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sábado, 11 de março de 2017

Começa a ser um hábito

imagem retirada de zerozero
Erectivamente começa a ser um hábito ver o Futebol Clube do Porto a golear. O único acréscimo é que desta vez regressou aquela calma que tinha desaparecido por completo do reino do dragão nos tempos idos (e nada saudosos) de Lopetegui. Mérito de Nuno Espírito Santo (NES) que tem tido a capacidade fantástica de gerir um plantel – ainda - algo desequilibrado e da SAD portista que acertou em cheio com a saída de Evandro e a entrada de Tiquinho Soares. Junte-se a isto uma confiança em crescendo e temos o Futebol Clube do Porto que lidera – justamente – a Liga NOS.

Sobre o jogo de Arouca pouco há a dizer. Manuel Machado fez o esperado e apresentou um FC Arouca que jogava devagar, devagarinho sempre na esperança de que um dos seus – poucos – avançados marcasse o golo inaugural que obrigasse o FC Porto a correr atrás do prejuízo… A típica postura de Manuel Machado diga-se desde já. Mas este Arouca “esbarrou” de frente com um clube azul e branco que tinha como principal objectivo dominar a partida e impor - o mais rapidamente possível - o seu futebol para, desta forma, chegar ao golo inaugural que lhe permitiria gerir o esforço. Isto porque na próxima terça-feira há uma complicada deslocação a Turim.

Basicamente a saborosa vitória dos portistas resume-se ao exposto nos dois parágrafos anteriores. Claro que o Arouca criou uma ou outra ocasião de perigo na baliza de Casillas, mas quando não eram Marcano e Felipe (que grande dupla de centrais!) a resolver o problema era Casillas a faze-lo com mestria. E aqui aproveito para levantar uma questão: Como é que Julen Lopetegui não conseguiu nunca retirar este rendimento de Casillas e Marcano… Tal diz muito da qualidade do actual seleccionador de Espanha. Adiante.

Por último confirma-se o meu pensamento sobre André André. É jogador que só “dura” meia temporada e como tal este deve ser tratado com “pinças” enquanto esta sua malapata (ou não) durar. O mesmo se aplica a Yacine Brahimi dado que sempre aqui defendi o “banho de humildade” a que NES o sujeitou.

MVP (Most Valuable Player): Podia nomear o grande maestro Oliver Torres (outra grande exibição!), mas Yacine Brahimi deixou tudo em campo. O argelino procurou sempre ajudar a equipa nos vários momentos do jogo, trabalhou em prol do grupo, deu tudo o que tinha e não tinha e – inclusive – fez duas preciosas assistências para golo.

Chave do Jogo: Os azuis e brancos cedo impuseram o seu jogo, mas pode-se dizer que o Arouca de Manuel Machado perdeu em definitivo a esperança de retirar algo deste jogo no minuto 15´do dito dado que foi nesta altura que Danilo Pereira marcou o seu belo golo. A partir daí só deu – ainda mais – Porto.

Arbitragem: A forma como Hugo Miguel e restante equipa de arbitragem começou o jogo fez-me crer que íamos ter mais uma daquelas arbitragens “à moda do Benfica”, mas cedo tal receio se desvaneceu. Hugo Miguel esteve bem durante todo o jogo apesar de ter exagerado um pouco na amostragem do cartão amarelo na segunda parte.

Positivo: Mais uma vez o grupo de NES. Há quem diga que NES só faz asneiras. Hoje vimos – outra vez - o culminar das asneiras de NES: um grupo unido a defender e a ataca. Uma equipa no verdadeiro sentido do termo.

Negativo: Comentadores da SportTv e Rádio Antena 1. Bem sei que há uma certa aflição nas hostes benfiquistas dado que este FC Porto está a praticar um futebol de excelência, mas haja imparcialidade e objectividade na hora de comentar e analisar um jogo do FC Porto.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (10/03/2017)

sexta-feira, 10 de março de 2017

Driblar as curvas para pressionar o carro da frente

São estados de espírito bem diferentes aqueles que Arouca e FC Porto vivem no arranque para mais uma ronda da Liga NOS, ainda que com um ponto em comum: nem uma nem outra equipa estão no lugar que desejam.

Mais os arouquenses, obviamente. A Europa continua a estar no horizonte, sobretudo contando que o sexto lugar dê acesso, só que a margem é cada vez menor, pelo que urge ao conjunto do distrito de Aveiro um regresso aos bons resultados.

É que o Arouca vai com quatro derrotas consecutivas (uma com Lito, três com Machado), o pior registo desde que subiu ao principal escalão do futebol nacional, uma série que, a ser quebrada, significará os primeiros pontos para o novo treinador.

Mesmo assim, nada que belisque o favoritismo azul e branco. Em situação inversa, a turma de Nuno Espírito Santo está com oito vitórias seguidas no campeonato e só olha para o Benfica com um degrau de distância.

Há Champions na próxima semana, mas Nuno Espírito Santo, até pelo panorama complicado diante da Juventus, não deverá optar por tantas poupanças como as que fez frente ao Tondela antes de receber os italianos, há três semanas. Porque, por agora, o que importa é mesmo pressionar as águias e subir à liderança pelo menos durante 72 horas.

Sem Herrera e Corona, o desenho não deve fugir muito daquele que se viu na goleada ao Nacional, embora com a mesma questão das últimas deslocações: um ou dois pontas de lança?
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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O Estranho Caso do Cuspo Electrónico

“Cesse tudo o que a Musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta”! Os pasquins escritos e falados conseguiram preencher o vazio que se formou com as jornadas de qualificação do Mundial 2018.

O presidente do Zbórden fez uma espera ao seu congénere de Arouca (clube que chega a ter o extraordinário número de espectadores inferior a 1.000) ou foi o seu presidente que o provocou dando-lhe uns encontrões na pança com o dedo indicador em riste?

