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domingo, 27 de agosto de 2017

Pedreira será termómetro para um dos líderes

Depois de três vitórias iniciais no campeonato, o FC Porto é, quando estamos na entrada da quarta jornada, um dos líderes do campeonato. A equipa de Sérgio Conceição entrou de forma positiva na época - três vitórias e ainda nenhum golo sofrido -, mas, até este encontro, a equipa portista não tinha sido obrigado a um teste deste grau de dificuldade. É que em Braga, apesar das hesitações de início de época, mora uma equipa recheada de bons valores.

Recorde-se que nas duas últimas épocas, em Braga, o FC Porto colocou em perigo as aspirações ao título - derrota por 3x1, em 2015/2016, e empate a uma bola, na época passada.
 
Verticalidade ou criatividade? Eis a questão

Com a lesão de Soares, Sérgio Conceição terá apenas uma grande dúvida no encontro de amanhã. Marega tem atuado ao lado de Aboubakar, e o antigo jogador do Marítimo tem dado conta do recado, num estilo muito vertical, objetivo e poderoso. Ainda assim, o técnico azul e branco já testou a solução Otávio...

Com o médio brasileiro na equipa, o figurino muda um pouco. Em vez da força e da verticalidade de Moussa Marega, com Otávio em campo, o FC Porto pode assumir um jogo mais de controlo e de posse. Recorde-se ainda que, quando estava emprestado ao Vitória de Guimarães, Otávio brilhou no dérbi do Minho. O técnico dos vimaranenses era...Sérgio Conceição.
 
Terminar com as entradas em falso

No Sporting de Braga, Abel Ferreira já atingiu o primeiro objetivo da temporada. Depois de duas eliminatórias muito sofridas, os bracarenses estão agora, do ponto de vista mental, mais libertos para encarar esta partida. O técnico arsenalista já apontou aos quatro primeiros lugares, mas para que isso aconteça, a equipa não pode cometer os erros (defensivos) que tem cometido. É que começar quase sempre a perder pode ser fatal, agora diante de um rival mais poderoso.

A Pedreira está pronta para medir as temperaturas das duas equipas. 
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Retirado de zerozero

sábado, 15 de abril de 2017

Pedreira de alto risco

O FC Porto entrará em Braga, para defrontar o Sporting local, já com o conhecimento do resutado do Benfica, que defronta o Marítimo, no Estádio da Luz. Independentemente do resultado do seu principal rival, os portistas sabem que não podem falhar, perante um adversário que continua a ter o quarto lugar como objetivo, mas que não tem sido feliz nos confrontos caseiros com os azuis e brancos - oito derrotas em 13 jogos, para o campeonato.

A equipa de Nuno Espírito Santo, desde que se colou ao Benfica, tem feito a sua parte, quer quando joga primeiro, quer quando joga depois dos encarnados. O rival não tem facilitado, e por isso, o atual segundo classificado sabe que o único caminho é mesmo a vitória.

Para isso Nuno contará com um ataque que, depois de algumas críticas relacionadas com a falta de concretização, começa a carburar, marcando há 17 encontros consecutivos para o campeonato.

A dúvida, neste momento, recai em André Silva. O ainda melhor marcador da equipa tem oscilado entre banco e lado direito do ataque, e o provável regresso de Corona ao onze, pode atirar o português para fora do onze. Isto tendo em conta a confiança de Nuno em Soares - recorde-se que desde que o avançado brasileiro chegou, André Silva foi pela primeira vez suplente (não utilizado).

Já em Braga mora uma equipa em crescimento sob os comandos de Jorge Simão, na melhor série de resultados desde que o treinador chegou ao Minho, na luta acesa pelo quarto lugar e pelos objetivos que o técnico traçou: os 65 pontos.

Para concretizar esse objetivo, o Braga apenas poderá perder três pontos nos seis jogos que restam até final do campeonato. E certamente que Jorge Simão não quererá perder já essa margem, que já é bastante curta.

