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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Azar

unagem retirada de zerozero
Por norma temos tendência a criticar a nossa equipa quando esta perde um jogo. Contudo não me parece que seja justo seguir tal “rotina” após esta derrota do Futebol Clube do Porto na capital italiana.

A verdade é que - na minha opinião - a equipa de Sérgio Conceição tudo fez para sair de Roma com um resultado positivo. Os azuis e brancos regressam a casa com um resultado “menos negativo” porque tiveram azar. Isto apesar de na hora de rematar à baliza romana os Dragões terem sido algo “aselhas”. Mas também é complicado criticar o esforçado Fernando Andrade que se estreou na Champions e o “raçudo” Tiquinho que embora não tendo grande jeito lá conseguiu criar a oportunidade que Àdrian aproveitou para que as esperanças portistas não se esmorecessem já nesta primeira mão dos oitavas-de-final da prova milionária.

Apesar de o fuetbol ser o que é, estou em crer que momentos houveram em que Sérgio Conceição poderia - e deveria! - ter feito algo mais. Especialmente quando era notória a tremenda dificuldade que a equipa portista sentia em explanar o seu jogo. Tal foi notório na primeira parte dado que exsitiu sempre um perigoso “buraco” entre os vários sectores da equipa. “Buraco” que impedia que se criassem linhas de passe. Oara além de que estou para perceber porquê razão Militão tinha de ser “pau para toda a obra” e levar com todos os ataques romanos pelo seu flanco na primeira parte da partida.

Pouco mais há a dizer sobre este jogo. Pelo menos na minha perspectiva dado que aquilo que – para mim - terá ditado a derrota de hoje foi o azar e não tanto a falta de empenho de Sérgio Conceição e/ou dos jogadores que estiveram em campo de azul e branco vestido, mas acredito que haja quem tenha uma opinião diferente e respeito tal. Agora não creio é que se deva entrar em desespero… É verdade que isto de ter Yacine Bragimi, Moussa Marega e Jesús Corona lesionados preocupa dado que as alternativas são escassas em todos os aspectos, mas isto ainda não acabou e hoje ficou demonstrado que é perfeitamente possível marcar-se golos a esta Roma…

MVP (Most Valuable Player): Iker Casillas. Enorme entre os postes! Sofreu dois golos em que nada podia fazer e travou muitos outros com defesas dignas de um Guardião de Classe Mundial.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse em definitivo para o seu lado.

Arbitragem: Arbitragem correcta, em termos globais. Boas decisões na estreia europeia do VAR, que vem para ficar. Análise e opinião de Luís Rocha Rodrigues (jornalista do site zerozero).

Positivo: Empenho, empenho e empenho. Não virar a cara à luta apesar de o resultado não ser favorável. Esta forma de estar deste F Porto faz com que a eliminatória permaneça – ainda - em aberto.

Negativo: Militão leva com tudo. È verdade que o internacional brasileiro tem qualidades acima da média, mas este não pode fazer tudo sozinho. Deveria ter sido melhor apoiado pelo seu colega de flanco quando a AS Roma se lembrou de atacar pelo lado direito da defesa portista.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (12/02/2019)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Venham de lá esses gladiadores!

É pena não conseguirmos passar para palavras o som do hino da Champions. Mas feche os olhos, imagine e solte o sentimento. Pele de galinha, arrepio na espinha, calafrios bons. As sensações são muitas, a prova é única. E, depois de dois meses de espera, ela aí está. Liga dos Campeões em Roma, com o FC Porto à procura de estar nas oito melhores da Europa. 

A oportunidade é muito boa. Talvez fosse melhor na data do sorteio, é um facto, se bem que, se os dragões não estão melhor do que nessa altura (quebra nos resultados e baixas por lesão), também a Roma não se pode considerar acima, numa época que está a ser abaixo das expectativas e a qual teve a terrível derrota para a taça há apenas duas semanas, por 7x1, contra a Fiorentina. 

Demasiado fresco na memória para ser apagado pelos adeptos. Se é que alguma vez tal será apagado. Sintomático dos perigos que esta equipa, inscontante e desequilibrada, corre num cenário tremido para Eusébio di Francesco, há muito sem a boa vibe conseguida na época passada com a estrondosa vitória ao Barcelona e a chegada às meias-finais da prova - melhor participação de sempre dos giallorossi. 