No primeiro caso, parece que o badocha já estava à espera que tal acontecesse. Batia com o pé várias vezes no chão indiciando nervosismo (versão de Sherlock Aguiar Holmes) ou pelo contrário fumava tranquilamente o seu cigarrito (segundo o adjectivista de serviço da coletividade verde Rogério Alves)?
Nenhum deles viu nada, apenas se suportando nas imagens das câmaras. TRÊS, gritou o “moderador” benfiquista carinhosamente tratado por Paulo, “são 3 câmaras”! E lá vem os planos próximos, laboriosamente montados, também conhecidos como Grandes Planos ou para dar mais categoria à peça “close ups”! É aí que começa a confusão. Foi cuspo, ou vapor do cigarro eletrónico (estranho aparelho que trabalha a água)?
Em qualquer dos casos dificilmente os doutos “instrutores de inquérito” conseguirão medir a “intensidade do jato”. O banana cuspiu na cara do outro saiu-lhe um perdigoto maior, ou amandou-lhe mesmo um vapor narcotizante? Isto porque o recetor da baforada iniciou um estranho ritual de vai-e-vem pelos corredores dos mijadouros (os participantes estavam na área do mijo normal e do mijo para análise) clamando por alguém que mais tarde se percebeu serem os atletas arouquenses mais os pobres delegados técnicos que nunca esperavam ver uma trapalhada daquelas em tão ilustre casa de viscondes.

Assim, sim. O programa desta operadora (SIC) engrandeceu o desporto do pontapé-na-bola. Que se lixem os passivos, as classificações tremidas da maior parte dos participantes, a possibilidade de ficarmos fora do Mundial e do Euro, servirmos de escárnio por esse mundo fora. O que interessa é deslindar este mistério. “Cuspir ou não cuspir eis a questão”!

Até à próxima

domingo, 23 de outubro de 2016

Regresso à fortaleza do Dragão

imagem retirada de zerozero

Nuno Espírito Santo (NES) tinha afirmado na antevisão do FC Porto x FC Arouca que queria fazer do Estádio do Dragão a fortaleza do Futebol Clube do Porto. Ora pelo que assisti hoje esta fortaleza parece estar mesmo de regresso depois de ter sido completamente destruída por Julen Lopetegui e José Peseiro. A verdade seja dita que hoje o Arouca não jogou absolutamente nada por culpa - quase que por inteira - dos atletas azuis e brancos.

Confesso que fiquei um tudo ou nada preocupado quando entrei no Estádio e vi qual seria o onze inicial do FC Porto pois NES tinha optado por regressar ao “velho” 4x3x3 fazendo entrar Jesús Corona para o lugar de Otávio. Dizia eu para mim mesmo que tal era mais uma consequência do que aconteceu em Brugge onde o 4x4x2 demonstrou ter sido uma péssima aposta do que propiamente uma necessidade técnico táctica para enfrentar o FC Arouca.

Felizmente os primeiros minutos de jogo mostraram que eu não tinha muita razão para criticar NES pela opção pois o Dragão entrou forte e dominador! Só não começou a vencer aos primeiros minutos da partida porque o poste da baliza de Bracali assim não o quis, mas Jesús Corona bem que me5recia o golo após o enorme trabalho ofensivo que realizou neste lance.

Estava dado o mote para este jogo. O FC Arouca a defender com todos os seus jogadores em campo e o FC Porto a atacar com cabeça, tronco e membros (coisa rara de há uns anos para cá). O FC Porto nem pareceu uma equipa – ainda - em construção. É um facto que o Arouca terá exagerado na sua mentalidade defensiva, mas há que dar mérito aos Dragões por terem sabido atacar e defender com inteligência e eficácia. O Arouca ia à frente sempre que podia, mas quando o fazia “esbarrava” numa dupla de centrais de nome Felipe e Marcano que faziam aquilo que se exige a uma dupla de centrais: cortar a jogada e não complicar (postura a mentar sff). Iker Casillas foi mais um espectador do que o guardião do FC Porto pois eram raras (raíssi9mas) as vezes em que a equipa arouquense chegava com perigo à baliza azul e branca.

Em suma; o Futebol Clube Porto soube aproveitar um Arouca que veio à “fortaleza” do Dragão “jogar para o pontinho”. Mérito seja dado a NES por ter sabido explorar tal factor, mas há que aguardar pelos próximos jogos para que tenhamos a certeza de que o que se passou hoje não foi um fogacho. Tenhamos em linha de conta que hoje até Héctor Herrera pode jogar mais ou menos bem(!), o que evidencia a pobreza franciscana do jogo que o FC Arouca levou a cabo na invicta cidade do Porto.

Uma palavrinha final para Brahimi. Confesso que sou um grande admirador das qualidades futebolísticas do argelino, mas começa a ser mais do que tempo de Brahimi perceber que futebol não é só fintas e mais fintas sobre si mesmo. Saber fintar o adversário e passar a bola no momento certo é algo que se exige a um jogador de classe mundial. Brahimi é um destes jogadores. Só lhe falta saber qual o timming certo para passar a bola em veza de andar às voltas sobre si mesmo com a bola no pé.

Chave do Jogo: Inexistente. O jogo foi praticamente controlado pelo Futebol Clube do Porto.

Arbitragem: Nota positiva. Manuel Mota e a sua equipa de arbitragem não complicaram um jogo que nunca foi complicado de se arbitrar.

Positivo: André silva. Um ponta de lança como poucos. André Silva pode ser ainda um “miúdo” mas já se comporta como gente graúda. Excelente no posicionamento e nas desmarcações. André Silva é um “clone” do saudoso Fernando Gomes. Tivesse o moço sido formado numa certa Academia e o que já não se dizia sobre ele.

Negativo: Jesús Corona. O mexicano até que entrou bem e fez por ser a principal figura da partida, mas rapidamente “se eclipsou” e acabou por desparecer por completo. Exigia-se mais a um atleta que ainda esta semana mostrou que sabe jogar muito e bem.
 