Jorge Simão terá ainda pela frente a onda de lesões que afeta o plantel bracarense desde que chegou: a Assis, Mauro e Hassan, juntou-se Marafona no lote de lesionados, tendo deixado ainda de fora Rosic e Stojiljkovic por opção, dando espaço a jovens jogadores que começaram a temporada na equipa B.

Da equipa do Braga, Jorge Simão só pediu uma coisa, acima de tudo: consistência. Provavelmente a característica que mais tem faltado a este Braga versão Jorge Simão.
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in zerozero

NOTA: A analise do jogo SC Braga x FC Porto relativo à jornada 29 da Liga NOS será publicado mais tarde do que o habitual.

domingo, 6 de março de 2016

Mais do que uma Final

Bem sei que pode parecer exagerado a muita gente mas depois da vitória do SL Benfica em Alvalade não resta outra alternativa ao Futebol Clube do Porto senão vencer em Braga. É um facto que a obrigação de vencer está sempre presente no ADN do FC Porto, mas após o sucedido no Clássico é quase como se o jogo de hoje fosse uma Final para os Dragões que ou a vencem ou então hipotecam toda e qualquer hipótese de lutar pela conquista do Título de Campeão. 
 
Mas atenção. O dono da “Pedreira” já mostrou que sabe como derrotar um “Grande” e de certeza que mais logo não irá facilitar não obstante ser hoje em dia o dono da quarta posição da tabela classificativa da Liga NOS. O Sporting Clube de Braga será sempre o 4.º classificado aconteça o que acontecer mais logo pelo que os comandados de Paulo Fonseca vão entrar em campo muito confortáveis. Quem vai estar pressionado, e muito, é o Futebol Clube do Porto e Paulo Fonseca sabe muito bem disto e irá quere utilizar esta arma a favor da sua equipa. 
 
Vukčevic, Pedro Santos, Rafa Silva, Hassan e Stojiljković são alguns dos bons jogadores com os quais José Peseiro deverá ter espacial atenção. Especialmente Rafa Silva que poderá ser um perigo dado que a defesa Azul e Branca está longe, muito longe, do seu melhor. Por seu turno a defesa dos Bracarenses também não é das melhores dado que quando pressionada comete muitas faltas, faltas estas que culminam em muitas expulsões e grandes penalidades. Um aspecto ao qual José Peseiro deverá estar também atento. Isto porque o SC Braga deverá jogar em contenção (à semelhança do que já fez, com sucesso, no Dragão ainda esta temporada). 
 
As chamadas do avançado Brahimi - que na sexta-feira foi dado como apto pelo departamento médico -, do guarda-redes Casillas, dos defesas Maxi Pereira e Marcano, do médio Danilo e do avançado Corona são as novidades na lista de convocados elaborada por José Peseiro para a partida frente ao Sporting de Braga, agendada para hoje, às 20h30, no Estádio Municipal de Braga e referente à 25.ª jornada da Liga NOS. 
 
Em comparação com a convocatória para a partida que garantiu a presença na final da Taça de Portugal, frente ao Gil Vicente, saem das opções do técnico o guarda-redes José Sá, o defesa Víctor García, do FC Porto B, o médio Evandro e os avançados Varela, Alberto Bueno e André Silva. 
 
Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Marcano, Rúben Neves, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, André André, Miguel Layún, Danilo, Suk e Chidozie.
 
Onze provável (4x3x3): Casillas, Maxi, Chidozie, Indi, Layún, Danilo, André, Herrera, Brahimi, Corona e Suk

sábado, 7 de março de 2015

Tello mete a 6.ª

O FC Porto fez o que lhe competia e venceu o SC Braga (0 x 1). Mesmo não deslumbrando, os Dragões cimentaram o segundo lugar e pressionam o Benfica. Jackson saiu lesionado no decorrer da segunda parte, Tello voltou a ser decisivo na sexta vitória consecutiva dos Portistas no Campeonato.
 
Nos primeiros minutos as equipas equivalerem-se em termos de domínio e controlo de jogo. Se o SC Braga tentava explorar o espaço nas costas dos defesas Portistas e o jogo exterior, a formação Azul e Branca procurava ter critério e muita circulação a toda a largura do campo. Mas não haviam muitos desequilíbrios. Ambas as equipas não assumiam o risco do jogo, procurando não perder organização.
 