Não está, de todo, o FC Porto nessa situação. É verdade que os dois empates em Guimarães deixaram a margem reduzida no campeonato, o que, muito provavelmente, até pode ter retirado algum foco à equipa em termos de Champions, onde seria interessante melhorar em relação à época passada. Mas nada que seja sinónimo de alarme. A Allianz Cup fugiu nos penáltis, o resto dos objetivos estão intactos e, é bom frisá-lo, são os portistas quem continua a liderar a Liga NOS. 

Contudo, as ausências de Marega e de Corona, também é importante sublinhar, deixam a equipa mais vulnerável. Trabalho para Sérgio Conceição, que nesta época e meia tem tido, talvez como tarefa mais brilhantemente executada no Dragão, redefinir estratégias e descobrir soluções. Aqui, mais uma se procura. 
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Artigo publicado no site zerozero

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Aproveite-se para se reflectir

imagem retirada de zerozero
Ganhar é sempre bom. Então num jogo que teve - nada mais, nada menos – do que 8 golos(!) é aquilo que se pode apelidar de “cereja no topo do bolo”. Quem foi hoje ao Estádio do Dragão numa de ver o jogo pelo jogo, de certeza que deu o seu investimento por bem aplicado. Já quem quis ver a dita partida de um ponto de vista mais sério não terá dado por mal empregue o seu tempo e dinheiro, mas de certeza que saiu do Estádio algo pensativo. Isto porque já não é a primeira vez esta época que o Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição mostra ter sérias dificuldades para impor o seu futebol sempre que defronta uma equipa mais organizada. Já foi assim no Estádio do Jamor diante de um tal de “Belenenses SAD”, foi assim na derrota caseira com o Vitória SC, mais recentemente com o CD Santa Clara nos Açores e agora com o Moreirense FC em casa. E isto para não fazer aqui referência aos jogos com Galatasaray.

Não me vou alongar muito na análise ao que sucedeu hoje na cidade Invicta. E não o falo porque não tenho prazer nenhum em andar-me a repetir vezes sem conta. Hoje até se começou a partida a perder com um golo muito parecido com o sofrido no último jogo do nosso campeonato diante do CD Santa Clara.

Sérgio Conceição que não me venha com a história do cansaço porque o que faltou hoje ao clube portista foi a capacidade de gerir o jogo. Capacidade esta que usa e abusa (e bem!) com maior ou menor eficácia nos jogos da Liga dos Campeões. O que faltou hoje aos Dragões foi a capacidade de manter a posse da bola, aproximar linhas, retirar linhas de passe ao adversário e gerir o esforço não é sinal de fraqueza. È antes sinal de inteligência Espacialmente quando se dá a volta a um resultado desfavorável. Hoje o FC Porto não fez nada disto. E vamos a ver se não vai pagar cara esta forma de estar já no próximo Domingo diante de um Rio Ave que tem um perfil de jogo muito parecido com este Moreirense.

Já sobre as lesões de Otávio e Danilo, bem que poderia dizer o que realmente penso mas não sei o que se faz nos treinos da equipa azul e branca, pelo que não vou estar aqui a falar sobre o que não sei. O que sei é que em outros campeonatos os calendários dos ditos “grandes” são bem mais “apertados” do que os do nosso “pequeno burgo futebolístico” e raras são as vezes em que ouço os treinadores e jogadores a queixar-se do calendário. Que cada um retire as suas ilações se bem que há que ser justo e reconhecer que a lesão de Danilo Pereira foi um tremendo azar. Espero que a dita não seja grave, até porque o terceiro golo da equipa de Ivo Vieira é fruto da sua forçada ausência.

Em suma; o importante é que se passou á fase seguinte da Taça de Portugal e, a verdade seja dita, tal foi fruto da entrada de Yacine Brahimi em campo (aqui tenho de dar os parabéns ao Sérgio Conceição por ter sabido “mexer” quando foi preciso), mas insisto na ideia de que é necessário reflecetir-se sobre este “vamos para cima deles a todo o custo!”. Especialmente agora que se aproxima a famosa paragem do Natal que costuma “fazer mal” ao Dragão. A época é longa e a margem de manobra na Liga NOS é – ainda – muito reduzida.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Saiu do banco para resolver o jogo. Foi dos pés do internacional argelino que veio o passe “açucarado” para Moussa Marega que não desperdiçou e fez o quarto golo dos azuis e brancos na partida. Brahimi acabou por ser o autor da vitória portista num jogo que foi tremendamente complicado para os donos da casa.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum alguma das equipas em campo foi capaz de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: A partida, em virtude do resultado, ganhou outra dimensão física na segunda parte e aos 49 minutos registou-se o momento mais crítico para Carlos Xistra, que entendeu não ter havido falta de Loum sobre Danilo Pereira. Uma decisão errada, na nossa opinião. Análise e opinião de Duarte Monteiro (jornalista do site zerozero)