Artigo publicado no Blog o gato no telhado

sábado, 22 de outubro de 2016

Regressa um «fantasma» a uma casa bem menos assombrada

Passado e presente cruzam-se, este sábado (20h30), no estádio do Dragão, na 8ª jornada da Liga NOS. O FC Arouca regressa a um palco onde surpreendeu na última época, ao vencer o FC Porto por 2x1, mas o contexto azul e branco é bem diferente nesta altura.

A equipa de Nuno Espírito Santo vem de três vitórias consecutivas, conseguidas em provas distintas (Liga NOS, Taça de Portugal e Liga dos Campeões); uma sequência que é simultaneamente o melhor registo dos portistas em 2016.

Para além disso, o FC Porto tem a melhor defesa do campeonato a jogar em casa, com apenas um golo sofrido até ao momento. Um sinal de que a equipa se sente mais confortável no Dragão, contrastando com o momento em que o FC Arouca visitou a casa azul e branca na temporada passada.

Para atacar o duelo com a equipa de Lito Vidigal, o treinador dos dragões tem dois nomes em dúvida: André André está com gripe e não é certo que recupere a melhor condição de saúde para ir a jogo; já Otávio está a contas com fadiga muscular e, por isso, em dúvida.
 
Arouca à procura de si mesmo

De Arouca chega uma equipa em crise profunda depois de uma última época de sonho. Com apenas um triunfo em 12 jogos esta temporada, a equipa de Lito Vidigalestá a pagar a fatura pela aventura europeia (jogou 3ª pré-eliminatória e o play-off da Liga Europa).
(clicar para ampliar)
 
Publicado no site zerozero

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Dragão reprova no teste

Um (grande) passo em falso na pior altura. A uma semana de visitar o Estádio da Luz, o FC Porto deixou três pontos pelo caminho na recepção ao Arouca. A derrota por 1 x 2 permitiu ao Benfica alargar para seis os pontos de vantagem e ainda falta entrar em cena o líder Sporting...
Prova de que nem todos os relógios batem ao mesmo compasso foram os primeiros segundos de jogo no Dragão. José Ángel – e toda estrutura defensiva do FC Porto – ainda estavam à espera do apito inicial quando Walter González deu vantagem ao Arouca. Bola nas costas do lateral Espanhol, cruzamento de Zéquinha e o avançado Paraguaio, quase sem saber como, bateu Casillas. Tempo de jogo? 15 segundos.
Arranque atípico, mais ainda com o outsider Arouca em vantagem. O FC Porto acusou o toque, sobretudo defensivamente. Espaço, demasiado espaço, concedido nas costas aos homens de Lito Vidigal, que ao contrário do senso comum, não recuou por instinto para salvaguardar uma dádiva preciosa conseguida nos primórdios do encontro.
Mesmo depois de sofrer o empate, aos 14 minutos, o Arouca cheirou nova graça em dois momentos – os dois melhores momentos no primeiro tempo; aos 20' e aos 40', Casillas, ora perante Nuno Coelho, ora perante Mateus, salvaguardou os interesses Azuis e Brancos. Sem Marcano e sem Maxi Pereira, a estabilidade do sector defensivo abanou, e de que maneira.
Atordoado por um desfasamento fatal na entrada em jogo, o FC Porto fez-se à vida. Nem sempre brilhante, nem sempre sóbrio, mas lá foi conseguindo compensar ofensivamente o que ia faltando lá atrás. Aos oito minutos, Danilo disparou de meia distância mas falhou, por pouco, o enquadramento.
Aos 14', o golo. Bracalli ainda defendeu a primeira tentativa de Aboubakar, mas na sequência do canto teve mesmo de dar o braço a torcer. O Camaronês empatou de cabeça e provou que é ao Arouca que mais gosta de marcar. Quarto jogo, quarto golo. Estava interessante o filme da noite, sobretudo porque o Arouca quis jogar e o FC Porto deixou.
 
Se a primeira parte foi má do ponto de vista Azul e Branco, a segunda devolveu ao Dragão um coro de assobios que não se ouvia desde... Lopetegui. À falta de ideias para desbloquear o empate, o FC Porto juntou-lhe mais uns quantos erros fatais. Como Maicon, aos 66 minutos, convidando Walter para o «bis»; o Paraguaio agradeceu e bateu Casillas pela segunda vez.
Momento "não" do encontro. Antes do curto-circuito total, a história podia ter sido outra. Porque Brahimi marcou, aos 63 minutos, no ilusório 2 x 1 para o FC Porto. O auxiliar de Rui Costa levantou a bandeira e anulou o golo por alegado fora-de-jogo. Errado. E o jogo fica manchado por isso.
Mas é nesta altura que se deixa de falar do FC Porto e se tira o chapéu a este Arouca. Independentemente da noite «negra» dos da casa, a forma como os comandados de Lito Vidigal encararam a partida é uma lufada de ar fresco. Sofreram, pois claro, em momentos mais intensos do FC Porto, mas nunca, em momento algum, se esqueceram que o Dragão tem duas balizas. E Walter, o menino de 20 anos, mostrou que sabe muito bem como tirar o máximo proveito de uma baliza.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Miguel Layún

domingo, 7 de fevereiro de 2016

O duro teste do Dragão

Hoje vamos poder assistir a um duro teste ao Futebol Clube do Porto de José Peseiro. Não só porque do outro lado vai estar um adversário interessante e bem orientado mas sim porque vai ser a primeira vez que este Porto em crescimento se vai mostrar ao seu exigente público. Maiores do que as dificuldades que o Arouca vai colocar serão as dificuldades que os “assobiado profissionais do Dragão” vão colocar em cima de uma equipa ainda em construção dado que a ilusão nesta altura é mais do que muita e na próxima semana há uma deslocação à Luz. 
 
