em muitos momentos do jogo complicou o que não era complicado. Continuem a fazer do moço o vosso “Messias” e não exijam dele o futebol perfumado que só ele sabe criar quando lhe apetece;

- Rui Pedro é (tal como André Silva) um “produto” made in FC Porto. O jovem atleta dos azuis e Brancos resolveu hoje uma partida deveras complicada e já na passada terça-feira tinha mostrado alguma da sua valia. Agora não vamos “endeusar” o rapaz e fazer dele a solução de todos os problemas do plantel do Futebol Clube do Porto.

Chave do Jogo: Penso ser óbvio e unânime que o lance que resolveu o jogo (no caso para os Portistas) foi o do golo de Rui Pedro.

Arbitragem: Ainda está para vir uma arbitragem na Liga NOS onde o Futebol Clube do Porto não seja amplamente prejudicado. Carlos Xistra esteve na marcação da grande penalidade a favor do FC Porto e na expulsão por vermelho directo de Artur Jorge, mas “esqueceu-se” de marcar uma outra grande penalidade a favor dos portistas por carga na grande área sobre André Silva e não se percebe porquê razão anulou dois golos legais ao Futebol Clube do Porto.

Positivo: Óliver Torres & Companhia. O “pequeno” espanhol foi hoje o maestro de um FC Porto que impôs o seu futebol. A manter e a melhorar se faz o favor.

Negativo: A dupla faceta de Marafona. O guardião da equipa bracarense realizou hoje uma grandiosa exibição. Porquê razão só faz tal diante do Futebol Clube do Porto?

Artigo publicado no blog o gato no telhado (03/12/2016)