Positivo: Festa do golo. Colocando de lado a parte que me interessa (que é a do FC Porto, obviamente), tenho de colocar como factor positivo deste jogo a quantidade de golos marcados. Gutebol espectáculo na sua plenitude!

Negativo: Tanto desperdício! È um facto que este FC Porto se concentra em demasia no ataque, mas quem cria tantas oportunidades de golo e não as concretiza arrisca-se a sofrer. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (18/12/2018)

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Momentos testados ao limite

Liga dos Campeões, campeonato, Taça de Portugal. O ano está a chegar ao fim e o calendário está apertado, especialmente para as equipas a jogarem nas quatro competições, como é o caso do FC Porto.

Frente a frente nos oitavos de final da prova rainha do futebol português estão duas equipas em estado de graça. Os dragões seguem numa sequência de 13 vitórias consecutivas, que está perto de se tornar histórica, o Moreirense... já fez história. A equipa de Ivo Vieira vive o seu melhor arranque de sempre na Primeira Liga.

É um desafio ao momento e à moral elevada de dragões e cónegos. Um desafio, diga-se, decisivo. É que se o ano se aproxima do fim, a final do Jamor também fica cada vez mais próxima. Os quartos estão já aí à porta...

De bebés a crescidos 

Já que estivemos a falar de momentos, importa falar do dia 2 de setembro, isto porque estas duas equipas já se encontraram, na quarta jornada do campeonato, com a equipa de Sérgio Conceição a vencer por 3x0, mas longe de realizar uma partida com elevado grau de brilhantismo. Era um dragão bebé quando comparado como o atual, mas a equipa de Ivo Vieira também estava em construção e somava apenas quatro pontos na última visita ao palco azul e branco.

O tempo passou, novas ideias foram assimiladas e as antigas, que não beneficiavam as duas equipas, foram deixadas para trás. Pela frente, vitórias. O FC Porto já não perde desde a visita ao Estádio da Luz, palco onde o Moreirense venceu por 1x3 num jogo que mostrou os pontos fortes dos cónegos aos mais desatentos. 

São, sem dúvida, duas equipas a atravessar um bom período, mas o Moreirense nunca visitou o Dragão com tanta confiança. Eliminar, na Taça de Portugal, o campeão nacional teria um forte impacto na época do Moreirense e dava ainda mais força à ideia de Ivo Vieira, que de uma equipa que jogava na expectativa do que o adversário poderia fazer passou a ser uma formação que gosta de ter bola e confiante no processo ofensivo e defensivo. Os bons momentos são testados perante os melhores adversários. E que maior adversário do que o líder do campeonato?
zerzero
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Artigo publicado no site zerozero

domingo, 1 de julho de 2018

Isto é futebol

imagem retirada de zerozero

Efectivamente o futebol nem sempre premeia quem deve. Até parece algo contraditório, mas no jogo em que Portugal melhor futebol praticou neste Mundial da Rússia é eliminado. E logo por um cínico Uruguai que soube aproveitar os – esperados! - deslizes da linha defensiva portuguesa.

E é esta última frase que tão bem descreve o que aconteceu hoje em campo. Portugal jogou bem e até que poderia ter derrotado o Uruguai, mas a falta de sorte, a habitual aselhice da nossa linha defensiva, a aposta na dupla maravilha William “pastelão” Carvalho/Gonçalo “nulidade” Guedes, alguma capacidade de se manter a calma e o discernimento após o golo do empate e o tremendo cinismo da equipa sul-americana ditaram a eliminação da nossa equipa.

Futebol é isto mesmo. Não há muito mais a dizer. Agora há que ter capacidade para se seguir em frente. Em 2020 há um Europeu para se disputar e este até que vai ter um formato engraçado dado que vai ser um EURO centenário. A altura ideal para que a nossa selecção surja com as necessárias renovações de alguns dos seus sectores e com Fernando Santos a comandar (só mesmo alguém maldosamente distraído é que pode achar que Fernando Santos deve abandonar o comando técnico de Portugal).