É um facto. Após a vitória do SL Benfica no Restelo cabe agora ao FC Porto vencer para se poder manter na corrida pela conquista do Título e pressionar, desta forma, o Sporting CP que vem vacilando nas últimas jornadas. E para isto vai ser preciso derrotar o FC Arouca de Lito Vidigal, equipa que não irá - com toda certeza - desperdiçar a primeira parte de avanço que a equipa Azul e Branca têm oferecido numa bandeja de parta aos seus adversários nos últimos jogos. Daí eu já ter dito no parágrafo anterior que este vai ser um jogo de pressão elevada para os pupilos de Peseiro. 
 
Mas nem tudo é mai. José Peseiro pode estar há muito pouco tempo no comando técnico do Dragão mas a verdade é que parece já ter recuperado um pouco do Futebol Clube do Porto de antigamente. Dito de outra forma; com Julen Lopetegui toda e qualquer equipa vinha ao Estádio do Dragão jogar de olhos nos olhos e conseguia, algumas vezes, impor o seu futebol, com José Peseiro o filme poderá muito bem ser outro pois quando alguém se atreve a fazer frente aos Portistas acaba por ser totalmente dominado e derrotado (que o diga o Gil Vicente de Nandinho). 
 
Ora Isto tudo para dizer que não me acredito num Arouca atrevido no Dragão. Será antes uma equipa de contenção que tentará aproveitar algum desacerto do FC Porto para tentar impor um empate. Para mais a equipa Arouquense parece estar numa nítida queda de forma e tal tem sido notório nos últimos jogos onde tem dado muita luta sem resultados positivos. Posso dizer, com alguma cautela, que a equipa de Lito já não é mesma que começou o campeonato e que andou, durante muitas jornadas, a ocupar os lugares europeus mas isto não é sinónimo de facilidades para o FC Porto. Para mais as ausências forçadas de Maxi e Marcano irão obrigar a mexidas num onze Azul e Branco que está ainda em construção. 
 
Vamos então a ver como vai decorrer esta partida. Relembro que a forma como o FC Porto entrar neste jogo vai ser deveras importante para o desfecho final que todos desejamos que seja uma vitória Azul e Branca. 
 
São três os jogadores que estão de regresso aos convocados para o jogo com o Arouca, hoje, pelas 19h15, no Estádio do Dragão: Casillas, André André e Chidozie, jogador do FC Porto B que já tinha sido chamado para a partida da Taça da Liga diante do Feirense​. José Peseiro excluiu da lista os nomes de José Sá e dos castigados Maxi e Marcano - cumprem um jogo de suspensão -, que estiveram presentes na convocatória para o encontro com o Gil Vicente, das meias-finais da Taça de Portugal. 
 
Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Martins Indi, Maicon, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, André André, Miguel Layún, Danilo, Suk e Chidozie 
 
Onze provável (4x3x3): Casillas, Layún, Maicon, Indi, Àngél, Danilo, Herrera, André, Brahimi, Corona e Aboubakar

domingo, 13 de setembro de 2015

O Dragão já lidera

Vitória tranquila e sóbria do FC Porto, contra um Arouca aguerrido, mas com poucos argumentos. Lopetegui mexeu em vários sectores e Corona foi um dos que se estreou, numa exibição com dois golos e a certeza de que tem a velocidade e a magia que por vezes falta em determinados momentos do jogo de uma equipa que é, à condição, líder isolada da Liga NOS.
Se Corona foi uma das novidades no onze, o Mexicano quis mostrar que isso não era destaque suficiente e passou do valor financeiro ao valor desportivo. Um quarto de hora e golo! A melhor entrada em campo dos Portistas, que já tinham tentado por André André e Aboubakar, era premiada.
Ao Arouca, o medo não apareceu. A noite era sombria, as bancadas estavam pintadas de Azul, mas a tonalidade da atitude Arouquense era de um amarelo vivo como a camisola. A reacção ao golo inaugural só não foi totalmente bem conseguida porque faltou algo no último terço.
Ainda assim, a atitude dos homens de Lito Vidigal foi inteligente, explorando o facto de o FC Porto ter pouco apoio defensivo dos extremos e colocando os médios interiores em constantes apoios na linha, criando desequilíbrios e obrigando os Dragões a recorrerem à falta. Nos 15 minutos a seguir ao golo, o Arouca foi melhor, mas não o suficiente para que Casillas tivesse reais calafrios.
Depois, os Portistas voltaram a melhorar, com André André e Brahimi mais activos a pegar a bola e a darem velocidade à equipa, que claramente ia faltando no trato do esférico. Uma situação que foi melhorada com o intervalo.
O Arouca regressou dos balneários novamente com vontade, só que Lopetegui melhorou as coberturas defensivas nas faixas, quer por quem estava, quer com o reforço de Danilo Pereira, quando entrou para o lado de Rúben Neves, dando mais liberdade a Imbula.
Os Dragões já não tiveram tanta ânsia em ter bola e conviveram bem com isso. Tiveram mais espaço entre o que era o meio-campo construtor do Arouca e a sua linha defensiva e assim exploraram para os golos da tranquilidade.
Essa maior robustez física e presença a meio-campo acabou por se revelar vital, não para segurar a vantagem mínima, mas para conferir menos trabalho defensivo aos homens da frente, que ficavam mais soltos para atacar e marcar.
Primeiro, por Corona, a bisar numa noite de sonho, depois por Aboubakar, sempre com André André como denominador comum: rematou no do Mexicano e cruzou no do Camaronês, após magnífico passe de Rúben Neves.
​Um triunfo que não sofreu contestação, mas que sofreu uma mexida do outro lado do placar, quando Maurides reduziu. Um golo merecido para os Arouquenses, três pontos que se justificam para um FC Porto que receberá o Benfica em vantagem na classificação. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo; André André

sábado, 12 de setembro de 2015

Dia de derrotar os “Tolinhos”

Após a paragem para os compromissos das Selecções eis que regressa o campeonato e o “mano a mano” pela conquista do Título de Campeão nacional. Algo que o Futebol Clube do Porto já não consegue fazer há já duas longas temporadas, pelo que vencer os “Tolinhos” do Arouca na sua real casa é um imperativo para os Dragões pois só com vitórias se pode ser campeão.
 