A virtude Bracarense a travar o FC Porto estava no miolo, onde os três médios (Pedro Tiba, Rúben Micael e Danilo Silva) controlavam bem Casemiro, Herrera e Evandro, razão pela qual Lopetegui pedia ao ex-Estoril para fazer movimentos de ligação entre sectores. Com o avançar dos minutos, o FC Porto instalou-se no meio-campo contrário e raramente permitiu as saídas rápidas dos Bracarenses, sobretudo com Pedro Santos e Rafa Silva que estavam bem vigiados.
 
Lopetegui apostava na solidez e segurança, esperando que a magia de Brahimi e/ou Tello pudesse resolver a qualquer momento a questão. Mas a uma maior iniciativa dos Azuis e Brancos, a defesa Arsenalista respondia sempre com muita concentração e rigor. Não admirava, por isso, que ao intervalo se verificasse um nulo que, de certo modo, se justificava face ao comportamento táctico de ambas as equipas no terreno de jogo do Municipal Bracarense.
 
A toada manteve-se no segundo tempo. As movimentações ofensivas eram tímidas, de parte a parte, embora o FC Porto se esgueirasse com mais assiduidade até à baliza do adversário. Os Dragões assumiram o jogo, foram para cima e o SC Braga aproveitava para sair no contra-ataque quando podia.
 
Em busca do golo, o FC Porto perdeu a sua referência maior dos últimos anos neste capítulo. Jackson Martínez saiu lesionado (com queixas na zona da virilha) e entrou Aboubakar para um terreno que já ia tendo Ricardo Quaresma (entrou por troca com Evandro, Brahimi foi para o miolo). Com a saída do Cha Cha Cha, a equipa do FC Porto parecia ter perdido ímpeto e discernimento. Mas Aboubakar mostrou a Lopetegui que pode contar com ele. Aos 73 minutos, o avançado Africano serviu Tello que, na cara de Matheus Magalhães, abriu o marcador com muita calma.
 
A perder, o SC Braga cresceu em busca do empate e o FC Porto tentou segurar as investidas Arsenalistas, já com Rúben Neves em campo, ele que rendeu Brahimi. Mas até final, os Portistas aguentaram as investidas dos Minhotos e somaram mais três pontos.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Casemiro