Em jeito de nota final. Eu até que gosto da forma de jogar deste Uruguai. Futebol não tem de ser ópera. Especialmente nos momentos em que quem perde é eliminado. Que a derrota portuguesa de hoje sirva de lição +para muito comentador e dito entendido nestas coisas da bola.

MVP (Most Valuable Player): Bernardo Silva. Especialmente na segunda parte, altura em que passou a jogar no apoio ao ponta de lança e não como extremo. O jovem jogador português mostrou algum do seu “perfume” e até que poderia ter sido decisivo se tivesse tido a felicidade de algumas das suas assistências para golo terem sido melhor aproveitadas pelos seus colegas de equipa.

Chave do Jogo: Inexistente. Penso que em momento algum deste jogo ambas as equipas goram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado

Arbitragem: César Ramos dirigiu o jogo sem grandes problemas, apesar da agressividade patenteada por ambas as formações. Pecou, em grande parte, pela tremenda simpatia que demonstrou pela selecção uruguaia a quem perdoou muitas entradas duras, faltas perigosas e cartões.

Positivo: Fernando Santos (mais uma vez). Procedeu às alterações necessárias para que Portugal pudesse dar a volta ao resultado negativo. Apesar de tudo este tem de assimilar que as grandes competições exigem a presença dos melhores em termos de forma e não os que adquirem uma qualquer lugar cativo só porque são originários de certos “clubes”.

Negativo: A dupla William Carvalho/Gonçalo Guedes. O primeiro tem como função primordial recuperar bolas e (re)armar o ataque português, algo que este nunca soube fazer quando ao serviço da nossa selecção. Gonçalo Guedes é um “case study” de flop internacional.
 Artigo publicado no blog o gato no telhado (30/06/2018)

terça-feira, 26 de junho de 2018

Da Rússia com Amor

imagem retirada de zerozero
Da Rússia com Amor. Não poderia - na minha modesta opinião, ora pois – haver melhor forma de Ricardo Quaresma mostrar a Julen Lopetegui o quão ridícula foi a dispensa dos serviços do “ciganito” quando o espanhol treinava o Futebol Clube do Porto. Se hoje todos nós (portugueses) estamos a analisar a valia do Uruguai de Tabárez é muito por causa da magia de Quaresma que marcou um tremendo golo e realizou uma exibição que somente os melhores são capazes de produzir.

Olhando agora para o Portugal x Irão, este foi o jogo deste Mundial da Rússia em que a nossa selecção melhor jogou. Esteve longe de ser brilhante, é um facto, mas a verdade é que me pareceu ter visto um Portugal mais seguro e decidido do que nos jogos anteriores diante de Espanha e Marrocos. Diante desta valoroso Irão a nossa equipa procurou fazer da posse da bola a sua maior arma. E até que o fez bem dado que tem jogadores para jogar em posse. Desta forma a nossa selecção conseguiu controlar a partida e gerir as várias fases do jogo e o físico (algo muito importante nesta fase da época!). O problema maior esteve, na sua maior dose, no simples facto de a FIFA ter escolhido um (perdoem-me a grosseria) um tremendo palhaço do estilo Bruno Paixão para apitar esta partida… E sim, o raio do Var é a oitava maravilha do Mundo (um tremendo lixo que nós, portugueses, nos orgulhamos de propagandear).

O mal menor da equipa das Quinas esteve, na sua maior essência, na quebra psicológica que o falhanço de Cristiano Ronaldo provocou na equipa. Se CR7 tivesse marcado a Grande Penalidade a história teria sido outra. Claro que as palhaçadas do árbitro da partida deram força a uma equipa iraniana que é conhecida por sempre lutar até ao fim e fazer um excelente uso da sua fantástica organização defensiva, mas estou em crer que esta quebra do nosso Capitão fez com que a estratégia de Fernando Santos “abanasse”. Felizmente Portugal não “abanou até cair” se bem que tal esteve mesmo quase para acontecer dado que o Irão teve uma excelente oportunidade de vencer o jogo nos minutos finais da partida… Vá. A sorte também faz parte do futebol.