Para além disto o SL Benfica venceu o seu jogo e é neste momento Líder da tabela classificativa da Liga NOS, o que obriga os Azuis e Brancos a terem de vencer em Arouca para poderem receber a equipa de Vitória no primeiro lugar do campeonato. Para mais uma vitória Portista mais logo pode isolar o FC Porto no topo da classificação dado que “retira do caminho” o Arouca que tem sido a equipa sensação neste arranque de época.
 
Contudo esta não será uma tarefa fácil para Julen Lopetegui e companhia. Como já aqui disse, o Arouca tem sido a sensação deste arranque de época e não é por acaso que tem sido assim. 
 
Primeiro que tudo a equipa Arouquense conta com os serviços de Lito Vidigal que é um Treinador que “faz magia” nas equipas pequenas (que o diga o Belenenses). E pelo que se vai vendo o FC Arouca poderá muito bem deixar de ser aquela equipa que luta somente pela descida de divisão. 
 
Para além do talentoso Treinador o FC Arouca consegue apresentar esta Temporada um plantel muito equilibrado com Jogadores de qualidade que fazem a diferença nos jogos. Rafael Bracalli, José Manuel Velázquez, Nuno Coelho, Nuno Valente, David Simão e Maurides são alguns dos bons Jogadores do Plantel do Arouca com os quais o FC Porto deve ter uma atenção muito especial se quiser ficar com os três pontos da vitória.
 
Marcar cedo vai ser vital para que os Dragões consigam impor o seu futebol e continuar a liderar o campeonato (calando desta forma os papagaios da Comunicação Social Desportiva com palas à Benfica). Como tal é importante que Julen deixe de lado a sua teimosia e deixe o seu onze explanar o seu futebol.
 
Os defesas Cissokho e Miguel Layún e o avançado Jesús Corona são as novidades da convocatória elaborada pelo técnico Julen Lopetegui para o jogo entre Arouca e FC Porto, referente à quarta jornada da Liga NOS (marcado para hoje, às 20h45, no Estádio Municipal de Arouca). 
 
Em relação aos eleitos para a recepção ao Estoril, que se saldou numa vitória portista por 2 x 0, saem dos eleitos o defesa José Ángel e o avançado Silvestre Varela. 
 
Lista de 19 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, Herrera, Jesús Corona, André André, Miguel Layún, Danilo, Alberto Bueno, Imbula e Cissokho. 
 
Onze provável (4x3x3): Casillas, Maxi, Maicon, Marcano, Indi, Danilo Pereira, Imbula, Brahimi, Tello, Corona e Aboubakar
 
O FC Arouca x FC Porto poderá ser acompanhado em directo na SPORTTV 1.

terça-feira, 17 de março de 2015

Pensamento da Semana: O cerne da questão

Depois da vitória caseira ante o Arouca de Pedro Emanuel tenho reparado que a Nação Azul e Branca se sente muito revoltada com a expulsão do Guardião Azul e Branco Fabiano, contudo tenho uma visão completamente diferente do assunto.
 
Sou da opinião de que os adeptos e associados do Futebol Clube do Porto deveriam antes “obrigar” Julen Lopetegui a não apostar em projectos que até podem ser bons mas que podem ser perigosos nesta altura do Campeonato.
 
Até que sou um grande admirador de um “Guarda-redes à Manuel Neuer” mas Fabiano está longe de ser algo de igual, ou parecido, nos tempos mais próximos. O Brasileiro poderá muito bem vir a ser o “Neuer” que o sistema de Lopetegui necessita, mas isto demora o seu tempo e se há coisa que o FC Porto não pode fazer é “pôr-se a jeito” nesta altura do Campeonato porque “eles andam aí” e estão muito nervosos.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Vitória da Raça e do Querer

Não há lesão ou castigo que trave o Dragão. Perante as dificuldades que têm aparecido no caminho, o FC Porto tem feito das fraquezas forças e segue na sua missão do "resgate". Fabiano foi expulso e cedo deixou os seus companheiros - que tiveram um duelo a meio da semana para a Champions - reduzidos a 10 unidades. Mas usando de uma máxima tão familiar à Nação Portista ("Somos Porto"), bem se pode dizer que diante do Arouca os pupilos de Lopetegui mostraram o que é ser Porto e venceram por uma bola a zero.
 
Pressionado pela vitória do Benfica, os Azuis e Brancos subiram ao relvado do Estádio do Dragão com a necessidade de somar os três pontos. Cedo os Portistas instalaram-se no meio-campo do Arouca, equipa que se apresentou com o bloco coeso mas atrevido e a tentar criar dificuldades aos Azuis e Brancos, que iam controlando e fazendo uma ligeira pressão.
 
Foi numa dessas iniciativas dos Arouquenses que Fabiano Freitas foi expulso. Aos 11 minutos, o guardião do FC Porto fez uma falta sobre Rui Sampaio, do Arouca, à entrada da área e deixou os Portistas a jogar com 10. Lopetegui tirou Ricardo Pereira (que estava no lado direito da defesa a render o lesionado Danilo) e lançou em campo Helton, guardião que se lesionou faz hoje um ano, em Alvalade.
 
Mesmo com 10 a equipa Azul e Branca não entrou em pânico. Mostrando toda a sua qualidade, maturidade e inteligência táctica, a formação Portista manteve a iniciativa de jogo e foi aplicando no relvado os processos de jogo assimilados.
 
