sábado, 11 de março de 2017

Começa a ser um hábito

imagem retirada de zerozero
Erectivamente começa a ser um hábito ver o Futebol Clube do Porto a golear. O único acréscimo é que desta vez regressou aquela calma que tinha desaparecido por completo do reino do dragão nos tempos idos (e nada saudosos) de Lopetegui. Mérito de Nuno Espírito Santo (NES) que tem tido a capacidade fantástica de gerir um plantel – ainda - algo desequilibrado e da SAD portista que acertou em cheio com a saída de Evandro e a entrada de Tiquinho Soares. Junte-se a isto uma confiança em crescendo e temos o Futebol Clube do Porto que lidera – justamente – a Liga NOS.

Sobre o jogo de Arouca pouco há a dizer. Manuel Machado fez o esperado e apresentou um FC Arouca que jogava devagar, devagarinho sempre na esperança de que um dos seus – poucos – avançados marcasse o golo inaugural que obrigasse o FC Porto a correr atrás do prejuízo… A típica postura de Manuel Machado diga-se desde já. Mas este Arouca “esbarrou” de frente com um clube azul e branco que tinha como principal objectivo dominar a partida e impor - o mais rapidamente possível - o seu futebol para, desta forma, chegar ao golo inaugural que lhe permitiria gerir o esforço. Isto porque na próxima terça-feira há uma complicada deslocação a Turim.

Basicamente a saborosa vitória dos portistas resume-se ao exposto nos dois parágrafos anteriores. Claro que o Arouca criou uma ou outra ocasião de perigo na baliza de Casillas, mas quando não eram Marcano e Felipe (que grande dupla de centrais!) a resolver o problema era Casillas a faze-lo com mestria. E aqui aproveito para levantar uma questão: Como é que Julen Lopetegui não conseguiu nunca retirar este rendimento de Casillas e Marcano… Tal diz muito da qualidade do actual seleccionador de Espanha. Adiante.

Por último confirma-se o meu pensamento sobre André André. É jogador que só “dura” meia temporada e como tal este deve ser tratado com “pinças” enquanto esta sua malapata (ou não) durar. O mesmo se aplica a Yacine Brahimi dado que sempre aqui defendi o “banho de humildade” a que NES o sujeitou.

MVP (Most Valuable Player): Podia nomear o grande maestro Oliver Torres (outra grande exibição!), mas Yacine Brahimi deixou tudo em campo. O argelino procurou sempre ajudar a equipa nos vários momentos do jogo, trabalhou em prol do grupo, deu tudo o que tinha e não tinha e – inclusive – fez duas preciosas assistências para golo.

Chave do Jogo: Os azuis e brancos cedo impuseram o seu jogo, mas pode-se dizer que o Arouca de Manuel Machado perdeu em definitivo a esperança de retirar algo deste jogo no minuto 15´do dito dado que foi nesta altura que Danilo Pereira marcou o seu belo golo. A partir daí só deu – ainda mais – Porto.

Arbitragem: A forma como Hugo Miguel e restante equipa de arbitragem começou o jogo fez-me crer que íamos ter mais uma daquelas arbitragens “à moda do Benfica”, mas cedo tal receio se desvaneceu. Hugo Miguel esteve bem durante todo o jogo apesar de ter exagerado um pouco na amostragem do cartão amarelo na segunda parte.

Positivo: Mais uma vez o grupo de NES. Há quem diga que NES só faz asneiras. Hoje vimos – outra vez - o culminar das asneiras de NES: um grupo unido a defender e a ataca. Uma equipa no verdadeiro sentido do termo.

Negativo: Comentadores da SportTv e Rádio Antena 1. Bem sei que há uma certa aflição nas hostes benfiquistas dado que este FC Porto está a praticar um futebol de excelência, mas haja imparcialidade e objectividade na hora de comentar e analisar um jogo do FC Porto.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (10/03/2017)

3 comentários:

Pedro M. disse...

A Sporttv está como a televisão do clube do regime...é o que dá o Quim ter perdido os direitos de transmissão dos jogos.
Adiante, num jogo competente, como tanto o NES gosta :)
Saudações Portistas

Jorge Vassalo disse...

Pois é, meu caro, mas isto, para mim, é muito bom! É sinal que estão cheios de medinho! Continuem a tentar descortinar penalties onde eles não existem! Podemos tirar o som que ganhamos na mesma!

Abraço

Felisberto Costa disse...

Vejo os jogos sem som já que não preciso de um gajo parcialo, faccioso e ainda por cima, invejoso a dizer-me o que estou a ver!
Foi um jogo que o FC PORTO de NES, bem cedo carimbou e despachou, e houvesse melhor relvado e Tiquinho Soares teria marcado 4 golos neste jogo!
E há algo que salta a olhos vistos: este FC PORTO ainda tem muito para crescer! A união é tal, que os jogadores soltaram-se, André Silva já não vive obcecado pelo golo, pelo que tem maior alegria a jogar e vai aperfeiçoando-se na arte de jogar fora da área. Oliver é o nosso João Moutinho; incansável, batalhador e ao mesmo tempo coordenador. Jota entra com vontade de marcar golo e João Teixeira, grão a grão vai crescendo para ser ele um futuro grande jogador.
E... NES! O único defeito que aponto a NES (mesmo que o FC PORTO não venha a ganhar este campeonato), foi dar a impressão de ser um "picha-mole"!
NES deve ter uma personalidade forte para conseguir unir um grupo tão heterógeneo como este! NES que mostrou a Brahimi que o futebol é um jogo colectivo, onde a individualidade faz a diferença (que creio que é o que está a fazer agora a... Layun!).
E depois agrada-me ver que o FC PORTO tem um plano A, um plano B e mesmo até um plano C.
Claro que estes encómios todos não chegam (ainda!) para nos elevarmos ao patamar da Juventus. 3ª feira deverá ser o dia em que verei o FC PORTO mais calmamente possivel. Os nosso só tem que ir lá para dentro, disfrutar, mostrar orgulho e dignidade, porque a nossa guerra é outra!
Calma e paciência afinal também dão resultado no futebol!