Apesar de tudo Portugal está nos oitavos-de-final do Mundial. A jogar bem ou mal o objectvo foi alcançado. Agora qu8e venha de lá este acessível Uruguai. Mas fica, desde já, o meu sério aviso para que se evitem a todo o custo as faltas à entrada da área de Patrício.

MVP (Most Valuable Player): Pepe. Bem que poderia ter atribuído este título a Ricardo Quaresma ou a Adrien Silva, mas prefiro dá-lo ao central Pepe que, a meu ver, fez aquilo que se pode apelidar de “jogão”. Nenhuma jogada de perigo passava pelo defesa português. Uma enorme mais-valia que é necessário manter e melhorar para a fase a eliminar.

Chave do Jogo: Inexistente. Penso que em momento algum deste jogo ambas as equipas goram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado

Arbitragem: Muito permissivo perante uma equipa iraniana muito agressiva.

Positivo: Fernando Santos. Procedeu ás alterações necessárias para que Portugal pudesse enfrentar o Irão com relativa tranquilidade. Apesar de tudo este tem de melhorar um ou outro aspecto para que diante do Uruguai não se passe por sofrimentos desnecessários.

Negativo: Enrique Cáceres. O árbitro desta partida foi a personificação do quão mau um árbitro pode ser num campeonato do Mundo de futebol. A ajudar à festa esteve um tal de VAR que é.- cada vez mais – a encarnação da inutilidade. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (25/06/2018)

sexta-feira, 23 de março de 2018

Classificação das Ligas do Porto com Mística

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Treinador da Semana: Parabéns ao pedro_martins_96_58 (Treinador da equipa Ligacao Tuga) que foi quem fez mais pontos na 2.ª mão dos oitavos-de-final da UEFA Champions League
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Treinador da Semana: Parabéns ao hbaguiar (Treinador da equipa Salvador & Santiago FC) que foi quem fez mais pontos na 2.ª mão dos Oitavos-de-Final da UEFA Europa League
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domingo, 11 de março de 2018

Classificação das Ligas do Porto com Mística

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Treinador da Semana: Parabéns ao ABaptista84 (Treinador da equipaSons of Anarchy) que foi quem fez mais pontos na 1.ª mão dos Oitavos-de-Final da UEFA Europa League

quarta-feira, 7 de março de 2018

A eliminatória ao contrário

imagem retirada de zerozero
Não me vou alongar muito na análise deste empate a zero bolas do Futebol Clube do Porto em Liverpool. Não o vou fazer porque a forma como hoje o Dragões enfrentaram o Liverpool FC era a forma como os azuis e brancos deveriam ter enfrentado a equipa inglesa na primeira mão dos oitavos-de-final da UEFA Champions League.

É um facto que Liverpool de Jürgen Klopp tem um orçamento muito superior ao FC Porto de Sérgio Conceição. O outro facto – não menos importante - é que não há vergonha nenhuma em se ter perfeita consciência das suas limitações e entrar em campo procurando dar tudo por tudo. Foi isto que o Futebol Clube do Porto fez hoje em Anfield. E era isto que este deveria ter feito há coisa de 15 dias em vez de “ligar a cavalaria”.

E não me venham cá com a “letra” de que o Liverpool não marcou porque não quis. Hoje o Liverpool FC jogou para vencer e teve oportunidades para tal. O seu modelo de jogo foi o mesmo de sempre. Pressão sobre a linha defensiva do FC Porto por parte dos ingleses foi coisa que não faltou até ao apito final da partida. O problema da equipa do norte de Inglaterra é que um tal de Felipe esteve em campo e um outro tal de Casillas soube estar à altura daquilo que lhe foi sendo exigido. Isto a somar, obviamente, áquilo que fiz referência anteriormente.

Agora que a “aventura” europeia chegou ao fim é apontar todas as “baterias” para o Campeonato e a Taça de Portugal. Dois objectivos primordiais que estão ao perfeito alcance deste FC Porto. Ah, e espero que Sérgio Conceição tenha percebido que para se jogar na europa do futebol é necessário “mudar o chip”. Deixar a “cavalaria” a repousar no Quartel de vez em quando é uma boa ideia.