A partida decorria "quente" e a plateia Azul e Branca por duas ocasiões pediu grande penalidade. Aos 23 minutos, Aboubakar caiu na área na sequência de um cruzamento de Quaresma; estava Miguel Oliveira a cobrir o Camaronês. O árbitro entendeu que não houve nada. Aos 26', Diego Galo tocou no Mustang na face quando tentava afastar uma bola. Ficou uma grande penalidade por assinalar.
 
Perante tanta pressão da equipa Portista ao Arouca, nesta fase, não admira que o marcador acabasse por funcionar. Aos 32 minutos, cruzamento de Ricardo Quaresma ao segundo poste, onde Aboubakar teve todo o à-vontade para desviar de cabeça. Festa no Estádio do Dragão, Lopetegui, no banco, respirava de alívio. Ao intervalo, o FC Porto vencia pela margem mínima mas merecia um resultado mais dilatado.
 
O segundo tempo foi mais aborrecido. O FC Porto foi controlando a bola no meio-campo e o Arouca teve muitas dificuldades em chegar com perigo à área Portista. Quando lá chegava, Helton mostrava serviço.
 
Apesar das dificuldades, o FC Porto conseguiu o que mais queria e somou os três pontos, mantendo a pressão ao líder Benfica. O Campeonato segue animado e entra agora na recta final.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Ricardo Quaresma

domingo, 15 de março de 2015

Cumprir a obrigação

Ainda a recuperar da ressaca da grande noite europeia o Futebol Clube do Porto terá mais logo a missão de vencer no Campeonato para colocar alguma pressão sobre o líder da prova. Uma vitória Azul e Branca coloca os Portistas novamente a quatro pontos de distância do primeiro lugar, mantendo desta forma os Dragões na corrida pelo Título de Campeão nacional.
 
Temos portanto que o FC Porto tem a clara obrigação de derrotar o Arouca de Pedro Emanuel.
 
Tendo em consideração o actual estado de forma dos Portistas e a fraca qualidade do plantel de Pedro Emanuel poder-se-á dizer que a tarefa Azul e Branca está um tudo ou nada facilitada, só que no futebol não existem jogos fáceis á partida e muito menos alguém entra em campo a perder. Se os Dragões quiserem vencer terão de fazer por isto. Para mais o Arouca necessita de pontos como de pão para a boca uma vez que a zona de descida está muito próxima.
 
O favoritismo é todo da equipa da casa, mas Julen Lopetegui deverá ter algum cuidado com o jogo físico do Arouca que é a sua maior arma. Não embarcar em facilidades e dar sempre o tudo por tudo em todos os lances é o ponto-chave para uma vitória Azul e Branca. Um FC Porto à imagem dos últimos jogos deverá vencer sem dificuldades. E não se esperem por oferendas do Guardião dos Aroucenses, pois este tipo de ofertas é um exclusivo do SL Benfica.
 
Diego Galo, David Simão, Artur, Nuno Coelho, Pintasilgo, André Claro e Joris Kayembe são os melhores Jogadores do FC Arouca. O onze escalado por Lopetegui deverá estar atento a todos eles, mas deverá ter atenção redobrada ao Belga Kayembe, Jogador emprestado pelo FC Porto, que irá com toda a certeza querer mostrar serviço.
 
As chamadas de Ricardo e de Diego Reyes são as novidades da Lista de Convocados de Julen Lopetegui para o duelo com o Arouca, da 25.ª jornada da Liga NOS. Em relação à convocatória para a partida frente ao Basileia, que selou a qualificação para os quartos-de-final da UEFA Champions League, registam-se as saídas de Danilo, Maicon e Gonçalo Paciência.
 
Lista de 18 Convocados: Helton e Fabiano (g.r.); Martins Indi, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Quintero, Tello, Reyes, Evandro, Herrera, Hernâni, Ricardo, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves e Aboubakar
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Ricardo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Evandro, Quaresma, Brahimi, e Aboubakar
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo blog perto da hora do jogo.

sábado, 1 de novembro de 2014

Continuar o bom trabalho

Depois da exibição da equipa Azul e Branca em Arouca onde goleou a equipa local, não será errado afirmar que neste momento o que todos os Portistas desejam é que se dê continuidade ao bom trabalho. Ou seja, para o jogo ante o CD Nacional o que a malta quer é mais do mesmo se faz o favor.
 
Contudo há que olhar para o calendário e para o tipo de Treinador que é Lopetegui. É um facto que o Basco já está “de pé atrás” no que à sua “adorada” rotação do plantel diz respeito, mas também é um facto, e muito relevante, que a meio da próxima semana há uma deslocação a Espanha que pode decidir, desse já, a passagem dos Dragões à fase seguinte da Liga dos Campeões. 
 
Ou seja, tanto o jogo com o CD Nacional como com o Athletic Bilbao são fulcrais pois dizem muito ao futuro imediato do Futebol Clube do Porto, mas já vêm sendo hábito no Mundo do futebol que o jogo mais importante é sempre o próximo, pelo que agora o que interessa é apresentar um onze que vença os Madeirenses. E de preferência um que seja tão eficaz como aquele que jogou em Arouca. O ideal seria ser o mesmo, mas já toda a gente sabe como funciona Julen. 
 
Sobre o CD Nacional de Manuel Machado há ainda que dizer que esta equipa já venceu no estádio do Dragão e por mais que uma ocasião. Os Alvi Negros têm tendência a dar tudo por tudo no Reino do Dragão, e tal terá de ser levado em conta por todos os elementos ligados ao FC Porto, adeptos e associados inclusive. È verdade que Manuel machado deverá apostar numa postura super defensiva, mas isto não é sinónimo de facilidades e de jogo ganho. Paciência, esforço, profissionalismo, racionalidade e dedicação é algo que os Portistas vão precisar de ter em dobro nesta partida para poderem ter um final de Sábado sossegado e manterem-se desta forma na corrida pelo Título. 
 