sábado, 1 de dezembro de 2012

Houve Taça na Pedreira

Vítor Pereira nunca conseguiu chegar aos quartos-de-final da Taça de Portugal e ainda não será desta que se vai estrear nessa fase da competição. O FC Porto esteve a vencer mas permitiu a reviravolta do SC Braga, que está na próxima eliminatória após vencer por 2 x 1. A primeira derrota dos Dragões esta temporada dita a perda do primeiro objectivo traçado no começo da época.
Quem respira de alívio com este triunfo é José Peseiro que ganha, assim, novo fôlego para continuar no comando técnico do SC Braga, depois de ter ficado a nove pontos da liderança na passada jornada e de já ter sido eliminado das competições europeias.
Cada vez mais a Taça de Portugal é um objectivo para os Arsenalistas e isso ficou bem evidente na segunda parte do jogo. O FC Porto dormiu à sombra do golo madrugador de Mangala e acabou por pagar cara essa factura, com o SC Braga a dar a volta ao marcador em apenas cinco minutos, na segunda parte.
Castro viu o segundo cartão amarelo aos 72 minutos, o FC Porto nunca mais se encontrou e em apenas cinco minutos perdeu o passaporte para os quartos-de-final da Taça de Portugal, falhando, assim, o primeiro objectivo da temporada. Danilo, na própria baliza, e Éder, autores dos golos dos Minhotos, foram os responsáveis pela permanência dos Minhotos na prova-raínha do futebol Português.
Ao contrário do jogo do campeonato, em que apenas conseguiu marcar aos 90 minutos, o facto de o FC Porto ter chegado cedo à vantagem permitiu-lhe fazer uma gestão do resto do tempo até ao final da primeira parte.
Tudo começou aos 13 minutos, altura em que Mangala inaugurou o marcador com um cabeceamento colocado após assistência de James Rodríguez, na conversão de um livre. Até então, nem Fabiano, nem Quim tinham sido incomodados pelos avançados contrários.
Até aos 13 minutos, altura do golo, o jogo foi equilibrado mas sem ocasiões de golo. Por isso, foi sem surpresa que o golo do Francês surgiu num lance de bola parada, uma vez que em bola corrida as duas equipas mostraram grande rigor, principalmente do ponto de vista defensivo.
Em desvantagem, o SC Braga tentou chegar à igualdade mas quase nunca conseguiu chegar com perigo à área do FC Porto. A primeira vez que tal aconteceu foi aos 24 minutos, altura em que Rúben Amorim entrou na área, driblou um adversário mas rematou fraco para defesa fácil de Fabiano.
A segunda e última ao longo dos primeiros 45 minutos aconteceu já em tempo de compensação, com Mossoró, depois de uma perda de bola do FC Porto, a receber a bola na área e, pressionado por Otamendi, a rematar ao lado da baliza.
Por sua vez, o FC Porto em vantagem também não fez muito mais. Mas a verdade é que também não precisava, pois tinham o passaporte para os quartos-de-final na mão. Os Azuis e Brancos, depois de marcarem por intermédio de Mangala, permitiram que a bola estivesse na posse dos jogadores do SC Braga e mantiveram o elevado rigor defensivo, que deu bons frutos perante o ataque Bracarense.
Era impossível a segunda parte decorrer como a primeira. O tempo jogava contra o SC Braga e por isso era de esperar que uma maior pressão ofensiva por parte dos jogadores orientados por José Peseiro.
Isso foi o que realmente aconteceu e a bola rondou quase sempre a área da baliza defendida por Fabiano. Foi nessa mesma área que o SC Braga reclamou uma grande penalidade cometida por Fernando sobre Hugo Viana. A falta existiu, o árbitro não viu mas os Bracarenses não se deixaram abater.
Continuaram em busca do empate e 12 minutos depois colocaram a bola dentro da baliza por intermédio de Custódio. Mas o lance, desta vez bem ajuizado por Olegário Benquerença, foi interrompido por falta de Mossoró sobre Fabiano.
O SC Braga estava claramente por cima do jogo e melhor ficou quando, aos 72 minutos, Castro foi expulso após ver o segundo cartão amarelo. O meio-campo do FC Porto ressentiu-se e o pior aconteceu para os Dragões.
Danilo deu o mote para a reviravolta, marcando na própria baliza o golo do empate dos Arsenalistas. Empolgada, a equipa do SC Braga foi em busca do golo da vitória e alcançou-o, a dez minutos dos 90, por intermédio de Éder, que não deu qualquer hipótese de defesa a Fabiano com o remate que executou dentro da área.
Vítor Pereira demorou a mexer e não colocou João Moutinho quando o jogo ainda estava empatado. O internacional Português entrou apenas com o resultado de 2 x 1, numa altura em que o FC Porto procurava o empate já em desespero. E quando se joga mais com o coração do que com a cabeça, raramente as equipas colhem bons frutos. Lucho e James ainda estiveram perto mas Quim e Douglão mantiveram o SC Braga na Taça de Portugal.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Mangala

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Fazer igual e sem fanfarronice se faz o favor

Primeiro que tudo há que ter em conta que este é um jogo do “mata, mata” pois quem perder hoje diz adeus à Taça de Portugal.

Segundo, temos de ter em especial consideração que o FC Porto venceu em Braga porque Vítor Pereira “mexeu” bem no Plantel mas a “azelhice” habitual de José Peseiro foi também muito importante.

Terceiro, os Guerreiros do Minho contam no seu Plantel com Jogadores de enorme qualidade que todos conhecemos.

Quarto, e último, as queixas da equipa Minhota relativamente à arbitragem do último SC Braga x FC Porto poderão ter repercussões negativas para o Dragão na partida de hoje (não esquecer que estamos em Portugal).