Uma última nota para dizer que não é num único jogo em que nada se decide que se vai avaliar a qualidade (ou falta dela) de um jovem atleta. Bruno Costa mostrou hoje algumas coisas interessantes e outras não tão interessantes. É um “miúdo” que tem de ter tempo de jogo para poder mostrar a sua real valia. Como muitos outros da formação do Futebol Clube do Porto. Contudo tal não invalida que o caminho a seguir pela equipa portista não seja o da aposta na “prata da casa”. Mas cada coisa no seu tempo e devido lugar até porque o futebol é muito “cruel”.

MVP (Most Valuable Player): Felipe. Antes de o sempre perigoso ataque inglês ameaçar a baliza de Casillas, este tinha de superar um tremendo “muro” chamado Felipe. Grandiosa exibição do defesa central brasileiro. Nada passava por Felipe que esteve sublime na marcação dos seus adversários através de um sentido posicional tremendo.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Arbitragem sem complicações e a decidir bem em dois lances nas áreas, sem motivo para penálti.

Positivo: Iker Casillas. “Velhos são os trapos”. Que o diga e confirme o guardião Iker que respondeu sempre afirmativamente sempre que o Liverpool FC criava um lance de perigo na baliza azul e branca.

Negativo: André André. De todos os que entrarem em hoje em campo o André foi o que menos aproveitou para mostrar a todos que é uma alternativa na qual Sérgio conceição pode confiar.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (06/03/2018)

terça-feira, 6 de março de 2018

O melhor cheiro a futebol é em templos destes

É praticamente impossível, todos o sabem. Presidente, treinador, jogadores, adeptos do FC Porto marcam presença em Liverpool porque o calendário assim o previa, se bem que há ainda muito para fazer. Acima de tudo, mostrar aos ingleses que esta é uma equipa muito superior do que a que se vergou em grande grau no Dragão.

Mas há mais. Ganhar em Inglaterra é algo que o FC Porto nunca conseguiu no seu historial, apesar de ter sido por terras de Sua Majestade que houve um dos mais belos e emocionantes contos de que há memória no clube, com o mítico golo de Costinha em Old Trafford (1x1). É também uma nova oportunidade de valorização de vários jogadores, que o têm conseguido ao longo da época com Sérgio Conceição. E é ainda um momento em que Portugal pode pontuar mais alguns pozinhos para um ranking cada vez mais débil.

Para amparar uma equipa que curou da melhor maneira o descalabro do dia dos namorados, com quatro vitórias domésticas consecutivas, estarão os eternos adeptos. Quase todos com a viagem já acertada antes da primeira-mão, embora todos com a firme certeza de que esta é uma oportunidade imperdível.

A história futebolística está bem longe de acontecer, mas há, com a visita a Anfield, a oportunidade de tocar a história e de experimentar sensações únicas para qualquer amante do futebol.
 
Mudanças mistas

Para um jogo que pouco deve interferir na eliminatória, resta perceber como os dois treinadores vão definir as suas ideias em relação às equipas iniciais. O Liverpool tem, no sábado, um jogo de importância capital em Old Trafford. O FC Porto tem, no domingo, um duelo igualmente muito importante em Paços de Ferreira.

Mais folgados em termos clínicos, os reds têm mais por onde variar. Do lado portista, apesar de tudo, as opções não são assim tantas, pelo que será interessante ver qual o figurino a apresentar na ressaca de Marega.
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Artigo publicado em zerozero

domingo, 4 de março de 2018

Classificação das Ligas do Porto com Mística

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Treinador da Semana: Parabéns ao hbaguiar (Treinador da equipa SALVADOR & SANTIAGO FC) que foi quem fiz mais pontos na 24.ª Jornada da Liga NOS
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Treinador da Semana: Parabéns ao LAeB (Treinador da equipa Do Porto com Amor) que foi quem fez mais pontos na 25.ª Jornada da La Liga
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Treinador da Semana: Parabéns ao Paulo Ferreira (Treinador da equipa 1893FCP) que foi quem fez mais pontos na 1.ª mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões
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Treinador da Semana: Parabéns ao hbaguiar (Treinador da equipa Salvador & Santiago FC) que foi quem fiz mais pontos na 2.ª mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa
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Treinador da Semana: Parabéns ao JOSE VIEIRA (Treinador da equipa SANTI$TA FC) que foi quem fez mais pontos na 28.ª Jornada da Premier League

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Pois é. Isto é a Champions!