Julen Lopetegui chamou para a recepção ao Nacional os mesmos 18 jogadores que integraram a convocatória para a deslocação a Arouca, na ronda anterior, na qual o FC Porto venceu por 5 x 0.
 
Lista de 18 convocados: Fabiano e Andrés Fernández (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Herrera, Adrián López, Alex Sandro, Óliver, Rúben Neves e Aboubakar. 
 
Onze Provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Marcano, Alex Sandro, Rúben Neves, Casemiro, Quintero, Brahimi, Tello e Jackson.
 
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domingo, 26 de outubro de 2014

Nem rotação, nem invenção

O FC Porto não se podia dar ao luxo de perder mais pontos na corrida pelo Título e não perdeu. Os Dragões foram a casa do Arouca vencer por cinco bolas a zero, em jogo da 8.ª jornada.
Quem já foi ao estádio do Arouca, situado pelas Terras da Serra da Freita, sabe das dificuldades que tem de enfrentar para lá chegar. O trajecto, até à Terra de gente acolhedora e simpática, não é de todo fácil. Mas bem se pode dizer que nunca foi tão fácil para o FC Porto andar pela Serra.
Não se enganou quem esperava uma entrada lenta do FC Porto. Os Dragões começaram com calma, com paciência, trocando a bola com segurança e sem correr riscos. O Arouca, orientado por Pedro Emanuel, ficou à espera do adversário e tentou ver no que ia dar o jogo. Ainda assim, os Homens da casa, sempre que podiam, atacavam com perigo, sobretudo pelos flancos.
A equipa da Invicta controlava mas havia pouco Porto em campo. Quintero, no meio, criava pouco perigo, Casemiro escondia-se e só Brahimi colocava intensidade no ataque Azul e Branco. Tello, bem marcado, não conseguia aparecer num jogo que arrancou com Marcano, novidade no eixo defensivo, a cometer alguns erros.
Mas o futebol é um jogo colectivo onde a qualidade individual pode resolver muitas vezes os problemas que aparecem às equipas. Foi o que aconteceu, em Arouca.
Até então "desaparecido", Juan Quintero, aos 24 minutos, disparou forte um remate de longe, com a bola a desviar ainda num opositor, e abriu o activo. Os adeptos do FC Porto podiam festejar. E não tiveram que esperar muito para voltar a fazer a festa. Aos 26', Jackson Martínez empurrou para o fundo das redes de Mauro Goicoechea, depois de um trabalho de Brahimi. O Argelino passou por tudo e todos na direita, cruzou para a "boca da baliza" onde apareceu o Cha Cha Cha para o segundo dos Dragões. 0 x 2, vantagem para a equipa de Lopetegui.
A tentar cometer poucos erros, o conjunto Arouquense viu-se em desvantagem com dois momentos de pura magia dos artistas do Dragão.
A equipa de Pedro Emanuel sentiu os golos sofridos e recolheu-se perante uma pressão forte do FC Porto que, por outro lado, cresceu, ganhou dinamismo e intensidade. As oportunidades de golo sucederam-se e o resultado ficou confortável para a formação Portista.
Os golos despertaram os Azuis e Brancos que cercaram a baliza do Arouca em busca do terceiro golo. E ele não demorou muito. Aos 39 minutos, de bola parada, Casemiro saltou mais alto entre os centrais da casa e, de cabeça, empurrou para o fundo da baliza.
Um FC Porto simples, pragmático e superior (com toques de magia também) tinha a sua Vida resolvida ao intervalo.
Para o segundo tempo, o Arouca tinha que operar um verdadeiro milagre para impedir o FC Porto de conquistar os 3 pontos. Algo que não aconteceu. Quem acabou por ampliar a vantagem foi o FC Porto. Jackson Martínez, aos 60', fez o quarto. Tello meteu velocidade pelo corredor e cruzou para o avançado Colombiano marcar mais um; o Colombiano só teve de meter o pé.
O que se viu até final foi um Arouca à espera do final da partida e o FC Porto a dilatar o marcador. Já com Quaresma e Vincent Aboubakar em campo, os dois fabricaram o quinto golo dos Portistas. O Camaronês tabelou com o internacional Português e depois colocou a bola por entre as pernas Goicoechea.
Os Dragões venceram fácil e o Arouca saiu vergado a uma goleada. Assim se conta a história do duelo. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Brahimi

sábado, 25 de outubro de 2014

Sem rotação mas com consolidação

Após a sofrida vitória caseira na última Terça-feira numa partida a contar para a UEFA Champions League, eis que os Dragões voltam toda a sua atenção para a Competição Interna onde tem um “pequeno grande fosso” pontual de quatro pontos de distância para o primeiro classificado por atravessar. Razão mais que suficiente para que Lopetegui deixe de inventar e de rodar o plantel todo.
 
Para além disto, esta vai ser uma jornada onde SL Benfica vai jogar em casa do SC Braga e poderá perder pontos dado que as Águias não costumam dar-se muito bem com os ares do Minho. Mais uma razão para que Lopetegui não aposte na sua habitual teimosia que já custou pontos preciosos ao Futebol Clube do Porto.
 
É neste cenário que os Azuis e Brancos visitam Arouca para jogar contra a equipa local. O Arouca é orientado por Pedro Emanuel, conhecedor da Mística do Dragão, que já mostrou por várias vezes ser um Treinador atento e competente neste tipo de equipas. Como Treinador que é, Emanuel irá com toda a certeza preparar o seu Arouca para que “roube” pontos ao Dragão sem ter de “estacionar o autocarro” diante da sua baliza.
 
Além do seu Treinador, o Arouca conta nas suas fileiras com Jogadores de boa qualidade. Podem não ser grandes estrelas do futebol, nem são donos de uma capacidade técnico táctica genial, mas sempre que entram em campo dão tudo por tudo pelo Clube e mostram ter uma organização muito boa em todos os sectores e fases do jogo. Não será, de forma, alguma um adversário fácil de se defrontar, isto é uma certeza.
 