São portanto pontos que contrariam um pouco aquela tese do Treinador Azul e Branco que afirmou a plenos pulmões ter Equipa para vencer em Braga e Paris. Entende-se a vontade do Homem de Espinho de mostrar a sua confiança na Equipa que comanda, contudo quando em excesso a confiança pode ser um pau de dois bicos e todos sabemos que a partida de Braga é decisiva assim como sabemos que as eliminatórias da Taça de Portugal por vezes são marcadas por surpresas desagradáveis.

Vítor Pereira já deu a entender que vai dar tempo de jogo aos Jogadores menos utilizados, mas esperemos que este não opte por fazer uma pequena revolução no onze inicial e que mantenha a aposta em Jogadores como Lucho, Moutinho, James e Jackson, pois de certeza que Peseiro vai apostar no seu onze mais forte dado que o SC Braga já só vai cumprir calendário na próxima semana Europeia e a conquista da Prova Rainha Nacional é um dos objectivos dos Guerreiros.

A chamada de Kadú, em detrimento de Helton, é a maior novidade da Lista de Convocados do FC Porto para a deslocação a Braga, desta vez a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal.

Lista de Convocados: Fabiano, Kadú, Danilo, Lucho, Castro, João Moutinho, Jackson Martínez, James, Kleber, Miguel Lopes, Varela, Mangala, Abdoulaye, Fernando, Alex Sandro, Atsu, Otamendi e Defour.

Onze Provável (4x3x3): Fabiano, Miguel Lopes, Mangala, Abdoulaye, Alex Sandro, Defour, Moutinho, Lucho, James, Atsu e Jackson.

O SC Braga x FC Porto disputa-se hoje, a partir das 20h15, no Estádio Municipal de Braga (Estádio AXA) e esta partida pode ser seguida em directo aqui no Mística.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A Sorte é uma Treta


James, o 007 do Dragão! O Colombiano libertou o FC Porto de um empate mais que anunciado em Braga no grande jogo da 10ª jornada do Campeonato Português. Um remate em cima do minuto 90 - com desvio decisivo em Douglão - deu a vantagem ao FC Porto que Jackson Martínez ampliou já perante um SC Braga abatido pelo golpe do 007.

De volta às tarefas domésticas, o SC Braga demorou a ultrapassar o trauma da última terça-feira em Cluj, de onde regressou sem bilhete válido na Europa. Na entrada, a equipa de José Peseiro abanou como na Roménia e cedeu a um FC Porto vintage na Europa mais espaço do que devia; os primeiros 180 segundos foram aflitivos para a defesa em torno de Douglão e Nuno André Coelho, que viu Otamendi acertar no poste e logo depois rematar ao lado, apesar de estar abandonado por todos os responsáveis Bracarenses.

A desorientação colectiva dos Minhotos perdurou praticamente até ao quarto de hora, altura em que Hugo Viana e Rúben Micael conseguiram, finalmente, sentir a circunferência da bola e medir-lhe a pressão que, em consequência, abrandou junto à baliza de Beto. Antes, nos tais 15 minutos, João Moutinho, Lucho, James Rodríguez e Varela procuravam o caminho mais rápido para o sucesso, mas faltou sempre terminar o que estava demasiado fácil de construir.

Sobreviventes à entrada forte do Dragão, os Guerreiros reorganizaram-se – ou organizaram-se, porque nunca o estiveram até ali – e a bola começou a frequentar zonas mais próximas de um Helton ainda frio; e aos 21 minutos Alan chegou mesmo a finalizar, mas Alex Sandro – de regresso ao onze Portista - impediu que o remate do compatriota chegasse à baliza. O lance, contudo, provocou protestos do avançado do SC Braga, que ficou a pedir mão do lateral Brasileiro.

Mas agora havia futebol de parte a parte, numa partida que ia crescendo de qualidade ao ritmo dos minutos. E aos 23’, Helton lá aqueceu depois de voar para travar um grande remate de Mossoró. Era parada e resposta, talvez demasiada para Salino que aos 25’ deixou a bola passar para um James que escapou em "flecha"; o passe para Lucho saiu mas o remate do Argentino acabou entre as árvores do topo do AXA.