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Pois é meu caro Sérgio Conceição. Isto é a Champions. E na Champions das duas, uma; ou jogas como deve ser ou levas uma pancada tal que não sabes de onde vieste. Optaste por jogar diante do Liverpool da mesma forma que jogas contra o Tondela, Chaves, Moreirense, Portimonense e outras equipas do nosso campeonato que derrotaste com sorte, e pagaste um preço bem elevado. Entraste para a história do Futebol Clube do Porto como o treinador que obteve a pior derrota caseira de sempre da história do clube azul e branco na Liga dos Campeões. Bravo Sérgio! Bravo para ti e para aqueles que teimam em fazer dos meus avisos semanais uma espécie de “patetice”.

No jogo diante do Chaves do passado domingo eu tinha aqui feito referência a um aspecto negativo deste FC Porto: a incapacidade de “matar” o jogo. Logo fui ripostado por um comentário que desvalorizou a situação. Agora que todos vimos o Liverpool FC (equipa cuja matriz de jogo é muito ofensiva) a jogar e a esmagar o FC Porto no Estádio do Dragão será que ainda querem insistir na tese de que este FC Porto de Sérgio Conceição não tem uma clara e manifesta incapacidade de controlar os seus jogos?

E não. Não vou embarcar nesta do siga para a frente que eles eram mais fortes. Também não vou massacrar a equipa técnica e jogadores do Futebol Clube do Porto, mas há que retirar sérias ilações de tudo o que aconteceu hoje em campo. Especialmente se tivermos em linha de conta que num passado não muito distante foi um resultado parecido com este que determinou o princípio do fim do FC Porto de Julen Lopetegui.

O aspecto psicológico é agora, mais do que nunca, importante.

E é também importante que Sérgio Conceição perceba – de uma vez por todas - que os jogos não se ganham jogando sempre ao ataque. Por vezes há que aproximar os sectores da equipa para que se criem linhas de passe. Especialmente quando a equipa adversária pressiona muito a linha defensiva, como fez hoje o Liverpool. E há também que começar a perceber que o futebol é, muitas vezes, um jogo que se joga em velocidade e não devagar, devagarinho até que alguém se lembre de ter a felicidade de criar um lance para golo. Já agora, para finalizar este capítulo, acrescente-se ainda que estes “problemas” de que aqui falei já marcaram presença em vários jogos dos Dragões em que Danilo Pereira alinhou como titular. Por isto deixem de lado a tese de que o que faltou hoje ao FC Porto foi a presença de Danilo.

Duas notas finais.

Uma para quem vai fazer de José Sá o “diabo” que deve ser crucificado por toda a nação Portista. É um facto que o guardião português foi muito mal batido no primeiro golo da equipa inglesa, mas é também verdade que este não teve culpa alguma nos outros quatro.

A outra nota é tão-somente para realçar que o Futebol Clube do Porto de Nuno Espírito Santo fez muito melhor figura nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões diante de uma equipa que veio a ser a finalista da prova na época passada. Jogou com dez nas duas mãos e na altura teve ao seu dispor um plantel com menos opções. Mas lá está, o NES é uma besta. Já o Sérgio é bestial.

MVP (Most Valuable Player): Otávio. Até ao intervalo o brasileiro era o melhor em campo da equipa portista. Eram dele que vinham quase todos os lances que fizeram com que os Dragões ameaçassem a baliza inglesa. Otávio chegou, inclusive, a quase marcar o golo inaugural da partida. Golo que poderia ter ditado um desfecho diferente para os portistas. Acabou por ter substituído ao intervalo por uma questão de gestão de esforço (Sérgio Conceição dixit) e a equipa ressentiu-se disto.

Chave do Jogo: Apareceu ao intervalo aquando da substituição de Otávio por Corona. Com a saída do brasileiro deixou de haver no meio campo portista quem fizesse com que a bola chegasse em condições jogáveis aos extremos. Aproveitando-se de tal, o Liverpool limitou-se a gerir o jogo a seu belo prazer dado que os azuis e brancos simplesmente desapareceram no que ao aspecto ofensivo dizia respeito.

Arbitragem: Arbitragem regular, sem erros graves a apontar.

Positivo: Inexistente.

Negativo: Incapacidade portista (mais uma vez). É certo e sabido que a sorte também faz parte do futebol, mas este importante factor nem sempre marca presença. Convinha que o FC Porto percebesse isto (e outras coisas) de vez.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (14/02/2018)