Quanto ao Futebol Clube do Porto, São 18 os convocados por Julen Lopetegui para a visita a Arouca, marcada para hoje, às 20h15, no Estádio Municipal de Arouca, a contar para a oitava jornada da Primeira Liga.
 
Em relação à convocatória para o último jogo, frente ao Athletic Club, da terceira jornada da Champions League (2 x 1), saem dos eleitos do Técnico Espanhol o médio Evandro e o avançado Ricardo, reduzindo assim a lista de 20 para 18 elementos.
 
Lista de 18 Convocados: Fabiano e Andrés Fernández (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Herrera, Adrián López, Alex Sandro, Óliver, Rúben Neves e Aboubakar.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, José Ángel, Casemiro, Herrera, Brahimi, Quaresma, Tello e Jackson.
 
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segunda-feira, 10 de março de 2014

A emenda não foi pior que o soneto

Mesmo com números exagerados, o FC Porto voltou a vencer para o Campeonato, naquela que foi a estreia de Luís Castro como treinador principal dos Azuis e Brancos. Mesmo sofrendo em algumas fases do jogo, os Dragões conseguiram um triunfo que os aproxima do Sporting, em vésperas de Clássico. Quaresma, com dois golos e um penálti falhado, foi o Homem da partida.
No primeiro onze delineado por Luís Castro, o regresso de Steven Defour foi a grande nota de destaque. O Belga aproveitou o desgaste de Herrera, que regressou mais tarde da Selecção Mexicana, para acompanhar Carlos Eduardo e Fernando no miolo. À frente, tudo igual, enquanto, na defesa, Mangala descaiu para a esquerda para ocupar a vaga do castigado Alex Sandro, entrando Maicon para o centro do terreno.
Pedro Emanuel, fiel ao que é seu hábito, apostou no reforço do meio campo, entregando o ataque a Lassad e Ceballos, se bem que o primeiro acabou por não ir a jogo, pois lesionou-se no aquecimento e teve que ceder o lugar a Salim.
Claramente que a primeira ideia passada pelos Azuis e Brancos foi a de um FC Porto diferente, mais próximo do de Vítor Pereira e mais distante do que se apresentava com Paulo Fonseca.
E essa mudança não se deveu apenas à apresentação do meio campo, novamente com Fernando mais solto e com Carlos Eduardo e Defour em zonas mais adiantadas - o que, na verdade, também chegou a ser feito pelo técnico que saiu. A grande procura deste FC Porto de Luís Castro era, isso sim, a segurança do transporte da bola.
A qualidade de posse dos Azuis e Brancos foi por demais evidente, até porque, em boa verdade, o Arouca também não se apresentava muito interessado em pressionar o adversário. Com Carlos Eduardo activo, com Jackson bem mais presente e com Defour a querer mostrar renovado ânimo, foi Quaresma o primeiro a marcar.
Num lance ingénuo, o Arouca cometeu grande penalidade, de André Claro sobre Varela, com o número 7 a colocar a bola fora do alcance de um Cássio que, aos 11 minutos, já tinha historial de trabalhos forçados. O golo acalmou a equipa, elevou a confiança dos jogadores e permitiu outra lufada de qualidade, potenciada ao máximo com o grande golo de Carlos Eduardo.
A meio da primeira parte, parecia tudo voltar ao normal no Dragão, com os Portistas a controlarem o desafio e a corresponderem à exigência dos adeptos.
Contudo, a insegurança não tardaria a voltar. Bruno Amaro, à meia hora de jogo, marcou um livre contra a barreira, a bola ressaltou para Rui Sampaio, que reduziu para a turma de Pedro Emanuel, até então totalmente deambulante ao sabor do futebol Portista (marcou no primeiro remate à baliza).
Toda essa intranquilidade poderia ser, logo depois, afastada novamente. Outra vez de forma ingénua, o Arouca cometeu grande penalidade, desta vez por falta de Nuno Coelho sobre Jackson Martínez. Quaresma, que, minutos antes, tinha sido assobiado por demorar a soltar uma bola, não teve cabeça fria necessária e nem no rectângulo de rede conseguiu acertar.
O falhanço fez voar sobre o Dragão os recentes fantasmas dos maus resultados. Na entrada para a segunda parte, e mesmo ainda no fecho da primeira, a debilidade defensiva Portista voltou a aparecer. Mangala, que mostrou naturais faltas de rotina na esquerda, Maicon e Abdoulaye foram coleccionando brindes que Cissé, Ceballos e Roberto não souberam aproveitar.
Em polvorosa, os adeptos Portistas desesperavam pelo passar do tempo ou pela confirmação de um triunfo que valia, mais do que três pontos, um regresso ao que estavam habituados, no que a sucessos caseiros diz respeito.
Entraram Quintero e Ghilas e a equipa melhorou, também porque o Arouca, cada vez mais crente, ia subindo no terreno e afastando as suas linhas, abrindo perigosos espaços para contra-ataques.
Finalmente, o golo, decorridos que estavam 83 minutos. Ghilas conduziu pela esquerda um rápido lance de ataque. Depois travou, levantou os olhos e viu a surgir, do outro lado, Ricardo Quaresma, que enviou a bola para onde mais queria. Redenção do extremo e triunfo selado, não sem Jackson, nos descontos, e com a ajuda de Tinoco, ter ampliado para tons de goleada o marcador final.
De forma sofrível, o FC Porto garantiu três importantes pontos, que apimentam o clássico da próxima jornada, visto o Sporting ter ficado agora a apenas dois pontos, na classificação. O Arouca não merecia tamanho castigo, tendo sido goleado por ter arriscado e falhado nos momentos decisivos. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Ricardo Quaresma