Um susto que não teve repercussões no estado anímico do SC Braga, que antes do intervalo ainda importunou Helton por mais duas vezes. Primeiro foi Nuno André Coelho, num livre directo que o guarda-redes Portista só conseguiu sacudir; depois coube a Hugo Viana provocar um "bruá" na Pedreira quando quase batia Helton de canto direito. E da primeira parte  – de bom futebol e equipas equivalentes - estamos conversados.

É tantas e tantas vezes assim no futebol. O nulo prolonga-se no tempo e os receios crescem com ele. Foi assim em Braga onde a segunda metade do jogo não esteve à altura da primeira na desenvoltura dos dois futebóis, mas que ainda assim nada ficou a dever nada na entrega de Bracarenses e Portistas. Os amarelos repetiram-se, as quebras no jogo também; as ocasiões de perigo escassearam e o 0 x 0 tornou-se, a certa altura, um final quase previsível.

De relevo antes dos golpes de "morte" sobram o remate de Hugo Viana (50’), de livre, e que Helton conseguiu segurar, tal como o de Éder (86') e o cabeceamento de Mangala (62’) à figura de Beto. Depois disto, pouco espaço – porque o SC Braga cerrou as linhas como poucas vezes o tem feito esta época -, pouca clarividência – tantos passes falhados! – e pequenas faltas que "mataram" lentamente um jogo que prometeu muito no primeiro tempo.

Estará o leitor a questionar-se por esta altura onde pararam Éder e Jackson Martínez nos 90 minutos do AXA. A resposta é simples: perdidos em linhas avançadas frouxas perante a luta do meio-campo, longe das balizas de que tanto gostam. Mas não se atribua as culpas todas aos "guerreiros" do miolo por esta ocultação de dois dos mais perigosos homens da Liga, porque sempre que tiveram a bola quase nunca souberam o que fazer com ela. Quase, pelo menos no caso de Jackson Martínez.

Estava este texto nas linhas finais quando de repente tudo mudou. James Rodríguez voltou a ser o agente secreto de um FC Porto que parecia condenado a ceder a liderança isolada ao grande rival Benfica. Em cima do minuto 90, o Colombiano rematou, viu a bola desviar em Douglão, bater na trave e «pingar» para o lado de lá da felicidade portista.

O nulo quebrava-se ao cair do pano, sem antes Jackson Martínez fazer mais que Éder: um golo, já perante um SC Braga que ainda é «pequeno» nos grandes momentos. Isto porque a equipa de Peseiro continua a não se impor nos duelos entre "iguais"; na Europa já caiu e em Portugal perdeu em Alvalade e ontem, para além do empate na Luz. Para o título é capaz de não chegar...

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Mangala

domingo, 8 de abril de 2012

Hulk mantêm a liderança

O FC Porto saiu de Braga mais favorito à conquista do Título Nacional. Não há como contorná-lo, depois da vitória por 0 x 1 na Pedreira. Incontornável é também a constatação para o lado Minhoto: perder com os dois rivais em jornadas consecutivas mostra que o título está ali perto, é certo, mas ainda falta "um bocadinho assim."

Era um dos jogos do Título - não o único - da jornada e Vítor Pereira quis experimentar o tal "factor surpresa" ao colocar Kléber no lugar de Marc Janko, mas a jogada do Treinador Portista só podia acabar em fracasso tendo em conta o histórico do avançado Brasileiro na presente temporada. Perdido na frente, onde Hulk reinou, assim foi a vida de Kléber até à saída, ao intervalo. Era desnecessária esta "surpresa", senhor Pereira.

Isso não foi obstáculo a um FC Porto melhor no arranque do jogo na Pedreira onde o nervosismo e o medo de falhar em tão importante data foi sempre uma sensação constante. Os Dragões entraram fortes, pressionantes, e nem um primeiro esboço de ataque Arsenalista, aos seis minutos - Mossoró cruzou e Lima chegou tarde - abalou a confiança Azul e Branca, que roçou o golo em duas ocasiões gémeas.

Minuto 12, Hulk arranca pela direita do ataque Portista e serve atrasado para Lucho González. O Argentino, à entrada da área, atirou para uma primeira defesa de Quim, ele que se mostraria à altura de um jogo do Título. Aos 27', desengane-se quem pensar estar a ver a repetição do primeiro lance. Hulk fez o mesmo, Lucho também e Quim não ficou atrás. Dois avisos do FC Porto que estava em Braga para defender a liderança.

Atenção. O SC Braga não estava mal, sobretudo na missão de travar o ataque dos Dragões - excepção aos dois lances que Quim anulou. Mas precisou de se adaptar a uma entrada forte do Dragão e só à meia hora de jogo começou a aproveitar a ausência de Fernando no eixo mais defensivo do meio campo Azul. O primeiro aviso foi de Lima, que depois de fugir a Otamendi arriscou o remate de ângulo difícil. Era o nascimento do Braga ofensivo.

Agora era a vez do FC Porto correr atrás da bola e de ver os Guerreiros do Minho ameaçaram a solidez do nulo no marcador. Alan, aos 32 minutos, quase obrigou Otamendi a um autogolo - arriscadíssimo o corte do Argentino - e quatro minutos depois foi Hugo Viana ao seu estilo, num livre descaído para a direita, a levar "lume" às luvas de Helton. Aquecia a luta pelo mais alto troféu do futebol Nacional.

Até ao descanso, concentração máxima no minuto 43. Porquê? Porque Hulk atirou com direito a multa por excesso de velocidade e de um ângulo que parecia impossível. O certo é que a bola ia para lá mas um gesto à velocidade da luz, sublime e maravilhoso de Quim tirou a vantagem ao FC Porto. Espetáculo, e tudo para os balneários.

Um interregno que fez mal a Hugo Viana, um autêntico desastre no reinício da partida. Primeiro, porque aos 47 minutos surgiu na cara de Helton e falhou. Era só escolher o canto, encostar e estava feito mas o Português atirou disparatadamente para as nuvens. Mas o pior estava para vir, aos 55'. O sempre tão fiável médio entregou a bola redondinha para James, este lançou Hulk que por sua vez bateu Quim. 0 x 1.

E agora, SC Braga? O risco de sofrer a segunda derrota consecutiva perante rivais diretos crescia à medida que o título se afastava. Houve reacção, com Maicon a imitar Otamendi e quase a acertar na baliza errada. Logo depois foi Alan a tentar mudar o fado Minhoto mas Helton tirou com uma palmada. "Tirar" serve para lançar o tópico seguinte: que reacção foi aquela, Álvaro Pereira? O lateral saiu - já estava amarelado - e só faltou morder Vítor Pereira.

Com os minutos passavam também as estratégias e chegava a hora de apelar às emoções. Vítor Pereira "fechou" a cave com três centrais, Leonardo Jardim abriu a casa toda com Nuno Gomes no lugar de Custódio. Pelo meio, James Rodríguez ficou pertinho de acabar com a questão e Helton, aos 80', levantou a perna a tempo de evitar o empate Minhoto. Ufa, que a coisa apertava na Pedreira.

O certo é que até final nada mudaria, porque o SC Braga abdicou da construção inteligente das jogadas para procurar a sorte nas bolas longas. Sorte que jamais chegaria até ao apito final de Olegário Benquerença. E que constatação fica? Que o SC Braga não ganhou nenhum dos jogos com Benfica e FC Porto está época. Talvez por isso se foi adiando no Minho a candidatura assumida ao título, porque assim fica difícil. O FC Porto, esse, pode ver descansado o dérbi de segunda-feira entre o Sporting e o Benfica.

Texto originalmente escrito em zerozero

Melhor em Campo: João Moutinho


Toda a equipa do Blog aproveit6a para desejar aos seus Leitores e Amigos uma Santa Páscoa junto dos seus entes queridos.